Regulamentação da Profissão de Designer - Os Astrólogos conseguiram a deles
Direto do Cocadaboa.
Horóscopos precisarão de assinatura de astrólogos credenciados
A Portaria Interministerial nº 77, assinada pelos ministros da Cultura, Gilberto Gil, e das Comunicações, Hélio Costa, traça novas diretrizes para a publicação de horóscopos em jornais, revistas, programas de tv e sites na internet. A partir da próxima segunda-feira, qualquer previsão astrológica que for veiculada em um meio de comunicação deverá vir acompanhada com a assinatura de um astrólogo responsável, devidamente credenciado na Ordem Nacional dos Astrólogos e Cosmo-Analistas (ABA).
A medida vem para regulamentar o setor, que sofre com a descrença da população devido ao número cada vez maior de horóscopos equivocados. “Sempre tivemos problemas, mas nos últimos anos a situação está cada vez mais grave. Há casos de jornais que simplesmente delegam esta função para os estagiários, que por sua vez sorteiam em um banco de dados os textos que devem acompanhar cada signo. Não exagero ao afirmar que mais de 95% dos horóscopos publicados no país são escritos por indivíduos sem o menor conhecimento em astrologia”, declarou Félix Schultz, Presidente do Conselho Superior da ABA. Em seu despacho, o Ministro Gilberto Gil celebrou as novas diretrizes, afirmando que com este avanço o povo brasileiro poderá contar com previsões astrológicas de melhor qualidade.
Os meios de comunicação terão 90 dias para se adequar as novas diretrizes. Os editores que insistirem em publicar horóscopos e previsões astrológicas sem a assinatura de um astrólogo ou cosmo-analista credenciado pela ABA poderá sofrer penalidades que vão de multa até suspensão da licença editorial. Para se credenciar na ABA, um astrólogo ou cosmo-analista deve prestar um exame realizado em qualquer uma das 12 escolas filiadas a entidade espalhadas pelo país.
O que diabos isso tem haver com design? Nada além de inveja. Mas horóscopo errado causa mais danos ao brasileiro do que um um “design ruim e altamente perigoso/sem usabilidade.
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22 Comentarios »
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http://shenrique.wordpress.com
Espero que gostem.
OBS: sempre que tiverem eventos, por favor me avisem, pois terei o maior prazer em divulgar!
quando o design for regulamentado, como ficariam as agência de publicidade, que em sua maioria empregam publicitários e estágiários de publicitários para fazerem trabalho dos designers, proliferando “logomarcas” e afins pelo mundo a fora…?!
Teriam que empregar só designers ou os publicitários também poderiam desenhar logotipos e etc?!
Dúvida pessoal, de um estudante de design.
abs
sabe quem desenvolve oas sandálias?
3 arquitetos ( um deles é o chefe ) e um designer…
Ms eu esperava que se aplicassem a mim… não ao maldito horoscopo!
HAHAHAHA
Pô..só rindo mesmo… cadê a faca preu cortar meus pulsos?!
http://www.cocadaboa.com/2008/01/horoscopos_precisarao_de_assin.php
Pelo menos aparentemente. E eu acho q este post deve permanecer e assumir, para fazer jus a este jornalismo desineristico sério que atravessa os anos.
Outra que me vieram é que sem regulamentação não temos como participar de concursos e licitações públicas. Balela, a maior parte desses problemas se deve a falta de conhecimento/segurança das estatais/governo sobre a nossa profissão. Se fosse mesmo verdade, como empresas de informática (outra profissão não regulamentada) participam de licitações para desenvolvimento de programas? E não vejo computólogos/informatas chorando as pitangas por aí pedindo para ter a sua profissão regulamentada.
quem é contra deve apresentar ações que ajudem o design e não criticar as apresentadas por quem é a favor.
Acho que acabo de criar uma nova procura do Graal. Desde 79 só vejo gente reclamando do que é apresentado. Algo novo, sem a regulamentação, nunca foi citado.
velho, usei essa matéria para dar um exemplo de muitos que sempre há movimentação ( além de se encontrar ), que reflete na profissão.
Posso trocar o post por “profissões regulamentadas” do Google e a intenção permanece a mesma.
mas o que eu gostaria mesmo é de ver uma classe de profissionais mais unida, com egos menos inflados, sem tantos falastrões que se julgam o máximo mas que na realidade conhecem pouco do que se propõe a fazer…
abs a todos
Apenas uma opnião
acho que uma boa “bandeira” também é levar o design às pequenas e médias empresas também, tornar acessível a eles, fazer com que para eles o design deixe de ser custo e passe a ser investimento gerando benefícios.
” e..acho que o cliente não vai querer pagar, pois é caro… Pois ele fez uma vez com uma agência de uns meninos que cobrou R$ 700.00 três peças…”
fico até pensando com quantos dragões ou king kong’s vou ter q lutar, para prova que design é um investimento altissimo. A nike, vive de q? da fábrica de tênis? Que fábrica? Ela vive do marketing, do design q e ela cria..ela vive só da imagem dela. Por sinal nas faculdades tinha que ter mais cadeiras sobre esse assunto, pois um recem formado chegar no mercado cru, sem saber como explicar que designer não é o sobrinho de ninguém que sabe corel… é osso!
mas vai do aluno abrir os olhos para a realidade e perceber as coisas como elas são e se preparar pra ela.
só sobre dizer que design é um investimento altíssimo que não concordo muito. é investimento sim, claro, mas um investimento pre supõe que virá um retorno com ele, e se o retorno é lucrativo (contratar um bom designer), o investimento deixa de ser altíssimo.
não sei se fui claro, mas resumindo não acho que ele seja caro, é um investimento necessário com retornos (lucro) futuro.
e agencia de publicidade não deveria desenhar logotipos… coisa que geralmente criam em menos de uma hora… ou menos ainda.
abs
Raphael, o SEBRAE já trabalha com desenho para pequenas empresas, eles tem até um programa voltado para isso. Volta e meia passa alguma coisa no PEGN e deve ter algo lá no sitio deles.
