Regulamentação ou mudança cultural?

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Na minha opinião, que enxerga apenas parte do problema e não tem a pretensão de ser uma verdade suprema, a regulamentação da profissão de designer esconde algumas armadilhas:

“Regulamentação resolve tudo”

Não, não resolve. Muita gente tem mania de ficar esperando que uma coisa chamada “governo” resolva tudo sozinha e que uma lei consiga operar milagres, como a mudança instantânea de uma cultura de produção e uso do design.

Vou citar um exemplo de como uma regulamentação não resolve nada sozinho, em outro campo, o da medicina:

Médicos prescrevem medicamentos usando uma receita médica. Só que muitos deles escrevem de forma incompreensível, levando a todo tipo de problemas, desde danos à saúde, até à morte do paciente. Problema sério, certo? Com uma lei que regulamentasse a escrita das receitas, tudo se resolveria, certo? Errado.

Médicos escrevem receitas difíceis de entender por uma série de fatores, que se não forem resolvidos em conjunto, dificilmente se irá resolver o problema.

Dentre os fatores que contribuem para que uma receita incompreensível cause danos aos pacientes, temos:

1. A formação dos médicos nas faculdades, já que não se ensina o jeito adequado de se produzir receitas. Logo, temos um problema na base do conhecimento médico, na própria universidade.

2. Não há uma lei ou padrão sobre como devam ser as receitas. A lei resume-se a dizer que elas devem ser “legíveis”, sem explicar o que é “ser legível”. Legível pra quem? O médico lê sua própria receita, logo, pra ele, ela é legível. Ou seja, uma regulamentação mal feita, não gera resultado nenhum. O próprio governo do Paraná criou uma lei exigindo que médicos escrevessem usando caixa alta, letra de forma ou de imprensa, e sabem o que aconteceu? Nada. Os médicos continuam escrevendo com letra cursiva, como fazem há séculos.

3. Depois de formados, médicos ganham mal (mesmo tendo sindicato, conselho federal de medicina, tabela de preços para procedimentos médicos etc.). Por isso, fazem várias jornadas de trabalho e ficam cansados. Precisam atender muitos pacientes para poder ganhar melhor, mas pra isso precisam ganhar tempo, e vão tirar o atraso nos procedimentos burocráticos, como escrever uma receita. Ela é escrita com pressa, e o resultado são as letras com formato irreconhecível.

4. Não bastasse tudo isso, as farmácias querem vender seus remédios, e isso não combina com a recusa de uma receita que ninguém entendeu. Mesmo não tendo certeza do que o médico escreveu, as farmácias querem vender de todo jeito, e aceitam as receitas, quer sejam compreensíveis, quer não.

Portanto, quando um paciente toma um remédio errado, ou na dose errada, ou na frequência errada, enfim, isso não é culpa da letra do médico. Isso é uma combinação de fatores, que começa com falhas na formação universitária, falta de leis claras que definam com precisão o que deve ser feito, baixos salários, necessidade de atender muitos pacientes com pressa e farmácias que querem vender de qualquer jeito, e só pensam no próprio bolso. Neste caso, das receitas, resolver a questão da regulamentação sem melhorar a formação dos médicos sobre este procedimento, sem melhorar as condições de trabalho, sem modificar o comportamento dos médicos e sem fiscalizar as farmácias, não vai impedir o problema das receitas incompreensíveis, que prejudicam pessoas.

Trazendo para o lado do design, criar uma regulamentação não vai resolver o problema dos baixos salários, da baixa valorização do design, falta de reconhecimento do papel cultural do design e da baixa qualidade do ensino do design nas instituições. Para que a situação melhore, é preciso uma mudança cultural, e esse processo é lento e exige um esforço planejado, não podendo depender do acaso e da sorte.

Um caminho possível, que foi adotado nos Estados Unidos, é o da criação de uma associação forte de designers profissionais, que não cobra diplomas nem faz provas de conhecimento para admitir novos associados (diferente do modelo europeu, que se parece com um club fechado, e exige aprovação de portfolio). Essa associação estadunidense chama-se AIGA, e foi fundada em 1914, numa sala com 20 pessoas. Hoje tem mais de 20.000 membros. Diferente do modelo de club (fechado, difícil pra entrar), a AIGA usa o modelo de hub, rede (aberto, fácil pra entrar, mais difícil pra ficar). Ao invés de fazer exigências na entrada, a AIGA cobra dos seus associados a obediência a um código de ética profissional.

