Excesso de Referência: Infográfico sobre a Volkswagem Kombi

O Jornal “I”, publicou em 2011 o infográfico do Ricardo Santos mostrando a evolução dos 60 anos do primeiro protótipo da Kombi. A publicação que inclusive ganhou o prêmio “Excellence in the European Newspaper Awards  2011″ foi tão bem feita que após o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proibir a fabricação da Kombi em Dezembro de 2013.  Fez com que a Folha de S. Paulo copiasse descaradamente as ilustrações criadas pelo designer português.

 

Abaixo a versão original.

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Na Alemanha a Kombi deixou de ser produzida a 30 anos, na América Latina, mais precisamente no México. A Kombi parou de ser produzida a 20 anos, na mesma época em que o mercado americano impôs a exigência de ABS e AirBags.

 

Abaixo, a versão nada original criada pelos infografistas da Folha.

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Vi no Facebook da Infográfista da Gazeta do Povo, Fabiane Lima

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Réplica do Batmóvel ficará exposta em São Paulo

Quem tiver em São Paulo, tem mais uma vez a oportunidade de ver uma reprodução fiel do Batmóvel (sem motor). Eu digo mais uma oportunidade, porque ele já esteve em abril no Shopping SP Market. Só que hoje (sábado) ele está na Rua Oscar Freire (perto da Bela Cintra e Haddock Lobo). Vale a pena conferir!

A ação é da Warner Bros para comemorar os 75 anos dos super-heróis da DC Comics.


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Vodafone + F1

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Ultimamente estamos acostumados a ver as grandes marcas como Nike, Adidas, e outros trabalhar a vinculação da imagem de seus patrocinados. E até então acho que a Nike é a que está frente desse tipo de mídia. Porém a Vodafone não ficou pra traz e não economizou em idéia, produção, nem em nada, pra mostrar o novo Blackberry Storm, que inclui carro de fórmula 1 de verdade e Lewis Hamilton na parada. Dá uma olhada no brinquedinho que todo piá sonhou em ter.

*** Agora quem gostária de saber sobre o sistema. Pesquisei em alguns lugares e encontrei alguns comentários de blogs estrangeiros e usuários no youtube, relatado que esse sistema de controle do carrinho/carro não existe e nem foi criado e que é JPG´s/vídeos abertos dentro do aparelho.

Porque grandes corporações como essa não atuam no Brasil, sabendo que há grande público aqui?

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Design Renault

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Um dos escritórios do Centro de criação Renault, tem um protótipo irado, onde tem como conceito um corte diferente. O Mégane com portas borboleta, esportivo e compacto. O Renault Mégane Coupé.

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Update: Este carro foi apresentado no salão de Genebra, segundo a revista quatro rodas.

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Mitsubishi fecha centro de design

O grande problema na crise econômica não para de assolar o mundo das fabricantes de automóveis. A Mitsubishi Motors é uma delas e acaba de anunciar mais um corte de custos. O centro de design da marca nos Estados Unidos fechou suas portas ontem (segunda-feira, dia 9), culminando na dispensa de 60 empregados.

Desta forma, todo desenvolvimento de novos produtos ficará a cargo da matriz no Japão, onde a empresa também enfrenta os duros efeitos da queda dramática do mercado local, que somente em fevereiro deste ano registrou baixa de 33%.

O centro de design da Mitsubishi nos EUA foi responsável pela criação da atual linha do esportivo Eclipse, os sedãs Galant e Endeavor, além da picape Raider, modelo que recentemente teve sua produção descontinuada para conter gastos. O fabricante japonês também limou o desenvolvimento de carros de competição, o que implica na sua ausência na próxima edição do Rally Dakar, corrida dominada pela marca nos últimos dez anos.

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Oportunidade em meio a crise

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Estava navegando e procurando referências em WordPress e encontrei um blog muito interessante chamado PONTOZERO. Nele, me chamou atenção uma matéria que me fez pensar e achei importante postarmos em nosso ESPAÇO.COM. Vale ressaltar que o que me atraiu, em especial, foi a palavra CRISE unida a palavra OPORTUNIDADE.
Sabemos que o design é uma poderosa ferramenta de gestão do negócio e que quando bem aplicado se identifica com uma parcela da população. O design atrai, instiga, valoriza e principalmente vende! Em tempos de crise, tornar-se comercial ou mais comercial é fundamental para ganhar consumidores e isso não é novidade. Fico feliz, enquanto profissional da área, quando mais e mais empresas precisaram do tal do DESIGN para fazer a diferença desde uma montadora de veículos até fábricas de clips.

O valor não está no produto ou no serviço apenas mas na MARCA e nos outros 300.000 (trezentos mil) valores intangíveis que ela trás consigo.

O valor do design fez com que a CITROEN tomasse esta postura (leia a matéria abaixo) em meio a crise com objetivo de atender melhor um público seleto que valoriza seus modelos e por isso, em meio a toda crise eu sugiro que você ou sua empresa contrate um designer ou uma empresa que tenha uma visão holística do mundo e que possa lançar estratégia de marca para que seu produto ou serviço ganhe valor. Tenha em mente que seu melhor ativo é sua marca. Espero que gostem da minha primeiro POST e da matéria abaixo.

