SCHINDLER GLOBAL AWARD

A 7ª edição do Schindler Global Award (SGA) aceita inscrições até dia 16 de dezembro e o envio de projetos até o dia 31 de dezembro. Estudantes de todo o mundo, que estejam no último ano de graduação ou de mestrado dos cursos de arquitetura, paisagismo, design e planejamento urbano, podem participar de uma das competições pré-profissionais mais importantes do mundo, promovida pelo Grupo Schindler.

A competição permite aos estudantes colocarem em prática suas habilidades de design em um teste de escala internacional. A edição 2017 do prêmio terá como tema a região do Ceagesp, na cidade de São Paulo, colocando como desafio aos participantes usar a mobilidade como um catalisador para a mudança, incluindo concepção de espaços públicos e infra-estrutura, dando ênfase à integração da população aos elementos urbanos e uso dos espaços.

Como participar?
Os alunos devem trabalhar em equipes pequenas de não mais do que três – sob a supervisão de um membro do corpo docente da universidade – e buscar responder nos projetos a questões que atendam condições complexas e desafios substanciais de urbanização contemporânea. Um júri internacional, formado por especialistas de renome – como Ciro Biedermann, Fernando de Mello Franco, Hubert Klumpner e Paola Viganò – irá avaliar os projetos que concorrem a um total de mais de US$ 100.000 em reconhecimento, a ser entregue em 2017.

A premiação é realizada a cada dois anos pelo Grupo Schindler, líder global em elevadores, escadas rolantes e serviços relacionados, em colaboração com o Instituto de design urbano da ETH Zurique, liderado pelo Professor Kees Christiaanse, arquiteto holandês conhecido por seu trabalho em planejamento urbano. Segundo ele, o Brasil é um local interessante para realização do Schindler Global Award porque tem uma posição intermediária entre todos os tipos de condições globais. “Há um grande potencial para futuras e significativas estratégias urbanísticas no país, tanto pelo lado do patrimônio e das tradições quanto pelos enormes problemas existentes”, explica.

O Grupo estabeleceu o Prémio Schindler, em 2003, o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência, visando examinar questões sobre a mobilidade e o acesso universal no contexto europeu. O Schindler Award 2004 foi realizado em Bruxelas, na Bélgica, e seguiu com edições de sucesso nas cidades de Paris, na França (2006); Viena, na Áustria (2008); Berlim, na Alemanha (2010); Berna, na Suíça (2012) e Shenzhen, na China (2015). A competição se tornou muito conhecida e, em 2014/2015, foi aberta aos estudantes de todo o mundo.

O site oficial da competição www.schindleraward.com serve como uma plataforma para ideias, onde uma série de entrevistas e artigos serão publicados durante toda a competição.

Mais informações:

Site: www.schindleraward.com

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Animação: O ABC dos arquitetos


Este trabalho é uma lista em ordem alfabética dos arquitetos mais importantes de nacionalidades diferentes, incluso o seu edifício mais conhecido. No entanto segundo os criadores Andrea Stinga e Federico Gonzalez muitos foram deixado de lado, já que era imprescindível ter apenas UM por letra, no entanto temos DOIS brasileiros nessa excelente animação.

Música: The Butterfly de Eugene C.Rose e Franco George, (Creative Commons ) baixe aqui!

abc-arquitetos

Resumo (em inglês).

  • Alvar AAlto _ Säynätsalo Town hall – Finland
  • Luis Barragán _ Satellite towers – Mexico city
  • Santiago Calatrava _ Lyon – Satolas airport railway station – lyon France
  • Luís Domènech i Montaner _ Antoni Tàpies foundation – Barcelona
  • Eduardo Souto de Moura _ Paula Rego’s House of Stories _ Cascais _ portugal
  • Norman Foster_ London City Hall _ England
  • frank Gehry _ Guggenheim bilbao _ Spain
  • herzog & de meuron _ Beijing National Stadium _ CHina
  • Arata Isozaki _ Palau Sant Jordi _ barcelona
  • Philip Johnson _ The Glass House _ New Canaan _ United state
  • Louis Kahn _ National Parliament of Bangladesh _ Dhaka city
  • le corbusier _ Villa Savoye _ Poissy, Francia
  • Ludwig Mies van der Rohe _ barcelona pavilion _ Spain
  • Oscar Niemeyer _ National Congress of Brazil, Brasília
  • Joseph Maria Olbrich _ Secession building, vienna – Austria
  • César Pelli _ Petronas Twin Tower _ Kuala Lumpur, Malaysia
  • Giacomo Quarenghi _ the Smolny Institute _ St. Petersburg, Russia.
  • Renzo Piano + Richard Rogers _ Pompidou Centre _ Paris, Francia
  • Álvaro Siza _ Ibere camargo foundation _ porto alegre _ Brazil
  • Kenzo Tange _ Tokyo Olympic Stadium – Japan
  • Jørn Utzon _ Sydney Opera House _ Australia
  • William Van Alen _ Chrysler Building _ New York City
  • Frank lloyd wright _ guggenheim new york _ United state
  • Iannis Xenakis _ Philips pavilion _ Expo ’58 in Brussels
  • Minoru Yamasaki _ World Trade Center
  • Zaha Hadid_The Pierres Vives building _ Montpellier, France
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Um pouco de design natural… Árvores Aranha

A natureza é a maior artista conhecida, com suas cores e formas… Quando penso em natureza e design algo que sempre extasiado me eram as teias de aranha. Abaixo as fotos dessa exótica árvore.

