NOW


Uma leve passeada pela internet me rendendo mais uma vez a textos sobre sustentabilidade (que talvez já tenha enchido o saco das pessoas, mas é de imediata necessidade ter conhecimento e adotar), comecei a procurar marcas nacionais de moda que seguem padrões sustentáveis, e a primeira pergunta surgiu: Como saber se estou comprando uma peça de roupa que tenha sido produzida sem afetar o meio ambiente?

Sim, as empresas que aderem esse sistema privam por divulgar o que estão fazendo, então, normalmente as informações serão bem explícitas e, sem dúvidas, o preço também será relevantemente mais caro, em torno de 30% a mais, mas… Não existe nenhum selo que ateste e garanta a procedência do material? Foi então que descobri a NOW (Natural Organic World).

Pertencente à empresa têxtil Coexis P&D Ltda., o selo aprova a origem orgânica da matéria-prima produzida sob normas e procedimentos sócio-ambientais idôneos, que são inspecionados por institutos internacionais de certificação orgânica.

O interessante é a adoção da agricultura familiar, sendo tudo cultivado e colhido a mão em sistema de escala de produção humana realizada por dezenas de pequenas propriedades rurais espalhadas pelo Brasil.

Uma iniciativa bárbara que promete ter cada vez mais empresas aderindo, reduzindo custos e sem dúvidas, aumentando a qualidade do que é adquirido. Sem culpa e consciente!

  • Massa, tipo um FSC (que é de cadeia de custódia de madeira) para produtos de confecção.

    Tem link? pq eu cacei no bom e velho google e não achei

  • Legal, sempre converso com o Fernando Galdino sobre o caráter imprescindível da sustentabilidade hoje. Não é concebível um produto que não foi pensado em todos os aspectos do seu ciclo de vida. Ao mesmo tempo não penso na sustentabilidade como uma característica para se estimular o consumo, isso me soa irônico.
    Sem selos como FSC e este que conheci agora, o NOW, a sustentabilidade frequentemente é embrulhada em papéis rústicos e levada aos pontos de venda linda e verde, mas sem nenhuma garantia de procedência. Não que não haja sustentabilidade em tais produtos, mas quem garante?
    Acredito sim que devemos nos pautar mais nestes selos, afinal quem dá valor a eles são os consumidores por intermédio dos designers e produtores que usam ou não estes materiais certificados.
    PS.: Em falar em produção textil sustentável, a EMBRAPA lançou num congresso recente na Paraíba três tipos de algodão que já nasce colorido, criados por melhoramento genético (selecionados), as vantagens no seu uso é óbviamente a não necessidade de tingimento.
    http://www.algodao.agr.br/cms/index.php?option=com_content&task=view&id=52&Itemid=68

  • Deborah,
    muito bom saber disso… também nao encontrei nada no google mas gostaria de saber se isso já chegou também aos tecidos voltados à estofados, cortinas, etc…

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