Um pouco de história da Iluminação

Tem material novo na coletânea da arquivos do Laboratório de Iluminação – http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/

Trata-se do texto “Luminotecnia teatral en la primera mitad del siglo XIX: de la herencia barroca a la introducción del gas” de Juan P. Arregui, originalmente publicado no no. 3 da revista STICHOMYTHIA em 2005.

O autor traça uma análise histórica da iluminação cênica no ocidente, que vai do barroco até a tecnologia de iluminação á gás.
O texto pode ser lido ou baixado em extensão “PDF” no link:
http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/C%eanica/Hist%f3ria/Luminotecnia%20teatral%20en%20la%20primera%20mitad%20del%20siglo%20XIX.pdf
Dica enviada pelo LD Valmir Perez

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Interposições profissionais e confronto direto

Dando sequência, mais uma parte de minha monografia.

Um dos maiores problemas enfrentados pelos profissionais de Design, principalmente os de Interiores e Ambientes.

Esta área nasceu da arquitetura como complemento do espaço arquitetônico construído, porém, presa a esta área, acabou por estagnar-se e virando uma releitura infindável de espaços já projetados.

Com o advento dos profissionais formados especificamente em Design de Interiores/Ambientes percebeu-se uma mudança ampla e profunda na construção projetual dos ambientes com diferenças fundamentais e significativas na arte de elaborar os projetos.

Isso intrigou os profissionais que vinham trabalhando livremente nesta área, especificamente alguns arquitetos que atuam exclusivamente com Decoração de Interiores, pois estes começaram a perder um nicho de mercado sempre disponível e rentável. Vale lembrar que, com a queda do mercado de arquitetura nas décadas de 70 e 80, os arquitetos migraram para a área de decoração como forma de manter-se no mercado. Decoração que até então era tida como uma profissão ou passa tempo de dondocas. Porém notaram que este era um mercado bastante rentável, dinâmico. Aliados a estes se encontram também profissionais de outras áreas como os de artes plásticas. Suas principais queixas são a de que a formação tecnológica ou seqüencial não capacita a pessoa para o exercício da profissão. Porém esta é uma desculpa descabida e totalmente desvinculada de qualquer fundamento, pois como já citado, não se importam nem mesmo em buscar informações corretas sobre esta formação e vivem em meio aos “achismos” e utopias que crêem piamente como verdades absolutas.

Edgar Morin, em seu livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, nos mostra uma realidade que eles insistem em não reconhecer como verdadeira. Todos erram nas interpretações das coisas, ninguém está isento disso, mas, no entanto, encontramos pessoas que agem da seguinte forma:

“Nossos sistemas de idéias (teorias, doutrinas, ideologias) estão não apenas sujeitos ao erro, mas também protegem os erros e ilusões neles inscritos. Está na lógica organizadora de qualquer sistema de idéias resistir à informação que não lhe convém ou que não pode assimilar. As teorias resistem à agressão das teorias inimigas ou dos argumentos contrários. Ainda que as teorias científicas sejam as únicas a aceitar a possibilidade de serem refutadas, tendem a manifestar esta resistência. Quanto às doutrinas, que são teorias fechadas sobre elas mesmas e absolutamente convencidas de sua verdade, são invulneráveis a qualquer crítica que denuncie seus erros.” (MORIN, 2000, p.143)

Um arquiteto tem a sua formação voltada à construção do espaço a ser habitado, à construção da escultura idealizada em sonho pelo cliente. Analisando as matrizes curriculares dos cursos de Arquitetura existentes no país, em nenhum deles foi encontrado nada sobre a elaboração de espaços no tangente ao Design de Interiores/Ambientes. Quando muito se encontra algo similar aos conteúdos dos cursos de Decoração. A alegação mais comum diz respeito à disciplina de Arquitetura de Interiores. Porém este é um engano, um engodo e já foi tratado sobre este assunto anteriormente neste trabalho. A tentativa de assegurar a sua participação neste nicho de mercado, pois nas diversas ementas analisadas e conversas com diversos arquitetos, a ementa diz respeito à concepção dos espaços internos no que tange às partes estruturais tais como aberturas, fechamentos, colunas, vigas, escadas (estruturais), elevadores. Em ponto algum consta à concepção de elementos de design ou que venha a adotar meios e técnicas de design de interiores/ambientes.

Design de Interiores/Ambientes nasceu da necessidade de projetos complementares aos projetos arquitetônicos construídos e ponto. Porém o ranço acadêmico na área de Arquitetura fica claro quando alguns arquitetos são questionados sobre suas atribuições: postam-se como deuses capazes de tudo. Segundo suas próprias palavras, é o curso mais completo, complexo e perfeito que existe – é só olhar em fóruns como os da Arcoweb e Orkut que encontrará várias citações desse tipo.

Talvez venha daí que aqui no Brasil exista a cultura no meio arquitetônico de que só eles têm direitos a realizar determinadas funções, especialmente as novas e mais rentáveis, como o Light Design, por exemplo. Temos aqui a AsBAI (Associação Brasileira dos Arquitetos de Iluminação), entidade da qual faço parte como associado. Para ser membro desta basta que você seja mais um arquiteto recém formado ou que tenha mais de 10 anos de atuação exclusiva na área, caso contrário nunca passará de um simples associado. Por mais especializações e cursos em Light Design ou reconhecimento profissional que você venha a fazer e ter, serás sempre um associado. A não ser que aguarde pacientemente os 10 anos passarem. No entanto esta associação se diz ligada e que trabalha segundo os critérios e normas da IALD (International Association of Lighting Designers). Mas analisando os estatutos, regimentos e regulamentos da IALD percebe-se que esta não faz distinção da formação acadêmica do profissional aceitando em seu quadro qualquer pessoa que se especialize nas áreas do Lighting Design, seja este profissional um engenheiro, um arquiteto, um designer (diga-se de passagem, os melhores), artista plástico, músico ou até mesmo aquele vendedor de uma loja de materiais para iluminação da Rua Santa Ifigênia lá de São Paulo e que demonstre competência e criatividade projetual, seja qual for a sua formação. O que importa é o conhecimento, a competência e a qualidade projetual do indivíduo. Porém aqui, exigem conhecimentos técnicos que somente são repassados em faculdades de arquitetura e engenharia como forma de atestar conhecimentos necessários para atuação nesta área. Porém, Francesco Iannone – fundador do IALD, em entrevista à revista Lume Arquitetura (2007) deixa bem claro que isso é incorreta tal exigência, ao definir a profissão de Light Design:

“O destacamento das estratégias de vendas e de outras especialidades profissionais (por exemplo, um Lighting Designer não faz projetos de arquitetura, não faz projeto de elétrica) dá liberdade à criatividade em encontrar uma solução: a criatividade que nasce da fantasia e da cultura. Este pressuposto é fundamental na definição da profissão e é a razão pela qual muitos Lighting Designers se vêem como parte de uma única comunidade criativa e livre.

(…) O projeto especifico de iluminação deve ser feito por um especialista, não pelo arquiteto, pelo engenheiro elétrico ou designer de interiores. De qualquer forma, somente a independência pode ser economicamente interessante ao mercado.