 

 

Fuentes:

http://www.flickr.com/photos/dfid/5571189922/in/photostream/
http://www.generaccion.com/noticia/98078/pella-araenvuelven-varios-oles-pakist
http://america.infobae.com/notas/22150-Pakistan-las-aranas-se-aduenaron-de-los-arboles- 

 

 

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7º R Design ES/RJ

A sétima edição do Encontro Regional de Estudantes de Design ES/RJ acontecerá entre os dias 21 e 24 de Abril, na cidade de Vitória, no Espírito Santo. O R Design , um evento anual e itinerante, reúne alunos, professores, profissionais e pesquisadores da área com finalidade de motivar a troca de idéias e experiências, através de palestras, mesas-redondas, oficinas, workshops e apresentações de trabalho.

A idealização de um R Design na cidade de Vitória começou em Abril de 2010, durante o R Design Carioca, quanto alguns estudantes capixabas se mobilizaram em prol da realização de um encontro regional aqui na ilha, o que não acontecia desde o R Vitória 2006 “Ecos do sistema”.

 

Formulário de inscrição
Programação

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Veja o que pode levar de graça quando exerce uma atividade no NDesign

“Bora pro N?”
“To meio sem grana cara…”

Diálogos como o citado acima são muito comuns entre estudantes que pretendem ir ao 21 N Design, o Encontro Nacional de Estudantes de Design a ser realizado entre os dias 24 e 31 de julho de 2011 na PUC do Rio de Janeiro. Tendo isso em vista, a CONDe Carioca, que organizará o evento em 2011, sentiu necessidade de informar a todos que pretendem ir ao N Rio que eles podem obter descontos e até ir de graça.

Foi gerado este infográfico onde aparecem todos os Editais, atividades ministradas pelos encontristas, e os respectivos descontos dados a eles por contribuir com o evento.
É interessante ver como graficamente foram expostas estas isenções, podendo ser pacotes de inscrição, alojamento, comida e festas.

A idéia é fomentar o maior número possível de inscrições, para enriquecer a diversidade do evento. Inseridas no gráfico, estão algumas frases onde você pode tentar se achar e pelo seu perfil ver qual a atividade mais adequada para você ministrar no N Design.

Lembrando que algumas das inscrições em Editais do N Design Rio já encerram dia 12 de março, corram!

Baixe AQUI esta imagem

Corra para inscrever sua atividade.
Inscreva-se AQUI

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Carta aberta ao Senado Federal sobre Regulamentação do Design

 

 

 

 

 

 

 

 

Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

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Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

Design e decoração de Interiores:
Residencial
Comercial
Corporativo
Espaços Públicos
Eventos
Estandes (concepção e ambientação)
Show-Room
Feiras
Vitrinismo
SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
Acompanhamento de obra

Iluminação:
Residencial
Comercial
Corporativa
Paisagística
Acompanhamento de obra

Design:
Desenvolvimento de Mobiliário
Desenvolvimento de Luminárias
Desenvolvimento de Acessórios
Comunicação Visual (concepção)
Manuais técnicos

Educacional:
Aulas
Palestras
Cursos
Seminários
Treinamentos
Desenvolvimento de material didático
Pesquisa

Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

Sobre os riscos – que a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

– Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

– Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

– A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

– A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

– A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

– Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

– As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

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Paulo Oliveira

Designer de Interiores/Ambientes

Especialista em Educação superior

Especializando em Lighting Design

 

Fonte:

http://paulooliveira.wordpress.com/2011/02/26/carta-aberta-ao-senado-federal/

 

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A diferença que a cor faz na vida das pessoas

Faça uma pequena análise e veja quantas vezes, você usou cores e tintas, para levantar sua autoestima. Provavelmente muitas. Mulher então, nem se fala! Mudam a cor do cabelo, das unhas, das paredes! E tudo, como num passe de mágica, ganha uma grande força de renovação. O Cheirinho de tinta fresca (não tão forte) dá aquela sensação gostosa de coisa bem cuidada, quase um banho tomado. É com base nesse espírito que a Coral da AkzoNobel, vem desde agosto de 2009, levando cor para a vida das pessoas.

Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Olinda, Santarém já foram impactadas por esse que é o principal projeto socioambiental da marca.

Existe o respeito e a preocupação de manter as características arquitetônicas dos edifícios históricos para preservar as particularidades regionais. A ação em cada cidade acontece em cerca de 30 dias, mobilizando moradores, voluntários e funcionários que se tornam agentes multiplicadores dessa mensagem carregada de alegria, descontração e sobretudo cidadania e combate a degradação.

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Visita ao Fashion Business Rio 2011

Durante o evento Fashion Business Rio 2011, promovido pelo SENAC RIO  e ocorrido na Marina da Glória, pude perceber finalmente a presença ainda acanhada de 3 escritórios de design. Mas o que mais me chamou a atenção foi a utilização do branding sensorial oferecidas para os lojistas. Abaixo cito alguns fornecedores com alguns serviços diferenciados:

A empresa FicTix, por exemplo, apresentou soluções de comunicação sensorial, utilizando holografia, realidade aumentada, projeção mapeada, flexus media, vitrine interativa (veja os exemplos no site da empresa: www.fictix.com.br.

