Quando o redesenho é necessário

Afinal, quando um projeto de revitalizacão se faz necessário para uma empresa?

Essa é uma ótima questão, pois uma revitalização da marca é muito mais do que simplesmente o redesenho de marca ou de embalagem, mais do que um projeto estético egocêntrico de achismos da empresa ou do profissional de criação em questão.

Quando ocorrem mudanças no mercado onde a empresa atua, sejam no gosto e preferências dos consumidores, ou o surgimento de novos concorrentes ou tecnologias, a marca precisa buscar suas metas originais e restaurar as fontes de brand equity* perdidas. Deve-se pensar sobre as associações positivas da marca, e pesquisar possíveis associações negativas na tentativa de revertê-las. A revitalização passa por um processo de decisão de posicionamento da marca: manter, adotar um novo ou retornar as raízes?

O polêmico redesenho das embalagens da Piraquê – onde o desenho original criado por Lygia Pape na década de 60e é considerado um clássico do mercado de embalagens brasileiras – que tiveram suas artes trocadas por criações sem nenhuma referência à própria história de vanguarda da marca me pareceu realmente algo desastroso.

No projeto de embalagem da Piraquê, Lygia Pape aplicou todos os princípios de Gestalt que nortearam as obras de arte da época, cita a jornalista Daniela Name em seu artigo ?O crime da Piraquê? que denuncia o fato: ?O desenho não é a única aproximação com a vanguarda do período. Lygia transformou os biscoitos em sólidos geométricos, conceito amplamente copiado por outras indústrias do Brasil e do exterior. Além de criar um novo conceito em embalagem, até então os biscoitos eram guardados em caixas ou latas padronizadas, a artista ainda desenvolveu um método próprio de cortar e colar o papel de embalo, de modo que ele passou a envolver os biscoitos sem gerar sobras. Os biscoitos passaram a ser empilhados verticalmente e o papel plástico apenas se sobrepunha a esta pilha, criando a forma que as embalagens de biscoito Maria, Maizena e Cream Crackers têm até hoje, ou seja, a de sólidos espaciais (cilindro, ovalóide e paralelepípedo).?

A consternação geral entre designers e admiradores do trabalho de Lygia Pape é bem representada nas palavras de Leo Mendes: ?Em todo projeto de redesenho de marca, embalagem, PDV etc, incluindo ou não reposicionamento do produto/fabricante no mercado, mais do que executar alterações estéticas (que respondem a referências bastante particulares), o que se deve buscar são aprimoramentos funcionais e conceituais, que tornem ou mantenham aquele objeto re-projetado como parte da memória coletiva do observador, quer seja ele público alvo ou não. Um bom produto é aquele que se torna parte da cultura de um grupo social, exatamente como são os biscoitos Piraquê e suas embalagens clássicas desenvolvidas por Lygia Pape, que não só representam o produto, mas também uma (boa) parte da história de inúmeras pessoas. Retirar essa referência cultural da gôndola e trocá-la por uma outra roupagem, que não sinaliza melhor as informações e nem preserva o brilhantismo das embalagens originais, me parece absurdo e triste.?

O projeto de redesenho deve, em primeiro lugar, respeitar as metas e objetivos originais do negócio, inclusive sua história de criação e design, que proporcionou o primeiro contato com o mundo e seus consumidores.

Revitalizar é possível. Planejamento e responsabilidade são essenciais, pois um projeto de redesenho sem pesquisas e bases concretas pode prejudicar a cadeia de valor, a estratégia e o posicionamento de uma marca que levaram anos para se consolidar, resultando em prejuízos reais para o negócio.

*Brand Equity: valor agregado atribuído a produtos e serviços. Esse valor pode ser refletir no modo como os consumidores pensam e agem em relação a marca. É um importante ativo intangível que representa valor psicológico e financeiro para a empresa.(Philip Kotler, Administração de Marketing)

por @carolhoffmann

A Síntese de um Portfolio

Sobre os inúmeros portfolios que aprecio diariamente acabei percebendo uma linha de pensamento que me parece bem eficaz na avaliação do profissional em questão.

Sempre que admiro um portfolio, a parte mais relevante, no meu ponto de vista,  são os nossos velhos conhecidos logos, principalmente as famosas identidades visuais e suas aplicações.

Neste tipo de trabalho podemos perceber a capacidade real de inovação e criatividade do profissional e muito do seu conhecimento em teorias do design (não falo de conhecimento em software). É onde a síntese de seu estilo e qualidade de criação aparecem. Logomarca, logotipos, ou como quiserem chamar, mostra mais do que pode se imaginar sobre o trabalho de um designer. Acaba sendo um resumo da capacidade do profissional e de seu portfolio.

