Para o leitor do design.com.br, é fundamental entender o contexto: a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério das Cidades. Ela opera sistemas de transporte ferroviário de passageiros em capitais estratégicas como Recife, Maceió, João Pessoa e Natal.

Gerenciar o design de uma instituição dessa escala não é apenas uma questão estética; é um desafio de logística visual. O case apresentado no Dia Nacional do Design Gráfico foca justamente na transição de uma identidade fragmentada (onde cada regional agia de forma independente) para uma marca forte, única e nacional.


Entrevista na Íntegra: André Hozumi e o Design Estratégico na CBTU

Abaixo, reproduzimos a conversa com o designer André Gomes Hozumi, empregado que há mais de uma década lidera a modernização visual da companhia.

Como foi o início da sua trajetória na CBTU?

André Hozumi: Quando cheguei, percebi que a identidade visual não estava consolidada. Cada superintendência tinha uma abordagem própria. Trabalhei junto às equipes de comunicação das superintendências para criar unidade, e foi um processo transformador visualmente.

Esse processo de unificação também te colocou em posição de supervisão. Como foi conduzir esses encontros entre designers?

Hozumi: Foi um grande aprendizado. Assumir essa coordenação a partir da Administração Central, reunindo designers das superintendências, me deu a oportunidade de exercer um papel de liderança. Juntos, conseguimos alinhar diretrizes e criar uma identidade forte e única para a CBTU.

Quais projetos você considera mais marcantes?
Hozumi: O livro de 40 anos da CBTU foi muito especial, assim como as exposições nacionais. Ver o projeto no Congresso Nacional, no Museu da República e até em um shopping em Maceió com um VLT em 3D foi inesquecível.

Como sua experiência de 15 anos no design influencia seu trabalho atual?

Hozumi: Ela me trouxe visão estratégica. Trabalhei com identidade visual, mídias digitais e tecnologias como inteligência artificial. Essa bagagem me ajudou a inovar dentro da CBTU, unindo tradição e modernidade.

Como a sua formação e conhecimentos recentes contribuem para o impacto do design na CBTU?

Hozumi: Procurei complementar minha formação com cursos em áreas como Sistemas de Informação, TI e Gerenciamento de Projetos, aliando os conhecimentos à minha experiência em mídias sociais, UX/UI e posicionamento de marca. Isso me permitiu integrar tecnologia, gestão e criatividade. Recentemente, fiquei entre os finalistas do 12° Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários (2025).

E o futuro do design, como você enxerga? Hozumi: Cada vez mais ligado à tecnologia, inteligência artificial e experiência do usuário. Mas o olhar humano do designer será sempre insubstituível.


Análise do design.com.br: O papel do “Designer Gestor”

O que chama a atenção neste clipping é a evolução do papel do designer no setor público. André Hozumi não atua apenas como “executor”, mas como um gestor de ativos intangíveis.

  • Pioneirismo: O texto homenageia Aloísio Magalhães, o pioneiro do design moderno no Brasil (e criador de identidades icônicas como a da Petrobras). O trabalho na CBTU segue essa linhagem: usar o design para dar rosto e eficiência ao Estado.
  • Inovação: O uso de Projeção Mapeada no Congresso Nacional e Modelagem 3D para aproximar o cidadão do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) mostra que o design governamental está se apropriando de tecnologias de entretenimento para gerar engajamento cívico.

Fonte e Créditos: Este artigo é um clipping de utilidade pública baseado na matéria original publicada pela Secretaria de Comunicação da CBTU / Governo Federal. Referência: Ministério das Cidades / Portal Gov.br.
Acesse o artigo original aqui.

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