Manual do Usuário

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Falar do Manual de qualquer tipo de projeto é falar da união de várias categorias do design. Mais propriamente da união do PRODUTO com o GRÁFICO. Mas vendo vários casos e pela experiência que eu tive na confecção de manuais, garanto a vocês que o timing do manual (sua criação), é atrasado em relação a sua ordem de significância. Ou pelo menos o esboço dele.

Ele representa o modo como o usuário deve utilizar o projeto. E isso só é feito depois. Normalmente é um dos últimos itens a serem feitos. Qual o problema disso?

Antes de chegar a essa resposta, vou citar um raciocínio do Donald A. Norman em um de seus livros: se o usuário olha o produto e não sabe como usá-lo, a culpa é do designer. A culpa não pode ser do usuário (mesmo ele achando muitas vezes que a culpa é dele), a culpa deve ser do cara que não averiguou todas as possibilidades de compreensão do uso do seu projeto.

Pois então, voltando a resposta, temos um grande inimigo que é o designer egocêntrico que achou seu projeto perfeito. Esse cara vai dizer que “se o usuário olha o produto e não sabe como usá-lo, olhe o manual”. Mas mesmo aí existe a possibilidade do usuário não entender ou o pior, ele entender como deve ser feito e mesmo assim errar no uso.

Não, o usuário não pode, mesmo nessa situação, ser considerado culpado (ou burro!!). Se mesmo depois disso o usuário comenter um erro, o projeto não está 100% pronto.

E aí vem o tema desse texto que é o Manual do Usuário. Este item deve ser visto como uma extensão conjunta de todo o projeto e deve ser “rascunhado” durante o desenvolvimento, durante testes e tudo mais. Ele pode acabar virando um herói para projetos ruins, mas deve ser visto com uma maior importância pelos designers.

Conseguiríamos a partir daí formatar os usuários a entenderem a importância de cada categoria, resultando numa maior seleção e busca aos bons profissionais.