(…) O projeto de um Lighting Designer, enquanto fruto da capacidade criativa de um profissional, deve ser retribuído, assim como um arquiteto ou um engenheiro no projeto de uma casa ou uma ponte. Não se trata de uma consultoria e, sim, de um projeto profissional criativo. (…)”

(LUME ARQUITETURA, 2007. p.7) grifo meu.

Percebam que ele cita a forma de trabalho em parceria com outros profissionais. No caso específico do Light Design, arquitetos, engenheiros elétricos que são ao mais comumente usados. Da mesma forma é o trabalho de um Designer de Interiores/Ambientes. Sabemos de nossas limitações e temos de estar bastante conscientes de até onde podemos ir para então, se necessário, partir para as parcerias. Mas por aqui a coisa sempre tem de andar na contramão ou melhor, em direção à reserva de mercado para alguns poucos.

Ainda dentro deste ponto saliento que há anos existe um grupo que vem lutando pela criação da ABI (Associação Brasileira de Iluminação), entidade esta que pretende congregar todos os profissionais que trabalham com Light Design cobrindo todas as suas áreas nos moldes e padrões da IALD. Porém este grupo vem sofrendo ataques duros por parte de outras associações que, através de políticos e outros meandros, tentam impedir a criação desta. O detalhe é que no grupo da ABI existem arquitetos conscientes de que eles não são os únicos aptos a exercer a função de Light Designer e assumem que existem profissionais de outras áreas tão ou mais competentes que a maioria deles.

A Arquitetura hoje é e deve ser um complexo jogo de quebra cabeças onde cada peça é oriunda de um projeto específico, de um profissional específico, visando a formação do todo, da obra final e assim deve ser trabalhada. Porém, alguns deles não admitem isso e clamam para si todo conhecimento.

Outro caso a ser destacado é o da ABD (Associação Brasileira de Decoradores). Há umas cinco gestões tem em sua presidência e em sua diretoria uma maioria absoluta (senão absoluta) de arquitetos decoradores. Analisando as ações desta associação percebem-se claramente os direcionamentos favoráveis aos arquitetos decoradores e os bloqueios aos Designers e decoradores. Quando são questionados sobre essas e outras atitudes, simplesmente ignoram a não respondem. Quando o assunto toma proporções públicas em fóruns da internet ou em congressos, por vezes surgem tentativas de desmerecimento e descrédito pessoal aos que criticam. Um fato interessante e que merece ser destacado aqui é que quando os Designers de Interiores questionaram a ABD sobre a postura dela no tocante à separação e esclarecimento ao mercado sobre as diferenças entre Decorador, Arquiteto Decorador e Designer de Interiores/Ambientes a atitude deles foi clara: alteraram o nome da mesma de Associação Brasileira de Decoradores para Associação Brasileira de Designers de Interiores. Mas uma coisa ficou bastante clara: eles pegaram todos os profissionais e jogaram todos dentro do mesmo balaio sem fazer distinção alguma da formação. Para eles, hoje todos são Designers de Interiores apesar de ainda existirem nomes fortes lá dentro que teimam em firmar o termo Arquitetura de Interiores para diferenciar os arquitetos. Pra piorar ainda mais, recentemente o vice presidente, Ivan Rezende, proferiu uma palestra no Rio de Janeiro para acadêmicos do curso de Design de Interiores onde ele simplesmente, num ato insano, egoístico, lobysta, confirmou tudo o que coloco acima e ainda mais coisas. Tal fato pode ser observado neste tópico de uma comunidade do Orkut: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=41698&tid=2558987112477533137. Não sou associado da ABD por não concordar com estas e tantas outras atitudes e questionamentos que NUNCA são respondidos.

Para mostrar a incoerência desse ranço de alguns arquitetos contra os Designers vou utilizar aqui um trecho do artigo “Arquitetura, atribuição de arquiteto”[1] do arquiteto Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz, publicado na revista A Construção OESP de 2003 (atualizado em 2005) que encontrei na internet. No afã da luta dos arquitetos pela aprovação do projeto de lei da criação do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), para firmar a posição dos arquitetos da necessidade de um conselho próprio, onde as leis e normas profissionais da Arquitetura não fossem elaborados por não arquitetos ele afirma com conhecimento de causa sobre o sistema CREA/CONFEA:

“O equívoco tem início na própria nominação da autarquia – a qual não é federativa e na qual não cabem todas as profissões das quais é “instância máxima”. O Plenário do Confea prevê 18 conselheiros, com a responsabilidade definida acima: são nove engenheiros que alternam a presença de suas várias modalidades, três arquitetos, três agrônomos e três representantes de escolas (de engenharia, arquitetura e agronomia). Necessariamente, nove das 27 Unidades da Federação deixam de estar representadas e seria impensável economicamente sonhar em ter presentes todas as 240 titulações profissionais envolvidas. E, neste Plenário de tantas profissões, conselheiros decidem como “instância máxima” em assuntos profissionais de outras categorias que não as suas. Arquitetos votam em processos da área da engenharia química ou geólogos em questões específicas da agrimensura. Ou seja: ali pode o mais (deliberar em “instância máxima” sobre profissões para as quais não tem as atribuições exigidas pelo próprio Confea) quem não pode o menos (exercer tais profissões, por não ter aquelas atribuições). É inacreditável – e mais ainda se analisarmos a organização das profissões no Brasil ou no mundo. Não existe, aqui ou fora do país, um conselho profissional da saúde, por exemplo, que se arvore a controlar a prática de médicos, enfermeiros, odontólogos, veterinários, fisioterapeutas. Ao contrário, por suas especificidades, cada uma das profissões citadas – e outras mais que atuam na área da saúde – tem seu conselho autônomo, soberano no trato de suas obrigações.Também em nenhum lugar há um conselho que reúna profissões através de um laço econômico-administrativo (para tentarmos outra alternativa): naturalmente, administradores de empresas, economistas, advogados, corretores de imóveis, tem conselhos próprios a disciplinar e dar ao respeito público suas práticas profissionais.”

Interessante, bonito e correto o discurso dele. Entretanto, quando os Designers reclamam que outros profissionais estão tentando puxar o tapete no processo de regulamentação do Design, agindo corporativamente da mesma forma que o sistema CREA/CONFEA faz com eles, não admitem. O coerente e ético seria eles admitirem que, por serem arquitetos e que, profissionalmente, historicamente e didaticamente, o Design separou-se da arquitetura há muito tempo e tem vida própria e independente – se é que realmente algum dia foi ligado à ela como já mostra Acar em seu artigo – portanto, eles nada têm a ver com as questões legais de exercício profissional dos Designers. Ou então, admitir que os Designers participem na elaboração das Leis que regem e normatizam a Arquitetura – mas isso iria certamente contra tudo o que eles acreditam e pregam. Talvez, quem sabe, assim como li outro dia num fórum da internet sobre este assunto onde uma arquiteta dizia que uma das lutas da CAU seria trazer o Design pra dentro deste conselho para ali ser regulamentado, por eles. Não será mais ético e decente dentro deste conselho normatizador termos então 50% de Designers e 50% de Arquitetos? Para finalizar esta parte, continuo com o discurso dele que é bastante pertinente pela própria contradição entre discurso e prática:

“Trata-se de encarar o momento em que vivemos, libertar-nos do conservadorismo imobilizante, do burocratismo auto-imune e ouvir a voz que emana da sociedade brasileira a exigir o futuro. E fazer a nossa parte, na construção de um Brasil mais honesto, justo e contemporâneo de seu tempo.”

 (QUEIROZ, 2005, p.1, 4)

Amém!

Contemporâneo de seu tempo, mas sem se esquecer de voltar os olhos para as evoluções do mundo globalizado e contemporâneo que visa o futuro.

 



 

[1] Como o texto em questão foi retirado do site onde foi encontrado, acrescento o mesmo, na íntegra, ao final de minha monografia.

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Anhembi Morumbi – MBA e Mestrado

Especialização Lato Sensu – MDA – Master Design de Ambientes

http://portal.anhembi.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1605&sid=137

OBJETIVO
Preparar profissionais para atuar no mercado de Design de Ambientes, Decoração, Design de Interiores e Design de objetos para decoração;
Preparar profissionais que atuam neste segmento para utilizar o design como ferramenta diferencial e competitiva;
Aperfeiçoar os profissionais de gerência que atuam direta ou indiretamente na área, buscando o desenvolvimento individual e profissional;
Desenvolver a visão analítica do aluno, de forma a diagnosticar problemas e encontrar soluções, considerando a competição no ambiente de negócios;
Estudar o mercado nacional e internacional.

DIFERENCIAIS
O programa inclui um módulo internacional, opcional, com uma viagem de negócios à Feira Internacional do Móvel de Milão;
As disciplinas incluem conhecimento do mercado industrial através de visitas a empresas parceiras;
O curso está focado na análise e na solução de casos reais, vivenciados por empresas do mercado, e o aluno desenvolverá trabalhos na prática;
Palestras com renomados profissionais da área.

PÚBLICO-ALVO
Arquitetos, decoradores, designers, gerentes de produtos, promotores de venda, lojistas e empresários do segmento;
Profissionais em cargos executivos no segmento de ambientes (serviços, comércio e indústria);
Empreendedores que desejam gerir com excelência seu próprio negócio;
Docentes que queiram aprofundar seus conhecimentos na área.

PROGRAMA DE DISCIPLINAS
Módulo 1 – Design & Ambientes
Teoria do Design
Fundamentos do Design Contemporâneo
Design no Brasil
Design de Ambientes

Módulo 2 – Conforto & Ambiente
Conforto Ambiental
Ergonomia
Light Design
Acessibilidade e Design Universal
Teoria e Aplicação da Cor

Módulo 3 – Gestão
Gestão do Design
Atendimento e Vendas na Decoração
Legislação e Ética
Marketing e Ambientes Comerciais
Monografia ou Viagem Internacional: Feira de Milão
Estudo sobre o Comportamento do Consumidor
Metodologia do Projeto e Pesquisa em Design
Orientação de Monografia
Seminários da Viagem (dentro da disciplina de orientação de monografia, para alunos que realizarem a viagem)

LINHAS DE PESQUISA
Mercado de Design de Ambientes no Brasil
Design como Estratégias de Negócios no Mercado de Design de Ambientes
Feira de Milão: Case de Negócios na Área de Design de Ambientes

DESCONTO
Ex-alunos dos cursos de Pós-Graduação, Graduação e de Graduação Tecnológica da Anhembi Morumbi têm 20% de desconto, a partir da segunda mensalidade. Confira o período de solicitação de desconto no cronograma oficial do Setor de Bolsas.

 

MESTRADO EM DESIGN
http://www.anhembi.br/mestradodesign/

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Diferenças entre Decorador, Designer de Interiores e Designer de Ambientes

Outra parte de minha monografia.

Já apresentei as diferenças anteriormente ligadas à arquitetura, mas vale à pena ressalta-las novamente focando melhor agora, na área do Design e Decoração:

O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles cursinhos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho não passa de uma maquiagem no já existente.

O Designer de Interiores, além do trabalho do Decorador que vem ao final do projeto tem a função de elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explicitas ou não, dos clientes e concretiza-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou não através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de tendências e novidades técnicas, do desenvolvimento de peças exclusivas entre outras tantas atribuições deste profissional. Porém seu trabalho restringe-se a ambientes internos.

O Designer de Ambientes está apto a elaborar projetos nos padrões dos de um Designer de Interiores, porém, este não está preso aos limites internos podendo atuar em paisagismo e light design de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que tenham elementos estruturais, que são aqueles que realmente podem colocar em risco a vida do usuário, assim como a de um Designer de Interiores mantém-se, apenas como formalidade e segurança técnica, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural.

Tais atribuições do Designer de Ambientes são sim reais – mesmo que não regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação cadeiras que o habilitam em conhecimento técnico para efetuar tais projetos.

Para o Designer de Interiores e o Designer de Ambientes uma nova realidade começa a despontar no horizonte: a Justiça Federal obrigou o CREA a nos inscrever e fornecer o registro (carteirinha) profissional. Este fato nos libera da sombra de outros profissionais em vários aspectos e partes dos projetos. Porém, através da lentidão da Justiça e imposições de entidades, os processos mantêm-se parados.

 

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Pós-Graduação em Iluminação e Design de Interiores

O IPOG  – Instituto de Pós-Graduação abre as inscrições para as turmas de Pós-Graduação em Iluminação e Design de Interiores , nas cidades de :
 
Campo Grande – MS – 2a. turma – abertura confirmada  para 25 de abril de 2008
Porto Alegre – RS – 1a. turma  abertura confirmada para 09 de maio de 2008
Palmas – TO – 2a. turma – abertura confirmada para 16 de maio de 2008
Natal – RN – 2a. turma  – abertura prevista 13 de junho de 2008
Manaus – AM – 2a. turma -abertura prevista 04 de julho de 2008
Curitiba – PR – 1a. turma – abertura prevista 11 de julho de 2008   
Recife – PE – 1a. turma
Rio Branco -AC – 1a. turma
Salvador – BA – 1a. turma
Florianópolis – SC – 4a turma
Brasilia – 4a turma
Cuiabá – MT – 3a. turma
Belo Horizonte – MG -2a. turma 
 
COORDENAÇÃO
Professora  JAMILE TORMANN
Fez Arquitetura e Urbanismo pela USU – RJ, Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, é Pós-Graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB-RJ. Coordenadora Pedagógica e Professora de Iluminação Cênica no Curso de Pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores pela Faculdade Oswaldo Cruz -SP. Ministra cursos de extensão e Oficinas de Iluminação Cênica. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É sócia fundadora da ABrIC – Associação Brasileira de Iluminação Cênica e sócia fundadora da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação. É membro da CIEE-BR, comissão 3, (Comission Internationale de L’Éclairage). Escreve artigos como colaboradora para a Revista Luz & Cena – RJ e Tecnoprofile Magazine – Buenos Aires, Argentina.
Começou a trabalhar em junho de 1989 com o iluminador João Acir de Oliveira, em Porto Alegre – RS. Recebeu três prêmios de Melhor Iluminação e outras indicações. Iluminou o Ballet de Cuba de Camaguey, a Cia de Dança do Palácio das Artes – MG, e várias companhias de teatro e diretores como Wolf Maia, Aderbal Freire Filho, Eduardo Martini, Sidney Cruz, Fernando Guerreiro e Lauro Moreira
Curso organizado nos termos da Resolução CNE/CES nº. 1 de 08 de junho de 2007.do Conselho Nacional de Educação, tendo por:
OBJETIVOS

GERAL
Formar Especialistas em Iluminação e Design de Interiores capazes de elaborar projetos de iluminação (de interiores, exteriores e cênica) e design de luminárias, de residências e de ambientes comerciais a partir do conhecimento teórico e prático adquirido no Curso.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Qualificar o profissional para a consultoria em iluminação e design de interiores;

· Qualificar o aluno para a pesquisa;

· Formar profissionais que atendam aos desafios propostos, inserindo a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, com uma visão integrada de projeto e consultoria a empresas;

· Capacitar profissionais para a investigação, compreensão e desenvolvimento do projeto de iluminação e design, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

PÚBLICO ALVO
Profissionais e alunos com curso superior especialmente nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Design de interiores, bem como iluminadores, fotógrafos, cenógrafos, e outros profissionais com curso superior.