Em troca dessa obediência, a AIGA oferece:

1.Apoio ao designer em todos os pontos da sua carreira, seja como estudante, recém formado ou designer com muitos anos de experiência.

2. Defesa do valor do design perante empresários, governo e sociedade.

3. Uma voz única, representativa do design, que fala em nome de todos eles, defendendo seus interesses quando necessário.

Para cada item citado acima, a AIGA desenvolve dezenas de programas e atividades, agindo diante de diversos públicos interessados, como os designers, profissões relacionadas, empresários, governo, sociedade civil. Através de diversas frentes de trabalho, o design deixa de ter apenas um nome chique, mas distante das pessoas, para ter uma voz e ser uma força cultural pró-ativa, que não simplesmente reage aos problemas, mas procura se antecipar a eles.

Para quem se interessar em saber mais sobre a associação, o site deles é www.aiga.com

Essa é minha contribuição para essa discussão sobre a regulamentação. Vale lembrar que eu não sou contra a regulamentação em si. Eu sou contra a visão de que ela será uma panacéia, e vai livrar os designers de se associarem e tomarem uma atitude PRÓ-ATIVA, em nível local.

Como disse Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.

PS: Foster, estou esperando você para o café 🙂

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21 comentários

  • Bom seria uma grande evolução se todos os designers tivessem contato com a ADG é o mínimo. no caso de visual. Ler todos os códigos da ADG deveria ser obrigatório a todos que gostariam de atuar na área. Se vc é iniciante e não sabe como cobrar um trabalho ? procure ADG você não sabe como patentiar um trabalho? a ADG te ajuda! é o Básico. Depois a gente pensa em regulamentar a profissão.
  • Prof. Ricardo, Em relação as Associações, sou realmente a favor disso! As nossas Associações são ainda uma reunião de profissionais para um convescote! Acho errado não se ter um núcleo de apoio administrativo e de coordenação, com profissionais corretos para exercê-los. Um Administrador para Administrar, um contador ou alguém da área contábil para tocar a parte financeira da coisa e por aí vai. Afinal tem que se ter um staff pago por nós para nos dar apoio e não os profissionais de Design fazendo isso e deixando suas vidas profissionais para vira dublê de administrador de associação e Designer. Dessa forma , as Associações tem uma estrutura fixa que possa, ai sim, fazer o trabalho para que elas são feitas. Promover uma classe profissional. E não como hoje, que entra e sai diretoria, mesmo as mais dinâmicas ou organizadas, ficamos patinando e pagando anuidades que são investidas em Bienais (correto), mas que no dia-a- dia pecam por ausência. Fazer uma bienal não é brincadeira, mas Associação não é só para isso, ela tem que ser para nós profissionais um centro de apoio e referência diários, senão ficamos desagregados e sem interesse. Concordo com o Fessor Ricardo, mas estamos em um país que nem se respeita quanto mais uma simples Associação profissional. Já falei aqui que regulamentação não resolve tudo, mas nos protege da possibilidade de nossa pura extinção como profissão por um congressista ou lobbies interesseiros. Além disso, essa reunião de profissionais informalmente vem sendo tentada há décadas e não se consegue por puro desleixo nosso e me desculpem.....arrogância! As profissões que estão regulamentadas hoje, foi preciso que um grupo pequeno de profissionais que tomasse isso como desafio e fizesse a regulamentação, pois tentar fazer o que o Fessor Ricardo espera que ocorra, foi o que foi tentado até hoje sem sucesso por nossos antecessores. E não temos mais tempo para isso, quantos séculos serão necessários para que uma geração ou gerações caiam a ficha e se reunam para isso??? É muito romantico, mas hoje uma profissão tem que ser chamada e respeitada como tal, independente de quem esteja nela ou quem tem talento ou não, quem tenha estudado ou não. Isso é burocracia mais chula possivel e sem ela estamos perdendo todos os dias oportunidades que deveriam ser nossas de direito, pois já temos muitos deveres. O Mercado, clientes ou que seja, exigem isso, no Brasil e no