A empresa GOMUS, por sua vez, desenvolveu o que eles chamam de “music branding”, e essa identidade musical, é transmitida através de toda a vitrine pelo vidro da loja: www.gomus.com.br

A Criata: www.criata.com.br , trabalha com impressão digital têxtil: sedas, algodão, lycras, poliamidas, viscoses e poliéster., com resolução fotográfica.

A LEDCO: www.ledco.com.br oferece serviços na área de iluminação com LEDs : Fitas de LEDs, réguas de LEDs, wall washer, LEDs para letreiros, luminárias, displays e placas de sinalização.

Ivana Curi Design: www.ivanacuri.com foca em design de interiores e cenografia , Design de interiores,  Desenvolvimento de objetos exclusivos únicos ou em escala e  Visual merchandising e vitrine

A Denovo: www.denovo.ind.br trabalha com tecidos totalmente reciclados

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Vamos falar de tendências…

Final de ano é aquela história. O que esperar do ano que vai chegar? Com a observação de comportamentos coletivos de grupos sociais foram definidas as próximas tendências.

O TrendHunter.com listou as Top 20 tendências para 2011 na moda, design, cultura, tecnologia e propaganda. Logo abaixo do vídeo, comento rapidamente cada uma delas.

20 projected publicity – Com grande poder para atrair a atenção, tem a seu favor o baixo custo, mas pode ser invasiva se mal utilizada

19 interactive retail – Varejo interativo. É a experiência real do consumido! Bons produtos, que entregam exatamente o que prometem suas marcas e propagandas, ganharão cada vez mais força! Aproveite para fidelizar!

18 chariable deviance
– instituições de caridade disputando a atenção do consumidor através de uma variedade de métodos que chamam a atenção muitas vezes apelativos.

17 wearable tech
– Roupas, jóias e acessórios tecnológicos. Cada vez mais gadgets e portabilidade.É a “moda nerd” com produtos cada vez mais chiques e elegantes.

16 brand reversion – Marcas que pararam no tempo, podem se dar bem com isso. Mas cuidado, nem toda marca é nostálgica, e nem toda nostalgia é positiva. É pra quem pode, não é pra quem quer. Concordam?

15 on the spot style
– O estilo das ruas. Reafirme sua personalidade. Blogs de moda ganham cada vez mais visibilidade.

14 real timing – Os consumidores anseiam por imediatismo. Empresas promovendo cada vez mais gratificações instantânea em diversas mídias sociais. (Empresas, aproveitem para fazer uma gestão de relacionamento eficiente! A opinião do consumidor nunca foi tão mensurável)

13 modern cubism
– Simplicidade. Minimalismo, linhas limpas, clareza visual e estética organizada  na arquitetura e no design, resgatando a forma cúbica, potencializando funcionalidades e otimização espacial. Tomara que não seja uma monotonia só.

12 next besting (update)
– A regra é clara. Comprar! Comprar! Comprar! Comprar! Comprar!

11 tangible printing – Com os custos mais baixos, a personalização esta cada vez mais em alta.

10 Hyperrealism – É a revolta contra o uso indiscrimado de Photoshop para deixar tudo perfeito e artificial. Uma imperfeiçãozinha aqui e ali, são aceitáveis em prol de transparecer a realidade. (Será a decadência das siliconadas?)

9 toddler touchscreens – Produtos com telas touchscreen para maior interação e imersão das novas gerações. (Interessante, mas coisas táteis, reais não fazem mal a ninguém, principalmente nos primeiros anos de vida e desenvolvimento)

8 democratic selling
– Os consumidores nunca tiveram tanto poder para influenciar design e preços. (previsão de muitos Frankensteins sendo criados por empresas que no afã de se posicionarem contemporâneas não souberão interpretas as informações vindas do consumidor)

7 rockstar self-expressionism – Produtos rebeldes. Contradiz aqueles que dizem que o Rock morreu. Essa tendência é a prova de que ele ainda está vivo, e sua cultura ainda tem influência significativa.(Mas nem toda marca precisa ter seu discurso encaixado aqui, concordam?)

6 modern kidvertising – Crianças em campanhas publicitárias apelando aos interesses dos adultos. Não vejo com bons olhos essa tendência.

5 luxury lives on – Vida com cada vez mais luxo, para quem pode pagar.

4 geriatric couture
– Bordados, crochês, tecidos vintage. É a ascensão da moda dos tempos de nossos avós. Viva o steampunk!

3 perpetual adaptation – COnsumidores envolvidos, promovendo mudanças estéticas sem afetar a funcionalidades dos produtos

2 tweetonomics – E o uso do twitter para promover industrias, empresas e carreiras. Empreenda!Em tempos de alta exposição, aproveite para construir e reforçar boa reputação

1 descrete consumerism – Os consumidores estão se afastando das grandes marcas. Portanto marcas discretas, desconhecidas e locais ganham força. Com uma fatia de consumidores pequena, a comunidade ajuda a construir grande parte da alta reputação que essas mini-corporações detém.

