Design Cabe no Rio

Design Cabe no Rio é um projeto de concientização do Design como uma das ferramentas de desenvolvimento do no cenário carioca que há alguns anos vem se utilizando de novas disciplinas para gerar novas soluções para a cidade.

A intenção do projeto é mostrar sob a perspectiva estudantil, passando pelos âmbitos político, acadêmico, profissional e pessoal, esse novo momento em que o Rio de Janeiro está inserido. Fala também da valorização de novas disciplinas pelo poder público e pela própria sociedade, que termina com uma análise comparativa do campo que aponta certas fraquezas e pontos fortes que o Rio apresenta para o design e pontua certas mudanças para realizarmos nossas metas.

Entrevistados:

// Paula Camargo — Gerente de Design / Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Cultura / Subsecretaria de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design
// Gilberto StrunkDia Comunicação
// Fred Van Camp — ESDI-RJ (Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro)
// Janara Morenna — Designer
// Fábio Palma — Diretor IED-RJ

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Entrevista com Daniel Lieske, criador do Wormworld Saga

Conheci o trabalho de Daniel Lieske através do Wormworld Saga. É uma daquelas obras que te deixa com o queixo caído, olhando pros detalhes, tentando entender como ele conseguiu fazer aquilo. Mais que isso, a saga apresenta caminhos novos para quem tem a vontade de se aventurar no terreno das histórias em quadrinhos e acha que testes e mais testes na Marvel ou na DC podem ser desgastantes e infrutíferos.

Daniel foi extremamente gentil ao conceder a entrevista abaixo. Além de quadrinista, é artista conceitual para uma empresa de games. Disse que gastou um ano inteiro para produzir esse primeiro capítulo, trabalhando nas horas vagas. É dificil não acreditar. Vejam a entrevista (e clique nas imagens, elas ficam bem maiores, e vale a pena, garanto).

RT: Como você começou sua carreira de ilustrador?

Daniel: Quando eu saí da escola, em 1998 e tinha terminado meu serviço militar, eu consegui um estágio em um estúdio de desenvolvimento de games. Após o término do estágio, me ofereceram um emprego de tempo integral, e aí eu comecei a criar ilustrações profissionalmente.

RT: Que tipos de trabalhos você faz normalmente? Tem algum tipo que você gosta mais?

Daniel: Eu estou trabalhando como artista de games, e meu trabalho vai da arte conceitual em 2D, modelagem 3D, criação de texturas e design de interface. De todos estes, meu favorito é a arte conceitual, porque fica mais próximo da minha paixão, que é pintura digital.

RT: Você tem alguma rotina? Como é?

Daniel: Quando eu chego em casa do meu trabalho diário, de noite, eu janto com minha esposa e nosso pequeno filho, e então eu vou pro meu estúdio, e trabalho na saga de Wormwolrd por duas horas. Eu tento manter os finais de semana livres, mas nem sempre funciona.

RT: Falando em quadrinhos. Você já trabalhou para grandes editoras, como a Marvel, a DC ou outra?

Daniel: A saga de Wormworld é meu primeiro projeto de quadrinhos, e eu nunca trabalhei para editoras. E não acho que eu gostaria de trabalhar como um artista contratado para editoras como Marvel ou DC. Eles mantém os direitos  de tudo que você faz para eles, e você só fica com uma fração do dinheiro que eles fazem com sua arte.

RT: De onde veio a ideia de realizar Wormworld da maneira que você está fazendo? Você sempre pensou em se auto-publicar?

Daniel: Antes de entrar na estrada independente, eu fiz uma pequena pesquisa sobre editoras e as ofertas que elas geralmente fazem. Eu descobri que aquilo que elas pagam não vale o esforço, e os editores normalmente proibem a exibição de conteúdo livre na internet. Minha maior meta com a saga Wormworld é alcançar quantas pessoas for possível com a história. Por isso eu traduzi em tantas linguagens diferentes e também por isso é gratuito para ler. A saga de Wormworld foi lida mais de 450 mil vezes em menos de três meses. Se eu tivesse trabalhado para uma editora, isso nunca teria acontecido.

RT: Nós estamos vivendo uma explosão de novas tablets entrando no mercado. Isso afetou sua decisão sobre qual trilha você deveria usar para fazer dua Graphic Novel?

Daniel: Quando comecei a saga de Wormworld, o iPad não tinha sido anunciado ainda. Mas quando foi, eu imediatamente soube que poderia ser o equipamento perfeito para se ler minha graphic novel. Estou muito feliz em saber que haverão tantas tablets diferentes no mercado em pouco tempo, porque será uma grande oportunidade para apresentar meu trabalho na melhor forma possível para muitas pessoas.

RT: Você acha que nos próximos anos iniciativas como a sua podem redefinir o modo que lemos quadrinhos?

Daniel: Uma coisa especial sobre a saga Wormworld é que ela foi desenhada como um produto estritamente digital, desde o começo. O layout padrão para livros tem uma série de limitações do ponto de vista criativo, e se ater a esse formato vai limitar as possibilidades dos quadrinhos. Eu vejo muitas  versões digitais de quadrinhos que que são apenas transcrições das versões de papel, e eu acho que isso é um desperdício de oportunidade. Eu espero que minha visão possa inspirar outros artistas  para criar quadrinhos virtuais de verdade. Isto vai dar a eles mais opções de criação, mas também uma grande oportunidade de se auto editar de maneira fácil.

RT: Que conselho você pode dar a novos autores e artistas que estão procurando auto editar  seus trabalhos? Você acha que será possível fazer dinheiro de verdade nesse mercado?

Daniel: Eu diria para eles jogarem fora a ideia de “todo mundo que quiser ver meu trabalho tem que pagar”. Seu trabalho vai se espalhar muito mais amplamente se for gratuito e o único limite for a qualidade dele. ISSO é a real medida do seu sucesso. Se seu trabalho não se espalhar, isso é simplesmente porque não é bom o bastante, e você terá que trabalhar mais duro. Mas quando seu trabalho é bom, você vai descobrir que existem pessoas querendo te dar suporte. Hoje em dia, meus fãs me doaram mais dinheiro do que qualquer editor teria me pago para publicar meu trabalho.

RT: Você conhece o Brasil, ou algum artista daqui?

Daniel: Não conheço muito sobre o Brasil, Mas eu fiquei muito surpreso em quantos fãs daí se ofereceram para traduzir a Saga Wormworld para sua língua. Eu recebi dez vezes mais ofertas do Brasil do que de qualquer outro país e realmente me fez pensar que eu preciso visitar seu País em algum ponto no futuro. Talve exista alguma convenção de quadrinhos, ou algo do tipo. Eu adoraria visitar a América do Sul. Minha esposa tem parentes no Chile e na Argentina.

RT: Bom, acho que isso, obrigado por seu interesse!

Daniel: Obrigado pelo SEU interesse. Fico feliz em poder espalhar a ideia mais ainda pelo Brasil!

 

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Entrevista com Wally Olins na D2B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Wolff Olins é o que é hoje por conta de seus fundadores, Micheal Wolff e Wally Olins. Ambos hoje apenas emprestam seus nomes à consultoria (atualmente Olins é diretor da Saffron Brand), mas ainda são alguns dos nomes mais importantes da área de branding.

Aliás, Wally Olins é um dos principais mentores do conceito de branding. Ele e Wolff ampliaram o conceito de identidade visual além do logo, criando sistemas de identidade que compõem todo um sistema visual que apoia a comunicação da empresa, hoje um conceito muito comum entre os designers.

