Nota de repúdio aos “regulamentistas”

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A muito acompanho discussões diversas a respeito da regulamentação em Encontros, Orkut e Blogs. A busca pelo reconhecimento profissional, pelo respeito à atividade acaba indo, por vezes, além do bom senso e do respeito ao próximo, eu diria até, um desrespeito histórico, pautado sobre uma postura “afirmativista desmedida” e um coorporativismo sem nenhuma base coorporativista de fato. Eu pretendo nesse artigo, também, questionar os rumos desse blog, que no início se mostrou uma grande ferramenta de difusão de conhecimento e informação, e chegou a quase a propor um concurso de beleza pra ter mais acessos.

E cá estamos, um domínio forte, um grupo de participantes respeitável formado por profissionais e estudantes com o único interesse de difundir informações e proporcionar um espaço democrático pra discussões e construção de conhecimento, com abordagens parciais sobre alguns dos principais pontos de pauta das discussões do mundo do design: novas técnicas, marcas, concursos, profissionais e, claro, regulamentação. Posicionamentos prós e contras acontecem em qualquer tipo de debate, mas nesse caso em específico, observo uma anomalia no que diz respeito aos que discutem: eles pertencem ao mesmo grupo. Ambos os lados são designers que discordam sobre pontos, propósitos, razões e necessidade referentes à lei que delimita e concede responsabilidade à designers no exercer de sua profissão. A lei em questão, pra quem não leu o projeto, trata somente dos designers gráficos. 

A auteridade presente no discurso dos pró-regulamentação refere-se somente àqueles e àquelas oriundos das academias. Portadores de diploma são os mais capacitados no exercer da atividade, pois tiveram aulas de semiótica, tipografia e teoria da percepção visual. O mais engraçado é que os cursos de design possuem pouco ou quase nada de fundamentação comum, ou seja, cada curso forma um tipo de profissional, que talvez a única coisa comum seja o nome (inclusive foi tema de uma coluna interessantíssima da Ligia Fascioni sobre os currículos das escolas de design). E nesse processo de legitimação da academia enquanto detentora do conhecimento nega-se a história, visto que nosso curso no espaço Brasil não tem nem um século e seus pioneiros ainda estão vivos (como disse sabiamente um deles durante uma mesa redonda no Arlequinal, que por acaso, é arquiteto), suas bases teóricas e práticas foram e são construídas por pessoas vinda de outras áreas do conhecimento ou mesmo pessoas que, são por si só, pessoas detentoras de capacidades além do estudo e do método científico.

 E os regulamentistas, como eu apelido os defensores irresponsáveis da regulamentação (visto que nem todos os pró-regulamentação são regulamentistas) se valem de escárnio e do “direito de expressão” para ofender aqueles que não fazem parte de sua “nobre” casta. A parte mais divertida do discurso deles é a que fala sobre o perigo oferecido por um produto de design gráfico mal feito como sinalizações que levam à morte, vídeos que causam convulsões e impressos que matam por câncer – a imaginação necessária para muitos episódios do Happy Tree Friends – e na faculdade malmente temos uma disciplina chamada ética. Parece ser hipocrisia usar de ironia (mesma arma dos regulamentistas) para falar deles, mas é fundamental para mostrar como esse tipo de narrativa tira o autor de uma posição respeitável enquanto exprime sua opinião. 

Quando soube sobre a regulamentação, durante o 15º N Design em São Luís, vislumbrei um espaço que permitiria a discussão das diferenças sociais, da luta de classes e da reforma social, ledo engano, me deparei com um discurso elitista, separatista e sem nenhuma consideração por uma melhoria social, em resumo, quero minha fatia do bolo do mercado, garantida por lei, e quero poder cobrar o “preço merecido” sem me preocupar com profissionais que, mesmo sem o conhecimento academico, possam fazer um produto melhor que o meu e cobrar mais barato. Como uma classe quer garantir direitos trabalhistas se não consegue nem ao menos se organizar e constituir uma assembléia, tendo de se valer de encontros estudantis pra poder expor e debater?? E pra isso se valem de espaços como este pra levantar sua bandeira da forma mais perniciosa possível. Um amigo um dia me disse que, eu pra defender o que acredito, deprecio ao extremo o “outro lado”, ao invés de enaltecer meus pontos de qualidade. Após ler o artigo sobre o “Micreiro do Automoblismo” entendi o que ele queria de fato dizer. Depreciação da imagem de um profissional, que mesmo sendo “viajandão” como definido por alguém, não está fazendo nada diferente do que todos na nossa sociedade capitalista: sobrevivendo. Resumindo esse parágrafo: É mais fácil mostrar o quanto micreiros são ruins do que mostrar o quanto profissionais formados são bons, já que esses formados não possuem nada de bom, de fato.

