Entrevista com Chris Sickels, ilustrador e escultor.

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É dificil não ficar embasbacado com o trabalho de Chris Sickels. Suas esculturas são tõa geniais, tão cheias de pequenos detalhes, tão vivas. Há algo de lúdico, algo que remete aos nossos brinquedos de criança que nos faz ficar observando longamente cada uma das ilustrações.

Chris foi um dos entrevistados mais simpáticos ao responder aos emails, mesmo quando eu errei seu nome. “Todo mundo erra”, disse ele,” é por isso que tenho um estúdio chamado Red Nose”. Na entrevista falamos de processo criativo, arte e familia.

Rodrigo Teixeira: (Eu sempre pergunto isso) – Qual é seu background em educação? Como você começou?

Chris Sickels: Eu me formei na Academia de Artes de Cincinnati, Ohio – EUA durante 1992-96. Foi no meu segundo ano de faculdade quando fui apresentado a profissão de ilustrador, até então eu só tinha noção real de design de produto e artes plásticas.

RT: Quais são suas maiores influências?

CS: Alexander Calder, especialmente seus primeiros circos. Tim Hawkingson, animação em stop motion, e muitos outros artistas e coisas.


RT: Você sempre sentiu que a escultura era sua midia ideal? Ou procurou outros campos, como pintura ou design?

CS: Eu me formei como pintor, e curti todos os aspectos das classes na escola, das marcenarias, fotografias, gravuras, escultura, design, tipografia, e foi depois de 4, 5 anos anos após a escola que eu realmente comecei a integrar meu amor pela escultura com minha paixão por ilustração.


RT: No estúdio Red Nose você trabalha sozinho ou tem um time com você?

CS: Sou só eu, apesar de que meus filhos geralmente me acompanham no estúdio.


RT: Você mesmo faz prospecção de clientes, ou tem um agente (isso se ainda precisar de fazer prospeção)?

CS: Definitivamente eu  ainda preciso prospectar clientes! E sim, eu tenho um agente fantástico, Magnet Reps, com quem eu tenho trabalhado por 10 anos. Colaboração em malas diretas para clientes, junto com a promoção do website e blog pela agência da Magnet Reps, a até colaboração com Frank Sturges Reps (outra agência de ilustração) para produzir um catálogo/revista  anual, The Artalog de novos trabalhos de ilustradores nos dois grupos e recursos para trabalhos em novos mercados.


RT: Eu ouvi dizer que, até recentemente, você ainda não usava uma câmera digital para fotografar seu trabalho. Isso é verdade? Porque?

CS: Até a metade de 2008 eu estava fotografando cromos de 4X5 polegadas. Mesmo depois que o laboratório local parou de revelar filmes desse tamanho, eu comprei uma mesa processadora alemã e revelava meus próprios filmes na lavanderia de casa. Quando a Polaroid parou de produzir o filme que eu usava para a iluminação preliminar e composição eu decidi que estava na hora de desistir, e começar a migrar para as digitais. Eu admito que gosto das forças do que as câmeras digitais podem produzir, mas ainda sinto falta dos dias em que segurava um slide de 4X5 na mesa de luz, curtindo a magia e o mistério do filme.


RT: Alguns dos trabalhos mais impressionantes que vi nos ultimos tempos vem de ilustradores. Existe uma discussão sem fim a respeito de se a ilustração é ou não arte. Qual a sua opinião a respeito? E como você vê o mercado de arte hoje em dia?

CS: Isso pode ser uma resposta cliché, mas vou dizer por mim: Eu faço coisas, porque eu preciso disso. Se eu sou pago para fazer algumas coisas para um cliente, e em retorno eu ganhou aquecimento e comida para meus filhos, então eu acho ótimo. Se alguém quer dizer que isso é ou não arte, é com eles. Eu só quero fazer essas coisas.


RT: Que tipo de trabalho você aprecia mais fazer: editorial ou publicidade?

CS: Eu gosto de trabalhos onde o diretor de arte e eu temos uma confiança mútua em o que fazemos. Apesar de que publicidade tende a pagar melhor,  que pode compensar pela falta de outras coisas em um trabalho particular 🙂

RT: Você tem uma rotina? Pode explicar como é seu processo criativo?

CS: Eu tento fazer meu trabalho em horário comercial, sempre que possível. Das oito as cinco, seis da tarde. Desse modo eu tenho tempo para minha família.
Um bom amigo uma vez me disse que meu processo de trabalho era como assistir a alguém fazer salsicha. Se você vê como é feito, não vai querer comer.

RT: Que tipo de materiais você usa em suas criações?

CS: Qualquer coisa, e tudo que eu puder. Eu já de tudo, de madeira, arame, espuma, comida, água em spray, peixes (tanto vivos quanto mortos), um amassador de alho, metal e lixo, pra citar alguns.


RT: Você já esteve no Brasil? Conhece algum artista ou designer daqui?

CS: Infelizmente nunca estive no Brasil (ainda).

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