Em seu primeiro livro, “The Corporate Personality: na inquiry into the nature fo corporate identity” ele ampliou ainda mais essa ideia, constatando que a identidade visual é apenas uma parte da identidade da empresa como um todo, sua razão essencial de ser.

Sim. Wally Olins é uma figura-chave para os conceitos de branding que tanto queremos aprender e aplicar como diferenciais para as empresas brasileiras. Contudo, embora estejamos avançando imensamente, o Brasil ainda não está não chegou ao nível de países como a Inglaterra no que diz respeito a design estratégico.

Como muitos já sabem, em 11 de maio, teremos a oportunidade de ouvir e aprender com aqueles que estão dando continuidade ao trabalho de Wally e Michael na Wolff Olins. Marina Willer, diretora de criação, e Karl Heiselman, CEO, prometem desvendar muito da filosofia e  processos que norteiam os trabalhos da consultoria no abcDesign Conference.

Mas, até lá, você conhece a maneira de pensar de um dos seus fundadores nessa entrevista exclusiva feita para João de Souza Leite publicada na revista D2B, do GAD’. Para ler, basta baixar aqui: D2B Visualização_amarelas_BX2, vale cada palavra.

Aliás, a revista é gratuita e muito boa. Quer receber uma cópia? mande um email para ive.ruiz@gad.com.br

Fonte:

http://abcdesign.com.br/por-area/branding/entrevista-com-wally-olins-na-d2b/

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Branding e fusão de empresas – Parte 1e2

Entrevista com Marcos Machado, sócio da cosnsultoria TopBrands e professor de gestão de marcas da ESPM, que relata o que acontece com as marcas quando duas empresas se unem.

Parte 1

Parte 2

Fonte: http://www.hsm.com.br

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Empresas que se especializam em resgatar a memória de grandes marcas

Conheça os detetives que vasculham a história das grandes empresas para organizar o passado. A situação é mais comum do que parece: quando uma marca precisa, por qualquer motivo, recuperar alguma coisa que já é parte de sua história, descobre que não tem nada arquivado, ou se tem, nunca foi organizado. Faz pouco tempo que os empresários começaram a prestar atenção na importância de ter a memória da empresa em dia, mas empreendedores atentos descobriram antes que isso também pode ser um bom negócio.

Fonte: Assista aqui a entrevista em vídeo: http://migre.me/3JEH1

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Entrevista exclusiva: Theo Rosendorf, da Matador


Entrevistamos Theo Rosendorf, proprietário da Matador, uma empresa de Design com sede em Atlanta. Theo foi extremamente receptivo com nossas perguntas, e falou um pouco sobre suas origens, modo de trabalho e tipografia. Confira abaixo a íntegra da entrevista.

Rodrigo – Conte um pouco sobre você. Como você se tornou um Designer Gráfico?

Theo Rosendorf: Eu comecei no início dos anos 90, com lápis e papel, desenhando qualquer coisa. Passei muitos dias e noites na copiadora local. Tudo isso me levou a produzir designs absolutamente horríveis para pequenos negócios locais.

Eu não me tornei um Designer de verdade até que eu entendi que tipografia erao mais importante aspecto do negócio. Isso aconteceu quando eu estava fazendo tabelas financeiras para o Relatório Anual online da Coca-Cola, em 1996.

Pulando direto para o presente: Eu recentemente escrevi o livro The Typographic Desk Reference (TDR) , um dicionário de termos e formatos tipográficos. O TDR está em sua terceira edição, e esperamos começar as traduções o quanto antes. No momento, estamos em busca de um editor europeu. Quanto a minha prática em Design, atualmente eu trabalho como consultor de design para minha empresa, Matador.

Rodrigo – Eu li que você trabalha da sua própria casa, isso é verdade? Qual é sua rotina? Eu vejo que você tem clientes grandes. Você já enfrenyou alguma resistência de clientes por trabalhar de casa?

TR – Sim, eu tipicamente trabalho em casa, mas raramente enfrento resistência dos clientes por isso. Eu acho importante apontar que algumas coisas não podem ser feitas de casa. Se você precisa dirigir um time de designers de um cliente, você tem que ir até ele. Se o cliente está intimamente envolvido no processo de Design, reunir-se face-a-face talvez seja a única forma de se fazer. Quando um cliente solicita que eu vá até seu escritório, eu sempre honro o convite, mas reuniões posteriores são raras, já que meu time de designers é tipicamente composto de pessoas em várias cidades. No momento, estou trabalhando em projetos com talentos de Atlanta, Berlim e Nova York.

Meu dia normal:

11:00 – Café da manhã + notícias + email

01:00 – Trabalho

02:30 – Comer

03:00 – Trabalho

04:00 – Reunião virtual

05:00 – Trabalho

06:00 – Comer

06:30 – Reunião Virtual

07:00 – Trabalho

09:00 – Ginástica

11:00 – Comer

12:00 – Email + estratégia + trabalho administrativo

Rodrigo– Fale um pouco sobre seu processo criativo.

TR – Número 1: trabalho para manter a mim e ao cliente na mesma página, de maneira que nós todos estejamos comprometidos com o sucesso da companhia (ou produto). Eu aconcelho o cliente a evitar se tornar emocionalmente apegado a conceitos.

Todo trabalho de Design Gráfico começa e termina com conteúdo. O conteúdo e o visual tem que dar suporte um ao outro, senão você acaba com uma paródia. É incrivel quantas soluções de Design você pode ter através de cópia/edição.

Faça perguntas estúpidas. Sério. Eu tento encontrar o mais efetivo, mais equitativo ângulo para o conceito. Primeiro, eu começo olhando para o setor do cliente para ver o que não fazer. Então eu encontro aquilo que se sustenta sozinho, algo original, e exploro esse ângulo. Tudo isso requer um modo muito diferente de olhar para as coisas. Fazer perguntas estúpidas funciona bem para mim.

Tipografia. É muito simples: maus Designers não sabem como usar tipos. Meu negócio é muito focado em tipografia.

Saiba quando quebrar as regras.

Saiba quando suas ideias são ruins.

Rodrigo – Como é a vida de um Designer nos Estados Unidos? As companhias estão realmente cientes da relevância do Design?

TR – Eu presto pouca atenção ao que outros designers estão fazendo, mas acredito que atualmente está acontecendo alguma educação pública sobre o tema. Quando mais designers entram no mercado,  alguns podem reclamar de homogeinização, mas é importante notar que a qualidade do todo também acaba aumentando. Aquilo que é considerado tosco hoje foi feito profissionalmente ontem. Já não se trata de alguns designers superstars, mas um exército global de profissionais. Pessoas e empresas nos Estados Unidos estão completamente cientes da relevância do Design porque Design nos dias de hoje, é uma força para se ter ao seu lado.

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Entrevista com Adi Granov, ilustrador da Marvel Comics


Foi com muito orgulho que o blog entrevistou Adi Granov. Ele é um dos ilustradores que mais chamaram atenção nos últimos anos na indústria de quadrinhos. Dono de um estilo muito cuidadoso, muito refinado, a princípio é difícil de entender como ele produz sua arte.

Nascido em Sarajevo, hoje em dia Adi vive com sua esposa, Tamsin Isles (que faz trabalhos de colorização com ele) em Londres.

Seu design para a armadura do Homem de Ferro revitalizou o título, e o levou a ser escolhido como consultor para o primeiro e segundo filmes, como artista conceitual.

