Esta é a minha primeira colaboração neste site,confesso que levei tempo pensando no que escrever, sabe como é. Primeira vez…sempre tentamos deixar uma boa impressão.
Então pensei: Vou direto ao ponto, isso me trará uma das duas conseqüências:

a) As pessoas gostarão do que leram e pedirão por mais
b) As pessoas não gostarão do que leram e me expulsarão daqui aos pontapés

Seja quais forem as conseqüências deste ato, ao menos terei expressado minha opinião sobre um assunto muito em voga hoje entre designers e os ditos “dizaineres” também conhecidos como micreiros.

É claro que queremos a regulamentação de nossa atividade, e quando digo “nós” considero tão somente os designers formados e com diploma, canudo, cadeira enfim o que quer que chamem vossa experiência acadêmica, excludente, sim, mas infelizmente necessário.
A regulamentação traria benefícios evidentes e delimitaria nossas áreas de atuação diminuindo em muito o caos e confusão que reina entre profissionais, empresas e clientes.
Mas como John Kennedy dissera e eu aqui modifico, pranteio:

“Não pergunte o que o design pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo design.”

Muitos desejam a regulamentação, mas o que nós profissionais temos feito para valorizar nosso mercado?
Vontade e boas intenções todos nós carregamos, mas mediante conversas com colegas tenho notado alguns “pecados” de nossa parte e gostaria eu de enumerá-los aqui e quem sabe junto com vocês buscar soluções.

1) Designer X Micreiro:
Você tem um problema de saúde aonde quem você busca, um médico reconhecido ou um curador? Você comprará remédios com fórmula reconhecida, testada e aprovada pelo conselho federal de medicina, ou irá fazer aquele “chazin” que melhora?
Qual a diferença entre esses profissionais? Ora, a mesma diferença entre o Designer e o Micreiro, ANOS de estudo os separam.
E assim como o Médico que para nos atender nos cobra (e bem) assim devemos fazer com o nosso cliente. Vejam bem! Eu não estou dizendo para não irem fundo no bolso do cliente. Estou dizendo para cobrar o valor justo pelos trabalhos.
-Ahhh mas o micreiro cobra 200,00 reais por um site.
Verdade, mas esse site ficará tão bom quanto que feito por um profissional qualificado como você? Claro que não! Cabe a você mostrar isso ao cliente. Exemplificando as diferenças técnicas e as vantagens de se ter um designer projetando um site para a empresa.
Um empresário preocupado com a saúde de sua empresa certamente dará ouvido a tais explicações.

2) Dê o exemplo:
Somos craques em reclamar, mas será que estamos tão certos assim?
Reclamamos das condições que somos sujeitados, da discriminação e da concorrência desleal.
E muitos quando conseguem o cliente, desrespeitam prazos, e pasmem, até a entrega de projetos dando calotes homéricos em seus clientes.
Ponha-se no lugar do cliente…se após um desses calotes você precisasse de um folder, você em sã consciência recorreria a um Designer?
Sejamos profissionais em atitude e ética sobretudo.

3) Seja legal
Não digo de ser simpático, isso é mais que obrigação no dia a dia com o publico.
Trabalhamos com tecnologia de ponta. E um grande diferencial que podemos utilizar (até mesmo para justificar os gastos) é a enormidade que gastamos com nosso equipamento. Diga não a Pirataria!
Deu muito trabalho, mas com sacrifício fui legalizando os softwares daqui do meu escritório. Sim eu não posso ter o Super Windows Vista pro Mar, mas o XP me serve e bem! Não uso o mais recente Photoshop CS 2 ou 3…mas o meu Photoshop 7 é original e, pasmem, funciona!
Isso não é só uma lição para nossos clientes é algo que como brasileiros devemos carregar em nossos corações. Reclamamos de nossos políticos mas quando chega a nossa vez, será que agimos tão diferentemente deles? Pensem nisso!

O que eu queria conversar com vocês é isso, nas próximas semanas eu gostaria de ir me aprofundando nos tópicos e demais assuntos dessa “missiva” de abertura. Mas “aê” já depende da vontade de vocês!

Um grande abraço e bons trabalhos!