COMPETÊNCIAS DOS EGRESSOS
· Capacidade de adaptação a um aprendizado ágil e contínuo;

· Flexibilidade na aprendizagem;

· Domínio das novas tecnologias, incorporadas ao mundo do trabalho e ao conhecimento humano;

· Acesso a novos sistemas produtivos, qualidade total e novas formas de gestão.
NÚMERO DE VAGAS:
Deseja-se entre 30 e, no máximo, 50 alunos por turma.

 
CRITÉRIO DE SELEÇÃO
Inscrição para a Seleção:

A inscrição poderá ser feita mediante o preenchimento de formulário próprio, acompanhado de:

· Cópia autenticada do diploma de curso superior

· Cópia autenticada da carteira de identidade

· Cópia autenticada do CPF

· Curriculum vitae

· Um retrato 3 x 4 (recente)

· Comprovante do pagamento da taxa de inscrição, a ser efetuado no ato da matrícula.

· Assinatura do Contrato Educacional
DISCIPLINAS

HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO
FÍSICA, BIOFÍSICA E PSICOFÍSICA DA LUZ
PERCEPÇÃO VISUAL
GRANDEZAS E CALCULOS LUMINOTÉCNICOS
FONTES DE LUZ ARTIFICIAL
SISTEMAS DE ILUMINAÇAO COM FIBRA ÓTICA
CONFORTO AMBIENTAL
PAISAGISMO INTERIOR E EXTERIOR
DESIGN DE INTERIORES I e II
DESIGN DE LUMINARIAS
PROJETO DE ILUMINAÇÃO AUXILIADO POR COMPUTADOR
ILUMINAÇÃO CÊNICA
ILUMINAÇÃO DE INTERIORES – COMERCIAL
ILUMINAÇÃO DE INTERIORES – RESIDENCIAL
ILUMINAÇÃO DE EXTERIORES
A LUZ SOB CONTROLE
GERENCIAMENTO DE OBRAS E GESTÃO DE PROJETOS
METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO
CONCEPÇAO E CRITICA DA ILUMINAÇÃO
 

CARGA HORÁRIA
Carga Horária Total: 400 horas

PERÍODO E PERIODICIDADE
·Encontros/disciplinas: 01 encontro mensal de 20 horas
·Turnos:
Sexta-feira – 18h às 23h
Sábado – 8h às 13h e 14 às 19h
Domingo – 8h às 13h
 
 
CERTIFICAÇÃO
Será aprovado em cada disciplina o discente que cumprir as seguintes exigências:
Freqüência mínima de 75% da carga horária total de cada disciplina;
Aproveitamento de no mínimo, 70% isto é, nota final igual ou superior a 7,0 em todas as disciplinas e apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
 
 
CORPO DOCENTE:
 
Prof. Farlley Jorge Derze
Farlley Jorge Derze é Mestre em Educação pela UNB. Especialista em História das Artes Visuais, Sócio da Associação Brasileira de História Oral e Coordenador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação – ABIL, com sede em Brasília-DF.

Prof. Gláucia Yoshida
Socióloga – UFG, Msc. em Educação – UFG, Especialista em Administração de cooperativas – UCG, Especialista em Formação Sócio-econômica do Brasil – ASOEC, Especialista em Docência Universitária: Formação e Vivência – UNIVERSO, Especialista em Psicanálise e Inteligência Multifocal – Faculdade Michelângelo, Diretora de Extensão da UNIVERSO e profª de Pós-graduação

Prof. Leonardo Rodrigues de Moraes
Sociólogo (bacharelado e licenciatura) pela UF- Mestre em História pela UnB, , especialista em História Nacional de Goiás pela UFG. Especialista em Docência Universitária pela UNIVERSO. Professor de cursos de Graduação e pós Graduação da Universo e do SENAI-GO.Coordenador de Pós Graduação Lato Senso do curso de Docência Universitária da UNIVERSO-GOIANIA

Prof. Nelson Ruscher
Eng. Eletricista pela Universidade de Brasília – Mestre em Eficiência Energética e Eletrônica de Potencia – UNB.Sócio Fundador da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação.

Prof. Isac Roizenblatt
Engenheiro elétrico formado pela Escola de Engenharia Mauá, São Paulo – Brasil – CREA 23171 (1968). Mestre em Energia pela Universidade de São Paulo (2003). Programa Interunidades do Instituto de Eletrotécnica e Energia, Escola Politécnica, Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis e Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consultor da Pró Light and Energy Consultants.

Prof. Thais Borges Sanches Lima
Arquiteta e Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia  Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela
UNB.  Membro do Comitê Técnico CIE-Brasil Divisão 3.

Prof. Ricardo Gaspar
Pesquisador no IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Engenheiro Civil pela Universidade de Mogi das Cruzes, Mestre e Doutor em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Prof. José Valdez F. de Souza
Engenheiro Eletricista pela Universidade de Brasília – Especialista em Tecnologia e Projetos de Iluminação – Lighting designer. Sócio Fundador da ABIL – Associaçao Brasileira de Iluminação.

Prof. Jamile Tormann
Lighting – Designer, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela USU-RJ. Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF. É Pós-Graduada em Iluminação e Design de Interiores pela UCB-RJ. Recebeu três prêmios de Melhor Iluminação Cênica. Ministra cursos de extensão e Oficinas de Iluminação Cênica.Sócia Fundadora da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação. Autora do Livro Caderno de Iluminação: Arte e ciência. Editora Musica e tecnologia – Rj, 2006.

Prof. Guillermo Ramirez
Mestre em Luz e Visão pela Universidade Nacional de Tucuman/ Buenos Aires com especialização em ergometria visual e fotometria, é colunista da Revista Lumière e autor de vários livros e artigos sobre o tema. É professor da Pós-Graduação de Design Interior em Iluminação e Biofísica na UTFPR-CEFET.

Prof. Glaucus Cianciardi
Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie; Pós-graduado em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado; graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Farias Brito. Atualmente ministra aulas nos cursos de Design de Interiores, Design Gráfico e Design de Produtos no Centro Universitário Belas Artes, Professor da Universidade Cidade de São Paulo no curso Superior Tecnológico de Design de Interiores. Professor de programas de aperfeiçoamento da Câmara de Arquitetos, IAB -Instituto dos Arquitetos do Brasil São Paulo, Ycom Formação Continuada e AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura; atuando em todo o território nacional.  Desenvolve projetos nas áreas residencial e comercial.

