Design de que?

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Design é uma palavrinha capciosa. É bonitinha, atrativa e muitos não resistem a tentação de colocar junto ao nome de seu negócio, tipo Hair Design. A discussão sobre Design como nome da nossa área de conhecimento (em lugar de outras possíveis como Desenho Industrial, Projeto e Projetista, Desenho e Desenhador) e outras questões semânticas e etmológicas deixo pra outra hora.

Agora peço que esqueçam a palavra e entendam o conceito.

Design de que? Produtos? Sites? Interface? Peças Gráficas? Flores? Cabelos?

Como diria o Telecurso 2000, vamos pensar um pouco…

A grande maioria dos cursos superiores de Design/Desenho Industrial tem algum tipo de habilitação que restringe a área de atuação, as mais comuns são projeto de produto e programação visual (ou gráfico). Agora temos muitos cursos de Design de Moda, Web Design na lista dos top-top. Acho difícil alguém discordar que querendo ou não as áreas dentro do design se fundem o tempo todo, produto cobre gráfico, gráfico atua em moda, moda atua em produto e também conceitua o site, na prática a teoria vira outra coisa e nós percebemos que temos mais em comum do que pensávamos.

Mas e aí?

Se pensarmos nisso um pouco mais, se deixarmos apenas o “Design” das áreas vemos que as nomenclaturas dizem respeito aos meios de produção em que determinado designer irá atuar, estando fortemente ligado as ferramentas que ele terá de utilizar, não necessáriamente no objetivo final do seu trabalho.

Vejamos.

Quando um designer de produtos projeta um produto é para deixar a máquina injetora mais feliz? É para resolver um problema da serra-fita da marcenaria? É pra decoração do ponto de venda? Acho que não. Acho que se esgueirando pelas diversas particularidades do projeto (filosofia da empresa, logística de transporte, estratégica de MKT, etc) ele está desenvolvendo uma peça que prestará um serviço a alguém.

O designer gráfico se esmera, digamos, na diagramação da capa e conteúdo de um livro. Tem todas as suas considerações e soluções pelo caminho tomando decisões sobre como passará a mensagem que o livro pretende da melhor forma. Poderia ser outra peça gráfica, mas o importante é que o objetivo é o que a pessoa absorve da peça, é o serviço que o objeto permite que ela usufrua.

Agora pense nisso.

Pense em um site, uma roupa e a recepção de um hotel. Eles são sobre bytes, agulhas e cerâmica, mas mais do que tudo são sobre pessoas.

 

Tudo que o Design se propõe projetar objetiva dar benefícios as pessoas prestanto um serviço por meio de um de um objeto.

Quem pega uma revista não está muito interessado nas bobinas de papel, no código de cores pantone nem em arial black, do mesmo jeito que não estamos interessados em saber a receita usada pelo dono do restaurante, queremos apenas almoçar bem.

Portanto usando um pouco de teoria da comunicação vamos parar de pensar em design a partir dos canais (produtos, peças gráficas, sites…) para pensar mais na mensagem, nos serviços que as coisas que projetamos podem proporcionar.

Todo Designer acaba sendo um Designer de Serviços.

Ou não…

ilustração retirada do case Acela da Ideo.

