“Identidade visual” da Azul – O Retorno: é pior do que parece

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Parecia impossível, mas a “tentativa de identidade visual” da Azul Linhas Aéreas tem uma história pior do que se podia imaginar. O “designer-diretor-de-arte-redator-especialista-em-branding-e-tambem-em-marketing” Gianfranco Beting, nas palavras dele, puxou “um trabalho que tinha feito já há mais de três anos, quando trabalhava na agência DM9DDB”. Ou seja, pegou a “tentativa de identidade visual” feita pra uma companhia aérea que ia se chamar “Samba”, deu uma requentada e re-apresentou pra Azul! Confiram a tentativa de identidade original aqui (preste atenção no mapa colorido, ele já existia há três anos!)

Pra quem está curioso pra saber todos os bastidores dessa história, pode ler a própria versão do Beting no site dele. Clique nesse link e, quando abrir a página, escolha o item no menu à direita, chamado “Azul: bastidores do branding da empresa”.

O resultado final é o fraco projeto de identidade que irá se manifestar nos novos aviões da Azul Linhas Aéreas. Meio samba, meio azul, solução pela metade. Talvez nem metade.

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43 comentários

  • Com certeza a marca da Azul LInhas Aéreas é uma das marcas mais complicadas que já vi. Não complicada de complexa e com uma proposta interessante e a ser desvendada, mas sim complicada de ser reproduzida.. tanto nas aeronaves, quanto nos uniformes, nas bolsas, nos talões de embarque... enfim... será que eles pensaram nisso na hora de conceber (leia-se requentar) a marca? Esta marca não diz a que veio. Infelizmente, um investimento alto como este, feito de uma forma tão "complicada".
  • Oi Athalyba =) Concordo contigo, quando diz que é um problema exagerar nos formalismos e preciosismos estéticos deixando de lado a comunicação em si, e o contexto onde isso ocorre. Aliás, você foi direto ao ponto, e penso exatamente assim. Também concordo que ficar no discurso, inventando milhares de explicações pra explicar o inexplicável seja uma perda de tempo e um tédio para clientes que estão interessados em ver soluções, e não especulações. Nesse ponto, estamos no mesmo barco e compartilho da sua visão, que considero apropriada e coerente. Mas não concordo com algumas declarações do Petit, nem considero todas elas "felizes". Na mesma entrevista, dada no programa do Jô, e vista por milhares de possíveis "clientes" que precisam de identidade visual, ele diz que designers são chatos e que são presos as grids bauhausianos, e afirma ainda que "para a criação de uma marca não precisa ser um profissional ou especialista, basta ter uma idéia criativa e depois vc chama um desenhista para ele dar uma puxadinha aqui e outra ali". Isso é o que eu considero uma visão falha do que seja fazer identidade visual, e é o que aconteceu no caso da Azul Linhas Aéreas (com a diferença de que o Beting não pediu pra um desenhista dar uma puxadinha, ele mesmo foi e puxou, ou melhor, requentou). Mas como você mesmo disse, SIV não é coisa pra agências sem expertise fazerem. No fim, concordamos nisso, e vou seguir seu exemplo, dando uns livros pros clientes lerem também, ou simplesmente tendo uma boa conversa com eles, sobre o real sentido do que seja comunicação.
  • Turma! Que beleza! Meu papel de Advogado do Diabo está fazendo seu efeito! Mas tenho que acertar certas coisa faladas de mim. Primeiro: Não sou conformista! Mas como profissional tento toda hora trabalhar em conjunto com o cliente, a conversa entre o profissional e o cliente é uma das metodologias ensinadas nos cursos. Emperrar com o cliente mostra falta de profissionalismo, humildade e você realmente fica mal no pedaço! Já recusei muito cliente que é mal educado e não respeita o mínimo da nossa profissão. Não sou contra todas as agências de propaganda e sim aquelas que usam de certos artifícios para chegar em um resultado digamos desonesto com o cliente. Vou citar um exemplo de Curitiba: Existe uma empresa de manutenção aérea que tem como seu simbolo, o simbolo de um sotware muito usado nas agências. Simplesmente foi um copy e paste e vamos faturar!!! Quem é de Curitiba vá até o Aeroporto! Eu,como disse anteriormente, apenas demonstrei o que eu acho que ocorreu com o PANDA. Como ele não foi aluno do Prof. Ricardo, ele não está preso a essas teorias que fazem a diferença do Design da Publicidade. Ele trabalhou como um Diretor de Arte de uma agência e resolveu da maneira que um Diretor de Arte faz. Agora vamos fazer uma separação: No Brasil, Publicidade impõe seus critérios no Design Gráfico. Não sou conformado com isso e nem ninguém aqui pode impedir legalmente isso hoje. Por isso luto pela nossa regulamentação, para tirar essa situação do mercado sobre nós,também. A diferença entre publicidade e Design é conhecida na Europa e nos EUA, mas mesmo assim as agências, vide a LANDOR, que foi citada aqui, faz desses artifícios para atender seus clientes. Caso do Bradesco, que foi citado e da VARIG, que na verdade é uma revisita do esquema da British Airways. Ou seja, o esquema da VARIG é um esquema da British modificado apenas e acrescentaram aquele "BRASIL" em um alfabeto de péssima visualização por parecer a (Foi mulher) Designer da LANDOR que seria um alfabeto denotativo de Brasileiro/ SAMBA /CARNAVAL e etc. Resultado: Um esquema de republiqueta centro americana ou africano inglês. Inclusive a Rosa dos Ventos é Inglesa e não Portuguesa! Um Designer teria pesquisado para não cometer essa gafe visual. Mas em Agência? Não há tempo para isso. Pagaram alguns milhões de dólares, na época, e fizeram todas as etapas que o prof.Ricardo falou, sendo que, porque a grana acabou, foi o pessoal da VEM que teve que finalizar a boa parte do projeto e da implantação. (Isso acontece também) Mas a Landor continua refazendo o mesmo esquema para outras empresas, ou seja o requentado vai passando de época e a empresa faturando em cima. É a maior empresa de Identidade Visual do mundo para empresas aéreas.Especializada! A AZUL segue em parte esse esquema, como falei antes. Esquema Americano! Posso falar isso agora , pois o Design foi extinto com a empresa, senão seria anti-ético. Para fechar: O mercado hoje é das Agências de Publicidade, honestas ou não, onde o critério de Identidade Visual vem da Propaganda e não de nós Designers, como seria o correto. Foi isso que falei e todo dia temos provas disso. Agora ser acomodado com isso...Rá! Me façam o favor! Sou tão prejudicado quanto a todos vocês daqui. E reclamo dessa situação anacrônica de nosso pais. Agora faço uma pergunta aos Diretores de Arte de plantão, porquê quando esses caras ganham algum prêmio de criatividade se dizem Designers??? Sem ter passado pelas mãos do Prof. Ricardo? Pelo menos? Abraços para todos! Foster.
  • foster, o "conformismo" não foi pra vc. foi justamente pro diretor de arte... (quem será que quer abraçar mais o mundo? o designer ou o diretor de arte, que pelo proprio nome já se diz diretor, regente, encaminhador de toda atividade artística?)
  • "Agora faço uma pergunta aos Diretores de Arte de plantão, porquê quando esses caras ganham algum prêmio de criatividade se dizem Designers???" Sinceramente, não acompanho o mercado de premiações (acreditem, é um mercado) e dou menos atenção ainda pro que os publicitários dizem (rs) E se eles dizem que são dizainers, deixa eles, ué ... É um título bonito e traz todo um imaginário de sofisticação embutido (+rs) Qto ao conformismo: a carapuça serve na minha cabeça ... Eu me conformei com essa situação e é nela que eu ganho minha vida e eu não estou afins de morrer pela causa do dizain. O que não se conformou foi minha postura, que continua apontando as incongruências e deficiências do mercado publicitário, mas sem abrir mão de atender os clientes em bases éticas e práticas, sem muitos "bauhauzismos" ... O resto é falácia pra alimentar discussão em blog de dizain ...
  • é o pós-moderno, tá ligado? tipo asssimmmm... liberdadi, genti! vamos deixar de ser quadradinhos... ai, tipo assim, vamos esquecer essas regrinhas... david carson ná veia! estudar design pra que? meu curso de photoshop já me serviu pra conseguir meu empreguinho e pegar meus freelas...
