Digitalize seu desenho sem um tablet

Quando a gente acha que já tinha visto tudo, vem a Wacom e lança o inimaginável: uma caneta que captura seus traços em qualquer papel, e ainda o vetoriza automaticamente dentro do Adobe Illustrator ou envia para finalização no Photoshop.

Ficou curioso? Visite o vídeo promocional: http://www.youtube.com/watch?v=fXbBA1DRE84&feature=player_embedded

Inkling

Tela de alta-resolução pode revolucionar Design Gráfico

Samsung anunciou na última quinta-feira (12/05), uma Retina Display de 10.1″ e resolução de 2560×1600 para tablets. A tecnologia da Retina Display trará a maior resolução já vista em tablets, com 300 DPIs para a tela do dispositivo, ou seja, 300 pixels por polegada. A companhia vai exibir a tela durante o SID 2011, Simpósio Internacional de Displays em Los Angeles, Estados Unidos, que ocorre entre os dias 15 e 20 de maio. Até o final deste ano, a Samsung planeja aplicar a tecnologia em novos tablets.A Samsung já foi uma das principais companhias fornecedoras de displays para a Apple. Mesmo que a LG seja a atual fornecedora, existem rumores de que o próximo iPad possa ter a Retina Display, já presente no iPhone 4. (Fonte: Olhar Digital http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/samsung_anuncia_retina_display_para_tablets)

Com essa notícia, podemos prever o impacto que haverá sobre a apresentação de conteúdo gráfico. Hoje o papel impera, tanto em livros, jornais e revistas, em parte pelo fato de que a qualidade de imagem ainda é muito superior à de uma tela de computador, que apresenta 72 pontos por polegada (28 pontos por centímetro). Com esse lançamento da Samsung, uma tela de tablet poderá apresentar 300 pontos por polegada (118 pontos por centímetro), que é praticamente o dobro em relação a uma impressão gráfica de alta qualidade (150 linhas/polegada, 59 pontos por centímetro). Para se ter uma noção do que isso representa, para que uma impressão gráfica em papel atinja a mesma qualidade, seria necessário dobrar a quantidade de linhas na retícula periódica de impressão off-set, subindo de 150 para 300 lpi (lines per inch). Isso exigiria arquivos de imagem com 600 dpi de resolução. Continue lendo “Tela de alta-resolução pode revolucionar Design Gráfico”

Educando o cliente: Como o design pode ser útil ao marketing?

Em 1996 eu li esse artigo (“Putting design to work in the marketing process”, de Andrew Lam-Po-Tang) publicado no site da AGDA (Associação de Designers Gráficos da Austrália), e que explicava de maneira didática qual a relação entre o processo de marketing e a atuação do designer. Achei útil traduzir parte do texto e publicar aqui no espaço.com.

Esse gráfico é útil para ajudar clientes a entender como o design é importante e pode fazer a diferença de diversas formas.

A seguir, a tradução parcial do texto, explicando cada parte do gráfico:

“Awareness (consciência) – É onde tudo começa, fazendo com que a mensagem chegue até as pessoas. No gráfico acima, a publicidade é que conduz ao awareness. Mas as mensagens da concorrência podem distrair seu consumidor e diminuir o impacto do que você diz na publicidade.

A intenção de compra, ou predisposição, é afetada pelas Características & Preço, não apenas do produto do seu cliente, mas também do produto da concorrência. Onde entra o design? Ele aumenta as chances do seu cliente conseguir criar awareness, adicionando impacto emocional e lembrança para as mensagens de venda do produto dele. Não importa quantas vezes você envie uma mensagem na mídia, se ela não é percebida, nem lembrada, não vai chegar a lugar nenhum.

O design pode afetar o caminho do Awareness até a Intenção de Compra, por alinhar o produto do seu cliente com o público-alvo, o segmento, por falar subliminarmente com ele, no seu próprio idioma visual. Um restaurante em SP ou uma loja de calçados de Minas Gerais falam com públicos muito diferentes. Cada design deixa claro para cada público que está compreendendo suas necessidades básicas.