Mundo, que vamos fazer? Continuar a enfiar a cabeça no buraco e deixar a bunda a mostra???!! Isso é o dever de casa mínimo que um profissional, seja de qualquer profissão, tem que ter por lei. A época romântica do Design já passou...e nos deixou muitos orfãos para cuidar! Vamos tentar sair do Jardim de infância, crescer rápidamente e encarar o mercado de trabalho como profissionais que somos, com talento sem talento, errados ou não, estudados ou não. Temos que ter uma representação oficial de nós mesmos perante o mercado. Será que ainda vamos ficar nessa de convescote? Deu em algum resultado? Acho que não? Abraços do Foster.
  • Prof. Ricardo, Em relação as Associações, sou realmente a favor disso! As nossas Associações são ainda uma reunião de profissionais para um convescote! Acho errado não se ter um núcleo de apoio administrativo e de coordenação, com profissionais corretos para exercê-los. Um Administrador para Administrar, um contador ou alguém da área contábil para tocar a parte financeira da coisa e por aí vai. Afinal tem que se ter um staff pago por nós para nos dar apoio e não os profissionais de Design fazendo isso e deixando suas vidas profissionais para vira dublê de administrador de associação e Designer. Dessa forma , as Associações tem uma estrutura fixa que possa, ai sim, fazer o trabalho para que elas são feitas. Promover uma classe profissional. E não como hoje, que entra e sai diretoria, mesmo as mais dinâmicas ou organizadas, ficamos patinando e pagando anuidades que são investidas em Bienais (correto), mas que no dia-a- dia pecam por ausência. Fazer uma bienal não é brincadeira, mas Associação não é só para isso, ela tem que ser para nós profissionais um centro de apoio e referência diários, senão ficamos desagregados e sem interesse. Concordo com o Fessor Ricardo, mas estamos em um país que nem se respeita quanto mais uma simples Associação profissional. Já falei aqui que regulamentação não resolve tudo, mas nos protege da possibilidade de nossa pura extinção como profissão por um congressista ou lobbies interesseiros. Além disso, essa reunião de profissionais informalmente vem sendo tentada há décadas e não se consegue por puro desleixo nosso e me desculpem.....arrogância! As profissões que estão regulamentadas hoje, foi preciso que um grupo pequeno de profissionais que tomasse isso como desafio e fizesse a regulamentação, pois tentar fazer o que o Fessor Ricardo espera que ocorra, foi o que foi tentado até hoje sem sucesso por nossos antecessores. E não temos mais tempo para isso, quantos séculos serão necessários para que uma geração ou gerações caiam a ficha e se reunam para isso??? É muito romantico, mas hoje uma profissão tem que ser chamada e respeitada como tal, independente de quem esteja nela ou quem tem talento ou não, quem tenha estudado ou não. Isso é burocracia mais chula possivel e sem ela estamos perdendo todos os dias oportunidades que deveriam ser nossas de direito, pois já temos muitos deveres. O Mercado, clientes ou que seja, exigem isso, no Brasil e no Mundo, que vamos fazer? Continuar a enfiar a cabeça no buraco e deixar a bunda a mostra???!! Isso é o dever de casa mínimo que um profissional, seja de qualquer profissão, tem que ter por lei. A época romântica do Design já passou...e nos deixou muitos orfãos para cuidar! Vamos tentar sair do Jardim de infância, crescer rápidamente e encarar o mercado de trabalho como profissionais que somos, com talento sem talento, errados ou não, estudados ou não. Temos que ter uma representação oficial de nós mesmos perante o mercado. Será que ainda vamos ficar nessa de convescote? Deu em algum resultado? Acho que não? Abraços do Foster.
