Designer que não se encontra
Mas uma coisa que acaba complicando em muito é o indivíduo que nem sabe o que ele é na vida ainda. Explico: o design ainda e vergonhosamente (ou não) não tem uma denominação única de atuação. As áreas são amplas demais e as qualidades que o indivíduo tem que desenvolver, são muitas. Mas há aqueles que já tem uma certa aptidão em alguma coisa e esses são os que complicam a vida. Eles não acreditam que têm que se aprimorar. Em outras palavras, são artistas e não designers.
O raciocínio deles funciona no lado contrário da corrente. “É a minha idéia que você tem que querer como solução com problema”.
Acho que antes de uma pessoa querer ser um designer, tem que se encontrar. Sim, quer ser chefe? Quer ser empregado? quer vender design? Quer só criar? ok, tudo bem.
Mas tenta saber antes o que você vai precisar em cada ação dessa.
Essa diferença de como querer atuar, parece que aos poucos começa a ser enxergada pelas instituições. Mas ainda acho que mais entra grana e sai gado, delas.
Se gostou desse artigo, leia também...
O paradoxo das RT’s.
RT’s, para quem não conhece, são as controversas Reservas Técnicas que empresas e fornecedores premiam os profissionais em “agradecimento” à fidelidade.
DESIGNER - Os seus clientes são fiéis ou leais?
Independente de ser contratado, autônomo ou empresário!
Faço uma pergunta a você DESIGNER - Os seus clientes são fiéis ou leais?
Trago a vocês a reflexão entre a Fidelidade x Lealdade.
Experimentação no Design
Estava eu ajudando a montar um palco para a apresentação das crianças do colégio onde minha namorada trabalha.
A escolha do tipo de letra mais adequado
Escolher a face tipográfica (ou tipo de letra) é uma das tarefas mais complexas e importantes enfrentadas por um designer.
Xerox muda sua logo
Após 14 anos, a Xerox - sinônimo de fotocópia no mundo todo - mudou sua logo.
12 Comentarios »
RSS feed for comments on this post. TrackBack URL





uma pessoa que se forma por exemplo em eletrônica, pode trabalhar em varios ambientes diferentes, sem perder sua profissão, Engenheiro eletrônico! O que acontece é que o mercado quer que o Designer seja multi-funcional…tem que saber usar os softwares, ser criativo, criar, vender, atender o cliente, fazer o café e ganhar pouco.
como já disse em outro comentário o que falta é a Pedra Fundamental para qualquer profissão…acabar com o amadorismo. que no nosso caso se chama FREELANCE. enquanto as prostitutas estiverem prevalecendo no mercado o cliente não vai saber o verdadeiro valor do Design.
Sugestão: Façam uma pesquisa para avaliar qual o perfil de um Designer.
Abraços
O mercado exige? O mercado exige a verdade. E pelo que sei, podemos citar pouquíssimos nomes de designers “fazem tudo” e estão se destacando.
E muito casos de designer “fazem tudo” que só aumentam a bagunça do mercado.
Em nenhum lugar eles foram ensinados a agirem dessa maneira, e se foram, deram mais atenção nas ferramentas de criação.
Primeiramente não acho de forma alguma que quem faz freelance seja a prostituta do design, uma coisa não tem menor relação com o modo dos clientes não valorizarem o design.
Oq acontece eh oq o Ed já abordo em outros fóruns, onde um estudante, recém formados ou design com a corda no pescoço começam a fazer trabalhos baratos, e como são design e não MICREIROS e sabem oq fazem, aparece muitos trabalhos bons e de baixo custo, não cobram da forma devida. Isso sim q desvaloriza nossa profissão.
Para melhorar temos q primeiro conscientizar nossos profissionais fazer uma distinção de uma vez por todas quem eh design e quem eh micreiro… quando isto tiver bem consolidado no nosso meio para passar para o resto do povo eh muito mais simples…
E depois, acho que um estudante só vai saber mesmo o qual área atuar depois de ter passado por varias, pq tudo na teoria eh uma coisa na pratica eh outra… sem falar q existem muitas faculdades já trabalham assim e muitos designers defendendo o conceito de Design ser uma coisa única. Ex: um profissional se forma em Design (gráfico, produto, moda, interiores) forma com possibilidade de atuar em todas as habilitações, onde depois ele se especializa em qual seguimento quer atuar abrindo assim seu leque de opções.
