A tênue linha entre o design e a arte

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Que inicie-se a discussão! Desenho é arte, ou desenho é design? Arte é design? Design é arte? O que é arte? O que é desenho? O que é design? Ahhh, tantas perguntas. Tão poucas respostas. Mas, na tentativa de chegar a um consenso, vou mostrar meu ponto de vista e tentar manter-me o mais neutro possível (e gerar mais perguntas, tenha ceretza).

Que o design é intimamente ligado a arte, ninguém nega. Será que isto faz do design um movimento artístico novo? Uma espécie de barroco ou renascimento, porém voltado a produção em massa? Oras, é só vermos os portfólios dos nomes mais renomeados no design. Vamos tomar o David Carson como exemplo.

David Carson

Ele estava pra visitar o Brasil ano passado, porém deu rolo e ele acabou não vindo. Mas ao olhar o porfólio dele, nota-se que ele faz muita coisa que não fazemos na vida real. Cartazes tipográficos estranhos. Desenhos que mais parecem querer servir como arte. Convenhamos, os trabalhos dele parecem como arte – e alguns contestam que SÃO obras de arte, porém produzíveis em massa. Acabou-se a era onde obras de arte eram pintadas em telas? E quanto a arquitetura: também é arte? Oras, Niemeyer é considerado por muitos como um artista embora projetasse prédios e afins. Então ele era arquiteto? Ou era artista? Ou era ambos?

Voltemos ao design. Fazer design, em uma de suas inúmeras definições, é “utilizar de grafismos (ícones, tipografia, cores, símbolos) para comunicar algo a alguém”. Outra definição é “criar uma solução gráfica para um problema”. Outras definições de “o que é design” podem ser encontrados no Digital Paper. Mas se o design serve para comunicar, a arte não serve também? Afinal, Leonardo Da Vinci quis expressar algo quando pintou a Mona Lisa: logo, a pintura comunica algo a alguém, uma mensagem é passada adiante. Se design é comunicação e arte é comunicação, design é arte? Mas se a arte não é reproduzível, então o design (que é feito em massa) não seria arte, embora se baseie em conceitos artísticos (forma, cor, etc). O design é artístico? Dá pra se dizer que sim. Utilizamos muita coisa que se utiliza na arte. E a arte é “designerístico”? Oras, a arte visa passar uma mensagem, tal como o design. Sim, eu sei que a arte veio primeiro então não é possível utilizar o argumento de “o ovo ou a galinha”.

E o desenho? É necessário saber desenhar para ser um designer? Acredito que sim. Muitos sabem que design não é usar o Photoshop para criar uma logo. Quem faz design de verdade, sabe que o computador é o último lugar ao qual o designer vai ao criar algo. Mas agora entra outra questão: quanto que alguém precisa desenhar para ser considerado um desenhista? Quanto ele precisa saber? Oras, qualquer criança consegue desenhar <a href=”http:”//tirinhas.digitalpaperweb.com.br” target=”_blank”>bonecos de palito</a>, logo pode-se dizer que ela “sabe desenhar”*? Assumindo que um boneco de palito desenhado por alguém confira-lhe o direito de se entitular de desenhista, é seguro assumir que qualquer pessoa com um nível mental mínimo e provido de mãos, ou pés, ou até mesmo boca (pois existem pessoas que desenham com lápis/pincél na boca) seja um desenista. Mas sabendo desenhar não rende à pessoa ao título de designer. Por quê? Oras, porque ela pode saber desenhar mas não têm o embasamento técnico que um designer (que estudou de verdade, claro) têm.

Sabendo desenhar nem que seja um boneco de palito, a pessoa pode ser chamada de artista? Qual é a definição de artista?