Granov foi extremamente solícito ao nos conceder a entrevista, e muito franco e direto em suas respostas.

Espero que vocês gostem! Comentem!

Adi Granov e sua esposa, Tamsin Isles

Rodrigo – Desde que idade você desenha? Você frequentou alguma escola de Artes?

Adi Granov – Comecei a desenhar muito cedo. Era um jogo divertido para mim, então eu desenhava sempre que podia. Eu frequentei uma escola de artes na Bósnia, onde nasci, onde estudei ilustração e design, e então fui para um curso de ilustração em uma faculdade em Seattle, nos Estados Unidos.

Arte conceitual para Homem de Ferro 2
A mesma arte, ainda somente em lápis

Rodrigo – Quais são suas principais influências em design e ilustração?

AG – Quadrinistas europeus, como Moebius e Liberatore, e ilustradores de posters de filmes americanos, como Richard Amsel e Drew Struzan. O designer Syd Mead tem sido uma grande influência também. Mais recentemente, eu tenho me inspirado pelos artistas japoneses Terada and Tanaka, e também por ilustradores mais contemporâneos, como Adam Hughes ou Travis Charest. Sempre fui influenciado por algo que capta meu olhar, e recentemente eu estou muito tocado por esculturas clássicas e sua poderosas representações da forma humana, que podem ser vistas bem claramente no meu trabalho de minhas capas mais recente.

Propósitto – Conte-nos um pouco sobre seu processo criativo. Como é seu dia normal de produção?

AG – Quase todo dia é um dia de produção para mim, já que meu trabalho  é inseparável do resto da minha vida. Eu geralmente gasto um logo tempo rabiscando ideias, já que eu quero criar a melhor ilustração possível, de maneira que eu apresento os melhores rascunhos para o cliente. Eu faço meus rascunhos digitalmente, o que deixa mais fácil para fazer quaisquer mudanças que sejam pedidas. Depois que o rascunho foi escolhido, eu faço um layout mais preciso baseado nele, que então imprimo do tamanho do papel que eu quero utilizar. Copio levemente o layout em papel, usando uma mesa de luz. A imagem então é desenhada em detalhe e finalizada em tons de cinza até que o trabalho tonal de luz e sombra esteja completamente finalizado. Eu então o escaneio, usando Photoshop, e trabalho as cores. Geralmente leva de dois a três dias para fazer uma ilustração com qualidade para capa. Obviamente, as vezes imagens mais simples levam apenas algumas horas, e outras, muito mais complexas podem chegar a 4-5 dias.

Rodrigo – Sua arte é muito refinada, algumas pessoas chegam a pensar que você é um artista 3D. De onde você pega referências?

AG – Em meu trabalho antigo eu costumava a fotografar referências muito mais, e tentava atingir um resultado fotorealístico. Eu não estou muito preocupado com isso mais, e tento alcançar um visual bem mais estilizado, mas preciso. Eu creio que o nível de detalhamento faz as pessoas acreditarem que é realístico, mas na verdade, eu somente baseio o trabalho de sombreamento na realidade, enquanto que as figuras são muito mais estilizadas. Eu experimentei usando 3D e fotografias em meu trabalho, mas não fiquei muito contente com os resultados, então eu tendo a não fazê-lo mais. Eu uso bonecos articulados, assim como modelos 3D e fotos para referência, mas não os uso na arte em si.

Rodrigo – Como foi a experiência de participar da produção de um blockbuster como Homem de Ferro? Quais são as grandes diferenças entre as indústrias de quadrinhos e de filmes?

AG – Da minha perspectiva, o trabalho não é tão diferente de nada que eu já faço. Eu só tentei fazer o melhor que eu pude, com os objetivos do projeto. Obviamente é sempre muito excitante estar envolvido em algo tão grande, especialmente quando o primeiro filme foi tão bem-sucedido. A grande diferença entre filmes e quadrinhos é que você passa muito tempo tentando criar o design perfeito, o que leva meses, enquanto que, nos quadrinhos você tem que seguir em frente muito rapidamente, e não tem tempo de explorar tantas direções.

RodrigoVocê está fazendo concept-art para outros filmes da Marvel? Pode dizer em quais futuros projetos você está envolvido?

AG – Eu estou neste momento trabalhando em outro grande filme da Marvel, mas infelizmente, não posso falar a respeito. Porém, tenho certeza que as pessoas podem adivinhar que projeto é, baseado em notícias divulgadas na internet*.

(*) Nota do editor – nossa aposta é que Adi Granov esteja atualmente trabalhando no filme dos Vingadores. Só um palpite.

Rodrigo – Fora os quadrinhos, você tem algum outro projeto? Se não, você pensa em fazer outros tipos de ilustração?

AG – Eu estou fazendo quase somente ilustrações para video games e filmes no momento. Quadrinhos estão na espera, até que eu termine o trabalho com esse filme que eu mencionei, assim como o video game que estou ilustrando a embalagem. Eu tenho uma série de quadrinhos aguardando, que eu vou ilustrar depois. Eu gosto de fazer diferentes tipos de coisas, pois mantém o trabalho e a vida mais interessantes, e é uma fantástica experiência de aprendizado, que transforma tudo que eu faço em produtos melhores.

Rodrigo – Você tem algum conselho para pessoas que estão entrando na profissão?

AG – Trabalho duro sempre recompensa. Nunca é fácil começar e tentar ser um artista profissional, mas bom trabalho rapidamente se transforma em sucesso, então é importante continuar produzindo o melhor trabalho que você pode. É melhor ter uma quantidade menor de trabalhos realmente bons do que uma enorme quantidade de coisas medíocres. Também é importante saber qual parte da indústria você quer trabalhar. Ter um estilo forte é vantajoso nos quadrinhos, mas as vezes é melhor conseguir fazer vários estilos se você quer trabalhar com video games. Mas no fim, não importa o que você faz, qualidade e consistência são a chave, e vão abrir muitas portas.

Rodrigo – Você conhece algum ilustrador brasileiro?

AG- Eu só conheço um artista, João Ruas, através de uma comunidade de artistas que eu sou membro. Ele faz um lindo trabalho.

Adi Granov possui um site, que você pode visitar aqui.

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Video – Palestra Stefan Sagmeister

Semana passada Stefan Segmeinster esteve no Brasil para uma série de palestras e workshops (como tinha dito por aqui)

Como estou com muita preguça de escrever muito ocupado copiei o texto do pessoal do Caligaffiti (o link do video já tinha pego no Caralivro)

Quinta feira (25/11), o designer austríaco Stefan Sagmeister veio ao Rio dar uma de suas palestras, da sua turnê pelo Brasil, trazido pela ABCDesign. Tivemos a oportunidade não só de assistir à palestra, mas também de filmar tudo pra que todos possam ver. A palestra aconteceu no excelente espaço do Planetário da Gávea.

Sagmeister é uma figura de quase 2 metros de altura, que fala humildemente de como ele busca a felicidade no design. Apesar de dirigir um escritório em NY, ele trabalha de modo muito peculiar. Certa vez, resolveu pegar 5 anos de sua aposentadoria e os distribuiu ao longo dos seus anos de trabalho, resultando em anos sabáticos a cada 7 anos. Nesses anos, o escritório fecha completamente, e Stefan e seus designers têm o tempo livre para desenvolverem o que quiserem. Ele alega que é justamente nesse tempo que vem a maioria da inspiração para os trabalhos remunerados dos anos seguintes, aumentando a qualidade e compensando o processo a longo prazo.