  • Professor Ricardo, Se você conseguiu essas informações, ótimo, pois eu repeti o que ouvi e vi em um congresso do ICOGRADA. Lá os"americanos" nos informaram dessa situação e não tive como dizer não! Aliás ninguém que estava comigo retrucou isso. O que falei foi exatamente o que foi divulgado por eles, se estavam curtindo com a nossa cara, aí vai muito além. Não discordei porque sei que na parte de HQ, você tem que se filiar a um Syndicate para trabalhar e divulgar as suas histórias. Tudo nos EUA é filiado a alguma coisa. Por isso não discordei! Se agora você me traz essa informação ótimo! Nos EUA só tem a AIGA para Design Gráfico e a IDSA para Design de Produto. Lá praticamente todos os Designers são filiados a uma, as duas ou até mais Associações de áreas mais particulares como HQ. e etc. Como falei, repeti o que ouvi e vi nessa conversa ,mas se você está com essas informações fidedignas, não está aqui mais quem falou. Além disso, eu tive informações de um Designer Americano que trabalhou comigo, na parte de interiores aeronáuticos e ele me falou que lá se não for associado você não é muito bem aceito! Portanto.... E agora? Só quem trabalhou realmente lá ou viveu lá pode tirar essa dúvida. Obrigado pela informação, mas continua para mim uma dúvida nisso!!! Há informações que não se coadunam, pois o que soube por aqui não corresponde o que está sendo falado agora. Mas se realmente os caras são da AIGA, temos que revisar isso. Abraços Foster.
  • Cris, eu não sou contra a regulamentação. Eu só acho que primeiro deveriam haver associações fortes, que praticassem aquilo que elas desejam pra si, em nível local, seja numa cidade de 5 mil habitantes, seja num grande centro urbano com 15 milhões. Não vejo como seria possível regulamentar algo primeiro, e depois reunir os designers, só porque agora existe uma lei regulamentando isso ou aquilo. Eu creio que seria preciso reunir primeiro, e regulamentar depois. É meu ponto de vista pessoal, e não tenho a pretensão de ser dono da verdade nisso. Cordialmente, Ricardo
  • Olha Foster, o café pode ser pingado (prefiro com leite rsrs). Alguns esclarecimentos: Falei com o diretor executivo da AIGA (Ric Greffé) e com alguns associados dela, e eles me informaram que a AIGA não define quem vai trabalhar na profissão e no mercado de trabalho nos EUA, ela não funciona como um sindicato, que define qual aluno depois de graduado será aceito na Associação e ela não avalia os membros para saber se é possivel ele participar de uma concorrência ou ser contratado por uma empresa. Além disso, os membros da AIGA também não tem uma carteirinha. Talvez os americanos com quem você conversou fazem parte de alguma outra associação, mas essa não é a Associação de Designers Gráficos, nos Estados Unidos. Abs! Ricardo
  • Concordo em gênero, número e grau com o que o Rogério falou, bom, ele disse tudo. Que absurdo não defendermos a regulamentação de uma profissão. Qualquer uma que seja reconhecida acaba sofrendo mais valias, sim. E é certo, associação de profissão irregular é chacrinha.
  • Eu também venho no site há um tempo e pela primeira vez comento: gostaria de lhes informar que existem associações no Brasil que não cobram o diploma, estudantes de design podem se inscrever. Sou designer e professora da área e tenho convivido com dois lados da moeda: um em que temos que conviver com aqueles formados em cursos tecnológicos e que sofrem grande preconceito (pessoalmente não vejo problema nenhum em grande partes dos cursos tecnológicos, alguns desses são melhores e mais bem equipados do que os das federais, que se sentam sobre o peso da nomenclatura FEDERAL e não fazem nada para se adaptar às novas tecnologias e nem a novos conceitos) e ainda, temos que conviver também com aqueles "auto-didatas" ... aqueles bem conhecidos da gente. Acho que uma associação seja importante sim e tenho defendido nas reuniões de colegiado (sou professora de uma importante federal e já dei aulas no setor das particulares, e por isso, estou colocando aqui um pseudônimo) uma postura contraria à regulamentação, ou no mínimo, uma menor preocupação com essa idéia fixa. Temos mesmo é que incentivar as associações, entretanto, penso que se elas forem abertas demais, teremos que enfrentar sérios problemas, pois, se não há critério pra que se associe, onde ficará o nível dos associados, já que muitos tercerizam seus trabalhos e cumpririam sim todos os requisitos cobrados posteriormente à entrada na associação? falo aqui principalmente sobre o que acontece no meio do design de mobiliário e interiores, em que há uma legião de curandeiros receitando por aí sem critério algum. Bom, de qualquer forma, continuarei - como professora jovem e antenada, levando nossas discussões , levantadas aqui, às reuniões mofadas do meu colegiado. Abraços, Carolina Fonseca