Quanto a criatividade: alguém que saiba desenhar bem (exemplificando, desenhar um rosto com detalhes, luz e sombra) que possua criatividade, que possua o aclamado “talento”, pode naturalmente chamar-se de desenhista. Mas pode ela se chamar de artista? E de designer? Pelo meu ponto de vista (sou estudante de design), não basta saber desenhar perfeitamente bem. Afinal, do que adianta desenhar uma logo cheia de detalhes que irão desaparecer o momento que você reduzir a imagem, ou criar confusão visual na hora em que você aumentar a imagem? Conheço alguns colegas que estudaram comigo cuja habilidade no desenho era impressionante, a criatividade era incrível, porém na hora de criar algo usável eles pecavam nos elementos mais básicos.

Antes de querermos regualizar nossa profissão de designer, precisamos saber onde começa a arte e onde ela termina, e onde que o design começa e onde termina. Só assim, poderemos fortalecer o ensino nesta área. Nosso maior problema está em definir PRECISAMENTE o que é o design e quem é o designer. É a pessoa que fez faculdade e não aprendeu porcaria nenhuma por ficar no bar os 4 anos inteiros? É a pessoa que nunca fez faculdade, porém leu todo livro que podia sobre o assunto e sabe mais que os professores que lecionam design? É o profissional que não estudou design, mas que têm uma criatividade imensa e contrata desenhistas para colocar no papel e depois vender aquilo como design? Ou é aquele artista, que sabe desenhar bem, que passou horas estudando os artistas mais famosos e menos famosos do mundo, que têm o “dom”, o “talento”?

A linha entre o que nós designer somos e não somos é tênue, frágil e obscura. Pessoalmente, não acredito que iremos chegar a um consenso tão cedo, provavelmente nunca. De qualquer maneira, convido você leitor a dar seu ponto de vista. Design é arte? Arte é design? O que é arte? O que é design? O que é desenho?

* – Eu não vou entrar na discussão de “bonito” e “feio”. A estética é algo mais complexo e mais profundo do que isto, e foge parcialmente a minha discussão (parcialmente, pois estética é relacionada com design e arte porém não sabe a mim aprofundar neste assunto agora).