Resume a capacidade de comunicar com poucos elementos, mostrando o poder de síntese visual do profissional, conhecimentos de combinação, adequação e contraste de cor, gestalt, tipografia, entre outros muitos elementos teóricos importantes a um bom designer.

Esse conhecimento profissional que podemos perceber nesta parte de seu portfolio, geralmente se extende as outras partes de seus trabalho. Ou seja, um portfolio com boa qualidade na concepção de marcas, geralmente é  bem consistente em todas as suas outras  categorias, quaisquer que sejam.

Mesmo sendo um especialista em outros tipos de trabalho, como capas de cds ou diagramação, ainda assim continuo acreditando nesta máxima. E vocês? Concordam?

@carolhoffmann

Créditos, por favor!

Ontem me senti extremamente lisonjeada… meu artigo foi copiado!! Sei que isso quer dizer que o conteúdo está realmente bom. Que gostaram tanto, que mereceu um CopyPaste. Mas mesmo assim, não posso escrever no meu curriculum: artigos escritos para a lista DG que tem sido muito copiados, não dá né?

Vou brincar com o personagem do colega Paulo Loyola… que coisa feia, Zezinho!! Como um puxão de orelha. Quais livros você leu sobre o tema, quando em sua vida passou por situações semelhantes às do texto? Artigos são textos tão pessoais, que é como se roubassem uma página do seu diário…

Geralmente escrevo assuntos que fazem sentido com o meu dia-a-dia, meus projetos e que possam vir a inspirar e ajudar outros profissionais. O problema é que se trata de conteúdo intelectual produzido especificamente para o site da DG, dar créditos ao texto é a atitude ética que se espera de qualquer profissional com o mínimo de discernimento.

Já vi muitos sites inspirados pelo meu conteúdo por ai. Na verdade, isso mostra que a comunicação está sendo eficaz. Essa é a intenção: inspirar a galera, trazer aquele ar fresco para a cabeça de vocês… Ajudar a todos os criativos a criar mais e melhor. Mas com créditos, por favor!!

Carol Hoffmann (@carolhoffmann)

E se…?

Talvez você nunca tenha pensado como uma atitude tão simples, como o ato de questionar mais, poderia mudar o enfoque de um projeto levando-o a uma solução completamente diferente. Se você partir do principio de que já sabe as respostas, ou os enfoques corretos, nunca vai descobrir que pode haver um modo melhor de fazer o que faz. Comece a conceituação pelas perguntas antes de definir os caminhos.

Perguntar pode ser a solução para uma concepção mais inovadora, um novo olhar, além de nos abrir mais possibilidades e caminhos para as abordagens dos projetos. Um bom começo é você perceber se tem se perguntado ?e se…?? Esta pergunta muitas vezes nos abre a mente para idéias novas, e uma resposta pode nos levar a outra pergunta. Idéias novas podem surgir quando estamos sem barreiras mentais, apenas brincando com as palavras e questionando, muitas vezes, o que parece óbvio.

Vá além da primeira resposta e da primeira pergunta. Mas você deve ser curioso e exercitar sua flexibilidade mental. Faça perguntas, mesmo que pareçam bobas, nunca bloqueio um pensamento, não julgue as respostas. Você já pensou em quantas possibilidades se abrem quando fazemos a pergunta certa? Questione as motivações, os objetivos, as funções, ou seja, tudo que possa envolver a conceituação deste projeto.

Brinque com a formulação das perguntas para obter respostas diferentes. Faça a mesma pergunta, formulada de várias formas diferentes a pessoa diferentes, e se surpreenderá com as respostas. Questione suas próprias indagações. Você provavelmente irá encontrar algo original em caminhos menos explorados.

Mas você pode estar pensando neste momento, o meu problema não é a solução, preciso achar o problema que deu início a esta demanda. E eu te respondo, que você pode solucionar usando a mesma estratégia, questionando. Boas perguntas geram boas respostas. Uma boa idéia proporciona a solução de um problema ou pelo menos indica o caminho quando nos perdemos em nossos próprios conceitos.

Devemos aprender a insistir nas formas de abordagens que podem levar a soluções, em vez de insistir naquelas que incentivam idéias preconcebidas. E Lembre-se… sempre questione as perguntas!!

Viver sem questionar é viver sem a chance de encontrar novos caminhos!!

