Diferenças entre Decorador, Designer de Interiores e Designer de Ambientes

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Outra parte de minha monografia.

Já apresentei as diferenças anteriormente ligadas à arquitetura, mas vale à pena ressalta-las novamente focando melhor agora, na área do Design e Decoração:

O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles cursinhos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho não passa de uma maquiagem no já existente.

O Designer de Interiores, além do trabalho do Decorador que vem ao final do projeto tem a função de elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explicitas ou não, dos clientes e concretiza-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou não através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de tendências e novidades técnicas, do desenvolvimento de peças exclusivas entre outras tantas atribuições deste profissional. Porém seu trabalho restringe-se a ambientes internos.

O Designer de Ambientes está apto a elaborar projetos nos padrões dos de um Designer de Interiores, porém, este não está preso aos limites internos podendo atuar em paisagismo e light design de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que tenham elementos estruturais, que são aqueles que realmente podem colocar em risco a vida do usuário, assim como a de um Designer de Interiores mantém-se, apenas como formalidade e segurança técnica, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural.

Tais atribuições do Designer de Ambientes são sim reais – mesmo que não regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação cadeiras que o habilitam em conhecimento técnico para efetuar tais projetos.

Para o Designer de Interiores e o Designer de Ambientes uma nova realidade começa a despontar no horizonte: a Justiça Federal obrigou o CREA a nos inscrever e fornecer o registro (carteirinha) profissional. Este fato nos libera da sombra de outros profissionais em vários aspectos e partes dos projetos. Porém, através da lentidão da Justiça e imposições de entidades, os processos mantêm-se parados.

 

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33 comentários

  • É Paulo, não podemos esquecer daquele nosso amigo do nordeste que ganhou a causa na Justiça em todas as instâncias, tendo obtido o registro retroativo desde o início de suas atividades, junto ao CREA.....e até agora a ABD não colocou esse assunto em suas pautas de Regulamentação....
  • Engajado Paulo, O MEC, antes de qualquer orgão federal, foi quem reconheceu em 1962 o primeiro curso superior de Design na AMÉRICA LATINA, ou seja abaixo do Rio Grande (Divisa dos EUA com México). Esse curso superior serviu de base até uma década atrás como referência para o surgimento da maioria dos cursos superiores de Design no Brasil. Só que no MEC o Design é conhecido como Desenho industrial e esse termo se confunde com a turma do Desenho técnico de projeto industrial. Não sou professor universitário e por isso não posso extender conceitos sobre o MEC e as comissões de ensino. Mas posso dizer com certeza, que depois do Governo do FHC os cursos superiores voltados para o Design, foram criados para atender interesses de áreas setoriais de atividades empresariais específicas. Ou seja, foram criados cursos específicos das áreas profissionais do Design para somente atender certos setores de comércio e industria do país. Vamos ser mais suscintos! Foram criados cursos "drive-thru" para atender certos empresários que SE RECUSAM a pagar um Designer formado nos cursos tradicionais e que não interessam as suas atividades. Um Designer formado em Gráfico&Produto, não interessa a eles, pois esse profissional custa para a empresa o mesmo que um Engenheiro e ele, por profissão, questiona o sistema produtivo estabelecido. Uma encrenca que o subdesenvolvimento empresarial no país não aceita de forma alguma. Interessa o Design só para o que eles fazem e sem os questionamentos do Curso "tradicional". Estão destripando a profissão para piorar e não melhorar, afrontando o que promove as Associações Internacionais. Isso não é só no nosso país, acontece em países desenvolvidos hoje, por causa da tal de Globalização e seu corte de custos tirânico. Vamos no popular!!! Design é custo! E custo não interessa a esses empresários. Só quando eles são forçados, pela concorrência extrema a investir em Design para sobreviver. Infelizmente isso ainda não chegou a grande parte do empresariado do nosso país. E para os empresários no Brasil, Design é sub-produto da agência de propaganda da esquina, eles nem tomam conhecimento disso, não existe, é propaganda!!! Atenção! Eu não tenho nada contra a Propaganda e muito menos contra as agências, isso ocorre por culpa exclusivamente nossa! Deu mole o bicho come!!! Na Inglaterra, propaganda é propaganda e Design é Design, não se mistura e fica tudo bem separado!!! O Governo é sempre inconseqüente! A ele só interessa receber impostos! Se para isso a nossa profissão for destripada, cumpra-se!!! Por isso precisamos urgentemente da Regulamentação!! Você como cenógrafo, procurou um curso de uma área profissional do Design para não se envolver em obra. Meu irmão, eu como Designer de Interiores tenho que saber o que o Engenheiro fala e ser melhor do que ele. Já dei muita bronca em Engenheiro e Arquiteto, uma boa parte não consegue nem entender o que é Design e acha que isso é coisa de fresco!!! Me Desculpe, Design também é obra e nós para trabalharmos com os profissionais próximos de nós, temos que conhecer a profissão deles a fundo e discutir no mesmo idioma com eles! Sem isso, eles não nos respeitam e acham que somos descartáveis. Empresário não gosta disso!!! Designer não pode questionar(?) tem que obedecer apenas!!! O problema do povo não aparecer para conversar conosco é um velho vício de Brasileiro, eles que se entendam, isso não é comigo, eu me garanto sem essa baboseira e trapalhada de regulamentação!!! Estou ganhando nos meus Frilas e não preciso disso!!! Já Já vou ganhar uma nota quando for mais conhecido e ficar bem de vida!!! Subdesenvolvimento também é nosso, junto com a arrogância e desprezo pelos colegas, forma essa apatia burra que assola nossa classe profissional. Enquanto isso, na Europa os Governos subsidiam a profissão e nos EUA as Associações controlam o mercado de trabalho. Nós? Ficamos aqui queimando bytes ficando cada dia com o nosso mercado de trabalho aviltado e pressionado por profissionais de outras áreas interessadas. A oportunidade é uma mulher careca e ensaboada!!! Por último!! Em 1997 (ano que tive essa referência) existiam no mundo 45 cadeiras em cursos de nivel superior em Design!! Imagina quanto curso Drive-Thru superior isso dá no Brasil???!!!! Só que lá é sério e se formam profissionais excelentes, com estágio em empresas de porte, com departamentos de Design no organograma e o profissional reconhecido pelo mercado consumidor. Ou seja, lá tem oportunidades,com esse nome, e condições de um Designer viver, se não for burro, de forma condigna. Não dá para ficar rico, mas paga o leite das crianças! Agora, a concorrência é ferrenha!!! Chama o Leonardo e os 15 para a gente tomar um chopinho na esquina e ver os outros se dando bem as nossas custas!!! Iluminou???!!! Se mancol é difícil também!! Aqui neste país, mais ainda!!! Anda em falta!!! Foster.
  • Ola gostaria muito de conversar com profissionais formados na area de Design de Interiores tenho interesse em fazer o curso na cidade de campinas...mas gostaria de saber como esta o campo de trabalho aqui no estado de SP... grato por qualquer tipo de infornação
  • O seu desdém descrito texto com relação a profissão de decorador é extremamente clara, isso só prova a sua ignorância ao lidar com público...Sua Imaturidade e desrespeito lhe denunciam como uma pessoa longe de ser educada.. Assim como o seu texto, anti ético, é errado e crime nestas profissões, um profissional como decorador, ou designer de interiores se passar como arquiteto... ou um arquiteto se passar com eng.... de forma alguma um é melhor que o outro.. ou se formando em “Cursinhos baratos” ou universidades caras.... O bom profissional é bom.. independente de seu título ou qualificações.... Canso de lidar com arquitetos de universidades Federais conceituadas.. que me chamam, eu técnico em edificações , para arrumar algumas “gafes” do tipo, querer mudar um pilar de uma sala de apartamento... querer alterar banheiro de lugar... O decorador pode! Desenhar gesso, escolher estofarias, tapeçaria, selecionar profissionais, desenhar moveis, estudar e entender de iluminação... Construir anexos, quebrar paredes, adicionar estruturas. Enfim, seu texto se torna irrelevante no momento que vc diferencia profissões com desdém.... Seja bom em sua profissão e seja ético em seu posicionamento social..... amadureça suas ideias e aumente seus horizontes com mais informação
  • Ola, gostei muito do informativo acima. Eu moro nos Estados Unidos e estou colhendo informacoes sobre o curso. Estou querendo fazer o curso de design de interiores aqui e gostaria de saber se vale no Brasil e se eu comecar aqui e tiver que voltar ao Brasil, sera que eu posso transferir o que eu ja fiz. Tem alguma ideia? Mande resposta para meu email se possivel por favor. obs. desculpa pelo texto sem acentos meu teclado esta em ingles. Obrigada!
  • Olá! Não gostei nem um pouco do comentário pejorativo do Rogério quanto à inventer o termo Design de Ambientes. Sou formada pela UEMG em Design de Ambientes e não Design de Interiores. Durante meus velhos tempos tive aulas e aulas sobre as nomenclaturas presentes no MEC e é evidente que a não regularmentação da profissão criou uma séria de confusões quanto ao significado do termo o que gerou e gera até hoje essas discussões entre a trinca de profissionais e suas habilidades. Contudo, enquanto fiz meu mestrado no instituto europeu de design, conversando com um professor vi que decorador, interiores e ambientes não são três profissionais. O que ocorre no Brasil é exatamente o que o Paulo citou - cursinhos técnicos com noções de bom gosto - onde usar o nome designer ficou bonito. A real situação é que o ato de ornamentar (típico do decorador) e as habilidades de projeto de interiores (leva-se normalmente em consideração o interior proveniente da arquitetura), são habilidades do designer de ambientes. O DA (design de ambientes) é um projetista social aplicado que trabalha com espaços, não interessa sua natureza. O Lighting designer, cenógrafos, designer de interior de veículos e todos outros são especializações que podemos fazer. Mas no bacharel de Design de ambientes já estão inclusas todas essas aptidões. Enquanto estudante aprendi: - 4 práticas projetuais de Iluminação de interiores e uma matéria só sobre iluminação cênica, outra sómente sobre iluminação de jardins. - Morfologia vegetal, botânica, geografia física (acreditem), e 4 praticas projetuais de paisagismo - Projetos efêmeros como: exposição de arte, mostras, feiras, stands, eventos sociais e cenografia. - Interior de ônibus, materiais para revestimentos de automóveis dentre essas coisas ( tratei de criar de interior de um microonibus que atende a comunidades carentes de BH). - 3 semestres de ergonomia - 4 práticas projetuais só de mobiliário - e por fim 8 semestres de projeto de ambientes de DIVERSAS NATUREZAS. Observação: Meu projeto final foi de uma usina de gás, onde elaboramos calculos luminotécnicos demorados e complicados levando em consideração as normas da Abnt; processos mais ergonômicos baratos e ecológicos para estocar matéria prima e tudo mais que o Rogério simplesmente não deve ter NEM IDÉIA DAS NOSSAS CAPACIDADES. Indagando uma vez o vice reitor da faculdade (Dijon), ele mesmo foi categórico ao dizer que se chama ambientes porque na semiótica dos leigos e também de muitos profissionais da área, design de interiores é entendido com projeto de interior de construções residenciais e comerciais. É claro, assim como tudo no mundo que existem especializados Rogério, mas no exercício da minha profissão posso trabalhar como cenógrafa, lighting designer e também paisagista. Assim como o médico que após formado escolhe sua residência, o designer escolhe sua especialidade e muitas vezes surgem dermatologias/endócrinologistas e cenógrafos/designer de interiores.
  • olá..estou cursando Design de Interiores,mais estou querendo sair, pois não consigo emprego nessa área, e nem estágio. Estou decepcionada com esse curso, e desmotivada porque em alguns sites de emprego não trabalha com design e falam que é porque esse curso não tem muitas oportunidades. Gostaria que voçes me ajudassem.me respondendo no meu e-mail mairaspbh@yahoo.com.br. Obrigada!
  • Que bom..ja cansei de explicar a diferença entre decorador design de interiores e designers de Ambientes. Estou a concluir o curso de Design de Ambientes na Escola Superior de Artes e Design em portugal. O curso é vasto e oferece competências para se criar um projecto desde a raíz. Como funciona no Brasil? podemos assinar projetos? qual a diferença entre um arquitecto e um design de Ambientes?? beijinhos
  • Olá. Tenho muito interesse em estudar Design de Interiores e estou cheia de dúvidas. A principal, obviamente, diz respeito ao mercado de trabalho, afinal, quando fazemos um investimento em uma formação esperamos recuperar esse dinheiro e que a nova profissão será o ganha pão a partir da formatura. Dá para trabalhar e ganhar o suficiente para se manter, quem sabe até viver bem? Qual a recomendação de vocês quanto a isso? Associar-se a um escritório de arquitetura? Montar um escritório sozinha? No caso de montar um escritório pagam-se muitos tributos, fica muito pesado financeiramente? Posso trabalhar com um pequeno escritório em casa sem ter CNPJ? Agradeço muito a quem puder me ajudar elucidando satisfatoriamente todas essas dúvidas, preferencialmente e se possível enviando a resposta para o meu e-mail nathynha_fortal@yahoo.com.br. Muito sucesso para todos!