Em meio a crise é que surgem grandes oportunidades, parece que é assim que a Citroen está encarando a fase econômica mundial. Em um momento conturbado para a economia, principalmente, para o setor automotivo a Citroen põe no mercado uma nova identidade visual, além da nova marca ela renova toda sua forma de apresentação. Um novo projeto de sinalização nas concessionárias, novos modelos de veículos enfim, nova estratégia de comunicação global.Começando pela marca que agora trás linhas arredondadas e um visual futurista, os “chevrons” que antes ficam condicionados em um quadrado vermelho agora passaram a ficar livres com os cantos arredondados e com cores que remetem a metal e o nome da marca agora em vermelho trás uma tipologia moderna e com maior destaque.

Nas lojas e oficinas a empresa propõe uma mudanças arquitetônicas com objetivo de aproximar-se de seu público alvo apresentando de maneira futurista esta nova fase de sua marca. Com olhos para novos mercados a empresa oferecerá o Citroen Select que será um “braço” da Citroen voltado para o aluguel de carros da marca e contará com uma rede de lojas com atendimento especializado para o público corporativo.

Tudo isso está sendo feito mas o que interessa mesmo são os carros, e nesse quesito a Citroen não deixou de ousar, lançou o C1 e o Nemo, que são carros compactos e econômicos e trará, no Salão de Genebra, o novo modelo DS, lançado originalmente na década 50 o Citroen DS foi considerado um dos carros mais bonitos de todos os tempos pela mídia especializada, o novo modelo já vem causando uma grande expectativa entre os amantes de carros.

Parece que realmente a empresa não está poupando esforço para destacar-se nesse momento e para isso está valendo-se do design e da publicidade para chamar a atenção de todos, agora é esperar para ver os resultados dessa iniciativa. Quem quiser saber mais sobre a CITROEN e sua nova fase basta acessar o site da empresa .

Materia original Paulo.Marchezini
Adaptação e opinião: Thiago Berardi

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Entrevista com Bob Lutz, responsável pelo projeto do VOLT /GM

Leia a íntegra da entrevista feita com Bob Lutz, responsável pelo projeto do carro elétrico da General Motors


Guru da indústria automotiva, Robert Lutz, responsável pelo projeto do carro elétrico da General Motors, o Volt, fala a Época NEGÓCIOS.

Época NEGÓCIOS – O senhor costuma guiar uma moto elétrica. Já ficou parado na rua por falta de bateria?
Robert Lutz – Sim, na primeira vez que saí com a moto. Não existe uma forma eficiente de medir a carga dessas baterias modernas. O que todo mundo desenvolveu é um simulador, um sistema que calcula a quantidade de peso, de aceleração, inclinação para saber quanto se está usando da bateria. Na concessionária, a bateria tem de ser descarregada e depois receber carga máxima para que os instrumentos funcionem direito. Minha moto indicava que a bateria estava totalmente carregada, mas na verdade ela só tinha um terço de energia. Fui dar uma volta e de repente vi uma luz vermelha que indicava: bateria. Ainda consegui andar um pouco quando tive de encostar a moto. Para minha sorte, tinha um celular e não estava longe de casa. Esse é o problema com os veículos puramente elétricos: quando você está na estrada, não pode ir até um posto para pegar uma lata de cinco litros de energia.

NEGÓCIOS –  Mas isso nunca vai acontecer com o Volt.
Lutz – Não. Acho que encontramos a fórmula certa.

NEGÓCIOS –  O senhor nasceu na Suíça, filho de um banqueiro bem-sucedido. 
Lutz – 
Quais são suas recordações da infância?
Tinha dois irmãos mais novos e a vida era boa. Mas foi uma juventude instável. Passávamos muito tempo entre os Estados Unidos e a Suíça porque meu pai era transferido. Não existiam escolas Suíças em New Jersey e tive de estudar numa escola americana. Apesar das boas notas nos Estados Unidos, sempre que voltava à Suíça me perguntavam o que estava aprendendo em matemática. Eles me davam exercícios e eu dizia: acho que ainda não vimos essas coisas. Sempre que voltava repetia o ano. Sendo uma pessoa muito criativa, tenho um certo grau de déficit de atenção. Tenho problemas para me concentrar, especialmente em matemática e coisas que não me agradam. Tive problemas para me formar.

NEGÓCIOS –  Quando descobriu que tem déficit de atenção?
Lutz – Na verdade, nunca descobri. Hoje acho que esse era meu problema. Vamos colocar a culpa no déficit de atenção (risos). Finalmente me formei na Europa quando tinha 22 anos, quando a média era de 19 anos. Estava atrasado.

NEGÓCIOS –  Você também teve problemas de rebeldia na escola, não?
Lutz – Por um tempo. Fui expulso da escola e tive de trabalhar no armazém de couro do meu tio. Tive de aprender a cuidar de couro, era o responsável pelo estoque. Depois de seis meses desse tipo de trabalho percebi que a escola não era tão ruim assim. Fui mandado para uma escola no lado francês da Suíça.