E ele não é o único que trabalha desse jeito. Tendo um ano sabático em cada 7 anos de trabalho para clientes, Sagmeister tem 12,5% do seu tempo reservado para ele mesmo. Desde 1930, a 3M reserva 15% de tempo livre para seus engenheiros, o que resultou em produtos como a Scotch Tape e o Post-It, de Art Fry. E não podemos esquecer do Google, famoso por dar a seus funcionários 20% de tempo sabático para perseguir projetos pessoais que eventualmente retornam como inspirações e produtos para a empresa.

Sem mais, segue a palestra na íntegra:

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Via: @caligaffiti

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Na Mídia – Redes Sociais Segmentadas

Hoje, no Jornal O Globo foi publicado no caderno de Economia na seção “Digital & Mídia” uma matéria sobre redes sociais segmentadas onde conto minhas experiências nas redes cervejeiras (Acerva Mineira, Orkut e Brejas) e de design (espaço.com/design) .

http://bit.ly/9G0Zpf

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Entrevista com o diretor e o designer da editora 2AB


Há algumas semanas a 2AB,  primeira e única editora do país especializada em design,  remodelou sua identidade visual. E, sem perder tempo, nossa equipe fez uma entrevista exclusiva com o designer responsável pelo projeto, André Beltrão, do estúdio Creamcrackers e Vitor Barreto, diretor da editora. Boa leitura.

Vamos começar apresentando os entrevistados.

André Beltrão é designer, graduado em Desenho Industrial pela PUC-Rio, onde também lecionou, e pós-graduado em Marketing pelo Ibmec/RJ (MBA executivo). Atualmente é professor no curso de design da UniverCidade e dirige o escritório carioca Studio Creamcrackers, onde coordena projetos de identidade visual, merchandising e embalagem.

Idealizou e coordenou os workshops do Studio Creamcrackers entre 2006 e 2008, onde ministrou o curso “Quanto Custa meu Design?” oito vezes. O curso foi oferecido também em congressos estudantis, como atividade oficial no 16º Ndesign, Brasília; no Sdesign, Vitória; na Charneira, Curitiba e na Semana de Design da UniverCidade, Rio. Esse workshop e as discussões que originou foram a base para o conteúdo do livro “Manual do Freela: Quanto Custa o Meu Design?”.

Vítor Barreto é designer, graduado em Desenho Industrial pela PUC-Rio e tem especialização em Publishing Management pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Em 2007 adquiriu a 2AB Editora, única editora brasileira especializada em design e, atualmente, a dirige.

Antiga identidade visual da 2AB.


Mudanças na identidade:


Nova identidade  e suas aplicações

Uso Institucional: Foi priorizada a boa legibilidade sobre diferentes fundos, considerando que a marca será aplicada tanto sobre papéis brancos como crus, kraft, sobre metal, vidro, madeira. A esta versão acrescentou-se a descrição “EDITORA”, considerando que muitas vezes a marca institucional pode ser veiculada em impressos desvinculados dos livros, para públicos que não a conhecem, como em um banner de evento, por exemplo.

Uso Editorial: Suprimiu-se a descrição “editora” e foram criadas regras que flexibilizam o uso da marca, integrando-a ao contexto dos livros.

Uso em mídias eletrônicas: Acrescentou-se volume à marca, e um campo para descrição da mídia. Ex: “2AB Web”. Esta versão também tem uso flexibilizado e pode ser animada.

Abaixo, você ainda pode conferir todos o novo manual de identidade visual da editora (exclusivo):

Jonas Rafael Rossatto – Como você vê o design no Brasil?

Vítor Barreto – Esse é um bom momento para o design no Brasil, pelo menos pela nossa ótica. Em comparação à época em que a editora começou, em 1997, o design hoje já é um campo de conhecimento que alcançou maior amplitude e reconhecimento.

A internet e as redes sociais em particular facilitaram a troca de ideias, o debate e a disseminação de conteúdo. Na minha opinião, a troca de informações é fundamental para o crescimento (em qualquer área) e com a 2AB não foi diferente.

Ao mesmo tempo, essa facilidade permitiu acesso a um gigantesco

número de referências de fora do Brasil. É o momento de se criar base por aqui também. Mostrar nossas referências, nossa produção, nosso conteúdo. E isso é feito por todos nós: blogueiros, editoras, designers, estudantes…

Jonas Rafael Rossatto – Quais as vantagens e desafios de ter uma editora voltada exclusivamente ao Design?

Vítor Barreto – Uma das grandes vantagens de publicar exclusivamente design é manter uma relação próxima com a comunidade de estudantes, professores e profissionais da área. Ao termos nossa proposta bem definida, criamos um vínculo e um compromisso com os leitores.

Por não termos nossa atenção dispersa em outras áreas, dialogamos e respiramos design o tempo todo, o que nos permite pensarmos em obras que não cumpram apenas interesses comerciais mas também que colaborem com o crescimento do design no Brasil, uma das nossas grandes preocupações.

Editoras com publicações em áreas diversas tendem a publicar títulos mais comerciais, como traduções ou obras de referência. Nós focamos em títulos práticos e objetivos e também nas obras que tratem da nossa realidade, nossas questões próprias etc. Muitas vezes são livros de vendagem mais lenta, mas que refletem muito bem nossa proposta e compromisso com o fomento do pensamento do design brasileiro.

Os desafios estão diretamente ligados às vantagens. Ao optarmos por uma área específica, como o design, somos obrigados a lidar com a dificuldade de livreiros não dedicarem uma seção na livraria para nossos livros, por exemplo (nas livrarias, design geralmente está junto de arte, desenho, pintura etc., nas mesma prateleira, como se fosse a mesma coisa).

Outra questão é a das tiragens menores, já que o público é mais restrito. Isso faz com que o giro seja mais baixo, tornando o gerenciamento de caixa e investimentos mais complicado.

Outro desafio é a oferta de títulos. Não há, ainda, grande número de autores profissionais, produzindo conteúdo para publicar. Grande parte da produção bibliográfica vem da academia, textos que demandam um trabalho intenso de edição, revisão etc. Nos últimos meses, entretanto, começamos a fazer contato com profissionais dispostos a escrever livros que muitas vezes tratam de temas que não são comumente discutidos nas universidades, como gestão, precificação, etc.

Jonas Rafael Rossatto – Como é feito o processo de escolha de livros que vão ser publicados pela editora? Há um pré requisito para uma publicação de uma obra? Quais são os critérios que você avalia?

Vítor Barreto – Buscamos lançar livros que tratem de nossa realidade. Nosso objetivo élançar livros acessíveis e que sejam realmente úteis, seja para funções práticas, seja para alimentar discussões. Avaliamos a originalidade, a oportunidade e a linguagem. Se o enfoque é interessante, a linguagem é facilmente entendida pelo público a que se propõe e o mercado tem uma lacuna temos um grande projeto.

Não há pré requisitos.

Jonas Rafael Rossatto – Qual livro você considera o melhor da editora, por que?

Vítor Barreto – Não posso eleger um melhor livro. Cada livro tem um aspecto que julgamos que o torna melhor em alguma coisa. O “Quanto custa meu design?”, de André Beltrão, por exemplo, é nosso Best-seller. “Viver de Design”, de Gilberto Strunck, é um grande ícone da bibliografia de design no Brasil e é também um campeão de vendas. Há o “Design no Brasil”, de Lucy Niemeyer, que estremeceu a comunidade acadêmica de design à época de seu lançamento, portanto é um livro muito importante.

