ADG, novamente em fria…

Recentemente a Associação dos Designers Gráficos (ADG) aliou seu nome ao desastrado concurso para a marca da Copa 2014, cujo resultado, amplamente questionado, é de conhecimento geral.  Marcello Montore criou um texto muito interessante que merece ser citado abaixo.

Até hoje, no entanto, não se sabe quais foram as bases sobre as quais se apoiou essa parceria da ADG com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Depois dos protestos generalizados contra a escolha da marca, a Associação não se manifestou sobre o processo, nem mesmo em comunicação reservada a seus associados. Tampouco os designers envolvidos se manifestaram, provavelmente presos a um acordo de confidencialidade que, no entanto, desprezou critérios dignos de honrar a prática profissional.

Agora, em nova oportunidade, parece que o caso se repete na concorrência para a criação de marca turística para São Luís do Maranhão. Há matizes diferentes, mas a essência é a mesma.

O regulamento desta concorrência afirma em seu item 5.2: “Os critérios de avaliação serão estipulados dentro das normas internacionais estabelecidas pelo ICOGRADA (International Council of Graphic Design Associations)”, porém desrespeita essas normas em vários pontos, além de deixar várias questões em aberto:

1. O regulamento não estabelece um padrão para o envio dos portfolios da primeira fase e sequer pede confidencialidade. Como garantir a imparcialidade do julgamento se é possível saber de quem é o portfolio? Mesmo que os portfolios não apresentem o nome do designer ou do escritório, os projetos mais conhecidos denunciam o autor e isso compromete a imparcialidade de uma escolha.Cabe a pergunta: será que a escolha por portfolios é a mais adequada a um concurso?

2. Na primeira fase, o item 4.1.1 do regulamento afirma que os portfolios serão avaliados por “uma Comissão Técnica, formada por profissionais indicados pela ADG e que tenham reconhecida experiência na área de identidade visual, além de dois (2) representantes do Consórcio Máquina-Chias.” Ele não esclarece quantos profissionais e nem quem serão! Isso vai contra as normas do Icograda que é clara: “The names of the jurors must be published in the Call for Submissions” (Os nomes da comissão julgadora devem ser publicados na Chamada de Trabalhos”) – item 1.1 das normas. http://www.icograda.org/smallbox4/file.php?sb4b7c1b46825dc.

3. Na segunda fase, os trabalhos serão avaliados por um Júri Técnico. As perguntas que restam são as mesmas: Quem fará parte desse corpo de avaliação? Os designers selecionados não estarão se submetendo a um júri que não legitimam, como no caso do logo da Copa?

4. Esse “corpo técnico” do júri (item 5.1 do regulamento) terá 7 representantes, sendo apenas 2 designers indicados pela ADG, o que, mais uma vez, contraria as recomendações do Icograda que afirma no item 1.1: “The majority of the jurors must be professional designers who are members of a member association of Icograda” (A maioria dos julgadores devem ser designers profissionais que sejam associados a uma entidade membro do Icograda).

5. Uma vez selecionado, cada profissional deverá encaminhar “duas” marcas, isto é, cada profissional estará recebendo metade do valor do prêmio por “cada marca” – cada uma, um trabalho em si. Além disso, em vez de o designer/escritório concentrar toda a sua expertise na busca do que considere a melhor solução para o problema e busque trabalhar nos refinamentos necessários à apresentação – ele deve apresentar duas propostas?

6. O júri julga mas não decide! Esse júri, por fim, escolherá três marcas que irão para “pré-teste”? Com quem? Será qualitativo ou quantitativo? Qual a relevância do que será apurado? Será essa amostra significativa? Testa-se um logo, uma marca, como se testa um refrigerante? A questão do gosto, sobre a qual certamente recairá essa avaliação, é suficiente para avaliar o trabalho? Com outras tintas, esta é uma situação semelhante à avaliação final do logo da Copa realizada, entre outros pela cantora Ivete Sangalo, pela modelo Gisele Bündchen e pelo escritor Paulo Coelho.

7. O concurso não apresenta o nome de qualquer “consultor” ou “moderador” que, entre outras atribuições, é responsável por sanar dúvidas dos participantes. Esta também é a recomendação do Icograda no item 1.3: “An independent moderator (“Moderator”) must be appointed by the organiser to act amongst the organiser, the jury and the entrants. The name of the moderator must be announced at the same time as the announcement of the competition” (Um consultor deve ser indicado pela organização para atuar entre a organização, o júri e os participantes. O nome do consultor deve ser anunciado quando for anunciado o concurso). Em seguida, o Icograda lista as atribuições desse moderator/consultor, e entre elas se lê: “receiving written questions within the time limit stated in the rules” (receber questões por escrito dentro do prazo estipulado pelas normas).