Você concorda com essas tendências?
Será que eles acertaram em 2010? Veja abaixo o que diserram sobre o ano que está acabando.

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Lançamento de edital para Apoio ao Desenvolvimento do Design em Empresas Sediadas no Estado do Rio de Janeiro

Com o objetivo de sensibilizar o setor produtivo para a aproximação entre indústrias e profissionais da área de design e arquitetura, foi realizado, na tarde da última sexta-feira, 10 de dezembro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a segunda edição do evento Rio Design Indústria. Na ocasião, foi celebrada também a assinatura de Termo de Cooperação entre a FAPERJ, Firjan e o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ), visando ao lançamento de edital para Apoio ao Desenvolvimento do Design em Empresas Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, uma parceria inédita.

A plateia, que lotou o auditório, era composta de autoridades estaduais e municipais, empresários e designers fluminenses, grupo que compunha a maioria maciça dos presentes ao evento e se mostrava ávido em entender de que forma poderia contribuir para agregar valor e criatividade a produtos já desenvolvidos ou que serão desenvolvidos pelas empresas. O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa, enfatizou a importância do evento para a indústria do estado. “É muito bom para nós, do sistema Firjan, estarmos colaborando e levando o conhecimento, talento e charme da criatividade do Rio de Janeiro para o mundo.”

Também presente à cerimônia, o diretor-presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, destacou a iniciativa como resultado de um longo esforço para a criação de uma parceria entre diferentes órgãos de fomento e a economia estadual. Ele aproveitou a ocasião para fazer um pequeno balanço dos quatro anos de sua gestão à frente da Fundação. “Com este edital, chegamos, só em 2010, à marca de 26 editais lançados ao longo do ano. Nesse quatriênio que se encerra, foram aproximadamente R$ 1,1 bilhão que a FAPERJ investiu na ciência em todo o estado”, falou. O diretor-superintendente do Sebrae-RJ, Sérgio Malta, endossou a importância da ocasião: “Este evento e o lançamento do edital representam um dia histórico para o design fluminense”, falou.

O diretor de tecnologia da Fundação, Rex Nazaré Alves, chamou a atenção para o número de municípios atendidos por programas de incentivo à inovação da Fundação. “Atualmente, mais de 70 municípios fluminenses são contemplados por programas dessa modalidade”, afirmou. Ao constatar que a plateia era composta majoritariamente por designers, ele aproveitou sua fala para lhes dar uma dica. “Recomendo que entrem na lista de editais, no site da FAPERJ, e verifiquem as empresas e os projetos contemplados pela área de tecnologia da Fundação. Desta forma, ficarão conhecendo as empresas normalmente contempladas e o tipo de projeto que desenvolvem, para que possam, com criatividade, pensar formas de agregar valor a esses projetos”, acrescentou. Ele ainda destacou a importância da parceria firmada. “No momento em que mais de 700 projetos encontram-se em execução, chegou a oportunidade para a iniciativa conjunta de um edital do Sebrae, da Firjan e da FAPERJ”, destacou. “Alinhando-se à tendência moderna, estamos lançando um edital que permite às micro e pequenas empresas procurar profissionais da área de design para gestar a apresentação dos produtos da maneira mais atraente possível para o consumidor”, complementou.

A diretora de Inovação e Meio Ambiente da Firjan, Marilene Carvalho, falou sobre o pioneirismo e a possibilidade da iniciativa contribuir para a economia fluminense. “Este edital é pioneiro e representa uma grande oportunidade para as empresas incorporarem o design como elemento estratégico de competitividade, agregando valor a produtos industriais. A parceria entre  a Firjan, o Sebrae e a FAPERJ surgiu a partir da constatação de que não existia um programa específico para apoiar a projetos inovadores com foco em design de produtos e que este era um gargalo importante para as empresas do Rio de Janeiro”, destacou Marilene.”Estamos vivendo um momento oportuno de grandes investimentos públicos e privados, de novos negócios e parcerias, e às vésperas de dois megaeventos – a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 – que nos colocarão em evidência no cenário mundial. Como os bons ventos do Rio de Janeiro sopram em direção ao desenvolvimento de projetos inovadores, também é hora de estimularmos a indústria criativa, ainda mais aqui, na capital cultural do País. Ao beneficiar segmentos industriais geradores de riqueza no estado, incluindo o metal-mecânico, moveleiro/mobiliário, náutico, acessórios de moda, plásticos, eletroeletrônicos e embalagens, estaremos contribuindo para fortalecer cada vez mais a vocação do Rio de Janeiro para o design”, salientou.

Já o especialista em projetos tecnológicos da Firjan, Fabiano Galindo, salientou a importância de estimular a cultura do design como instrumento de inovação nas indústrias fluminenses. “Espero que os produtos criados com o apoio deste edital possam ser logo colocados no mercado, gerando renda e impostos para incentivar a economia fluminense.” Ele também adiantou a realização de um workshop, em fins de janeiro de 2011, para que os interessados tivessem mais informações para participar do edital.

