O design interdisciplinar
Existem muitos designers e pseudo-designers (”micreiros e cia.“) que fazem coisas belíssimas no Photoshop e Illustrator; imagens que cativam sua atenção pela geniosidade, que inspiram e nos fazem suspirar. Mas e quanto a aplicabilidade desta imagem? O que ela procura comunicar? É possível reproduzir aquilo em grande formato? E em pequenos formatos?
Estou acostumado a escutar os calouros dos cursos de design reclamarem da disciplina de interdisciplinaridade onde turmas de produto, gráfico e moda trabalham em conjunto fazendo pesquisas em outras áreas (como engenharia, psicologia, arquitetura, etc) montando projetos em cima do que aprenderam. Em pouco tempo o sentimento quanto à disciplina muda pois notamos (a grande maioria nota) que é importante sim que um designer saiba de tudo.
É necessário sim que o designer leia jornal, é necessário sim que o designer leia livros que não tenham nada a ver diretamente com a área de design. O designer bom, precisa saber de tudo! Afinal de contas, como você vai fazer um trabalho gráfico para uma indústria mecânica sem saber o a diferença entre uma chave sextavada e uma chave Phillips?
Nada pior do que um designer que imprime algo em papel inadequado por não ter conhecer os tipos de papeis disponíveis, ou um designer que cria um novo suporte para outdoor sem entender de metalurgia e engenharia.
“Mas Canha, eu só quero ser um designer que cria logos e flyers!“. Tudo bem. Afinal de contas, nem todos queremos ser os melhores no que fazemos, certo?
Você, prezado leitor, acha que um design interdisciplinar é algo ruim? Defenda-se!
Abraços,
Canha
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Hoje, por mais que não aceitemos, todas as profissões são multidiciplinares. Após os ideais iluministas se sodificarem por plenitude, não temos mais nada há fazer do que se incluir no mercado de trabalho como um sabe-tudo.
Eu não digo só do âmbito profissional, mais vale pra vida toda.
Concordo com você Mr. Bergaa…
Abração Micreirada (xD)
Ha, aqui venho eu de novo meter o bedelho nos artigos do Canha. Quem não me conhece até pensa que eu não gosto dele.
Neste artigo publicado no design.com.br o Canha fala da necessidade do designer de hoje saber de tudo quando entra no mercado, ou …
Lembrando que muitos de nós somos criados com o conceito de que aquele que têm um leque de habilidades, possivelmente terá mais opções de escolha, o que sempre gera num diferencial.
É um princípio fundamental para qualquer coisa, é só saber aproveitar.
Ao projetar um cartaz deve ser feito, no mínimo: uma análise do que já foi produzido anteriormente e o que está sendo produzido atualmente, para que a partir daí selecionar os erros e acertos, visando obter o resultado mais adequado; uma análise do local onde será aplicado majoritariamente; pesquisa de materiais; análise semiótica; pesquisa junto ao PA do projeto; etc.
Sou formado em um curso que utiliza esta idéia como base, ensinando o necessário para cada área de atuação (e não dividindo classicamente as disciplinas)
É lógico que qualquer profissional hoje em dia (não só os designers) precisa realmente ter conhecimento de diversos conteúdos.
Mas gostaria de ressaltar que tão necessário quanto saber um pouco de tudo é saber muito de alguma coisa, para nao dizer tudo…
Na minha visão o mercado está cada vez mais focado, logo procura por profissionais completos na sua área de atuação.
Daqui há algum tempo, por exemplo, o mercado vai procurar (isso se já não o faz em diversos lugares) o profissional especializado em design de interfaces e usabilidade, e não o webdesigner geral, entendem a diferença?
Bom, enfim, concordo com saber de tudo, mas gostaria de deixar clara minha opinião sobre a diferença entre uma e outra coisa.
Abraços.
Acho muito interessante, quando se vai atender algum cliente, fazer uma pesquisa prévia sobre a empresa e principalmente sobre seu campo de atuação, pois assim você não chega “de mãos abanando” para um primeiro contato.
A pesquisa é importante nessa fase, mas fundamental na fase de projeto, onde você vai precisar usar esses conhecimentos para o desenvolvimento.
Isso é um lado da interdisciplinaridade.
Outra coisa que eu penso, é na especialização do profissional.
Existe campo para todo mundo, e eu não preciso saber fazer tudo, por exemplo, eu sou designer gráfico e trabalho mais na área de tecnologia gráfica, produção gráfica, processos, prepress, design editorial e afins, quanto mais eu souber sobre isso melhor, mas eu posso perfeitamente terceirizar com um colega o desenvolvimento de um site, ou uma ilustração ou uma fotografia. Vendo desta forma, a interdisciplinaridade também trabalha dentro da profissão em seus diversos aspectos, inclusive, e principalmente, na gestão disso tudo.
Penso que é mais importante conseguir gerir um sistema com diversos profissionais atuando cada um em sua especialidade do que tentar “abraçar o mundo com as pernas” como dizia minha avó.
É isso pessoal!
parabéns pelo artigo e pelos comentários!
Conteúdo interessante!