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15 comentários

  • não sei se concordo com o texto inteiro. eu acredito que o manual de uso de um projeto requer uma um pouco de conhecimento do usuário. não é qualquer um que pode ler o manual e tornar-se perito na aplicação do projeto. agora se alguém da área não tem suas dúvidas sanadas pela documentação, aí realmente o projeto não está pronto. minha opinião, abraço!
  • Concordo contigo nisto. Veja o exemplo do Fox decepando dedos do pessoal que coloca o dedo naquela argolinha do carro sem saber que aquilo vai ser "chupado" pra dentro: aquilo não é erro do usuário, é do designer! Faz parte da nossa cultura sempre ter que enfiar os dedos onde não devemos, e se este lugar representa um risco para os mesmos dedinhos ele deveria ser eliminado. Pessoalmente, eu SEMPRE leio o manual antes de começar a utilizar algo. Mas conheço muita gente que não lê, e se frustra caso ele não consiga fazer a coisa funcionar na primeira tentativa. Obviamente, eles passam por mais stress ainda quando dá um problema (que é inclusive explicado no manual). Enfim, depende do designer fazer algo o mais intuitivo e auto-explicativo possível. Veja os manuais dos produtos da Apple por exemplo: o iPod têm um manual de duas páginas só com desenhos que explica tudo que a pessoa precisa saber. Simplicidade e informação ao máximo. Abs.
  • É concordo com o Ed Sturges, quantos de nós aqui lê manual antes de instalar um dvd, antes de fazer a barba com o barbeador eletrico, todo mundo "fuça" é o instinto brasileiro mesmo. agora há projetos realmente "fodas" no qual com apenas tres ou oito frases compreendidas por todos "RASQUE AQUI -->" 3 Minutos no Fogo" que todo mundo sabe como aplicar um bom ex disso é o cup noddles.
  • Assim como o Canha, tenho o costume de sempre ler os manuais antes de começar a utilizar os produtos. Mas realmente, o brasileiro tem uma mania de julgar-se capaz de tudo, que sabe tudo, que entende tudo e os manuais tornam-se normalmente apenas um bloco de papel que vai para o lixo... já conhecemos as consequencias disso. No entanto, lendo este texto me veio à cabeça uma questão que ha muito já me inquieta: manuais para interiores e light design.´ Hoje, é comum nos projetos de interiores serem usados elementos que exigem determinados cuidados com o manuseio/manutenção e que normalmente os profissionais especificam e largam na mão do cliente sem maiores explicações. Outro fator é a conservação de varios materiais utilizados (revestimentos) que também tem suas caracteristicas que devem ser observados. É de se pensar em elaborar um artigo sobre este tema. O farei e postarei mais adiante pois no momento estou meio sobrecarregado. Saudações luminosas!!!!
  • Antes eu só queria salientar que isso não é só problema de brasileiro não. è do usuário, e isso implica em qualquer parte do globo. Sim, brasileiro tem essa má fama do jeitinho, mas os casos de uso incorreto de algo, acontece em todo lugar. E sobre o que o Paulo falou, acho que é muito a soma de duas coisas: preguiça e falta de profissionais qualificados em todas as áreas. Não aprender ou não se informar sobre as evoluções técnicas e materiais de cada profissão, infelizmente não é algo que se deva ser colocado como exclusivo de "maus designers"...
  • Olá! Colegas! Excelente os comentários aqui postados! As opiniões que li até o momento nos trazem a certeza de que TODOS são responsáveis pelo produto até que ele chegue ao consumidor, ou seja, cada um faz sua parte em específico. Entretanto precisa entender e compreender o todo. Só assim o produto terá SUCESSO. E todo este processo deve chegar ao CONSUMIDOR através do produto e do seu manual. Já o usuário, que prefiro chamar de CLIENTE,tem que ler o MANUAL DO "USUÁRIO" sim. É um dever! O conteúdo deste material deve ser de fácil entendimento e ilustrativo. Assim este cliente fará a próxima venda para VOCÊ! Mais porque o manual pode não completo em alguns casos? O que acontece? - MÁ UTILIZAÇÃO DO PRODUTO ou sub-utilização!!!! Um grave problema que temos nos profissionais é a falta de HUMILDADE e o TRABALHO EM EQUIPE. Se estas duas caracteríticas estiverm presentes onde você trabalha! És um SORTUDO e o manual de vocês é completo, ou então procure um local assim para você APRENDER e ENSINAR. Não é problema de designer, de TI ou de plano de saúde, que são as área que trazem esta cultura de usuário e não de CLIENTE. Sou consultor e vendedor. E preciso muito destas duas áreas. O designer que contrato para desenvolver serviços para minha empresa pensa no CLIENTE dele e no meu! Assim temos sucessso! um abraço JD
  • Eu penso que se um produto esta sendo projetado, ele esta sendo projetado para as pessoas usarem. Até aqui blz, mas eu penso que se um produto precisa necessariamente de um manual para ser entendido e posteriormente usado, é pq talvez exista um alto grau de complexidade no produto, que imagino que poderia ser resolvido para deixa-lo mais simples. Eu sei q nem todo mundo é igual a ninguém, sei q existem pessoas com maior ou menor grau de capacidade para aprender certas coisas. Pessoalmente falando, quando eu compro um produto, eu não quero ficar lendo manual de uso. Quando eu compro um celular novo, eu quero aprender a usa-lo usando o aparelho. Quero aprender a usa-lo percebendo como se comporta a interface, como ela dispõe para mim as informações que busco, que preciso, que solicito, etc. Se nesse caso eu preciso ler o manual para executar tal função, é pq a interface (pra mim) não foi bm pensada a ponto de me fornecer tudo o que eu quero saber/conhecer apenas usando o aparelho. Não é extremamente gratificante quando vc adquire um produto e 5min depois já se sente familiarizado com ele?! Acho q é isso q o designer deve buscar no seu trabalho, no seu projeto. deve buscar que seu produto satisfaça o usuário da melhor forma possível, sem q o mesmo precise de manual de instrução. Ou se precisar, que precise para casos muito específicos.
  • Rafhael Lopes está certo! A maioria das pessoas não quer ler o manual! O tempo é precioso! O manual do meu celular MOTOROLA tem 143 páginas! O manual da minha Impressora HP tem 350 páginas! Entretanto! O que eu mais uso, o que mais valem são as DICAS RÁPIDAS ou ainda chamadas LEMBRETES, ATALHOS......, que cabem no bolso ou mesmo na carteira. Até que você memorize! É importante que o manual é revisado pelo departamento jurídico das empresas. Evitando assim ações judiciais por mau uso! ATENÇÃO! Como comentei anteriormente. O trabalho em equipe ajuda no SUCESSO do produto, portanto SR. DESIGNER, entregue seu projeto já com uma lista com perguntas e repostas das objeções possíveis dos seu produto. A pró-atividade traz valor ao seu trabalho e sua remuneração. E você pode pensar! Se eu entrregar esta lista estarei avisando que meu produto tem falhas de entendimento! Nem tudo é obvio pra todos! PREVINIR é melhor que REMEDIAR!!! Até a próxima! JD
  • O manual de utilização integra o projeto do produto como uma de suas interfaces e como tal deve ser tratado. O conecimento de modelo mental, processo cognitivo, repertório, hierarquia de interesses é indispensável para que os objetivos do manual sejam atingidos. Além de questões realtivas a design gráfico, linguagem visual, são igualmente relevantes as que tratam do componente verbal da peça. Assim sendo, há uma confluência de competências para que que o manual seja amigável esignificativo, cumprindo o seu papel de assegurar informação e "apenas um bloco de papel que vai para o lixo…", como disse Paulo de Oliveira em seu comentário.
  • continuo achando que a interface de um prodto por si só já deve ser pelo menos 80 ou 90% auto explicativa, que não force a ler manual de instrução para se compreender as funcionalidades básicas de um determinado produto.... mas respetio opiniões contrárias, claro. abs
  • Talvez eu tenha opiniões diferentes, vamos lá: Acredito que alguns produtos possuem funcionalidades que são (praticamente) impossíveis de aprender somente com a observação da interface. Um exemplo simples seria o caso de produtos que por algum motivo devem possuir um número limitado de botões (um celular por exemplo, que obviamente não possui um botão para cada funcionalidade, grosseiramente falando) e que necessitam de uma combinação de duas teclas para realizar alguma tarefa. Eu acho que existem alguns casos em que não dá pra colocar a culpa na interface, acredito que as coisas podem ser complexas a ponto de não ser possivel resolver toda a usabilidade somente com uma boa interface. E aqui vai a minha opinião mais polêmica: eu acredito que existem pessoas de nível cultural baixíssimo (experiências), não querendo entrar em psicologia e psiquiatria, mas talvez até pessoas com um baixo nível de intelecto (se é que existe isso, e essa coisa toda de QI), e não adianta interface perfeita, nem manual flawless para que essas pessoas usem direito o produto. Infelizmente acho que é assim o ser humano. Acredito que o máximo que podemos fazer é trabalhar duro, realizar o máximo de testes com usuário possíveis (e entram aí milhões de questões orçamentárias e de tempo) e lançar os produtos na hora correta, sem pressa e com ética (coisa que foi pro espaço faz tempo, vide o brasil). Se o produto tiver um alto grau de reclamações após seu lançamento, aí acho que é hora do designer descobrir o que errou. Se o grau for baixo, dependendo do que for, A CULPA PODE SIM, SER DO USUÁRIO. mas isso é só uma opinião...