  • Fessor Ricardo e a turma do crachá de Designer! Isso não está no site da AIGA e nem no site do IDSA. Isso foi o que um colega nosso (Americano) que trabalha perto de 9 York em conversa informal com outros colegas nossos e falou respondendo a perguntas feitas por eles. Até nos mostrou a tal da "carteirinha" que parecia um cartão de crédito, que depois ele explicou o porquê? Você tem as lojas especializadas de material para Designers, Comércio em Geral conveniado, lugares de recreação e etc., descontos e promoções para os Associados....lá o Business é que conta!!! Além disso, você na entrada dos eventos promovidos pela AIGA , você passa seu cartão para ser identificado( É gente para burro!), sendo que cada estado tem um cartão com impressão diferente, por ser uma Federação. (O país) Isso foi-me falado por um colega americano e tive também informações de outros colegas Americanos em Design Aeronáutico, que corrobora para isso. Nos EEUU todas as atividades são restritas e cuidadas por sindicatos ou associações profissionais ,com esse viés! São os Syndicates! Hoje mesmo falei com um colega nosso (Design), que para sobreviver no exterior, fez curso de cabelereiro e como era estrangeiro teve que ao ser aprovado no curso, fazer uma prova para o sindicato ...de cabeleireiros, para poder trabalhar! Sem isso jamais iria cortar as madeixas da louras belzebú!!! Tudo tem Sindicato lá! Quanto aos concursos públicos no Brasil, eu já falei que estamos perdendo oportunidades por causa disso. Já fiz alguns e vi que boa parte foi feito por profissionais de outras áreas e não Designers. Além disso, não podemos participar de licitações por não termos um Conselho reconhecido oficialmente. Eu sou um exemplo de como a falta de Regulamentação oficial me prejudica. Sou um Designer aeronáutico e não posso, como autônomo, trabalhar na área de aviação homologada! A ANAC não permite que nós trabalhemos como se deve trabalhar nas aeronaves. Só sob tutela e debaixo dos olhos dos Engenheiros e eles é que assinam por nós!!! Assinatura de Designer???!!! Never!!! Se um Designer brasileiro "botar a mão" em uma aeronave, essa corre o risco de perder a sua Homologação e não poder voar! Mas um estrangeiro faz o diabo e não acontece nada! ( Sem xenofobismos! ) Tudo porquê as Leis Brasileiras de Aviação ,que são baseadas na Americana, mas tem as particulariedades genuinamente de Brasil, não permitem que um Brasileiro faça o que um estrangeiro faz aqui! Teve um post anterior, onde é apresentado essa minha área , não sei o que deu , mas aquele LearJet estava correndo o risco de não sair do chão! Como a ANAC é uma anarquia ...ainda, pode-se acreditar em tudo!!! Eu mesmo já solicitei várias vezes ao antigo DAC, hoje ANAC o reconhecimento de nossa atividade, mas eles não querem! Lobbie dos Engenheiros Aeronáuticos, segundo eles!!! Abraços com cafeína do Foster! PS. Fessor Ricardo, vai de Expresso, Cappucino ou pingado mesmo????
  • Hmmmm... Não tô mais entendendo nada. Indepedente da AIGA ser de associação-livre ou fechada, o mesmo para a IDSA, o q importa, aqui para o caso do Brasil, é se a profissão vai passar a ser reconhecida como o q é, ou o q deve ser. Ex. simples: Concurso do INMETRO aberto no Rio com 1 vaga para designer gráfico especialista em web. Vagas disponíveis para formados em "Design Gráfico," "Desenho Industrial" e, dentre outros, "qualquer área de Informática." A regulamentação, ou Accreditation no caso, viria a resolver esse tipo de dúvida? Dividir essa área, específica, como exemplo, em design e programação já seria um avanço bem grande – minha opinião. Cada associação deve decidir como funciona melhor, e a melhor associação vai acabar tendo mais peso. O q é mais importante é saber separar o q é design do q não é (ok, dificil). Não para criar reserva de mercado, mas justamente para facilitar a essas criaturas q precisam d profissionais qualificados, poder achá-los, sem confundir os alhos.