Prof. Marcos Simão
Arquiteto pela Universidade de Goiás. Especialista em Tecnologia e Projeto de Iluminação na Universidade Estácio de Sá.

Profº Luiz Emiliano C. Avendaño
Arquiteto e Mestre em Design. Coordenador do Curso de Design de Luminárias das Faculdades Oswaldo Cruz-SP.

Prof. Guinter Parschalk
Arquiteto com pós-graduação em desenho industrial na Hochshule fur Kunstlerische und industrielle Gestaltung Linz Austria, Trabalhou como designer na MMS Werbeagentur,(Lins – Austria), Siemens AG e Schlagheck & Schultes Design, (Munique – Alemanha), Atuou como pesquisador de artes gráficas e desenho industrial no IDART, divisão de pesquisa do CCSP e posteriormente supervisionou a Área de Recursos Áudio Visuais do CCSP (Centro Cultura de São Paulo).

Wilson Salloutti
Formado nas Faculdades Integradas Alcântara Machado, é sócio-fundador e atual diretor de Marketing da FASA Fibra Ótica, empresa pioneira na iluminação em fibra ótica para fins arquiteturais, decorativos e de comunicação visual no país. Sua luminária ‘Floating’ recebeu o Prêmio Via Design 2005.

Alexandre de Moraes Ferreira
Mestre em Paisagismo pela Universidade Federal Rural da Amazônia. Graduado em Arquitetura e Eng. Civil. Pós Graduado em Engenharia Ambiental Urbana pela UNAMA e Pós Graduado em Plantas Ornamentais e Paisagismo pela Universidade Federal de Lavras – MG.

Claudia Torres
Mestre em Iluminação Arquitetônica PELA FAU/USP, Doutoranda pela UFPB, é sócia do escritório VIA ARQUITETURA Iluminação e design Ltda. É membro da ASBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação.

Claudia Amorim
Arquiteta , Mestre pela FAU/UNB e Doutora  –università degli Studi di Roma “La Sapienza” (2001).
Atualmente é pesquisadora e professora da UnB, pesquisadora e consultora adHoc do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e Coordenadora da àrea  de ilumação Natural da Divisão 3 CIE-Brasil (Comitê Internacionalde iluminação).

Silvia Bigoni
Graduada em Arquitetura com especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Desde 2001 é Consultora, desenvolvendo projetos luminotécnicos, treinamentos, cursos e consultoria em empresas do segmento de iluminação. Ministra o curso de Pós-Graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e presta consultoria para o Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação.Atuou  na OSRAM do Brasil por 11 anos e ministrou o curso de Projetos de Iluminação na FUPAM/FAU-USP.Desenvolve ao longo dos anos projetos de iluminação residencial e comercial tais como Livraria Cultura; Artefacto; Esfera; Confort Hotéis; entre outros.

Plinio Godoy
Eng. Instituto Mauá de Tecnologia IMT. Especialista em embelezamento urbano – Lyon -França. Membro da divisão 3 – Comissão Internacional de iluminação – CIE – BR. Fundador da ASBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação. Diretor de luz urbana Engenharia.

Peter Gasper
Arquiteto e Cenógrafo. L.D. responsável pela maioria das luzes dos monumentos de Brasília. Trabalhou em emissoras de televisão até chegar à Rede Globo, onde fez o cenário das novelas nas décadas de 60 e 70, e a iluminação a partir de 74. Iluminou o show de Frank Sinatra no Maracanã, a missa do papa no Aterro do Flamengo e o Rock’n’Rio, além do BIG BROTHER BRASIL.
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A arte-design e o design-arte: O que é, o que é?

Por Valmir Perez
 

 Quando paramos para pensar sobre o design de iluminação, começam surgir algumas perguntas interessantes, tais como: um projeto de iluminação é uma obra artística? Os designers de iluminação são artistas? Quando alguma coisa é arte e quando é design? Essas perguntas não são formuladas apenas pelos profissionais da iluminação contemporâneos e estudantes da área, mas por todos aqueles que se vêem envolvidos com design e arte no mundo todo.

Já no início do século XX, quando da criação da Bauhaus[1], na Alemanha, esse tema gerava polêmica em vários círculos de debates, tanto acadêmicos quanto puramente artísticos. O que a Bauhaus trouxe à tona naquela época foram discussões em torno do valor artístico de uma obra projetada racionalmente e até que ponto as chamadas “artes aplicadas” poderiam reivindicar o status de “arte”, dentro do conceito clássico.

A mim, particularmente, essa discussão não tem sentido, pois acredito que a arte não pode ser encaixada dentro de parâmetros absolutamente rígidos. Foram esses mesmos preconceitos que levaram os impressionistas a serem espezinhados em suas primeiras tentativas de terem suas obras reconhecidas pelo público francês em finais do século XIX. Aqui no Brasil, anos depois, o movimento modernista sofreria quase os mesmos ataques, de uma elite e da população culta extremamente iludida com a visão clássica européia.

Se pesquisarmos com mais profundidade sobre o assunto, entenderemos que mesmo um projeto encomendado, seja ele de pintura, escultura, iluminação, etc., pode se tornar uma espetacular demonstração artística do espírito humano. Muitos artistas plásticos, designers e arquitetos deixaram suas marcas em murais, edifícios, e até mesmo em cidades inteiras, e nem por isso essas obras deixaram de ser consideradas grandes obras de arte. Olhando também através desse prisma, achar que a Capela Sistina de Michelangelo não é arte apenas porque foi projetada e encomendada pelo Papa é um absurdo. Da Vinci pintou a maioria de suas obras por encomenda e nem por isso se trata, como dizem muitos, apenas de design.

Outra discussão que permeava as atividades da Bauhaus era a de que essa escola procurava levar conceitos artísticos a produtos industrializados, ou seja, trazer beleza aos produtos fabricados em linhas de produção, o que para alguns até hoje é um absurdo. Mas essas mesmas pessoas acabam comprando gravuras de artistas que as fabricam em série, como nas fábricas. Com processos parecidos aos da indústria de objetos em série.

Sabemos, porém, que nem toda obra de um artista se transforma em obra de arte, assim como nem toda obra de design pode requerer esse status. Qual a diferença fundamental então entre uma obra artística e as outras? Esse assunto é um dos mais complexos e o que causa mais polêmicas. Isso acontece porque o que é considerado uma obra de arte em determinado momento histórico, em determinadas condições político-sociais, de cultura regional, nacional, etc., pode ser considerado até mesmo um insulto, ou uma provocação barata em outro momento. Para dar um exemplo, posso citar a exposição de “Arte Degenerada”, patrocinada pelo Partido Nacional Socialista Alemão, em 1937.

           “Com o evento, os nazistas pretendiam desmoralizar a arte moderna e seus mais significativos nomes como Kandinsky, Klee e Picasso. Foram expostas 650 obras entre pinturas, gravuras e esculturas, selecionadas entre os mais de 5 mil trabalhos confiscados dos principais museus e galerias pelo Ministério da Propaganda de Hitler. A arte moderna estava sendo considerada perniciosa à “estética” partidária, “fruto da insanidade, imprudência, inépcia e completa degeneração”, como anunciava em seu discurso de inauguração o nazista Adolf Ziegler.”[2]

Assim, uma das formas de analisarmos e entendermos o que significa “arte” em nossa sociedade é também tentarmos compreender os mecanismos ocultos que se insinuam sorrateiramente nela e por ela.