 Espero sinceramente que esse blog mude sua política de atuação, sei que se trata de uma ferramenta livre de exposição de idéias e toda essa história de liberdade de expressão, mas passem a filtrar o que é publicado, passem a ter critérios m seus textos, esse cuidado no escrever mostra o nível de responsabilidade (é um dos pontos da regulamentação que o formado tem vantagem em relação ao micreiro, certo?).  Espero também, não ser surpreendido com idéias “Big Brodescas”de aumento de acessos, como concurso da Designer mais gostosa, ou coisas do gênero, tenhamos o mínimo de decência e respeito com o leitor de qualidade, que francamente, o do outro tipo nunca contribuiu muita coisa, exceto em dar ibope pro Faustão e o manter no ar. 

Cordialmente. 

Mauro Alex Rego

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23 comentários

  • Vamos lá. A crítica do Mauro em relação ao concurso, é para mim. Realmente pensei como "marqueteiro" e não como designer, mas meu maior erro foi ter pedido opinião dos outros. Por mais que várias designers tivessem aprovado a idéia, a energia gasta para convencer os mais feministas, traria um desgaste grande. Por isso não foi levado para frente. Mas mesmo assim um concurso só para mulheres designers com um tema só para elas, ainda está para sair. Mas o Mauro vem de novo com um papo igual: pena. O jeitinho nosso de cada dia que soluciona os problemas da nação. Ah, tadinho do cara, ele só quer ganhar a vida. O BBB citado é prova de como o Brasil tem sua cultura de defender os menos capacitados. Independente se o cara vai fazer um trabalho bom ou não. Eu não vou de novo perder energia explicando os diversos pontos citados, que foram simplesmente generalisados. O que eu proponho a todos os outros regulamentistas como eu, a se calarem e esperarem. Eu duvido que o Mauro ou qualquer outra pessoa que seja contra a Regulamentação venha a apresentar propostas que ajudem a solucionar por exemplo o caso citado pela Ligia da diversificação dos currículos das instituições de ensino. Regulamentistas, esperemos. Sempre somos criticados por apresentar a proposta da regulamentação. Vamos ver a proposta deles. Que deve ser maravilhosa. Epa, mas tem um problema. Será que eles acham ruim a situação atual do mercado? Para finalizar, eu duvido que apareça algo. Generalizando, a preguiça impera e deixar como está é muito mais fácil. Mais ainda reclamar. Se não quer ouvir ironia, não seja irônico. Se informe sobre todos os aspectos do que quer criticar. Estou esperando as propostas. E se vierem, é só sobre isso que vou falar. Sobre as propostas fora a regulamentação. Nada mais.
  • [mesmo comentário do post BRINCA-COMIGO?] Considero importante manter esta discussão disponível, ela deflagrou personagens e situações relevantes do mundo desregulamentado do design. Não costumo sair por aí duvidando do trabalho alheio, mas considero que em 30 anos de carreira é impossível não se ter referências concretas de um trabalho, mas até agora nenhum aluno do Professor Erasmo apareceu por aqui para defendê-lo. É muito estranho que num universo tão grande como o do design todos desconheçam o tal Professor Erasmo. Talvez porque o Sr. Erasmo de fato não trabalhe com o design que nós conhecemos, mas faça parte de outro grupo de trabalho que tenha uma outra concepção para esta mesma palavra, assim como tanto acontece por aí devido a falta de regras na área, o que nos obriga a tolerar algumas distorções no sentido da famigerada palavra. Ou não e o Sr. Erasmo de fato atue como um designer assim como nós concebemos, e também tenhamos que o tolerar mesmo que em seu trabalho dê relevância a aspectos que seu autodidatismo considerou importante dentro do TRANSPORTATION DESIGN. Só acho estranho até agora ninguém ter falado de um cara que se for o que diz ser deveria dar as caras em um de cada dois NDesigns desde uns 10 anos atrás. De qualquer forma não estou aqui para avaliar, não conheço o trabalho do Sr. Rizzuto e considero que no mundo desregulamentado em que atuamos a competência de um profissional se mostra na prática e não nestas discussões. É interessante observar que as ofensas foram feitas sem que ninguém avaliasse os trabalho de um e do outro para por em cheque o profissionalismo de um ou do outro. Neste ponto considero que o que de fato ofende àqueles que estão em busca de um diploma ou que já o obteve é o orgulho do Sr. Erasmo em se dizer AUTODIDATA. Tal afirmação surge com um forte dado de arrogância contra aqueles que estudam para se tornar profissional, e é estímulo ao autodidatismo na nossa área, e aí sendo ou não design o que o Sr. Erasmo faz, ele está interferindo em nossa área. Além disso dizer ou não que é AUTODIDATA