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21 comentários

  • Penso que design é arte aplicada. Assim como o design se usa da psicologia, da ergonomia, e tantas outras áreas no seu projeto, se usa da arte também para atingir determinada harmonia de cores, de formas... e concequentemente atingir o objetivo do seu projeto.
  • Hum! bom ponto de vista! boas perguntas! o texto que escrevi, era uma pequena rábula, uma situação que, felizmente, não retrata todos mas, vejamos, obviamente temos que nos unir, que chegar a um consenso, em assosiações? não sei, mas, a titulo de exemplo, este blog, este aqui, o design.com.br, é um espaço de discussão, de troca de ideias, e onde os pensamentos vão agregado valor, na troca das experiências, e das conjecturas de cada um de nós. cada um de nós, engloba, não só os designers mas, também, o resto do mundo, o resto das pessoas que pensam, e sabem, e, alguns, que acham que sabem, e outros que criticam, enfim... no fundo um todo que não seja autista. quanto às opiniões homogeneas, acho (será que é achismo?) que em nenhuma profissão existe consenso e opiniões padronizadas em todos os aspectos. A medicin não é igual no mundo todo, a arquitectura, idem, a advocacia muito menos, a engenharia tão pouco, a enfermagem (espera a enfermagem parece-me mais consensual, menos preocupada com guerrinhas e sim com o cuidado, a atenção directa ao seu objecto de trabalho) mas sim, nem mesmo a enfermagem é consensual, existem metodologias, recursos e estratégias que diferem de país para país, de cultura para cultura. Em todas as profissões é necessário conhecimento científico, o aprofundar das bases e a incessante busca por saber... aquele bichinho que nos instiga a ir mais além, a descobrir novas soluções desejando sempre, mais, e mais, e mais... Enquanto designer, procuro levar a coisa com alguma leveza, leveza perante os outros, os que pergunntam - mas afinal o que é que você faz mesmo? não acredito muito na abordagem de ataque, porque muitas vezes as perguntas não são feitas com o objectivo de minar, mas sim por pura ignorância... quando não sei algo, teimo em perguntar e gosto das pessoas que me proporcionam uma resposta, um avanço no imenso que há ainda por saber... Não sei se uma associação de designers resolveria alguma coisa, acredito, sim, que com provas, e com trabalho de qualidade, conseguiremos conquistar o nosso lugar... Também não vejo que seja pelo caminho do estrelato, ao estilo caligráfico e sensacionalista holliwodiano de transformar o designer num super deus... senhor da verdade absoluta até porque, e falo por mim, muitas são as pessoas, sem qualquer fundamento universitário, que me ensinam preciosidades dentro desta área. é como diz o outro, um médico pode saber muita coisa, ler muitos livros, ir a muitos seminários mas, se não tiver contacto com os pacientes, de que lhe serve esse conhecimento todo? é deles que chega o mais precioso bem, a informação comprovada, as noticias da linha de frente... Nisso, teriam muito a aprender com a enfermagem... De volta ao design, não sei se tenho vontade de pagar por uma associação para receber uma revistinha mensal em casa...Onde se fala dos novos projectos de interiores do jean nouvelle e da cadeira do frank gheri e... e... Hoje em dia fica bem na foto dizer que se é designer, esse é outro grande problema... ah e tal, sou designer... fiz um banco com duas caixas de fruta, sou designer! mudei a cor do quarto da prima da minha tia, sou designer! escolhi os pratos na casa da minha amiga, sou designer! escolhi o chão lá de casa, sou designer! todo o mundo quer ser designer! mas ninguém (ninguém é muito pouca gente mas...) sabe o que é! da próxima vez que eu der uma aspirina a alguém, também vou dizer que sou médico... ou farmaceutico, ou sei lá... o que é que fica bem na fotografia?
  • q isso andré, ñ tem q agradecer nada. ninguém aqui é dono da verdade, nem eu, nem vc e nem ninguém. assim como vc, estamos aprendendo juntos. eu sou estudante de desenho industrial ainda, muita coisa eu aprendo aqui, e em outros sites, inclusive com quem escreve os comentários. me espanto que você tenha apenas 16 anos. com 16 anos eu nem imaginava q um dia gostaria ou trabalharia nessa área. parabéns q desde cedo vc já descobriu o q vc quer pro seu futuro, só tome cuidado com o q vc irá aprender pra ñ aprender errado. eu vejo por mim, muita coisa eu percebo q aprendi errado antes de entrar na faculdade, e gora q estou, percebi q tenho q desaprender e aprender da maneira certa. mas cara, relaxa, vc me parece estar no caminho certo. só ñ se cobre muito, ñ entre numas paranóias de se intelectualizar demais, aproveite a sua idade para fazer o q sua idade lhe oferece. é aquela história, quando criança, brinque como criança, pois quando crescer vc ñ irá sentir saudades disso! ;) e mais uma vez, estamos aprendendo juntos! abs