Para Ricardo Vargas, gerente da unidade de Inovação e Acesso à Tecnologia, do Sebrae, o edital representa uma iniciativa inédita por disponibilizar recursos para que especialmente as pequenas empresas desenvolvam projetos inovadores. “Essa conjugação de esforços significa criar oportunidades num momento em que as pequenas empresas estão buscando processos de inovação. Nossa expectativa é que tenhamos uma grande demanda e mobilização por parte dessas pequenas empresas”, falou.

Iniciativa voltada a estimular projetos inovadores em design, o edital visa promover a aproximação entre empresas e profissionais de design para desenvolver projetos de inovação e renovação criativa de produtos; estimular o processo de inovação nas empresas e a cultura do design como instrumento de inovação; o desenvolvimento de produtos inovadores, que leve à melhoria de competitividade. As propostas devem necessariamente contemplar áreas prioritárias, como Metal-Mecânico (fabricação de artigos de cutelaria; artigos de serralheria; ferramentas; artigos de metal para uso doméstico e pessoal; máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação de cargas e pessoas; aparelhos e equipamentos de ar condicionado; automóveis, caminhonetes e utilitários; caminhões e ônibus; cabines, carrocerias e reboques para veículos automotores; locomotivas, vagões e outros materiais rodantes; aeronaves; motocicletas; bicicletas e triciclos não-motorizados; equipamentos de transporte não especificados anteriormente); Moveleira/Mobiliário (móveis e mobiliário de madeira, vidro, metal, plástico, cerâmica, mármores e granitos e outros materiais); Náutico (embarcação para esporte e lazer, pesca e outros); Acessórios de Moda (bolsas, calçados, bijuterias, cintos, jóias e outros); Plásticos (ferramentas, móveis e artefatos para esporte e lazer, equipamentos de proteção pessoal e utensílios domésticos); Eletroeletrônicos (aparelhos de recepção, reprodução, gravação e ampliação de áudio e vídeo; fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico e material elétrico); Embalagens (embalagens de madeira, papel, papel-cartão, plástico, metálicas e materiais reciclados e biodegradáveis).

Com recursos de R$ 2,7 milhões – R$ 1 milhão da Firjan, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/RJ); R$ 1 milhão do Sebrae-RJ e os restantes R$ 700 mil da FAPERJ –, a serem pagos em uma parcela, o edital poderá financiar despesas de capital, como material permanente; e equipamentos; assim como despesas de custeio, como serviços de terceiros (pessoa física e jurídica, até o limite de 50% dos recursos solicitados); material de consumo (incluindo softwares) necessário ao desenvolvimento do projeto; pequenas reformas e adaptações de infraestrutura e instalações, que impliquem aumento de patrimônio (até o limite de 10% dos recursos solicitados); e diárias e passagens no território nacional (até o limite de 5% dos recursos solicitados). No país, o valor dessas diárias será de R$ 187,83.

Cada um dos projetos submetidos só poderá solicitar valores de até R$ 120 mil. O prazo para inscrição de propostas se estende até o dia 18 de fevereiro de 2011 e a entrega da cópia impressa do projeto simplificado com os documentos relacionados no Anexo I deverá ser feita até o dia 25 daquele mesmo mês. A divulgação dos resultados das empresas pré-qualificadas será feita até 24 de março, ao que se seguirá a submissão on-line do projeto detalhado até 15 de abril, e a entrega da documentação impressa do projeto detalhado até 26 de abril. A divulgação do resultado das empresas selecionadas está previsto para acontecer até 19 de maio, e a entrega dos documento relacionados no Anexo II, até 10 de junho. A divulgação dos resultados finais deverá acontecer até 16 até junho.

Cronograma

Submissão do Projeto Simplificado on-line (Etapa 1): de 16/12/2010 até 18/02/2011

Entrega de cópia impressa do Projeto Simplificado com documentos relacionados no Anexo I: até 25/02/2011

Divulgação dos resultados das empresas pré-qualificadas: a partir de 24/03/2011

Submissão do Projeto Detalhado on-line (Etapa 2): até 15/04/2011

Entrega de cópia impressa do Projeto Detalhado: até 26/04/2011

Divulgação dos resultados das empresas selecionadas: até 19/05/2011

Entrega dos documentos relacionados no Anexo II: até 10/06/2011

Divulgação dos resultados finais: a partir de 16/06/2011

Confira a íntegra do edital: Apoio ao Desenvolvimento do Design em Empresas Sediadas no Estado

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ADG, novamente em fria…

Recentemente a Associação dos Designers Gráficos (ADG) aliou seu nome ao desastrado concurso para a marca da Copa 2014, cujo resultado, amplamente questionado, é de conhecimento geral.  Marcello Montore criou um texto muito interessante que merece ser citado abaixo.

Até hoje, no entanto, não se sabe quais foram as bases sobre as quais se apoiou essa parceria da ADG com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Depois dos protestos generalizados contra a escolha da marca, a Associação não se manifestou sobre o processo, nem mesmo em comunicação reservada a seus associados. Tampouco os designers envolvidos se manifestaram, provavelmente presos a um acordo de confidencialidade que, no entanto, desprezou critérios dignos de honrar a prática profissional.

Agora, em nova oportunidade, parece que o caso se repete na concorrência para a criação de marca turística para São Luís do Maranhão. Há matizes diferentes, mas a essência é a mesma.

