Usabilidade e a Psicologia da Decisão(Parte 1)
Nós não somos totalmente livres, nossas decisões, das mais banais às mais cruciais, são influenciadas por aspectos que fogem ao domínio da consciência.
A todo momento estamos interagindo com tudo à nossa volta, pessoas, animais, objetos e, claro, com a internet! Uma das coisas mais bacanas na internet e que a diferencia de outros diversos meios é a possibilidade de interagir, e para cada interação, há, logicamente, uma decisão.
Mas como as pessoas tomam decisões? O que faz elas soltarem ou segurarem um pum, por exemplo? É exatamente isso que a Psicologia da Decisão estuda e em dois artigos(este e mais um que virá) tentarei explica-la de forma bem simples, mostrando o quanto é útil entender como as pessoas tomam decisões para fazer sistemas interativos melhores e com resultados surpreendentes.
O contexto influencia a tomada de decisão
A ilustração deste artigo trata justamente desse ponto. O contexto.
Você não é livre para soltar ou não um pum, nem eu nem você. O contexto influencia na nossa liberdade de escolha. Em uma reunião de negócios por exemplo, normalmente as pessoas não emitem flatulências, já em suas casas, a coisa funciona um pouco diferente.
A “liberdade de escolha” não consegue ficar totalmente livre. Percebeu?
Estamos considerando o pum neste artigo algo controlável. Puns “sem querer” existem, para a alegria de muitos e tristeza de alguns.
O silêncio tem poder
Ao invés de pedir para que as pessoas decidam, que tal influenciá-las simplesmente setando uma opção como padrão(default)?
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Há também um ótimo exemplo fora da internet. Ser ou não ser doador de órgãos?
Clique na imagem abaixo para ampliar
Imagem retirada da revista Mente e Cérebro Nº 179. Se quiser saber mais, pode também consultar o artigo em inglês: Do Defaults Save Lives?(pdf)
Conselho do Jonas: Recomendo usar essa “tática” de forma inteligente, com base em pesquisas. Um bilhão de cadastros em sua newsletter, por exemplo, pode não significar 1 bilhão de pessoas felizes em receber as novidades e promoções da sua empresa. O silêncio é igual a pólvora, lembre-se disso, no trabalho e fora dele.
“A opção default(padrão) é sempre a melhor opção pra mim”
Muita gente tem um plano de celular que não é o mais vantajoso, isso acontece também na web, a maioria dos usuários utiliza sistemas online do jeito que lhe são fornecidos e não chegam a adaptá-los/personaliza-los às suas necessidades, as vezes pensam até que o sistema não serve para eles pois a opção que queriam não se encontra ativada por default.

Tela de configurações do orkut.com. Provavelmente o sistema com maior índice de personalização por parte dos usuários
Conselho do Jonas: Sempre recomendo pesquisa e testes de usabilidade na hora de configurar os padrões de um sistema desenvolvido por você. Já vi projetos não darem certo somente por causa desse erro, cuidado.
A vida é corrida e complicada e não é possível prestar atenção em tudo. Pesquisar alternativas consome tempo, mas a preguiça e a falta de atenção não são as únicas razões de nossa inércia.
Em 2006, um estudo do psicólogo Craig R. M. McKenzie da Califórnia, em San Diego mostrou que a maioria das pessoas pressupõe que a opção default é sempre a mais recomendada.
Aguarde a continuação do artigo!(previsão para domingo, dia 13 de janeiro)
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Complemento(humor): As mulheres bonitas também tem gases?
Referências: Revista Mente e Cérebro nº 179
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Já havia falado .
ABD - Já deu o que tinha que dar. Basta!
Recebi isso por e-mail através de um colega de profissão.
Generalizações
Sou a favor da .
1 Comentario »
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Digamos que esse é um campo da semiótica aplicado a comunicação segmentada bilateral, muito interessante e útil.
PS: gostei do complemento ^^