Posso continuar citando livros, como “O que é e que nunca foi design gráfico”, de André Villas-Boas, primeiro livro a definir nossa profissão no Brasil; “Identidade e Cultura”, também do André, que trata bem desse assunto do design como manifestação cultural e da discussão do design brasileiro;”Tipografia: Uma apresentação”, primeiro livro a ensinar tipografia no Brasil e assim vamos… rs

Jonas Rafael Rossatto – O que motivou vocês a criarem um blog para a editora?

Vítor Barreto – Nossa maior motivação ao criar o blog (que será ampliado nas próximas semanas) foi continuar o trabalho do Twitter. São dois canais em que nós podemos adotar uma linguagem diferente da linguagem dos livros e dos e-mails corriqueiros com clientes.

Pensamos no blog e no twitter como uma maneira de tornar a relação da 2AB com a comunidade de design mais pessoal. Podemos mostrar, desta maneira, que pensamos em design não só como matéria-prima da empresa, mas como uma paixão, algo querealmente gostamos muito de fazer.

Jonas Rafael Rossatto – Sabemos que vocês tem diversos canais de comunicação na rede (twitter, orkut, facebook, blog). Há um profissional exclusivo para gerar conteúdo nesses meios, ou é feito por diversas pessoas?

Vítor Barreto – A participação nas redes sociais é feita por mim mesmo. Espremo meu tempo e faço o possível para participar ao máximo. Eventualmente, há a participação de colegas, que indicam discussões interessantes e informações importantes a tratarmos.

Acho importante participar desses canais de comunicação diretamente, pois é assim que tomo conhecimento de como a editora é percebida, como os livros são recebidos e o que há de mais importante sendo tratado.

Jonas Rafael Rossatto – Com o advento da tecnologia em plena expansão, quais são os seus planos em relação à venda de livros em formato de papel? Ainda há boas perspectivas de mercado, ou já pensam em migrar totalmente para ebooks, como o ipad por exemplo?

Vítor Barreto – Ainda não há planejamento certo para publicações digitais. Não temos visto motivo para pensarmos em migrar totalmente de mídia nos próximos anos. Existe ainda um grande número de leitores sem acesso aos leitores digitais e talvez isso demore um pouco para se tornar comum como os celulares, por exemplo. Existe, no entanto, algumas obras futuras que já estão com suas versões digitais previstas, mas ainda de forma complementar. Os

livros impressos tem um futuro garantido e, na minha opinião pessoal, por muito tempo.

É possível que as tiragens mudem e também a forma como os livros são tratados no futuro, de forma similar ao que ocorre com a música. Talvez um dia tenhamos um livro em formato digital e também no formato impresso, mas com características diferentes, únicas, como recursos diferenciados de impressão, personalizações etc.

Victor Almeida – O design está mais prestigiado e presente na vida das pessoas devido à ascensão de classes que o Brasil está passando?

Vítor Barreto – Prestigiado eu não sei. Presente, com certeza. A ascensão de classes permite que as pessoas tenham acesso a objetos e serviços que não tinham antes. Com isso, as preocupações com marcas, conforto, ergonomia e embalagem passam, naturalmente, a fazer parte do dia a dia dos consumidores.

Se antes comprava-se o que o bolso permitia, hoje se compra o que parece mais prático, mais fácil de usar, mais chique, mais moderno. Ao mesmo tempo que o design ganha prestígio com itens como iPhone, iPad etc., ele também ganha popularidade e proximidade com as classes mais baixas, com itens sem prestígio, mas com design, já que os fabricantes de produtos, mesmo os mais baratos, começam a entender que consumidores com poder aquisitivo se tornam mais exigentes.

Carol Holffmann – O que motivou a mudança da marca/design? Uma mudança de posicionamento não seria suficiente?

André Beltrão – A 2AB entre os designers tem uma imagem forte, consolidada, porém um grande mercado a atingir. A marca antiga era utilizada desde o inicio da editora, e o desafio inicial era redesenhar a marca sem mudar muito, um redesenho de evolução.

Ao longo do projeto, porém, identificamos questões de branding que levaram a desdobramentos do desenho da marca para seus diferentes meios de utilização (impressos e digitais). Tecnicamente, a evolução deu-se em termos de legibilidade, melhorando o uso em capas e suportes impressos sobretudo onde o papel não é branco.

Vítor Barreto – A mudança de posicionamento não bastaria. Na verdade, estamos chamando atenção para nossa nova postura, mas o posicionamento é muito parecido. Ainda somos uma editora brasileira especializada em design, que publica exclusivamente autores brasileiros. O que mudou foi que nos tornamos mais ativos e mais profissionais.

Fazendo uma analogia com a explicação gráfica da marca, antes a marca “vazava” e perdia legibilidade em certos suportes. Agora a 2AB tem um foco muito bem definido, não vaza e em qualquer contexto ela está bem definida.

Outras editoras tem publicado design com grande competência e vimos que precisávamos mostrar quem somos, o que fazemos e como fazemos, mas não queríamos parecer que estávamos com a mesma proposta delas. A mudança de identidade é uma das coisas que sinaliza esse desejo. Nos arrumamos, estamos dizendo a que viemos e vamos trabalhar muito para crescer.

Carol Holffmann – Quais são os objetivos esperados com essa mudança?

André Beltrão – O projeto novo da marca, no levantamento de dados, identificou que havia uma certa confusão com relação ao negócio da 2AB por parte de designers.

Muitos diziam ser a livraria de Copacabana, outros a editora, outros um site que vende livros. A 2AB é livraria online e editora, e planeja novos negócios. Foi importante criar uma identidade institucional, evoluída da original, que foi reforçada pela criação de papelaria e novos itens de embalagem.

Sob esta identidade, por enquanto, foram criadas outras duas, um selo para os livros e impressos e uma marca para a livraria eletrônica. Desvincular essas submarcas da principal, mantendo a identidade entre elas, no entanto, tem o objetivo de melhorar a percepção das diferentes áreas de negócios, preparando a editora para o crescimento futuro.

Vítor Barreto – A 2AB passou muitos anos com uma atuação mais passiva com relação ao mercado. Poucos lançamentos, assessoria de imprensa quase inexistente e loja virtual com atuação modesta. O relacionamento com os designers também era puramente comercial.

Após a aquisição da 2AB, era comum vermos designers que não nos conheciam ou que achavam que éramos só uma pequena livraria em Copacabana. Com o redesenho, quisemos nos posicionar como uma empresa atuante, profissional, atenta e comunicativa, mas sem perder o que havia de essencial, o compromisso com a produção editorial de qualidade.

Fizemos questão de manter a percepção de que a editora ainda mantinha a essência, pois aquela chancela de qualidade que havia nos livros precisava ser reconhecida. Mas, ao nos comunicarmos com clientes, fornecedores etc, devemos mostrar que somos uma empresa profissional (não havia papelaria nem tipografia auxiliar, por exemplo), ao mesmo tempo que o site não poderia ser a única coisa nos tornava conhecidos (por isso a marca diferente).

Carol Holffmann – Quando falamos de projetos de redesenho, devemos levar em conta, obrigatoriamente, o posicionamento da mesma perante seu público-alvo. Quais foram os outros critérios que foram levados em consideração durante o projeto?

Vítor Barreto – Além do público, levamos em conta a concorrência, a linguagem gráfica que adotaríamos nos livros (não havia projetos de design para todos os livros), os suportes onde a marca figuraria e a mensagem que gostaríamos de transmitir.