NEGÓCIOS – Quando descobriu a paixão pelas máquinas?
Lutz – Quando tinha três anos. Só queria saber de brinquedos mecânicos, qualquer coisa que parecesse com um carro, moto etc. Rapidamente fiquei fascinado pelos carros. Quando era novo, numa época em que não existiam muitas marcas, conseguia diferenciar todas as marcas de carro. Aos 10 anos, conseguia distinguir todos os carros americanos por marca, modelo, opções de motorização, potência, velocidade máxima. Era uma enciclopédia da indústria automotiva.

NEGÓCIOS –  O que te levou a ter tanto interesse em carros?
Lutz – A família sempre teve carros muito bons. Meu pai, cujo gosto era conservador, tinha Aston Martins, Jaguares. Meus tios tinham Ferraris GTBs. Para mim, os carros sempre foram uma expressão não apenas da necessidade humana por liberdade e transporte, mas também um trabalho de arte. Quando você pensa, o carro é uma escultura móvel. Diferente de outros tipos de arte que você admira num mesmo lugar, os carros estão nas ruas.

NEGÓCIOS –  O senhor entrou na Marinha por causa de um acordo com o seu pai… 
Lutz – Ele estava ficando cansado dos meus problemas na escola. Ele tinha um amigo que tinha acabado de sair da Marinha depois da Segunda Grande Guerra e que depois foi trabalhar em Wall Street.

NEGÓCIOS – Desde o começo o senhor gostou da corporação?
Lutz – Tinha sido escoteiro durante a Segunda Guerra, numa época em que os escoteiros eram quase uma organização paramilitar. Os acampamentos eram duros e violentos, com muitas punições que não seriam permitidas hoje. Quando entrei, queria ser piloto de combate na Segunda Guerra. Era um grande admirador de B51 Mustangs, P47 Thunderbolts, Spitfire etc. Eu pensava: talvez a guerra vai durar o suficiente para que eu possa lutar nela.

NEGÓCIOS –  Por que a Marinha foi tão importante para o senhor?
Lutz – Aceito a religião protestante, mas não costumo freqüentar a igreja. Meu problema com a religião é que existem tantas e cada uma pensa que existe um único Deus. Algo me diz que existe alguma coisa errada com essa teoria. A Marinha trouxe ética e moral à minha vida. Eles sempre se orgulharam de honra, comprometimento, lealdade, disciplina e orgulho de ser uma das melhores organizações militares do mundo. A conduta deles é ótima, os treinamentos também.

NEGÓCIOS –  O senhor queria seguir carreira militar. O que aconteceu?
Lutz – Não tinha diploma universitário. Virei piloto, era tenente e num determinado ponto me disseram que para seguir carreira eu precisaria de um diploma universitário. Pedi dispensa, Queria pegar o diploma e voltar para a corporação. Mas quando entrei na faculdade fiquei fascinado com esse aspecto de negócios e design, fui fazer um masters. Descobri que poderia ficar com a reserva, com quem poderia voar o resto da vida. Pensei: se fizer carreira militar, não posso fazer negócios. Mas se for trabalhar na indústria automotiva, poderia continuar voando com unidades militares nos finais de semana. Era a chance de continuar com o melhor dos dois mundos.

NEGÓCIOS – Quando o senhor entrou na indústria automotiva?
Lutz – Em 1963. Comecei a trabalhar na GM em Nova York. Trabalhei 18 meses antes de ir para a Alemanha, onde era analista sênior. Eles me deram crédito por ter quase 30 anos. Trabalhava num grupo chamado de planejamento adiantado das operações internacionais da empresa.

NEGÓCIOS –  Que tipo de impacto o senhor causou nas montadoras em que 
Lutz – 
trabalhou? E que lições aprendeu em cada uma delas?
Acho que o maior impacto sempre foi melhorar o produto. Trago um tratamento único para os produtos e acho que entendo muito bem como a cabeça dos consumidores funciona.

NEGÓCIOS –  Como é o processo criativo de um carro?
Lutz – É uma combinação de coisas. A sua cabeça vai recebendo informações de várias fontes e de repente elas se conectam. De uma hora para outra ocorre que você deveria estar fazendo isso. Na indústria automotiva é comum não ter pessoas criativas, você tem pessoas analíticas. Eles analisam tendências do mercado, olham o que está vendendo e o que não está. Pegam o que está vendendo e melhoram um pouco. Se é feito de forma muito habilidosa, como é o caso da Toyota, que ninguém diz que faz carros fantásticos e excitantes, mas faz um trabalho muito bom de melhoria dos modelos, esse tipo de teoria funciona até certo ponto. Mas se a empresa estão com a reputação danificada, como a GM hoje ou a Chrysler, você tem de aparecer com coisas muito impressionantes.