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12 comentários

  • Artigo muito interessante... Eu já fiz algo tentando definir Design, é muito complexo, e uma discussão que vai longe, alguns acham que desenho é design, e esquecem da parte projetual. Outra coisa é essa de hair design, design cênico e outros, se fomos levar em consideração o conceito de que design é algo que envolve um projeto, conceito e estética em série, hair design não é design, pois não há a produção de um mesmo corte em série, design cênico também não, pois o designer cênico projeta individualmente para o palco. E aí vai... Muito interessante esse artigo, novamente falando, é interessante as pessoas começarem a entender isso. PS: eu to louco para virar colunista do Blog, ´so to esperando resposta do meu e-mail ^^ Abraços
  • Se você ver a definição de design do ICSID vai ver que a conotação de "industrial" não quer dizer somente reproduzido em série, isso é um paradigma do modernismo. Se for pensado assim uma marca também não pode ser projetada duas vezes, e mais filosóficamente, cada átomo é único, então em ultima estância a fabricação em série de itens exatamente iguais é uma mentira. Projetos de identidades visuais e produtos que não tem exatamente uma forma prescrita mas sim uma identidade visual que os agrupa são uma certa tendência e geram trabalhos interessantes, como as tramas da identidade visual do arleQuinal e a IV da empresa junio Projetar da UFSM. Mas muito válida sua idéia sim, aliás vale ressaltar que os comentários de preferência devem virar essa discussão mesmo.
  • Compreendo sua linha de pensamento fernando, mais quando eu digo "produzir em série" é criar pelo mesmo objetivo varias vezes a mesma coisa, ou melhor ATINGIR um público grande. Pois pense assim: - Se eu for fazer só pro meu cliente, não é em série e eu preciso levbar em consideração só o gosto do meu cliente, logo isso não é design é arte. - Se for pros clientes do meu cliente eu tenho que pesquisar a faixa etaria, cultura, e etc para saber o gosto da maioria, o objetivo do design é atender a demanda do público alvo TODO. Logo, produzir em série não é igualzinho, e sem da mesma estética e modelo, por exemplo, um site, é visto em série em muitos monitores, logo é possíve fazer web designer e considerando essa minha segunda explicação, o webdesigner tem que pensar em seu publico alvo e não no seu cliente... Acho que entramos em uma concepção. Abraços Fernando
  • Acho q o problema aqui está só nos termos... Pelo q eu entendo de seriado é fordismo mesmo. O lance de cliente rola até pensar em vários níveis de clientes, o que existe na realidade, como os fornecedores, vendedores e afins. No caso do texto o foco fica mais no usuário, ele q está usando o o serviço mais direto, mas os obejetos prestam serviço pra injetora de plástico, pro servidor de internet, pro birô de impressão (bureuau é coisa de francês). Por aí a idéia. e digo. um produto não precisa exatamente atingir um público grande de consumidores ou ter várias cópias seriadas para ser um projeto de design, como a ambientação de uma empresa para um evento, se for pra ser feito só para um evento já é bom, mas se for desmontável e puder ser usada em vários eventos diferentes, daí é ótimo. ou não tb...
  • Mais concorda que da na mesma eu distribuir vários folders para um público de um evento e eu colar um cartaz no evento e não distribuir os folders!? É claro que em ambos atingiremos nosso público (não importa a intensidade), e em ambos temos que fazer o design pensando no público, mesmo o folder sendo em série e o cartaz ser em um só, o cartaz será visualizado por muitas pessoas, não só o cliente. Enfim, acho que Design (como você mesmo sabe) é algo complexo demais para trazer um significado, não podemos nem considerar a raíz da palavra e nem as confusões, muito menos o achismo. Acho que essa discussão ainda irá longe, e nunca entraremos em nenhuma definição fixa. Enfim, me resta criar minha logo, falar que eu sou designer e ficar queto na minha, um dia as pessoas entenderam, um dia... Não é Fernando?