Jonas Rafael Rossatto – O design dos livros da editora são produzidos por vocês ou pelos autores?

André Beltrão – Essa também é uma questão-chave no processo de renovação da identidade 2AB. As capas e miolos dos livros tradicionalmente eram criados internamente, mas agora são criados por escritórios de design, que inclusive podem fazer intervenções na marca que é aplicada na capa. Tem sido pensados formatos diferentes, o uso de cores especiais no miolo e outros recursos de produção gráfica nos projetos editoriais.

Carol Holffmann – Porque optar por um uso diferente para a versão digital?

André Beltrão – Em primeiro lugar para diferenciar a livraria virtual da editora, como uma unidade de negócios.

A proposta para esta versão digital é poder ser aplicada em outras mídias eletrônicas, como numa tela de tv, por exemplo, quando precisa aparecer bem pequena em marca d’água. Ela foi tridimensionalizada para melhorar a legibilidade nessas situações e isto será útil em aplicações futuras, que poderão ser animadas com movimento e cores, como as vinhetas da MTV.

Carol Holffmann – Por oportunidade deste projeto de redesenho, foram estudadas outras tipografias? Seria muito interessante se compartilhasse conosco alguns estudos.

André Beltrão – Para o texto 2AB não foram estudadas novas tipografias, era condição inicial do projeto que a parte tipográfica da marca não sofresse alterações, havia preocupação com a identificação e reconhecimento pelos clientes da editora. O projeto, tendo esta parte imexível, lidou com o entorno e com sua configuração geral.

Carol Holffmann – O corte na parte superior do número 2, pode parecer um erro. Esse fato foi levado em consideração? Qual a justificativa para o corte?

André Beltrão  – A marca anterior já apresentava este corte. Sua configuração, no entanto, sugeria que o “2”era sangrado, no entanto não era, a parte tipográfica era apresentada em branco sobre o retângulo vermelho.

Essencialmente não poderíamos modificar a parte tipográfica da marca, no entanto fizemos alguns estudos completando o 2, e a marca ficou bastante desequilibrada dessa forma.

Explico: completando o número, o branco se aproximava do limite da caixa de cor, era preciso aumentar a altura da caixa de cor. Ao aumentar um pouco, visualmente o olhar convergia para o espaço acima do 2, que era mais fino que o restante, e a marca parecia torta ou desalinhada. Para eliminar esta sensação, era necessário aumentar bastante a altura da caixa, chagamos mesmo a uma forma quadrada ao invés de retangular.

Optamos no entanto, por manter a configuração anterior porque a caixa quadrada fazia com que a marca se distanciasse muito da marca original e isto fugia ao objetivo do projeto.

Victor Almeida – Há algo em específico na sua vida que lhe traz inspiração?

André Beltrão – Muitas coisas na vida trazem inspiração, mas especificamente a música é campeã. Ouço música sempre que posso, e diferentes músicas para diferentes situações inspiram projetos diferentes, moods.

Victor Almeida – “Para fechar, qual estilo literário o senhor (editor) mais gosta de ler? Ainda encontra tempo para ler?”

Vítor Barreto – Tenho pouco tempo para ler qualquer coisa que não seja trabalho. Quando posso, leio ficção (Nick Hornby, por exemplo), Graphic Novels (recente paixão) e revistas do todo tipo (muitas revistas).

Agradecimento especial a equipe de assessoria da 2AB pela atenção e também ao Victor Almeida, jornalista que nos sugeriu perguntas e com certeza é o grande responsável pela gramática correta dessa matéria.

* Fique atento, em breve mais entrevistas exclusivas.

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André Matarazzo, da Gringo: uma cabeça brilhante – e tatuada

O Gizmodo publicou uma entrevista com o André Matarazzo, dono da Gringo uma das agências mais diferentes do Brasil, prova disso é sua carteira de clientes que possúi algumas marcas como: Sony, Absolut, Coca-Cola, Windows Live. A entrevista na integra pode ser vista aqui.


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Entrevista: Jamile Tormann – iluminadora

Apresento aqui uma entrevista que a Jamile Tormann (iluminadora) concedeu ao meu blog.

Para quem desejar conhecer mais de seu trabalho, visite o site dela, sempre recheado de informações e novidades.

Segue a entrevista:

Jamile, fale um pouco sobre a sua formação e início de carreira.

Trabalho há 21 anos com iluminação. Tornei-me iluminadora graças à minha fada madrinha, Marga Ferreira, que desde os meus seis anos, me levava para os teatros gaúchos todos os finais de semana. Minha escolha profissional teve influência também em minha mãe, que foi professora de artes dramáticas, em meu pai, que chegou a ser editor de revistas, meu irmão que sempre me incentivou e por muita gente que sem saber passou por mim, e me influenciou no jeito de ver “luz”, de conceber, de agir, de pensar e de ser. Como diz Kafka: “somos a quantidade de pessoas que conhecemos”. Com 14 anos me tornei assistente de iluminação de João Acir de Oliveira, então chefe do Teatro São Pedro e, entre separar um filtro e outro, meu interesse pela área cresceu. Hoje, moro em Brasília, realizo projetos de iluminação cênica e arquitetural, sempre executado por equipes das empresas atuantes no mercado, supervisionadas por minha equipe. Como pesquisadora, investigo há seis anos a educação profissional no mundo produtivo da iluminação, com o objetivo de atuar no processo de formação, bem como de encontrar subsídios para desenvolver minha proposta de regulamentação profissional no Brasil, junto à Câmara Legislativa.

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Sou sócio-fundadora de duas associações: A Associação Brasileira de Iluminação (ABIL) e a Associação Brasileira de Iluminação Cênica (ABrIC). Coordeno o curso de especialização em Iluminação e o Master em Arquitetura, ambos do Instituto de Pós-Graduação (IPOG). Cursei Arquitetura e Urbanismo, no Rio de Janeiro, e Licenciatura Plena em Artes Visuais, em Brasília, tenho pós-graduação em Iluminação, mestrado em arquitetura.

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Quais as principais dificuldades encontradas nesse início? Como as superou?

O problema, desde sempre, foi a ausência da regulamentação da profissão de iluminador.  O governo necessita deste olhar mais apurado e urgente sobre o assunto para colocar ordem na casa. Fala-se tanto em eficiência energética e etiquetagem de edifícios, sabe-se que a economia gerada pelo entretenimento é a quarta maior do mundo, que sem luz não vivemos, e ainda assim não sabemos qual profissional estará de fato qualificado para atender estas demandas e lidar com a tecnologia de ponta que nos invade a cada dia. Quem sabe projetar com luz ? Ser projetista de iluminação é ser responsável por direcionar o olhar do outro. É ser um alfabetizador visual. É oferecer conforto luminoso para todos que quiserem nos contratar e usufruir deste prazer necessário. No entanto, ainda não há esse reconhecimento e nossa profissão sequer consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO, do Ministério do Trabalho). Somos aquele item “outros” para a lei e para os formulários que preenchemos quando, por exemplo, fazemos um check in nos hotéis. Essa é uma das razões para eu realizar uma pesquisa, por meio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, sob a coordenação da professora doutora Cláudia Naves Amorim. Esta pesquisa pretende revelar qual a importância do profissional de iluminação, sua trajetória, área de atuação, organização, atribuições, condições de trabalho e formação profissional e, ainda, se o mercado está apto a recebê-lo. A pesquisa será a base para a elaboração do projeto de lei que pretende regulamentar o setor e será apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado federal Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB/ES).