  • Novamente. 1- Em nenhum momento eu disse que a arte não é importante para o design, muita da bagagem de conhecimento sobre cores, forma, traços e tals venho de estudos de cunho artistico, porem não existe só esse lado da arte. Existes artes que não necessida nem de saber o nome das cores. Sobre distorções nas formas e tals não se diz só ao perídodo, eu por exemplo, tenho 16 anos, desenho desdos 11, nos momentos de depressão pego um caderno e fico rabiscando formas de qualquer jeito, aquilo pra mim é arte e eu meu sinto aliviado depois pelo fato de fazer o mesmo. 2- Desculpas, estava enganado mesmo, vou em busca desse livro aí, valeu por abrir meus olhos amigo! 3- Minimalismo é arte e existe até hoje, conhece o cinema minimalista? Nem eu a pouco tempo até um colunista daqui que saiu (e ainda não entendi o porque) me apresentou o cinema minimalista. Gilbert Antonio qualquer coisa. 4- Sobre ver, análisar, juntar e sintetizar outras opiniões esta claro que é um erro meu, não só dessa discussão mais de outras, mais estou trabalhando para melhorar isso. Sobvre o iMasters aquele tal fabio lody famoso la é uma merda no photoshop e eu dou 10 a 0 nele, mais não foi ele que falou e sim um artista plastico que escreveu sobre proporção, ele da aula na microcamp de um monte de coisa, nele eu confio, tem anos de XP e muitos livros... Só no port dele ele apresenta muitos livros que ele leu com resenha. Vou sim em busca de livros, só to eperando aparecer alguma coisa de freela. Livros dão sim uma visão maior sobre o assunto, diferente da sistema cartesiano frances pelo qual as escolas são subordinadas até hoje, onde o aluno tem que decorar datas e informações prontas sem ao mínimo de reflexão. É a realidade, sorte minha que falta só esse ano para terminar a escola. Abraços e valeu memso por tudo, eu estava enganado quando disse que a discussão era inútil.
  • André, novamente discordo com vc em alguns pontos: 1. quando um designer utiliza da arte pra atingir seu objetivo em um determinado produto, seja ele gráfico ou físico, ele se utiliza dos estudos feitos por artistas no q diz respeito as formas e cores, suas relações entre si e como elas são percebidas pelo homem. Quando vários artistas como Kandinsky foram convidados para lecionarem na Bauhaus, Groupios sabia muito bem o que queria. Queria o conhecimento deles sobre as cores e formas do pensamento da arte, para aplica-las ao design, ou seja, queria q o produto industrial tivesse não somente uma boa ergonomia,mas tb uma boa forma. Sobre os vários tipos de arte, sendo algumas com desproporções de formas, isso diz respeito ao período histórico em q ela esta incluído. Mas penso q todas elas tem seus principios, seus estudos de cores, formas... 2. Sobre cores complementares, penso q vc cometeu um grande engano. Uma cor não é considerada complementar de outra pelo fator Natal, Carnaval, Páscoa e etc. E nunca, amanhã ou depois, outra cor será complementar do vermelho. Retirei um trecho de texto do livro "A cor no processo criativo", de Lilian Ried Miller Barros, acho q servirá pra vc entender como fundionam as cores complementares: "A cores complementares se dão em função de uma reação fisiológica no olho humano, quando olhamos fixamente para um quadrado verde por cerca de um minuto, uma borda vermelha ou rósea começará a aparecer ao seu redor. Transferindo nosso olhar para um fundo branco ou cinza, veremos um 'fantasma' do quadrado verde: um quadrado róseo ou vermelho. Esse efeito ilusório é conhecido como pós-imagem. Chamamos de pós-imagem ou contraste sucessivo ao fenômeno de ilusão de óptica que ocorre em razão da estrutura do nosso aparelho visual. Dizemos que o olho humano é tricromático, porque possui três tipos de células fotossensíveis para a percepção das cores, conhecida por cones; por causa disso, somos aptos a identificar as três cores primárias em luz e em pigmento. Quanto estimulamos apenas um tipo de cone por determinado tempo, ocorre uma espécie de saturação, causando a sensação de enxergarmos a cor complementar. A cor que ilusóriamente vemos no fenômeno da pós-imagem será sempre a cor complementar àquela observada. A cor complementar é, grosso modo, a soma das cores que faltavam à cor observada para complementar o quadro das três primárias." 