Como meu primeiro post quero deixar mais ou menos claras as contribuições que pretendo trazer para este espaço. Apresentações mais formais serão feitas em situações futuras, por hora quero falar do que ando estudando um pouco mais ultimamente, o tal do design sustentável.

Acho que não é novidade para ninguém que o mundo está poluído e se aquecendo por causa desta poluição. Tá aí o Al Gore que não me deixa mentir sozinho.

Todas as áreas do conhecimento estão se esforçando para resolver este problema, tentando descobrir maneiras menos abusivas de viver e produzir no planeta Terra (até pq não podemos fazer isso em nenhum outro).

Assim entra em discussão o Design Sustentável, ou Ecodesign se preferir.

Mas bem, se já é um tanto complicado explicar o que é design pras pessoas, design sustentável então… Portanto peguemos uma definição muito usada do que vem a ser o tal do design desenvolvida pelo International Council of Societies of Industrial Design ICSID*:

O Design procura descobrir e estabelecer relações estruturais, organizacionais, funcionais, expressivas e econômicas, com o objetivo de:

Enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental
(ética global)

Dar benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado
(ética social)

Dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial
(ética cultural)

Isso quer dizer que o maior orgão internacional referente a atividade de design considera como pilar da atividade uma ética global, que é uma ética ambiental, porntanto criando uma obrigação com o tema pelos profissionais (como se já não bastasse a levantar este tipo de tema simplismente como pessoa). Então o design sustentável não tem só o objetivo de ser novo e descolado, ele simplismente não está sendo design por inteiro se não considerar este tema.

Além dos problemas ambientais que são bem complexos, ainda mais quando falamos de consumo de massa, mercado globalizado e a já famosa China, entramos em um outro problema com a Ética Social. Mais uma vez um título que o pessoal gosta de aderir ao nome para qualificar, “Design Social”, se mostra como sento parte inerente do processo de design. Ou seja. Não considerar os aspéctos sociais dentro de um projeto é fugir do design, pelo menos dentro da desta definição e a expressão “design social” redundante.

E em terceiro lugar temos uma ética cultural. Bom, ambiental já estamos acostumados, social tudo bem, mas e cultural? Isto significa considerar as culturas locais durante um projeto, coisa que mercadológicamente já é bem entendida quando afeta os negócios, as pessoas vão ao supermercado de maneira diferente no sul e no norte do país, assim como nas regiões litorâneas, portanto os supermercados tem de se adaptar, apenas para dar um exemplo. Mas não é apenas isso, é entender que certas coisas são pertencentes a certas culturas e que não podem ser simplismente pilhadas e colocadas a venda no shoping mais próximo, mas que caso seja feito, que se respeite esta cultura, fale sobre ela, a enalteça.

Com isso quero dizer que o “design sustentável”, do qual pretendo tratar na maioria dos meus posts por aqui, não é uma nova onda ou modismo, é apenas, sob as considerações de pessoas muito mais abalisadas do que eu, o bom e velho design do jeitinho que sempre deveria ter sido.

*O Centro Regional de Design citando a UFPR que por sua vez cita o International Council of Societies of Industrial Design (Icsid).