não muda a postura do contratante do Sr. Erasmo, uma vez que este terá de qualquer forma apenas a palavra do Professor Rizzuto para confiar, sabendo ou não que ele é AUTODIDATA, uma confirmação à hipótese de que tal informação é irrelevante no site do Sr. Erasmo, e caso seja relevante seria apenas para ele mesmo. Não sou daqueles que defendem a regulamentação de forma irresponsável, um REGULAMENTISTA, nas definições do Mauro. E inicialmente não entendi o que poderia haver de irresponsável em se regulamentar a profissão, mas depois de tantos posts posso dizer que entendo. Regulamentar é estabelecer regras, padrões de qualidade, etc. Mas como regulamentar uma profissão em que nem a formação tem um padrão mínimo, o texto da Ligia Fascioni fala bem sobre isso. Em outras palavras, no post do Mauro contra os Regulamentistas, um tal RM comentou, defendendo os micreiros, que entre outras coisas o design tem de ser eficiente. Mas considero que todo empirismo (evocado até mesmo pelo jeito de escrever do tal RM) relega a eficiência a uma sorte qual coisas sérias não podem depender. Assim fica claro a necessidade de formação acadêmica para se ter um mínimo de qualidade dentre estes profissionais regulamentados. Mas péra-lá, não existe nem mesmo uma unificação dos currículos afim de se garantir um mínimo de conhecimento necessário a atuação destes profissionais, e cada faculdade forma um tipo de profissional, mas como os clientes vão distinguir tais profissionais, como garantir qualidade, esta mesma que discutimos e questinoamos contra o Sr. Erasmo? Regulamentar esta bagunça assim seria mesmo uma irresponsabilidade. Considero o projeto do Mauro extremamente necessário, e acredito que devemos combater o problema pela raíz, e neste caso a raíz é de onde vem os profissionais (não aqueles como o Sr. Erasmo), isto é as Academias. Se não haver um piso de qualidade nas faculdades como nos diferenciaremos de profissionais como o Professor Rizzuto?? Mauro, acredito na tua bandeira! Abraço a todos!
  • Mauro em momento algum minha intenção foi denegrir nada. Expressei minha impressão baseado no que li neste teu texto. Impressões baseadas também por tantas coisas que já andei lendo em comunidades e fóruns sérios sobre o assunto. Nem de longe tento desmerecer o trabalho de ninguém, muito pelo contrário. Porém gosto de levantar alguns pontos que possam parecer, ao meu ver, estranhos, contraditórios ou não claros. Assim como fizeram comigo em meu trabalho de pós. Vejo isso como uma forma de busca pelo amadurecimento, debate, dialética... uma forma de instigar a troca de idéias. Sobre o link, eu não consigo acessar a tese, sempre que tento dá erro ou trava meu PC, tem em algum outro lugar ou como me enviar por email?
  • Ouço tanto falar 'micreiros isso, micreiros aquilo' que fico com a impressão de que designers tem medo de competir com micreiros no mercado de trabalho pois acham que podem perder. Se o micreiro consegue um trabalho de um designer porque fez uma oferta melhor e o designer não conseguiu defender seu próprio trabalho, CRÉU no designer. Falha dele. Quem é bom não se preocupa com micreiro. Principalmente, porque não precisa.
  • Caro Mauro, Não sinta em em informar e nem a informar ninguém, sou curioso e atencioso e gosto de saber das coisas. 'Sentir informar' soa irônico e é mais um entrave desnecessário se quisermos levantar o nível desta discussão como você mesmo pede. Concordo com você quando diz sobre esta perseguição desmedida contra o tal Erasmo, mas em nenhum momento eu quis levantar a moral de ninguém, tampouco rebaixar, apenas comentei, assim como faço agora. Sei que os profissionais não surgem apenas da academia, mas considero que qualquer forma de regulamentação que venha a surgir nos próximos 50 anos, não poderá omitir a existência destes cursos bem como o de seus graduandos e graduados, e aí sim é importante considerar como isto tem acontecido, como está a qualidade de tais cursos, etc., e se não foi isso que você quis dizer no post, realmente já não entendo mais o propósito do seu projeto. De qualquer forma, num projeto deste porte é melhor você contar com pessoas. Isto leva em consideração um comportamento, como você disse, politizado e maduro, e como você não disse, agregador. Pense no que teu amigo te disse, ele tem razão. (Um amigo um dia me disse que, eu pra defender o que acredito, deprecio ao extremo o “outro lado”, ao invés de enaltecer meus pontos de qualidade). Penso ser mais importante, a busca de um entendimento do que ficar ressaltando o comportamentos quais não concordo e anunciando tais diferenças (algo muito próximo à malhação ao Sr. Erasmo), isso só alimenta as intrigas. Este post saturou.