NEGÓCIOS –  O Volt é essa coisa impressionante da GM?
Lutz – O Volt é a grande ruptura com o passado. Isso porque a GM, no meu ponto de vista sem merecer, ficou com a reputação de ser uma empresa que não liga para o meio-ambiente. Ficamos marcados por construir o Hummer, o carro mais esbanjador do mundo. Por outro lado, a Toyota ficou conhecida por construir o Prius, o carro que é amigo da natureza. O fato deles produzirem um grande utilitário que consome tanto combustível quanto o Hummer não faz diferença. Mas a percepção geral é de que a Toyota é a empresa de gente boa que faz o Prius e a GM, o diabo que usa recursos naturais e que produz o Hummer. Tínhamos que fazer alguma coisa muito grande para tentar recuperar a liderança tecnológica e ambiental da Toyota.

NEGÓCIOS –  O Volt pode fazer pela GM o que o Viper fez pela Chrysler?
Lutz – Ele já está fazendo isso. Ele já está mudando a forma como as pessoas vêem a GM. De muitas formas, é muito parecido psicologicamente. Com a diferença de que as prioridades são diferentes. O Viper é um carro de velocidade e motor potente. Agora, é meio-ambiente.

NEGÓCIOS –  O senhor diria que o Volt já é um sucesso?
Lutz – Ele já atingiu um dos objetivos, que é começar a mudar a percepção pública e da mídia do comprometimento da GM com veículos que não afetem tanto o meio-ambiente. O diretor de comunicação da GM costuma fazer as palavras-cruzadas do The New York Times. Alguns dias atrás, uma das perguntas era: palavra de quatro letras do revolucionário carro elétrico da GM.

NEGÓCIOS –  No caminho do aeroporto para o hotel vi outdoors do carro. É estranho ele estar por todo lado quando só vai ser lançado em 2010. 
Lutz – Decidimos fazer um programa muito aberto com o Volt. Ao invés de fazer de forma secreta, como normalmente a indústria funciona, a gente resolveu inovar. Temos encontros periódicos com a imprensa, trazemos os fanáticos por carros elétricos nos Estados Unidos para conhecer o laboratório de bateria. Mostramos o que estamos fazendo, o que está indo bem e o que ainda temos que fazer para melhorar as baterias. Um dos motivos porque temos uma resposta muito boa do projeto é porque estamos sendo muito abertos em relação ao atual estágio de desenvolvimento do veículo.

NEGÓCIOS – Por outro lado, os críticos dizem que não se passa de uma estratégia de marketing.
Lutz – É claro que estamos usando o Volt e capitalizando no interesse que as pessoas têm nele. Começamos a trabalhar nesse projeto no segundo semestre de 2006 e mostramos o carro na feita de Detroit de 2007. Isso foi antes do preço do petróleo. Sempre digo que hoje temos muito petróleo, mas com o crescimento da China, Índia, Brasil, leste europeu e, um dia, até a África, você sabe que o petróleo vai ficar cada vez mais escasso. Por todos esses motivos, mais do que imaginávamos, o Volt está se transformando na imagem que a GM quer ter no futuro.

NEGÓCIOS –  Quer dizer que se o preço do petróleo cair novamente não vai mudar a estratégia da empresa?
Lutz – Não. Talvez seja mais difícil vender carros como o Volt, mas não existe a possibilidade de mudar o comprometimento de construir o carro. Em todo o mundo estamos enfrentando a questão da regulamentação das emissões de CO2. Mesmo que o preço da gasolina volte a 2 dólares por galão e as pessoas quisessem comprar grandes utilitários de novo, teríamos que dizer às pessoas que não poderíamos vender esses carros porque o governo não deixa.

NEGÓCIOS – O senhor sempre foi conhecido pelos carros rápidos e potentes. Como chegou ao conceito do volto?
Lutz – Queria um carro puramente elétrico. Até que Jon Lauckner (executivo da GM) me convenceu de que essa não era a melhor idéia do mundo. Ele é um engenheiro e eu, não. Ele me explicou que a melhor maneira de fazer o carro seria ter uma bateria relativamente pequena, com preço acessível e que andasse 64 quilômetros. E com um motor para recarregar a bateria e aumentar a autonomia do carro. Não foi muito difícil me convencer de que essa era a melhor idéia. Mas a minha idéia inicial era dar um salto em relação à Toyota e fazer um carro puramente elétrico.

NEGÓCIOS –  Um carro como o Volt pode tirar a GM dessa crise?
Lutz – Pode ajudar a sair das dificuldades atuais, que são causadas pela crise global. No curto prazo, o Volt é um problema para a empresa porque estamos gastando muito dinheiro no seu desenvolvimento numa época em que temos que tomar muito cuidado com a forma como gastamos nossos recursos. Mas essa crise vai acabar um dia e aí vamos ter de conseguir mais dinheiro, seja mais dívida ou mais equity. E é aí que o Volt vai nos ajudar. As pessoas investem em idéias promissoras, em empresas que parecem ter soluções. Nesse sentido o Volt ajuda muito.