  • Ricardo: Bauhausismos = formalismo demais, visão de negócios e de mercado de comunicação de menos. O Petit foi feliz na colocação, mas qqer generalização é um perigo ... Mas é *muito* irritante pra qqer cliente ficar ouvindo academicismos ... :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Eduardo: Guarde suas armas, brother ... Se a carapuça que eu deixei na mesa serviu pra vc, vista e alegre-se (rs) Qto à minha reação às incongruências que eu vejo no mercado, faço o trabalho de formiguinha: dou muito livro da Cosac Naif pros meus clientes lerem, forço a mão pra eles entenderem que logotipo/SIV´s não é coisa pra galera de TI fazer e que pra isso uma agência de propaganda não tem expertise, e mostro que entendo de negócios e não fico com papinho meia-boca de estética. O resto é falácia pra alimentar discussão em blog de dizain … (2) ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Em tempo: eu gosto de ler, logo, não gosto de David Carson.
  • Athalyba, num sei o que acontece. A cada momento que vc escreve algo, se mostra diferente. No começo, um chato pós-moderno. No meio tbm, mas agora diferente. Beleza, a carapuça num me serviu, porque a bauhaus pra mim morreu. Vc distribuir livros e bla bla pros clientes num é conformismo. É ver que está algo errado e ir atrás de mudar e num sei pq num admite isso (pq é falácia de designer?). "Mas é *muito* irritante pra qqer cliente ficar ouvindo academicismos …" Estamos num blog de design para designers. Esse academicismo é parte da formação de um designer, se não isso que o Petit disse, de que qualquer um pode fazer um logo bom é verdade. O cliente num tem mesmo que saber desses nossos academicismos, por isso tratamos eles num blog PARA DESIGNERS. Para o designer é importante (ao menos deveria ser) saber desse tipo de coisa para o trabalho dele. Enfim.
  • Eu sinceramente não entendo essa vontade enorme de abrir as pernas pro mercado, "porque é assim que funciona..." fazer do modo certo é mais importante do que fazer do modo do cliente para ter um cliente de peso no portifolio... Se algo é estudado a anos e anos, e se chega a determinada solução, é porque ela é boa, caso contrario, proponha algo melhor, mas não regressar à coleirinha de que já haviamos saído... Por isso que eu ainda acho que esse amontoado de cursos pseudo-superiores (que só formam técnicos em photohop, flash e demais adobes) deveriam ser revistos, e quisá fechados, porque é complicado! há uns posts atrás tinha um designer que trabalhava desde 83, e que mal sabia a diferença de design e mangá... agora tem um que abraça o mercado e chuta a teoria, apela absurda justificativa de não ser prática... Se o mercado "é assim", então está errado e deve ser remodelado, readestrado, repensado, re-qualquer-coisa-que-vcs-quiserem! simplesmente ridículo...
  • Ricardo: Eu, pessoalmente, não tenho muitas simpatias pelo Petit: o catalão é meio estrela e tem a péssima mania de "tratorar" os outros por causa de sua trajetória de sucesso. Eu achei a colocação (essa, específica) feliz no teor anti-academicismo e anti-chatice-dizainenta, mas péssima eqto reducionista. Desenhar um logotipo bonito é sim possível sem ser um designer: a porca entorta o rabo qdo é necessária uma articulação teórica para garantir uma constância semêntica própria e alinhada à estratégia de comunicação pretendida, e conhecimento dos meios de reprodução para garantir custos sob controle e replicabilidade. Lembro que o Rafic Farah disse a mesma coisa que o Petit, mas fez esse adendo técnico, que o cobriu de razão sobre esse assunto. De qqer maneira, fico muito feliz que vc tenha me entendido, apesar da minha prosa claudicante :-) Eduardo: Cara, vc é bom em interpretação de texto, hein ??? Eu aqui me esforçando pra ser constante e vc dizendo que mudei de eixo ... Vamos fazer assim: me explique melhor onde eu estou me contradizendo ou mudando meu discurso e eu *prometo* escrever melhor, ok ??? O problema do academicismo é sua aplicação fora de hora: aqui na nossa discussão e na formação acadêmica, tudo bem, é relevante e necessário... O problema é que 84,7% (pelo índice IdéiaForte Data Research Consulting *rs) dos dizainers leva esse academicismo pra reunião com o cliente e até pro boteco! E aí o sujeito fica com cara de chato e a "categoria" leva a fama ...