@carolhoffmann

O que significa Cultura do Design? 56 quest

Porque não existe um Quarteto de Design? Porque não existe um fomento nacional ao design? Porque as pessoas são mais atingidas pelo cinema do que pelo design? Os designers querem apenas ganhar dinheiro, os cineastas não? Os designers são escravos da indústria? Porque não existe um imposto compulsório para os designers? Porque os simpósios de design são tão detestáveis? O design é mais comercio do que cultura? Como podemos fazer um frio produto da indústria nos falar ao coração? O design tem uma função educativa? É um diletantismo do consumo querer possuir coisas belas? O design serve à auto-afirmação? Coisas belas nos provêem com felicidade duradoura? Design precisa ser sempre bom? Um objeto pode ser uma expressão de nossa sociedade? Porque o design acredita não necessitar de uma teoria? Porque qualquer um pode se chamar de designer? A necessidade social do design é um romantismo social irrealista? O design pode ser político? O design tem que ser ético? O bom design é democrático? Pode se decidir democraticamente sobre o design? Precisamos de designers estrelas? Somente os projetos produzidos têm valor? Os melhores projetos acabam engavetados? O que faz um designer ter sucesso? A inteligência prejudica o sucesso do design? Um bom designer pode ser superficial? Os designers não sabem ler? Porque os designers querem sempre reinventar as coisas? Porque os designers não admitem ser inspirados por outros projetos? O sampling só existe na música? As citações só existem na literatura? Porque os designers lidam tão mal com o passado e a tradição? Os designers se interessam por sua própria história? Há designers no Congresso Nacional? São os designers advogados do consumidor ao invés de agentes da indústria? A economia impulsiona o design ou o design impulsiona a economia? Porque os designers se tornaram tão apolíticos? Os designers ouvem o marketing? Como conseguiram os publicitários se afirmar como criativos, quando eles servem mais ao comércio que os designers? Como os criadores de tendências se tornaram tão importantes? Devem os designers ser tão livres como os artistas? Porque os designers acreditam que devem argumentar com os termos do marketing? Porque o significado econômico do design deve ser mais importante do que o social? Porque a divulgação sobre design é tão ruim? Porque não há programas sobre design na televisão? Quem é a Maria Gabriela do design? Quando o design perdeu a sua relevância? Que idiota criou os termos Design Babys e Design Drugs? Porque as instituições do design fazem tão pouco pela imagem do design? Porque acreditamos que o design tenha que ser limitado em relação às fronteiras das outras disciplinas? O design pode ser uma tendência cultural autônoma? Como, em um grupo tão pequeno, não se consegue concordar com alguns ideais? Pode o design transformar a sociedade? Quando se inicia o século do design?

Markus Frenzl ©www.4gzl.de – Tradução: Freddy Van Camp
Texto retirado do blog de Freddy Van Camp – Design é Qualidade!

Sobre a multidisciplinaridade do Design

Não sei vocês, mas uma das primeiras coisas que me atrairam para escolher o design como minha profissão foi a possibilidade de conhecer muitos mundos, de sempre poder sair da rotina e aprender sempre. Talvez muitos de vocês ainda não tenham se dado conta, mas para fazer um bom projeto devemos pesquisar a fundo sobre o tema, conhecer de verdade todas as vertentes e caminhos daquele tema que o projeto trata.

Engano de alguns achar que esse tipo de conhecimento deve ser restrito a projetos grandes, pois quanto melhor a sua pesquisa e seu conhecimento, melhor o resultado do projeto. Esse tipo de pensamento nos forma, nos faz querer sempre saber mais e promove crescimento enquanto profissionais. Com os anos, traz o amadurecimento. Mas mesmo com o amadurecimento nunca devemos deixar de querer saber mais e aprender sempre.

Essa vontade de conhecer novos mundos move nossa criatividade e nos torna profissionais multidisciplinares, aquele que entende todo o projeto e o processo, costurando conhecimentos de outros, unindo os saberes em prol de um objetivo comum.

O conhecimento pode e deve ser nossa melhor característica, que não se aprende em cursos rápidos. Vamos manter a vontade de conhecer o mundo e com certeza seremos melhores profissionais, sem medo de concorrências menores e de menos valor.

@carolhoffmann

LetterPress

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kI5RekPMh_c&feature=player_embedded[/youtube]
 

Gostaria de dividir com vocês dois videos maravilhosos sobre tipografia, ou como outros preferem, LetterPress… como eram as gráficas antigamente. Inspiradores e instrutivos!!

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Iv69kB_e9KY&feature=player_embedded[/youtube]

Via 

Experimente mais! Criatividade como modo de vida.

Inventividade e experimentalismo revelam a busca por novas linguagens e formas de expressão. Sabemos que a rotina do trabalho, mesmo o criativo, se acumula no decorrer dos anos. Alguns criativos tendem a apagar a chama da experimentação de dentro de si.

Mantenham suas idéias vivas! Pequenas atitudes diárias podem manter a criatividade e nos ajudar a produzir melhor mesmo em trabalhos comuns para clientes comuns e, principalmente, com baixos orçamentos. “Devore filmes, músicas, livros, pinturas, poemas, fotos, conversas, sonhos, árvores, arquitetura, placas de rua, nuvens, luz e sombras.” Paul Arden

Uma das funções do design-gráfico é diferenciar seu cliente/produto da concorrência entre outras, certo? O que quero dizer é que podemos pensar “fora da caixa” nos mais comuns dos projetos. Clientes pequenos com baixos orçamentos não podem ser desculpa para trabalhos sem criatividade. Essa é uma atitude que deve partir de nós como profissionais.