  • Acredito que a regulamentação não vá resolver os problemas dos designers no país, mas talvez seja o início da mudança, de perspectiva para a profissão, da valorização do papel do designer, de mentalidade da sociedade e principalmente dos estudantes e designers. A valorização da nossa profissão deve começar pela organização da mesma, seja com associações, regulamentações ou qualquer tipo de movimento que venha a aglutinar uma área tão abrangente e por vezes individualista, já que possuímos inúmeras "especializações". O problema do Brasil é cultural, mas como não podemos ser "Redescobertos", a melhoria da nosso sistema de educação é primordial para uma mudança da nossa cultura, não só em design, mas como em todas as áreas. Parabéns pelo site e pelo post!! Fernando Flores
  • Oi Foster, Obrigado pela contribuição =) Uma pergunta: você pode me dizer de onde você obteve essas informações sobre a AIGA, de que ela define quem vai trabalhar na profissão e no mercado de trabalho nos EUA, que funciona como um sindicato, que define qual aluno depois de graduado será aceito na Associação, que avalia os membros para saber se é possivel ele participar de uma concorrência ou ser contratado por uma empresa e que os membros da AIGA tem uma carteirinha? Eu procurei no site deles e não encontrei essas informações. Abraço (cadê o café? rsrs) Ricardo
  • Ainda não terminei de ler, mas já vi os "fatores" que incidem na má escrita médica. Faltou citar aí a razão mais importante, direto da presidente do conselho de saúde: Os quase 10 anos de formação, onde o médico tem que anotar coisas às pressas, em pé, tornam habitual a taquigrafia. Não há caligrafia que resista a tanto tempo de hábito ruim.
  • Prof. Ricardo e a turma que ainda não entendeu o que é uma Regulamentação no nosso país! (Accreditation.) Obrigado pelo convite! Está de pé! Passando pelos arrabaldes, vamos tomar uns birinaites para trocar idéias!!! Faloooouu!!! Pelo que vi, a dica de visitar ao site da AIGA lhe trouxe muita inspiração!!! Mas vamos lá antes que todo mundo vá se deitar!!! O dito professor realmente enfocou uma realidade da regulamentação de que ela não é uma Panacéia e vai levar os Designers Brasileiros ao Paraíso!!! Mas o dito Fessor, esqueceu de um pequenino detalhe, estamos no Brasil e aqui as leis de trabalho e comércio são arcaicas e exigem que as profissões se regulamentem, apesar do Executivo e do Legislativo serem contra ,hoje. Outro probleminha que todos estão também esquecendo, a qualquer minuto um Congressista furreca, xexelento e furibundo, pode enviar um projeto de regulamentação da nossa profissão tirado da cabeça dele ou de grupos e lobbies que queiram que a nossa profissão seja regulamentada sobre o viés deles e não dos profissionais, ou seja NÓS!!! Atenção! Isso quase aconteceu e o (a) parlamentar simplesmente desconhecia o que era Design e que o profissional se chama Designer. Erro muito comum hoje de trocar o nome do profissional pelo da Profissão, a tal falta de cultura! Queriam nos regulamentar como meros artesãos e de nivel técnico!!! Seria o fim dos cursos superiores!!!! Essa situação não aconteceu uma vez e sim pelo menos 03(três) vezes nessas últimas décadas! Se o projeto emplacasse, hoje o dito professor Ricardo estaria ministrando aulas para um curso de Publicidade, corte e custura,ikebana e não de Design, que seria sumáriamente extinta! Aliás, esse é o propósito básico dessa corrente pela Regulamentação oficial (Accreditation), a regulamentação da NOSSA profissão de forma a atender TODOS os profissionais do nosso país e separá-la e definir bem os seus limites com as profissões limítrofes, que hoje invadem o nosso mercado de trabalho sem nenhuma cerimônia e inclusive regulamentando áreas profissionais nossas para o exercício profissional exclusivo deles! Isso já ocorreu!!! Daqui a pouco o Designer não poderá exercer a sua profissão porque ela foi destripada e regulamentada sob outras profissões. Afrontando o que ocorre no resto do mundo!!! Quanto a AIGA, essa é a maior Associação de profissionais de Design do mundo com mais de 22000 profissionais FORMADOS sob seu amparo! Só pode formados tá! A AIGA é que define quem vai trabalhar na profissão e no mercado de trabalho nos EUA. Ela funciona como um sindicato e dessa forma define