Mas a arte não é fruto apenas desse “entendimento” racional de seu contexto em nossas vidas e sociedades, mas, e acima de tudo, a sensação de beleza, completude e harmonia que uma grande obra traz à tona e nos excita, nos hipnotiza e contagia. Isso também pode ser realizado pelo design, daí, a meu ver, a inócua discussão que existe entre artistas e designers para saber quem é o melhor, o mais capaz – quem realmente pode criar o que insistimos chamar apenas de “arte”.
Vale a pena o estudo das artes?

Outra questão que se debate ultimamente é a da validade de se estudar a arte ou da pesquisa pictórica pelos designers de iluminação. Será mesmo que existe alguma importância em se estudar a arte da pintura em nossa atividade? A meu ver sim, mas com o cuidado de não abstrairmos demais e darmos uma importância maior do que realmente deveríamos. Estudar as artes e seus movimentos não é importante apenas para designers de iluminação, mas para todo aquele que deseja evoluir sua maneira de enxergar o mundo, de refletir mais seriamente sobre as questões de sensibilidade, do mundo abstrato da beleza e da harmonia.

Quando fazemos paralelos entre a arte pictórica e a iluminação cênica e arquitetural, devemos refletir sobre os limites dessas comparações. A pintura, geralmente, se dá em superfícies bidimensionais, enquanto a iluminação se dá em ambientes tridimensionais e seus efeitos atingem elementos em movimento.

Sendo assim, sabemos, de antemão, que qualquer pesquisa pictórica e visual sobre suportes bidimensionais não poderá oferecer todas as soluções para a iluminação das cenas, pois a iluminação não deve se resumir apenas na representação de espaços e situações, mas, acima de tudo, integrar-se ao fluxo das cenas, dos ambientes das temáticas dos espaços e das situações. É possível que designers de iluminação utilizem as artes pictóricas como elementos de pesquisa, mas a coisa é muito mais complicada quando se deseja realmente criar uma luz viva, que não signifique apenas iluminar ambientes e cenas.

Na criação de iluminação, os designers devem também considerar a luz como parte da cena, e não como algo mais que é somado ao conjunto, mas que está separado do todo.

Ao criar a luz para uma ou mais cenas, ou para diferentes espaços, os designers não podem apenas se servir de propósitos artificiais, de imitação natural, ou de imitação da intenção. Para chegar a esse nível de criação, os designers devem, acima de tudo, conhecer as intenções profundas e subjetivas dessas cenas, das correntes de vida que “atuam” nesses espaços e, acima de tudo, aprofundar-se em conhecer o todo no qual elas se inserem, o contexto total como obra de relações e expressões complexas. Aí entra, além do saber técnico, a intuição e o conhecimento estético desse todo. Através desse trabalho de criação artística é possível integrar a luz na obra.

Obviamente, para isso, é preciso um design, um projeto, porém, não um design que se baseie apenas em resoluções prontas, retiradas de testes simulativos de computador, mas um design em aberto, que crie condições para que a luz estabeleça diálogo com os elementos que compõem esses universos, no momento em que ambos se defrontam.

Sendo assim, podemos concluir que luz, cenas, espaços, temáticas, etc., não são absolutamente elementos separados, mas que interagem mutuamente, num relacionamento íntimo de expressão. A criação de iluminação, nesse sentido, pode utilizar os elementos visuais e pictóricos sem, no entanto, esquecer as peças fundamentais que compõem essa criação, ou seja, os limites de até onde a pesquisa pictórica para o desenvolvimento de poéticas criativas pode chegar, em relação à própria expressividade das cenas como um todo.
O artista e suas ferramentas de expressão

O que se percebe, então, é uma estreita ligação entre a iluminação de palco e outras formas de expressão artística, sendo o universo da iluminação, ou seja, equipamentos, filtros, estruturas, etc., ferramentas e materiais que o designer utiliza para expressar poéticas, estéticas, dentro de um todo orgânico que são os espetáculos, os espaços, os objetos, etc.

Na pintura, o artista se utiliza de pincéis, tintas, solventes, vernizes, palhetas, etc. sobre um suporte qualquer. Já na iluminação, os suportes são os próprios palcos, espaços arquitetônicos, jardins, etc., mais os elementos que compõem essas “cenas” fictícias ou de cotidiano humano. Os pincéis são as luminárias, os instrumentos[3]; as tintas, as suas luzes colorizadas através de filtros, lâmpadas coloridas; seus brilhos, suas intensidades – cujo controle geralmente é feito nas mesas (consoles) de iluminação, nos sistemas de automação; suas sombras nos cenários, nos elementos, nos atores, nas paredes, objetos, e tudo o mais que possa ser utilizado para criar efeitos visuais estáticos e dinâmicos com a luz.

As artes têm em comum alguns aspectos que se pode considerar fazendo parte de um mesmo universo, pois, “A unidade é manifesta nas qualidades estruturais básicas compartilhadas universalmente pelas diferentes modalidades dos sentidos”. (ARNHEIN – 1989)[4]. E que: “… o essencial no sensório-perceptivo não é o que separa os sentidos um do outro, mas o que os une; une-os entre si; une-os à experiência total em nós próprios (inclusive a experiência não-sensória); une-os, finalmente, à totalidade do mundo externo, que aí está para ser vivenciado”. HORNBOSTEL (1939)[5]

Observa-se, então, que a iluminação interage de maneira bastante eficiente na determinação da expressão artística de qualquer obra, porém, não determina sozinha toda a expressividade; complementa-a, mas sua complementação pode ser igualada à da tinta sobre o suporte. Sua complementação é mais plástica nos sentidos pictórico, espacial.

Por outro lado, a iluminação também pode atuar como determinadora do universo temporal nos espetáculos teatrais e até mesmo em residências e eventos diversos, onde suas entradas e saídas determinam geralmente as trocas de cenas, de mundos, de tempos, de espaços, de climas emocionais. Na pintura, a iluminação favorece um tempo “estático”, eterno, congelado em sua dimensão plástica, enquanto no palco ou na arquitetura, com  “atuação” controlada, favorece um tempo “dinâmico”, na sua dimensão vital, mutante, de ação transformadora desse tempo.

 
Qualidades da luz

Ao se estudar a complexidade do design de iluminação, percebe-se a importância do conhecimento das principais propriedades – físicas e psicológicas da luz – para o desencadeamento de soluções, da mesma forma que artistas da pintura já percebiam isso há centenas, senão milhares de anos. Não é à toa que mestres como Da Vinci e Michelangelo não eram apenas pintores, mas cientistas, pesquisadores da natureza. Eles conheciam a importância do estudo das luzes, da anatomia, da biologia, etc.

Esses artistas representaram o oposto ao ser humano especializado. Mais tarde, todas as atividades que eles desenvolviam em sinergia foram separadas pelas academias para facilitar a transferência de conhecimento e a pesquisa. Parece que atualmente vivemos uma reviravolta desse conceito de experiência de aprendizado e pesquisa, através do que se chama atualmente nas universidades de muitidisciplinaridade, que é o trabalho conjunto de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.

