Deus-igners, especulações e outras coisas perigosas…

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Faculdades ensinam conceitos de design que não tem nenhuma comprovação, e não são questionadas por isso.
— “Usei a cor amarela no logo pois pesquisas mostram que essa cor dá fome. Prova disso é que o McDonald´s usa essa cor.”
Chute.
— “Usei o azul pois é uma cor que transmite confiança.”
Outro chute.
— “Coloquei o título em cima pois tudo o que fica em cima tem mais importância, afinal, os olhos sempre vêem a página de cima pra baixo, da esquerda pra direita.”
Mais um chute. E sem fazer gol.
É impressionante a quantidade de argumentos usados por alguns designers, diretores de arte e outros profissionais, que afirmam ter base para justificar suas escolhas. O “profissional” finge que entende o que faz. O cliente finge que acredita. Mas o consumidor não finge que compra e o usuário não finge que aceita.

De onde vem tudo isso?

Parte desse comportamento começa em algumas faculdades de Design. Ano após ano professores continuam repetindo aquilo que aprenderam quando eram alunos e que, só porque foi dito numa faculdade, ganhou status de “verdade absoluta”. “Ah, mas foi o professor quem falou!”. Está garantida então a continuidade dos achismos e especulações, que ninguém ousa criticar, ora porque ache que tudo que se ensine nas faculdades seja verdade ou porque não tenha outra referência para comparar e perceber a besteira que está sendo dita.

Os mitos se perpetuam

O resultado? Milhares e milhares de alunos saem repetindo ensinamentos ditos “verdadeiros” que não passaram por nenhuma validação e que não sobrevivem ao primeiro “mas você tem certeza disso?”.

Muitos designers saem repetindo fórmulas prontas do tipo:

  • “letras serifadas são mais fáceis de ler do que letras sem serifa, em textos longos”
  • “o olho vê a página num movimento diagonal do canto superior esquerdo para o canto inferior direito”
  • “a cor vermelha chama mais a atenção”
  • “o tamanho mínimo ideal de texto é corpo 10 a 12”
  • “a melhor resolução para impressão de imagens é 300 dpi”

(pra quem se interessa em saber porque isso são mitos, as referências estão citadas no fim deste artigo)

Mas a regra mais importante não é ensinada. Aquela que diz que “tudo depende”. Todas essas afirmações citadas são questionáveis e carecem de fundamento.

Por que fazemos vista grossa?

Mas admitir essa falha significa também admitir que todas aquelas justificativas dadas pelos designers aos clientes, pelos alunos aos professores, pelos professores aos alunos, na verdade não passam de pura especulação, mera suposição.

Quais as consequências? Imagine se anestesistas dissessem para cirurgiões: “eu acho que a paciente aguenta 500 ml disso”. Ou se um dentista dissesse para o paciente que não tem certeza, mas acha que é melhor arrancar todos os dentes. Enfim, se apoiar em mero achismo gera insegurança e falta de confiança no profissional. Afinal, ele é pago para ter segurança no que diz, e não demonstrar incerteza.

Toda vez que um designer vai tentar justificar uma decisão e não consegue, o cliente fica convencido que tudo não passa de intuição, gosto pessoal. E gosto por gosto, o cliente prefere ficar com o dele próprio, pois ele não vai confiar os rumos do seu negócio numa decisão que mais parece uni-du-ni-tê do que uma escolha com base sólida.

Eu sou o senhor do conhecimento

Muitos designers podem pensar que eles tem mais capacidade que um cliente para decidir pois:

  • são formados numa faculdade
  • leram um livro sobre o assunto
  • tem mais experiência para decidir
  • possuem um “feeling” para a coisa
  • receberam um dom de Deus.

Só que:

  • o fato de ter sido ensinado numa faculdade não é garantia de que o conhecimento é válido,
  • estar escrito em um livro também não é certificado de validade,
  • a experiência do designer não é prova de que os casos que ele vivenciou se aplicam a tudo e possam ser generalizados,
  • basear-se em “feeling” (intuição) é pura especulação e em muitos casos é apenas uma desculpa para se colocar numa posição superior aos outros, alegando ter uma capacidade especial que poucos têm, um talento dado por Deus.

