Mobilidades

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Certo dia um homem teve de andar até algum lugar, e assim como em outras áreas da invenção/inovação a preguiça falou mais alto. Ele precisava ir até lá sem se cansar. E mais rápido. E protegido da chuva. e… e… e…


O ser humano tem uma capacidade natural de mobilidade, é capaz e livre para ir de cá pra lá sempre que deseja. Quando se começa a atrelar a capacidade de mobilidade das pessoas a objetos artificiais começa-se a torna-las servas do objeto.

No livro “apocalipse motorizado” (Conrad) , que influenciou a criação do blog, é transcrita a colocação do Dr. Resnick em uma de suas aulas em Harvard. Se hoje um grupo de cientistas oferecesse a humanidade um invento que traria vantagens a uma grande quantidade de pessoas, mas que para isso 40 mil inocentes deveriam morrer todos os anos, vocês acham que a humanidade aceitaria ou não?

Será?

Pois já aceita, é o automóvel.

O maior problema do paradgma que representa a nossa sociedade automotiva é a própria cultura que foi desenvolvida sobre o carro. A maioria das pessoas simplismente não consegue maisconceber um mundo sem carro. Sem uma coisa completamente externa a existência natural das coisas. Já não se discute, não se pensa se o carro é bom ou ruim, simplismente se aceita.

Não pensar e não discutir realmente odem deixar o mundo perigoso.

“Mas Fernando, seu babaca, eu preciso ir trabalhar, eu preciso ir ao supermercado” Insira aqui outros pensamentos seus, leitor.

Existem alternativas de mobilidade além do carro.

Por exemplo como o descrito no Jornale por Zé Beto e coletado na rádio CBN

A bicicleta ganhou o Desafio Intermodal realizada ontem no final da tarde em Curitiba, em pleno horário de pico no trânsito. A disputa no trajeto entre a rua Augusto Stresser e a Prefeitura de Curitiba, passando pela Câmara Municipal, foi entre um motorista de carro, um motociclista, um usuário do transporte coletivo, dois ciclistas e um pedestre. A motorista do automóvel foi a última a chegar. O primeiro ciclista levou apenas 17 minutos para vencer o desafio, circulando em um trânsito intenso. Ele fez o chamado “ciclismo selvagem”, em velocidade, sem parar nos sinais fechados. Em segundo lugar chegou o motociclista. Depois chegou segundo ciclista, que demorou 29 minutos para cumprir o trajeto, respeitando as normas de trânsito. Em quarto lugar chegou o pedestre. Depois, o usuário do ônibus e, por fim, a motorista do carro, que levou uma hora para cumprir o trajeto. O prova marcou a posição do grupo Bicicletada, que promoveu o desafio pela adoção de políticas públicas que incentivem o uso da bicicleta como meio de transporte urbano.

Além da bicicleta existem outras alternativas a serem desenvolvidas, e pra citar um dos grandes responsávei pela sociedade automotiva “se eu tivesse ouvido meus clientes eles teriam dito que queriam um cavalo mais rápido” FORD, assim, acho que ao invés de investir horas e mais horas praticando renderização com marcadores, em fazer a roda mais estaile ou o acessório mais impressionante, vamos repensar a mobilidade, principalmente nos grandes centros onde a poluição e o estresse gerados pela quantidade de carros e seus engarrafamentos está destruindo a vida das pessoas.

Repensar. Isso é infinitamente mais importante do reusar, reciclar e reduzir.

Informações adicionais

Apocalipse Motorizado

Artigo sobre bicicleta

PS:. podem esperar, este é apenas o começo

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Distribua

2 comentários

  • Gostei desse artigo. Realmente, a tecnologia melhorou tanto nos últimos 10 anos, mas e o carro? Ainda funciona a petróleo, ainda é inseguro demais, e ainda é grande demais. Ok, entendo sobre a parte de segurança, afinal não é o carro que mata: é o motorista que é irresponsável. Sabe, ainda acho que vai chegar um dia onde todos os carros serão automáticos, que nem naquele filme com o Tom Cruise (onde ele é policial do futuro..e os carros são todos automatizados e tal - esqueci o nome). Enfim...acho que, em parte, é o designer que vai fazer isso acontecer - lógico que com a ajuda de quem entende da bagaça tecnológica. aiehaise Abraços
  • Minority Report (não sei se tá escrito certo) "a nova lei" quando passando na tela-quente, filme bom, altas tecnologias mas não foca nelas. Então, também acho que o universo do design tem muito a oferecer, tenho até umas coisas interessantes pra postar por aqui, mas será que renderings estonteantes realmente são a solução para o problema? Pq os caras mais talentosos são contratados para fazer rabiscos, e pior, ficam felizes por isso? Mas é só o inicio dessas discussões. lenha na fogueira.