As propriedades físicas afetam o sistema visual, químico, biológico dos seres humanos e, dessa forma, as funções psicológicas, os sentimentos e as emoções. Entender as propriedades físicas auxilia os lighting designers a buscar efeitos subjetivos com um grau maior de consciência. Além disso, o conhecimento das leis de aplicação da reflexão, refração e absorção são de grande valia no dia-a-dia desses profissionais, que utilizam esses conceitos tanto teoricamente como praticamente.

Segundo WILLIANS (2003)[6] as qualidades básicas da luz são: Intensidade, forma, cor, direção e movimento. Pode-se também adicionar mais uma: o ângulo de inclinação, que é responsável dentro dos palcos e na arquitetura pela modelagem dos elementos e de suas sombras.

Ainda de acordo com o autor: “Quase toda imagem visual pode ser descrita, discutida e analisada nesses termos – ambas física e psicologicamente. Existe um excelente exercício de aula que sempre começa com a análise da reprodução de pinturas dos antigos Mestres”. “O estudante aprende a discutir as qualidades da luz utilizando termos tais como intensidade, brilho, direção, cor, forma e distribuição. Esses termos são utilizados para discutir a pintura de um detalhe de uma área pequena para o todo, ou para outras. Além disso, a pintura como um todo é discutida em respeito a todos os impactos da luz, estilo, modo, composição, conteúdo emocional e outras qualidades”. (WILLIANS, 2003).[7]

 
Iluminação de palco – conhecer e sentir

O design de iluminação, como qualquer outra manifestação artística, necessita de sua materialização, de sua extrinsecação em nosso universo material para se tornar[-se] verdadeiramente arte sentida, explorada pelos sentidos e pelas emoções humanas. Ao se pensar na iluminação apenas como arte de suporte para a manifestação de artes mais complexas, como o teatro, a dança, a arquitetura, etc., pode-se também pensar o mesmo das outras artes que a integram, como a arte da interpretação teatral, da interpretação coreográfica, da interpretação musical tocada e cantada, da cenografia, da decoração, etc.

Em vez disso, pode-se pensar na iluminação como materialização de sentidos e sentimentos e nessa condição apreende-se que: “… o ato artístico é todo extrinsecação, e o corpo da obra de arte é toda a realidade dela. A pintura não é nada diversa de uma superfície colorida, a estátua nada diversa do bronze fundido, a poesia nada diversa de uma série de palavras, a música nada diversa de uma sucessão rítmica de sons e a dança nada diversa de corpos em movimento. O corpo físico da obra de arte não é um instrumento mais ou menos necessário para comunicar uma imagem interior, e nem ao menos é o indispensável aspecto externo de uma realidade interna que, mais profunda e escondida, viva dentro dele e dentro dele se deva colher e penetrar, ou necessária manifestação física de uma realidade superior ou ulterior que se patenteie através dele e para ele aluda além de si. Ele basta a si mesmo e constitui a totalidade da arte”. (PAREYSON, 1989)[8]

A compreensão sensível e de expressividade nos palcos e nos ambientes diversos passa, primeiramente, pela necessidade de compreensão visual, física mesmo, entendida em seus aspectos formais para, posteriormente, afetar os outros caminhos de entendimento do espectador, como na pintura, que exige primeiramente a contemplação de suas formas objetivas, materiais, e, posteriormente, a introspecção e conseqüentemente a reação intuitiva e intelectual subjetiva do observador, pois:

      “Dizer que, na obra de arte o corpo é tudo, não significa negar-lhe a espiritualidade, mas apenas afirmar que esta espiritualidade deve ser vista no seu mesmo aspecto físico. Todas as tentativas de unificar ou mediar a espiritualidade e a fisicidade da obra de arte, deixando-as distintas, conservam aberta a possibilidade de separá-las, e, por isso, a alternativa de negar uma em favor da outra, isto é, de volatilizar a arte no capricho ou enrijecê-la na técnica.

     Considerar a obra de arte como tal significa, pelo contrário, tê-la diante de si como uma coisa, e, ao mesmo tempo, nela saber ver um mundo; fazer falar com sentidos espirituais o seu próprio aspecto sensível; não tanto buscar o significado de sua realidade física como, antes, saber considerar esta mesma realidade física como significado: já que nesta não se trata de distinguir interno e externo, alma espiritual e corpo físico, pura imagem e intermediário sensível, realidade oculta e invólucro exterior, mas de encontrar a coincidência de espiritualidade e fisicidade”. (PAREYSON, 1989)[9]

Artistas ou designers, somos todos aqueles que se preocupam com a beleza e com a harmonia. Diferenças entre design e arte, talvez não existam, talvez existam apenas visões distorcidas da mesma realidade. Talvez alguém, um dia, tenha olhado essas coisas através de um prisma, ou de um caleidoscópio, e separado em muitas partes o que sempre foi um todo integrado. Talvez tudo seja uma coisa só, separada apenas por nossos preconceitos. Talvez…

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[1] Escola de design, artes plásticas e arquitetura, fundada em 1919 por Walter Gropius, em Weimar, Alemanha. Considerada a mais importante expressão do modernismo e uma das primeiras escolas de design do mundo.

[2] Retirado do artigo de Yeda Arouch – http://yedaarouche.arteblog.com.br/17785/Obras-inimigas-arte-degenerada/

[3] Optei pelo termo “instrumentos” para designar os equipamentos convencionais e não-convencionais para projeção de efeitos luminosos. Esse termo também é abusivamente utilizado pelos designers americanos em relação aos equipamentos de iluminação cênica.

[4] ARNHEIN, R. Intuição e intelecto na arte. São Paulo: Martins Fontes, 1989. p.68

[5] HORNBOSTEL, E. M. V. Die Einheit der Sinne – Melos, Zitschrift für Musik. Nova York: Harcourt Brace, 1939. vol 4, 1925, pp. 290-7. tradução para o inglês de Willis D. Ellis

[6] Op. Cit .Tradução livre

[7] Op. Cit. Tradução livre

[8] PAREYSON, L. Os Problemas da Estética. São Paulo: Martins Fontes, 1989. p. 119

[9] PAREYSON, L. Os Problemas da Estética. São Paulo: Martins Fontes, 1989. p. 120 – 121

Fonte: Revista Lume Arquitetura Ano V no. 30 – pags. 54 a 58

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CURSOS “DOMINGOS DE LUZ”

Cursos variados – duração: 4 h (14:30 h as 18:30 h – 15 min Coffe Break)

Datas:

20/04/08 – Projetos Luminotécnicos com LEDs – NELSON RUSCHER

04/05/08 – História da Iluminação – FARLLEY JORGE DERZE

18/05/08 – Iluminação Cênica – JAMILLE TORMANN

22/06/08 – Design de Interiores – MARCOS SIMÃO

27/07/08 – Design de Luminárias – LUÍS EMILIANO C. AVENDAÑO

24/08/08 – Novos Conceitos Luminotécnicos – JOSÉ VALDEZ

28/09/08 – City Beautification – PLINIO GODOY

19/10/08 – Certificação de Edifícios – ênfase em iluminação – ABILIO FABBRI

16/11/08 – Projetos Luminotécnicos de Grandes Monumentos – RENÉ LUI PIC

14/12/08 – Domótica – LUIZ ALBERTO LEITE
Preços (pagamento por boleto bancário):
 
R$ 150,00 público em geral

R$ 120,00 profissionais

R$ 60,00 estudantes, sócios ABIL, sócios Casa Park e Livraria Cultura (não cumulativo)

 

Curso Software Relux – JOSÉ VALDEZ:

Cursos duração: 12 h
 
16/08 – sábado das 08 h as 12 h e das 14 h as 18 h – 15 min Coffe Break

17/08 – domingo das 08 h as 12 h
Preços:
 
R$ 250,00 público em geral

R$ 200,00 profissionais

R$ 100,00 estudantes, sócios ABIL e sócios Casa Park

 

Local: CASA PARK : AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA (ao lado do Park Shopping)

Brasília – DF
 
Para inscrições acessar o site www.abil.org.br , link: cursos.