  • Que gostoso ler esta discussão entre vcs, Paulo e Foster. Estava procurando diferenciar a atuação de cada profissional e acabei obtendo muito mais informações. Sempre quis estudar arquitetura, mas pelas circunstâncias da vida ainda não pude. E hoje vejo o Design com tanta evidência. Estou me encantando com a profissão. Mas tenho uma pergunta (não me cobrem consultoria, hein! rs): Trabalho com portadores de vários tipos de deficiência e só vejo abordarem o tema ACESSIBILIDADE relacionado à Engenharia e Arquitetura. O profissional de Design também pode fazer projetos que se destinem a facilitar e otimizar a funcionalidade dos espaços para essa clientela? Desde já agradeço e aguardo resposta. Desejo que tenham sucesso e que suas discussôes fomentem noutros profissionais a busca por mais conhecimento e a coragem em batalhar pelo seu espaço.
  • Olá Foster, estão corretas as tuas colocações e a sua visão sobre a zona que está o mercado do Design aqui no Brasil. Só preciso corrgir uma coisa (creio que nao fui muito direto e preciso no outro post): Quando eu coloquei que da cenografia parti para interiores por não gostar de obras, só o fiz pois na realidade a minha intenção nunca foi produzir projetos de engenharia ou arquitetura. O meu foco sempre foi a ambientação dos espaços. Nunca a parte de estruturas e afins. No entanto, nos cursos de Interiores temos duas disciplinas que nos passam estes conhecimentos: Instalações prediais: eletrica, hidráulca etc etc etc. Tudo pertinente às instalações necessárias em uma construção. Análise e leitura de projetos: onde aprendemos a ler nas plantas onde encontram-se elementos estruturais que não podem ser alterados sem a interferência de um novo projeto estrutural na área específica, as cargas que comportam, o material utilizado, etc. No entanto, não aprendemos a fazer os cálculos pois este não é o foco de nosso trabalho: estruturas. Aprndemos a fazer essa leitura para conseguirmos perceber o que é possivel e o que não é possível fazer dentro de um projeto. Porém, não podemos determinar a derrubada de uma parede de forma inconsequente. Antes temos de fazer uso desses conhecimentos adquiridos para verificar as reais possibilidades. Detectado que a mesma pode ser derrubada, buscamos parceiros (engenheiros civis preferencialmente) que farão parte do projeto realizando as alterações possíveis e as correções necessárias ANTES DA EXECUÇÃO. E assim seguimos em qualquer alteração necessária para melhorar os espaços projetados. Coloquei preferencialmente engenheiros civis pois são raros os arquitetos que se permitem trabalhar dessa forma. Alguns deles preferem correr ao CREA e denunciar o Designer por exercício ilegal ou até mesmo tentam tomar o cliente usando argumentos escusos. Estes poucos são aqueles queentendem parcerias de uma forma pejorativa. Para eles o termo correto é sombreamento. Desses mantenho distância e jamais serão chamados para qualquer tipo de parceria. Mas isso nao vem ao caso agora, foi só para constar pois sei que iriam começar a me detonar pela web em outros blogs e comunidades se eu não fizesse esse esclarecimento. Portanto caro Foster, como pode ver os cursos de Design de Interiores são bem mais complexos que aqueles cursinhos de decoração que, infelizmente, ainda existem e ajudam a bagunçar o mercado. Saudações iluminadas!!! Se você for de Sampa, no final de junho estarei por aí para tomarmos aquele chopp. Paulo Oliveira
  • todos os comentarios são validos, mas nos design de interior , tambem temos nossas atribuições e no Brasil , nõa basta ser qualificado tem de ser Habilitado ,para poder exercer qualquer profissão. por isto defendo o registro sim , tomos devemos ser habititados e qualificados, vamos a luta , design sem registro e desenhista de Arquitetos e Engenheiros. Basta..........
  • Grande Foster, está chegando onde eu quero rsrsrsrsrsrsrsr Corretíssimas as suas colocações sobre a CF porém vc só se esqueceu de uma coisa básica: MEC e suas diretrizes e normas. O MEC por ser um órgão regulamentador componente da esfera pública tem tanto ou mais poder que qualquer outra associação ou entidade de classe. Nisto temos as diretrizes e normas curriculares formuladoas plos Conselhos do MEC. Estes conselhos baseiam-se em movimentos e necessidades reais do mercado para determinar suas ações. Logo, estas vem de encontro com as especificidades e necessidades REAIS do mercado e dos profissionais. Portanto, são REAIS também as habilitações e atribuições contidas nessas diretrizes e normas. Aí ficam as perguntas: quem está com a razão? Qual norma tem mais "poder"? O Governo agiria de forma inconsequente ao sancionar tais normas? Se não houvesse a real necessidade dessas áreas e a visível falha dessas nos cursos correlatos, pra que então a formatação destes cursos? Entre inúmeras outras que entram nessa linha... Concordo que a área de Interiores da forma que vem sendo aplicada carece de intervenções urgentes na alteração das Matrizes Curriculares de forma a "abrir o leque" do profissional. Realmente eu não tive absolutamente nada em meu curso sobre interiores automotivos, náutico, aereo... Porém, se me jogarem um projeto creio que consigo fazer algo à duras penas.... mas consigo. Isso vai de cada profissional e seu interesse em pesquisa e aprimoramento e refinamento profissional. Mas que realmente faz falta faz. Porém, há sim a parte de DESIGN nestes cursos: movelaria, produtos&acessórios, muitas vezes a parte gráfica, a própria composição visual do paisagismo entre várias outras interferências pertinentes ao Design. É aí que entra um ponto X nessa questão de interiores x arquitetura: eu optei por este curso pois nao tenho a menor pretensão em realizar projetos arquitetônicos, estruturais, etc. O meu foco sempre foi Interiores e Ambientes uma vez que iniciei meus trabalhos com cenografia. E creio que esta é a razão da grande maioria dos que buscam este curso também. O mesmo acontece com LD que é hoje, minha principal área de atuação profissional. Por falar em LD, de acordo com o código de ética das associações inyternacionais de LD nem de longe um profissional pode atrelar-se ou amarrar-se a algum fabricante. Salvo se o seu trabalho for pesquisa e desenvolvimento de produtos. Ergonomia e antropometria... que chegue logo o momnto da conclusão da pesquisa brasileira e sua divulgação. E que o provável livro nao seja tão caro rsrsrsrrs Eu não fiquei bravo com o tal Design de plantas. É que na hora eu me lembrei de um outro "tipo" de designer que vi numa revista tempos atras: pet designer.... arrrrrrrghhhhh. Como você mesmo colocou, trata-se mais de manipulação genética que qualquer outra coisa. E outros tipos, não passam de artesanato "copista". Não é a toa que fiz uma especialização em Ensino Superior e foquei minha pesquisa exatamente em cima desses pontos falhos dos cursos de Interiores buscando, não engessar, mas sim formatar uma matriz básica e geral complementada por outra optativa. Creio que isso também se faz necessário nos outros cursos de Design existentes no Brasil: uma padronização. Quanto à união Foster, perceba aqui mesmo por este blog e também pelo meu: uma carrada de visitas diárias porém comentários, um ou outro. Um tópico sério como este e estamos somente nós dois aqui "batendo boca". Houveram de inicio algumas participações, porém logo cessaram e ficamos nós dois aqui isolados. A impressão que dá é que o povo tem preguiça em se aprofundar nos assuntos o que implica em "dar a cara a tapa" como estamos fazendo aqui. Perceba também nos outros tópicos a quantidade e teor dos comentários. Como pensar e acreditar num cartório de designers? Numa união de Designers realmente voltada à nossa regulamentação? Você viu meu post sobre o requerimento ao P&D? http://design.com.br/blog/09/05/2008/pd2008-%e2%80%93-requerimento/ Perceba a participação... Realmente creio que jajá sairemos eu, você e mais uns 15 gatos pingados de mãos dadas com Leoonardo pelas ruas... Regulamentação Saudações iluminadas!!! E firmes, adiante nessa luta!!!