  • Sorte com o projeto Mauro. Só cuidado. Vc olha muito "geral" e essas coisas têm picuinhas. E como vc prega igualdade, aquele papo da minoria mudar ou decidir soa contráditório. Vc generaliza e passa esse direito. A sua desvantagem em relação a mim, por exemplo é que se a Regulamentação sair eu fico feliz tanto quanto se o projeto que vc faz parte sair.
  • É uma pena que a discussão tenha enveredado de novo pro "vamos malhar o judas". É engraçado ver tanta posicionamento contraditório... Não escrevi um post pra defender o Erasmo ou qualquer outro autodidata, mas para propor uma discussão referente ao como vocês não irão congregar pessoas sob uma bandeira enquanto vocês continuarem com esse nível de discussão: escolhe um cara não diplomado com um site engraçado e malha o cara. Isso eu esperaria que acontecesse dentro da turma dos meus calouros de 3º semestre, não em um grupo de acadêmicos diplomados com não sei quantas pós graduações que atendem e fazem provocações a fim de deslegitimar um profissional. Qual é a razão pra se fazer isso exatamente? Mostrar o quão "perigoso" é a nao regulamentação? Francamente. E Felix, os profissionais não vêem somente da acadêmia. Sinto em te informar, mas a acadêmia é apenas um espaço onde se legitima um determinado tipo de conhecimento (curso técnico outro, curso profissionalizante outro, etc) profissional é aquele que exerce uma profissão e quem o legitima é quem compra seus serviços, ou seja, o mercado. Me mandaram mensagens no orkut dizendo que "agora voce deu moral pro cara". Por favor gente. Uma dica aos regulamentistas, isso se trata de um movimento político social classista que vocês transformaram em "olha que site tosco". Os principais inimigos da regulamentação são vocês, com esse comportamento imaturo e apolitizado de "ofensazinhas" via internet, super engraçadinho, ótimo gerador de piadas internas e comunidades de orkut mas que jamais congregariam pessoas mais sérias, como as do movimento estudantil, por exemplo.
  • Olha só quem voltou! Bem erasmo... você que tanto apregoa sua intenção de processar meio mundo, cuidado.. infâmia é o que vc vem fazendo. E ISSO SIM é plausivel para um processo... Bem eu teria bem mais tempo de carreira se SAFADAMENTE alegasse COMO VOCÊ que a minha carreira "começou aos 4 anos quando aprendeu a ler e a escrever sozinho" ... 4 anos e inicia uma carreira? è um dinâmo! Engraçado que a irmã ja conta outra história no site dela (quase tão engraçado quanto o dele...) Dizendo que a carreira de ambos começam aos 17 anos quando abrem um empresa na garagem do pai! Falha crassa aê...vocês precisam combinar melhor suas histórias...Assim fica feio e a gente pega vocês no pulo! Alias mostra aê o diploma de professor, fessor! cadê tem? COnhece o termo "exercicio ilegal da profissão"? Né só palavra grande não...isso dá cadeia! Quanto ao fato de eu ser tatuador, parabens! Eu sou sim... Esta é UMA das atividades que exerço. Atualmente tatuo apenas mediante recomendação... ou seja Não ´[e para qualquer um..diferentemente das suas palestras (inserir claque aqui) E quanto ao meu Unico diploma... bem aê foi uma série de enganos, deixe-me exlarece-los: 1) Não é o unico... ainda tem 2 pós em cinema 3D... 2) Foi pago pela minha mãe. Sim não me envergonho de admitir isso... sou muito grato a ela. Ela se dedicou a me educar, pagou minha escola e não contou com meu "autodidatismo" hahahahahaha Quanto aos axismos, insinuações de esquinas e passados duvidosos, axiomas e impropérios...bem não me darei ao trabalho de responde-los. E se tem tanto artigos impressos "fessor", scanea UM e coloca no seu site! Aqui por mais que tenha sido pesquisado NINGUEM ACHOU NADA que validasse SEU CURRICULO! Isso tem nome!
  • Acredito que o blog é um espaço aberto para os diversos ideais defendidos, o que implica também em ser aberto para todo típo de crítica feita por qualquer um. Cabe aos utilizadores deste espaço selecionar e criticar de maneira minimanente satisfatória para manter uma qualidade de discussão. Gostei bastante do texto do Mauro, principalmente no que se refere a educação e como ela é vista. Vamos lutar por uma base de ensino eficiente! Infeliz comentário do Erasmo Rizzuto. Me fez lembrar esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FEDJwT3YT44&eurl=http://blogdebaixo.blogspot.com/2008/03/10-maneiras-de-viajar-mais-rpido-ao-alm.html
  • AHHHHHHHHHHH Se ele tava fazendo isso unica e exclusivamente por dinheiro eu peço desculpas e retiro o texto hoje mesmo... pensei que ele fosse como nós..que exerce uma profissão por altruismo e elogios... Perdão! Depois eu respondo melhor... por hora fica o gracejo mesmo
  • É... essa propaganda exagerada do Rizzuto é meio estranha, principalmente a parte baseada no pai ou na irmã. O Mauro Alex eu não conheço, apesar de alguns companheiros, colegas e amigos de Pernambuco falarem de suas idéias e propostas (bem e mal, diga-se de passagem), mas de acordo com alguns textos que li, ele sabe ser esclarecedor ao apresentar seus dados. Desculpem o gracejo, mas, bem estereotípico de pesquisadores (hehe ;b). Já o Rizzuto, pra mim, teve um discurso bem Oscar Schmidt mesmo de "Assista minha palestra que já é suficiente". Pra mim, o Ed[Designstore] explicou bem o que se passa quando disse que este é um blog. É passível de parcialidades, seus posters emitem suas opiniões. Por mais que tenha se tornado um espaço público bastante divulgado, acho que a responsabilidade que o Mauro lhes atribui não é merecida nem procurada. Essa responsabilidade, de manter uma política impessoal, de muro dos lamentos de estudantes e profissionais, não deve ser de ninguem, inclusive do Mauro. Creio que deva continuar como é, uma "mesa de discussões". Seus colunistas, acho, não tiveram a idéia de fundar um jornal. Nem são Jornalistas capacitados para tal, acredito ;b Pra finalizar, "professor" Rizzuto, você cria um paradoxo ao se orgulhar de ser um professor autodidata, mas menosprezando as profissões de Tatuador, Designer de Interiores e Ilustrador. Pra mim são tão "dignas" quanto à sua, e pelo menos eles não se gabam de terem aprendido tudo sozinhos, self-mades. Saiba que eu prefiro aprender a "decorar" ou "tatuar" com esses caras do que assistir a uma de suas palestras, ok? Abraços.
  • Vamos por partes, o Mauro em seu texto começa critcando este que vos fala. Depois finaliza levantando a questão da política que o blog deve ter. Bom, isso pra mim é censura, quem faz um texto aqui fala de sua opinião. Só isso. Se o leitor vai concordar ou não isso é outra coisa. Então a meu ver não cabe a parte dele falar que isto é um domínio forte, tralala e que deve ser usado de uma única forma. Falar da regulamentação é complicado demais. Há tempos eu tinha sim um discurso contra "micreiros", mas o tempo foi passando e o que aprendi que todo mundo deve entrar no bolo. Há tempos eu falo de designers formados ou não. Não dá pra separar mais. O que EU acho é que regras devem ser feitas para normalizar ou minimizar a zona que está. O discurso de reserva de mercado existe, mas para quem não se informa direito. Estes (pela democracia instalada) também são ouvidos, mas não representam a maioria não. EU ACHO que aqueles que se empenharam, sofreram para pagar a faculdade e ainda somados suas qualidades extra acadêmicas, são os que deviam estar tranquilos com a profissão que escolheram. Mesmo aqueles que não tem a possibilidade de cursar uma instituição, deviam ter a consciência de atuação, por que o mercado já ia exigir isso. O que eu quero combater é o cara qualificado (formado ou não) perder sua calma ou o tesão que ele tem pela carreira que escolheu, porque um cara menos qualificado tecnicamente conseguiu o trabalho dele. O cambate ao tio erasmo ali, foi por ele pregar coisas do tipo: assista minha palestra e não gaste com faculdade, é muito caro. Diferente da proposta do Fontoura que associa a educação. Não dá para comparar. E por isso ele vem todo raivinho. Se ele fosse tão fodão o quanto ele prega, minha opinião não ia arranhar e ele não vinha xingando tanto. Tem coisa estranha, mas a melhor resposta a ele EU ACHO que é a indiferença. Mas em nome dos colunistas