8. A ADG não informa seus associados sobre as bases de sua participação e sequer apresenta os benefícios desta empreitada conjunta para a associação, extremamente fragilizada depois do episódio da Copa do Mundo. Será que, no caso de se repetirem os equívocos do concurso para o logo da Copa, a diretoria da Associação simplesmente se calará novamente?

Caberia à ADG fazer uma avaliação muito séria quanto à forma de condução desses processos, o descumprimento absoluto das recomendações do Icograda, seu envolvimento nesses concursos/concorrências/premiações e estabelecer com clareza a  garantia da seriedade, imparcialidade e até mesmo dos legítimos interesses da categoria como um todo.

Em tempo: fui convidado (com apenas dois dias de antecedência) para fazer parte da “Comissão Técnica” desse concurso, que se reuniria ao longo de todo um dia, sem qualquer documentação prévia. Naturalmente o convite (recusado) sequer mencionou pagamento, como recomendado, mais uma vez, pelas regras do Icograda no item 2.3: “We recommend that the organiser pay jurors’ travel, provide accommodation and per diems (Nós recomendamos que a organização pague viagem, forneça acomodação e pague diária para o trabalho dos julgadores).

via agitprop

17 respostas para “ADG, novamente em fria…”

  1. Bom Beto, até o momento não obtive também qualquer retorno também em relação a isso. Mas acredito e muito que a ADG por maior que seja o esforço para que algumas coisas saiam da forma correta, ela está muito aquém do que a instituição deve representar.
    O caso da logo da Copa é só um de vários casos, nos quais estão incluídos diversos concursos públicos e concursos de ID relacionados.
    Reforço que não se trata de benevolência da própria, mas do modelo em que a instituição é gerida. Não digo os profissionais envolvidos, mas sim seu modelo de gestão, definido pelo seu estatuto.
    Como participante do grupo, não verifico nenhuma atuação contrária em benefício da instituição ou em prol de alguma pessoa.
    Mas que acaba por se verificar situações que acabam por denigrir a imagem da nossa profissão, disso não tenho dúvida. Até porque no nosso país, a meu ver, Design ainda não é levado a uma categoria profissional de excelência.
    Estamos muito no “cada um faz por si”.
    Defendo e muito uma mudança, primeiramente, da consciência dos profissionais mais atuantes no mercado e das instituições que formam esses profissionais.

  2. Caro Marcello Montore,

    Acabo de enviar um comentário endereçado erroneamente ao seu nome. Sinto pelo equívoco e peço que, caso, na esperança de que o comentário seja aprovado, publique a cópia corrigida abaixo:

    não me manifestarei em relação ao caso da “Marca São Luís do Maranhão” aqui levantado pois não faço parte da atual gestão e pouco sei e/ou acompanhei sobre o caso. Por outro lado me sinto obrigado a me posicionar pessoalmente uma vez que fui o diretor nacional da ADG Brasil durante o caso “Marca da Copa 2014” responsável direto pelo contato com a FIFA.

    A ADG se manifestou diversas vezes, sendo a primeira manifestação pública feita ainda durante nosso breve relacionamento com a FIFA (ainda disponível em http://adg.org.br/blog/blog/827/) em um concurso SEM QUALQUER RELACIONAMENTO com o concurso que se tornou público e notório com a divulgação da “marca Chico Xavier” (http://adg.org.br/blog/blog/adg-aguarda-esclarecimentos-da-fifa-sobre-a-marca-da-copa-2014/). Esses comunicados, feitos tanto no site oficial da ADG como enviados a diversos veículos de comunicação da área — e que resultaram no ínicio do estremecimento nas relações entre ADG Brasil e FIFA — deixaram claros os moldes nos quais o relacionamento se manifestou e também os pontos de atrito, por acaso diretamente relacionados a nossa insatisfação com a exclusão da ADG no processo de indicação/seleção e da composição do juri.

    Diversas manifestações públicas e dirigidas aos associados foram feitas, terminando pelo comunicado oficial assinado pelo João de Souza Leita, então conselheiro de Ética da ADG (ainda disponível em http://adg.org.br/blog/blog/copa-do-mundo-2014-oportunidade-desperdicada/). Algumas matérias foram inclusive publicadas em veículos de massa como a edição dominical de “O Globo” em sua “Revista”. Entre diversas outras comunicações e matérias aonde nos posicionamos listo em seguida somente as primeiras que aparecem em uma simples busca por “ADG FIFA” no Google (http://logobr.wordpress.com/category/logo/page/2/, http://copa2010.ig.com.br/selecoes/brasil/processo+de+escolha+do+logo+2014+gera+desconfianca/n1237655188583.html e http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=A_polemica_do_logo_da_Copa_de_2014 aonde é destacado já no segundo parágrafo que “A ADG se queixa em nota oficial da falta de transparência da Fifa, que convidou a entidade brasileira para organizar a seleção do logo no Brasil. “Por decisão da Fifa, a ADG foi excluída do que, ao que entendemos, foi um novo processo de seleção, independentemente daquele no qual tivemos envolvimento e conhecimento. Desde este momento, não temos mais nenhuma participação ou qualquer conhecimento sobre o processo”, diz a entidade em comunicado oficial.”

