O que é o que é? Design Thinking

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

O que é o que é?

Projeta, mas não vive de fazer desenho técnico

comunica visualmente, mas não vive de fechar arquivo de impressão pra gráfica

pesquisa cultura e comportamento, mas não passa anos em tribos indígenas?

Agora se você não entende nada de design, administração e ciências sociais ou é analfabeto funcional, por favor, pare de ler isso.

É sério, a internet é grande, vai ver um video no youtube vai.

Ainda está afim? Então vamos conversar.

Pois bem.

Muito antes de adotar o modelo de trabalho hoje conhecido como “design thinking” eu já me preocupava com o meu futuro e com o futuro de qualquer um que se forma e segue a profissão de designer, aonde isso pode te levar? Como abordei nesse post que rendeu comentários interessantes.

Ultimamente vem pipocando pessoas falando que design thinking é hype, que isso e aquilo. Eu concordo, em termos.

“Design thinking” ou o “jeito de pensar dos profissionais de design”, que como diz Roger Martin, é um cruzamento equilibrado entre pensamento analítico (focado em dados, “lado esquerdo”, prático, etc) com o pensamento intuitivo (imaginativo, “lado direito”, contemplativo, viajante, etc). Desse cruzamento saem pessoas que, basicamente, conseguem viver nas nuvens sem tirar os pés do chão. Gente que consegue ver além das barreiras de uma empresa, mercado, produto, serviço ou marca mas que tem a capacidade de entender as limitações disso tudo e desenvolver soluções ressonantes com os principais sistemas onde será instalada, que via de regra são:

A. Sociais

Como as pessoas JÁ resolvem esse problema de alguma forma? Existe em alguma outra parte do mundo algum grupo de pessoas que já teve de lidar com isso? Como Solucionaram? Nesse ponto o papel do cientista social, na minha preferência o antropólogo, é muito importante. Ele tem a capacidade de entender as relações culturais, interpessoais e mesmo individuais além do que motiva as pessoas e níveis cognitivos, emocionais e funcionais.

Ou seja, descobrir não apenas o que as pessoas querem (cof cof marketing cof cof) mas do que elas precisam, o que faz sentido na vida delas (e não na sua prancheta).

B. Mercadológicos ou de negócios

Muito legal, as pessoas querem algo, mas dá dinheiro? (antes de mandar seu comentário comunista, leia lá embaixo “Adendo Sobre dinheiro”).

Sim amigos, parece impressionante, difícil de acreditar e diria que ofende alguns, mas a marca que vc desenvolve, o produto ou seja lá o que for TEM QUE GERAR LUCRO! E antes de criticar que “o mercado não me ouve” “os empresários não entendem o que é design” VÁ VOCÊ ENTENDER COMO LIDAR COM OS NEGÓCIOS! Vá falar a língua do empresariado, pare de usar os jargões e termologias que seus professores ficaram martelando no mundinho de faz-de-conta que virou a universidade.

Vale lembrar que o valor gerado muitas vezes não é monetário direto, pode ser uma maior presença de marca, pode ser uma solução mais sustentável que leve a empresa para um caminho mais responsável, etc. mas todos esses pontos, mais hora menos hora, se pagarão na forma de um negócio mais estável, de uma maior participação de mercado ou na preferência dos cliente.

Enfim. Entenda o mundo dos negócios, se você ignorá-lo ele vai te ignorar e acho que é óbvio quem se dá mal nessa história.

C. Técnológicos

Tudo bem. É relevante para as pessoas, ou seja, há desejo, há necessidade. Dá um bom negócio, podemos gerar valor monetário com isso.

Aí vem o “engine thinking”: Dá pra fazer?

Houve um tempo em que essa pergunta vinha primeiro, hoje com maior complexidade e possibilidade as outras duas ainda são mais importantes no sentido de que a tecnologia PODE correr atrás das outras duas coisas e é muitas vezes gerada de forma mais rápida, guardadas as proporções, fácil do que os outros dois pontos.

“Ah, mas em vários casos a tecnologia vem primeiro, mimimi” Sim, a Apple prova isso, mas também gera vários problemas e empresas guiadas APENAS pela tecnologia tem muita dificuldade em se fazer relevante para as pessoas e acabam virando commodities. A Apple tem o objetivo de encantar seus usuários, meio como o Flautista de Hamelin mas tudo bem…

E aqui vem um lembrente. Sendo a tecnologia de desenvolvimento MUITO rápido as vezes ela pode mudar as regras do jogo de uma hora pra outra, tanto para os negócios quanto para a sociedade, as pessoas não pararam de usar cavalos por que todos morreram, e criar cavalos não é mais um negócio tãããão disceminado, a forma de organização da sociedade foi transformada pela existência do carro, que dado os problemas ambientais de hoje em dia comprova uma ideia que eu tenho de que inovação guiada apenas por tecnologia, via de regra, é insustentável.

Aí vocês pensam “OK Fernando, então quer dizer que além da faculdade de Design eu devo fazer uma faculdade de ciências sociais, um mestrado em antropologia, um MBA em administração e um mestrado em Tecnologia da Informação ou alguma engenharia?”. Se você acha que conhecimento só se adquire em sala de aula amigo, seu problema é bem maior.

Leia, veja palestras, entre em sites. Estamos na era da informação disponível, você só precisa saber as palavras certas, as tags, que deve buscar.

Pra ser sincero essa é a maior contribuição do “design thinking” hoje ser uma tag EM INGLÊS para juntar os designers/não-designers do MUNDO TODO que não consigam mais olhar para o modo de projetar de um Fernando/Humberto Campana, de um Karim Rashid sem pensar “cara… tem alguma coisa de errado nisso”.

Por que “Design Thinking” é diferente de “Design” ou da tradução com cheirinho de seção da tarde “Desenho Industrial”?

Se você acha que não tem diferença é por que não conhece o assunto ou nunca trabalhou num projeto com essa pegada. Me desculpem designers, mas é a mais pura verdade, já estive do lado de lá trabalhando com gráfico, produto, moda e interiores e posso dizer com pompa e circunstância, é outra coisa.

Venho comparando o nascimento disso que chamamos “design thinking” a “saída” do design do mundo da arquitetura. Aliás, até hoje tem gente que acha que a arquitetura fornece todo o conhecimento necessário para fazer projetos de design. Também já discuti e trabalhei com pessoas com essa linha de pensamento e digo de boca cheia:

NEM A PAU JUVENAL.

Alguns arquitetos até se desenvolvem e podem sim atuar como desigers, e muito bons devo dizer, com exemplos como do Petzold e Bonancini que já faziam design no brasil antes do Wolner começar a ESDI. Mas daí a dizer que o conhecimento fornecido pela arquitetura habilita a ser designer meu amigo, são outros 500. Seria como dizer que por que pelo fato de uma boa quantidade de médicos sabe consertar seu carro uma faculdade de medicina habilita a ser mecânico. Tenham dó.

The so called Design Thinking soluciona problemas muito, mas muito, MAS MUITO mais complexos do que julga a vossa vã filosofia.

Ontem estava conversando com Thiago Fontes, sociólogo, mestre em técnicas de pesquisa e “Design Thinker” por assim dizer. Ele levantou (e concordo plenamente) que o que se convencionou a chamar de Design Thinking é uma forma de pensar que SIM já existia antes da IDEO usar como marketing deles, SIM é uma grande técnica/ferramenta/abordagem, SIM gera resultados que de outras formas nunca apareceriam e que se tudo der certo desaparecerá dentro em breve (ele aposta em 5 anos) para ser uma forma padrão de pensamento em projeto.

Vocês podem perguntar “Tá, então pra que usar o nome marotinho?” e eu respondo: Para quando eu falar com alguém sobre projetar algo ele entender que é esse tipo de projeto e não fazer cadeira que ninguém consegue sentar e são mais caras que uma casa, basicamente, ele entender que está falando com Fernando Galdino não Fernando Campana.

E a todos amigos profissionais etc que fazem design de estilo/assinado/ilustração/etc. RESPEITO VOCÊS SIM, mas vocês tem que entender que design thinking É SIM UMA ÁREA NOVA, que as habilidades necessárias nesse setor são MUITO diferentes das necessárias para ser um designer da forma como vocês conhecem. Como exemplifiquei antes, quando pensar em argumentar que design thinking é só balela e mimimi pense em conversar com um ARQUITETO (ou Públicitário para os designers gráficos) e ouvir dele que “design? ihhh, eu sei fazer, todo mundo que é formado em arquitetura/publicidade pode trabalhar como designer”.

Tão entendendo que o buraco é mais embaixo?

Agora aos que entendem a situação e quiserem conversar sobre essa nova área, essa nova aplicação para o pensamento criativo aliado a capacidade prática de desenvolver soluções muito além de “logomarcas” e produtos bunitinhos, estão convidados.

Alguns links relevantes para a conversa:

Roger Martin – Teórico de business que defende e discemina o Design Thinking como grande ferramenta de inovação em palestra na AIGA.

David Butler – Designer que se revoltou com essa postura de artista mimado do mundo do design, decidiu que bons designers devem entender de negócios e hoje é Chief Design Officer da Coca-Cola (caso não entenda, isso significa que ele se reporta DIRETAMENTE ao CEO e não está a baixo do MKT por exemplo), ou seja, toda essa reformulção que a Coca passou nos últimos anos em produtos/processos/marca não foi feito com o velho pensamento do designer artista, solitário e dono das ideias, mas através do que se padroniza chamar de deisgn thinking, goste você ou não. Assista a palestra dele também no evento da AIGA.

E outro divisor de águas Tim Brown da IDEO que, gostemos ou não, é uma das grandes responsáveis por hoje o designe ser visto pela alta cupúla das empresas como algo de extrema importância para estratégias de inovação.

Luis Arnal, CEO da in/situm (onde trabalho atualmente) fala sobre pesquisa, essa parte tão relevante e muito diferente do que é feito usualmente por designers (quando feita) e com olhar específico para américa latina, muito sobre o Brasil já que diferente da maioria das empresas da área temos escritório aqui. Pra constar, a palestra é muito engraçada, o Luis é uma figuraça.

Luis Arnal: Field Stories from Latin America, IIT Design Research Conference 2008 from IIT Institute of Design on Vimeo.

UPDATE

Video sobre o processo de Design thinking da Stanford documentado pelos próprios alunos.

As principais diferenças que eu digo existir em relação ao processo de design usual (participação do usuário e prototipação constante).

Enjoy.

Fernando Galdino – Formado em Design de Produtos pela UEM, Ecodesign pela UNINDUS (SENAI/FIEP PR) e estudioso incontrolável de gestão, empreendedorismo, inovação, antropologia, tecnologia e o que mais for necessário para desenvolver soluções complexas de forma simples.

Adendo Sobre dinheiro.

Antes de algum hippie que vive em uma fazenda de permacultura vir me jogar pedras quero lembrar da lição que um economista me deu. Dinheiro nada mais é do que a sociedade (SIM, a sociedade) te dizendo “olha, você me fez um favor, pegue estes pedaços de papel e pode me cobrar o favor de volta”. “AH, mas traficante de drogas, político corrupIto, etc. fazem mal a sociedade” SIM, FAZEM, mas estão entregando o que a sociedade PEDIU, se você continua fumando sua macoinha, dando sua cheiradinha e vendendo seu voto, amigo, vai ter alguém tirando o sustento disso pode ter certeza.

Como diz o Caíto do AntiPropaganda

Me processa.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.
Distribua

30 comentários

  • Bem, esse tipo de modo projetual é perfeitamente praticável, digo eu por exemplo não faço "logomarca" apenas, existe muita coisa que envolve esse e outros projetos. O que eu sinto é um mercado despreparado onde, trabalhar bem, fazer design de forma correta como utilizando novas metodologias etc, merece uma nova determinação. Mesma coisa com Design de Serviços, apenas uma metodologia de funcionamente integrado com algumas especificações, nada que bons escritórios já não façam.
  • Já se passaram exatos dois anos desse post mas o assunto ainda é tão recente que só reparei na data agora. Aliás, achei esse post "gugando". Que bom encontrar conteúdo tão rico e discussão de tão alto nível. O seu texto é ótimo Fernando, muito bem embasado e algumas vezes de uma ácidez na medida certa. Concordo com o que você falou, em tudo... Falar essas verdades incomoda muita gente e muita gente que não sabe ler, só ver figuras como nós designer (me incluo). Se bem que eu li todo o post e todos os comentários. Quem sabe eu estou num processo de me tornando um designer melhor? rs. Abraços e sucesso.
  • Realmente escrevi para quem é contra ou não conhece nada sobre o assunto, bem menos focado em quem já conhece. Se fizer uma busca aqui no blog por "etnografia" ou mesmo "design thinking" irá encontrar coisas mais profundas ou que casem com suas preferências de leitura, a Denise Eler por exemplo escreve muito melhor do que eu, mas obrigado pela crítica, depois de um tempo as coisas na internet pedem o contexto e fica mais complicado entender suas causas, na época o post foi feito com o exato propósito que fez com que vc não gostasse. ;)
  • Sua forma irritadiça de explicar me cansou tanto do texto que não tive vontade de ler tudo. Não sei se percebeu, mas você dedicou quase todos os parágrafos com algum tipo de resposta para quem não acredita ou não conhece o assunto. Acho que entendo o que você quis fazer com isso, mas se tornou muito desgastante ler este artigo.
  • Este termo Design Manager é tão pouco claro que o próprio Lockwood escreveu este artigo para tentar esclarecer a questão, dente outras. Lockwood_2009_Transition How to Become a More Design-Minded Organization.pdf http://docs.google.com/fileview?id=0B5yyNhdsXUiuNWU1YzU3MzAtZTQzOS00YzNkLTljZWUtYmNiMGYzZjg5MTQz&hl=en Vejam que confusão entre o Gestor de Design e o Designer Estategista! E Design da Liderança?? Tá de brincadeira, só pode! Mas dentre todos, acho o menos ruim Design Manager, porque pelo menos as empresas estão familiarizadas com o termo Gestão. Mas se esta é questão polêmica no proprio DMI....
  • Isso saiu em 2006 na Business Week sobre a busca do profissional desse tal Design Thinking: http://www.businessweek.com/magazine/content/06_41/b4004401.htm Design Management não é apenas branding, desculpe. Recomendo acessar o site do DMI (uma instituição em funcionamento desde 1975) http://www.dmi.org/dmi/html/index.htm Isso tudo é um salada só...E olha que ainda tem o povo do Service Design, do Interaction Design, do User Experience Design, etc... que estão fazendo mais ou menos as mesmas coisas, com discursos bem parecidos! Abs. @efileno
  • Vcs já viram vaga para DESIGN Thinker? Isto nao existe. Design Manager sim. Mas gestão do design é um pouco diferente do que estamos falando aqui. Gestão do Design é, obviamente, fundamentado no design thinking. Mas Design Thinking - a novidade - é mais amplo. É design da gestão inteira, ou seja, design do negócio. Recomendo o livro do Roger Martin: Design of Business. DT é adoção do mindset dos designer na solução de problemas sociais e corporativos. Isto vai além de gestão do design (que neste caso está bem restrito a branding). Acho que fica mais fácil entender DT qdo pensamos nas metodologias de design aplicados a problemas sociais, onde branding não é o centro da questão. De qq forma, a discussão é super válida. Acho que esta explosão de termos nao ajuda muito. Que devemos simplificar, mas que para tanto, temos de fazer isso: discutir. A gestão do design em uma empresa que tem o DT como modelo de gestao tem certos pressupostos: o cargo tem de estar diretamente ligada à diretoria e deve atuar tranversalmente, ou seja, dialogar, dar suporte e orientação estratégica para todas as demais áreas. Esta é nossa próxima conquista no Brasil. Este reconhecimento. Em um novo post, pretendo compartilhar com vcs minha experiência no Isvor Fiat. Beijo
  • Mas, Renato Se História do Design não é DT, o que as Escolas tem ensinado? (Pura provocação...) As Escolas nao ensinam que o designer tem uma forma particular de resolver problemas. Nem apresenta Design como metodologia para resolver problemas. Historia do Design é História do design thinking (em minúsculas mesmo). Acredito que, com o tempo, nao vamos mais falar em DT mas só em DESIGN-DRIVEN INNOVATION (onde está subtendido dt). Design thinking é meio. O que as empresas querem é RESULTADOS. Hoje é importante dar esta ênfase no meio para diferenciá-los dos demais (outros meios que ja tiveram seus refletores 5Sigmas, Reengenharia, Qualiodade Total...). Portanto, designers, vamos nos unir. Custamos tanto para conseguir este reconhecimento. Vamos ler mais sobre negócios: C. K. Prahalad, Michael Porter, Roger Martin. Como eu falo com meus alunos, se ficarmos só olhando anuários de criação e revista Zupi....
