QUEM PRECISA DE ORDEM?

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Primeiramente gostaria de desejar Feliz Ano Novo a todos, e também confessar que até a 4 minutos atrás eu não sabia sobre o que seria esse post, enquanto estava analisando o que postar, eu fiquei pedindo pro pessoal do mIRC (acredite isso ainda existe, haha) votar em mim no TecnoBlog (votem em eu pra ganhar o Ipod Nano 4Gb, clique aqui). E também estava ouvindo musica (Mundo Livre S/A – Muito Obrigado) e prestando a atenção melhor nela notei a letra.

Que conta sobre “urubus” que criam diplomas, abriram escolas, importaram professores e criaram títulos pomposos.

Os Sábias nunca haviam freqüentado escola de canto, pois o canto nascera com eles,
o canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar, naturalmente cantavam. Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem.

Após isso expulsaram da floresta os sábias que ousavam cantar sem alvará.

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás

Estranho quem diria que uma fábula poderia retratar a vida de design?

Hoje vejo diversos jovens (urubus) se formando que passaram todos os semestres da faculdade bebendo em um bar. E hoje são profissionais sem o mínimo de conteúdo montam agências e dizem ser formados. Vejo também diversos freelancers/contratados que nem faculdade tem e tem um ótimo portfolio ou um ótimo conceito de design.

Há algum tempo atrás na comunidade nossa no orkut, teve um debate sobre se o design é um dom ou um conhecimento que se adquire (inclusive rolou até briga), em minha opinião:

O design é um dom (desenho) e também um conhecimento natural que você evolui com o tempo, não é todo mundo que consegue fazer uma ilustração por mais que tenha faculdade, não é todo designer que elabora uma idéia boa antes mesmo de criar.

Claro a faculdade ajuda, mas será que é tão importante assim?

Gostaria que expressem sua opinião nos comentários, e espero que tenham um ótimo 2008. 🙂