NEGÓCIOS –  Por que o Volt é o seu projeto mais importante?
Lutz – Porque ele é transformador. É uma tecnologia nova, estamos fazendo algo que ninguém fez antes. Mais importante, um carro como o Volt faz com que as pessoas se livrem dos combustíveis fósseis. Em países onde se usa etanol, o pequeno motor poderá rodar com esse tipo de combustível. Mesmo se o motor rodar com etanol, ele quase não vai usar petróleo. Vai usar ou etanol ou eletricidade. A razão pela qual penso que é um dos carros mais revolucionários das últimas décadas é porque ele traz uma nova maneira de ver o transporte humano à medida que fazemos com que o mundo viva sem petróleo.

NEGÓCIOS –  Mas não por causa do aquecimento global, na qual o senhor não acredita. 
Lutz – Qualquer que seja a sua crença em relação ao assunto, todo mundo concorda que acabar com o uso do petróleo é uma boa idéia. O que estamos fazer é tirar o carro do radar dos ambientalistas.

NEGÓCIOS –  Hoje o carro é o inimigo número um dos ambientalistas.
Lutz – Sim. E eles têm grande influência junto ao governo. Eles vão conseguir passar todo o tipo de regulamentação em relação a emissões de CO2. O Volt é a única solução que vai além de qualquer regulamentação de emissão de CO2 em qualquer lugar do mundo. Ao mesmo tempo, ainda permite a mobilidade que as pessoas estão acostumadas.

NEGÓCIOS –  Como está a situação da GM?
Lutz – Diria que a situação é desafiadora. Mas vamos sair dela. Não é minha área no negócio, mas mesmo com equity apertado temos que ter certeza de que a GM consegue arrumar recursos. E estamos sendo muito cuidadosos com a forma como gastamos. Basicamente, estamos olhando com cuidado para as nossas necessidades e prioridades. Vamos gastar apenas em projetos que são extremamente necessários. Estamos olhando inventários, materiais, como pagamos fornecedores etc. Já conseguimos economizar bilhões de dólares com isso.

NEGÓCIOS – O senhor teme que a empresa seja comprada?
Lutz – Acho que o valor das nossas ações está tão baixo que somos considerados “compráveis”. Mas na atual situação do mercado, não tenho certeza de que alguma empresa estaria disposta a assumir esse desafio.

NEGÓCIOS –  O senhor teme que isso aconteça?
Lutz – Não. Se alguém tivesse a intenção de comprar a GM já teria comprado.

NEGÓCIOS –  Existe espaço para tantas montadoras ou vai haver consolidação?
Lutz – É difícil dizer. Uma coisa é certa: vai sempre haver consolidação. Sempre houve. Em qualquer indústria sempre existe consolidação e o mercado fica reduzido a poucos players.

NEGÓCIOS –  É possível repetir na GM a virada que o senhor conseguiu na Chrysler?
Lutz – Conto com isso. Continuo muito otimista em relação ao futuro. Se não estivesse, não estaria mais trabalhando aqui. Ficaria em casa e aproveitaria a vida. Estamos passando por um período incomum de dificuldades. Os financeiros dizem que, no futuro, serão escritos livros sobre a crise de 2007 e de 2008 – da mesma forma que hoje nas aulas de história da economia aprendemos sobre 1929.

NEGÓCIOS –  O senhor acredita que pode salvar uma grande empresa como a GM?
Lutz – Não. É um trabalho em equipe. Sou o técnico de um time. Não sou engenheiro, não sou designer, não sou um cara de produção. Tenho a habilidade de conseguir mais das pessoas, de estabelecer objetivos que elas aceitam e que elas acreditam que podem ser atingidos. É como ter um time de futebol que perde time e você muda o técnico. Depois disso, o time volta a ganhar as partidas com os mesmos jogadores. Com toda a modéstia, me vejo assim. É claro que não faço tudo sozinho. Mas espero que eu faça a diferença.

NEGÓCIOS – – O senhor pilota seu helicóptero para o trabalho?
Lutz – Sim. Mas depende do tempo. Não é bom pilotar um helicóptero quando o tempo está ruim ou quando está muito escuro. Mas eu venho de helicóptero sempre que posso. Hoje não foi era um dia muito bom para isso.

NEGÓCIOS – Como é a sua rotina?
Lutz – Chego ao trabalho e tenho uma série de reuniões durante o dia.

NEGÓCIOS –  Mas que horas o senhor acorda?
Lutz – Boa pergunta. Essa é uma coisa que me incomoda em relação ao trabalho. Se pudesse, acordaria entre oito e nove horas da manhã. Mas isso não é compatível com minha rotina na GM. Se tenho uma reunião às 7 da manhã, o que é normal, tenho que acordar às 4h45 da manhã para sair uma hora depois.

NEGÓCIOS- Mas o senhor não estava acostumado a acordar cedo na Marinha?
Lutz – Mas eu tinha 20 anos naquela época. É uma grande diferença. Além disso, não gostava de acordar cedo naquela época. Mas não tem o que fazer. O dia de trabalho começa às 7 da manhã na GM. Algumas vezes, as reuniões começam às 6 da manhã. Mas deleguei a primeira hora para outras pessoas. Teria que acordar às 3h45 da manhã. Não tem nenhuma chance disso acontecer.