  • UPS !!! Onde se lê "semêntica" leia-se "semântica". E a última frase (que está depois do texto dirigido ao Eduardo) devia estar no texto dirigido ao Ricardo, antes da última frase. Eu sou um péssimo revisor (rs)
  • athalyba... num foi pela minha interpretação, mas pela sua entonação ao escrever... num precisa me explicar nada... Como vc mesmo pode comprovar, entonação na internet é algo que é um problema. Tanto que minha entonação(que vc entendeu errado) ao falar que vc "mudou de opinião" não foi de um chato que queria contestar, mas pelo contrário, pois curti isso dos livros da cosac e o resto. E que num parecia em nada com suas primeiras falas. Só isso...
  • Bom, já fiz meu comentário pertinente. Agora vou tirar um sarrinho: alguém aí já chegou pra “quem quer que seja que fez seu almoço” e disse: “hmn... esse temperinho verde que você está colocando aí ‘me incomoda um pouco’”?
  • Corolário: “e se ‘a gente’ colocasse aí uma pimentinha... Um chocolate branco, que não tem cacau mas tem um gosto bem forte... Um molho shoiu pra ficar com um quê oriental... Já sei. Vamos customizar esse troço: pro pessoal mais rechonchudo, a gente bota aí uma lingüicinha, que eles devem estar acostumados; pro pessoalzinho mais moderno, vamos jogar um cream cheese pra agregar valor; ah, e tem que botar um salmãozinho cru aí no meio, porque agora tá todo mundo no hype de comida japonesa. Tá vendo? Não ficou ótimo? Está até com uma carinha melhor. Sabe, as vezes arroz não pode ser só arroz meu, tem que botar um pouco de criatividade nisso, poxa.”
  • Estava pensando ontem depois de escrever o comentário acima... A verdadeira arrogância não está nos designers que tentam "botar nos eixos" como deveria ser sua profissão... Está nestes que olham com desdém algo de bom que os outros querem, com a alma velha daquele que diz: "pobres crianças burras... ainda sonha em ser presidente..." Esse conformismo é algo bastante interessante, não? E o mais interessante não é só isso, mas as consequências desse conformismo no seu trabalho profissional. Apoiam sua linguagem visual em geral num formalismo "revolucionário" (num sentido de fugir do design moderno), e por aí permanecem, aí acaba a revolução. Eu já defendo isso há um bom tempo, e cada vez me convenço mais disso, não com teorias, mas na prática: o design da maioria de hoje é completamente formalista, a-conceitual, quase que anti-conceitual, onde o verdadeiro espírito do design de mudar a realidade (quer material, quer visual, quer social, quer experimental) se ausenta, e aqueles que o mantêem são segregados como idealistas, modernistas, reacionários da nova linguagem mercadista que ascende no brasil e no mundo... Me pergunto quem é o verdadeiro reacionário, aquele que quer a mudança que traria algo bom, ou aquele que aderiu à pseudo-mudança superficialista e simplória da forma pela forma e que em nada acrescentou na história de coisa alguma? Quem marca a história não é o passivo (passivo do mercado, passivo intelectual...). O nosso dia 5 de novembro (amanhã) não é em vão, mas por causa de um dos maiores pensadores e criadores de design do brasil, o aloísio magalhães. Ele e mais diversos designers da década de 70, que diziam que o mercado deve ser conformado, e não o designer se conformar ao mercado. E não faz sentido o contrário. Isso não é endeusar o designer, mas nada além caminhar para o que uma regulamentação traria, bem como uma melhor formação universitária. E não sou eu, eduardo ferreira, quem fala isso, mas os maiores profissionais do brasil, quer sejam acadêmicos, quer sejam designers projetuais, quer as duas coisas.