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20 comentários

  • Acho bem complicado falar sobre "dom", bom faz de conta que isso realmente existe, então nascemos com determinado dom e tudo que tentarmos fazer fora dessa linha seremos fracassados. Na minha singela opnião esse negócio de dom não existe, não é como se fossemos "fabricados" para determinada função, acho que o que existe de diferente é que certas pessoas percebem algumas coisas antes que outras. Só digo que faculdade pode ser tanto uma puta base para quem estuda ou praticamente nada pra quem leva nas coxas, assim como quem realmente quer estudar e se aprimorar nem sempre precisa de uma faculdade, ela ser mais como um auxilio para ajudar nesse aprendizado.
  • Sabe o que eu acho de verdade?! Utopicamente pensando, acho que assim como acontece com os advogados, deveria existir uma prova geral para os designers recém formados medindo o grau de conhecimento adquirido. Aqueles que reprovassem, seriam incapacitados de exercer a profissão... Só da minha turma da faculdade teriam no mínimo umas 15 ou 20 pessoas que passam o tempo no bar e que com certeza não teriam a mínima condição de passar numa prova dessas... Mas como sei q isso não existe, tenho q me manter na realidade, sabendo que estas mesmas pessoas vão sair da faculdade, conseguir um emprego em uma agencia e encher a boca pra falar que são designers...
  • concordo murilo, em nenhum momento passa pela minha cabeça desistir da faculdade (sou estudante de desenho industrial ainda). apesar de algumas coisas ruins q existem em um ambiente acadêmico, penso que preciso da carga teórica que a faculdade irá me proporcionar pra me formar como um bom profissional. Aliás, não só a carga teórica. Tem a vivência com outras pessoas, o debate com amigos, com professores... são coisas assim q fazem vc pensar de modo diferente... de uma maneira melhor. Coisas assim q fazem vc chegar a conclusão que a faculdade é o principio da sua pesquisa, onde vc vai aprender a dar o ínicio, mas o resto é com vc...
  • Peraí, agora entramos na briga de estudante bom versus estudante vagabundo e de faculdade/universidade boa versus a ruim. Conrcordo com o Murilo nessa: ninguém nasce sabendo design. Se alguém têm o "dom" para o desenho, aí é outra coisa. Como começamos a discutir no blogCamp Paraná (eu, o Jonas, o Fernando e a Fabiane Lima), o designer realmente precisa saber desenhar? Sim, precisa. Afinal de contas, esse é o trabalho dele: se expressar através de desenhos, criar uma solução através de desenhos. Mas ele não precisa ser um ARTISTA para isto. Saber desenhar BEM ajuda? Claro! Mas eu aprendi a desenhar na faculdade. Lógico, foi o básico que aprendi e que estou aperfeiçoando sempre que possível. Além do mais, queremos que nosso desenho seja voltado a nossa área: desenhando tipos, logos, etc. Ok, quanto ao fato de que "designer gráfico é só designer se fez faculdade". É um assunto complicado. Como disse o Jonas, muitos vão pra faculdade ficar bebendo no bar (eu vejo isso de monte). Eu pessoalmente acho que é jogar uma boa grana fora, e jogar tempo fora pra quem está em faculdade estadual ou federal. Eu tô lá pra aprender e eu demonstro o que fiz e sei através do meu portfólio. O diploma vai ser apenas um "backup", um apoio pra dizer que eu estudei o que tinha que estudar e que sei o que faço. Aquele pessoal que fica no bar só vai ter um diploma pra mostrar, e quando o cliente ou empresa que tá procurando um designer pedir o portfólio dele, o cara vai dizer "ah...não tenho". Acho que o principal motivo desta briga entre desigers e não-designers (pelo menos neste tópico) é a tênue linha entre "design" e "desenho". Um desenhista é designer? Um designer é desenhista? Hum...dá pra fazer um artigo sobre isto... :)
  • Sim, Raphael e Cunha. Nem citei isso, pois já é de consciência de todos, qualquer curso tem os que estudam, e os que não querem nada com nada. Como falei o mercado vai dar as cartas se você souber jogar tá dentro. Complementando o que o Canha disse, a graduação e o aprofundamento no curso, vai dar ao profissional, mais base, mais conceitos e mais importante ainda que conceitos para debater com o cliente, é para a construção do material a ser produzido em sí.
  • Ninguém nasce sabendo coisa alguma. Nem cantar, nem falar, nem tocar, muito menos projetar. É simples, eu trabalho das 8 as 18h como designer gráfico, vou direto pra faculdade e volto as 23h. No total serão 4 anos assim de graduação, logo após tudo isso pretendo continuar com Pós e Mestrado pois pretendo lecionar. Muitos aqui pensam que o design se basta, manipulando softwares gráficos. O design qualquer que seja seu segmento vai além disso, vem de projeto, conceito, uso correto de cores, tipos e formas... O que temos hoje demasiadamente são aplicações sem conceitos, cores conflitantes, tipos mal empregados, formas mal definidas entre tantas outras merdas. Saliento que não basta à graduação transformar pessoas em bons profissionais, a resposta de tudo isso, obteremos através do próprio mercado. Ah e não esqueçam, existem vários nichos no mercado, você pode ficar pra sempre fazendo "folhetinho","cartãozinho de visita", "logo feito em menos de uma hora", "sitezinhos tecnológicos que só impressionam o próprio cliente" entre tantos outros, e mesmo assim continuar se considerando designer!
