Mendigos culturais

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Fisher

Dia desses fiquei chocada na sala de aula. Não devia, mas fiquei. A tarefa era projetar uma capa, e os alunos deveriam trazer um livro encapado com a peça gráfica para que se pudesse ter uma noção de como ficaria. Não vou comentar a pobreza de cultura visual. Vamos pular essa parte, por ora.

Um aluno apareceu com uma agenda encapada. Como era um modelo de couro estofado, a peça ficou cheia de emendas e remendos, numa lamentável apresentação para alguém que faz um curso tão predominantemente visual. Perguntei porque ele não tinha usado um livro em vez da agenda. A resposta foi taxativa, dita sem nenhum pudor ou constrangimento: “porque na minha casa não tinha nenhum livro, só um monte de agendas“. Gente, esse menino faz parte da parcela privilegiadíssima da sociedade brasileira que tem acesso ao ensino superior. Ele mora num lugar onde não existe um único volume impresso! Sua intimidade com os livros era tão pouca que nem ocorreu ao futuro designer pegar um emprestado na biblioteca, mesmo que só para fazer o trabalho.

Sinceramente, nessas horas bate um desespero e dá vontade de chorar. Como é um universitário não tem nenhum livro em casa? Como vivem os pais desse projeto de cidadão, aptos a pagar uma mensalidade correspondente a quase 3 salários mínimos, mas incapazes de ler um primário paulo coelho que seja. Pelo menos um dicionário, ó Deus! Essa progressista família não vive no interior do sertão nordestino, o pai certamente não é cortador de cana. Provavelmente eles assinam TV a cabo e cada membro porta seu celular último modelo. Assim, não deve ser porque “os livros no Brasil são muito caros”, como reza a lenda (os sebos estão cheios de coisas legais a preço de pipoca).

Uma pesquisa realizada ano passado pelo CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) na região metropolitana de São Paulo, revelou, pasmem, que pelo menos 20% dos universitários não lêem livros. Você pensa que essa notícia é ruim? Prepare-se para uma pior: dos que disseram que lêem, a Bíblia foi citada como o livro mais influente. Duvido que eles leiam realmente a Bíblia, pois a linguagem é muito sofisticada e de difícil compreensão para não iniciados. Acredito que ela foi citada só porque é o livro mais conhecido, o primeiro que vem à mente de quem não quer passar vergonha. E o segundo livro mais influente? Vocês não vão acreditar, mas é ninguém menos que “O Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupéry. Sim, aquele mesmo das misses de antigamente!

Gente, como é que nossos futuros profissionais vão desenvolver o senso crítico com essas referências bibliográficas? Como vão se tornar cidadãos completos, com capacidade para se indignar com injustiças? Como vão adquirir cultura para se tornarem pessoas mais ricas e interessantes? Como a história do pensamento vai evoluir, com tão poucos pensantes?

Desse povo, 96% usam freqüentemente a Internet. Agora já deu para entender porque essa galera gosta de usar aquela língua esquisita para se comunicar nos chats e sites de relacionamento; simplesmente porque desconhecem os rudimentos do português.

Pelo que tenho visto em sala de aula, acontece algo muito parecido com os designers, mas com um agravante: além de muitos não saberem escrever, há uma parcela significativa que também carece de cultura visual (visitas freqüentes em livrarias e bancas de revistas, mesmo que só para olhar, já resolveriam grande parte do problema).

Essa falta de cultura, de pai e de mãe, tem provocado comportamentos medievais dignos da Idade das Trevas (não por acaso, uma época em que ninguém lia). No limite, faz com que jovens de “boa família” roubem e espanquem pessoas que consideram inferiores. Há pouco mais de 10 anos, um índio foi morto por jovens e promissores estudantes que tiveram a desfaçatez de se justificarem dizendo que achavam se tratar de um mendigo. A vítima da semana passada é uma empregada doméstica, alegadamente confundida com uma prostituta.

Sinceramente, dispenso a convivência com essa nobreza intelectual; se tiver que escolher, escolho sem titubear mendigos e prostitutas. Mendigos têm muitas histórias interessantes e, convém lembrar, a Bruna Surfistinha escreveu dois livros.

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br

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47 comentários

  • Oi, Cris! Imagina, jamais desistiria de um aluno. Também acho que uma hora ele vai acordar (muita gente já mudou de atitude nas minhas aulas e nem sempre o mérito é meu - o mundo se encarrega de ir mostrando as coisas mesmo). Não desisto nem de alunos, nem de leitores...eheheh...
  • Não podia deixar de comentar em seu Blog, fiquei indignada com tamanha falta de ética e profissionalismo da sua parte. Devo admitir que seu texto esta muito bem escrito com palavras pomposas, porém o conteúdo é um lixo. Primeiramente, não generalize as coisas se você é uma pessoa frustrada com uma melancia no pescoço querendo mudar o mundo do seu jeito, pasme, mas existem outras maneiras sem ser falando mal daqueles que você esta ensinando, afinal, você faz parte da parcela de conteúdo medíocre passado aos alunos, e cabe a você como professora orientar da melhor maneira esses indivíduos pra somar informações e não vir aqui no seu bloguinho se achar a culta malhando eles, e deveria estar preocupada em estruturar melhor seus alunos, afinal você é paga pra isso ? talvez além da sua cabeça, as suas aulas deveriam mudar, ou sua metodologia, afinal quando uma sala não vai bem é mais fácil culpar o aluno, dizer que ele não tem interesse, por falar nisso você leu o livro “O alienista”, bem... deveria pois achei a sua cara, o cara descobre que no fundo ele era o louco da história, vários de seus queridos alunos não moram com seus pais, se você fizer uma pesquisa e levantar esses dados, aposto que morderia sua língua, muitas vezes não falta apenas um livro na casa de aluguel, mas moveis, eletrodomésticos, comida, e não seria culpa dos pais por esses alunos não estarem lendo, lógico que o aluno interessado vai ir até a biblioteca procurar um livro pra analisar a sua estrutura, por isso digo cuidado com o que você fala. Ainda fico pensando, você não se atualiza? Concordo que livro é muito bom, que a pesquisa de SP esta correta, mas pelo que eu saiba os livros (muitos deles, não cometendo o mesmo erro que o seu generalizando) estão em desuso, não pela gramática obviamente, mas sim pelo conteúdo desatualizado, ou seja, o google pode ser mais pratico, mas se você é uma boa profissional e tem interesse deveria saber que o indexadores como por exemplo Medline, Pubmed, o grande e imenso portal da capes, conhece? (Espero que sim após você escrever tamanho absurdo). O portal da Capes É o mais utilizado para pesquisas a nível de mestrado, doutorado. O português é algo que com o tempo vai sumindo, mas não ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE pelo chat, msn, orkut que diminui as palavras, o que você tem a dizer sobre a época que nem o computador existia e as pessoas diminuíram Vossa Mercê para Vossmece e sucessivamente Vosmecê até você, até a gramática se atualiza, bobiça pensar que tudo permanece no tempo que estávamos no colegial. E a propósito, sou formada em uma universidade do estado, e não me sinto mais capacitada que outra pessoa que venha do ensino privado, até porque você conquista as coisas, e não simplesmente leva um papel dizendo UDESC, UNISUL que vai conseguir o que deseja na vida. Se atualize Lígia Faccionista! Na próxima, pendura uma melancia no pescoço que fica mais condizente com a sua pessoa.
  • Sabe o que é mais irônico de tudo isso? A maior parte do lixo eletrônico virtual é proveniente do Blog, onde pessoas expressão suas angústias, anseios, frustrações, inventam conceitos que o google não filtra, e você cultiva isso, então antes de falar que as pessoas são vazias e sem conteúdo porque não estão lendo, elas talvez leiam não as páginas de um livro, mas futilidades como esse teu blog. Quer fazer diferente? Reveja seus conceitos, estimule seus alunos, deixe eles curiosos, assim eles vão ir atrás do assunto que obviamente é pertinente ao que cada um acha necessário e de acordo com a sua área. Faça a sua parte, leia mais, demonstre mais conteúdo, e seus alunos com certeza vão se sentir mais seguros com a professora que eles possuem.
  • Oi, Thayla! Já tinha lido o seu comentário sim, mas, diante de tanta fúria e tantas certezas, fiquei em dúvida se valeria a pena discutir com alguém que conhece meu trabalho tão profundamente lendo apenas uma coluna. De qualquer maneira, se você faz questão… Achei seus pontos de vista interessantes, porém, creio que antes de formar uma opinião sobre a má qualidade e mediocridade das minhas aulas, seria útil perguntar aos meus alunos o que eles acham, concorda? Ou pelo menos assistir a uma aula (não que eu tenha algo a ensinar a você, seria só para formar uma opinião). Posso dar nomes e endereços de pessoas a quem você pode perguntar, se acha que vale a pena o trabalho… Também não entendi o que você quis dizer com falta de ética e profissionalismo… não citei nomes, nem a turma, nem a escola. Apenas usei um caso real para expressar uma opinião. Sinceramente, me desculpe, mas não consigo ver onde está o problema. Quem sabe se você me ajudar, eu consigo perceber onde está o furo. É claro que conheço os portais que você mencionou, mas os alunos aos quais me refiro, nunca ouviram falar, e não é por falta de sugestões minhas. Publico todas as minhas aulas no meu site antes de começar o curso e lá estão disponíveis todos os links e referências bibliográficas - boa parte nem olha. Aliás, conheço os meus alunos e sei que pobreza financeira não é o caso deste que serviu como exemplo, por isso tive tranqüilidade para fazer os comentários que fiz. Pois é, e se você tem uma opinião forte e consegue estruturar tão bem o que diz, certamente é porque sua cultura não vem do Google (afinal, pelo menos “O alienista” do genial Machado de Assis você leu). Como eu disse antes, Thayla, seus comentários são muito bem vindos. Só gostaria que você colhesse os dados com mais rigor antes de formar uma opinião. Estou à sua disposição.
  • Thayla, Lembrei de dizer que talvez minhas aulas não sejam tão ruins, já que fui escolhida como nome de turma dos formandos do primeiro semestre, mesmo sendo apenas uma professora convidada (não faço parte do quadro). E tenho certeza de que eles não fizeram isso porque sou boazinha...
  • não sei se estou errada mas acho q a interpretação do texto da Lígia por muitos aqui está sendo equivocada... se refletirmos no geral do texto, não há discrinação qto a quem não lê livros, mas um alerta pra necessidade de tal leitura ... e claro, a sua indignação qto a um futuro designer ser tão acomodado, o q acho uma opinião pessoal dela... e tbm de muitos, mas q não quer impor mas fazer refletir... deviamos mesmo é estar discutindo a essência do assunto e não uma suposta discriminação... só uma pergunta a Ligia: o trabalho pedido por vc aos alunos, era uma ilustração de capa de um livro??? deveriam levar em consideração o texto em questão??? ou era apenas pra encapar mesmo???