Os donos das empresas, sejam elas, pequenas ou grandes tem que deixar de pensar que qualquer um pode fazer este determinado serviço e ter vergonha na cara de oferecer um salário de R$ 500,00 para um designer criar, utilizar os softwares, atender, brigar e fazer o café das 8 as 18 hs. É por isso que a coisa vai mal.
não concordo em dizer que freelancers são as prostitutas do design.
é uma visão muito generalista dizer que todos que fazem algum freelance são assim dessa forma. alias, sejam sinceros, quantos de vocês nunca fizeram, fazem ou pretendem fazer um trabalho freelance para ganhar uma grana extra pra pagar as contas no fim do mes? ou mesmo pra poder investir em novos cursos, novos conhecimentos…
acho q existem diversos tipos de profissionais, aqueles que não sabem nada e acham que podem sair vendendo um logo por r$ 50,00 ou aquele que estudou, tem formação e quer vender seu trabalho (honesto) para outros clientes além do seu próprio empregado. desde que não desqualifique a classe profissional, não vejo nada demais nisso.
acho q o lance de combatermos o amadorismo no design não esta ligado diretamente aos freelancers. precisamos diferenciar freelancers de amadores. amador pra mim é o caro não formado, que comprou um software qualquer numa banca de jornal e sai por ai dizendo q é designer sem nem mesmo saber o que é design.
freelancer pra mim é o cara (formado) que (para ele) é mais interessante fazer projetos para clientes sem ter nenhum vínculo empregatício com ninguem. e isso é uma coisa que mais tempo ou menos tempo muitos de nós vamos fazer um dia… talvez uma, duas ou várias vezes…
Agora, prostituta pra mim é o cara que senta em frente a uma mesa numa agencia de publicidade, trabalha 16 horas por dia, vira noites em claro, desenha logotipos pra ontem e não faz nada pra sair dessa situação, dizendo que “a profissão e o mercado de trabalho é dessa maneira, quem não aguenta é pq não gosta da profissão”… isso sim é uma prostituta do design pra mim.
abs
Infelizmente quem quer procurar preços baixos para ter um design legal para seu protudo ou etc, é quem desvaloriza o design.
Mas o que nós sabemos é que o designer é muito influente em tudo que vemos.
ou seja na sociedade.
pois é, Paula… mas como saber o que seria um “preço legal”? se nem quem trabalha na área sabe dizer, imagina quem procura um serviço.
Tem muita gente que não sabe o significado da palavra design, fez um curso de photoshop e quark e sai por ai fazendo um monte de merda e cobrando qualquer coisa… acho que esses tipos são as prostiutas do design. Isso acostumou mal quem contrata o serviço.
Agora… como vamos mudar a cabeça dessas pessoas?
Já o freelancer (autônomo) trabalha o equivalente ao que necessita/deseja ganhar.
eu me referia mais aqueles q acham q precisam dormir dentro da agencia, virar noites, trabalhar incessantemente e com um sorriso na cara pois dizem q adoram o q fazem e q a profissão de designer é assim mesmo. (?)
isso sim é uma puta q só denigre a imagem de quem trabalha sério, gosta da profissão, estudou muuuito e mesmo assim não quer viver como escravo de ninguém.
vai ver q é por isso q algumas agencias hj em dia olham feio pra vc quando vc diz as 19hs da noite q precisa ir embora pra estudar ou pq tem família em casa e precisa descansar… é f*** isso!
abs a todos
É fato que qualquer um pode ser o que quiser, mas, acreditem, isso dá um trabalho danado e exige muuuita coragem.
De maneira geral, acho que é inútil perder tempo em algo que não possibilite sua realização completa, porém, é necessário arcar com as consequencias (pessoais, financeiras, profissionais) de suas escolhas.
http://www.fabianopereiradesigner.blogspot.com/