Não devemos deixar de experimentar, testar, e porque não dizer, brincar? Sair da frente do computador e tentar técnicas tradicionais, como papel, lápis e tinta pode nos fornecer experiências extraordinárias e surpreender nos resultados. Tente mudar seus caminhos e se surpreenderá com o seu destino.
Finalizo com uma frase que ilustra bem esse texto: “O problema de tomar decisões sensatas é que todo mundo está fazendo o mesmo.” do livro “Tudo o que você pensa, Pense ao contrário” de Paul Arden, que é um verdadeiro tapa na cara que incendeia nossa mente criativa.

 

@carolhoffmann

Mapa Tipogr

lino_cut

A exploração da forma de letras, em tamanhos variados e textura tridimensional, nos propiciando um contato sensorial mesmo através de imagens do trabalho do estudante Mark Andrew Webber que iniciou um projeto de mapas de cidades tipográfico. A partir de uma foto de Paris de 150×180 cm, ele levou dois meses para fazer um grande e magní­fico mapa tipográfico entalhado de Paris. Belíssimo!!

Veja mais imagens de todo o processo de criação no flickr de Mark.

 

@carolhoffmann

Criatividade na fachada

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Vocês devem concordar que não é o primeiro trabalho deste tipo que vemos, mas com certeza um dos melhores.  Mostrando que com criatividade podemos tornar qualquer experiência inesquecível…  Confiram este maravilhosa projeção que simula movimentos e brinca com os volumes da fachada da galeria Gegenwart em Hamburgo, direção artística Daniel Rossa e produção Urbanscreen.

 

@carolhoffmann

Voltando no Tempo

 

O conhecimento é a matéria-prima das novas idéias, certo? Isso inclui nossa história. Nós vivemos uma época na qual  veneramos as mais novas e modernas tecnologias e inovações. Eu também curto tudo isso! Mas nada disso tem valor sem a história que a precede. Todos devem ter percebido uma tendência que vem invadindo fortemente as áreas de decoração, crafts e até mesmo o design: o retrô. Acreditem, o  retrô tem uma relação direta com o pensamento ecológico além de ser extremamente inspirador. Como?

Para alguns pode parecer apenas mais uma tendência visual, mas se lembrarem bem, o meio da moda usa muito sua própria história para se reinventar, usando antigos estilos em novas interpretações. Então por que muitos designers gráficos ainda desprezam esta grande inspiração que é a nossa própria história?

A história do Design gráfico é uma fonte de inspiração gráfica riquíssima, mas para entendermos é necessário conhecer. O que mais importa é que, com a informação, a história das épocas do design e conhecendo os processos gráficos mais tradicionais, qualquer profissional poderá se tornar mais completo e oferecer a seus clientes soluções muito mais criativas. O olhar para o passado nos abre a mente e ajuda a tirar os vícios dos nossos tempos. O antigo, pode nos fornecer inspiração para o novo.

Além disso, tenho um opinião mais abrangente em relação a esta tendência em se tratando do design de produto. Hoje vivemos a economia da globalização e a invasão da baixa qualidade industrial, bem como uma uniformização de objetos e layouts feitos em grandes potencias industriais distribuidas no mundo todo, tornando banal alguns desenhos modernos.

Na contra mão deste movimento, vemos uma crescente valorização de objetos raros e antigos na decoração e de layouts retrôs que nos lembram os tempos das individualidades de cada época e de cada nacionalidade. Essa tendência começou na área da decoração, nas reformas que deixavam os tijolos maciços expostos, na recuperação móveis antigos… Uma forma barata de reformar e renovar se tornou uma nova forma de reciclar e extender a vida útil do produto.

Esta aí a resposta. O retrô pode ser interpretado como objetos que utilizam menos processos industriais na sua fabricação por serem objetos reciclados ou reaproveitados e que tiveram sua vida útil extendida e, que trazem para nosso cotidiano um pouco do passado reinterpretado em novas peças e designs.

Celebrando nossa história podemos ser ecológicos e muito mais criativos!!

 

Leituras interessantes sobre o tema:
Marcas de Valor no Mercado Brasileiro – Editora Senac Rio

Design Retrô – 100 anos de Design Gráfico – Editora Senac São Paulo

 

 

Sobre a nova colaboradora…

Carol Hoffmann ( @carolhoffmann )
Uma designer apaixonada por design de todos os tipos,  viciada em internet, exploro e pesquiso as redes sociais… sem esquecer das Idéias, que são meu combustível diário!! E claro, meu orgulho, editora do amenidadesdodesign.com.br …