  • Bacana estar rolando esse debate sobre Design Thinking. Até que enfim, vejo os designers se interessando pelo assunto (precisamos ampliar a outros meios). Quando comecei a estudar (e a trabalhar) em 1999 sobre esse namoro do design com a administração e posteriormente com as ciências sociais, percebia uma enorme lacuna entre o que nós fazíamos e o que o empresariado e a sociedade queria/necessitava. Nessa época, nós do Centro de Design Paraná e mais um povo de fora (DMI, Design Council UK e outros design centers) chamávamos de Design Management. Era o casamento do design com a administração (o que resultou na minha pós graduação em Gestão na FAE..hehe). Estudar esse assunto na época foi importante para conhecer outros mundos, como da gestão de projetos e do business. A IDEO nessa época já corria na frente como um escritório de vanguarda e utilizava fortemente um "design management diferenciado"...pois havia uma varíavel nova aqui: Design Centrado no Usuário. E como eles faziam isso? Pesquisando com pessoas! Só que para isso, os designers IDEO não iam estudar antropologia...eles trabalhavam em conjunto com antropólogos. O nome disso é MULTIDISCIPLINARIDADE (algo que se fala muito no mundo do design e que não há muita coisa na prática). A IDEO leva a multidisciplinaridade na prática e por isso é referência! Hoje, o termo Design Management já se encontra embolorado e o que vem é Design Thinking, com seus 3 pilares (Gente, Negócio e Tecnologia). Pensar Design é pensar em pessoas, pensar em viabilidade econômica e pensar em viabilidade tecnológica, sem tirar de foco todo o processo de design. Gosto de tratar o Design Thinking como um avanço na dimensão do design, pois coloca o design em um patamar mais próximo das pessoas, através dessa perspectiva centrada no usuário e mais próximo da alta gerência e dos investidores, pois estamos falando a mesma língua e utilizando as mesmas ferramentas de gestão. Dizer que o Design Thinking é um design bem feito está correto? Claro que está correto. Dizer que Design Thinking pode ser tratado apenas como o bom e velho design está correto? Claro que está correto. Pensar Design significa uma visita a concepção de design, que ficou adormecida: não se pode pensar design sem levarmos em conta as pessoas que utilizarão nossos produtos/serviços e o modelo de negócio que irá sustentar esse produto/serviço. Saímos dessa dicotomia simplória de forma e função e acrescentamos outras dimensões. Estamos indo além da estética. Pensar design é olhar para trás, ir em busca dos princípios do design, viver o presente ao alinhar os 3 pilares e focar o design no futuro, lançando-o a outros patamares dentro da sociedade. Abs, Érico Fernandes Fileno, M.Sc. Senior Interaction Designer @ CESAR Coordenador IxDA Curitiba - Interaction Design Association Co-fundador Instituto Faber-Ludens de Design de Interação PS: O que me motivou querer trabalhar no CESAR (http://www.cesar.org.br), onde estou hoje há 2 anos é por trabalhar esses 3 pilares fortemente dentro de uma equipe multidisciplinar. Aqui no CESAR, como lá no começo no Centro de Design, vejo na prática a importância que design tem para a sociedade e para os negócios.
  • Denise, muito boa essa diferenciação entre dt e DT. Para mim resolveu o problema de terminologia, obrigado! Em relação ao ensino, penso que demora um tempo até um novo conhecimento (no caso do Design, uma nova prática) chegar na sala de aula. E quem sabe mais para frente os conceitos do DT já venham incorporados na disciplina de Projeto e o DT vire uma aula na disciplina de História do Design. Acho que o ponto chave da discussão é bem esse que o Cuducos colocou no post dele, existe o Design teórico como o do Maldonado e o Design prático distorcido em relação ao teórico. O Design Thinking conseguiu colocar em prática o Design teórico. Galdino, não é só colocar a mão na massa. Essa discussão garanto que ajudou e vai ajudar muita gente a entender melhor o DT. Pelo menos para mim ajudou bastante. Obrigado a todos e principalmente Galdino, Cuducos e Denise pelas iluminações.
  • Cezar, por isso que acho interessante o termo design thinking, ele fala do "como se faz" não "o que se faz". Mas existem outras se preferir, design estratégico - pedante? - innovation strategy - já q inovação normalmente é a principal busca do processo de projeto. Por aí vai. Vamos seguir fazedno, seja lá o que for, cada vez mais e como disse, usar "design thinking" como uma tag para desenvolvermos papos como esses.
  • Eu espero que ele não fique SÓ nos cursos de Design, hoje DT só tem a relevancia que tem por que pessoal de gestão (nível CEO) vê a coisa funcionando e caras como pessoal da insitum, da ideo e mais um crescente grupo conseguem defender e demonstrar suas ideias num nível que os designers nunca conseguiram, no nível que o Cuducos clama no seu TCC (que eu li e fui muito influenciado por lá para os idos de 2006). Quanto a academia existem algumas entradas. Um dos maiores teórico/práticos do mundo é brasileiro, curitibano e é diretor do departamento de inovação da UFPR, Kleber Puchaski (PhD pelo RCA), vejo muita coisa boa vindo de curitiba. São Paulo tem alguns núcleos (como o Tenny na ESPM) e o curso de design estratégico do IED. A coisa vem acontecendo já mas duvido que se mantenha junto do design por muito tempo. Os designers de estilo e ilustradores não querem (e nem precisam ser) grandes planejadores e solucionadores dos problemas cabeludos que o DT se propõe, por isso, a meu ver, a ruptura é iminente.
  • Mas vocês concordam que há implicações para o ensino de design? Não se fala em stakeholders nos cursos de graduação que conheço, nem nos de pós e técnicos. A visão do estudante é literalmente limitada aos cliente/usuários do produto. Do ponto de vista acadêmico, o que justifica a postura padrão dos designers no mercado de trabalho, falta abordar os problemas, de forma sistêmica, mesmo os que culminam em “mera” produção de artefatos. Então, concordo que DT sempre existiu, mas que a maioria dos designers não está confortável com este recente status da profissão justamente porque não foram educados nesta visão. Alguns adquiriram estas competências em pensar sistemicamente por mérito próprio, como Tim Brown testemunha em recente vídeo no TED. Da mesma forma que as escolas de negócio estão revendo sua ênfase na prática do pensamento puramente analítico, inserindo o DT em suas grades curriculares, penso que as Escolas de Design devem rever seus planos de ensino para que os novos profissionais sejam melhor preparados para serem protagonistas de todo tipo de transformãção social que nossa época demanda, muito em função da crise ambiental. Um beijo para vcs ;*