O design também afeta o Preço, ou pelo menos a percepção de valor naquele preço, por posicionar o produto visualmente em relação a outros produtos mais caros da concorrência. O design pode fazer um produto parecer com os produtos mais caros, sem no entanto ter um preço mais caro, fazendo com o que o consumidor entenda isso como valor agregado. Em resumo, o design ajuda a anular as ações da concorrência por criar fortes diferenças visuais entre o produto do seu cliente e o resto.

A intenção de compra junto com a disponibilidade do produto trabalham juntos para aumentar o Market Share do segmento. Não importa quão empolgados os consumidores estejam com o produto, mas se não o encontrarem para comprar… Neste caso, o design também entra em ação, dando poderosas ferramentas promocionais para a Força de Vendas convencer os distribuidores a estocar o produto.

Uma vez que o produto esteja na gôndola, o design volta a trabalhar novamente, garantindo que a embalagem se destaque em relação aos milhares de outros produtos.

Por último, o Lucro pode ser afetado pelo design através dos Custos. Os materiais usados no produto e embalagem aumentam os custos e aqui neste caso o designer pode fazer uma diferença brutal por escolher sabiamente os materiais para obter o máximo impacto do substrato, do número de cores e das capacidades do processo de impressão, aumentando a margem de lucro.”

Aluguel de programas da Adobe. Uma solução pra pirataria?

É isso mesmo que você ouviu: agora é possível alugar os programas da Adobe ou ainda pagar pra usar apenas por um mês, sem ter que desembolsar tudo de uma só vez.

Hoje, se você quiser comprar o pacote básico da Adobe (Photoshop, Illustrator, InDesign e Acrobat), tem que desembolsar uns R$ 4.300 reais, de uma vez só. Com o novo sistema de aluguel por assinatura, você pode pagar um pouco mais de R$ 200 por mês e ter o direito de usar OS TRES PROGRAMAS, completamente legalizado, sem preocupações. Repito, os R$ 200 (aproximadamente) referem-se ao direito de usar Photoshop, Illustrator, InDesign e Acrobat. Mas preste atenção: essa modalidade de assinatura te obriga a assinar por pelo menos 12 meses, por esse valor. Continue lendo “Aluguel de programas da Adobe. Uma solução pra pirataria?”

Modelo simplificado para construção de sistemas de identidade visual

Construindo Sistemas de Identidade

A construção de um sistema de identidade visual (SIV) pode ser realizada de diversas formas, seguindo diferentes caminhos. O que eu apresento aqui é uma sugestão de método para visualizar melhor as fases de construção do SIV e suas relações. Procurei tornar o infográfico mais simples, reduzindo a quantidade de informações, de modo a privilegiar o entendimento básico. Obviamente, diferentes designers usam diferentes caminhos, alguns mais simples, outros mais complexos. Independente da maneira como se faz, o importante é sempre refletir sobre o método utilizado e criticar cada etapa, pois se uma parte do processo for mal-feita, o resultado das etapas seguintes fica comprometido. Um erro na definição do DNA afeta todo o projeto assim como um erro de seleção do caminho criativo também pode levar a uma solução que não resolve o problema. Continue lendo “Modelo simplificado para construção de sistemas de identidade visual”

O design gráfico e o preconceito: quando as palavras alimentam a discriminação

O objetivo desse texto é demonstrar que, embora condenem publicamente o preconceito, muitos designers gráficos agem de forma preconceituosa, quando tentam definir verdades absolutas sobre o jeito “certo” de falar algumas palavras usadas na sua profissão. Acerca disso, Marcos Bagno, autor do livro Preconceito Linguístico (2007), afirma:

“Parece haver cada vez mais, nos dias de hoje, uma forte tendência a lutar contra as mais variadas formas de preconceito, a mostrar que eles não têm nenhum fundamento racional, nenhuma justificativa, e que são apenas o resultado da ignorância, da intolerância ou da manipulação ideológica. Infelizmente, porém, essa tendência não tem atingido um tipo de preconceito muito comum na sociedade brasileira: o preconceito lingüístico. Muito pelo contrário, o que vemos é esse preconceito ser alimentado diariamente em programas de televisão e de rádio, em colunas de jornal e revista, em livros e manuais que pretendem ensinar o que é “certo” e o que é “errado”…” (o grifo é meu)

No nosso caso, o preconceito linguístico se manifesta entre designers gráficos que afirmam que usar a palavra “logo-marca” é errado, mas que o certo é usar “logo-tipo”, que “tipo-logia” está incorreto, e que o certo é “tipo-grafia”, ou que ao invés de usar “metodo-logia”, deve-se utilizar apenas “método”, e assim por diante, numa batalha sufixal que tenta definir como devem terminar as palavras.