  • Oi, Cris! Que bom que você pegou a idéia, era isso mesmo! Sobre o trabalho, era para fazer o projeto gráfico da capa de um livro. A conceituação do projeto gráfico com as respectivas justificativas de escolha de cores, formas, alinhamentos e fontes tipográficas deveria vir em forma de texto na quarta capa. A idéia era que o aluno conseguisse estruturar uma linha de argumentação para convencer o cliente que aquelas não eram escolhas aleatórias, mas tinham um embasamento técnico consistente. Todos conheciam o conteúdo do livro, que, apesar de fictício, era o mesmo do título da disciplina "Introdução à biônica" (os autores eram eles mesmos). Era também uma forma de avaliar se eles tinham entendido o que havia sido apresentado como conteúdo durante todo o curso, pois temas como proporção áurea, espirais logarítimicas, fractais e outros assuntos relacionados deveriam ser considerados no projeto. Para fazer o projeto, o aluno deveria ir a livrarias para fazer o estudo preliminar de outros materiais voltados ao público que ele escolheu, bem como identificar os elementos gráficos que deveriam constar em uma capa: código de barras, logo da editora, etc. Pedi para que eles imprimissem o projeto da maneira mais realista possível (houve quem aplicou contact para simular aplicação de verniz e coisas assim, outros usaram facas especiais) para que se pudesse ter uma idéia de como ficaria. Por incrível que pareça, muitos esqueceram de colocar o nome do autor na capa e na lombada (não fizeram a lição de casa...) e apresentaram o texto (cheio de erros) com o kerning completamente desajustado. Alguns projetos ficaram muito legais, mas, se eu tivesse uma editora, ficaria preocupada em contratar alguns desses futuros designers para um projeto assim..
  • Oi Ligia.... não vou negar q eu já tenha feito trabalhos da faculdade de qualquer maneira...(não curto muito hipocrisia) mas nunca fugia do fato de que minha falta de empenho me caracterizava como uma futura profissional limitada, o q é ruim pra nossa profissão... hj sinto falta de ter me dedicado mais durante a faculdade... hj o q muda tdo isso pra mim é encarar esta realidade e ir atras do prejuizo... não aceitar certas verdades só nos faz crescer menos do q realmente temos capacidade... diria uma coisinha, não desista de tal aluno.... no fundo talves não seja o memonto dele... e mesmo q nunca chegue o momento dele, acredite na sua forma de ensinar.. muitas pessoas ainda clarearão a mente por conta disso....
  • debate sem igual. lígia, ficando mais fã a cada comentário seu. aliás, posso refazer a minha faculdade aí onde você dá aula? hehehe... agora estou correndo pra sair, mas mais tarde volto pra contribuir com mais umas brasinhas nessa fogueira saudável do debate. mesmo quando há momentos de ataques pessoais e fugas do assunto e mal-entendidos...
  • Falar de educação sempre provoca alvoroço, mais que a Lígia está certa em seus argumentos, o problema não está na facudade e nem na facilidade da internet, mais sim no pessímo ensino que o país tem, o ensino fundamental e o médio são rídiculos, nas escolas públicas falta de insentivo e oportunidade e nas particulares o dinheiro fácil gera preguiça (Não estou gerenalizando, sempre tem as exceções), ai vem aqueles que culpam os país, mais os país pensam a mesmo coisa que os filhos, que a facilidade e preguiça sempre é o caminho mais gostoso, conclusão gera uma onda de povo ingnorântes. Tenho amigos que me sombaram alegando que eu era um idiota por gastar 400 em um colégio particular, parece que a cultura de ler e correr atrás é visto com olhos negros, nas escolas os garotos LEGAIS, são aqueles que normalmente tiram nota baixa, o "cool" da coisa e tirar 0,5 na prova, isso e transmitido como algo bom, e aquele que tira 10 é um CDF retardado, ai chega na facudade todo mundo percebe que o mundo mudou e que o buraco é mais fundo do que parece, mais ainda tem aqueles que preverem ficar no buraco mais que pelo menos ganha um certificado, e olha ele é esperto por que foi o amigo dele que fez o TCC. Sinceramente não adianta mais ficar apontado as indiguinações ao ensino, o caso mesmo e resgatar o maximo de pessoas do buraco e mostrar que sem luta não á bariga cheia. E também venhamos e convenhamos, sem pessoas ruins não saberiamos o que seria pessoas boas, sem pessoas burras não saberiamos o que seriam pessoas inteligêntes.
  • Oi Ligia, conheço um pouco do seu trabalho, mas não é sobre a qualidade das suas aulas que vim escrever, pois desconheço e isso cabe a você julgar a si mesma. Apenas coloquei meu ponto de vista diante seu artigo, veja bem, não vim aqui “discutir” com você o que é certo ou errado, concordo com você em alguns pontos, e que as pessoas estão cada dia mais sem cultura, o que me deixou intrigada é o jeito você escreveu, por mais que sirva de alerta pra alguns, não acho correto. E ser o nome de Turma, nem sempre é mérito das melhores aulas, às vezes pode ser o mérito da “menos pior”. Só vim deixar minha contribuição, talvez não lhe sirva pra nada, ou talvez faça você refletir um pouco mais na hora de escrever sobre o que aconteceu em sala de aula. Desabafe! Sim! mas não em um lugar onde seus próprios alunos podem ver, você acaba destruindo sua própria imagem. Tenha uma ótima semana.