  • Ô Fernando, muito esclaredor. Bom trabalho. Concordo com (quase) tudo que você colocou aí. A birra que eu tenho com essa expressão é mais de terminologia do que qualquer outra coisa. Vou tentar explicar, e não sei se vou conseguir, porque eu reconheço que ainda não tenho um entedimento completo sobre o que é esse Design Thinking. Veja se eu entendi certo. Você está dizendo que Design Thinking é o pensamento projetual (que já é estudado desde a década de 60), que teve sua relação com a tecnologia intensificada pelo surgimento da sociedade da informação, atualizado com os conhecimentos das ciências sociais (como a antropologia) e aplicado no nível estratégico aos negócios. A expressão Design Thinking para mim passa uma idéia de estar falando da essência da área (do saber, pensar e agir projetual) que é menos dependente de capitalismo, socialismo etc. Então, se a expressão tivesse mais relacionada com uma palavra tipo "Business" (aparentemente foi o que o Roger Martin tentou fazer), eu não me incomodaria tanto. Em relação às contribuições das ciências sociais para o Design, tenho minhas dúvidas sobre o quando é benéfico para a área do jeito que está sendo feito. Recomendo ler esse artigo sobre o assunto: http://www.designemartigos.com.br/a-multidisciplinaridade-no-ensino-do-design/ Quando à sociedade da informação, com certeza trouxe novas variáveis que fizeram surigir áreas como design de interação, design de serviços. Mas a essência continua lá, é o pensamento projetual. Resumindo, se Design Thinking significasse apenas pensamento projetual, eu concordaria com seu uso. Como colocaram outros significados que só atrapalham o entendimento, eu discordo. Mas isso é a humilde de opinião de um designer tentando entender a epistemologia e praxiologia da sua área de atuação. Tenho minhas dúvidas se existe esse mérito do Design Thinking em deixar mais claro para os leigos o que está por trás do design de produto, gráfico, de moda e de interiores. Veja que eu, que sou formado em design, estou me batendo para entender o que é isso que estão chamando de Design Thinking. Na minha humilde opinião, o balanço final dessa história vai ser aumentar a dificuldade que as pessoas têm para entender o que diabos é Design.
  • Sobre nomenclaturas é difícil criar uma ou mesmo manter. Ou termo que está pegando é Inovação e acredito que se aparecer algum curso universitário para isso bebera MUITO na fonte do "design thinking". João, falei as principais diferenças que vejo, pra mim são muito claras. Vou me esforçar para que essa seja a última vez que discuto isso com designers, vou me esforçar para executar mais projetos e ter provas cabais e práticas de que essa nova (sim, nova) forma de pensar pode trazer benefícios gigantescos. Pretendo caminhar cada vez mais para o universo de negócios e gestão, levar esse papo para as mesas de CEOs por aí. Pano pra manga... Obrigado pelos comentários pessoal, isso está me ajudando muito.
  • Eu concordo com o Cuducos, como ja tinha comentado no Espaço com Design. Como o Fernando colocou, o design foi sendo cada vez mais vinculado a estética, e os próprios profissionais sendo direcionados para isso, seja pelo mercado, seja pela própria universidade. Porém históricamente a concepçao de design e design thinking é igual. Porém, pq nao se aplicavam certos conceitos de pesquisa na época da Bauhaus e que hj o “Design Thinking” trouxe a tona? Justamente pq os tempos são outros, o mercado é outro, oq não era necessário em 1940 hj é necessário. As pessoas estão diferentes, com mais instruçao, com uma maior gama de escolhas, com mais capacidade de comunicaçao, com poder de participaçao. E o design trabalhando com comunicaçao deve evoluir junto com essa atual situaçao social. Concluindo concordo com o Cuducos que o design Thinking não é nada mais senão o design bem feito e entendo o Fernando em defender um nome diferente para uma noção “contemporanea” do design.
  • Comentário da Denise Eler ( http://www.eler.com.br/ ) no post do Cuducos que acredito resolver boa parte do problema. http://www.meiaduzia.com.br/culturaemprocesso/2010/06/18/design-thinking-ou-design-bem-feito Denise Eler 19/06/2010 12:21 Olá, rapazes Parabéns pelo post e comentário. É sempre bom ter interlocutores com embasamento teórico para discutir qq assunto, em especial, design. Eu entendo design thinking de duas formas, e recentemente tiver a oportunidade de expo-las para Tom Kelley na ocasiao de sua vinda a BH: dt (com letras minusculas) é a forma como os designers resolvem problemas. Isto tem mudado desde o início da atividade como profissão. Design já foi orientado às tecnologias, hoje é (deveria ser) orientado aos usuários, e passará a ser orientado à humanidade (incluindo parâmetros de sustentabilidade ambiental em sua prática projetual). Já DT (nome próprio), é um fenômeno contemporâneo e define a aplicação das metodologias de design na solução de problemas sociais e de negócios (em complemento a problemas de produção de artefatos – uma prática reducionista, como vc pontuaram). Acredito que estamos recuperando nosso ethos original sim, mas que também avançamos muito em termos de práticas inovadoras e estruturadas. O design nunca foi visto como produtor de teoria, mas como uma atividade prescritiva. Acontece que a area amadureceu tanto que tem criado sua propria epstemologia. Que a forma de pensar dos designers tenha sido primeiro objeto de estudo e, agora, modelo para gestores de empresas públicas e privadas é algo a ser comemorado, em minha opinião.
