Designers: como ajudar os que sofrem com as enchentes, em Santa Catarina?

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De que maneira os designers gráficos poderiam ajudar as pessoas que estão sofrendo com as enchentes em Santa Catarina? Que pequenos ou grandes gestos os designers gráficos poderiam realizar, colocando em prática suas competências e habilidades, para ajudar nossos vizinhos de estado? 

Ou será que temos mesmo de assistir tudo em silêncio? Será que os designers podem ajudar de alguma forma?

Você que mora em Santa Catarina, ou conhece pessoas de lá, e a situação pela qual eles estão passando, pode nos dar algum sinal de como podemos ser úteis?

É a primeira vez que vejo uma calamidade desse nível acontecendo, de modo que me sinto congelado, imóvel, sem saber por onde começar, para ajudar. Eu me pergunto: será que o design gráfico é tão supérfluo a ponto de não servir pra nada nessas horas?

Gostaria de ouvir o que vocês tem a dizer.

Sinceramente,

Ricardo Martins

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20 comentários

  • Olá a todos, sou de Rio do Sul - SC 100km de Blumenau, como designer por enquanto a gente pode organizar campanhas de arrecadação, pois o povo está precisando inicialmente de coisas básicas, portanto quem puder doar comida ou roupas encaminhem ao corpo de bombeiros de sua cidade ou na prefeitura. espero ter ajudado
  • Hoje a situação é crítica em SC, eu confesso que choro ao ver as imagens pela televisão, ouvir os dramas das famílias pelo rádio, ver bombeiros trabalhando sem dormir, mesmo porque eles não têm mais casas, camas, também são vítimas. Eu como designer faço QUALQUER COISA para ajudar, onde trabalho aqui em SP já organizei caixas de doações, estou incentivando a universidade onde trabalho a mobilizar os alunos. Eu como designer estou muito preocupado com toda esta realidade, penso que temos (nós brasileiros) crianças lá, idosos, famílias. Desculpem, mas para mim, agora mais importante é o que eles precisam e eu ajudo com o que for necessário, se precisam de faxineiro eu quer ser, se precisam de bombeiros, eu quero ser, se precisam de um designer, eu quero ser...
  • O Ricardo toca num ponto importante. Designers de produto podem gerar alternativas de abrigos, mobiliario, ou o que seja, com a utilização desse "lixo", na verdade recursos, disponíveis lá. No Rdesign Paraíba, que por coincidência, terminou ontem (30/11), participei de uma mesa redonda que discutiu justamente isso: a possibilidae de projetos que saem da "rigidez" industrial e se adequa à necessidade momentânea. Seria como projetar um abrigo, por exemplo, que tenha como base estrutural três arestas de sustentação (como uma pirâmide), mas que lá podesse ser construida com três ripas de madeira dos telhados das casa, ou vigas de ferro, canos PVC, esses materiais misturados... o mesmo alicado ao revestimento, etc... Esse conceito projetual pode ser uma saida, pela menos a curto prazo, já que a situação é tão urgente.
  • Gente, o problema não é só imediato. O prejuízo que tudo isso está causando, o lixo, a reconstrução das estradas, de casas... As cidades atingidas precisam reconstruir tudo isso gastando menos, tentando colocar em ordem suas atividades comerciais, que estão paradas. Soluções de baixo custo, mas ainda assim resistentes; soluções que possam aproveitar pelo menos parte do lixo gerado.
  • Saiu na Folha de S. Paulo: "Depois da enxurrada que afogou Santa Catarina, cidades como Itajaí e Camboriú vêem agora os entulhos amontoados nas ruas, e as prefeituras não sabem o que fazer com tudo aquilo --nem para onde levar. Mobiliário, colchões, roupas e utensílios domésticos cobertos de lama se acumulam em frente a muitas casas dos bairros mais atingidos pelas águas. Daquilo nada mais pode ser aproveitado." http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u473341.shtml Os moradores não sabem o que fazer com a madeira que molhou e ficou distorcida, quando secou. Mas designers de produto sabem. Taí uma oportunidade para eles usarem o conhecimento deles para ajudar numa causa social.