obrigado por acessar o nosso blog e o meu blog pessoal. Para uma cutucada final: o primeiro projeto para a regulamentação data de 1979. Vamos então agilisando essas reuniões do projeto de vcs!! rs... Mas sugiro que vcs usem os projetos como base de dados. Tipo, para não cometerem os mesmos erros. É uma pena que as vezes bons projetos não andem. Não conheço o que o Mauro tem feito. Sei mais do Galdino que participa mais ativamente do blog e ainda de nossas conversas passadas. Tentando apaziguar esse grupo, só queria deixar claro que eu fiquei indignado com o texto, porque deve ter acontecido comigo o que aconteceu com o Mauro: comentários a respeito da pessoa sem conhecer o trabalho. Mas orra gente, minha intenção sempre foi participar de algo que ajudasse o povo em geral que escolheu o design. Sou só um cara que tem uma opinião e ganhou esse espaço para falar o que acha. Nada demais. Não entendam uma crítica minha como algo contra, eu quero ajudar. Errei sim altas vezes por tentar mostrar minha opinião, levei muita patada em altas discussões, mas minha cara ta aqui. Continuo menosprezando o Rizzuto, o resto do povo pra mim, é do bem. Ps.: cliquei no link e não achei o projeto Mauro. Coloca aqui no blog o que vc tem. Abraço a todos ( Menos ao "professor" )
  • Parabéns, Mauro! Até que enfim surgiu alguém para mostrar a esse clube da Luluzinha que eles não são os donos da verdade e que não são nem mesmo dignos de resposta a suas infâmias, já que usam termos depreciativos e ameaçam agredir fisicamente, a arma dos incapazes. Quando um tatuador, um decorador e um chargista resolvem discutir Transportation Design, já é de se esperar que a discussão não seja proveitosa. Quando se trata de pessoas cuja idade cronológica é igual ao tempo de experiência prática profissional do "oponente" (em momento algum, pensaram que se tratava de um colega de profissão, sempre agiram como um bando de hienas), nem preciso dizer que a idade mental desse bando é zero. Uma das argumentações contra meu trabalho é a de que eles nunca ouviram falar de mim, uma ignorância declarada de próprio punho, mostrando que eles não são meu público-alvo, são franco-atiradores, que estavam com as fraldas cheias de cocô, quando eu já estava atuando na área, numa época em que o Brasil tinha centenas de fabricantes de veículos fora-de-série, que foram dizimados em 1991, graças ao Governo Collor. Esses pequenos fabricantes, eram possibilidades reais de EMPREGO para Designers, não eram um blog ou um palhaço trancado em uma quitinete, disparando opiniões imbecis e opiniões formadas sobre tudo. Ninguém pergunta, mas o ED responde, com erros de Português, com radicalismos, com uma visão de reserva de mercado, que valoriza excessivamente o único diploma que ele conseguiu na vida, vendendo balinha no semáforo e, por isso, hoje ele é um conceituadíssimo profissional, que faz charges com emoticons e é renomado mundialmente, entre o clube da Luluzinha de meia dúzia de sabichões que sempre o acompanham, um típico exército de Brancaleone, declarando guerra aos Estados Unidos. Enquanto esses otários criticam, meu site é visitado por pessoas de trinta e quatro países, pois está publicado em seis idiomas, simplesmente oferecendo meu trabalho a quem tiver CABEÇA para entender. Sou profissional, sim, cobro para sair da minha casa e passar trinta anos de experiência para gente que nunca vi, não sei qual é o mal nisso. Trabalhando, eu pago minhas contas e não preciso de favores, isso me torna digno e, trabalhando, meu tempo para debater com hienas se torna escasso. Quanto ao palhaço denominado Paulo Oliveira (como foi seu curso, professor? Muitos alunos?), saliento que suas críticas passam muito longe do debate profissional e acredito que ataques à minha pessoa e minha família devam ser evitados. O infeliz é capaz de entrar em um site e, desprovido da capacidade de leitura, afirmar que minha irmã é autodidata, sendo que ela, atualmente, cursa a SÉTIMA faculdade, no curso de Medicina Comportamental da UNIFESP e, no dia em que esse elemento postava críticas à PESSOA dela, ela estava sendo homenageada na Câmara Municipal de São Paulo, por suas décadas de pesquisas acadêmicas e os resultados práticos dessas pesquisas, ou seja, o tratamento eficaz de centenas de pessoas com distúrbios cerebrais gravíssimos, os quais, antes do trabalho dela, eram relegadas ao chão frio dos corredores de hospitais, onde nenhuma sumidade do tipo do