Freelancing: por onde começar?
O mundo freelancer na área de design está bem saturada, sem dúvida. Mas há bons e maus profissionais. Vou supor que você seja um dos bons, que sabe de design, que estuda design e que produz bom design. Vou também supor que você seja novo no mercado de trabalho, e escolheu logo a vida de freelancer por não conseguir um emprego em um escritório de design. Bom, eis as 4 coisas que você precisa saber sobre a vida freelancer:
1) É uma vida instável. Um mês você pode estar trabalhando feito condenado, no próximo você pode estar mendigando por trabalho. Isso é perfeitamente normal. Por isso, sempre guarde uns 10%-25% do que você ganhar em uma poupança para aquele mês onde o trabalho é escasso e as contas são muitas.
2) Se conseguir um cliente, mantenha-o. No mundo do marketing, custa cinco vezes mais adquirir um cliente novo do que manter um já existente. Você precisa ter paciência e boa educação com seus clientes novos, além de puxar o saco. Um cliente chato que paga bem, ainda é um cliente que paga bem.
3) Clientes que pagam pouco trazem prejuízos. Se você trabalha 10 horas por um cliente que te paga o equivalente a trabalhar por 5 horas, arranje uma desculpa e livre-se dele ou suba seu preço. Trabalhar de mais e ganhar de menos traz sérios prejuízos.
4) Corra atrás. O freelancer é o profissional que mais corre atrás das coisas, especialmente de clientes. Você que vai ter que ir em eventos, entregar seu cartão a quem parece estar interessado, correr atrás de clientes com um mau design e convencer ele de contratar você como um novo designer. Acredite: seu mês vai ser dividido em dois: metade para fazer os trabalhos, a outra metade para correr atrás de novos trabalhos.
Agora que você sabe como é a vida de freelancer, é hora de começar a trabalhar. Mas por onde começar? O que você precisa ter? Aonde procurar por trabalho?
Tenha um portfólio. Seja um arquivo .pdf, um blog, um página de Flickr ou DeviantArt. Qualquer lugar onde você possa hospedar seus trabalhos. Não adianta você ser o melhor do mundo se você não demonstra que é.
Tenha contatos. Contatos são a coisa mais valiosa no mundo hoje em dia. Se você conhece alguém que conhece outro que precisa de uma peça gráfica, fale com seu conhecido para arranjar um encontro. Informe a todos seus conhecidos sobre o que você faz. Eventualmente, alguém que precise de algo vai acabar sabendo de você.
Faça-se conhecido. Participe de fóruns, blogs, grupos de discussão, eventos, etc. Faça seu nome uma marca. Não há sensação melhor do que você chegar para um futuro cliente, se apresentar e ele dizer “Conheço teu nome de algum lugar…”. Faça as pessoas lembrarem do seu nome. Seja criativo para isso.
Entenda e faça entender o que você faz. Explique para as pessoas o que é design, diga porque você é bom nisso. Acredite que você é o mehor; as pessoas são influenciadas pelas opiniões de outras, então possivelmente eles vão acabar achando também que você é o melhor.
Networking é importante. Isso é quase o mesmo do que “tenha contatos”. Mas isso é ter contato com outros freelancers na sua área. Não é raro de um freelancer receber várias ofertas de trabalhos e não conseguir fazer todos, então muitas vezes ele terá que repassar o trabalho a outra pessoa. Você pode ser essa outra pessoa.
Tenha um bom contrato. Saiba como fazer um bom contrato. Existem milhares de modelos na web, é só procurar. O contrato é o que vai garantir o seu trabalho e a honestidade do seu cliente.
Saiba tarifar de acordo. É complicado chegar a um preço bom, mas já escrevi dois artigos sobre isso aqui: “Quanto cobrar” e “Cobrar por hora ou cobrar valor fixo?“. Leituras recomendadas.
Esses são os pontos importantes a se levar em conta na vida freelancer. Existem muitas outras coisas, mas você aprende isso com o tempo (errar faz parte).
Ah, e pra quem têm interesse em procurar por trabalhos na net, existem alguns sites que oferecem trabalhos freelancers como o Freela.com.br e o Freelance Now. Testei o Freela.com.br e recomendo ele! Mas um porém: não é fácil conseguir trabalhos lá pois a concorrência é brava.
Se você conhece algum site para freelancers ou outra dica, comente aí!
Abraços,
Canha
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Me animei com a idéia e por isso começo aqui uma série de textos falando de objetos do nosso dia-a-dia.
Ande antes de correr..de preferência engatinhe antes de andar!
A alguns textos atrás, um “cálega” escreveu nos comentários:
“regulamentação = utopia”
Para não encher a bola dele deixei o assunto morrer, mas passado o tempo devido eu hoje sinto-me a vontade para divagar sobre o assunto.
Diferenças entre Decorador, Designer de Interiores e Designer de Ambientes
Outra parte de minha monografia.
14 Comentarios »
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Um bom texto, sabia?
Penso bastante em entrar logo no mercado mas fico com um pé atrás pelo fato de não ter concluído o curso superior.
Esse texto ajudou bastante.
Abraços e obrigado por mais uma ótima postagem!