  • Prof. Ricardo e todos os "azulados" do pedaço! Vocês leram o texto do "Panda" e fizeram as suas críticas em relação ao processo de escolha do esquema de pintura da AZUL. Se vocês se lembrarem do que disse antes, aqui neste site, o texto oficial de explicação confirmou. Só não me lembrava do episódio da SAMBA para a CVC que o Beting tinha criado. Vocês estão cometendo um erro crônico de Designers. Em propaganda não interessa se você copia, xupa ,pirateia ou requenta um projeto anterior, o que importa é atender o cliente da melhor forma possível. Pessoal de propaganda não tem esses escrúpulos de nós Designers. Eu já tinha falado e explicado isso. Se você não fizer dessa forma e ser rápido, está fora das agências. Essa é a realidade no mundo! Não só no Brasil. Vamos a mais detalhes: O Panda foi diretor de Marketing da Transbrasil, eu falei dela aqui. A Identidade Visual da Transbrasil seguiu uma idéia mais antiga ainda, que foi a Identidade Visual da Braniff International, que causou uma comoção no meio de Propaganda no início da decada 1960. Veja a última revista Flap Internacional,que está nas bancas, lá estão os anúncios de lançamento desse padrão visual para a Braniff e suas aeronaves. É a revista com a foto de capa do EMB 190 que iria para a JetBlue e foi desviado para a Azul, até ser entregue o primeiro 195 encomendado. Vejam que quem forneceu os brieffings, foram o Neeleman e o Diretor de marketing da JETBLUE, ambos americanos e portanto com a estética Anglo-saxã que falei antes, avião branco com barriga escura e a faixinha fazendo a cintura. Esquema clássico em aviação, repetido por décadas lá ,aqui e no mundo. Esse padrão facilita a limpesa da aeronave e preserva o avião da sujeira, deixa mais limpo e com menos custo de manutenção. Por isso a insistência deles. Meu último trabalho em aviação seguiu essa regra a pedido do cliente. O problema do colorido em excesso é do Beting, mas vejam que o resultado passou por várias fases onde o resultado melhorou ou piorou,dependendo do lay-out. Mas no final, quem mandou no esquema mesmo foram os clientes e com eles, você seja Designer, marqueteiro ou diretor de arte, tem que atender e obedecer. Senão você está fora!!!! Isso eu falei também antes. Design de autoria é para poucos e mesmo assim sofre interferências. Agora, preocupação com impressão, ripagem de máquina, implantação, isso não passa pela cabeça desses caras, eles ganham pelo volume de serviço, se você economizar, está fora!!! O importante é ficar bonitinho e atender o gosto do cliente, apenas!!!! Mas mesmo assim, o que esse exemplo mostra é que Identidade visual de empresa aérea tem seus segredos e a pintura das aeronaves é na verdade, outro projeto dentro do projeto maior e extremamente complicado por causa de inúmeros detalhes técnicos a serem atendidos. Eu fiz esses comentários, por já ter participado do anterior, mas continuo reclamando da CENSURA e falta de respeito que foram feitos pelo moderador, contra mim e todos que lêem e participam deste site. Rogério Foster Vidal Designer Gráfico / Industrial e Aeronáutico.
  • Lí o primeiro post, lí o segundo e me acomete uma sensação de deja vú: "designers sérios" só conseguem pensar em termos de seus próprios conceitos de trabalho (dogmas?). Se o SIV da Azul é uma gambiarra ??? É mesmo ... Só o fato de ter-se requentado um logotipo antigo já mostra que tudo foi feito no vai-da-valsa ... Podemos espernear, mas o estrago está feito ... Porém, o Foster está tentando colocar um pouco de realidade nas veias impolutas dos dizainers daqui, explicando que o mercado é assim. Ele não foi fatalista, mas está tentando baixar a temperatura da ridícula fervura que está rolando nessa discussão, baseado no que rola na vida real, não nos bancos das faculdades. Mas como bom papo de dizainers, tudo desanda a partir de colocações teóricas escolhidas para sustentar uma crítica que poderia ser feita em bases mais, digamos, práticas. Mas não: dá-lhe adjetivações e interpretações. No fundo, me lembra a situação que imperou na tchurminha quando o Bradesco escolheu a Landor Associates: muito choro e muita vela, tudo pq um tupiniquim não foi escolhido pra fazer a marca ... Em vez de descer o pau em bases claramente emocionais, que tal uma crítica mais, digamos, simpática ??? Em vez de lascar a lenha no trabalho e nas pessoas, que tal um pouco mais de análise a longo prazo ??? Por essas e por outras, quando me perguntam o que faço profissionalmente, digo que sou diretor de arte. Esse negócio de ser dizainer é coisa intelectual, tá ligado ??? Prefiro ser essa metamorfose ambulante ...