  • hum... tb vejo a faculdade como sendo uma das coisas importantes no processo evolutivo de qualquer designer, mas claro q só fazer a faculdade não quer dizer nada. O que muitas pessoas não entendem é que "fazer faculdade" não é passar quatro anos numa instituição de ensino entregando os trabalhos no prazo pra depois pegar o diploma. É uma coisa complicada, já vi muitas pessoas sairem da faculdade com pouca capacidade de realizar um trabalho bem feito, pois se limitaram a entregar trabalhos e ganhar notas medianas pra passar de ano. Fora aqueles que passaram os anos no bar, comprando trabalhos e agora estão formados, sem o mínimo de conhecimento e "exercendo" a profissão em agencias de publicidade...
  • Aí é q tá. Fazer um curso superior é parte importante dessa lapidação, não é a única nem a mais importante, mas é crucial. Com essa coisa de hj em dia se chacoalhar uma árvore e cairem 50 pessoas na sua cabeça com diploma ou não na mão é simplismente impresindível, pq mesmo q vc tenha o "dom" e construa-se como profissional mais hora menos hora pode sofrer como vítima dessa mesma história, aparecer um sujeito saido sabe-se lá deus de onde dizendo q o certo de design é assim e não o seu assado e vc alí sem um mínimo argumento pra dizer q não, pq afinal de contas o q vale nessa área é o "dom" o "talento" o "bonito", q são coisas de opinião, q como todos sabem, é igual bunda, todo mundo tem.
  • importa o espirito criativo numa constante busca por conhecimento! com ou sem diploma. O conhecimento está aí, ao alcance de todos. De todos os que queiram aprender, e que façam por isso. O bom profissional, faz-se, treina-se, cria hábitos de pesquisa, fortalece os músculos cerebrais, e está sempre com fome, sempre, sempre, com fome. Dieta, é coisa que não pode fazer parte das vontades de qualquer bom profissional, em qualquer profissão. :Não podemos, jamais, poupar esforços... até um diamante, se for mal lapidado, pode perder o seu valor...
  • Minha opinião é que não acho certo ficar mitificando a área do desenho industrial. Não somos seres superiores que criam coisas que nenhuma outra pessoa poderia fazer. Não acho que nascemos com alguma habilidade especial como se fossemos especiais. Não acredito em Dom. Acho que o que existe é a paixão por determinada área de trabalho, é o prazer que aquela pessoa tem em exercer a profissão. Acho que é essa vontade que acaba fazendo com que essa pessoa trabalhe com vontade, com tesão pela coisa mesmo, que faça com que se interesse em estudar pra ser cada vez melhor. Resumindo: acredito no estudo. É no seu esforço em estudar cada vez mais que vai te fazer um profissional diferenciado. E isso só se consegue quando se tem paixão pelo que faz, e não dom.
  • É, acho que dom pode ser a fagulha inicial, mas nem só de pão viverá o homem, tem muito conhecimento q vc precisa de um certo "alvará" pra poder exercer. No caso do design gráfico acho q a responsabilidade é bem menor do que em produto, pq ninguém vai realmente morrer de um laiaute malacabado, mas de uma peça má projetada na cama do hospital... Pra quem quer passar uma vida exercendo uma função, vivendo dela e do respeito que as outras pessoas tem, acho q uma faculdade é um mpinimo a se investir (mesmo q seja o tempo no caso de uma pública) pq mal não vai fazer e vc vai aprender coisas com quem já passou por isso (ou não as vezes). Tá. Enquanto é a marca do seu moreira ou os móveis da casa da dona joaquina até q não acho q faça lá tanta diferença não, sério, sem demagogia. Mas imaginem as verbas de CNPQ e afins (q existem e não são poucas na área de design) sendo disputadas com cabeleireiras e doceiras. Ententem a posição?
  • Sou estudante de design gráfico; em um dos comentários acima foi dito que ninguém morreria por um layout ruim ou coisa assim, diferente da área de design de produto; discordo dessa afirmação com exemplos como bulas de remédio e sinalização, que podem sim trazer problemas de extrema gravidade aos usuários. Acredito que existam sim pessoas com predisposição e facilidade para certas atividades (não sei se dom), mas vejo que a faculdade é responsável sim por conteúdos indispensáveis à prática profissional, não sou a favor de comparações entre alunos de bar e alunos de aula, cada um dará importância ao que lhe convém, às vezes as metas são diferentes, ser um bom profissional ou apenas ter uma carteira assinada. Assim como aquele que anseia o melhor não verá a faculdade como um fim, e sim um meio, mais um para sua evolução profissional.