  • Meu Iluminado Paulo, Vamos lá! Constituição da República Federativa do Brasil. Art. 5º Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; ( Para todas profissões regulamentadas ou não, sendo que as regulamentadas é que definem esse item pela lei.) XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; (Eu falei!!) XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; ( Profissões regulamentadas estão protegidas por este parágrafo e por isso não podem ser "abertas" pelas não regulamentadas, temos que respeitar essas profissões) § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Art. 170. Dos Princípios Gerais da Atividade Econômica Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. (Aí que a coisa pega!!) Os artigos da CF que estamos citando estão acima, para avaliação dos leitores. Não sou só Designer de Produto, mas também Gráfico e por que não dizer de Interiores e Lighting, aplicados aos interiores que executo. A profissão de Designer tem que ser ampla ,sem restrições,sendo sempre ampliada e multidisciplinar. Temos que ter como áreas básicas as de Design Gráfico e de Produto, sendo que as outras áreas profissionais subseqüentes, como Designer de Interiores , Aeronáutico, Lighting, Jóias, Webmedia e por aí vai....como áreas da profissão e nunca como profissões independentes. O Designer, durante a sua vida profissional, tem o direito e dever de buscar suas áreas de interesse e atuação livremente,sempre procurando utilizar os conceitos básicos da profissão em todas as áreas que atuar e procurar se aprofundar. Designer não é especialista mas um generalista! É um "Médico Clínico Geral", com interesse em suas áreas de atuação que estiver atuando ou que irá atuar. Esse conceito acima é amparado pelo ICOGRADA, ICSID e IDA. O IFI, se não me engano, por causa dos arquitetos,tem divergências sobre isso. Por isso, não faz parte do IDA. Só para sua ciência, o primeiro curso livre de Lighting Design no Brasil (com esse nome) foi promovido por uma multinacional de iluminação no subúrbio do Rio de Janeiro em 1978, logo depois que um Arquiteto Francês fez a iluminação especial do Corcovado para essa multinacional. Logo depois, por alguns anos, foram repetidos esse curso onde foram "formados" vários profissionais de arquitetura,design, artes plásticas,cênicas e etc. Não quer por isso dizer que hoje um profissional de Design tenha que se atrelar a um fabricante ou multinacional, mas o início foi assim, essa área do Design, com esse nome, foi introduzida no Brasil por uma multinacional de iluminação. Foi isso que quis dizer e você entendeu errado. Acho bom mesmo que se use o Neufert e o Dreyfuss, a conjugação de ambos, com algumas restrições de medidas e padrões, pois eles se basearam em populações que não a Brasileira, podem e devem ser aplicadas com critérios aos projetos nacionais. Quanto ao Design de plantas, não fique bravo, mas ele já ocorre no meio botânico. Existem concursos internacionais para se obter um "efeito " em certos tipos de de plantas decorativas e dependendo do Interesse do Designer pela área, em conjunto com botânicos e outros profissionais de paisagismo, pode-se hoje conseguir uma planta para se obter um efeito para um tipo de ambiente....interno e externo. Chama-se genética!!! E não é ficção científica! Por último, quanto ao curso de Design de interiores, você só me falou da parte que sobrepõe ao da Arquitetura. Não há nesse curso, nada sobre interiores de Automóveis, trens e etc! O que é a parte verdadeira do Design. Fica só na Arquitetura e não toca nas áreas de atuação que o Designer tem que atuar! Lighting Design também! Um interior de um A380 tem um estudo maravilhoso de Lighting Design, exatamente com as sombras e luzes que me falou e não é pouca coisa!!!! Esse foi um dos motivos que fiz a minha interferência aqui. Falta essas cadeiras nesses cursos e isso é exigido no exterior! Por último, Paulo, vamos parar de Romantismo aqui. O Design já passou de muito disso e se transformou em uma profissão estratégica em outros países e extremamente subsidiada lá. No Brasil, infelizmente, sem cartório, você não existe! Desde das Capitanias Hereditárias essas paragens são assim... culpa dos Europeus!!! Leonardo da Vinci, aqui e hoje, estaria reclamando como nós. Por isso venho desde 1977 lutando para que nós Designers, formados ou profissionais com cinco anos de atuação na profissão, sejamos reconhecidos pelo Governo Federal. (Accreditation) Sem isso, ficamos como estamos hoje, profissionais com "Jus espernianti" (Os Advogados que me corrijam do latim) e sem nenhum amparo legal e perdendo oportunidades preciosas, que seriam nossas, por pura burrice e falta de união. Abraços Paulo, mas temos que conseguir essa Regulamentação rápida,antes que a profissão de Designer desapareça , por interesses de outras profissões e lobbies de empresários. Foster.
  • Foster, realmente falamos sobre as mesmas coisas porém com uma diferença: você parace ser formado em produtos e eu, em interiores/ambientes. Talvez daí que você não esteja conseguindo entender o meu ponto de vista. Design de Interiores/Ambientes usa tanto Neufert quanto Henry Dreyfus. Nestescursos de Design de Interiores/Ambientes vemos isso em conjunto. Começamos com disciplinas voltadas a estudo e analise dos espaços (construídos ou não), psicologia comportamental, desenhos e mais desenhos, projetos e mais projetos, hist da arte, da habitação, do mobiliário, e varias outras que formam uma base geral. Depois adentramos na parte específicado Design e Decoração com ergonomia, acessibilidade, produtos, iluminação, paisagismo (idêntico à maioria dos curso de arquitetura - raros os cursos com essa cadeira de +2 anos e mais raros ainda os profissionais que a cursaram), cores, forma, composição, instalações pediais, leitura e análise de projetos estruturais e arquitetônicos, etc... Dispenso comentar sobre o seu gracejo sobre design de uma planta nova... e sim, estudamos botânica dentro da disciplina paisagismo. Portanto, qualquer tentativa de barrar o exercíio profissional torna-se criminoso de acordo com a CF. Sim, fomos formados, habilitados para exercer esta profissão principalmente pelo fato de que não gastamos tempo com projetos arquitetônicos e estruturais pois, além de não podermos fazê-los, este NÃO É O FOCO DE TRABALHO NOSSO. Pra você ver como estamos sendo antagonistas realmente: eu falo sobre a formação e o que a LEI diz sobre formação e exercício profissional. Você fala sobre o que a Lei não diz ou prefere manter escondido atrás de normas feitas por conselhos de forma corporativista e umbiguista - pra nao dizer reservando mercados. Porém, creio que vale a pena você dar uma lida na CF para ver que não estou errado. Concordo plenamente quando diz que precisamos ser reseitados, que nossa área - o Design - precisa ser reconhecido e regulamentado pois só assim, esse tipo de confusão terá fim. Mas enquanto isso não acontece, temos sim que esclarecer muitas coisas tanto para os acadêmicos e profissionais quanto para o mercado. Se existem diferenças, especialidades, especificidades, todos tem o direito de tomar conhecimento disso. Mas certas associações não querem isso, preferem manter o Design cego, surdo, mudo e acéfalo. Exatamente por ser uma coisa muito recente (LD) é que vemos aqui no Brasil associações agindo de forma corporativa na tentativa de reservar o mercado para poucos, indo claramente na contra mão do que pregam as associações internacionais. No meu outro post sobre interposições profissionais falo mais especificamente sobre isso, divirta-se!!! E, etá errando feio ao afirmar que o LD nasceu pelos fabricantes. Estes só fizeram produzir peças que resolvessem problemas projetuais e com isso, vemos hoje essa mega gama de luminárias, lâmpadas e equipamentos diversos. Com os fabricantes temos apenas uma das áreas de LD: projeto e luminárias e equipamentos. Porém, de acordo com o CE do IALD e de outras associações,o profissional de LD não pode atrelar-se de forma a favorecer este ou aquele fabricante. Este deve ser livre para criar. Este dever ser livre para brincar com a luz e com os equipamentos de que dipõe no mercado ou ainda, criar novos equipamentos e meios de iluminar. Luz sobre qualquer assunto é muito bom e deveria ser uma ação de todos porém sem se esquecer do básico: existe luz e sombra. Ainda bem que o Design de Interiores/Ambientes e o LD encontram-se hoje à meia sombra pois são áreas específicas, com semelhanças e diferenças com outras, porém únicas em sua formação e conceito. Saudações luminosas!!! LD&DA Paulo Oliveira
  • LDDA Paulo, Obrigado por me informar qual era o link para o seu artigo. Mas depois de lê-lo, não tenho o que modificar o que disse. A diferença entre Arquitetura e Design é que um tem na sua formação o enfoque no espaço e na circulação das pessoas. Tanto é que a "biblia" dos Arquitetos é o Neufert. Os Designers vão mais além, não ficam enfocados só no espaço e na circulação das pessoas, mas também nos detalhes e produtos de uso decorativos. Tanto é que a nossa "biblia" é o Henry Dreiffuss e suas planilhas. A tal de "usabilidade" do espaço / ambiente. A Drª. Ana Maria de Moraes, minha colega de turma, falou sábiamente sobre o assunto. Arquitetos e Designers devem e tem que se articular projetualmente, para a melhor concepção de uma solução de decoração e definição de um AMBIENTE, seja ele uma habitação unifamiliar, prédios para várias finalidades e áreas de eventos. O Designer, por ter uma formação muito mais ampla e diversificada, ultrapassa hoje a Arquitetura, quando projeta em conjunto com Engenheiros e técnicos, de especializações as mais variadas, interiores de veículos de transportes individuais, especiais e de massa, fora centros de controle e áreas de comandos para várias finalidades. ( ERGONOMIA ) Quanto ao Urbanismo e ao Paisagismo, cadeiras de extensão dos cursos superiores de Arquitetura no Brasil (+2anos cada), o Designer pode e deve interferir na concepção do mobiliário urbano, sinalização e de luminárias específicas para essa áreas abertas. No paisagismo, a nossa interferência deve se limitar na parte de mobiliário externo de jardins,coberturas e stands , sinalização e iluminação dos jardins ,fora isso é competência do Arquiteto e do Paisagista. Vai fazer um Design de uma planta nova??? Um arranjo de flores???? Estudou Botânica? Em eventos e feiras, ambos os profissionais podem se articular para cada um contribuir em suas áreas e promover o melhor resultado junto aos promotores e ao público visitante. Quanto a nós estarmos falando de uma forma antagônica, me desculpe, mas não concordo! O Paulo está enfatizando o lado de habilidades de cada profissão e por isso é que há a misturada de conceitos hoje, pois ambas se misturam em certos momentos e eu, só estou mostrando o que a legislação especifica, aí as coisas ficam um pouco mais definidas e separadas. Mas antagônicas? De forma nenhuma, as duas deveriam ter os seus direitos e deveres reconhecidos pelo Governo federal, pois o Design hoje nos "paises desenvolvidos" é reconhecidamente um profissão de estratégia nacional, sob apoio de seus governantes máximos e até sendo sustentado e subsidiado pessoalmente por eles. Paulo, veja a Arquitetura antes de 1980 e saiba que luminotécnica, com esse conceito atual é coisa muito recente, resultado do desenvolvimento tecnológico dos fabricantes de elementos de iluminação. Antes era vulgarmente chamado de iluminador e só! Antes, mais ainda, era o cara da lâmpada,e não era gênio! Espero ter posto um pouco....de luz, sobre esse assunto. Abraços para todos! Foster.
  • Rogério, o outro artigo está aqui: http://design.com.br/blog/22/04/2008/design-de-interioresambientes-x-arquitetura-de-interiores-x-decoracao/ Tem vezes que lendo vcs dois, não sei mais quem está falando! vc concordam de forma antagônica. heheheh
  • Prezado LDDA Paulo, Pelo visto você é que não me entendeu direito....e vamos destrinchando esse embróglio. Eu nunca falei que um Designer NÃO TEM CAPACIDADE criativa e de projeto para fazer interiores ou outras áreas profissionais pertinentes a nossa profissão. Na Europa e em outros países o Arquiteto exerce a função de Arquiteto de Interiores que lhe é pertinente ao curso superior e faz até a parte de Design, limitado aos conhecimentos e os conceitos de Arquitetura. Como disse, essa área limítrofe entre a nossa profissão e os Arquitetos tem sido discutida há décadas e se torna estéril, pois a finalidade é única e a forma de se obter o resultado, vai depender da formação do profissional encarregado do projeto e sua experiência. O mundo inteiro sabe que essa trinca (Designers/ Arquitetos/ Engenheiros) ou quadra , se acrescentarmos os Técnicos formados em suas áreas específicas e atuando em cada projeto, conforme suas especializações, é imbatível. Todos os profissionais se articulando e promovendo o resultado final do projeto ou empreendimento em que estão trabalhando. Mas cada um no seu "galho" e não procurando interferir ou trazer para si a área profissional do outro. Essa divisão NÃO tem nada a ver com a nossa CF,de 1988, que infelizmente, por você não conhecer um pouco mais de leis, ela não tem o poder de retroagir e "desfazer" a regulamentação dos Arquitetos,Engenheiros, Advogados,Médicos e todas as profissões regulamentadas antes dela. Lei NÃO retroage, só modifica o que surgir depois da data da sua promulgação. E por essa razão o nosso desespero por querermos regulamentar a nossa profissão, pois a situação atual que gera esse nossa conversa ,nos deixa em patamar inferior legalmente e comercialmente. Nada a ver com capacidade, por favor. Ou seja, o Arquiteto tem regulamentado dentro das suas capacitações a área de Interiores e Urbanimo desde, se não me engano, 1948! Foi uma luta para se regulamentar isso na época, pois meu pai foi um dos últimos profissionais formados como Engenheiro-Arquiteto na cidade do Rio de Janeiro e viu, quando em vida, a luta que os Arquitetos tiveram, na época, para regulamentar a profissão no Brasil. Pois, se você não sabe, existia apenas uma permissão da Prefeitura para que um mestre-de-obras (Empreitero) qualquer, fizesse tudo isso que estamos comentando aqui no lugar do Arquiteto e do Engenheiro civil e de você. Arquiteto não é Deus, apenas um profissional legalmente reconhecido pelas leis do nosso país para atuar nessas áreas. Não misturar permissão legal com capacidade profissional, erro muito comum hoje em dia, principalmente pela nossa CF atual, que juntou gato com lebre por ambos terem focinho preto e bigodes, só que um mia e outro não pia. Em outros, países desenvolvidos, que não preciso citar aqui, um profissional de qualquer área profissional pode exercer o que quiser, desde que tenha um curso reconhecido na área, seja homologado pelo sindicato ou associação profissional NACIONAL. Só que tem mais um problema, ele tem que renovar esse credenciamento junto a esses orgãos em tempos pré-determinados para que possa TRABALHAR na profissão ou área de atividade escolhida, sob risco de exercer ilegalmente a profissão. O cliente exige esse credenciamento atualizado para que o profissional seja aceito no projeto ou empreendimento e se esses orgãos receberem alguma reclamação do profissional, este será julgado apto ou não para exercer a profissão e pode ter sua habilitação cassada sendo impedido pelas leis do estado ou do país de exercer. Lá fora é assim. Isso também vale para os cursos que formam os profissionais, sendo que os melhores cursos, os seus formados, são disputados dentro das salas de aula. Lembrando, esses cursos são pagos e muito bem pagos e só um aluno com um excelente histórico escolar ou fizer algum esporte tem bolsa total ou parcial. Último detalhe, em concorrências, o profissional, antes, vai ser selecionado pelos orgãos para poder participar, se não for aprovado, neca, fica na rua. Manipulação e lobby, existe no mundo todo,só que hoje no Brasil existem as profissões regulamentadas e as...outras consideradas descartáveis como a nossa (pensamento deles, congressistas) Cabe a nós lutar para inserir a nossa nas profissões regulamentadas e de forma que seja compatível com as Associações internacionais. O IALD, sendo uma instituição Internacional responsável e homologada, como as outras irmãs que eu citei, JAMAIS pode interferir nas leis dos paises membros, apenas pode indicar ou sugerir caminhos para os associados encaminhem a profissão ou atividade profissional que elas representam seguindo um critério universalmente aceito. Jamais impondo leis de qualquer categoria. Quanto a capacidade de um profissional de Design, nessas áreas deve sempre trabalhar em conjunto com o Engenheiro civil(Obras) , Arquiteto, e porque não o Técnico em Luminotécnica. (isso não existia algumas décadas atrás) Tudo conjugando para o bom resultado do projeto. Agora, que aqui no Brasil, o cliente se puder não contrata nenhum desses profissionais, isso não contrata não, custa caro e o seu Zé da esquina faz a mesma coisa, do jeito que quero e sem idéias mirabolantes , baratinho,baratinho. Design? Isso é coisa de riquinhos, eu quero é meu estilo neo- modernoso- rococó - fazendão. Infelizmente é isso, foi o que a nossa CF regulamentou! Você disse, é Lei! Quanto ao meu site, na entrada tem uma animação em Flash que realmente dependendo do provedor demora um pouco, mas abrindo está abrindo, volte lá que ele está funcionando. Se você está curioso, sou um Designer de Interiores de um certo tipo de interior e com irmão Arquiteto, arquiteto de interior também. Só o que eu faço ele não faz e vice-versa. Assim não há brigas em família. Http://www.fosterdesigner.com.br ou só .com Peço a você, que me envie a cópia do seu artigo anterior, que como disse, não li e faço toda questão de lê-lo e gostaria de saber de onde você tirou a sua listagem de áreas profissionais, pois em 1997 tinha 66 (sessenta e seis) áreas reconhecidas de atuação do Design no mundo , hoje deve ter muito mais e as 45 (quarenta e cinco) cadeiras de nível superior do Design? Fonte? As Irmãs! Por último, sou contra a nossa entrada no sistema CREA / CONFEA exatamente por que lá infelizmente temos políticas que hoje não atendem mais os Arquitetos e por conseguinte, muito mais a nós pobres recém -chegados! Esse sistema não reconhece a possibilidade de multidisciplinariedade sob uma denominação inicial de DESIGN que a nossa profissão exige, isso é um ponto que confronta até o nosso direito comercial...que é de 1911 e não foi atualizado! Por nossa profissão ser altamente dinâmica, ela exige diante ao nosso padrão de regulamentação profissional uma Confederação e conselhos próprios. Sei da URGÊNCIA de todos nós em termos isso, mas vamos fazer as coisas direitas, sob risco de uns poucos meses depois, termos que ficar na mesma situação dos Arquitetos hoje. Por favor, me mande seu artigo para meu eddress: foster.designer@infolink.com.br lerei com prazer. Foster.
  • Rogério, uma outra coisinha que me ocorreu durante a noite: As áreas de decoração e Design de Interiores/Ambientes nunca pertenceu de fato à área de arquitetura. O que aconteceu foi que na década de 80, com a baixa do mercado de arquitetura, a grande maioria dos arquitetos partiu para esta área, pois era um mercado onde sempre existiam clientes disponíveis e com grana suficiente para pagar um profissional. Isso se chama apoderação e nada tem a ver com ter direito sobre. Se assim não fosse, não estaríamos vendo hoje em dia muitos - mas muitos mesmo - arquitetos (que chamo-os aqui de CONSCIENTES) estão partindo para fazer estes cursos de Design de Interiores e até mesmo as especializações para cobrir exatamente esta falha, ou falta, ou ausência desta área dentro de seus cursos. Pois entendem que um projeto de interiores vai bem além daquilo tudo que viram em suas academias. Não é difícil encontrar em fóruns de arquitetura, arquitetos concordando e confirmando quando dizemos que nas matrizes dos cursos de arquitetura não há absolutamente nada que os habilitem a usar tal terminologia profissional. Portanto, como se vê, não há esta invasão de áreas que você cita. Se há, está sim havendo no sentido contrário ao que você tentou empregar: de lá para cá. Por mais que ainda não sejamos regulamentados - o que facilita esse movimento - a área de Design de Interiores/Ambientes é muito bem formatada e delimitada. À excessão da parte que trata do Design - concepção, criação, surto psicótico criativo de objetos, mobiliários, etc etc etc.