O regulamento desta concorrência afirma em seu item 5.2: “Os critérios de avaliação serão estipulados dentro das normas internacionais estabelecidas pelo ICOGRADA (International Council of Graphic Design Associations)”, porém desrespeita essas normas em vários pontos, além de deixar várias questões em aberto:

1. O regulamento não estabelece um padrão para o envio dos portfolios da primeira fase e sequer pede confidencialidade. Como garantir a imparcialidade do julgamento se é possível saber de quem é o portfolio? Mesmo que os portfolios não apresentem o nome do designer ou do escritório, os projetos mais conhecidos denunciam o autor e isso compromete a imparcialidade de uma escolha.Cabe a pergunta: será que a escolha por portfolios é a mais adequada a um concurso?

2. Na primeira fase, o item 4.1.1 do regulamento afirma que os portfolios serão avaliados por “uma Comissão Técnica, formada por profissionais indicados pela ADG e que tenham reconhecida experiência na área de identidade visual, além de dois (2) representantes do Consórcio Máquina-Chias.” Ele não esclarece quantos profissionais e nem quem serão! Isso vai contra as normas do Icograda que é clara: “The names of the jurors must be published in the Call for Submissions” (Os nomes da comissão julgadora devem ser publicados na Chamada de Trabalhos”) – item 1.1 das normas. http://www.icograda.org/smallbox4/file.php?sb4b7c1b46825dc.

3. Na segunda fase, os trabalhos serão avaliados por um Júri Técnico. As perguntas que restam são as mesmas: Quem fará parte desse corpo de avaliação? Os designers selecionados não estarão se submetendo a um júri que não legitimam, como no caso do logo da Copa?

4. Esse “corpo técnico” do júri (item 5.1 do regulamento) terá 7 representantes, sendo apenas 2 designers indicados pela ADG, o que, mais uma vez, contraria as recomendações do Icograda que afirma no item 1.1: “The majority of the jurors must be professional designers who are members of a member association of Icograda” (A maioria dos julgadores devem ser designers profissionais que sejam associados a uma entidade membro do Icograda).

5. Uma vez selecionado, cada profissional deverá encaminhar “duas” marcas, isto é, cada profissional estará recebendo metade do valor do prêmio por “cada marca” – cada uma, um trabalho em si. Além disso, em vez de o designer/escritório concentrar toda a sua expertise na busca do que considere a melhor solução para o problema e busque trabalhar nos refinamentos necessários à apresentação – ele deve apresentar duas propostas?

6. O júri julga mas não decide! Esse júri, por fim, escolherá três marcas que irão para “pré-teste”? Com quem? Será qualitativo ou quantitativo? Qual a relevância do que será apurado? Será essa amostra significativa? Testa-se um logo, uma marca, como se testa um refrigerante? A questão do gosto, sobre a qual certamente recairá essa avaliação, é suficiente para avaliar o trabalho? Com outras tintas, esta é uma situação semelhante à avaliação final do logo da Copa realizada, entre outros pela cantora Ivete Sangalo, pela modelo Gisele Bündchen e pelo escritor Paulo Coelho.

7. O concurso não apresenta o nome de qualquer “consultor” ou “moderador” que, entre outras atribuições, é responsável por sanar dúvidas dos participantes. Esta também é a recomendação do Icograda no item 1.3: “An independent moderator (“Moderator”) must be appointed by the organiser to act amongst the organiser, the jury and the entrants. The name of the moderator must be announced at the same time as the announcement of the competition” (Um consultor deve ser indicado pela organização para atuar entre a organização, o júri e os participantes. O nome do consultor deve ser anunciado quando for anunciado o concurso). Em seguida, o Icograda lista as atribuições desse moderator/consultor, e entre elas se lê: “receiving written questions within the time limit stated in the rules” (receber questões por escrito dentro do prazo estipulado pelas normas).

8. A ADG não informa seus associados sobre as bases de sua participação e sequer apresenta os benefícios desta empreitada conjunta para a associação, extremamente fragilizada depois do episódio da Copa do Mundo. Será que, no caso de se repetirem os equívocos do concurso para o logo da Copa, a diretoria da Associação simplesmente se calará novamente?

Caberia à ADG fazer uma avaliação muito séria quanto à forma de condução desses processos, o descumprimento absoluto das recomendações do Icograda, seu envolvimento nesses concursos/concorrências/premiações e estabelecer com clareza a  garantia da seriedade, imparcialidade e até mesmo dos legítimos interesses da categoria como um todo.

Em tempo: fui convidado (com apenas dois dias de antecedência) para fazer parte da “Comissão Técnica” desse concurso, que se reuniria ao longo de todo um dia, sem qualquer documentação prévia. Naturalmente o convite (recusado) sequer mencionou pagamento, como recomendado, mais uma vez, pelas regras do Icograda no item 2.3: “We recommend that the organiser pay jurors’ travel, provide accommodation and per diems (Nós recomendamos que a organização pague viagem, forneça acomodação e pague diária para o trabalho dos julgadores).

via agitprop

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designUp, dê um UP na sua visibilidade

Já comentamos sobre cuidados e formas de se tratar os portfólios, discutimos sobre como apresentá-los e os motivos de se manter atualizado neste post. Demos ainda sugestões de onde você pode hospedar seus portfólios online nesse link. Se você está acompanhando nossas dicas é provável que você irá se sair bem no mercado de trabalho. Para facilitar ainda mais e aumentar a sua visibilidade é que eu recomendo o designUp. Um serviço voltado para profissionais e aspirantes à Design você vai encontrar ferramentas importantes para desenvolver suas habilidades, conhecer outros profissionais, buscar vagas de emprego, freelas e estágios, encontrar inspiração e recursos para os seus projetos. Conheça um pouco mais do designUp.

