marca provisória da candidatura aos Jogos Olímpicos Rio 2016


Projetos de marca como esse só reforçam a triste estatística. O que está havendo com a qualidade das marcas de eventos esportivos?

Já não chega Brasil 2014? Já não chega London 2012? Já não chega o Pan Rio 2007 (acabei engolindo/acostumando com essa marca)? Não quero saber se é provisória, se é definitiva. Só sei que mais uma vez, uma marca de evento esportivo de visibilidade mundial é apresentada a sociedade e causa zum-zum-zum (gosto de gírias antigas) de forma negativa.

Quando é que designers vão se dar conta de que falar de Rio de Janeiro e usar o Pão de Açucar ou qualquer outro símbolo turístico, é tão óbvio quanto falar de teatro e usar as máscaras da comédia e do drama ou falar de música e usar a clave de sol?

Quando será que vão perceber que pra uma comunicação tão rasa quanto essa não é preciso um designer? Isso ofende a classe de designers. Isso ofende a inteligência da sociedade.

Fico aqui raciocinando com meus botões…se não for filantropia, tem gente ganhando dinheiro muito fácil com projetos de marca feitos em 10 minutos, (pra durar 10 minutos?).

Uma marca de conceito óbvio, de proporções equivocadas, de uso tipográfico pobre. Decepcionei-me, sem desprestigiar Bauru, até porque conheço bastante gente de lá desde os idos de 2002 quando aconteceu o 12NDesign e muitos são feras.

Pra por mais lenha na fogueira, já repararam que toda vez que falam logomarca(sic) (eta termo impreciso!) o projeto apresentado tem um gosto pra lá de duvidoso?

Fica aberto aqui o espaço para o designer Rafael Alves de Lima, de Bauru, falar sobre o projeto e exclarecer dúvidas dos leitores.

Contribuição da Fernanda Monegalha e Beto Lima na lista Dg e da Carla Martins.

  • Triste a atitude destes ‘profissionais’ tentando desclassificar um colega. Óssos do ofício, ossos da vida.

  • Discordo da Deborah, e concordo com os autores do post.( Apenas acho que eles deveriam se embasar tecnicamente, para não parecer achismo. Fundamentem suas opiniões e vamos discutir os fundamentos.)

    Para valorizar uma profissão, é necessário desclassificar os que não fazem bons trabalhos. O título de médico e de engenheiro não pode ser dado a qualquer um, a menos que demonstre ter competência no que faz. Teoricamente, o diploma de uma universidade é o certificado este-cara-é-bom. Se qualquer trabalho de design TEM que ser aceito, então QUALQUER trabalho tem o mesmo peso e NÃO HÁ diferença entre bom e ruim. Os sobrinhos do cliente estão todos contratados.

    Temos que ter uma postura firme contra este corporativismo protecionista sem visão crítica. O que acontece quando não se pode ter uma postura crítica no próprio trabalho ? Paramos de evoluir, e começamos a diminuir nossas exigências. Qualquer trabalho é aceito, e qualquer pessoa faz o mesmo trabalho, sem estudo, sem suor, sem qualidade. Os sobrinhos do cliente fazem 10 logomarcas por R$ 1,00.

    Então, sem uma postura crítica, assistimos trabalhos medíocres sendo exibidos como bons. Então, sem postura corporativa (no bom sentido), testemunhamos a prostituição do mercado. Então, vamos designers talentosos indo para outras carreiras pois fica difícil competir com camelôs photoshopeiros. Estes, que photoshupam (reparou no trocadilho ? Hmm ? Hmm ? Hehheee) templates e portfólios de outros.

    Blá.

  • Parabéns pelo seu site colega! Não sou de fazer comentários, mas o seu site está mto bom mesmo, completo e bonito! Continue assim!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *