Faculdade britânica pede que alunos desenhem aparelho de tortura

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Alunos do primeiro ano de um curso de pós-graduação em uma faculdade de arquitetura na Inglaterra foram convidados a desenhar um aparelho de tortura baseado em princípios ergonômicos.

O projeto, parte de um curso de mestrado na Escola de Arquitetura da University of Kent, foi descrito por um estudante como “doente”, segundo o jornal britânico The Guardian.

O aluno fez uma reclamação formal contra a universidade, alegando sentir desconforto com o projeto.

O diretor da Faculdade de Arquitetura, Don Gray, admitiu que o trabalho era uma introdução “um tanto quanto chocante” a um longo e sério projeto de design.

Um texto explicativo ilustrado com uma caveira e uma câmara elétrica de tortura da Gestapo foi entregue aos alunos do curso.

Eles foram orientados a “projetar, construir e desenhar um protótipo totalmente funcional de um aparelho de tortura baseado em princípios ergonômicos”.

Os alunos foram encorajados a buscar originalidade.

Em entrevista ao Guardian, Paul Hyett, ex-presidente do Royal Institute of British Architects e representante do Treatment Centre for Torture Victims – um centro de tratamento para vítimas de tortura em Londres – pediu o cancelamento do projeto.

Segundo Hyett, a arquitetura deveria ser usada para elevar o espírito das pessoas que moram ou trabalham nas construções. “Não há nenhuma circunstância em que qualquer aparelho de tortura tenha algum uso positivo em nossas vidas ou na nossa sociedade”, ele disse ao jornal.

Outro ex-presidente do Royal Institute of British Architects, George Ferguson, disse que é pouco inteligente usar o extremo desconforto como forma de ensinar arquitetura. Para ele, essa abordagem seria compreensível em um curso de filosofia, mas não em um curso sério de arquitetura.

Don Gray, o diretor da faculdade, disse que os responsáveis pelo curso deram ao aluno que reclamou sobre o projeto a opção de abordar a questão de um ângulo diferente.

O projeto, de duas semanas, é parte de um outro, mais amplo, cujo objetivo é desenhar a nova sede da organização Anistia Internacional.

A reportagem da BBC Brasil em Londres procurou a University of Kent para saber se o projeto para desenhar o aparelho de tortura será levado adiante, mas o assessor de imprensa da universidade não estava disponível para falar sobre o assunto.

Fonte: Terra

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4 comentários

  • Tinha q ser arquiteto pra vir com uma dessa. Eu acho q o objetivo de aprendizado era aprender pelo contrário, fazer o desconforto extremo para entender melhor o conforto, e numa dessa, quem sabe perceber em instrumentos de tortura coisas q usamos todos os dias. Sei lá... só acho q hj em dia neguinho dá piti por qualquer coisa... faz seu projeto de tortura e fica na sua, é só um exercício godamit!
  • Como sou desconfiado e vivo vendo teorias de conspiração, não duvido que algo disso deve ser realmente aproveitado. Afinal TUDO hoje pode ser reaproveitado. Dizem as más línguas que as experiências de Menguele ( os resultados das atrocidades ) foram divididas entre os vencedores. O Conhecimento daquilo com certeza foi usado. Também para o bem, como por exemplo transplantes... mas imagine ( na Guerra Fria ) o quanto não foi usado para o desenvolvimento de outras coisas. Mas são riscos de desbravadores ( como Einstein = Bomba atômica ) e porque não de designers... O reaproveitamento de projetos aerodinamicos podem resultar em mísseis que usam menos combustível...