Rio 2016 – Uma marca escultura para a cidade escultura

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Detalhe pra criança dentro da marca!

Bom dia leitores. Feliz 2011! Feliz 2016!

Escrevo direto do Rio. Ontem eu estava nas areias de Copacabana durante a festa do Reveillon 2011, no exato momento da apresentação da marca para as Olimpíadas Rio 2016. Nossa! Que expectativa! Que alívio no peito! Como é bom espantar a desconfiança referente ao que seria essa marca. Muito obrigado Tátil.

Não quero aqui manter o discurso na rasa análise dos atributos estéticos da marca Rio 2016. O vídeo abaixo, da carioquíssima e competentíssima equipe da Tátil, mostra toda o desafio, superação e felicidade de um projeto com tamanha complexidade. A estratégia do place branding do Rio de Janeiro está perfeitamente coerente. Infelizmente a marca da Copa 2014 não foi tratada com a mesma transparência.

Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

União, Acolhimento e Simpatia

Foi emocionante ver e participar da receptividade positiva em relação a marca das Olimpídas Rio 2016 quando a galera, destaco aqui jovens e crianças, num movimento automático, instintivo, deu as mãos e começou a formar rodas e dançar como numa grande ciranda, mostrando já ter se encantado com a marca.

Estou rodando o Youtube em busca de um vídeo amador para transmitir como o movimento foi espontâneo! É impressionante presenciar a força de uma marca bem aceita. O povo todo elogiando e refletindo encantamento. Seja o ambulante vendendo cerveja, sejam os gringos falando “I can see sugar loaf!” É indescritível o gostinho da marra carioca vendo os ingleses que estavam na praia falando “Much better than London 2012“. Sentimentos totalmente opostos, referente a baixa aceitação da muito criticada marca para as olimpíadas do ano que vem, London 2012. Hoje consigo ver a força, coerência e ousadia do projeto da Wolff Olins.

Otimismo transformador

Essa marca será o combustível para impulsionar a transformação estrutural e cultural, pela qual a cidade do Rio de Janeiro passará para ser capaz de realizar o melhor jogos olímpicos da história. Acredito que a marca tem força e complexidade de sobra para polinizar os corações dos cariocas e multiplicar esse sentimento pelo Brasil e o mundo.

Eu como carioca, morador de Belo Horizonte, aprendi a sentir saudades do Rio. Sentimento só desenvolvido quando há ausência. Sempre que visito a cidade, percebo meu olhar cada vez mais contemplativo. Fico mais atento a tudo que a cidade me causa. Consegui tangibilizar o tal “carioquês”. O modo como o carioca lida com a vida e o sentimento de alegria sempre presente, tornou-se finalmente evidentes pra mim.

Foi de arrepiar! Resumo a sensação com a frase de Fred Gelli, sócio-diretor do escritório Tátil design, responsável pelo projeto.

“Uma marca escultura para a cidade escultura.”

Agora é aguardarmos o desdobramento do projeto, marca paraolímpica, mascote, pictogramas. Já imaginou as possibilidades das formas das medalhas?

Estou louco para pegá-la na mão e poder girá-la vendo-a por de todos os ângulos além desse da imagem principal. Parabéns a todos os envolvidos.

[update 1]
Listo abaixo alguns links interessantes para você compreender globalmente o assunto. E perceber que a competência mostrada no projeto, ajuda a enterrar de uma vez por todas o complexo de vira-lata, em relação a grandes projetos de design que não foram realizados pelos escritórios locais por desdenharem de suas competências.

Políticas de design: Rio 2016 X Copa 2014, pelo ex-diretor da ESDi, Gabriel Patrocinio.

#prontofalei – Caro amigo desinformado, precisamos esclarecer algumas coisas quanto à design, ok? @doocavendish

Manifesto Rio 2016 – Por Uno de Oliveira do Caligraffiti

Análise: Símbolo da Rio-2016 é chance de trazer qualidade de vida pelo design por Elianne Jobim e Rodolfo Capeto (@rcapeto)

Rio 2016 por Marcilon Almeida (@neuralbrand)

Holding Hands in Rio – Brand New (Under Consideration) por Eli Carrico

RJ TV – 1ª Edição – 3-janeiro-2011 – Criadores do símbolo das Olimpíadas de 2016 falam sobre o processo de criação. (desconsidere a repórter falando insistentemente “logomarca”)

Rio 2016 – Logo Design Love – lista de clipping internacional

– Rio 2016 x Brazil 2014 – o duelo, by @vini_guimaraes: http://is.gd/k2RRS

[update 2]
Primeiro comentário com boas críticas construtivas não exatamente ao conceito da marca, mas críticas relacionadas as formas e cores.

Rio 2016 mais um triunfo da banalidade – Different Thinker – Mario Amaya

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3 comentários

  • Infelizmente não vi a apresentação feita para o COB. Apesar de bem resolvida em aspecto técnico, achei os argumentos de defesa da marca muito frágeis. Quando questionado sobre o possível plágio da marca da TELURIDE Foundation http://toma.ai/0Q2. A entrevista está aqui: http://toma.ai/1Q2 Creio que cabe ao COB pedir a Tátil algumas explicações pelo profisionalismo e ética no nosso trabalho de construir marcas. Abraço a todos e feliz 2010
  • Oi Thiago Não se preocupe a toa. Não há plágio. O processo fui muito bem concluído. Na maxima transparencia de um projeto 7 chaves como uma marca olimpica. Alguns textos q podem te exclarecer muita coisa sem eu precisar repeti-los. Abração. Feliz 2011! Aproveite os comentários complementares. #prontofalei http://filosofiadodesign.wordpress.com/2010/12/19/filosofia-do-design-parte-ix-%E2%80%93-impropriedade-intelectual/ http://www.caligraffiti.com.br/manifesto-rio-2016/
  • Eu já vi duzentas e cinquenta logotipos que usam o quadro do Matisse ( http://www.moma.org/collection_images/resized/112/w500h420/CRI_147112.jpg ) Como referência. Alguns são felizes, outros não. Tanto o das nossas olimpíadas quanto o da Teluride são bem sucedidos. Eles se parecem? Sim, se parecem. Um é plágio do outro? Honestamente, acredito que não. A partir da fonte comum, que é o quadro do Matisse e um monte de outras coisas derivadas, é bem provável que chegassem a conclusões parecidas. Com referências semelhantes, vivendo no mesmo zeitgeist, tendo os mesmos designers com influência... a gente acaba chegando a resultados parecidos, não tem jeito. O logotipo funciona bem, é lindo. O único erro da Tátil, ao meu ver, foi partir da imagem das mãos dadas. Era algo arriscado do começo, já que a chance de algo semelhante já ter sido feito era razoável. Mas quanto a isso, sabe-se lá a disponibilidade do comitê olímpico em aprovar algo realmente inédito...