Após conhecer o designUp pelo Facebook dei uma olhada rápida e fui logo espalhando no meu twitter igual à um louco. Mas somente agora fui me dar conta do que realmente era o serviço. Ao navegar pelas páginas do serviço vi que minha visão anterior estava completamente equivocada. Antes eu acreditava que era apenas mais um serviço de hospedagem de portfólios, mas se espantem, o designUp é uma ferramenta muito completa, de relacionamento e divulgação focada em designers. Fui pesquisar mais a fundo.

Na homepage estilosa já dá pra se ter noção do que encontra, tumbs dos membros e alguns trabalhos (que por sinal muito caprichados) já dão o gostinho de quero entrar.  Algumas chamadas para o blog  e uma lista enorme de bookmarks rankeáveis, tudo isso salpicado de vários ícones de feeds RSS. Não tem jeito, o seu instinto te faz navegar pelas páginas. Descobri na minha busca uma página resumindo os serviços existentes no designUp. São eles:

Perfil e Portfolio

Esse é a primeira coisa a se fazer ao entrar no designUp: criar um perfil e fazer parte da comunidade. Você conhece e troca idéias com um pessoal que curte as mesmas coisas que você!

Como adicional, nós criamos uma página externa onde os seus trabalhos são a principal atração, sem nada para interferir. Esse é o seu portfolio público, um link que você vai poder enviar pra quem quiser ou disponibilizar em alguma outra página sua. Essa é a maneira mais prática e eficiente de mostrar seu trabalho para o mundo!

Perfil e Portfólio

Bookmark coletivo

Esse é um espaço onde você encontra inúmeros links relacionados a design, separados por tag e classificados por popularidade. Tudo isso para facilitar a sua vida! Nós designers estamos sempre procurando por ferramentas, recursos e referências para nossos trabalhos, e aqui você com certeza vai encontrar o que você precisa.

Qualquer usuário pode compartilhar quantos bookmarks quiser e achar importantes. Portanto, essa é uma área em constante expansão. Você ainda pode dar ups nos bookmarks que mais te interessarem. Assim, eles ficarão guardadinhos para quando você precisar deles. Isso cria, automaticamente, uma espécie de filtro, onde os bookmarks com mais ups ficam no topo. São os nossos usuários que determinam o que é relevante e o que não é.

Bookmarks

Imagens para inspiração

Você já ouviu a frase “Imagens falam mais do que palavras”? Pois então, nesse espaço você vai poder adicionar e compartilhar suas imagens favoritas, dentre aquelas milhares que você vê em tantos sites todo dia, e que têm o poder de nos inspirar. Dentro dessa área, você vai poder fazer buscas por tags e também por cores! Quando gostar de alguma imagem é só clicar em “favoritar”, assim você sempre terá suas imagens favoritas à mão em qualquer computador com acesso à Internet. Milhares de boas imagens compartilhadas que atendam a um requisito essencial: serem relacionadas a design! E em um único lugar!

Vale ressaltar que todas as imagens serão moderadas, para que tenhamos uma galeria de qualidade e conteúdo relevante.

Imagens para inspiração

Vagas de emprego

Está procurando uma oportunidade? Fixo, freela ou estágio? Esteja sempre atento porque novas vagas vão sendo adicionadas dia a dia. Ou então você (ou seu estúdio) está precisando de um profissional? Aqui é o lugar certo para divulgar a vaga: Nós não vamos te cobrar nem um centavo por isso e seu anúncio vai estar disponível para um extenso banco de profissionais.

Para conhecer mais e melhor visite o link.

O texto de definição dos artigos foi retirado do próprio site da designup.pro.br.

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Você tem cuidado bem do seu portfólio?

Como é avaliado o Curriculum de um DesignerÉ com essa imagem que eu quero começar um assunto muito importante na carreira de qualquer designer, não importa se ele já se consolidou ou se está na faculdade, se é diretor de arte ou estágiário. O portfólio do designer é tudo que ele tem. Mas afinal, você tem cuidado do seu portfólio? Mais ainda, você sabe o que é um portfólio?

Na wikipédia o verbete portfólio é definido assim:

Um portfólio ou portefólio (ou ainda porta-fólio) é uma lista de trabalhos de um profissional ou empresa. O portfólio é uma coleção de todo o trabalho em andamento na organização relacionado com o alcance dos objetivos do negócio. […] Consiste nos trabalhos que estão em andamento na empresa, estejam estes trabalhos relacionados de alguma forma entre si ou não. […] Em última instância, deve haver um portfólio abrangente para a organização como um todo.