    Fica claro dessa forma que é no mínimo irresponsável e leviano de sua parte afirmar que “Até hoje, no entanto, não se sabe quais foram as bases sobre as quais se apoiou essa parceria da ADG com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). […], a Associação não se manifestou sobre o processo, nem mesmo em comunicação reservada a seus associados.”

    Sob a menção que “Tampouco os designers envolvidos se manifestaram” você corretamente assume a razão ao seguir dizendo “provavelmente presos a um acordo de confidencialidade…”. É irrelevante para um profissional que se propoem a manter seus padrões éticos e morais se tal acordo “… desprezou critérios dignos de honrar a prática profissional” uma vez que todos os profissionais assinaram tais acordos voluntariamente e de conhecimento de todas as suas clausulas.

    Seria se dúvida um mundo melhor se tivéssemos força para impor limites e padrões às entidades que nos procuram (quando nos procuram) e esta é uma meta que temos que manter viva. Essa força entretanto somente virá quando a ADG Brasil, assim como as outras associações de classe, tiverem uma representatividade profissional maior. Infelizmente a publicação de artigos inconsequentes como o que acabo de comentar só trabalham na contramão desse objetivo.

    Sem mais no momento,
    Bruno Lemgruber

  3. Realmente fica muito difícil querermos que a Sociedade encare nossa profissão seriamente, quando a própria Associação adquire uma postura dessas.

    Lamentável.

  4. Uma coisa que vários estão esquecendo é o fato que uma instituição é feita pelos membros e não só por uma diretoria. Vimos que houve sim uma carta da ADG, mas esse fato dela como um todo, ter uma imagem negativa, infelizmente é real.

    Só há um jeito disso mudar: membros mais participativos.

  5. É por isso aí mesmo Edson!
    Porém, tem de existir uma base para que sirva não só como uma orientação de conduta, mas para evitar que justamente esse caso, como o ocorrido na licitação de São Luiz, volte a se repetir.
    Esforços são feitos, mas acho que ainda tem de ser feito mais. Tem de haver exclusividade sim de alguns membros para que seja dedicado tempo integral a essas questões…mas isso leva a um outro patamar, mais complexo, que é a regulamentação da área.
    Fato que deve demorar mais meio século para acontecer…

  6. Amigos,
    não vi ninguém além da ADG , por meio de sua diretoria, reclamar publicamente, por meio de matérias no jornal destes concursos que aparecem por aí, FIFA, TJE, e muitos outros.
    Posts em blogs, em sua maioria criticando a ADG eu vi muitos. De prático, real, nada.
    E mais, o Portal DesignBrasil vice postanto concursinhos de R1000,00 reais.
    Concordo com o Ed, associados participativos, é o que falta para a ADG. Consciência de que a união faz a força, é o que falta aos Designers nacionais, acostumados a atuar apenas a frente de teclados….criticando!
    Quanto ao concurso de São Luís, a mepresa que presta consultoria , a CHIAS foi a responsável pela marca Brasil, são competentes, porém na terra de Sarney… só bobo entra numa fria nessa. abraços
    Fernanda

  7. Caro Beto,
    Muito obrigado pela publicação do comentário que enviei em resposta a nota do Marcello.
    Já enviei a mesma resposta diretamente ao site do original da nota mas infelizmente o comentário não foi aprovado até o momento — o que, devido a comentários já aprovados e postados após a minha resposta provavelmente demonstra falta de auto-crítica, ética ou pura vergonha.
    Agradeço a sua atitute e peço somente que, em situações semelhantes (não somente em relação à ADG Brasil) você procure investigar o conteúdo dos comentários que republica para evitar se envolver em situações demeritórias como a atual.
    abs
    Bruno

    1. Bruno,

      não sou jornalista e nem o autor do texto que postei, sou diretor de arte, designer e professor de branding. Simplesmente repostei, pois até então, eu nunca tinha tido o menor contato com a direção da ADG, até porque, nunca tive o menor interesse em ser membro por diversas razões pessoais que não vem ao caso.

      Repostei do blog da AGITPROP por parecer ser um espaço sério, pelo visto, pelo ESPACO.COM onde sou um dos colaboradores, houve uma maior repercussão e você teve o direito de resposta o que não aconteceu até o momento com o outro, e talvez pelo outro você nem tivesse tido conhecimento desse post.

      E assim, quem ganha com isso, é a classe dos designers que é o foco desse blog, que fica informada do que está havendo pelos bastidores, não é mesmo?