  • O Tenny deu um tapa na cara de todo mundo (inclusive na minha de certa forma) neste post: http://designdeservicosbrasil.blogspot.com/2010/06/quando-o-designer-e-o-problema.html "Quando o Designer é o problema Tenho acompanhado diversas discussões, acaloradas, sobre a definição de Design Thinking e eu considero a maioria dessas discussões uma perda enorme de energia fundamental. Se você investir no fazer, metade dessa energia que gasta em explicar, eu te garanto que grande parte dos seus problemas de comunicação será resolvido. Parte fundamental do Design Thinking é o conceito de "show, don't tell" e é nesse ponto que muitos designers tem pecado fundamentalmente. Primeiro porque, designers são excelentes "doers" mas não necessariamente excelentes "talkers". No quesito "contar histórias" marketeiros possuem uma vantagem crucial em cima dos criativos do design, com uma linguagem mais direcionada ao negócio e uma abordagem mais vendedora para suas idéias. Ou seja, a melhor estratégia para um designer realmente pode ser a de se ater ao fazer ao invés do falar, assumindo a responsabilidade e se apresentando na prática à altura de uma participação mais ativa no negócio. Mas para isso Designers devem estar à altura da discussão, do business talk, ou seja, parar de FALAR que "Design não é só a capinha estética" e tornar isso REAL. O que eu quero dizer com isso é: Antes de você explicar para alguém na sua empresa que o design deveria estar mais envolvido em todos os processos e não apenas nas fases finais de embelezamento, se pergunte se você está a altura do desafio, se você possui um entendimento profundo dos modelos de negócio da empresa e a linguagem correta, para que as suas opiniões possam valer em uma discussão na sala do board na qual o marketing e outros departamentos estarão preparados e ávidos para contribuir. Se a resposta for não, quem está tratando Design como fútil, na verdade, é você." FIM DO POST. Nesse momento só posso dizer que dou louco para compartilhar as coisas com todos mas todos os projetos em que estou envolvido são de alta confidencialidade.
  • As vezes eu fico vendo o povo querendo usar design pra resolver algo que se resolve sem design. Muitos executivos não fazem nem o dever de casa, começam um negócio completamente pela intuição e depois querem tentar consertar os erros com o pensamento do design. Que tal aprender o arroz com feijão primeiro e fazer o dever de casa antes? Às vezes os designers são chamados para fazer o que eu chamo de "enfeitar o cocô". Gastam horas se debruçando sobre problemas que não deveriam ser tratados por eles. O design thinking é uma ótima oportunidade para que o executivo jogue a culpa da sua incompetência sobre os outros e não admita que tomou um monte de decisões erradas sobre o produto, o preço, os canais de distribuição, a comunicação, a evidência física/prova material, os processos, as pessoas, etc.
  • Abaixo segue um comentário feito no post-resposta do Cuducos (link http://www.meiaduzia.com.br/culturaemprocesso/2010/06/18/design-thinking-ou-design-bem-feito ) mas é relevante para o papo aqui então copio. Concordo. Primeiro. Problema é o seguinte, como já disse, nesse periodo entre bauhaus até aparecimento disso q chamamos design thinking (e acho q tu esqueceu de citar os Eames, a meu ver muito relevantes por terem uma PRODUÇÃO teórica E pratica ASSOMBROSA)nesse meio tempo design virou cadeirinha bonita (design forniture), roupa de marca (designer cloths) e por aí vai. A SOCIEDADE escolheu dar esse sentido ao termo, é assim que o mundo lá fora lê design, é isso que esperam de design. Aí te pergunto. O que é mais arrogante? Dizer que toda a humanidade está errada, isso considerando público em geral e SIM boa parte dos profissionais que atuam na área e que ambos sabemos que o grosso pensa dessa forma. Dizer que TODOS devem achar outro nome para o que fazem q design de verdade o buraco é mais embaixo. OU. Reconhecer que "ok pessoal, é isso que vocês chama de design? o ápice disso é uma cadeira desconfortável? OK BELEZA! Não é isso que eu estou fazendo e vou chamar o que eu faço de outra coisa" Pq pra ser sincero cuducos, nesse caso, é pura questão democrática. Tem tanta gente achando q design é o troço errado e mudar isso é uma missão impossível que sim, vale a pena desenvolver essa nova área. Segundo. Se o que vem se convencionando a chamar de "design thinking" usa: Outras bases teóricas muito além das usadas pelo pessoal da bauhaus; resolve OUTROS PROBLEMAS que são SIM muito mais complexos do que os resolvidos pelos alemães um século atrás, sustentabilidade e globalização para citar dois dos mais cabeludos, e se o MINDSET de projeto é diferente pois conta mais com o usuário no processo de "criação" (antigamente esse só chegava no final) e prototipagem CONSTANTE (outra que só aparecia no final) e ainda hoje é ensinada dessa fomra, cheia de nominhos e melindres como mock-up, modelo volumétrico bla bla bal que até profissionais tem dificuldade de diferenciar onde é um onde é outro. Cara, quantas mudações determinada espécie precisa sofrer para poder dizer que existe uma nova espécie? Pq fato. O design que eu faço não é o que o mercado entende como design. E que eu só não, que algumas grandes consultorias no mundo. Não há caminho de volta, não será possível mudar o que o mundo entende hoje por design, leia-se fútil, raso, frívolo, supérfluo. É sim uma nova área nascendo e estou do outro lado da trincheira.
