Pressões para mudar o design

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Num artigo sobre a importância da pesquisa para o design, Meredith Davis aponta cinco motivos pelos quais o design que temos hoje precisa mudar:

  • houve um deslocamento do paradigma mecânico, centrado no objeto, da prática do design, em direção a um modelo caracterizado por sistemas que evoluem e se comportam organicamente;
  • há uma transferência do controle dos designers para a mão dos usuários e participantes (também chamados de co-criadores);
  • uma maior ênfase na importância da comunidade;
  • conscientização sobre a convergência das mídias;
  • e a exigência de equipes interdisciplinares que dêem conta da complexidade dos problemas contemporâneos.

Enquanto fora do Brasil eles já estão discutindo o service design (quarto passo, numa sequência que começa com 1.logo, 2.identidade corporativa, 3.branding), aqui ainda estamos discutindo o passo número 1 (logo).

Isso dá o que pensar.

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4 comentários

  • Recentemente, defendi minha dissertação de mestrado em design, explicitando essa necessidade de reposicionarmos o design num mundo completamente diferente do que imaginamos. Acho que todos deveriam ler os livros do sociólogo polonês Zygmunt Bauman para entender um pouquinho como nossa sociedade anda funcionando. Ele é meio pessimista, mas não deixa de ser realista.
  • Estamos discutindo o logo, não. Estamos discutindo como chamá-lo! rss Imagina estender a discussão para o âmbito da metodologia, qual fim isso teria? No mundo informal, na Internet, nas listas, isso seria infinito e caótico. O que volta ao que comentei com você hoje mesmo, que é a falta de pontuadores que norteiem a estrutura do nosso conhecimento, a distribua homogeniamente. Quantas vezes já não me questionei sobre alguns conceitos que eu posso ter aprendido, seja qual tenha sido a forma (aí já reside um problema) – que é um tópico que eu tenha levantado, mas que perfeitamente pode ter sido levantado por qualquer outro colega. Questões são abertas todos os dias sobre coisas que já podiam estar mais enraizadas (entenda isso como assimiladas no meio geral) no conhecimento comum; terminologia é uma questão. Metodologia é outra. Outras questões vêm na definição do âmbito de atuação do designer (até onde é minha função?). Remuneração? Direito autoral. Mesmo a estrutura de atividades (design gráfico, design de produto, design digital) diverge de faculdade pra faculdade e não temos um norte pra nos basear, exceto se fizermos escolhas por um ou por outro autor, instituição, linha de pensamento, enfim, estamos sempre desprendendo uma energia para decidir se uma informação disseminada (em eventos, em cursos, em bibliografia etc.) nos é ou não válida. Parece uma roda viva, um tanto ou quanto sofrida.
  • Muito bom este material e também os comentários. Minha preocupação é com o futuro do profissional, quando eu me formei foi um momento fantástico, muitas propostas, muitos projetos... Minha visão de um futuro garantido. Hoje, passados 7 anos, já com pós-graduação, inumeros projetos e tudo mais vejo que o futuro chegou, mas a realidade é muito mais árdua do que eu pensei. Mesmo atualizado, trabalhando na área, com muito interesse; o desenvolvimento pofissional é lento, minha impressão é que a profissão não amadureceu.