qual aluno depois de graduado será aceito na Associação. Durante sua vida profissional esse membro terá que passar por avaliações periódicas para saber se é possivel ele participar de uma concorrência ou ser contratado por uma empresa. Além disso ela promove anualmente em várias áreas profissional do Design Gráfico, concursos e cursos livres para a melhor qualificação do profissional. Ela controla sua vida profissional o tempo todo!!! A carteirinha da AIGA atualizada, indica ao empregador ou cliente que ele está diante de um profissional gabaritado, testado e avaliado para atendê-lo da melhor forma possivel! Lembre que lá a concorrência em nossa profissão é ferrenha e de nivel Internacional! Aliás!!! Eles estão aqui no nosso país obtendo os melhores projetos para eles e nós ainda hoje discutindo besteirinhas e picuinhas, continuamos roendo ossos!!! Design é item de exportação para os países avançados e apoiado pelos seus governos pesadamente e pelos seus governantes!!! ( Subsídios Governamentais! ) O Design é item estratégico para esses países! Na Europa as Associações não são Clubes e sim Guildas de profissionais,apoiadas pelos seus Governos e principalmente pelos seus maiores Governantes (Reis, Presidentes,Primeiros-ministros e Familias Dominantes!) Lá você mesmo formado, se não for aceito ou tiver nivel de ser recebido nessas Associações, você não trabalha na profissão, pois o empregador ou cliente EXIGE essa recomendação para contratar você! Se não foi aceito, volta a estudar, até se tornar um profissional competente e ser aceito pela Associação!!! (Força política das Associações) Finalmente, vamos parar com essa besteira que regulamentação exclui o profissional auto-didata, não formado ou oriundo de outras profissões. As profissões que foram regulamentadas no Brasil, exigem por LEI, que TODOS os profissionais que estão atuando seguidamente nos cinco anos anteriores da data que sai no DO.,na Profissão, e que possam comprovar textualmente ou com port-folio verídico, são abraçados pela lei. Depois daquela data, só se formando nos Cursos de Graduação. Para se chegar ao nivel de uma AIGA ou de uma IDSA, no nosso país, NECESSÁRIAMENTE teremos que ser antes reconhecidos pelo nosso Governo FEDERAL, sem isso serão associações vazias e sem legitimidade, mesmo que TODOS os profissionais do Brasil estejam em seus quadros! O nosso mercado de trabalho só reconhece quem é regulamentado de alguma forma, seja oficialmente ou se tiver poder financeiro ou político para isso,a tal da Auto-Regulamentação. (Publicitários / CONAR) O nosso problema básico é que os nossos possiveis clientes e empregadores desconhecem o que é Design e desconfiam, com razão, de nós por que a cultura do Brasileiro é de ...não confiar em patrício e só acreditar em Estrangeiros ou firmas de fora, com resultados comprovados de sucesso, ou em algo palpável que possa ser tocado e já pronto, que possa ser comparado, pesado e avaliado, sendo o mais barato possivel, mas realmente o ideal é que você mesmo o pague ou doe candidamente o seu trabalho para fazer o serviço solicitado!!!! Como nós vendemos idéias/assessorias e fazemos poucas (?) quase nenhuma conta ou uso da Matemática, não há hoje como nossos clientes e empregadores nos avaliarem, como por exemplo, como os Engenheiros, Arquitetos, Publicitários e etc. Além disso, nossas empresas tem NOJO de criar alguma coisa nova e sim querem a CERTEZA do sucesso do resultado, para não correr riscos!!! Brasileiro odeia riscos!!!! Para arrematar, no Brasil DESIGN é custo, e empresário risca custos!!!! No exterior ,se você não cria nada de novo, você estará fora do mercado por causa da concorrência e da globalização!!! Hoje nossa profissão está sofrendo pesadas perdas lá por causa dessa crise financeira em que empresas demitiram inúmeros Designers para conter custos e centros de excelência em Design foram sumariamente riscados do mapa! Esses caras estão vindo para aqui! Vem concorrer conosco, pois não há regulamentação aqui para que possamos enfrentá-los de igual para igual. Não estou falando de capacidade profissional e sim de legislação! Diante desses fatos e dessa realidade, a chiadeira que nos é legítima, nos