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CURSO DE ILUMINAÇÃO CÊNICA 2008 – Sampa

NÚCLEO DE FORMAÇÃO TÉCNICA

Surgido de uma discussão do papel do Técnico na atualidade em 2003, o Núcleo formado porprofissionais da área de iluminação, nasceu com a idéia de informar e formar profissionais, oferecendo Oficinas, Palestras e Assessoria, procurando assim contribuir para o aprimoramento e a conscientização do papel do Técnico no teatro brasileiro e na sociedade.

O Núcleo tem como meta também, fazer fazer um resgate da memória do Técnico no Teatro, haja visto que não existem registros desta história, nem literários, nem audiovisuais no Teatro Brasileiro,principalmente em São Paulo.

CURSO DE ILUMINAÇÃO CÊNICA 2008

A função deste curso é formar um bom técnico em iluminação, ou seja, a base da pirâmide profissional.

Para tanto trataremos mais profundamente de técnicas e materiais utilizados em Teatro, Shows, TV e Vídeo, trabalhando inicialmente conceitos como: o que é a luz e a cor, suas várias teorias, técnicas de roteiro e montagem de iluminação, diferenças básicas entre os vlarios tipos de equipamentos, seu uso,nomenclaturas mais comumente utilizadas, utilizadas, codificações internacionais de materiais, e muito mais informações pertinentes à área de iluminação cênica O Curso de Iluminação, é composto de 2 módulos, seqüenciais, com uma aulas semanais, com duração de 3 (três) horas diárias, perfazendo um mínimo de 100 horas/aula, onde serão abordados os seguintes temas:

“História do Teatro”

“Teatro Grupo e Teatro Comercial”

“História da Iluminação”

“O que é Luz”

“Teoria da Cor”

“O Olho e a Visão”

“Percepção das Cores”

“Noções de Eletricidade”

“Noções de Segurança em Eletricidade”

“Atitude e Disciplina Profissional”

“Tipos e Usos de Lâmpadas, Lentes e Refletores”

“Eletricidade e Segurança”

“Gelatinas de Cor e Filtros”

“Moving Light”

“Luz no Teatro e na TV, Arquitetural e Exposição”

“Técnicas de Montagem”

“Noções de Segurança em Montagens”

“Operação de Luz”

“Leitura e confecção de Mapas e de Roteiro de Luz”

“Motivação Profissional”

“Nomenclatura Técnica”

“A Educação do Olhar (assistindo espetáculos)”

“O Processo de Criação”

“Legislação e Registro Profissional”

Além destas matérias e suas ramificações, também estão previstas outras atividades como:

“Visitas Técnicas à Espaços Cênicos”

“Assistir Espetáculos em Cartaz”

“Visitação à Lojas e/ou Fabricantes”

Profissionais com reconhecida atuação no mercado de trabalho, poderão ser convidados para dividirem com os alunos suas experiências e vivências como forma de expandir a visão profissional dos alunos.

O curso será ministrado por profissionais com vários anos de atuação no mercado, trabalhando com Direção e/ou Criação em Teatro, Shows, Dança, Televisão e Comerciais, Iluminação Arquitetural e Museológica. Os membros fundadores do Núcleo de Formação Técnica e responsáveis pelas matérias supra citadas são, em ordem alfabética:

CIZO DE SOUZA (Iluminador) DRT 2110

DÉCIO FILHO (Iluminador) DRT 7737

LAURA DE FIGUEIREDO (Iluminador) DRT 8308

TONINHO RODRIGUES (Iluminador) DRT 2062

VINICIUS FEIO (Iluminador) DRT 1 3 5 7 3 – R J / 3 4 0 9 – S P / CREA 0 3 6 4 7 – 6

UÍLSON FRANÇA (Diretor de Fotografia, Vídeo/Cinema)

As aulas e palestras ocorrerão às segundas feiras, no período da noite e alguns sábados pela manhã. As visitas à espaços poderão ocorrer outros dias da semana, a serem combinados e as possíveis idas a espetáculos, provavelmente serão noturnas.

Serão admitidos alunos de idade mínima de 16 anos. Haverão avaliações periódicas de conhecimentos (para aprimoramento do estudo). O Curso oferecerá certificação, porém só receberão certificação plena os que tiverem mínimo de 80% de presença e 80% de avaliação positiva.

Haverá possibilidade de indicação para estágio em companhias, grupos e/ou firmas de montagem, além de encaminhamento do formando ao SATED-SP, para obtenção de Registro Profissional Provisório (aos maiores de 18 anos), de forma a poder ingressar, ou regularizar sua situação no mercado de trabalho.

CALENDÁRIO DE AULAS

MÓDULO 1

ABRIL
14 Aula de Apresentação
21 Feriado
28 Ética e Disciplina

MAIO
05 História do Teatro – História da Iluminação
12 Eletricidade 1
19 Eletricidade Prática 1
26 Equipamento e Nomenclatura 1

JUNHO
02 Equipamento e Nomenclatura 2
09 Equipamento e Nomenclatura 3
16 História do Espetáculo 1
23 Eletricidade 2
30 Eletricidade Prática 2

JULHO
07 Montagem 1 (Mapa e Roteiro)
14 Montagem 2 Prática
21 História do Espetáculo 2
28 Montagem 3 Prática

AGOSTO
04 Luz e Cor 1
11 Introdução a Estética 1
18 Operação de Luz 1 – Analógica
25 Luz e Cor 2

SETEMBRO
01 Operação de Luz 2 – Analógica
08 Introdução a Estética 2
15 Avaliação – Fim do Módulo 1

MÓDULO 2

SETEMBRO
22 Introdução ao DMX
29 Olho e Visão

OUTUBRO
06 Introdução TV/Vídeo 1
13 Operação de Luz 3 – Digital
20 Operação de Luz 4 – Digital
27 Operação de Luz 5 – Digital

NOVEMBRO
03 Introdução TV/Vídeo 1
10 Estética Complementar
17 Gobos e Novas Tecnologias
24 Introdução a Moving Lights

DEZEMBRO
01 Avaliação – Fim do Curso
08 Entrega de Certificados

HORÁRIO DAS AULAS MÓDULOS 1 E 2
19:00h. ÁS 22:00h.

TOTAL DE HORAS AULA
MÓDULO 1 – 66
MÓDULO 2 – 33

Informações: (11) 3101-4600 / (11) 3257-2264

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