Abraços
concordo com o andré porem e uma coisa muito importante pois, hoje em dia todos somos freelancer mesmo estando em agencias..
o salario é = ou pior….
No momento em que vivemos surgerir a alguem para adotar como profissão FREELANCER e ainda por cima dar dicas de como ser freelance é dar um tiro no pé.
Porque vc não faz a sujestão para o indivíduo abrir uma empresa, e pagar os impostos e todos os encargos que uma empresa gera.
Estimulando a entrada de freelancers no mercado vocês estão estimulando a política do preço baixo, pois um sujeito que não paga imposto e a única preocupação é pagar as contas do final do mês com certeza vai balizar seus preços por baixo. Se ele for competir com uma empresa por um cliente, e esse cliente quiser preço baixo, com certeza ele leva a “conta”, pois não tem todos os encargos que uma empresa registrada tem. seus gastos são limitados á gasolina, luz e telefone.
Em epóca que pleiteamos uma regulamentação do Design esse tipo de atitude deve ser abolida do nosso meio.
Leiam o Livro de Strunk “Viver de Design” e estimulem a geração de impostos pois só assim o Governo vai se mexer para regularizar a profissão.
Abraços
E por fim, o que trará uma desvalorização no mercado é a prostituição e não uma maior quantidade de profissionais…
Não me leve a mal, abraços.
Não coloquei uma opinião pessoal aí no post, dizendo que freelancing é melhor ou pior que trabalho próprio.
Veja bem, existem pessoas que ainda não têm o que é necessário para abrir um escritório de design. Os impostos para empresas pequenas são muitíssimos e os incentivos são baixos. Para abrir um escritório, precisa-se alugar um espaço, registrar uma marca, tornar-se legal a empresa, comprar softwares originais…tudo isso demanda um valor grande de dinheiro, e é isso que muito designer novo (especialmente os que estão cursando uma faculdade ou acabam de sair de uma) não têm.
Na minha opinião, freelancer NÃO É PROFISSÃO: É MODO DE TRABALHAR. Ninguém responde um questionário dizendo “Profissão: Freelancer”. Ou é “Profissão: Designer gráfico atuante como freelancer” ou apenas “designer”.
Existem muitos problemas em ser freelancer, mas também existe muitos problemas em se tornar dono de seu próprio escritório. O custo é um dos principais.
Para abrir uma empresa, ou você começa de freelancer pra juntar dinheiro e depois torrar tudo no seu novo escritório, ou você fica devendo sua alma pro banco e corre o risco de perder absolutamente tudo.
Respeito sua opinião, porém não entendo ela. Mas vou dar uma lida nesse livro que você mencionou, parece ser bom.
Abraços.
Um dentista quando se forma abre um consultório ou vira um freelancer dental?
Não sou contra a entrada de profissionais no mercado, mas acho que o simples fato de você ter que pagar os impostos, ter o software original instalado vai fazer o preço do Design ser mais alto, e essa história de sempre ter algum conhecido que faz design acaba. é algo para ser pensado pois na minha visão ser freelance sem emitir nota é errado e algo que faz com que nossa profissão seja desvalorizada.
Isso é muito bom. Não temos essa postura.
Sim, algumas coisas podemos discutir sobre se realmente deve ser feito ou não.
Concordo que a informalidade é uma merda, mas o país ainda exige isso do cara se ele quer viver.
As causas são maiores e não tão focadas. Vamos pensando e a gente acha uma saída. Muita água pra pouco copo nessa hora…
É, não devemos incentivar a informalidade. Mas desde quando o termo “freelancer” virou sinônimo de informal? Freelancer não é necessariamente camelô. É possível ser um trabalhador autônomo e ainda assim regularizado, com registro na Prefeitura OU micro-empresa (o q a maioria faz). Agora com o Super-Simples espera-se que fique ainda mais fácil e justo.
Tenho e já li o livro do Strunk. É legalzinho, dá umas boas dicas, interessa a quem está começando (como eu). Mas, convenhamos: é totalmente FORA da realidade…não deve jamais ser tomado como uma “Bíblia” para o assunto.
Gostei do artigo, sucesso p/ o Canha e todo mundo do site.
http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14672
Eduardo é camarada meu, e viaja de boa mesmo e tem uma vida bem sussegada. O cara tá conseguindo trabalhar, estudar pra um mestrado em outra área (antropologia) e ainda curtir a juventude sem os grilhões da carteira assinada.
Abrir uma empresa não é o único caminho do empreendedor.
Acho q Fernando Dolabella é melhor pra se consultar do que Strunk hj em dia.
Um site interessante para quem quer seguir na autonomia é o carreirasolo.org, não é focado somente no design mas tem dicas muito boas.
Sobre estes “leilões de trabalho” eu sou contra, vi site leiloado por 199,00 e cliente achando bom. Concorrencia desleal e micreiros sem noção, acredito que nestes sites não existem realmente clientes buscando DESIGN, e sim os famosos operadores de software… ;P
Ele pode por exemplo, se inscrever na prefeitura como autônomo.
Abraços,
Mônica
Inside Line: We test everything from the locking differential to the iPod input on the updated Toyota FJ Cruiser to see how it will fare in the 21st century.
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G’night