  • Olá Ligia, tudo bem? Sou seu aluno, e já que você tocou no assunto sobre suas aulas, gostaria de colocar algumas observações que em aula achei melhor não divulgar. Principalmente quando alunos estão apresentando trabalhos, percebo uma necessidade da sua parte em diminuir a moral dos seus apresentadores perante a turma, não é o que se fala a respeito da apresentação ou produto do colega, mas sim o modo como isso é colocado, em algumas apresentações alguns alunos já chegaram a chorar. Lembrando também que apesar de você não ter mencionado nomes referenênte ao seu artigo, a turma sabe quem é esse aluno , e sua imágem não ficará muito boa depois desse bafafá todo.Ligia eu votei em você como melhor professora, pois no dia em que houve a votação tamém era dia de apresentação de trabalho, e eu nunca te vi tão "macia", cheguei até a comentar com alguns colegas que você seria escolhida´. Professora, gosto muito de sua aula, mas acho que quando se trata de avaliar alguém deve se tomar muito cuidado com as palavras e o modo como as emprega, principalmente quando se trata de ESTUDANTES. concordo com a Thayla, e tabém acho que você não precisa tentar mudar o mundo. Geramente quando há alguma apresentação o comentário é sempre o mesmo, (A SUA FALTA DE CUDADO COM AS PALAVRAS E O EMPREGO DELAS ). Preferi utilizar um pseodônimo para não me prejudicar (desculp a minha falta de culura, mas tive que me expressar) obrigado.
  • Primeiramente, o ensino virou algo plenamente superficial(é claro que existem os que estudam), mas estudar para alguns estudantes não é visto como planejar o futuro, ou até mesmo ansiar algo melhor da vida, o estudo por muitos hoje é visto como figurinhas de um album, quanto mais melhor, e a história não é bem assim, as pessoas além de acreditarem que um curso superior pode lhe dar um futuro garantido (Nada na vida é garantido) ainda atribui a qualidade do ensino ou a instituição(por ser particular ou publica) ou aos alunos(que hora estudaram de mais para passar no vestibular ou não estudaram nada), quando na verdade a qualidade deveria ser atribuida ao conjunto, poderia atribuir esse problema, dos alunos ou professores com falta de vontade alguma lei que obriga os pais a colocarem seus filhos na escola, pois quando esse processo ocorre por uma lei ele perde o proposito de ser, deixa de ser aprendizado para cumprimento de uma lei, isso é uma coisa que causa indignação, não so em mim, nem so na Ligia, mas em todos aqueles que deram duro, não porque era uma lei a ser seguida, mas porque éra o melhor caminho a se seguir. Embora não haja leis que obriguem as pessoas a fazer o ensino superior, muitas só fazem por imposição social, vaidade, para viver em um grupo social(não de ganhar dinheiro mas o que se gabam por ter ensino superior) A realidade é uma só: É possivel aprender sem uma faculdade(Sim) É possivel não aprender nada em uma faculdade(Sim) Um profissional que conta apenas com uma bagagem de photoshop e illustrator nunca vai ser um design, vai faltar uma bagagem cultural, lembrando que design não é arte é cultura, afinal a comunicação muda de cultura para cultura.
  • Caro Aderbal, Primeiramente, queria deixar claro que em nenhum momento meu objetivo é humilhar os alunos. Tento tomar o máximo de cuidado com as palavras que uso, sempre peço desculpas pelo tom, mas realmente me sinto na obrigação de dar um feedback sério. É que as pessoas não estão acostumadas com nada que não seja elogio (muitos deles falsos, pois é só a pessoa virar as costas para logo rirem do trabalho dela). Eu tento ser autêntica e realmente contribuir com a formação dos meus alunos - se há críticas, fiquem completamente à vontade para fazê-las sem a necessidade de usar pseudônimos. Ao contrário da maioria, estou bem acostumada a ouvir mais críticas do que elogios e presto bem atenção nelas para tentar analisar as minhas posturas. Vejo muitos professores que distribuem nota 10 sem nenhum critério. Não consigo fazer isso, pois além de não achar justo com quem realmente merece, ainda contribuo para colocar no mercado de trabalho alguém que não está preparado. Sobre ser nome de turma, queria dizer que isso não acrescenta nada ao meu currículo. Fico muito honrada com o reconhecimento e encaro isso como uma indicação que estou indo pelo rumo certo. Mas jamais mudaria a minha atitude para ganhar votos (que coisa mais absurda... Então os alunos votariam no professor mais bonzinho que está dando aula no dia da votação? Que viagem...). Não pretendo ser unanimidade e sei que há vários alunos com restrição ao meu trabalho. Por coincidência, muitas vezes também tenho restrições aos trabalhos deles... isso não nos impede de viver em harmonia, um aprendendo com os pontos de vista dos outros. Aderbal, seja lá quem você for, fique à vontade para me procurar e conversar.
  • Ah, Aderbal... puxa, achei que você me conhecesse o suficiente para saber que, apesar da minha falta de jeito com as palavras (estou tentando melhorar e fazendo um grande esforço para isso, apesar de ainda não ter conseguido encontrar a forma certa), JAMAIS prejudicaria um aluno por suas opiniões pessoais. Minhas avaliações sempre são sobre os trabalhos e justifico bem cada ponto para que a pessoa possa entender de onde saiu aquela nota. Assim, não faz o menor sentido esse seu temor. De qualquer maneira, se quiser torcar e-mails mesmo sob pseundônimo, estou à disposição (ligia@ligiafascioni.com.br).