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A falta de formação do profissional de iluminação e a falta de uma metodologia de projeto, com uma linguagem unificada, são duas coisas que sempre me incomodaram muito desde o inicio. Busco desafios e tento abrir o mercado de trabalho para os que estão se formando, pesquisando e estudando, pois o empirismo acabou nos anos 90 e precisamos dar um basta a ele.

Jamile, você que também trabalha diretamente com educação, sendo coordenadora e professora do curso de pós em iluminação do IPOG, como vê a formação em iluminação nos cursos de superiores (não pós) existentes no Brasil? Falta alguma coisa?

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Não há exigência de diploma para que iluminadores/lighting designers, eu chamo “projetistas de iluminação”, possam exercer suas atividades. Não há cursos regulares de iluminação, mas sim cursos livres, esporádicos, inclusive oferecidos por empresas de iluminação.

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Os interessados devem procurar estágios com profissionais que tenham escritórios, em teatros, TVs, produtoras, lojas de iluminação, empresas de iluminação ou a indústria, para aprender na prática. Para quem tem graduação em outra área, já podem contar com os cursos de especialização em Iluminação que algumas Universidades oferecem em cidades como: Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Londrina, Fortaleza, Salvador, Aracaju, João Pessoa, Natal, Vitória, São Paulo, Florianópolis e São Luiz. Tais cursos trazem em sua grade excelentes profissionais e docentes, com uma boa proposta pedagógica e de especialização para o profissional voltar ao mercado de trabalho com formação adequada.

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Uma proposta de curso, em nível superior, poderia criar diferenciais para se crescer na profissão, seja pela aquisição de um conhecimento objetivamente sistematizado, isto é, para aplicação na vida prática do mundo produtivo, seja pela inserção do profissional no campo da pesquisa, que ainda é quase inexistente no Brasil. Eu apresentei um projeto de graduação em iluminação em 2006 mas ao longo de minha pesquisa descobri que falta mesmo é função técnica, de nível técnico, no mercado. Temos deficiência de profissionais qualificados em executarem nossos projetos. Profissionais que saibam ler o que está nas plantas e ser reconhecido como tal. Espero que a pesquisa e a regulamentação da profissão, possam ajudar a modificar para melhor o cenário da formação do profissional em iluminação, no Brasil, com o apoio da indústria, das empresas e dos profissionais deste segmento.

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Pós -formação. Qual a importância disso na vida do profissional?

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Sabe-se que o mercado de trabalho, nos dias de hoje, vem exigindo dos trabalhadores níveis de formação cada vez mais altos, para que desenvolvam competências cada vez mais refinadas, exigidas pela complexidade que caracteriza a vida em sociedade.

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Segundo relatório da UNESCO para a Educação do século XXI (UNESCO, p. 1, 2002) a Educação Profissional no Brasil está mudando. O país alertou-se para o fato de que sua população economicamente ativa não pode permanecer com tão baixos níveis de escolaridade e de formação profissional.

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Nesse contexto, a educação profissional precisa proporcionar às pessoas um nível mínimo de competências que lhes possibilitem:
– Capacidade de adaptação a um aprendizado ágil e contínuo;
– Flexibilidade na aprendizagem;
– Domínio das novas tecnologias, incorporadas ao mundo do trabalho e ao conhecimento humano;
– Refletir sobre o que diz Berger Filho, quando escreveu em 2002 sobre a educação profissional e o mundo produtivo, que “o princípio da educação profissional é o da empregabilidade, pois não adianta formar pessoas para um mercado que não existe.

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O mercado existe e isso explica meu esforço para com a educação profissional.

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Hoje existem cursos de pós-graduação em iluminação, e o acesso ao conhecimento está mais fácil do que há 10 anos. A troca de informações entre os profissionais também melhorou bastante. Existe uma demanda grande no mercado de iluminação para profissionais capacitados e, nesse sentido, se o profissional quer sobreviver ao mercado, precisa se especializar. Não tem para onde correr.

Com relação ao mercado de trabalho, percebo que fora dos grandes centros, a resistência do mercado a projetos de Lighting Design ainda é grande. O que vemos na maioria das vezes é a aplicação daqueles “splashes” de luz colorida. Qual a situação atual e as perspectivas para o Lighting Design aqui no Brasil fora dos grandes centros?

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O fazer iluminação evoluiu e transformou-se no mundo produtivo, mas não tão rápido e nítido como os equipamentos de iluminação disponíveis atualmente no mercado. A razão disto está ligada ao fato de que o material humano não é tão maleável como a aparelhagem técnica. (ROUBINE, 1998, p.182).

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Quando o assunto diz respeito aos profissionais de iluminação, o ato de intervir no espaço com a luz agrega um conjunto de ações que resultam no ato de iluminar, ato sujeito às especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis, nível de conhecimento do projetista de iluminação (lighting designer) sobre o “objeto” que vai iluminar). Ser um profissional de iluminação significa pertencer a uma categoria com funções determinadas pela natureza do trabalho e conhecimento na área, que não pode se desvincular do desenvolvimento tecnológico da área e das áreas multidisciplinares com as quais é necessário dialogar.

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O cenário de iluminação no Brasil, muitas vezes, apresenta uma dicotomia: de um lado profissionais com muita prática e sem o aprendizado teórico, e outros com muita formação teórica e nenhuma prática.

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Não se trata aqui de julgar ou atribuir valores aos tipos de formação existentes, mas, antes, questionar o que seria necessário ou suficiente em termos de formação profissional. O que está na pauta, atualmente, nas reflexões que busco nutrir juntos aos pares, junto aos alunos, por exemplo, é que o mercado de trabalho, de maneira geral, vem buscando cada vez mais o profissional com conhecimento específico, aprimorado e atualizado. Em suma, alguém com desenvoltura artística e técnica, prática e teórica. Principalmente em virtude dos avanços tecnológicos e dos altos custos dos equipamentos de iluminação, bem como a sua manutenção.

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Como o debate gira em torno de formação profissional, ou, ainda, a educação profissional e a sua relevância para as demandas do mundo produtivo, que são grandes, seria o caso de reconhecer o valor de uma formação que compreenda, no objeto de estudo, a prática e a teoria como fatores indissociáveis e complementares. Pois a teoria precisa estar vinculada à prática e esta, muitas vezes, precisa recorrer à teoria para obter respostas e soluções.

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Assim, para que isto seja viável, entretanto, o mercado de trabalho precisa se adequar e promover as adaptações que se mostrarem necessárias para responder ao conjunto de necessidades que estiverem em jogo, seja por parte do empregador, seja por parte do novo ou antigo profissional.

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A demanda é grande em centros urbanos mais populosos, mas fora deles não existe ainda a cultura de se contratar um profissional de iluminação. Muitas pessoas sequer sabem da nossa existência (profissional com formação acadêmica e pós-graduado) e quando sabem, por se tratar de algo ‘novo’, muitas vezes não querem pagar o valor que cobramos.

Quais pontos falham nesse sentido e que medidas poderiam ser tomadas visando o reconhecimento da profissão fora dos grandes centros?