  • Oi Foster Azulado, 1. Não me preocupo com o esquema de pintura das aeronaves apenas. Estou mostrando a sucessão de erros dentro do que deveria ser um sistema de identidade visual, que inclui a sinalização da frota (que você chama de "propaganda" [sic]). 2. Quando você diz que "em propaganda, não interessa se você copia, xupa ,pirateia ou requenta um projeto anterior, o que importa é atender o cliente da melhor forma possível" você sim está cometendo vários equívocos. O primeiro é dizer que o Beting faz propaganda, e isso ele também não faz. O segundo, é inventar a figura da "agência padrão", generalizando e achando que todo mundo na propaganda é picareta ou age igual. Em terceiro lugar, dizer "essa é a realidade do mundo" é conversa de deus-igner, e você sabe o que eu penso deles. O quarto ponto é que você defende tanto os projetos do Beting, que chego a achar que você é tão ruim quanto ele, em projeto de identidade, pois não é possível que você não enxergue a seriedade do que estamos discutindo. 3. Você afirma que "Mas no final, quem mandou no esquema mesmo foram os clientes e com eles, você seja Designer, marqueteiro ou diretor de arte, tem que atender e obedecer. Senão você está fora!!!! Isso eu falei também antes. Design de autoria é para poucos e mesmo assim sofre interferências." >>>> Foster, ninguém aqui está defendendo o deusigner-autor. Essa história de que devemos fazer tudo aquilo que um cliente desinformado pede, sem ter chance de educá-lo e mostrar como as coisas são feitas, é para quem tem problemas de formação em design ou pensa que faz design, que é o caso do Beting. Veja se você entende essa parte: clientes pintam e bordam e ainda levam a culpa pelos problemas, JUSTAMENTE quando encontram esse tipo de "profissional" que faz "tentativas" de projeto de identidade visual, vendendo gato por lebre. Se eu fosse cliente e tivesse que lidar com um "consultor de identidade" que apresenta soluções com um nível tão baixo, eu também ficaria inseguro e iria querer "mandar no esquema", pra tentar salvar um pouco da imagem da empresa. 4. Pra resumir e ficar bem claro qual é a minha posição sobre isso tudo: A Azul Linhas Aéreas teve o azar de cair nas mãos de um dito "designer gráfico", que alega saber o que faz, mas demostra ser irresponsável com o cliente, apresentando um projeto inadequado. É também irresponsável com as áreas de atuação que ele diz representar (design, branding, até direção de arte), maculando a nossa reputação com esse tipo de abordagem amadora, num projeto desse porte, com essa visibilidade. O cliente não tem culpa neste caso, pois está apenas tendo a reação que se espera de quem trabalha com amadores, ou seja, ficar inseguro e querer fazer o mínimo pra que tudo não vá por água abaixo. Quando se faz um projeto desse tamanho, com a quantidade de aplicações que ele exige e com os custos envolvidos, DUVIDO que um empresário só se preocupasse em "deixar" tudo bonitinho. Isso pode até valer nos projetos de sinalização de um pequeno avião particular, mas não vale para sistemas completos de identidade que irão se manifestar desde em milhões de etiquetas de identificação para malas até na pintura dos aviões. Um projeto de design gráfico tem que levar em consideração aspectos formais, funcionais, metodológicos e simbólicos, mas isso tudo passou longe da cabeça de quem fez o projeto da Azul. Por causa disso, uma hora a coisa vai ficar preta.
  • As agências conseguem cobrar grandes valores nos serviços, pois são reguladas, são organizadas, entre outros fatores. Nos designers, não somos nada organizados enquanto classe, portanto, basta a nossa pífia classe choramingar. Se fossem designers realizando tal manobra em programação visual, a meu ver, anti-ética, seriam realmente escomungados do mercado. É vulgar, anti-ético e inadmissível esta forma de condulta apresentada pela agência.