  • pensando hoje de manhã, vi como é desesperador o futuro... pessoal assumindo uma deficiência e argumentando as vantagens e pontos positivos de a terem, e o pior de tudo, falando como é ruim ter a virtude oposta!... por essas e outras que designers não são melhor vistos! Com um ego desse tamanho que num dá o braço a torcer ante uma realidade tão óbvia, só pode ser rechaçado mesmo!
  • Esse povo do futuro... mesmo esse povo não deve conseguir citar pelo menos 5 nomes de grandes criadores ou empresários (tipo o Bill Gates) que tenha feito algo com a mesma grandiosidade. Mas quero nomes novos de gente que não conhece livro. As novas tecnologias nivelaram por baixo o conhecimento porque conseguiram ajudar na preguiça. É mais cômodo. Parecem ovelhas arrebatadas, cegas pelo deslumbre dos milhares de bytes ao seu alcance. Vivo no PC... fico muito na internet mas não consigo comparar o que aprendi lá (que é muito superficial) do que com um livro. Mas eu nem espero que isso seja entendido... a preguiça de fazer igual para experimentar e depois comentar.... ixe... isso demora... Li ali atrás sobre a forma da escrita. Oremos para que o que o cara escreveu..."evolução da escrita" nunca se torne real. A falta de qualidade no ensino gerou algo que hj é visto naturalmente pelo mais novos como intenetês. Ridículo. Mas o futuro vem pra todos. Vamos ver se quando houver (se houver) mais maturidade e a grana aperte por falta de um emprego descente... a lembrança da falta de aprimoramento não venha na cabeça. E de onde será que esse povo acha que tem muita gente na Faculdade? Para cada 1 outros 1000 não entram. Mesmo com esse monte de curso meia boca por aí... Realidade de um não é a de todos... Ótimo texto Lígia!
  • Parece texto do Rubem Alves: verdades óbvias esquecidas quando se vira a página. Vale ressaltar que quantidade, não é qualidade de aprendizagem. Não mesmo. Tenho colegas que lêem aos montes, sabem citar deus e o diabo, mas não sabem oque fazer com tanto conhecimento. São o que o Rubens define como "Esquizofrenicos" - pessoas que guardam memórias inúteis. Nossa educação bancária forma esse tipo de gente, não leitores (pois ler é um saco enfadonho e sem utilidade) ou leitores funcionais (afinal, a professore pediu 80 bibliografias).
  • Oi, pessoas! Que bom que vocês estão comentando! Apesar de todas as formas de comunicação que temos disponíveis hoje, ainda penso que o livro é fundamental para que um cidadão tnha condições de formar uma opinião minimamente estruturada a respeito das coisas do mundo. Analfabetos também são cidadãos, eu concordo, só que muito mais sujeitos a servirem como massa de manobra e prejudicar a eles e à sociedade toda com votos equivocados por pura desinformação. Concordo que ler não garante educação (apenas cultura) a ninguém, também conheço parvos cheios de diplomas e bibliotecas completas. Mas nunca conheci um só profissional (ou cidadão) brilhante que fosse, e que não tivesse o hábito de ler. De qualquer maneira, é só uma opinião de alguém que já está com 41 anos (sou, portanto, de outra geração - meus primeiros programas de computador foram escritos em código hexadecimal!). Pode ser que eu mude de idéia, mas não encontrei ainda argumentos que me convencessem... Também acho que pai e mãe fazem muito mais diferença que a escola (só que as pessoas estão tendo filhos sem condições de educá-los - educar não é só pagar escola).
  • Belo texto, como sempre. Só desta vez tenho uma ressalva: "O Pequeno Príncipe", na minha opinião, é um baita livro. Deve ser bem lido, da mesma forma como "Aquarela" de Toquinho deve ser bem escutada. ;) Claro, claro: não pode ser a única referência de um universitário, evidentemente. É que no texto fica a impressão de que é uma obra ruim, menor.
  • o problema é que a internet tornou-se mais legal do que um pedaço de papel, mas sinceramente acho que a educação não vai muito bem e não começa do superior, ela não vai bem por uma série de fatores, começa no infantil, além do despreparo e da falta de apoio dos professores, a salas são super lotadas e falta bastante coisa numa escola publica. Ensino numa escola publica e meu maior problema é a evasão, minhas aulas são vista por uma média de vinte alunos, mesmo com bolsa escola, merenda e uma infinidade de geringonças, tais como, retroprojetores, videos, aulas extra-classe e gincanas, os veiculos (sites e revistas) que leio sobre educação, continuam a culpa o docente. Com este texto que vc publico, é uma prova que a culpa não é do professor e sim do aluno, que mesmo numa instituição particular não vê necessidade de ler e apromira-se. No meu caso a coisa não passa só no cunho de vontade de aluno, rola uma coisa de situação social, referência e influência do meio, mas deixei de acreditar na educação, por diversos fatores, no caso do índio queimado, eles tinha educação, mas faltava a instrução da educação básica, o lance de forma cidadão? Provavelmente não, o ser humano é ruim. E isso é suficiente para não me assustar com coisas deste meio. Ah, Lígia, desculpa por escrever tanto. Abraço!