  • Vivian, é por aí... mas acho q vc é um pouco esperençosa demais com os designers q estão saindo das faculdades por aí... E mais importante é separar profissional da área de atuação. Não é escopo do design clássico as coisas que são escopo do tal design thinking, o jeito de fazer e de pensar muda bastante e principalmente o papel do designer, q sai do protagonismo para o backstage, não é atoa que você tem várias EMPRESAS e ORGANIZAÇÔES q trabalham nessa área e poucos grandes nomes, poucas estrelas, é um consequência dessa pegada.
  • Antes de mais nada, chega a parecer que vcs nem leram o que eu escrevi por inteiro, mas tudo bem... Cuducos, Bill, quem hoje em dia sace o que é o DESIGN do qual vcs estão falando? Eu sei, meia dúzia de designers sabe, quem mais? Pra geral design é móvel caro e ruim de usar, coisa bonita e cara. Tô maluco por acaso? É assim q o povo vê. E o empresário? Pra ele designer é, na maioria das vezes, o cara q não conhece o negócio dele, não sabe como as coisas funcionam, se interessa pouco em saber, FAZ MUITO POUCO, cobra caro e não mostra resultado prático do trabalho. Salvo uma minoria, é mais ou menos isso. E outra. O que se convencionou no mercado a chamar de "design" está longe de ser o bem feito daí quem faz o bem feito não quer ser confundido com essa galera, DAÍ nasce essa outra categoria que, ao contrário do que o Willian pensa, é nova em relação as outras SIM, tão novo quando o design foi a 80 anos em relação a arquitetura e engenharia. As 2 grandes diferenças entre DT do pensamento do "design clássico". -Pesquisa. As técnicas, o “roubo” da etnografia mas além disso qualquer coisa que ajude o profissional a criar EMPATIA, a habilidade de se colocar no lugar do usuáro e projetar PRA ELE. Em casa temos um ventilador bem bonito projetado por um dos maiores nomes do design nacional, MAS SIMPLISMENTE IMPOSSÍVEL DE ABRIR PRA LIMPAR! O mesmo acontece com o onibus q vc pega, os caras q projetam onibus, em sua maioria, NÃO ANDAM DE ONIBUS! Dando nomes as coisas categorizamos e arupamos em universos maiores e conseguimos contruir mais dentro da caixinha, por isso q evito etnografia hj em dia e prefiro técnicas para empatia. Dentro disso vem a co-criação, que é o uso de técnicas para trazer o usuário para a posição de projeto, para q ele crie junto seja lá o q for pelo simples fato de que esse cara será o usuário e conhece melhor as próprias necessidades do q a gente – ressalva para algumas vezes em q ele tem dificuldades mas está tão adaptado q nem percebe, nessas horas a etnografia cumpre um papel fundamental. 2- Prototipação TODOS os altores clássicos trazem o protótpo como estágio final de desenvolvimento, no metodo q usamos o protótipo pode vir A QUALQUER MOMENTO e QUALQUER COISA É UM PROTÓTIPO. Mocape? Sketch? Modelo volumétrico, é tudo protótipo! Qualquer coisa q vc faça pra testar uma ideia é protótipo e essa história de esperar pro final é conversa, erre antes pra errar barato e rápido, teste tudo “uma imagem é melhor q mil palavras, um protótipo é melhor q mil imagens”.
  • Concordo que tem uma nova área de atuação chamada "design thinking". A questão é que todos os designers bem formados possuem esse modelo de pensamento, e é isso que algumas pessoas não conseguiram entender e as vezes tacham de mimimi de artista (o que é um contrasenso), dado que designers e artistas são duas espécimes diferentes. O tempo moderninho "design thinking" foi assim criado porque ele EMPRESTA do design o modelo de pensamento que os designers aprendem para criar e gerar suas soluções. Um modelo de pensamento que sim, não é novo e sim, todo designer bem formado já possui. A coisa nova que o "design thinking" traz é aplicar isso fora do âmbito que os designers normalmente trabalham (criação de produto, internet, gráfico, etc), mas sim a negócios variados (pra falar de uma maneira ampla). Dessa maneira, posso dizer que todo bom designer possui o "design thinking" (no sentido de forma de pensamento), mas não necessariamente trabalha com "design thinking" (no sentido da aplicação do pensamento a áreas diversas). Acredito que a "habilidade" já é inerente ao bom designer. O que um designer que quer se aventurar nessa área precisa não é a habilidade (que ele já tem, ao contrario de um administrador, engenheiro ou business people normal), mas sim precisa mudar o foco do seu trabalho e se especializar e entender melhor a área na qual ele irá aplicar o design thinking.
  • Para mim como o amigo (Cucudos) disse, o DESIGN, o verdadeiro design, sempre foi esse tal de "Design Thinking". Concerteza não é uma ÁREA NOVA que nem você citou, e sim é a maneira correta de como o design deve ser aplicado. Mas agora acabaram inventando um nome BONITINHO para quem faz design de verdade. Estou de acordo com as abordagens do "design thinking", so que isso sempre existiu, e o nome disso é DESIGN. POR FAVOR, NÃO É UMA ÁREA NOVA!!!
  • Cara...ando lendo muito sobre esse tal de design thinking. Acho que, como o Cuducos falou, nao é mais do que um termo bonitinho pra um design bem feito. Infelizmente no Brasil o design é visto como uma profissao limitada (talvez por nao estar taaaaooo bem posicionada entre as outras profissoes no meio da comunicação). Nao é a toa que procurei fazer cadeiras de antropologia e psicologia na faculdade, sentia falta disso no design (ou como eu enxergo a profissao de designer). Talvez seja mesmo necessario a criaçao desse "termo" novo para que alguns profissionais se deem conta que um "Bom designer" possa sair da criação e auxiliar com ideias inovadoras para criaçao de produtos, serviços, ou até a gestão de uma empresa.
  • Ola, Assim como o Wagner eu tambem achei esse post "googando" e era exatamente o que eu procurava! (obrigada Fernando) Venho da área de comunicaçào e estou migrando para design thinkin mas ainda é algo novo para mim e acredito,para todos, entào qualquer informaçao com conteúdo, e principalmente que gere discussòes ricas como estas sao muito validas e bem vindas. Abs a todos