E volto a dizer, regulamentação no mundo de hoje é um atraso.
Acho que esse pensamento é que realmente atrapalha a regulamentação. Se a pessoa tiver atuação no mercado comprovada por mais de cinco anos, segundo as PL que foram votadas e esquecidas, essa pessoa vai conseguir a justa regulamentação.
É hora de pararmos de discutir sobre pontos empíricos e principalmente deicharmos os achismos de lado. Nos falta realmente termos o sentimento de classe, que possa nos unir em prol de lutas justas e pertinentes.
Duvido até que pudessemos juntar um grupo considerável de pessoas para protestarmos pelos baixos salários ou más condições de trabalho.
Esse é o grande problema dos designers hoje. É cada um por si e se possível atirem em todos.
Existe um grupo grande de pessoas, que deseja que a situação se mantenha dessa forma para exercer de maneira excusa a sua profissão regulamentada e protegida e quando for necessário a dos outros que não se unem em prol de um passo inicial na maturidade de qualquer profissão.
Nós somos de uma profissão nova….
Parece até o bordão: Brasil, país do futuro!
Estamos jogando há alguns anos um jogo sem regras. Pela lógica do ‘meu pirão primeiro’ qq um com mais experiencia e network, deveria, então, era querer deixar tudo com o está, jea que se o jogo tem cartas marcadas, ganha quem é amigo do croupier, quem tem peixada.
Regulamentar significa criar regras e só é contra regras quem prefere jogar sujo. Em geral, são pessoas sem formação acadêmica, que sempre apontam ‘panelinhas’ e não vêem a hora de poderem participar de uma.
Precisamos de profissionalismo, ética, transparência, profundidade. Coisas que o ’senhor mercado’ detesta.
Essa dicotomia não existe. Existem medíocres de todo tipo, mas cada vez menos ‘feras aut-didatas’. Aqui, em Shangai, em Cingapura…
A não regulamentação é que favorece a medíocres e apadrinhados e nem precisa ir muito longe para ver o resultado disso. Nossa imagem institucional é péssima, sinalização viária idem. Não existe nenhum projeto estratégico.
O BNDES vai começar a inserir o design na hora de rankear as empresas brasileiras. Já não era sem tempo.
Cabe aqui falar que o tal DESIGN é coisa muito séria e vai muito além de fazer convitinhos, cartõezinhos e flyers irados. Design é otimização, é projeto, é metodologia. Engloba saberes de áreas humanas, economicas e tecnologicas. É um ofício intelectual e que o exerce deve estar habilitado.
É claro que a mãe que quer uma festinha irada pro filho, vai na esquina e compra o convite num birô. Agora, uma empresa cair nessa? empresa pública fazendo leilão de sua imagem institucional? fazendo concurso interno com fucionários não habilitados?
Apostar não formação é remar contra a maré e se esconder na preguiça e na incopetência. Apostar contra a regulamentação é burrice. Ou ‘esperteza’ demais e no Brasil de hoje quem não é ‘esperto’ é mané’.
Longa vida aos designers manés.
Sei que não participo das discussões aqui mas fiquei deveras tentado a observar uma coisa.
O Design nada mais é do que uma das ciências mercadológicas (apesar de que vão aparecer algumas definições contra o termo ciência.)
Pegando pelo foco de estudo do Mercado, o Design (seja em qualquer uma das suas especialidades) visa gerar basicamente um diferencial que possa ser aproveitado, adicionando assim, valor a marca que adquiriu o projeto (marca esta podendo ser uma empresa, pessoa…)
Acredito então que o argumento principal a favor da regulamentação da área de Design não se deve simplesmente pelo interesse dos profissionais, mas sim também por interesses políticos.
Infelizmente a visão política atual não consegue enxergar isso, mas o país precisa de uma marca Brasil, precisa de uma identidade em seus produtos/empresas para concorrer lá fora com um diferencial único que o valha (nisso entra o Design). É um tipo de valor que é interessante para o desenvolvimento econômico geral.
Exemplo disso foi o Workshop Brasil-Reino Unido para Indústrias Criativas que visou um intercâmbio entre as percepções dos profissionais daqui e lá de como transformar indústrias como teatro, dança e outras representações em valores lucrativos. Dentre essas indústrias a que tem um valor monetário mais facilmente agregado é essencialmente o Design.
A regulamentação neste caso serviria principalmente para defender esse patrimônio que é a identidade Brasil que precisa ser gerada. Afinal, enquanto nós profissionais estamos neste sufoco de sobreviver ao mercado interno acabamos não criando um pensamento em Design mais firme no que se entende como Design Brasileiro.
Bem falado, mas infelizmente o “design brasileiro” só vai entrar em pauta um pouco antes da Copa de 2014…