  • Concordo com a Lia. Na verdade, não vejo muito o que qualquer profissional (exceto é óbvio paramédicos, bombeiros, etc...) possa fazer nesse momento, com seu trabalho. As pessoas precisam de abrigo e comida. Bem, nosso trabalho é comunicar, então devemos comunicar isso, ao maior número de pessoas possível.
  • Oi Ricardo! Então, tb sou designer e estava com a mesma pergunta martelando na minha cabeça. Atualmente moro em SP (há um ano), mas minha família e amigos são todos de Blumenau. Estava lá visitando minha mãe justamente nesse final de semana e tudo que vi e ouvi não tem como descrever. O pior é que continuam acontecendo coisas horríveis o tempo todo. O desespero é geral e a cidade está completamente abalada psicológicamente, além de fisicamente. Falo de Blumenau, pq sou de lá. Mas várias outras cidades passam pelo mesmo caos. Foi aí que tive a idéia de fazer o Alles Gut. Reuní vários amigos ilustradores que gostaram da idéia e resolvemos lembrar as pessoas de que é preciso ajudar, da forma que sabemos fazer: desenhando. Temos algumas idéias para, um pouquinho mais p/ frente, arrecadar $ com esses desenhos e conseguir ajudar um pouco mais :) Fiquei bem contente ao ler o seu post. Só vi quando já estava montando o meu blog, pq vim pegar o link do Malditos Desenhistas que citei lá :) Bom, é isso. Vamos arregassar as mangas e desenhar :) =**
  • os designers gráficos podem fazer cartazes pra uma campanha de mobilização, os webdesigners podem fazer um blog com notícias e fotos do que tá acontecendo e colocar em prática uma campanha on-line pra pessoas ajudarem com dinheiro usando o pag-seguro, e os designers de produto podem projetar canoas e beliches... =x
  • Bom dia amigos! Antes de tudo gostaria de agradecer a solidariedade de todos, isto só reforça o meu carinho pelo blog e pelos meus amigos que aqui postam. Então! Vamos lá... Moro em Blumenau( cidade mais afetada em SC - segundo a RBS TV), sou designer e me sinto de mãos atadas... Pois não tenho nem idéia do que fazer para ajudar meus "vizinhos" que perderam TUDO. O que tenho feito foi doar alimentos e roupas para os centros de acomodação dos desabrigados. Porém... A idéia do Ricardo Martins é mto boa! Um "folder" com informações importantes e talz seria mto legal! Contem com minha ajuda! Para contato - (brubrauns@hotmail.com) Mais uma vez agradeço a todos e volto a parabenizar pela iniciativa! Um abraço a todos.
  • Veja alguns comentários do Bruno Porto, um designer que dá aulas na China, na época do terremoto que atingiu o país. Dá pra tirar umas reflexões sobre como os designers podem ajudar: http://www.designbrasil.org.br/portal/artigos/exibir.jhtml?idArtigo=1259 Alguns pontos do texto dele: "abre aspas" Há a sensação de impotência diante de uma, qualquer, tragédia, mas neste caso específico, me vi encucado com uma reflexão profissional. Individualmente, e como designer gráfico, como ajudar? Uma indústria pode doar (ou fazer a preço de custo, a título de doação) o que produz. Prestador de serviço doa seu trabalho. Um arquiteto pode fazer o projeto de reconstrução da cidade, de uma escola, algo assim. Mas e o designer gráfico? Fizemos um brainstorming com uma dúzia de professores (de pelo menos dez países diferentes) do departamento de comunicação visual e não saímos dos "E se?...". Cartazes para serem vendidos ou leiloados na internet? Mas dinheiro não é o problema. Um site com um banco de dados que ajudasse as pessoas a localizarem familiares e amigos? Quando o furacão Katrina atingiu Nova Orleans em 2005, o escritório norteamericano de design The Chopping Block e o AIGA - Instituto Americano de Artes Gráficas desenvolveu um website(http://www.displaceddesigner.com/) que se prontificava a conectar profissionais que pudessem dar e os que precisam de ajuda, na forma de empregos, equipamento, acolhida etc. Mas informação na China é muito controlada. Muitas outras idéias foram postas para jogo (infográficos relacionados a