  • Lígia, muito bom o artigo! Mas não concordo com alguns comentários seus, como: "Como vivem os pais desse projeto de cidadão, aptos a pagar uma mensalidade correspondente a quase 3 salários mínimos, mas incapazes de ler um primário paulo coelho que seja." Acho que não é pq um indivíduo não lê livros, ou não têm costume de ler, que ele passa a ser um "projeto de cidadão" como vc disse. Existem N meios de disseminar a cultura, como teatro, Tv, cinema, jornal, enfim...todos esses meios são tão importantes quanto ler um livro. Ninguém condena as pessoas que não vão ao teatro, ou que não gostam de ir ao cinema, então pq condenar se elas não lêem livro? A cultura e o conhecimento estão espalhados nas mais variadas formas, não somente nos livros, embora eu ache muito importante e essencial o costume de ler livros. Mas parabéns pelo artigo Lígia.
  • Cara Lígia, comecei a ler seu post, mas parei pela metade, não consigo entender a sua indignação pela “falta” de cultura do seu colega de sala. O que você queria quando a maior biblioteca para pesquisa que temos se chama “Google”? E quanto à preocupação com o planeta, ao invés de matarmos 200 equitares de eucalipto para a fabricação de um livro podemos simplesmente baixar alguns bits na net? (Nossa essa foi ótima! Mas faz sentido). A cultura hoje não se resume em livros, pra falar a verdade, eu acho que as pessoas dizem que lêem livros só pra se dizer culto, agora sou eu que fico indignado, antigamente eu teria que comprar umas três mochilas pra carregar todos os “livros” que tenho em meu “pen drive” e não me sinto envergonhado de dizer que o único livro que tenho em casa é o manual da minha placa mãe. As pessoas reclamam quando tudo ainda parece vir das oficinas medievais, construídas a ferro e fogo, mas o problema é que elas não entendem que se vendem nas próprias criações, daqui alguns anos, ou me arriscaria dizer até meses, livros servirão somente para regular a altura do monitor, que alias nem pra isso servem mais (catálogos telefônicos são melhores pra essa ocasião).
  • Artigo muito radical. Não levou em consideração variáveis como a evolução do que vem a ser o Ensino Superior brasileiro, incluindo principalmente as questões da atual mercantilização do ensino, mascarada pelo que o governo insiste em chamar de "democratização do ensino". Assim, você direcionou a culpa pela para aqueles que não lêem livro, que são, na verdade, as "marionetes" que fazem o Brasil ter um percentual maior de alunos no Ensino Superior. Ou seja, as instituições privadas são preenchidas por aqueles que acham mais fácil pagar para ter um diploma (que não são poucos) e - para aumentar ao que você chama de "parcela previlegiadíssima" de pessoas com acesso ao ensino superior - o governo querem eles lá!!! (A propósito, essa instiuição que você citou, provavelmente onde você estuda, é privada?) Tamanho amadorismo desse artigo não condiz com a pessoa que você, aparentemente, julga ser.
  • E mais: Concordo com o comentário do Guilherme. Não é porque alguém não lê um livro sequer que vai deixar de ser um "cidadão completo". "Desse povo, 96% usam freqüentemente a Internet. Agora já deu para entender porque essa galera gosta de usar aquela língua esquisita para se comunicar nos chats e sites de relacionamento; simplesmente porque desconhecem os rudimentos do português" - Você já leu um livro (irônico, não?) chamado "Preconceito Linguístico" de Carlos Bagno? Só pra fundamentar meu comentário, vou resumir pra você: a língua portuguesa tem sim muitas regras, mas antes de ser suscetível a qualquer regra, ela é uma língua, que primordialmente é utilizada para comunicar. Se alguém é desprovido de cultura (restrita, nesse caso para conhecedores dos "rudimentos da língua portuguesa"), mas sabe utilizar a língua portuguesa para expressar alguma idéia - nem q seja p/ mandar um bjo pra qlquer pessoa - não podem ser subjugados apenas por não conhecerem as regras. Se ele conhece as regras ou não, não importa. O que importa é se ele sabe expressar: inerente a qualquer ser humano. Esse papo de "línguas esquisitas da internet" é de gente velha (no sentido mais subjetivo da palavra), que não consegue acompanhar a evolução inevitável do mundo. É de pessoas assim que o DESIGN - enquanto arte dinâmica, evolutiva, moderna e criadora de tendências - não precisa. Se eu quiser saber algo sobre Identidade Corporativa, já tenho certeza que o seu livro é que não vou ler. Pra quem escreve um artigo "furado" desses, não pode-se esperar algum aprendizado com um livro escrito pela mesma pessoa.
  • Muito bom o texto, de verdade. Esta é uma preocupação que também tenho. Acho um absurdo chegar na faculdade federal, com um vestibular concorrido, e encontrar colegas escrevendo absurdamente errado (como que passaram na prova de redação?) e falando errado, cheios de gerundismos e neologismos (não que os neologismos sejam total - e sempre - errados). Assumo: muitas vezes tenho vergonha. Não por mim, mas pela pessoa. Por favor, né? Cultura é afrodisíaco. A pessoa se sente melhor consigo mesma (eu, pelo menos, penso assim) quando consegue diferenciar alhos de bugalhos, quando tem o mínimo de bagagem pra ter uma conversa civilizada em qualquer lugar, ou qualquer pessoa que seja. Mas não é a cultura só pela quantidade, por dizer que sabe ou que leu, é pela qualidade, e pelo interesse, principalmente. É ler um bom livro pq aquilo lhe dá prazer, ou se interessar de saber das coisas, só por saber mesmo, por conhecer, por "aprender" mais, mesmo que seja um pouco cultura inútil, quem sabe um dia não vai servir? Nesse final de semestre eu tive que escrever um ensaio pra disciplina história da arte, com máximo de 7 páginas, e, graças à farta biografia que achei, virou um artigo e ficou com 27 páginas. Escrevi por prazer, não pq precisava de nota na matéria, aprendi muito pq li bastante a respeito (me interessei pelo tema, que, por sinal, eu que escolhi) e, de presente, além de um 10 na nota, o professor ainda se comprometeu a publicar meu texto. Acho que só mais 1 outro aluno de minha turma fez um texto do nível do meu. A maioria parou nas 5 páginas, e ainda assim "enchendo lingüiça". As pessoas esquecem que estamos numa faculdade pra aprender, e não pra passar.