  • Rogério, não sei onde eu possa ter "pisado" na bola como vc diz em minhas colocações. como falei, este é apenas um fragmento de um trabalho amplo de pesquisa que fiz onde incluí inclusive as tais irmãs citadas por você. Esta parte do texto - o todo - eu verso exatamente sobre os problemas profissionais enfrentados pelo Designer de Interiores/Ambientes bem nesta área limítrofe entre design e arquitetura que é sim, também uma atribuição profissional do Designer de Interiores/Ambientes e que, por sinal, a que mais tem dado problemas na atuação profissional. Nós, Designers de Interiores e Ambientes temos sim o conhecimento necessário para atuar nesta área pois nossa formação (lembre-se da CF) nos habilita a isso. Portanto, qualquer tentativa de imputar um exercício ilegal da profissão cai por terra pois se nao temos a regulamentação, temos a CF que nos garante. e Lei nenhuma, norma alguma pode sobrepor-se à ela tornando-se inconstitucional. E, acertadamente digo que, todas as normas do CREA, IAB e outras mais ferem a constituição exatamente por nos negar um DIREITO adquirido ao estudarmos, especializarmo-nos para um determinado fim. Não vejo sinceramente qualquer erro nessas colocações uma vez que deixo claro os limites - o até onde podemos ir - dentro de um projeto: no caso, quando começa a envolver a parte estrutural. Apesar de termos sim a leitura perfeita das plantas arquitetônicas e estruturais, tais conhecimentos nos são repassados apenas como forma de que possamos visualizar mais possibilidades para o projeto sendo derrubando esta ou aquela parede, seja prevendo aberturas mais amplas como ampliação de janelas e portas ou ainda, no caso da acessibilidade, quando o projeto exige alguma intervenção mais pesada. Porém perceba que ressalto que podemos fazer isso sim SEMPRE EM PARCEIRIA COM UM ARQUITETO OU ENGENHEIRO. Sobre as áreas de atuação do Designer de Interiores, comecei a escrever um tempo atras uns artigos sobre isso. Fiz 4 porém não tive mais tempo de voltar a escrever para finalizar a série. ÁREAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL. Estes citados por você estão sim na minha listinha para posteriores artigos, porém só os farei quando tiver tempo pois atualmente tá dificil. Você confunde sériamente arquitetura de interiores com design de interiores... sugiro que dê uma lida no meu outro texto, postado antes deste. Bom, quanto às sobreposições em urbanismo e paisagismo posso reafirmar a mesma coisa que já fiz acima. Muitos cursos tem a disciplina paisagismo. Também existem muitos cursos reconhecidos em paisagismo que te dão um diploma e que vc pode trabalhar como paisagista. Então, não vejo porque não atuar dessa forma, nesta área. Porém aqui entra novamente aquela questão da segurança em se trabalhar sempre em parceiria com arquitetos e urbanistas. Porque um Designer não pode propor um modelo, uma idéia que vise melhorar um espaço? Será que seus conhecimentos não são suficientes? Podemos não ter a visão urbanística acadêmica que os arquitetos tem, porém, temos sim a visão de vida, aquela observadora que detecta os erros e falhas cometidos e que nos fazem ficar delirando sobre como seris se EU tivesse feito este projeto. Isso é contra a lei? Ou será que vai-se cair novamente na questão: arquitetos = deuses? Prefiro não ir por esse lado pois sei bem que nem de longe o são. São passíveis de falhas e erros assim como qualquer outro ser humano, qualquer outro profissional. Se não pensa assim, é um mero arrogante e ignorante. Luminotécnica nunca foi exclusividade de arquitetos. Veja os sites do IALD e ELDA. As duas principais associações mundiais de Light Design não fazem distinção entre as profissões. Fazem sim, pela capacitação técnica do cara, do profissional. Porque aqui no Brasil tem de ser diferente e, mais uma vez, tentarem puxar e reservar este mercado exclusivamente para eles? TÁ ERRADO! É ANTI CONSTITUCIONAL. É CONTRA AS NORMAS DO IALD. Quanto a entrarmos no CREA, se esta for a melhor s mais rápida opção para que possamos ter garantias de atuação profissional e, ao mesmo tempo, uma forma de garantir aos clientes a segurança necessária, creio sim ser uma boa. Eu quero sim poder passar um papel oficial aos meus clientes onde eles sintam-se seguros: a famigerada ART. Ao menos enquanto a nossa regulamentação nao sai nem do papel. A questão da saída dos arquitetos do CREA tem mais coisas que aparentemente você desconhece, não é somente o ponto de estarem "engessados" rsrsrsrs melindres é uma delas. Em momento algum estou desrespeitando profissão alguma. Apenas faço colocações pertinentes e reais sobre formação x atuação profissional, que nos é garantida pela CF. Em momento algum busco sobrepor profissões. Apenas constato que pelo movimento do proprio mercado iniciou-se a necessidade urgente de um profissional que atuasse e fosse formado exatamente nesta área. Especificamente nesta área. Sobre a regulamentação, sim esta é imprescindível para que possamos finalmente trabalhar em paz e "dentro da lei". Porém, não podemos deixar que outras áreas profissionais continuem manipulando com força de lobby o congresso nacional contra a nossa regulamentação. E aí? Quem está infringindo a lei afinal de contas? Em momento algum busco briga com ninguém, apenas esclarecer pontos sobre a formação do Designer de Interiores/Ambientes que ainda estão bastante desconexas e desconhecidas na cabeça da população, de outros profissionais e, percebo, até mesmo dentro da sua própria cabeça que leu e não entendeu, ou não quis entender. Sobre Ambientes, o que quis dizer com isso é que os conhecimentos de um Designer, adquiridos no meio acadêmico, lhe permitem extrapolar as paredes internas de uma construção. É normal nos cursos de Interiores os professores (normalmente arquitetos) dizerem que você não pode mexer na varanda da casa pois trata-se de exterior. Porém tenho sim conhecimentos suficientes para fazer as intervenções necessárias nessa parte com a devida segurança e sem colocar a vida de ninguém em risco. Isso é um típico movimento de reserva de mercado pois dificilmente um cliente irá contratar um profissional para fazer o interior e outro para o exterior. Outra coisa é que podemos sim fazer projetos nas áreas de eventos como por exemplo: desfiles de moda, festas ao ar livre, shows, enfim.... O termo interiores nos prende exatamente a este conceito: apenas entre 4 paredes. E também entra a concepção/criação de tudo o que é pertinente a estes: móveis, luminárias e iluminação, etc etc etc. Assim como na Europa e em qualquer outra parte do mundo, os Designers de Interiores/Ambientes são respeitados e tidos como PARCEIROS, um bem valoroso a mais em qualquer projeto. Bem diferente do que acontece comumente aqui no Brasil. Saudações!!!!