      Ponto para o ESPAÇO.COM por ser um blog super democrático.

      Abçs,
      Beto Lima

      1. Com o intuito de deixar a classe dos designers bem informada sobre esse “case” que postei, tomei a liberdade de repostar do site da AGIIPROP, as respostas das pessoas envolvidas nesse caso para que TODOS possam acompanhar e ficarem bem informados:

        Marcello Montore
        2010-12-04 16:39:40

        Prezado Bruno Lemgruber, Como você mesmo disse, esta matéria trata do Concurso para a Marca de São Luís. O concurso da marca para a Copa 2014 recebeu matéria “Nota sobre a Vergonha” (publicada em nosso número 31, em 21.07.2010) onde, pelo que me lembro, não houve qualquer manifestação, por meio de comentários, de nenhum membro da diretoria da ADG– o que teria sido bastante desejável.

        Em relação a esse seu comentário: li os documentos sobre os quais você se refere em seu texto e vou responder a partir do “Parecer oficial ADG Brasil sobre a concorrência da Marca Copa do Mundo 2014” (http://adg.org.br/blog/blog/827/), que é, como o próprio nome diz a comunicação “oficial” da instituição: Se lê no parecer: “Como parte natural do nosso envolvimento em concursos e concorrências, a ADG Brasil se posicionou junto à Diretoria da FIFA sobre os procedimentos éticos que deveriam ser seguidos. Mesmo sabendo que a FIFA poderia não seguir todos os preceitos éticos defendidos pela ADG Brasil, apoiamos a Concorrência visando evitar que uma concorrência desse porte ocorresse sem qualquer supervisão ou envolvimento de uma entidade de representação profissional.” Como a ADG pode se sujeitar a participar de um concurso dessa magnitude se o “parceiro”, e essa palavra implica paridade, não garante que os preceitos éticos defendidos por essa mesma associação seja seguido?

        Vê-se, em primeiro lugar, que isso nunca foi uma parceria pois existe claramente uma assimetria entre as instituições, em segundo lugar a ADG é filiada ao ICOGRADA, entidade maior que reúne as associações de design nos diversos países, e como tal “deveria” seguir as normas preconizadas por ela para qualquer concurso de design – o que claramente não foi o caso do concurso da FIFA e nem o da marca de São Luís como aliás foi demonstrado. Sendo assim, não haveria qualquer constrangimento em declinar do convite ou se retirar de um processo que não concorda por princípio.

        Se lê no parecer: “A ADG Brasil foi convidada para ajudar na divulgação e promoção da concorrência, além de indicar nomes para participar do corpo de jurados que fará a seleção do trabalho vencedor.” Como a associação pode ficar alijada do processo pelo qual foi responsável por co-organizar? Não houve um contrato que oficializasse essa “parceria” e que estipulasse cláusulas para o caso de rompimento unilateral do acordo, como é de praxe, aliás, em qualquer contrato? Como sugere o texto, a ADG foi “convidada para ajudar”… ajudar?

        A ADG é uma instituição que se pretende representativa de uma categoria (ou parte dela) e deve fazê-lo em nome de seus associados sob pena de perder credibilidade, e não se dispor a “ajudar”. Se lê no parecer: “Cumpre notar que o trabalho dos jurados não será remunerado, o que também faz parte das regras mundiais da FIFA para a condução de seus concursos.” E as regras do ICOGRADA para concursos? A ADG tem normas de conduta para concursos, senão próprias, pelo menos aquelas preconizadas pelo ICOGRADA! Isso é, inclusive, o que a ADG diz que segue no concurso de São Luís e que, parece bastante provado, que não é o que acontece de fato.

        Se a ADG não concorda sobre bases ou normas sobre as quais se assenta o concurso, é mais do que natural que não queira participar de algo que possa por em risco um trabalho dessa importância. Se lê no parecer: “Por uma falha de comunicação por parte da FIFA, não nos foi informado ao início do processo que os nomes dos escritórios selecionados para o desenvolvimento da identidade do evento não poderiam ser divulgados. Os motivos para isso decorrem dos procedimentos legais e confidenciais da FIFA e a ADG Brasil, infelizmente, não tem como interferir nesse assunto.” Essa “falha de comunicação” atribuída à FIFA decorre da falta de regras claras na participação da ADG nessa parceria. Pergunto novamente: houve um documento oficial, um contrato, que passaria a reger essa ligação interinstituições?

        A ADG Brasil concorda com essa confidencialidade? Ainda que diga que não possa fazer nada, isso não é verdade, ela pode não concordar e a partir disso não participar. Isso é uma posição política tão legítima quanto qualquer outra. Se lê no parecer: “Essa força entretanto somente virá quando a ADG Brasil, assim como as outras associações de classe, tiverem uma representatividade profissional maior. Infelizmente a publicação de artigos inconsequentes como o que acabo de comentar só trabalham na contramão desse objetivo.” Quanto a essa parte do seu comentário eu só teria a dizer que a forma como a ADG tem, infelizmente, conduzido seu envolvimento nesses concursos traz prejuízo muito maior à Associação e à categoria do que qualquer comentário.