Continue lendo “O design gráfico e o preconceito: quando as palavras alimentam a discriminação”

Logo das Olimpiadas de 2016 é apresentada ao público

Rio2016
Rio2016

Texto do jornal Lancenet

Rio 2016 agora tem cara. A organização dos Jogos lançou na noite desta sexta-feira a logomarca da primeira Olimpíada na América do Sul.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, mostrou-se encantado com a marca dos Jogos:

– A marca tem um desenho leve, que parece flutuar na água. Lembra-me estar velejando. É muito estética, inovadora e criativa. É possivel ver várias coisas nela: rio, montanha, sol, Copacabana – analisou Rogge.

Entenda como a marca foi criada, de acordo com a própria organização dos Jogos:

O que marca o Rio 2016: Paixão e Transformação

A Marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 traduz com inspiração o espírito olímpico e seus atletas, o Rio e os cariocas, sua natureza, sentimentos e aspirações. Sabe que são as pessoas que tornam o Rio de Janeiro uma cidade única e fazem dos Jogos Olímpicos um acontecimento realmente grandioso. Por isso, é uma marca essencialmente humana.

Povo alegre, que gosta de celebrar a diversidade harmônica, o brasileiro acolhe com um abraço, todas as raças, credos e idades. Compartilha de forma democrática as belezas naturais de sua terra, o céu, o mar, essa gente feliz.

O calor humano, que faz parte da alma do carioca e do próprio espírito olímpico, é moldado pela natureza exuberante de uma cidade que inspira a viver com paixão e leveza, a gostar de conviver e compartilhar.

Cores e formas

A atmosfera da paisagem dessa cidade se reflete na marca e na sua combinação de cores. O amarelo vem do sol e de uma essência calorosa, viva e alegre. O azul traz a fluidez da água que nos cerca e do jeito descontraído do carioca de levar a vida. O verde fala das florestas e da esperança, a visão sempre positiva que nos permite ir mais longe.

Juntos, diferentes países, atletas e povos se abraçam com uma energia contagiante. Um movimento individual e coletivo que, num segundo olhar, revela um dos mais belos cartões postais do Rio. Um Pão de Açúcar vibrante, que balança num gingado feito de alegria, união, celebração e amizade.

Essa forma sai do papel e ganha uma perspectiva tridimensional, com volumes e recortes. Relevos que desenham na nossa imaginação a topografia da cidade. Uma marca-escultura, infinita, que ganha texturas, vira forma, objeto e pode ser experimentada.

O logotipo expressivo, gestual, com as letras interligadas de forma fluida, reforça o desejo de união e a essência humana e acolhedora da marca, traduzindo a simpatia carioca. O desenho tipográfico exclusivo combina excelência e leveza, inspiração e atenção aos detalhes de modo único.

Inspirada pela natureza do Rio, dos atletas e das pessoas, a Marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 convoca à união, acende a vontade e o desejo de fazer juntos, de compartilhar conhecimento e talentos, de somar forças e aspirações para viver, realizar e transformar o presente e o futuro a partir de uma visão sustentável. É uma marca que transborda união, paixão e energia. É uma grande rede coletiva em movimento, um convite e uma inspiração para o Rio e para o mundo. “

ENQUETE: Gostou da marca da Rio 2016?

FOTOS: As logomarcas de todas as edições das Olimpíadas

Designers x clientes

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Olha que curioso esse vídeo mostrando cenas que seriam absurdas em outros ramos de negócio, mas que acontecem com frequência no dia-a-dia dos designers.

Design velho numa sociedade nova: uma crítica ao futuro do design brasileiro

Nunca se falou tanto sobre design como agora. O Design virou a palavra da vez, agora faz parte do discurso de administradores, políticos, economistas, pregando a importância do papel do design na inovação, no desenvolvimento, na sustentabilidade, e assim por diante.

