ArghDesign (de passagem): Crise de Identidade

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Estou pra ver espécie com mais crise de identidade que designers. Em Curitiba existia (ou ainda existe?) uma lanchonete chamada Engenheiro dos Sanduíches. Eu simplesmente não consigo imaginar um grupo de engenheiros em um congresso debatendo a prostituição do nome da profissão usando esse estabelecimento como judas (até porque os sanduíches deles de fato eram bonzões). Mas basta uma loja qualquer adicionar “design” no nome e já tem xiita berrando aos quatro ventos sobre as injustiças da nossa profissão, a ignorância do nosso povo e por aí vai (não raro culpando a – coitada, sempre ela – falta de regulamentação). Como bom sádico que sou, não pude deixar passar a oportunidade de contribuir com mais um termo “prostituído” (o “Beer Designers” do artigo anterior).

É claro que já me irritei (e muito) com o inúmeros “designers alternativos” que existem por aí – mas depois de um tempo passei a simplesmente achar divertido (pensamento dividido por um certo grupo de hoje ex-estudantes da UFSC). Por isso mesmo estou começando uma coleção de fotos bizarras de estabelecimentos “designers”. Se já viu algum estabelecimento ou profissional “designer” em alguma rua, volte lá, tire uma foto e me mande! Vale tudo, incluindo os clássicos “hair designers” e “cake designers” – em fachadas, banners, outdoors, folders e sinalizações em geral. Só não esqueça de indicar o local onde a foto foi tirada. Todas as fotos serão publicadas aqui, com os devidos créditos, é claro! Nada impede também um certo “retoque” da foto com poses bizarras na frente da fachada/ letreiro (ou até um flash mob, se você tiver o sadismo para tanto).

Aqui vão alguns (lindos) exemplos, ambos internacionais (sim! ou acham que só o brasileiro tem direito à autocrítica?):

Clicando nas fotos há os comentários originais dos fotógrafos. Vale a pena ler…

Contribuam!

olha o e-mail: luiz.pizzani@gmail.com

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Luiz Fernando Pizzani é coordenador geral do Projeto Empreendedorargh!, uma iniciativa de cursos de curta duração, palestras e pesquisas itinerante sobre mercado de trabalho e empreendedorismo em design no Brasil. É bacharel em desenho industrial – projeto de produto pela PUCPR, pós-graduando em CBA de Gestão de Negócios pela Estação-Ibmec Business School e presta serviços de consultoria para empresas de design recém-formadas ou em fase de formação. É viciado em mudar as coisas nas quais é viciado praticamente toda semana. Não necessariamente nesta ordem.

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4 comentários

  • olha, designer que faz design pra mim é akele cara que resolve o problema/necessidade de um cliente utilizando tecnicas/conceitos/principios de formas, cores, semiótica, estética, etc, deixando o produto/resultado funcional e bonito o máximo possivel!! se um cabelereiro estuda um determinado tempo pra aprender a fazer o que ele faz, e se faz bem feito, ele já é um profissional, e se além disso ele souber colorir um cabelo com um tom que combine perfeitamente com o tom de pele da pessoa, se ele sabe o corte adequado para o formato do rosto, se ele sabe outras técnicas e conceitos sobre estética capitar, etc, e o resultado for satisfatório para o cliente dele, porque que o cara não pode chamar o trabalho dele de design??? é só uma palavra... agora eu concordo em apedrejar uma pessoa que não estuda, não tem conhecimento, faz as coisas na doida, fazendo marca com meia-lua, misturando roxo com azul marinho, e depois vem encher a boca e se chamar de designer... tsc, tem casos e casos né.
  • Só lembrando um pequeno erro de tradução aí e às vezes um mal entendido, mas cabelereiro em inglês é "hair designer" portanto não tem erro algum nestas placas a não ser esta implicância já citada de forma irônica no post.