  • No caso do folder/cartaz do evento, se eu pensar que o objetivo é informar interessados neste tipo de evento sobre ele, posso atuar de outras formas. POr exemplo, o N Floripa conseguiu levar 4 mil pessoas pra lá em julho (tudo bem, pq era floripa, mas preste atenção q era inverno e tava uma friaca) quase o dobro do que o maior N até então (BSB com 2500 aprox.). Site de qualidade, pouquissímos cartazes. O ponto X foi contactar os estudantes "concentrados" ou "cabeça" de cada faculdade, pq eles já conheciam o público e sabiam que era esse tipo de gente que levava os outros para os eventos. Entende? por isso digo, se concentrar no canal (cartaz, forlder, etc) ao invés de se concentar na mensagem (o que é o vento? quem vem para o vento? como ele vem?) é o X da questão, ou seja, o serviço que sua peça de design vai prestar. Agora pensando em sustentabilidade (teóriacamente minha especialidade) quanto de papel foi polpado? de energia pra fabricação? de combustível no transporte? de resíduo sólido depositado? Saca o lance, é claro que penso no design muito além do paradgmazinho do "solucionador de problemas", pq isso meu encanador tb é, ele soluciona problemas de encanamento, o psicólogo tb, mas este resolve seus problemas de encanação (Han Solo de bateria). Mas realmente acho que a gente tá concordando sobre o assunto, mas discussão sempre é legal, né não? E pra explicar o lance do "ou não" no final do texto. Uso isso pra tirar o peso de verdade que um texto as vezes desenvolve, as coisas podem ser do jeito que falo, ou não também, assim a responsabilidade de digerir e construir uma verdade é de quem lê, o que sempre acontece. ou não tambem...
  • Sim, é totalmente interessante discutir essas coisas. Agora esse lance de "sustentabilidade" é interessante e você precita ter um conhecimento geral. De quaquer forma, pelo visto, só eu comentei, talvez pelo fato de ninguém mais ter algo a dizer, mais valeu a pena, sempre é legal discutir, mesmo sem fins construtivos. Abraços Fernando, aguardo outros artigos seus, e também aguardo resposta do meu e-mail que eu mandei aqui pro design.com.br, eu tinha pedido uma vaga de colunista, adoro escrever, se voc~e souber quem organiza da um toque que eu acho que eles tão demorando pra ler o e-mail. Abraços e design e arte na veia. Se quiser eu tenho alguams sujestões para possívels próximas coluna para voc~e, qualquer coisa: paladino-elfo@hotmail.com Abraços novamente e tenho que ir pois senão vou queimar o ovo que ta no fogão. xD
  • Ótima discussão, ótimos trocadilhos!!! Só pra colocar mais lenha na fogueira, mais um achismo: Eu acho (e é de propósito!) que existe o bom e o mau design, mas nenhum dos dois deixa de ser design, e isto nos leva a uma outra discussão que está rolando lá numa comuna do orkut (http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=48587&tid=2551365841253044205&na=2&nst=39), o bom design pode até virar arte, assim como (disseram na discussão que) o bom futebol vira arte, mas não é isso que está em discussão aqui... O que quero dizer é que pelo que li acima há dois parâmetros em questão: um minimaliza a compreensão do que é design, o outro maximiza, particularmente prefiro maximizar, até mesmo pq há muita gente (e põe chinês aqui) criando coisas para atender apenas a um fim específico, ou melhor, a um 'meio' específico, desconsiderando o antes e o depois (agora sim o 'fim' propriamente dito). É isso que eu ACHEI aí em cima!
  • a questão do "em série", no meu entender, não é algo que tenha de ser produzido em grande escala mas que a partir do momento que o protudo foi projetado conforme manda o figurino (dentro das normas técnicas) ele pode ser produzido quantas vezes for necessário, pois existe um projeto, diferente da obra de arte que dificilmente um artista faz duas iguais. uma marca é única, mas pode ser reproduzida em diversos suportes igualzinha, assim como o cartaz, o folder, o livro a embalagem, da cadeira, do vestido...pra mim esse é o conceito do "em série" dentro do design.
  • Vão perguntar o que é Design para os pais da belíssima Angelina Jolie. Afinal, são eles os "designers" que à criaram. 5% é toque Divíno. 95% é genética. Ou será o contrário?! Devemos associar sempre Design ao belo? Ou o belo ao Design? Design é evolução. O que virá depois do Design? Assim como depois do pintor veio o artísta, do desenhista veio o designer... Estou inSaneando. Termo que criei para definir o que rabisco no papel. in= estar por dentro, antenado. sano= estar são, conciente. insano= não estar no controle. Logo inSaneando é fazer coisas inconcientes concientes. Ou não. Abraços !!