        Voltando ao logo da Copa, a canoa já estava furada desde o início, fadada ao naufrágio que realmente teve ao fim e ao cabo, o lamentável é ter comprometido parte da credibilidade da associação.

        Fonte: http://www.agitprop.com.br/atualidades_det.php?codeps=MzA0

  8. Issoaí, eu particularmente vi diversos blogs brasileiros falar sobre o logo, sobre a ADG. Porém em momento algum vi uma oportunidade de defesa para ADG. Fico feliz que isso tenha ocorrido aqui.

    Todos tem direito de questionar e também de responder.

  9. Com o intuito de deixar a classe dos designers bem informada sobre esse “case” que postei, tomei a liberdade de repostar do site da AGIIPROP, as respostas das pessoas envolvidas nesse caso para que TODOS possam acompanhar e ficarem bem informados:

    Bruno Porto
    2010-12-04 07:34:56

    Lamento a amargura do comentário em relação a ADG Brasil, especialmente pela distorção de informações e valores que ele promove. A ADG Brasil costuma ser (e infelizmente não é sempre) PROCURADA por orgãos governamentais em diversas esferas, entidades internacionais, ONGs e mesmo empresas privadas quando há a intenção de se estabelecer um concurso de design. Ou seja, diferente de “se coroar” qualquer coisa, ela É PERCEBIDA por estas entidades como uma importante (em muitos casos, a maior; em muitos casos, a única) referência do mercado brasileiro de design gráfico. (Afinal, são mais de duas décadas de existência, nove exposições bienais, dezenas de publicações e quase duas centenas de eventos como seminários, workshops, palestras e exposições, além do relacionamento que a Associação mantém com o Conselho Internacional de Associações de Design Gráfico – Icograda).

    Em casos como estes é normal (e desejável!) que entidades, publicações e mesmos escolas e profissionais estrangeiros busquem saber as recomendações de associações profissionais, como aliás frequentemente acontece com a AIGA norteamericana e o Syndicat National des Graphistes francês, entre outras. Se os que a procuram seguem à risca o recomendado; se os trabalhos enviados para concursos são de qualidade; se as premiações oferecidas atendem o desejado; se os jornalistas publicam o que lhes é informado – aí já são outras histórias.

    E se a Associação acumula nestes vinte anos diversas conquistas, possui também muitas derrotas – e exigir perfeição de uma associação profissional aí sim seria uma verdadeira ingenuidade. Embora imperfeita, a existência e, nestes casos, a presença da Associação é SEMPRE preferível ao vôo às cegas que seria empreendido sem qualquer referencial. Como, não preciso comentar, é o caso de vários concursetes espalhados Brasil afora que não passam “pelo seu imperial beneplácito”.

    Concordo que não precisamos entrar na discussão ‘quadro de associados x categoria’. Quer queiramos ou não, representantes do design gráfico brasileiro acabamos sendo todos nós, profissionais atuantes no mercado, em conjunto ou individualmente, perante diferentes setores da(s) sociedade(s). Caro João Baptista, pelo seu trabalho, impecável, você é sem dúvida uma referência; assim como é o Alexandre Wollner, o Hans Donner, o João de Souza Leite, o Kiko Farkas, e outros.

    Mas se a FIFA ou o Comitê Olímpico batessem à SUA porta perguntando como é o mercado brasileiro de design em termos de valores, principais empresas etc e como deveriam conduzir o concurso da marca do terceiro maior evento esportivo do planeta, o que você faria? O Chip Kidd encaminharia a AIGA ou ao Art Directors Club, o Javier Mariscal provavelmente a Asociación Española de Profesionales del Diseño. Pelo visto você não os encaminharia a ADG Brasil, mas por acaso teria condições de prestar-lhes estas informações, ou saberia quem as tem?

    Não é sua obrigação, claro, parar o seu fazer profissional para orientá-los, mas se a referência, embasada, que eles tem no design brasileiro não o faz, quais as opções que se apresentam? Que escolhessem uma empresa qualquer às cegas, que chamassem um júri de personalidades (que é o que parece ter acontecido no final das contas), ou mesmo que já trouxessem a identidade pronta da Suíça? O que “ofenderia” mais o design brasileiro? Em tempo: pode ser considerado leviano o comentário “desde que seus sócios/membros estejam ou entre os participantes ou entre os organizadores e jurados.