3. Não penso q minimalismo seja um estilo de arte. O minimalismo q vc se refere a Bauhaus tem a ver com outra coisa. Na época procurava-se a forma perfeita para os produtos, sem o excesso de ornamentos de outros movimentos de arte passados, assim se estudava as formas, retirando o excesso de formas desnecessessárias. O "simples" de hoje e da Bauhaus q vc se refere, tem a ver sempre com a simplicidade para resolver os problemas do homem. Quanto mais simples e objetivo for a solução de um problema, mais eficáz ele vai ser. 4. música é arte sim, concordo, mas o q é arte pra vc então? E design pra vc, é arte? Qual sua opinião? E André, não sou dono da razão, muito pelo contrário. Ainda sou estudante como vc e preciso estudar muito ainda, tenho certeza disso. Mas tome cuidado, procure conhecimento de outros lugares tb como livros, não tome como verdade tudo o que vc le na internet. A sua referência ao imasters pode estar falha, já parou pra pensar q quem escreve no imasters pode estar cometendo um engano? Ou q a informação q essa pessoa retirou de um livro foi mal interpretada ou mal entendida? Não estou dizendo q somente livros e ñ a internet possuem fonte de informação segura, na internet existe muita coisa boa pra se ler, só tome um cuidado redobrado neste caso. E ainda sobre a internet, eu sempre prefiro retirar conhecimento de livros, pois tem o conhecimento de uma forma mais "crua", ou seja, não foi "mastigada" ou reinterpretada por outra pessoa q escreveu em algum site. Pense nisso. Ler um livro não é tão ruim quanto parece. E acredite, depois q vc pega o hábito, vc vai se deparar com muito conhecimento a sua disposição. Ah, existem ótimos livros sobre história do design em livrarias, posso indicar o autor Rafael Cardoso entre tantos bons... tente dar uma olhada, penso q vc irá gostar do q irá encontrar. abs
  • @Raphael Por mais que ele usa arte para agregar harmonia, eu acho isso falho, pois existe tipos de arte que não tem compromisso com a realidade, usando de formas emproporcionais e fora dos padrões estéticos. Então arte não é sinônimo de harmonia, uma vez que harmonia é composição porporcional em formas, traços e cores. (isso pela definição do imasters). Sobre o verde e o vermelho isso se da talvez pelo Natal, mais tudo depende muito do contexto, isso é hoje, antes ou depois outra cor poderá completar o vermelho. Estética minimalista seria esse nosso "tempo", o minimalismo foi um estilo de arte, ai a bauhaus foi influenciada pelo minimalismo até que hoje temos essas tendência ao simples. Só acho que seu conceito de arte está muito superfícia. Antes de tudo arte não é só estética e muito menos comunicação visual, acredite ou não musica é arte e musica não é comunicação visual. Sobre o lance de produção em massa eu entendi, apenas levei por outro sentido. Abraços...
  • acho q é por ai mesmo, o design é a profissão da moda, o que todos querem ser por... estar na moda... só ñ entendo pq isso acontece! e tb ñ sei se quero pagar alguma associação pra me mandar uma revista mensal ou dizer q tenho um convite pra um workshop, não faz sentido. acho q o caminho não seja esse. tb acredito que o diálogo (sádio, sem ofensas e sem ataques) entre profissionais ou estudantes continua sendo a melhor forma de debater assuntos controversos dentro de uma determinada área profissional. quanto a opiniões homogeneas, é claro q provavelmente nenhuma profissão possui uma posição só sobre todos os assuntos pertencentes a elas, mas a tentativa é sempre válida, e não tentar deixar uniforme o pensamento sobre determinada discussão, eu penso ser pior. mas voltando ao lance da formação profissional, a questão de estudar pra depois vir alguém despreparado e pegar meu trabalho pq é filho do dono, eu (ainda) ñ perco meu sono por causa disso. valorizo minha formação, sei q o esforço q to tendo agora não é simplesmente pra ter uma profissão. me esforço agora pra ter argumentos válidos contra achismos de "filhos de donos". percebi q saber argumentar, saber impor a razão baseada em conhecimento cientifico é a melhor saída nesses casos. e pra finalizar e voltar ao tema do artigo, minha opinião é que design é arte aplicada. abs
