Em 10 de julho de 1963 era inaugurada, no Rio de Janeiro,  a primeira escola de Desenho Industrial de nível superior do Brasil e da América Latina: a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial). O decreto que a criou foi assinado em 05/12/1962.  Esta semana, portanto, a escola completou 45 anos desde sua criação.

A princípio, a ESDI era independente, vinculada à Secretaria de Educação e Cultura da Guanabara; mais tarde, quando da fusão dos Estados da Guanabara e RJ, foi incorporada à UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Localizada no histórico e cultural bairro da Lapa, a ESDI foi eleita, em novembro deste ano, pela revista Business Week, uma das 60 melhores escolas de Design do mundo – ao  lado de instituições como Harvard e MIT (Massachusets Institute of Technology). No ano passado, ficou com a maior pontuação entre as escolas brasileiras, pelo ENADE. Outro feito foi receber o prêmio IF Gold de Design, graças a um projeto inovador:  o compensado de palmito de pupunha. Foi a primeira instituição de ensino a receber esta importante premiação, há dois anos.

O modelo de ensino da ESDI prima pelo rigor técnico e científico para o desenvolvimento de produtos de massa, a exemplo da escola de Ulm (Alemanha 1953-1968, tida como a “Bauhaus do pós-guerra”). Segue, abaixo, trecho do discurso de inauguração, feito pelo então governador Carlos Lacerda: 

“Eis que agora, depois de dois anos de lutas e de espera, graças à tenacidade e à lucidez de homens do valor do meu eminente amigo e companheiro de governo, professor Flexa Ribeiro, de homens dos quadros do Estado e me permito citar apenas um e para resumir nele os demais, o professor Lamartine Oberg , e de homens da comunidade carioca, como aqueles que aqui hoje se encontram presentes, podemos lançar as bases da Escola Superior de Desenho Industrial, que visa, além de formar quadros para a utilização devida dos materiais e para a educação do gosto e do uso funcional de uma civilização industrial nascente, visa a uma alta tarefa, esta, sim, profundamente nacionalista (…) Até esta compreensão de que podemos, como há pouco acentuava o Secretário de Educação, importar toda a vida know-how e técnica sem trazer a tudo isso uma contribuição que ouso esperar seja inovadora e surpreendente, como surpreendente e inovadora é sempre a contribuição da imaginação brasileira, se lhe põem ao alcance uma forma de se educar e de se exprimir.” 

Fonte de pesquisa: ESDI/UERJ. Texto: Luciana Ribera