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Neste contexto de idéias que citei anteriormente, é necessário promover ajustes no espírito de um novo paradigma: a educação profissional do projetista de iluminação (lighting designer). Valorizar-se o estudo, o aperfeiçoamento, a teoria e a prática – o conhecimento cientifico (realização de pesquisas) em diálogo com o conhecimento adquirido empiricamente, situações de ensino e aprendizagem em favor do profissional, em favor da produção artística, em favor do mercado. Penso que há muita demanda de trabalho, mas os profissionais e o mercado de trabalho estão mais preocupados em resolver o agora e não a sustentabilidade do mercado e do profissional qualificado. É difícil o reconhecimento deste profissional fora dos grandes centros, pois as grandes indústrias estão nas grandes capitais brasileiras. No entanto, creio que o reconhecimento, por meio de lei, da nossa profissão, ajudará muito. Os profissionais também precisam se reconhecerem e compreenderem que pertencem a um núcleo de profissionais ou a uma categoria profissional.

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Uma mostra pública – como a Luminalle, Fête dês Lumières, etc – não tornaria mais fácil a visualização por parte do mercado da diferença entre o trabalho do Lighting Designer especializado do daqueles profissionais com apenas a carga horária acadêmica de sua formação universitária? Quais as possibilidades disso acontecer aqui no Brasil mesmo que em menor porte que estas internacionais?

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No Brasil já existem alguns eventos específicos, prova de que já existe um vasto mercado nessa área e público para essas mostras. Um exemplo é a Expolux, que já está indo para a 13ª edição e a Lighting Week Brasil, que acontecerá em São Paulo, no mês de setembro de 2010. Os organizadores precisam investir no material humano e a indústria precisa investir em pesquisa. O que se tem feito é marketing cultural e não cultura de disseminação em iluminação tampouco eventos de cunho científico.

“A aplicação de elementos cênicos na iluminação arquitetural” ou “A iluminação hoje em dia tem um caráter cênico”. Frases desse tipo já caíram nos discursos de profissionais não especializados na tentativa de trazer para o seu trabalho um valor a mais. Eu particularmente não percebo o Lighting Design presente nos projetos de grandes nomes da arquitetura e Design de Interiores (nacionais e locais) e sim apenas uma iluminação melhorzinha – esteticamente falando – que a anterior. Quais os pilares que o projeto deve estar alicerçado para poder realmente ser considerado um projeto de Lighting Design?

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Meu processo de desenvolvimento de projetos é sempre criar o espaço a partir da luz, encontrar a função e o significado da luz naquela obra de arte, objeto ou espaço que estou iluminando, contar uma história com ela, depois analiso os recursos que tenho disponíveis e quais podem me auxiliar a contar esta história.  Ou seja, só depois parto para as especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis). Neste caso, creio que os principais fatores que devem ser levados em conta são:

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1º. – cuidado e atenção. Tento pensar em várias possibilidades e achar soluções eficientes para aquele projeto. Pois não existe uma solução e sim uma para cada projeto. Projetar em escala e fazer o que está ao nosso alcance, com os pés no chão. Projeto que não é executado é sonho, não é realidade. A realidade, ou seja, a implantação do projeto de luz é que nos permite fechar o círculo infinito da criação, da contemplação, da reflexão, da mudança.

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2º. – observar onde o projeto estará inserido, sob que contexto, que cultura. Que tipo de espectador ou usuário estará se apropriando dele, o quanto o usuário se apropria, o quanto este compreende os seus signos e valores, o quanto aquela luz é importante no cotidiano de vida dele. Eu acredito que a luz influenciou e influencia até hoje a vida e o comportamento das pessoas. Gosto de projetar pensando nestas questões e o quanto posso intervir e interferir neste percurso.  Procuro conhecer as pessoas, tento me familiarizar com o “modus operandi” delas.  Observo muito e fico calada. Depois, troco idéias com quem me contratou para projetar e tento trabalhar dentro da realidade local, agregando valor àquela cultura, através da iluminação.

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Concordo com o Lighting Designer mexicano Gustavo Avilés, quando diz que “a luz pode ser considerada um elo entre aspectos subjetivos e objetivos da humanidade, pois funciona como mensageiro visual que permite ao ser humano fazer diversas correlações, como medidas lineares, volumes, área, geometria, contagem do tempo, outros eventos”.

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3º. – projeto coerente ao orçamento, para que possa ser realizado integralmente.

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E por fim – a escolha dos equipamentos (abertura de facho, desenho do facho, alcance em metros da luz, potência de luz – lumens – e temperatura de cor), em virtude dos fatores supramencionados.

Finalizando, sobre a ABIL. Como e porque surgiu esta associação?

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A ABIL é uma associação, cultural e social, sem fins lucrativos, que surgiu para desenvolver o conhecimento da luz no âmbito nacional, criando assim uma cultura da luz.  Nossa missão é oferecer cursos, organizar palestras, organizar simpósios e mostras, que visam à divulgação da produção mundial das técnicas e arte de iluminar. Editar ou reeditar publicações nacionais e estrangeiras. Disponibilizar informações sobre assuntos luminotécnicos e afins de maneira mais eficaz. Mas a correria do dia-a-dia tem nos impedido de sermos mais eficientes como gostaríamos. Mas isso não anula os motivos que deram origem à Associação Brasileira de Iluminação (ABIL), isto é, a paixão pela iluminação em suas diversas linguagens e inserção no ambiente onde o ser humano interage. Já arcamos do próprio bolso a vinda de profissionais da França, Estados Unidos, Argentina, Chile, Áustria, Alemanha, além dos profissionais residentes nas várias cidades brasileiras. Tudo isso para mobilizar idéias, compartilhar experiências, produzir uma cultura da iluminação e consolidar a profissão. Nesse sentido, quero lhe parabenizar, Paulo Oliveira, por sua gestão na proliferação da cultura da iluminação, quando idealiza a realização de entrevistas com profissionais, quando administra um blog chamado Design: Ações e Críticas. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada.

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A sedução do design

O programa Milênio, da Globo News tem uma entrevista interessantissíma com o arquiteto e diretor do Design Museum de Londres, Deyan Sudjic. Conhecido por escrever vários livros como o “A Linguagem das Coisas”. A entrevista foi feita pelo Silio Boccanera.

Veja a entrevista aqui!

Confira também esse outro vídeo, feito em off com as perguntas que não foram ao ar.


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Graphic Design on the Radio

Na tradução literal Design na Rádio, é um programa online que traz entrevistas e e músicas que inspiram os entrevistados. Ficaram por um grande tempo inativos e ontem voltaram com a nova série. Vale a pena conferir!

http://www.graphicdesignontheradio.com/


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O que é Design?

[zdvideo]https://www.design.com.br/wp-content/uploads/2010/03/pericles.mp4[/zdvideo]
E chegamos ao ultimo vídeo do projeto criado pelo Centro Acadêmico de Design da PUCPR, que traz a perspectiva do design. O que é Design? como ele é visto e encarado na sociedade? finalizando com o professor Pericles Gomes. Abaixo você poderá conhecer os outros vídeos da série.

I- O que é Design? (Com Ivens Fontoura)
II – O que é Design? (Com Fernando Antonio Fountoura Bini)
III – O que é Design? (Com Lesli Reali Koenig Hess)
IV – O que é Design? (Com Alex A. Ferraresi)
V – O que é Design? (Com Marcia Elizabeth Brunetti)
VI – O que é Design? (Com Prof. Nanico Romaniello)
VII – O que é Design? (Com José Luiz Casela)
VIII – O que é Design? (Com Paulo D`assumpcao Zaniol)
IX – O que é Design? (Com Renato Bordenousky Filho)
X – O que é Design? (Com Leidemir Gabardo)
XI – O que é Design? (Com Roger Edmund Rieger)
XI – O que é Design? (Com Jaime Ramos)

E para você, o que é design?

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