  • O artigo é bom, mas comentários péssimos. Dá pra perceber que a carapuça serviu muito bem, nao? Só de num entender o que é um livro em si, e falar que ebooks não são livros já mostra a ignorância do pessoal. Pelamor, né? O tom usado para responder ao artigo é o tom que merece ler na tréplica. Amadorismo não está naquela que escreve o artigo, mas naqueles que lêem e não conseguem entender uma única linha, e apenas escrevem uma resposta mal dada, com erros de lógica explícitos, argumentação enfadonha, que se tem que ir pulando as linhas para se conseguir chegar até o final. E acho que o cúmulo de tudo é tentar colocar os meios de comunicação massivos e pós-massivos como principal fonte de cultura e aprendizado. Devem ser esses que ainda dão crédito à wikipedia e têm orgulho de colocá-la na bibliografia de seus trabalhos de matérias "teóticas chatas"... Deve ser esses também que encontram um site que diz o que é semiótica, e saem em seguida vomitando por aí "signo bla bla bla, signo bla bla bla". Assim como devem ser esses que ainda procuram ver qual é o design que está na moda pra fazer igual, e também os que apresentam 5 versões de logotipos pro cliente, como também devem ser esses que fazem um curso de photoshop e um de illustrator e já se acham designers profissionais... Faça me o favor! É pura falta de responsabilidade estar no ensino superior e não se dedicar de corpo e alma a evoluir intelectualmente e estar apto a fazer melhor do que os que vieram antes de você! Imaturidade pura! Como disse a Lígia, estar cursando uma faculdade é privilégio, e disperdiçar essa chance com festas do CA, ou com trabalhos teóricos mal feitos, porque afinal o mercado não quer saber se você sabe historia da arte ou não, é de uma idiotice incabível para uma única pessoa! Esses anos que se passa na universidade será o tem po que lhes cabe para se formar um profissional completo, apto para sozinho exercer sua função, e não prorrogar para depois, e continuar fazendo trabalhos nas coxas porque o cliente é chato, porque o cliente num sabe nada, porque o cliente "bla bla bla signo"! Há algum tempo conversando com um amigo mais velho (tenho 21 anos) ele me disse que percebeu que a nova geração está demorando mais tempo a amadurecer. O que antes caía a ficha da importância logo aos 19 anos agora acontece apenas aos 24, 25 anos, como lamentações infindáveis do tempo perdido e da oportunidade jogada fora... Essa história de cultura internet e cultura televisão é preguiça mental de pensar e de sentar a bunda e abrir um livro sem figuras pra ler. Mesmo que nã seja teórico, que seja literatura (aposto que o grande romance desses caras ou é Harry Potter ou Senhor dos Anéis... bom, ser for, menos mal, porque pelomenos conseguiram ler um livro com mais de 100 páginas...)... Já escrevi demais...e espero que não tenha ofendido ninguém...
  • Queridos, não fiquem bravos com a "tia" aqui. Eu apenas expressei uma opinião e realmente acredito nela. O Google realmente nos fornece muita informação, mas para aprofundar o conhecimento, é preciso de livros sim. Ou a Amazon estaria numa canoa furada? Livros, sejam virtuais ou não, serão sempre livros, não importa a mídia, não interessa se eles estão ou não num pen-drive. O importante é que alguém os leia, é disso que estou falando! Mas os alunos em questão, aos quais me referi, simplesmente não sabem estruturar uma linha de raciocínio que possa ser traduzida na nossa língua. Duvido que freqüentem teatro, cinema, leiam jornais ou tenham lido algum livro na net. Não é por que a maior biblioteca do mundo está disponível que as pessoas vão lá pegar os livros. Sobre o livro citado "Preconceito lingüístico" eu, por acaso, veja só, já li sim. O autor mostra um ponto de vista interessante, mas por acaso há outros com os quais me identifiquei mais (isso é que torna legal o ato de ler - você conhecer pontos de vista diferentes - para citar apenas um dos muitos, Dietrich Schwanitz escreve que mais do que a fala, a escrita é a chave para o domínio de uma língua. Falando, a gente pode descrever coisas e pessoas, mas não dá para abstrair muito, o esforço para acompanhar o desenrolar da argumentação é muito grande. Por meio da escrita, é possível libertar a linguagem da situação concreta (fatos) e torná-la independente do contexto (idéias). Quando a gente fala, a emoção predomina sobre a objetividade; quando escreve ou lê, desenvolve muito mais a capacidade de abstração.) É óbvio que o mundo tem espaço para todo mundo (para quem gosta ou não de ler). Apenas defendo que a parcela privilegiada que tem acesso à universidade deveria apresentar um pouco mais de domínio sobre a língua, deveria ser capaz de se expressar com mais clareza. Se não for assim, o que esperar dos que não tiveram acesso? Como posso recomendar profissionais que não conseguem se expressar e nem se comunicar com seus clientes?