NEGÓCIOS –  O senhor vive numa pequena fazendo em Ann Arbour, certo?
Lutz – É uma fazenda de 47 hectares. Se a economia mundial for por água abaixo posso comprar umas vacas, porcos e galinhas. Hoje, tenho apenas os cavalos da minha mulher, cinco cachorros, seis gatos e gansos. A gente planta feno para alimentar os cavalos. Somos mais do que auto-suficientes em feno. 
                   
NEGÓCIOS –  O senhor pensa em aposentadoria?
Lutz – Não. Enquanto a saúde permitir e o pessoal da GM me quiser por perto, fico feliz em trabalhar.

NEGÓCIOS –  O senhor tem planos para a aposentadoria?
Lutz – Na verdade, não. Não é uma questão do que vou fazer. Tenho muitos brinquedos para me divertir, uma casa ótima na Suíça, a casa em Michigan e em Montserrat. Tenho muitos lugares para ir e me divertir. Meu pai trabalhou até os 93 anos. Esse não é o meu objetivo, acho que a GM não vai me querer aqui até lá.

EDIÇÃO 21 – NOVEMBRO DE 2008 | 28/11/2008 – 18:02 

ÉPOCA NEGÓCIOS

Extraído de:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG84928-8381-21,00-LEIA+A+INTEGRA+DA+ENTREVISTA+FEITA+COM+BOB+LUTZ+RESPONSAVEL+PELO+PROJETO+DO.html

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Sociedade do Automóvel

Enquanto São Paulo se trava com uma média de 1,2 habitantes por carro e níveis de poluição dantescos acontece o 25° Salão do Automóvel. Assim, sem link que não merece.

Produzido por Branca Nunes e Thiago Beniccio, Sociedade do Automóvel é um documentário de 2004/2005 sobre as mazelas do uso desenfreado dessa solução de transporte que, bem, está longe de ser uma solução.

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PERSONALIZAÇÃO NA TERRA E NO AR

Como aconteceu com os carros, que ganharam acessórios modernos em um movimento chamado tuning, os aviões também estão sendo incrementados. Tarso Marques, piloto da Stock Car, já está acelerando nesse segmento. Ele, que comanda a Tarso Marques Concept, empresa que personaliza motocicletas, acaba de desenvolver um projeto para o dono de uma empresa farmacêutica. Marques customizou duas motos Harley Davidson e um avião Bombardier Learjet XR 40 avaliado em US$ 9 milhões. Os veículos foram pintados com faixas vermelhas e o interior da aeronave recebeu couro, madeira, luminárias e detalhes cromados.

Informações pelo telefone (41) 3229-1717.

Extraído da IstoÉ Dinheiro: Carlos Sambrana

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/573/artigo102821-1.htm

Website da TM Design: http://www.tmconcept.com.br/

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O que você precisa em um carro?

Muitas pessoas se perguntaram já como usou os concorrêntes ao seu favor… É fácil, junte os melhores pontos dos melhores e diga que você produz tudo em um só lugar (mas tem que ser verídico).

Clique aqui para ver o vídeo que tem 32 segundos.

As marcas citadas no comercial são:

1- Alfa Romeo (Design)
2 – Volvo (Segurança)
3 – Bavarian Motor Works (Esportivo)
4 – Mercedes (Conforto)

“Todos acima são perfeitos em seus aspectos, mas ter um AUDI é ter todos.” (Tudo em um único carro).

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Resultado do 1o Concurso Talentos do Design MUELLER e FIAT