    Quase sempre estão garbosa e simultâneamente nas duas categorias” feito por você? Sim, pode, pois além de generalizar com um “quase sempre” uma situação na qual não é citado sequer um exemplo real, também ignora que a ADG Brasil possui um Conselho de Ética para lidar com casos desta alçada – caso surjam reais acusações, é claro, e não bravatas desinformadas. Mas como a sua desinformação – e pelo que parece também a do autor do texto, colega ex-diretor da ADG Brasil – em relação ao público (disponível na grande imprensa ou simplesmente em http://adg.org.br/blog/blog/827/) rompimento da ADG Brasil com a FIFA me parece grande, sugiro aos leitores desconsiderarem mais esse infeliz comentário.

    Fonte: http://www.agitprop.com.br/atualidades_det.php?codeps=MzA0

  10. Com o intuito de deixar a classe dos designers bem informada sobre esse “case” que postei, tomei a liberdade de repostar do site da AGIIPROP, as respostas das pessoas envolvidas nesse caso para que TODOS possam acompanhar e ficarem bem informados:

    Marcello Montore
    2010-12-04 16:39:40

    Prezado Bruno Lemgruber, Como você mesmo disse, esta matéria trata do Concurso para a Marca de São Luís. O concurso da marca para a Copa 2014 recebeu matéria “Nota sobre a Vergonha” (publicada em nosso número 31, em 21.07.2010) onde, pelo que me lembro, não houve qualquer manifestação, por meio de comentários, de nenhum membro da diretoria da ADG– o que teria sido bastante desejável. Em relação a esse seu comentário: li os documentos sobre os quais você se refere em seu texto e vou responder a partir do “Parecer oficial ADG Brasil sobre a concorrência da Marca Copa do Mundo 2014” (http://adg.org.br/blog/blog/827/), que é, como o próprio nome diz a comunicação “oficial” da instituição: Se lê no parecer: “Como parte natural do nosso envolvimento em concursos e concorrências, a ADG Brasil se posicionou junto à Diretoria da FIFA sobre os procedimentos éticos que deveriam ser seguidos.

    Mesmo sabendo que a FIFA poderia não seguir todos os preceitos éticos defendidos pela ADG Brasil, apoiamos a Concorrência visando evitar que uma concorrência desse porte ocorresse sem qualquer supervisão ou envolvimento de uma entidade de representação profissional.” Como a ADG pode se sujeitar a participar de um concurso dessa magnitude se o “parceiro”, e essa palavra implica paridade, não garante que os preceitos éticos defendidos por essa mesma associação seja seguido?

    Vê-se, em primeiro lugar, que isso nunca foi uma parceria pois existe claramente uma assimetria entre as instituições, em segundo lugar a ADG é filiada ao ICOGRADA, entidade maior que reúne as associações de design nos diversos países, e como tal “deveria” seguir as normas preconizadas por ela para qualquer concurso de design – o que claramente não foi o caso do concurso da FIFA e nem o da marca de São Luís como aliás foi demonstrado. Sendo assim, não haveria qualquer constrangimento em declinar do convite ou se retirar de um processo que não concorda por princípio.

    Se lê no parecer: “A ADG Brasil foi convidada para ajudar na divulgação e promoção da concorrência, além de indicar nomes para participar do corpo de jurados que fará a seleção do trabalho vencedor.” Como a associação pode ficar alijada do processo pelo qual foi responsável por co-organizar? Não houve um contrato que oficializasse essa “parceria” e que estipulasse cláusulas para o caso de rompimento unilateral do acordo, como é de praxe, aliás, em qualquer contrato? Como sugere o texto, a ADG foi “convidada para ajudar”… ajudar? A ADG é uma instituição que se pretende representativa de uma categoria (ou parte dela) e deve fazê-lo em nome de seus associados sob pena de perder credibilidade, e não se dispor a “ajudar”. Se lê no parecer: “Cumpre notar que o trabalho dos jurados não será remunerado, o que também faz parte das regras mundiais da FIFA para a condução de seus concursos.”

    E as regras do ICOGRADA para concursos? A ADG tem normas de conduta para concursos, senão próprias, pelo menos aquelas preconizadas pelo ICOGRADA! Isso é, inclusive, o que a ADG diz que segue no concurso de São Luís e que, parece bastante provado, que não é o que acontece de fato. Se a ADG não concorda sobre bases ou normas sobre as quais se assenta o concurso, é mais do que natural que não queira participar de algo que possa por em risco um trabalho dessa importância. Se lê no parecer: “Por uma falha de comunicação por parte da FIFA, não nos foi informado ao início do processo que os nomes dos escritórios selecionados para o desenvolvimento da identidade do evento não poderiam ser divulgados.

    Os motivos para isso decorrem dos procedimentos legais e confidenciais da FIFA e a ADG Brasil, infelizmente, não tem como interferir nesse assunto.” Essa “falha de comunicação” atribuída à FIFA decorre da falta de regras claras na participação da ADG nessa parceria. Pergunto novamente: houve um documento oficial, um contrato, que passaria a reger essa ligação interinstituições? A ADG Brasil concorda com essa confidencialidade? Ainda que diga que não possa fazer nada, isso não é verdade, ela pode não concordar e a partir disso não participar. Isso é uma posição política tão legítima quanto qualquer outra.