Nesse cenário em que o design atrai cada vez mais o interesse e os designers estão sendo mais solicitados, a pergunta que se faz é: eles estão preparados para atender essas demandas? O tipo de designer que está sendo formado hoje nas universidades está à altura dos desafios que surgem à sua frente?

A resposta é: não. Por que? Continue lendo “Design velho numa sociedade nova: uma crítica ao futuro do design brasileiro”

Centro no usuário: idéia nova?

Ultimamente o usuário tem ocupado cada vez mais o centro das atenções na Internet. Estudos de mídia online, usabilidade centrada no usuário, mídia gerada pelo consumidor, comportamento das comunidades, conteúdo criado pelos internautas, Web 2.0, enfim, são vários os pontos de interesse nessa figura que antes era apenas vista como um detalhe perto da estrela emergente, chamada de “grande rede de computadores”. Só que no começo nem todos se lembravam que na frente de cada computador poderia haver um ser humano, com interesses únicos e individuais.
A partir de então, o usuário começou a ganhar cada vez mais importância, com direito a defensores dos seus interesses, empresas que procuravam escutar seus anseios e levar em conta suas necessidades. No entanto, o interesse no usuário/ser humano pode ser algo novo na Internet, mas não é fora dela.
Diferentes áreas do conhecimento como antropologia, ergonomia, psicologia, semiótica e retórica já tinham percebido que o ser humano é fator central em qualquer atividade, pois o resultado final de tudo que o homem faz é voltado para ele, ou seja, o fim de toda atividade é transformar o próprio homem.
No caso da antropologia, desde a antigüidade clássica, os gregos já refletiam sobre o papel do homem e utilizavam a “medida humana” como centro de discussão acerca do mundo. Isso demonstrava uma preocupação antropológica, ou seja, procurava um conhecimento completo sobre o homem, suas produções e seu comportamento.
A ergonomia desde 1700 d.C. (com os estudos de Bernardino Ramazzini) já se voltava para o homem como objeto de estudo, visando projetar sistemas, tarefas, produtos, ambientes e trabalhos que fossem compatíveis com as suas necessidades, habilidades e limitações, razão pela qual a ergonomia também é chamada nos EUA de “fatores humanos”.
A psicologia também estuda os processos mentais e o comportamento humano e animal. Em 1879, Wilhelm Wundt já praticava a psicologia separadamente da filosofia, na Universidade de Leipzig (Alemanha), trazendo à tona as questões sobre a relação do ser humano com o ambiente e consigo mesmo.
Assim como a psicologia, a semiótica encara o ser humano como ponto central do seu estudo, na medida em que ele age como o interpretante dos signos, atribuindo significados que são únicos e particulares para cada indivíduo. Ou seja, nunca há dois significados iguais, pois não há dois seres humanos iguais. E o ato semiótico pode ser considerado tão antigo quanto a existência do ser humano, desde o Gênesis bíblico, quando “Tendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais dos campos, e todas as aves dos céus, levou-os ao homem, para ver como ele os havia de chamar; e todo o nome que o homem pôs aos animais vivos, esse é o seu verdadeiro nome. O homem pôs nomes a todos os animais, a todas as aves dos céus e a todos os animais dos campos…”. Coube ao homem dar significado ao que o cercava, pois seria o próprio homem que iria desfrutar dele.
Por fim, o grego Aristóteles, quase 400 anos antes de Cristo, já dizia que a expectativa emocional do ser humano, junto com a credibilidade do orador e a qualidade da sua mensagem, eram essenciais na arte do convencimento ou retórica. Novamente, não tem como se falar de persuasão sem levar em conta as características únicas que cada ser humano possui e como ele contribui para o desfecho final do que é dito no discurso.
Portanto, quem deseja tirar proveito do que a Internet oferece em termos de potencialidades faria bem em aprender com essas ciências que há séculos analisam o comportamento humano e o modo como nós interagimos com o ambiente e dele extraímos significado.

O que é design?

“Todos os homens são designers. Tudo o que fazemos, quase todo o tempo, é design, pois design é condição básica para toda a atividade humana. O planejamento e estruturação de qualquer ato em busca de um objetivo desejado e previsível constitui o processo de design. O Design é a origem primária e subjacente da vida.” Em resumo: “Design é o esforço consciente e intuitivo para impor uma ordem que tenha significado.” – Design for the real World, por Victor Papanek.