higiene e segurança, por exemplo), mas nenhuma que, dentro do contexto e das proporções atuais, vingasse. Chegamos, no máximo, ao conceito de uma série de templates para download gratuito de projetos de identidade, sinalização, cardápios etc que ajudassem os moradores a reconstruir sua economia. Nada muito factível, ou útil, na prática. Frustrou. Frustrou reconhecer que este tal design gráfico, e o profissional que o exerce, que "pode mudar o mundo" fica atado, e nem sempre vence. Mas isso passa. Pausa de uma semana. Até que, semana passada, achei uma maneira mais efetiva de ajudar. O designer de produto inglês Luke Cardew - amigo de uma amiga daqui­ - vinha desenvolvendo há três anos o projeto de um abrigo temporário para casos de terremotos. Com o desastre em Sichuan, se uniu a outros designers e finalizou o protótipo: http://www.iboughtashelter.com/about/ . A tenda, resistente e leve, é feita de bambú e outros materiais que podem ser reutilizados depois de desmontada e possui mais espaço que as barracas convencionais. Seu custo de produção é de pouco mais de R$150,00. O objetivo de Luke é amenizar um problema grave e de difícil solução. Pelos números oficiais (uma entrevista do premier Wen Jiabao para a Phoenix TV de Hong Kong) nos abalos 16 milhões de prédios foram destruídos. O governo está construindo 1 milhão de casa novas (atualmente tem seis mil completas), mas estamos a cinco meses do inverno, que na China é brutal. Além de reduzir imediatamente o sofrimento de pessoas, iniciativas como a de Luke ajudam a direcionar mais rapidamente esforços para a construção de residências. Esta semana Luke e amigos partiram para Chengdu com diversas tendas que foram produzidas com dinheiro arrecadado pela venda de camisetas (http://www.iboughtashelter.com/2008/05/27/buy-a-t-shirt/), que foram doadas e custam cerca de R$30. Lá em casa "compramos" duas tendas e pegamos outras vinte camisetas para vender. Desta forma eu ajudo, através de um projeto de design, e sei para onde o dinheiro está efetivamente indo. "fecha aspas" Isso dá o que pensar, não é? Que tipo de informações poderiam ser úteis para as pessoas que estão sofrendo com a enchente? Muitos estão sofrendo com sede, pois embora haja muita chuva, a água disponível nem sempre é de qualidade. Recentemente recomendaram que as pessoas tomem água de piscinas, mas que deveriam ferver essa água pelo menos 10 minutos. Além dessa recomendação, outras poderiam ser úteis. Informação nessa hora pode fazer a diferença entre estar doente ou saudável, ter mais ou menos perdas materiais, achar ou não um parente. Se fosse possível reunir informações úteis para pessoas que sofrem com a enchente, que estivesse disponível num suporte adequado (um papel ou mídia que resista à umidade), com apresentação simples que a maioria entendesse, isso poderia ser impresso em alguma gráfica voluntária e distribuído às pessoas que passam por problemas, em Santa Catarina. O que vocês acham da idéia? Mais alguma sugestão?
  • Quem for de curitiba e puder levar cestas básicas, roupas, colchões, água mineral e cobertores ao corpo de bombeiros mais próximo de sua residência. Ou quem tiver em Curitiba pode levar no Centro na Rua Nunes Machado, 100. Caso tenham volumes altos de doações, ligar para a Defesa Civil no (41) 3350-2637 c/ Ten Pinheiro para que ele possa organizar a logistica da entrega. Essas cidades sempre nos proporcionam grandes momentos felizes em epocas comemorativas ou em verões espetáculares, chegou a hora de fazermos a nossa parte e contribuir.
  • eu já criei a minha própria campanha de mobilização: http://flickr.com/photos/rodrigomuller/3062264558/ ajudem, todos que puderem, com qualquer quantia que quiserem. obs.: as contas são oficiais, podem conferir.
  • Sera que podemos confiar no instituto ressoar da rede record? Sera que o dinheiro arrecadado esta indo mesmo para reconstrução de santa catarina como eles divulgam? Como podemos saber? alguem conhece ou sabe alguma coisa sobre isto? Até que ponto podemos acreditar????????