iluminador Paulo Oliveira, se preocuparam em instalar sequer uma lâmpada. Também recomendo a esse pulha e a todos os seus seguidores, que pesquisem mais ainda minha vida e descubram que meu pai foi homenageado pela prefeitura de São Paulo, sendo seu nome dado a uma praça aqui, na terceira maior cidade do mundo, em reconhecimento a uma vida inteira de obras sociais e bom caráter, além do fato de ter sido fundador do meu bairro, onde moramos na mesma rua, há sessenta anos, bem ao lado do Aeroporto de Congonhas, aquele lugar que esses bobalhões mal-sucedidos nunca conhecerão, visto que perdem tempo criticando e ameaçando pessoas de bem, em vez de ganharem seu sustento com dignidade e conseguirem notoriedade por suas boas obras. Parabéns novamente por destoar desse bando de hienas. Tomara que, a partir de agora, o responsável por este site tenha a hombridade de tirar do ar as críticas gratuitas das quais fui vítima, antes que se junte alguma manicure ou gari a esse grupelho de tatuadores e iluminadores de botequim, que estavam morando longe e borrando as fraldas, enquanto eu divulgava o nome do Brasil na Europa e, hoje, alegam ignorância (assino embaixo) do meu trabalho. Finalizando, incluí no Orkut uma lista RESUMIDA, dos DEZ PRINCIPAIS TRABALHOS QUE EDITEI EM FORMA DE LIVRO. Além deles, fui co-autor de diversas peças teatrais, escrevi músicas, contos e crônicas e também artigos para revistas, como um extenso artigo de SEIS PÁGINAS, publicado na edição comemorativa de número 300 da REVISTA AUTO ESPORTE, quando esse grupelho ainda estava se alfabetizando (processo ainda em curso, ou já se consideram formados, só com um diplominha?). Gostaria de saber se alguma das hienas escreveu algo, pois de gabam de haver estudado tanto, devem ter brindado o mundo com sua sapiência. Honrando minhas calças, assino: PROFESSOR Erasmo Rizzuto, trinta anos de experiência, autodidata, com muita honra, sem depender do nome de nenhuma escola ou de um grupelho de hienas para justificar meus atos.
  • Não gosto de discordar das pessoas. Discordo de algumas propostas, apenas. E pelo que posso ver pelo texto de Mauro Alex, é um excelente post, como diz Daniel. E ele não ataca a regulamentação, por assim ser, e sim os defensores da regulamentação sem alicerce, ou com pouca discussão sobre o assunto. Concordo quando ele diz que existe muita gente defendendo a regulamentação como um "viva, agora posso cobrar direito". Mas creio falar por muitos quando concordo também com o Ed(DesignStore) ao dizer que o mercado pra gente não tá legal não. Não tá mesmo, quando temos que disputar com profissionais pouco capacitados (e tendo ao máximo não denegrir a imagem destes) só porque eles precisam "sobreviver". Elitista é aquele que pensa que designer não precisa. Ou seja, concordo com a proposta do Galdino de marcar uma reunião onde se discuta o tema, mesmo porque, aparentemente tem gente que não se inteirou a fundo dos materiais expostos sobre. Pena que não poderei ir; não tenho dinheiro pra ficar viajando. Os freelas que faço não me sustentam pra isso. Recentemente tive que cortar um orçamento pela metade, pra não perder um cliente pra um "micreiro". E só a título de esclarecimento: sou socialista e estudo propostas marxianas, e discordo quando dizem que o discurso do Mauro beira ao socialismo. Na realidade, se aparenta com a "barbárie" citada por Trotsky, onde profissionais capacitados digladiam-se com os não-aptos pelo mesmo pão, pois não existe uma diferença "legal" em relação aos resultados.
  • Bom, "latir"... mais uma vez o discurso é sempre nesse tom, mas enfim. Sobre o projeto que o Fernando citou pra tentar solucionar oque a Ligia coloca, vocês podem ter acesso em www.designuneb.com/nbahia2009 É um projeto dos estudantes de design da Bahia e eu não acredito que seja impossível, visto que ele já vem dando frutos como a realização de mesas redondas (Megafônicas) sobre Educação de Design em 5 cidades: Rio de Janeiro, Curitiba, Bauru, São Paulo e Florianópolis. A de Curitiba acontecerá no dia 15 de Abril, se não me engano. Isso se chama movimento organizado. Postura política que vai além de ofensas gratuitas e abaixo assinado. Temos um projeto de sociedade, e acho que é isso que, ao meu ver, nos difere. Sobre se isso vai fazer quem manda se mexer... “Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas possa mudar o mundo; de fato, é sempre assim que acontece”. - Margaret Mead (1901 - 1978).