  • Professor Ricardo, e todos que estão lendo esse texto. Desde o começo de minhas explicações eu procurei apenas mostrar e "traduzir" o que pode ter ocorrido e ou ocorreu na criação dessa Identidade Visual para a AZUL Linhas Aéreas. Como trabalho há anos nessa área e tenho infelizmente /felizmente que conviver todos os dias com essas situações, eu procurei trazer a realidade do mercado de trabalho para aqui. De certa forma fiz e estou fazendo o papel do advogado-do-diabo aqui, pois o Professor e todos que condenaram a solução apresentada nunca se colocaram no lugar do PANDA e ainda não entenderam que o mercado Brasileiro trabalha dessa forma, com raríssimas exceções! No final, até o PANDA teve que recuar e atender o cliente. Por esse motivo vou responder ponto-a-ponto o seu texto. O Sr. Professor está mostrando a sucessão de erros sob o prisma do Design e da cátedra que o Sr. administra. Infelizmente Sr. Professor o grande mercado de Design Gráfico está de posse das Agências de Propaganda e a MAIOR PARTE DELAS trabalha como atendimento de ....Propaganda e não de Design. Esse é meu primeiro ponto que não discordo do Sr., esse mercado deveria ser nosso, mas não o é! Na auto-regulamentação da Propaganda, vários quesitos do Design Gráfico está auto-regulamentado para eles, é de propriedade deles. Longe de mim de ser Deus-igner, sou um humilde Designer autônomo que apenas tenta todo dia sobreviver dentro da nossa profissão e procurando seguir esses dogmas que o Sr. falou, mas esses batem de frente com essa tal realidade do mercado que é e foi criada pelas agências de propaganda. Afinal a Propaganda chegou primeiro ao Brasil,bem antes do Design. Ao contrário do resto do Mundo. Aqui as coisas ocorreram invertidas e estamos hoje conversando aqui por isso. Se sou tão ruim ou melhor do que esse ou o tal fulano, me desculpe Professor, mas está parecendo briga de gangue de rua. Eu não me preocupo com isso, eu procuro ser um profissional de Design e agir como tal e não fico aqui procurando criticar o trabalho dos outros. Inclusive que é anti-ético, segundo o código de ética profissional das Associações. Eu procuro ver a realidade e dentro dela fazer o meu trabalho corretamente e éticamente. Não fico controlando a seara dos outros e nem vociferando a possivel perda de oportunidade, que deveria ser nossa. Mas quem define isso? O Sr Professor? todos que reclamaram aqui? O Diploma que tiramos na faculdade? Não é o mercado! E esse é simpelsmente prático, sem ter uma regulamentação em cima. É por esse motivo que não quero saber se o Beting é de propaganda ou não, eu sei que ele é de propaganda e já foi por anos, diretor de arte e textos de várias delas. Quem diz não sou eu e sim as agências que o contrataram. Se tiverem dúvidas, porquê não falam com ele? A seriedade do que o Sr. está discutindo eu entendo sim, só lamento que tenha sido discutido de forma tão teórica, pois estou desde o começo discutindo aqui, seriamente e muito preocupado, pois em vez de ficarmos todos esses anos ditando regras e tentando catequisar quem não quer ser catequisado, o tal do cliente, que quer apenas ver o seu problema resolvido e o seu dinheiro retornar com lucros. Vamos parar com essa idéia atrasada que cliente é bobo, não é e só quer tirar vantagens em cima da gente. Ele está pagando! Só um detalhe, o David Neeleman e seu diretor de marqueting não são nenhuma besta em Design, a programação visual da sua empresa nos EUA foi feita por uma agência de Design e o analfabeto tem mais de vinte anos no mercado de aviação, sendo lider das empresas low fare / low cost, obrigando as grande a se mexerem. O Beting foi indicado pelo seu curriculo no meio aeronáutico nacional.(Não estou defendendo o cara, estou apenas dizendo como o David chegou até ele) Professor, o texto que o Sr. escreveu acima só denota o seu desconhecimento do empresariado nacional. "O cliente não tem culpa" O Neeleman sabia muito bem o que queria, tanto é que descartou as soluções do Beting (SAMBA) e só aceitou algo que ele achava que valia a pena para seu objetivo empresarial. Designer enganar empresário??? É muito difícil com um cara desses. Tanto é que o resultado é Americano, com pitadas nacionalistas. Eu já tinha explicado isso antes só o Sr. que não entendeu. Professor, eu sei que uma Identidade Visual tem que ter todos esse critérios que o Sr. afirmou, mas o quê o Sr. vai fazer se o seu cliente NÂO QUER TUDO