  • Prezado LDDA Paulo, Li o seu texto acima e não li os anteriores, mas infelizmente tenho que discordar. A sua designação de Decorador, Designer de Interiores e Designer de Ambiente, infelizmente não está correta e totalmente confusa , indo em confronto com que se professa inclusive no exterior nas consideradas três irmãs (ICOGRADA / ICSID / IFI e IDA) No Brasil, por causa de "Certas Associações", isso está virando uma hiléia que ninguém se entende. Estão misturando os canais para proveito próprio e faturar alto com o sonho do povo, nessa área profissional do Design, limítrofe da Arquitetura. O Decorador você definiu muito bem, é uma pessoa que tem o dom de "organizar" um ambiente baseado em informações e conceitos de cursos livres e, se formado, como uma pequena extensão da graduação de Arquitetura ou do Design. Designer de Interiores, infelizmente você pisou na bola! Mistura-se aqui os curso de Arquitetura e Design de forma errada e totalmente contra a lei. O Arquiteto de Interiores é aquele profissional formado que atua na criação de interiores de casas e prédios, edifícios públicos, inclusive coordenando as obras civis e sua atuação profissional se restringe SÓ a isso. O Designer de Interiores, que tem uma filosofia profissional paralela mas totalmente diferente do Arquiteto hoje, Atua em todos os locais descritos acima onde o Arquiteto trabalha, exceto nas obras civis, (sobreposição de áreas profissionais) mas o Designer de Interiores tem a OBRIGAÇÃO de ser mais amplo do que isso e trabalhar para fazer interiores de veículos (automóveis, caminhões, ônibus, bondes, aviões, ,navios, trens,espaçonaves e por aí vai.... além de ser o criador dos móveis, luminárias e elementos decorativos em escala industrial. Se for com série limitada, o Designer e Arquitetos se equiparam. Ou seja, os cursos de Design de interiores ministrados hoje no Brasil, não são de Design e sim de Arquitetura de Interiores, porque um curso de Design de Interiores TEM que ensinar projetar/ fazer tudo isso. Qual é o curso de Design superior de Interiores que ensina isso ? Nenhum!!! Colocaram Design por estar na moda e ser bonitinho!!!! Design de Ambientes? Quem inventou essa terminologia? Para seu entendimento você procurou entrar na área do Arquiteto Urbanista e Paisagista e deu um nome de Ambientes. O Designer nessa área fica restrito aos equipamentos de uso público e sinalizações MAS não pode fazer nada de Arquitetura / Urbanismo e muito menos Paisagismo..., você está tentando ser Arquiteto e não o é! Designer não pode fazer obras civis, isso é contra a lei!!! Nesses casos é Design Gráfico / Sinalização, Design Produto / Mobiliário Urbano e Design Produto de Luminárias, no caso públicas. Paisagismo é do Arquiteto e Urbanismo também e Luminotécnica, são dos TÉCNICOS de Luminotécnica (O nome já diz) Temos que respeitar a profissão dos colegas Arquitetos / Urbanistas / Paisagistas e Luminotécnicos. O Designer não deve e NÃO pode trabalhar nessas áreas já regulamentadas. O CREA e o IAB não permitem isso. Isso é exercício ilegal de profissões liberais! Já disse é contra a lei!!! Quanto a nós Designers querer obter um CREA, me desculpe, é suicídio! Os arquitetos tentaram sair do CREA por estarem emparedados lá dentro e você meu irmão quer enfiar a sua /nossa cabeça nessa muvuca??? Cuidado com que fala!!! Nós só temos uma saída! Regulamentar a nossa Profissão como DESIGN incluindo no projeto a possibilidade de ampliação das áreas profissionais passadas /atuais e futuras.(multidisplinariedade) e criar um conselho profissional independente. Mas isso tudo respeitando as profissões limítrofes! E não fazer esse enrosco que você fez no texto acima que é contra a lei! Além disso o Designer, deverá ter a sua profissão regulamentada permitindo que um profissional, crie/projete/faça os protótipos ou bonecas/ faça a produção ou implantação em escala limitada ou Industrial e finalmente VENDA o seu produto finalizado, embalado e acabado para o grande público diretamente e sem intermediários! Como na Europa! Em qualquer área da nossa profissão e respeitando as outras. Abraços para todos e espero ter sido explicativo e conclusivo o suficiente para evitar conceitos oportunistas e fora da lei!
  • Olá Bruno, obrigado pela sua participação em nosso blog. Bom, sobre ´"tema" do texto, tenho de deixar claro que este e o outra são fragmentos de minha monografia de pós. Colocados dessa forma, soltos, parece mesmo provocação, mas não são não. Precisei esclarecer estes pontos e fazer estas distinções em meu trabalho pois o contexto geral do mesmo impôs isso. Tratei da questão de mercado de trabalho do Designer de Interiores/Ambientes e, para tal, tive de passar por áreas como direito civil e trabalhista, normas e diretrizes educacionais, matrizes curriculares de design e arquitetura, questões pertinentes à formação acadêmica e consequentes atribuições profissionais MESMO QUE a profissão de Designer ainda não seja regulamentada no Brasil (fato que também consta de meu trabalho) e a urgente necessidade disso. Em meio a tudo isso, claro que não pude deixar de citar também os tropeços que nós DESIGNERS damos no mercado de trabalho provocados POR ALGUNS ARQUITETOS, e por algumas associações que insistem em colocar-se como empecilho dos projetos sobre Design no congresso. De qualquer forma, creio que é mais que válida sim esta apresentação de diferenças tanto para o público geral, quanto para arquitetos, engenheiros e outros parceiros profissionais, quanto para o próprio meio dos designers que desconhecem esta área do Design. Seu último parágrafo resume bem o que desejamos. Porém que este movimento venha por parte do mercado desde que este não tenha sido manipulado por lobbys como vem ocorrendo há décadas. saudações!!!
  • Chamem-me o que quiserem mas deixem-me trabalhar... Enfim, não é bem assim mas anda lá perto. Gostei dos seus dois textos e achei-os bastante elucidativos, enriquecedores. Mas... e há sempre um mas, acho que não devemos perder tempo nessa guerrinha entre designers e arquitectos. Como diz o outro, cada macaco no seu galho e o tempo dirá de sua justiça em que galho deve estar determinado macaco e onde se colhem as melhores bananas. Metáforas de lado, cada um fará o trabalho para o qual está habilitado e acredito que, com o passar do tempo, e com a maior informação das populações, existirá maior exigência por parte do cliente ou de quem quer que consuma o trabalho deste e daquele profissional. Bom, gostei! abraços,