  • Raphael, O problema é que a maioria das pessoas não sabe o que é design. Faz 3 anos que estou na faculdade, e minha vó ainda acha que eu faço desenho, e que vou ser "artista que nem meu tio". Até explicar pra velha o que é design, vixi...
  • design é aquela coisa sem explicação que bota função na beleza, ou beleza na função que nos faz pensar sempre, mas porque é que eu não pensei nisso!? era exactamente isso que eu estava precisando... existe uma bela definição sobre o exercício do design, ou melhor, sobre o plano de intenções de um grupo de designers que define isso melhor do que eu... publiquei no meu blog há uns post atrás mas, se não quiser ir lá, busque por plus minus zero, e procure no site deles, também, com o naoto fukasawa por trás a coisa ganha outras proporções... ele é um mestre... abraços, bom tema!
  • Bruno, infelizmente eu sei q o q vc relatou ocorre de fato, mas eu sei tb q infelizmente isso tb ocorre em outras profissões. Vou lhe dar um exemplo bem próximo de mim: Minha namorada. Ela se formou em enfermagem numa das melhores faculdades da área. Tem o TCC arquivado na biblioteca da própria faculdade para os outros alunos pegarem como referência. Passou em diversos concursos com mais de 3000 inscritos. Se esforçou pra valer na faculdade e hj é uma enfermeira acima da média. Mas o q acontece com ela, infelizmente, é o fato da maioria das pessoas acharem q enfermeira só cuida de ferimentos, curativos... nada mais. Ela sofre com isso, pois em um hospital, são as enfermeiras q mais trabalham, são elas q cuidam dia-a-dia dos paciêntes, acompanhando sua evolução, medicando quando preciso, conversando e dando apoio quando necessário. Enfim, é um trabalho muito mais dificil e complicado do q a maioria pensa. Se nós fizermos um paralelo com a nossa profissão, vamos perceber q temos +ou- os mesmos problemas. Só não temos o agravante que é o COREN. Vc sabia q se ela não pagar o COREN ela ñ pode trabalhar?! Mas vc sabia tb q se ela estiver desempregada, com problemas financeiros, sem exercer a profissão, ela mesmo assim precisa pagar o COREN, caso contrário não pode arrumar emprego?! Como uma pessoa sem emprego, sem exercer a profissão precisa contribuir com o sindicato da classe profissional?! E a única ajuda que o COREN fornece a ela é uma revista mensal, com algumas notícias de pouco ou nenhum interesse efetivo caso ela precise conseguir um emprego na área. Agora, eu lhe faço uma pergunta: será q, pq temos esse tipo de dificuldade nós vamos cruzar os braços?! Ignorar a faculdade pois quando nos formarmos seremos subjulgados pelos primos do tio da sobrinha do dono?! Será q vale a pena negarmos o conhecimento científico sobre a área em função desses problemas, e seguir com o achismo? Ou será q, só mesmo valorizando a classe, tendo opiniões homogeneas sobre todos os assuntos q nos dizem respeito é q vamos ser uma classe profissional respeitada? fica a pergunta... abs a todos
  • raphael: espere então, quando você estiver formado e for numa entrevista para um cargo de projecto, quando você falar que se formou em design, vão te perguntar - sim, sim, mas e você fez alguma curso superior!? Ai, depois de você tentar explicar que estudou durante 4 ou 5 anos, que se especializou na área tal, e que suas habilitações vão além da carteira de motorista, que você desenha, mas também sabe fazer outras coisas interessantes, como usar o cérebro, e outras actividades afins. Você pode até conseguir o emprego. Mas, lembre-se, você concorreu com um carinha da 8 série, que é sobrinho da prima do amigo do porteiro do prédio vizinho ao carinha do RH. E ganhou por pouco, apenas porque falou que era do flamengo. quando você está na sua mesa, tentando resolver um problema derivado da antropometria do seu consumidor final, chega um carinha, que foi entregar a correspondência, que fala acho que essa mesa deveria ser mais alta, e poderia ser que nem uma que eu vi, nas casas bahia! e então entra o seu chefe, e fala - é mesmo, raphael, você bem que poderia ir lá nas casas bahia ver a nova colecção para se inspirar! ah e não se esqueça que a minha mulher vem logo mais para você fazer o retrato dela - para rematar ele, seu chefe, ainda fala - ela vem trazer as cortinas que ela escolheu para os nossos escritórios - isso enquanto você se mata para fazer o proejcto de corporate identity da empresa. estamos designados a uma vida de muita paciência...