ISSO? Mata? Esfola? Empala?? Queima na fogueira e você faz o papel do Torquemada??? O pessoal de Propaganda morre de rir disso e nem mais esquenta a cabeça, pois o negócio deles é faturar, como já disse antes. O Gustavo Jota, pegou exatamente o que estou dizendo, infelizmente o mercado de Design Gráfico é das Agências de Propaganda e na sua auto-regulamentação o Design Gráfico é considerado atribuição deles e não de nós! Esse é o ponto que estou rouco de falar desde o começo! Quem é que vai dizer para um cliente que ele é obrigado a fazer com um Designer e não uma Agência, se essa é que está controlando toda a conta? Porque com um Designer que segue essa ética toda se com um diretor de arte ele não esquenta a cabeça e consegue um resultado voltado para as vendas /marqueting e não para a Marca ,para o projeto ,para o Design? Isso é o que o Sr. estava querendo me dizer? Professor Ricardo e colegas, esse é o nó que todo dia eu e outros profissionais de design enfrentamos no nosso pais e soube, pelo mundo. Infelizmente a Propaganda chegou antes e se abancou no nosso mercado, o que é pior,fazendo sucesso!!! Pois os empresários daqui,não querem saber de dogmas mas só de soluções rápidas e imediatas. Isso vai frontalmente contra o que o Sr. Professor ensina em seu curso. O Sr está errado? Para mim não, o Sr. está certíssimo, mas a realidade sem regulamentação fustiga a gente!!! E ficar lamentando a perda de um projeto como esse não leva a nada. Temos que provar por A+B que somos o correto e que na hora de uma empresário necessitar fazer sua Identidade Visual, a agência de propaganda indicar um Designer ou um escritório de Design, como na Inglaterra, por exemplo. E não a Agência ou Diretor de Arte ficar fazendo nosso trabalho! Era isso que não entendi Sr, Professor??? Abraços, Rogério Foster Vidal Designer, se o professor me aprovar é claro!!! Senão levei bomba e tenho que repetir!
  • Estou abismado com o nível em que chegamos. Bom, o que tenho a dizer sobre isso tudo é: Se o cliente ignorasse minhas sugestões por completo, ignorasse todas as consequências de ter uma identidade fraca, acabasse por querer fazer tudo, eu abandonava o projeto. Aí pode vir alguém e falar: mas é muito dinheiro para deixar pra trás. Sim, é, mas acho que minha integridade profissional vale mais. Inclusive já deixei de ganhar uma grana em época de eleições por não acreditar em determinado candidato. Mas no final, tudo o que foi falado aqui sobre o trabalho feito na identidade da Azul é suposição. Vai entender o que aconteceu na realidade? O cara pelo visto tem um curriculo interessante, existe um porque da escolha dele, o resultado final é absurdo, mas enfim... Queria que ele viesse aqui e explicasse. Então é isso. Tomem um suquinho de maracujá e prossigam a discussã que está muito interessante.
  • Caros, A discussão está mesmo acalorada e, a meu ver, o prof. Ricardo está demonstrando os equívocos do processo de criação de uma identidade visual com muita propriedade e o Foster está tentando interpretar os fatos para tentar descobrir o que realmente ocorreu baseado em suas expeirências profissionais na área. Até aí, tudo parece muito claro. O que realmente incomoda é o fato do Foster interpretar que é assim mesmo e paciência, que devemos respeitar trabalhos mal-feitos e colocar a culpa no cliente (desconheço meio mais confortável de justificar um trabalho ruim). Penso que o Panda tivesse sido apenas uma vítima de um cliente que "sabe o que quer", ele não teria tanto orgulho e emoção ao relatar o trabalho. O sr. Panda parece realmente convencido de que fez um projeto brilhante, digno de ser exibido, cuja técnica de criação deve ser compartilhada. Não me parece a reação de um designer que conhecia bem os métodos projetuais, mas acabou pressionado a fazer a coisa errada porque o cliente assim o exigiu. Designers nessa situação não saem por aí se vangloriando do resultado, como está fazendo o Sr. Panda. Parece-me claro que ele fez assim porque achava que essa era a maneira correta e o prof. Martins está pacientemente e didaticamente nos explicando que esse não é um exemplo a seguir. Simples assim...
  • Conformismo com um mercado destes!? Fala sério! Tem que mostrar por A+B os "Porquês", e saber dialogar com cliente não baixar a cabeça! Acho que estudar anos e anos e chegar la fora e não colocar nada do que foi aprendido com esses estudos não vale de nada! Abraços! Ótimo post