  • Estar em busca constante de conhecimento não é um ponto essencial para um profissional de design? Como achar que é demais alertar as pessoas, que querem seu espaço como designers, sobre a necessidade da leitura de livros e de se alimentar de conhecimentos diversos?
  • É muito difícil de acreditar que os futuros designers, pessoas que devem estar atualizadíssimos sobre tudo, não se preocupam em estar por dentro ddos fatos que ocorrem no mundo em que vivem. É triste saber que pessoas que deveriam ter uma mente mais aberta, se deixam ser manipuladas pela massa. É arrazador, mas essa é a realidade... Excelente artigo, parabéns!
  • Cris Lombardi, concordo com tudo que vc disse, sobre alertar as pessoas que querem seu espaço como designers, sobre a necessidade da leitura de livros. Mas acho radical e preconceituoso afimar que as pessoas que não lêem livros, ou não tem costume, são "projetos de cidadãos". O problema desse artigo da Lígia foi colocar o emocional na frente da razão. Ela ficou tão indignada com o episódio dela com o outro aluno na sala de aula, que soltou tudo que queria falar pra ele nesse artigo, exagerando em várias partes.
  • Os livros, independentes da forma na qual se apresentam, fazem com que nosso olhar se abra para um horizonte de possibilidades. E é essa a receita para a criação das diversas soluções que o mundo precisa, não só no universo do design. Muito bom texto, Lígia!
  • Oi, Guilherme! Puxa, só tenho a lamentar se você desprezou um texto inteiro e selecionou somente duas palavras para concentrar todas as suas opiniões... Já expliquei em comentários anteriores o que eu quis dizer com a expressão "projeto de cidadão". Uma das coisas mais legais da prática da leitura é que a gente aprende a pegar a idéia geral, em vez de levar tudo ao pé da letra. A leitura do livro aqui, representa muito mais do que apenas pegar um volume e decifrar as suas palavras, ter ou não o hábito de freqüentar livrarias. O exemplo dado foi uma alegoria, sobre hábitos, prioridades e formação das pessoas que acabam decidindo o futuro do nosso país. Ontem eu li uma frase que cabe bem aqui: "eu sou responsável pelo que escrevo, mas você é responsável pelo que você lê"...
  • Tem gente que perde completamente a civilidade e os bons modos na internet. Franqueza abusiva muitas vezes se transforma em grosseria...um pouco de eufemismo é bom e preserva os dentes. . E humildade também. . Não concordo com muita coisa e também detesto babação de ovo, mas nem por isso saio distribuindo coices nos comentários. O problema não é O QUE é dito, mas COMO é dito. . E tenho dito.
  • Galera... se fosse colocar um ponto de resposta pra cada ponto que merece ficaria enorme, então vou na catada geral. Primeira polemica. Chamar de projeto de cidadão um fulano por não ler ou nao ter um livro em casa. Peguem o geral alí moçada. O cara tá na FACULDADE o famoso ENSINO SUPERIOR gastando a grana do papai pra ganhar um papelzinho escrito uma profissão pomposa q nem garantirá um salário descente, ele terá de ganhar um por suas próprias capacidades e conhecimentos. Não ter um livro em casa não é a doença da situação, mas um forte sintoma de falta de interesse, conhecimento e capacidade de julgamento. o google é lindo? claro q é, mas não seja estúpido. veja o tamanho da história da humanidade, veja tudo q foi feito, não está tudo no google, não pode estar, e mesmo q esteja a maneira de se experiementar isso é completamentente diferente. Assita Wall-e q vc pode ter um exemplo (viu, semprecisar ler uma linha pq animação é mais legal dublada mesmo). Teve gente aí usando a linguistica pra defender o apedeutismo, o famoso "comunicou comunicou", ou seja, se passou a idéia tá valendo. Concordo, com ressalvas. Tem cara q realmente faz isso, q escreve pra comunicar, q acha q a escrita de outra forma além da formal pode passar a idéi a melhor, eu mesmo escrevi Bromco durante muito tempo (e ainda escrevo) pq acho q o M traz uma idéia de ignorância muito massa. Mas esse tipo de coisa, brincar com a linguá, é uma coisa q se conquista, não é assim sair por aí fazendo suas corruptelas pelo msn, é preciso ter Licença Poética tirada apenas junto a Academia Brasileira de Letras ( por acaso vcs pensavam q este orgão não servia pra nada?). Então consigam suas licenças poéticas e depois conversamos. Voltando. Aqui não é velha guarda da era analógica, é um cara q está montando um e-commerce e escreve periodicamente num blog, assina uma penca de rss, mantém contato com um bando de gente massa no orkut, etecétera, ou "seje", q tá afogado na era digital, mas q pagou 10 pilas feliz da vida por um "analista de bagé" num sebo, q é a mais pura finesse de cultura e escrito por um puta intelectual, mas q é mais engraçado que qualquer do Ari Toledo. Assim espero que as luzes da cultura iluminem a geral, pq tenho medo de mais hora menos hora ser queimado como um mendigo/vizinho homônimo. Bjs.
  • Considero O Pequeno Príncipe e a bíblia ótimas referências e ao meu ver o texto foi taxativo e radical. Os pecados e males da sociedade aparecem como produto do não-hábito de leitura. Simplista ao extremo.... Com uma quantidade tão grande de informação, que devemos selecionar todos os dias para receber, é lamentável eu perder 6 minutos do meu dia lendo esse tipo de coisa. Bobo. Desculpe, ma snão gostei.