obriga a seguir apenas um caminho, enfrentar os trâmites legais para que o executivo sancione um projeto de regulamentação de nossa profissão que seja o espelho de nossos objetivos e que seja realmente DESIGN. (Tem que rezar no milho!!!) Fessor! O café ficou amargo, gelado e sem açúcar! Abraços, vamos parar de picuinhas e deixar de ser incompetentes para organizar uma profissão que já deveria ter sido parida e definida há décadas atrás! Eu falei profissão!!!!! E não arroubo de guri em porta de boate! Ânimo, que a Regulamentação é só o começo, tem a normatização da profissão, conselho, sindicato e modificar nosso Direito comercial para que o Design esteja na lei e funcione comercialmente e legalmente como o Design age no resto do mundo!!!! Agora podem dormir.....se conseguirem!!!! Praga pouca é bobagem!!! Foster.
  • Tche, esse foi um dos melhores (pra não dizer o único, pois eu aí poderia estar sendo injusto) textos sobre a regulamentação que eu já li. Frequentemente as opiniões são fanaticamente a favor ou cinicamente contra. Muito boa a comparação com os médicos. Acho que ela traz à tona algo que está sendo deixado de lado nas discussões que vejo por aí: a formação do designer, dentro dos cursos. Com cada curso fazendo seu currículo do modo mais esquizofrênico possível, não é possível um mínimo padrão de qualidade. Creio que da mesma forma que apenas uma regulamentaçãio não seria a panacéia, uma associação sozinha também recairia no mesmo problema. Uma boa solução seria um tripé: a regulamentação (trazendo o respaldo legal, a função do governo) + uma associação (centralizando as iniciativas, e não dependendo da inciatica governamental) + educação (construindo a base, com professores e estudantes). Deixando a escolha final, de ser ético ou não, ao profissional. Esses sistemas fornecem a esturtura, e as escolhas são do indivíduo.
  • Interessante esse pedaço do comentário acima: "Do jeito que a regulamentação está sendo proposta, cheia de preconceitos e desunião e vaga de fundamentos, eu sou contra." mas o que o resto do pessoal , os que não estão tentando uma regulamentação (preconceituosa como disse a colega), fez para ajudar. O que o resto do pessoal fez para melhorar as coisas? Não digo que não se deva reclamar. Deve sim se vc não concorda. Mas agir e ter uma postura ética é fundamental. Caso contrário, algo pode ser aprovado e daí vai ser: "cala boca e aguenta" , para todos nós. (por favor, se houver várias formas de compreensão desse comentário, enxerguem apenas a melhor de todas)...
  • Concordo em número, gênero e grau, tanto que estou comentando pela primeira vez apesar de freqüentar o blog há algum tempo. Na maioria das discussões que vi, o foco principal é a exigência de diploma para exercer a profissão e o piso salarial, tendo a primeira a maior força. A meu ver nem todo autodidata é um micreiro e nem todo graduado em designer tem ética e competência suficiente para receber tal designação. O que faz o profissional e principalmente “a pessoa”, não é um pedaço de papel ou mil e uma ferramentas e programas, mas sim o conjunto da obra, o profissionalismo, a ética e o conhecimento e isso não é um professor, um diploma, uma faculdade ou um livro que te dará, mas sim você irá os adquirir através destes. Do jeito que a regulamentação está sendo proposta, cheia de preconceitos e desunião e vaga de fundamentos, eu sou contra. O modelo da aiga me agradou muito e ficaria muito feliz se algo neste estilo fosse adotado no Brasil. No mais, parabéns pelo excelente post, exposições como esta só tendem a elevar o nível da discussão.
  • Creio eu, na minha humilde opnião que, a regulamentação não é a salvação da "humanidade designística", todos nós sabemos que isso não vai acabar com os baixos salários e com o nível de ensino baixo das universidades de design. De fato precisamos sim, e de forma urgente sermos reconhecidos como tais, mas, isso tem que ser feito de forma ordenada e organizada, para que la na frente não venhamos a lamentar o leite derramado. Não sou contra a regulamentação, só tenho medo de encararmos isto em rítmo de "oba oba" e la na frente sofrermos com um projeto que nós mesmos criamos. NBatista