    Se lê no parecer: “Essa força entretanto somente virá quando a ADG Brasil, assim como as outras associações de classe, tiverem uma representatividade profissional maior. Infelizmente a publicação de artigos inconsequentes como o que acabo de comentar só trabalham na contramão desse objetivo.” Quanto a essa parte do seu comentário eu só teria a dizer que a forma como a ADG tem, infelizmente, conduzido seu envolvimento nesses concursos traz prejuízo muito maior à Associação e à categoria do que qualquer comentário. Voltando ao logo da Copa, a canoa já estava furada desde o início, fadada ao naufrágio que realmente teve ao fim e ao cabo, o lamentável é ter comprometido parte da credibilidade da associação.

    Fonte: http://www.agitprop.com.br/atualidades_det.php?codeps=MzA0

    1. Com o intuito de deixar a classe dos designers bem informada sobre esse “case” que postei, tomei a liberdade de repostar do site da AGIIPROP, as respostas das pessoas envolvidas nesse caso para que TODOS possam acompanhar e ficarem bem informados:

      Bruno Lemgruber
      2010-12-04 19:58:45

      Caro Marcelo, como fica claro em meu comentário, não entrei em méritos sobre se qualquer um dos dois concursos foi correto, ético ou muito menos ideal. Minha resposta diz respeito às suas colocações quando primeiro diz que a ADG Brasil não se posicionou nem pública nem para seus associados e depois quando insiste em relacionar a ADG Brasil ao resultado de um processo no qual não tivemos qualquer envolvimento — o concurso no qual nos envolvemos foi abortado e cancelado pela FIFA. Infelizmente, no que diz respeito a sua última colocação, estamos longe de poder impor qualquer regra a entidades públicas ou privadas no que diz respeito a processos profissionais na área de Design e, a meu ver, a opção pelo simples afastamento da ADG Brasil de processos no qual não tem controle, apesar de “nos eximir de culpas”, ao contrário de fortalecer a ADG Brasil ou as demais associações profissionais da área, só ajuda em nos isolar e enfraquecer. Da mesma forma, sem questionar o mérito das suas críticas às concorrências em, a forma como foram colocadas misturadas a alegações infundadas e/ou falsas, gera uma situação negativa não só em relação à ADG Brasil mas de uma forma mais ampla, ao espírito associativo, e esta é no fundo a maior razão para a falta de força da classe quando esta se torna necessária.

      Fonte: http://www.agitprop.com.br/atualidades_det.php?codeps=MzA0

      1. Com o intuito de deixar a classe dos designers bem informada sobre esse “case” que postei, tomei a liberdade de repostar do site da AGIIPROP, as respostas das pessoas envolvidas nesse caso para que TODOS possam acompanhar e ficarem bem informados:

        João Baptista da Costa Aguiar
        2010-12-10 00:29:55

        Caro Bruno Porto Você é sempre muito gentil quando se refere a mim e ao meu trabalho, tem sempre um elogio, uma palavra boa. Já fez isso pessoalmente quando nos conhecemos num rápido encontro no Rio de Janeiro. Sou muito grato a você. Só hoje vi o seu comentário aqui e vou tentar esclarecer algumas questões. Vamos ao que interessa: Voce me pergunta se um belo dia a FIFA ou o Comitê Olímpico batessem à porta do meu studio, o que eu faria? Eu faria o seguinte: 1- Cuidaria para que ninguem soubesse que eles estiveram por aqui. Contaria apenas para alguns poucos colegas sobre a visita e o interesse deles em ter uma marca de visibilidade planetária. 2- Um dos colegas, o JOÃO, se encarregaria de dar a eles uma visão ampla e institucional do “estado da arte” do desenho gráfico no país. Ele tambem proporia a realização de um concurso para a escolha da marca do evento. Claro que JOÃO tambem organizaria o concurso e cuidaria da divulgação entre os seus pares. 3- JOÃO indicaria o seu colega BAPTISTA para fazer parte do juri composto tambem por outros dois membros, incógnitos e não sabidos. 4- Avisados discretamente por BAPTISTA, o graphic-designer COSTA e o não menos competente consultor estratégico de branding AGUIAR se inscreveriam no concurso. COSTA desenvolveria um trabalho com um forte sotaque Chip Kidd, por sua vez AGUIAR apresentaria um projeto com um certo viés catalão, lembrando discretamente Mariscal, algo que misturasse a atmosfera das Ramblas com a modernidade da Vila Madalena, pois há quem diga que Barcelona é a Vila Madalena da Europa. 5- Um dos dois inscritos certamente venceria o concurso (Ou alguma agência de publicidade dona da conta milionária do evento furaria meus planos?) e só então o resultado seria ampla e exaustivamente divulgado na mídia, em especial nas colunas de variedades. Bruno, como você pode ver, eu estaria em todas as etapas do processo e faria exatamente o que a ADG tem feito até então, apenas com uma diferença: Eu não represento categoria alguma, sou apenas um profissional como tantos outros. Vivo apenas do meu ofício. Quando mencionei os critérios das Bienais de Curitiba, e da mal-sucedida tentativa da Casa da Moeda de redesenhar as moedas do Real, queria apenas dizer que concursos podem ser realizados de outras formas que asseguram qualidade no resultado. Como já disse, não participo de concursos e tampouco ouvi falar da existência do concurso para a escolha da marca FIFA 2014, sou desinformado em demasia ou não tenho recebido “os boletins certos”? A excelente marca do Museu do Futebol de São Paulo, desenhada pelo nosso brilhante e talentoso colega Jair de Souza por acaso resultou de algum concurso? Alguem tem algo a reclamar de uma marca com tamanha qualidade? A marca comemorativa dos 450 anos da cidade de São Paulo, esta sim resultou de um concurso aberto ao público e eu não saberia dizer se a ADG esteve presente ou não em alguma etapa do processo. O resultado todos sabem qual foi. Já fui convidado muitas vezes, pela ADG e por outras entidades a fazer parte de júris de premiação. Tenho por norma pessoal não aceitar convites pelo simples fato de não me sentir confortável julgando o trabalho de meus colegas de ofício. Caro Bruno, eu fico por aqui, pois não pretendo continuar a debater questão tão ampla e infinita. Fique certo de que não há em meus comentários nenhuma amargura – por que haveria?– e muito menos leviandade, apenas comentei um artigo importante e oportuno do Prof. Marcelo Montore, disse tambem o que penso sobre representatividade e sobre a utilidade, lisura e eficiência dos concursos. Agradeço sinceramente a atenção da sua resposta.

        Fonte:
        http://www.agitprop.com.br/atualidades_det.php?codeps=MzA0

  11. O maior problema da ADG é que ela NÃO representa a categoria dos designers. Mas ela é procurada como se fosse a representante legítima da categoria.

    Com essa crise de identidade, fica difícil para a associação conseguir acertar. Por exemplo, como ser imparcial na hora de escolher os vencedores?

    As pessoas precisam entender que a ADG representa APENAS os seus associados. Se desejam formar um juri técnico competente para gerir concursos, que peguem membros das várias associações e grupos de designers existentes e formem um grupo de jurados. Aí sim, teremos uma representatividade maior, com resultados mais eficazes.

    Abraços

    Mônica

  12. Mônica, acredito que você não tenha lido ou esteja com uma visão equivocada de como as coisas funcionam.

    A ADG não representa oficialmente os designers do Brasil assim como ICSIDs, ICOGRADAs, AIGAs, SPDs representam os designers do mundo ou de seus países. Por outro lado, por suas relevâncias (ao menos de forma comparativa dentro de seus mercados) estas são procuradas e consideradas referências representativas.

    Existem inúmeras falhas na ADG que devem e continuamente tentam ser corrigidas, este é um ponto que não se questiona. Entretanto muitas das falhas são, ao menos em parte, decorrentes da falta de “representatividade oficial” (esta a qual você parece se referir) por ter um número de associados baixo — apesar de um dos (o ?!) mais altos do Brasil entre as associações profissionais da macro-área do Design.

    É extremamente difícil reverter esse ponto uma vez que a associação é livre. Com poucos associados e baixíssimos recursos, a ADG depende em grande parte da boa vontade e esforço altruísta de seus membros, o que torna difícil gerar “atrativos” para novos associados. É fundamental que os profissionais da área “não-associados” (a qualquer associação, não especificamente à ADG) entendam que sua não-participatição acaba participando de forma direta no enfraquecimento das associações e do mercado.

    Em relação à imparcialidade que menciona, a ADG Brasil não participa da organização de concursos ou concorrências indicando exclusivamente seus membros para Juris, assim como não dirige estas oportunidades exclusivamente a seus associados. Obviamente toda associação é formada por seres humanos e falhas de condução, imparcialidade ou ética a nível pessoal são passíveis de ocorrer. A participação ativa da sociedade é nesse caso fundamental para ajudar na correção de quaisquer desvios.

    Precisamos todos ser menos passivos e, além de reclamarmos tomando nossos chopps sentados em mesas de bar (ou na frente de nossos monitores) e agir. Não estamos felizes com nossas associações? Seria fácil em um universos de dezenas de milhares de profissionais da área juntarmos mais do que as poucas centenas de membros da ADG e lhe impor uma nova regra. É isso que queremos? Ação!

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