No começo de 2008, a FIAT do Brasil juntamente com a Mueller, formatou e apresentou ao mercado um novo desafio: um concurso voltado para o setor automobilístico para o ano de 2020, focado na interação entre os participantes. Este sesafio nos motivou e, em meados de fevereiro deste ano, a TipoD decidiu que participaria do 1º Concurso MUELLER – Talentos de Design 2008.
O concurso foi dividido basicamente em 04 etapas: avaliação de portfólio, seminário, briefing, desenvolvimento e apresentação. Na etapa de avaliação 31 proponentes enviaram seus portfólios e currículos para avaliação e seleção. Aqui foi realizado o primeiro filtro, verificando capacitação criativa, técnica e proximidade com o tema. Destes, apenas 13 proponentes prosseguiram. A TipoD foi a única empresa selecionada no Centro-Oeste e Sul do país, regiões em que possui unidades de P&D.
A fase de seminário ocorreu na sede da ABIPLAST em São Paulo, na semana de 19 de março. Ali todos os 13 selecionados foram bombardeados com a problemática do tema: o design do interior de um veículo para 2020, levando em conta todos os fatores sociais, tecnológicos e estilísticos do público-alvo abordado.
Participaram deste seminário a Sra. Esther Faingold (CEO da Mueller), Sr. Auresnede Stephan (Consultor do Concurso), Sr. Peter Fassbender (Diretor do Centro de Design FIAT Brasil), Sra. Márcia Auriani (Consultora), Sr. Manoel Muller (Presidente da ABeD), Sr. Paulo Rodi (Gerente do Centro Tecnológico da Mueller), Sr. Osmar do Amaral (Gerente de Engenharia da Mueller), Sr. José Vido (Gerente de Projetos Especiais da Mueller), além de técnicos e fornecedores de suprimentos e tecnologia para a FIAT e MUELLER. Nestes 2 dias, de perguntas e respostas, os selecionados delinearam seus briefings e ainda trocaram muitas experiências de mercado e percepções acerca do concurso e sua proposta, uma espécie de brainstorming de checagem. Afinal de contas somos concorrentes. Mas antes de tudo, fazemos parte de uma nata de profissionais e empresários extremamente pró-ativos e comprometidos com a qualidade final do trabalho.
Na terceira etapa, em que concorrentes deveriam checar conceitos e sanar dúvidas. A TipoD estava em fase de contra-briefing, ou seja, validando se as pesquisas realizadas e o nicho de mercado identificado eram consistentes. Era uma checagem de expectativas: um jogo de perguntas, respostas, adivinhações e análise de emoções expostas na mesa.
No dia 18 de junho estava agendada a apresentação de 40 minutos no Hangar 44, estúdio de design da MUELLER em São Paulo. O projeto foi realizado paralelamente nas duas unidades da TipoD, em Brasília e Florianópolis, onde alguns integrantes das equipes se juntaram aos oficiais apresentadores de projeto da empresa e pegaram a estrada, se deslocando novamente para São Paulo… As entrelinhas de como tudo foi planejado, desenvolvido, filtrado, construído e testado será apresentado posteriormente no BLOG corporativo da TipoD, acompanhem!

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Design de Interiores: transportes

Já fazia algum tempo que eu vinha querendo escrever sobre isso mas com a correria do dia a dia sempre acabava deixando pra depois. No entanto, em um debate com o Foster num outro blog o assunto acabou por ficar mais importante.

Falo sobre áreas de atuação em que o Designer de Interiores/Ambientes pode atuar e que a grande maioria não faz a menor idéia da existência das mesmas. Interiores de meios de transportes.

No começo do ano quando estive no litoral de São Paulo conheci uma designer que trabalha exclusivamente com interiores de embarcações. Ela começou a me falar sobre o trabalho e garanto: é encantador ao mesmo tempo que é um desafio dos grandes.

Deixando de lado a questão financeira envolvida (que é o sonho de qualquer designer) pensemos na parte técnica envolvida. Um iate ou um transatlântico são meios de transporte que necessitam sim de projetos muito específicos especialmente pelas pequenas dimensões dos ambientes. Isso também ocorre com outros segmentos: aviação, carros, ônibus, trens, metrôs, caminhões enfim, muitas possibilidades de atuação.

Dentro desta área voltada para o transporte, o trabalho do designer de interiores vai ter muita base no desenvolvimento de mobiliário específico. Ergonomia e acessibilidade serão sempre elementos primordiais neste trabalho. E, claro, não podemos deixar de levar em consideração as outras normas técnicas envolvidas, especialmente as sobre segurança.

Texto completo: http://paulooliveira.wordpress.com/2008/05/26/design-de-interiores-transportes/

 

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Blogs e Afins

A blogosfera esta aí e é para nos ajudar. Eu tenho o meu blog. A Ligia, o Paulo, o Canha, o Secco e mais alguém (mas agora eu não lembro – não é sacanagem, não lembro mesmo). No meu caso, eu uso o Google Reader, adiciono os links que eu mais acesso e pronto. Se tem algo novo, aparece lá pra mim sem que eu tenha que ir atrás. Até aí, nada novo.

O que vou listar aqui são as minhas sugestões de blogs e afins. Minhas fontes. Não vou falar dos parceiros, só de blogs/sites que não estão aqui.

Descobri que existem alguns blogs/sites principais. Algo sai lá primeiro e no máximo em dois dias, vários outros blogs estão com o mesmo post. Nada demais (eu sempre “colho” o que eu acho legal e coloco no meu blog).

O Blog de móveis e o Digital Drops seguem esse padrão. Você acaba encontrando a mesma coisa em outros lugares, mas para quem é preguiçoso, os caras já traduziram pra você.

Brainstorm 9, leitura tradicional. Assim como o DESIGN INFORMA de

O Cool Hunting é um desses exemplos de “primeiro aqui”. Material de primeira.

O Yanko Design (mais sobre produto) é outro absurdo. Você perde horas vendo todos os posts. E garanto que você vai querer ver todos os posts.

O In Habitat é mais para uma consulta sustentável, mas não menos interessante. O Moco Loco, eu acho que a maioria deve conhecer, por isso, deve ser mensurado.

O Design Shrine é interessante, porque além de mostrar o produto novo, coloca logo em seguida todos os outros similares (e com preço).