  • Design é aquilo que consegue unir arte, ergonomia, antropologia, sociologia, psicologia, matemática, física, "o que o cliente quer", etc em um único projeto com um objetivo específico a ser resolvido. Não existe design sem objetivo... assim, acho que é fácil diferenciar arte de design já que o design precisa explicitar sua mensagem para os receptores alvo, já a arte não... é algo pessoal e independe da transmissão completa ou parcial da mensagem, o autor é o principal interessado. Além de se adequar a produção em massa. ;)
  • e não acho a discussão sem sentido como vc disse. acho importante definirmos o q é o q, termos uma coesa sobre determinado assunto. é só perguntarmos o que é design para as pessoas pra elas darem as mais variadas respostas. se nem mesmo os próprios designers tem uma resposta só para esta pergunta, imagine as outras pessoas. e ñ intendi quando vc disse sobre "estética minimalista influenciada pela ergonomia que vivemos".
  • andré, respeitosamente, discordo e concordo com você em alguns pontos. 1. quando se diz q design é uma produção em massa, quer se dizer q a sua produção ñ é manual (artesanal) e sim mecânica. Quanto a comunicação segmentada, ela nada tem a ver com a produção de um produto. Por exemplo, mesmo um produto como um aparelho mp3 tendo seu nicho de mercado específico, ele ainda continua sendo feito de forma massificada pra compensar gastos com produção e etc, mesmo tendo sua comunicação voltada para públicos jovens e ñ para todas as pessoas, ele é um produto de produção massificada. percebeu a diferença? 2. concordo com vc quanto a arte ser uma expressão do homem, e que seu entendimento pode ser diferente de pessoa para pessoa. Mas tb acredito que a arte ñ é unanime. Um quadro pode ser arte pra mim, mas pra vc pode ser apenas um quadro. 3. discordo de vc quando vc diz que o designer, pra se diferenciar da poluição visual como vc disse existir, deve inovar em seus trabalhos usando arte. Não penso q o designer coloca arte no trabalho pra diferenciar, ele usa desse conhecimento pra agregar harmonia ao seu trabalho, ou seja, sempre! A arte pra mim é o estudo profundo sobre as cores, as formas, e quais as reações provocadas no homem da combinação desses elementos. Por exemplo, sabemos q o verde é a cor complementar do vermelho, mas pq? Sempre me fiz essa pergunta quando me falavam q tal cor é complementar de outra. Recentemente li um livro q me tirou todas as dúvidas, para quem se interessa: "A cor no processo criativo" de Lilian Ried Miller Barros. Descobri até q isso é uma reação fisiologica, que o olho humano pede por isso, por essa harmonia... então nada mais óbvio q estudar isso e usar esse conhecimento em seus trabalhos... criar harmonia para o olho humano, estimulando a percepção de uma forma positiva para atingir um determinado objetivo em um produto. abs a todos
  • Primeiramente, você cita várias vezes que design é produção em massa, e tenho que discordar de você. Acredito que o design busca uma comunicação segmentada e não em massa, uma vez que um tal anúncio quer vender á um público alvo determinado e não para "massa". Sobre o portfolio do carinha que não veio para o Brasil, dava para você deixar o link, não? Lanço minha opinião apta a críticas: - Arte é expressiva, e pode ter multiplas interpretações, design é unico e funcional, existe design que utiliza da arte, no caso dos trabalhos do carinha ai, e porque acontece isso? Porque vivemos em uma poluição visual imensa, onde a velocidade da informação ajuda para que nosso dia-á-dia seja menos perceptivo, andamos nas ruas e não observamos nada, logo a comunicação visual não alcança seu objetivo em atributos de assenção. Então o designer deve inovar, como ele faz isso? Arte! Quem nunca viu cartazes publicitários usando arte, tinha até em um outro blog (que não lembro) vários cartazes com arte. Eu acho que continuar com uma discução do tipo é perder tempo, ou não? Talvez, quem sabe o próximo rumo do design seja a arte e não essa estética minimalista influenciada pela ergonomia que vivemos...