  • Esse blog é sobre opiniões de diversos profissionais e estudantes sobre design. É desse ponto que digo: isto aqui serve para gerar discussão, semear pesquisa e não servir de gabrito pra nada. Até onde eu contei houve 12 propostas de regulamentação. A da ADG pelo que sei nem foi a mais comentada como foi aquela da Adegraf que tinha até baix0-assinado na 2AB. Se esse projeto de vcs é viável, eu não sei, mas partindo do pressuposto que falta pesquisa, isso deve faltar. Se já admitem falhas antes de levar a tona, acho bom preparar e guardar para si. É sério, eu sou ignorante em diversos aspectos, mas tento ser coerente e respeitoso. Não vi isso da parte do cara. Apoio antes de tudo é essencial para qualquer projeto. Se vcs acham que a idéia é boa, beleza, mas já sabem com quem vão ter que falar para aprovar? Acham que o apoio popular (igual ao que quem é contra a regulamentação tem de ajudar os mais fracos...) vai surgir na quantidade a fazer quem manda se mexer? A industria, o comércio vai saber respeitar isso? Virão??? criticar é moleza...
  • Só pra apontas uns malentendidos. Quando o Mauro fala sobre projeto de regulamentação exclusivo de design gráfico não é uma proposta nem uma opnião, é um fato. O único projeto que já chegou a ser seriamente cogitado de aplicação é aquele famoso da ADG q só contempla o design gráfico mesmo, pelo q eu sei. Sobre o que fazer pra mudar a grade curricular pelo q já conversei com o Mauro tem projeto sim e, apesar de meio faraonico, pode dar certo, e pior, pode mesmo ter algum efeito. É sério. Já jogo uma proposta. Pra quem não sabe Mauro é baiano e já estudou em curitiba, estará na cidade dentro de alguns dias par aum evento na UFPR. E se a gente marcasse uma reunião? Inclusive com pessoas de fora do blog pra conversar sobre o site, ver o q acham do modelo atual e mais importante, o que poderia mudar, o que melhoraria o site. Do que ele precisa pra se tornar a ferramenta forte que precisa e tem capacidade para ser? Se bobear modelão barcamp. Que acham?
  • Pelo que pude perceber no post, o Mauro tenta desmantelar a regulamentação do Design levando em consideração apenas e tão somente a área de DG, como se só ela existisse. Lamentável que ele se esqueça do FATO de que o Design hoje é composto por áreas como: produto, interiores/ambientes, light, embalagens, entre outras que colocam sim o usuário final em risco caso o projeto nao seja suficientemente detalhado e claro em tudo sem contar a carga acadêmica que isso tudo exige. No entanto, como o Ed colocou acima, latir contra a regulamentação é fácil. Mas traduzir tais latidos para algo concreto já é bem mais complicado, coisa que até agora, ninguém conseguiu fazer coerentemente, embasando o suficiente tais latidos. Sobre o artigo citado (muito bom por sinal) creio que fica claro o motivo dessa bagunça: a falta de regulamentação e de um conselho federal (que só poderá via a ser, depois da regulamentação) que coloque as normas e padronize tudo. Logo, é sim necessária esta regulamentação. Em meu trabalho de pós também fiz o mesmo caminho que a autora, porém percorri todas as de arquitetura e de Design e, realmente percebi essa "zona" acadêmica. O mercado de trabalho então, também explorado e analisado neste trabalho, é de se lamentar tamanha prostituição impregnada nele e, em alguns casos, beirando a institucionalização. Com isso, só ganhou mais vida a minha persona regulamentista. Quanto ao "viajandão", se esta é a sua visão meu caro, me desculpe então. Isso beirou papo de socialistas. Faça o seguinte então: dê a ele sua casa, seu carro, seus pertences e siga a sua vida. Aquilo é embuste puro, uma afronta a qualquer cidadão de bem e que tenho um mínimo de seriedade, conhecimento e cultura. Se nosso discurso fosse elitista, como você coloca, por sermos regulamentistas, nao nos preocuparíamos em divulgar assuntos diversos como fazemos aqui. Se não nos preocupássemos com o social, não lutaríamos por uma regulamentação que prima pela qualidade dos serviços prestados, especialmente, ao social, que é o usuário final de nossos projetos, seja de que área for. Há um equívoco em sua visão sobre o social e repito: nao confunda social com socialismo, que é, ao que parece, a base de seu discurso. Se tem capacidade para escrever o que postou acima, entenderá perfeitamente o que estou colocando aqui, especialmente neste parágrafo. De acordo com o teu discurso, então você e esse Erasmo podem atuar livremente até mesmo em arquitetura, medicina, em nome da sobrevivência.... Interessante, porém impraticável e criminosa essa visão uma vez que existem Leis que devem ser respeitadas. Especialmente porque estas profissões são regulamentadas. Cuidado Mauro.