O Tech Digest é bom, mas segue mais o lado tecnológico da coisa. Assim como o Geek (também, com um nome desses). Mas este último é nacional.

O Watchismo é só sobre relógios, mas vale a conferida. Assim com o Engaged Móbile é só sobre celular. O Motorblog nem precisa dizer sobre o que fala.

O Update or Die do

O Born Rich, como o nome já diz, é um blog que mostra sonhos de consumo, muito caros.

O Design boom é mais social, digamos assim. Espaço de exposições a concursos.

O Photoshop Disasters mostra o descaso de “profissionais” em seus trabalhos gráficos.

Caligraffiti eu vejo sempre. Nacional. O Designers justiceiros (“Só o Design expulsa os micreiros das pessoas!“) é muito bom.

Temos ainda o TheDieline.com: The Leading Package Design Blog de

O Dezeen, assim como outros, tem muito sobre arquitetura e design. Mas é muito bom.

No! Spec tenta difundir o ideal do valor do investimento em design, para os clientes.

Design Flakes é nacional e vale muito a conferida.

O Deviantart já é básico, mas outras fontes de inspiração são: Pristina, Ffffound, Nacho Yague, Skine Art, Gabriel Machado , Nice fucking graphics, Pink Tentacle, Pixel Girl Presents e o Traços e troços do Rivaldo Barbosa.

O Danosse é da parte do humor, mas merece menção por esse post. Assim como o Te dou um Dado. Não podemos esquecer o Visionando (Né Secco?). Sugiro ainda o Blog do Bourdoukan (sobre a Palestina) e o Fazendo Média.

Voltando ao assunto design, temos o Blog do Brinquedo e o The Hypebr. Ambos nacionais. O primeiro não precisa de explicação e o segundo é fashion.

http://favoritos.wordpress.com/ de Luiza Voll: “Quem ama internet sempre tem aquela lista de sites do coração. Seja pelo design, pela utilidade ou pela navegação, eles são os endereços que fazem a vida virtual valer a pena. Esse blog é uma ode a esses sites. Aqui você vai encontrar todos os links que merecem estar nos seus favoritos.”

e o http://icanhascheezburger.com/ … divertidíssimo para quem gosta de animais.

E para quem está atrás de emprego (em Curitiba e Região), temos o Blog do Andre Rossi, atualizado diariamente.

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Vidros revolucionam o design dos carros

Com os congestionamentos cada vez mais caóticos têm transformado o carro em uma extensão da casa. Por esse motivo, a preocupação dos designers de automóveis hoje é criar um ambiente cada vez mais confortável e natural para o motorista.

Assim, o vidro se torna um dos principais materiais utilizados pelas montadoras para reforçar a interação do interior do veículo com o ambiente e deixa-lo mais bonito, como é o caso dos tetos panorâmicos…

Confira a matéria completa produzida pela Priscila Dal Poggetto no G1.

Sugado: G1

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Design Automotivo – Vilão?

Se você pensar bem, os maiores problemas do mundo se relacionam com o que de ruim o carro gera. Poluição e dependência para transporte. Há tempos pensei em criar uma campanha anti-EUA que (se surtice o efeito desejado) atacaria onde mais dói, no bolso. Sim, eu acho totalmente errado atacar pessoas, mas fugindo da realidade, o lugar certo a atacar seria o lugar que trás $$$ para eles. Como? Deixando de comprar.

“Não compre carro estadunidense! Polui e consome muito!” Essa frase poderia ter o “carro” trocado pela palavra “produto”. O problema é que eles (assim como nós mesmos) têm um aliado absurdamente forte: o design.

Já viu a reação de uma pessoa na frente de um Camaro? Ferrari? Por mais que ela não seja interessada em carros, aquela máquina poluidora, com aquelas linhas, cores e materiais vai gerar tanta sensação, que vai ser impossível ( ou quase ) parar de olhar e pior… se imaginar tendo uma delas a sua disposição.

O Frederick van Amstel escreveu há poucos dias, aqui no blog, o texto Design e Emotividade e nele falava “O design está cada vez mais atento a isso”. Ele está muito certo, o outro problema é como vamos nos proteger? Como vamos assumir uma postura que seja ética para todas as pessoas no mundo em relação ao aquecimento Global?

Vejo cada dia mais e mais pessoas falando nisso e sinto uma pitada de esperança. Mas essa vontade que me faz (assim que a MegaSena vir ao meu bolso) querer comprar uma “Eleanor” me retorna cara-a-cara com a realidade que vai ser muito difícil meus netos terem uma visão satisfatória de ações que revertam o que está acontecendo.

O Fernando Galdino também já falou de algo parecido em Ecolorota . Mas lá, havia a crítica a quem montou a propaganda. Espero aqui criticar as pessoas responsáveis pelo produto.

Finalizando, devemos então parar de sonhar com essas maravilhas? Não, mas podemos exigir uma adaptação delas ao novo mundo que surge: combustíveis limpos, materiais recicláveis entre outras milhares de coisas. Cada um faz a sua parte, mas a gente só se salva junto.

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