Como ficam os cegos na era do touchscreen?

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No dia 8 de Janeiro, no Reuters, saiu uma matéria aonde pessoas discutem o fato da nova geração de celulares não ser usável por pessoas portadoras de deficiências visuais, pessoas que necessitam de instruções para utilizar aparelhos eletrônicos, pois não conseguem reter informações visuais dos aparelhos que carregam ou os que possuem em suas casas.

Eu acho sim plausível esta discussão. Nos meus mais de 10 anos me relacionando com gadgets diretos e indiretos a internet, A questão “acessibilidade”, sempre foi algo debatido e respeitado. Creio que devemos nos preocupar com todas as pessoas, não importa aonde ela esteja, como ela esteja acessando a informação e suas capacidades físicas.

Mas quando li o artigo, me veio algumas perguntas:  Será mesmo necessário, adequar as novas gerações de aparelhos para deficientes visuais, uma vez que os mesmos já compram algo mais limitado e especifico? Ou Será que esta nova geração de aparelhos celulares agrada eles?. É possível desenvolver um aparelho touch-creen totalmente acessível e usável por tais pessoas?

Hoje em dia as informações são dinâmicas, à cada hora, são lançado muitos aplicativos, grande parte desenvolvido de maneira colaborativa, e sempre são colocados de mandeiras diferentes nas telas. Acho que é necessário muita informação e muita cultura prévia nestes tipos de interfaces para se manusear perfeitamente um aparelho destes.

A questão é, será possível “controlar” um ambiente colaborativo, aplicar regras de qualidade neste ambiente que realmente faça o ambiente funcionar para estas pessoas?

Não estou aqui para responder estas perguntas, apenas para abordar, confesso que já trabalhei muito com usabilidade em algumas interfaces e confesso que as vezes a criação se torna meio limitada, e acontece de algumas pessoas não saber interpretar e acabar atacando pedras.

Por que um portador de deficiência visual iria querer comprar um aparelho touch-screen já que a grande graça no negócio é a experiência visual?

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9 comentários

  • Bom,ser implantado um recurso sonoro nos aparelhos e a primeira cosia a se pensar. Acredito que a tecnologia esta ai para integrar pessoas e não para separar. Porque limitar os deficiente visuais de uma de suas funções que é o toque? Todos os deficiente visuais utilizam das mãos para ver o mundo. Você acha mesmo que a APPLE não criaria um IPHONE com depositivo de som mais um sistema digital de textura? Vamos lá pessoal.... vamos acordar pro mundo.... quantos já viram as novas gerações de relógios digitais pra cegos ? O verdadeiro design está nesses desafios.
  • Prezado Jonas, Um celular para Deficiente Visual deverá, é óbvio, ter uma acessibilidade que atenda a esse tipo de consumidor. Como eu já trabalhei com esse tipo de deficiência, devo dizer que o celular, desde o início, será bem diferente dos comuns. O tato sendo os olhos dessas pessoas, o celular inicialmente seria feito de outros materiais que não os usados nos celulares usados por nós. Telas touchscreen serão inúteis e os comandos serão todos em Braille. O celular deverá ter um viva-voz de respostas para todos os comandos a serem feitos e a serem informados. E a velocidade desses comandos deverão ser adequados a sensibilidade e o tempo de leitura nessa linguagem tátil. Isso em um modelo inicial. Como você pode ver, é uma mídia completamente diferente da nossa e a beleza do Design, não afetará o consumidor. O celular deverá ter sua estética, seu Design dirigido para o tato, apenas o tato, e os ouvidos desse deficientes, e mais nada. Pura função, com a forma obedecendo piamente essa diretriz. Esse tipo de celular poderá ser produzido em escalas menores, mas por isso mesmo ele será muito mais caro que os convencionais. Dessa maneira ele não interessa os grandes fabricantes de celulares do mundo,pois isso implicaria em pesquisas em ergonomia aprofundadas e um retorno muito baixo para o investimento a ser feito. Seria apenas um Marketing para os Direitos Humanos apenas. O que é lamentável. O q
  • Bati tecla errada! Me desculpem! Completando, o que acho que realmente irá acontecer, ao meu ver (sem trocadilhos) é que o celular normal terá todos as teclas normais com detalhes em Braille e um software de comando em vivavoz, conversando com o Deficiente Visual para atender todas as solicitações de comandos e alguns LEDS super fortes para atender os Deficientes com pouca ou quase nenhuma acuidade visual. Essas adptações serima econômicamente viáveis e talvez palatáveis para os Fabricantes. Mas o custo desses celulares ainda assim seriam bem mais caros que os normais. É um projeto interessante e seria um grande desafio a um Designer e a empresa que realmente se interessasse a fazê-lo. Abraços do Foster.
  • Pessoal, ando trabalhando muito com essa necessidade, e o meu projeto de TCC em 2003 foi sobre isso, onde desenvolvo uma nova forma de inserção de dados para deficientes. Acabo de ser aprovado no FINEP, onde o governo financiará o projeto que quiser conhecer veja em www.projetozeta.com.br.