O negócio começa a ficar sério quando você busca o mesmo verbete no dicionário. Veja a definição que consta no Aurélio:

s.m. (pal. ing.) Pasta flexível para guardar ou transportar papéis, documentos, fotos etc. / Álbum ou pasta, de folhas soltas ou não, com material em geral fixado (p. ex., leiautes de publicidade, fotos, trabalhos de um artista) para apresentação a outra pessoa (p. ex., clientes, editores, agências de modelos). / Fin. Carteira de títulos e/ou ativos fixos. (Forma port. pref.: portafólio.)

Sim, meus amigos, portfólio não é apenas o seu website pessoal com os trabalhos que você considera mais legais. Ele vai muito além disso e sua importância vem sendo deturpada. As possibilidade são infinitas. Ter um site com os jobs mais bonitos é apenas uma pedra da coroa que a sua carreira profissional. Existe alguns profissionais, muitos amigos meus entram nessa lista, que atualizam o seu portfólio a cada seis meses, muitos ainda esquecem dos seus e eles ficam abandonados as vezes mais de um ano.

Existem muitos tipos de portfólios vamos definir alguns deles:

Portfólio on-line – O mais usado atualmente. É fácil de gerenciar e devido as grandes quantidades de ferramentas gratuitas tem um desses já deixou de ser um mistério. Aqui você uma lista de serviços gratuitos de hospedagem de portfólios. Sua vantagem é permitir múltiplas visualizações simultâneas, não sofre deterioração do tempo e não tem limites geográficos. Atualizar também não é um problema sendo praticamente instantâneo. Suas devantagens é a sua frieza e a falta de diferenciação, por ser tão comum ter um desses é praticamente obrigatório.

Portfólio impresso – A forma mais tradicional de se apresentar os seus projetos. Um impresso bem apresentado, com capricho criatividade e ousadia garante ao designer uma boa dose de profissionalismo e impacto quando for lidar com um  cliente/empregador. Audácia é quase uma obrigação. Não vale mais uma pasta com plástico transparente com folhas em a4, isso já caiu em desuso. A desvantagem é o seu alto custo e a deterioração pelo tempo, atualizar também gera um custo.

Portfólio impresso econômico – É nesse que você deve investir o seu tempo e toda a sua criatividade. Você sabe não pode deixar na mesa de todos os clientes/empregadores uma versão do seu caríssimo portfólio, a menos que você queira trabalhar apenas para bancar isso, mas você não quer ser esquecido. É necessário deixar alguma coisa pra ele entrar em contato. Você pode até deixar um cartão de visitas mas saiba que certamente ele vai parar junto com uma pilha enorme de cartões iguais ao seu. E agora? É ai que entra os portfólios impressos econômicos. Para esse não existe regra. Impacte, surpreenda ou seja útil, a idéia é não esquecido. Ele tem que segurar e pensar “nossa, isso é muito legal!”. Vale calendários com dobraduras interessantes, porta-trecos, joguinhos, quebra cabeças, marcadores de livro, ou um case de CD (se o seu projeto requerer). Você vai mostrar seus trabalhos, contato e nome quase que subliminarmente. Dá pra mostrar qualquer trabalho nesse tipo de peça desde layouts, prints de sites, fotos de produtos e etc.

Curriculum – Sim, também é uma forma de mostar o seu trabalho. É arcaico e no meu ponto de vista obsoleto (é fácil mentir ou exagerar nele). É o mais formal e super necessário para iniciar um processo de seleção. Para o designer ele não é muito essencial, mas não pode ser esquecido. Jamais! Os não-designers precisam dele.

Lembre-se, o designer não é limitados à regras. Para nós, saber o momento certo quebrá-las é o nosso diferencial. Os exemplos citados não param por aqui. A criatividade é o limite. Sugira sempre uma nova forma de surpreender, saiba a hora de seguir e de fugir das tendências.

Você agora já sabe de fato o que é um portfólio e viu alguns exemplos mais usados. Dê a ele a atenção devida. Ele é a sua identidade profissional. A sua cara no mercado. Quando te citarem é o seu portfólio que ela vai mostrar. Separe sempre um tempo para repensar e melhorar. O retorno virá mais rápido do que você imagina!

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Segunda edição do “Rio Design Indústria”

A segunda edição do “Rio Design Indústria” vem com a mesma proposta, mas com algumas novidades. O evento, que visa promover um encontro entre a indústria e os designers, é iniciativa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) em parceria com o Senai-RJ. Desta vez, a programação inclui o lançamento do Edital de Design, uma oportunidade para captação de recursos a serem investidos em inovação através do design. Além disso, o dia todo haverá palestras e conversas, e troca de material entre os participantes. A organização do evento incentiva os inscritos a levarem bastante material de divulgação para os contatos profissionais que devem surgir durante esta edição do “Rio Design Indústria”.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site http://www.firjan.org.br/data/pages/2C908CEC2C6123AD012C64ABFCCC1F77.htm

ou pelo email faleconosco@firjan.org.br , até o dia 8 de dezembro. As vagas são limitadas.

Fonte: www.designbrasil.org.br

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Just Imagine: City visions (CNN)

Ken Yeang e Ross Lovegrove mostram como a natureza pode inspirar a criação de espaços de convivência em cidades, a partir da união de eficiência e beleza.

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