Ainda existe a cultura de que os designers, arquitetos, diretores de arte, tem uma capacidade especial, quase mística, de gerar soluções ideais, sem precisar justificar suas decisões. Essa é a visão do designer autoral, aquela pessoa que assina sozinha um projeto inteiro. Num trabalho em equipe, como a multimídia e o cinema, esse modelo está em desuso. Em ambientes multidisciplinares, com profissionais de diferentes competências, a postura do designer-deus se torna um problema e dá margem para conflitos.

O designer seria muito beneficiado se não aceitasse prontamente qualquer “vento de ensino” e procurasse ter uma visão crítica a respeito daquilo que é considerado “verdade” mas se configura como mera repetição da repetição da repetição de algo que se ouviu dizer que alguém falou.

O que fazer?

Algo que pode ser útil como ponto de partida para esse questionamento, é o que o gestaltismo prega quando diz que “o todo é mais que a soma das partes” ou que “se uma parte muda, a percepção do todo pode se modificar”. Em poucas palavras, isso quer dizer que muitas regras ensinadas nas universidades não valem para TODAS as situações, pois a mudança de um único detalhe pode implicar em mudanças no quadro geral.

Dizer que pontos vermelhos chamam a atenção e transformar isso em regra, por exemplo, desconsidera um princípio geral: “TUDO DEPENDE”. Um ponto vermelho chama a atenção num fundo branco. Mas e se o fundo também for vermelho? E se o fundo for preto? E se isso for visto de noite, sob a chuva forte? Depende, tudo depende.

Portanto, abrir os olhos e não aceitar prontamente tudo que nos ensinam pode gerar um movimento positivo a favor do aprimoramento do design. Na medicina, muitos precisaram morrer para que médicos questionassem alguns mitos. No design não é diferente. Enquanto não procurarmos fundamentos sólidos nos quais apoiar nossas escolhas e argumentos, alunos continuarão sem entender porque tiraram zero, clientes continuarão com dificuldades para confiar em nós e, não menos importante, o design demorará a alcançar o respeito que a profissão merece.

PS: Vale a pena ler o post do Luiz Pizzani a respeito do Pop-Design, é divertido e esclarecedor.

Referências (a pedidos ;))

Se você quiser formar uma opinião sobre os tais mitos, consulte a bibliografia apontada a seguir:

Mito 1 – “letras serifadas são mais fáceis de ler do que letras sem serifa, em textos longos”

  1. Arditi, A. e J. Cho. Serifs and font legibility. Vision Research, v.45, n.2005. 2005.
  2. Kinross, R. Modern typography: An essay in critical theory. London: Hyphen Press. 1992
  3. Kostelnick, C. The rhetoric of text design in professional communication. The Technical Writing Teacher, v.17, n.3, p.189-202. 1990.
  4. Lund, O. Knowledge Construction in Typography: the Case of Legibility Research and the Legibility of Sans Serif Typefaces. Teses de doutorado não-publicada, Department of Typography & Graphic Communication, The University of Reading. 1999.
  5. Schriver, K. A. Dynamics in document design: John Wiley & Sons. 1997
  6. Tinker, M. A. Legibility of print: Iowa State University Press, Ames. 1963
  7. Warde, B. The Crystal Goblet: Sixteen Essays on Typography: World Pub. Co. 1956
  8. Watts, L. e J. Nisbet. Legibility in children’s books: a review of research. Windsor: NFER Publishing Company, Ltd. 1974
  9. Wheildon, C., Ed. Type and layout: How typography and design can get in your message across – or get in the way. Berkeley: Strathmoored. 1996.
  10. Wrolstad, M. Methods of research into legibility and intelligibility. In: J. Dreyfus e R. Murat (Ed.). Typographic Opportunities in the Computer Age. Prague: Typografia, 1970. Methods of research into legibility and intelligibility, p.36-41

Mito 2 – “o olho vê a página num movimento diagonal do canto superior esquerdo para o canto inferior direito”

  1. Barry, A. Visual Inteligence: Perception, Image and Manipulation in Visual Communication. Albany: State University of New York. 1997
  2. Hoffman, D. Visual Inteligence: How We Create What We See. New York: Norton & Company. 1998
  3. Kostelnick, C. The rhetoric of text design in professional communication. The Technical Writing Teacher, v.17, n.3, p.189-202. 1990.
  4. Netto, J. T. Semiótica, Informação e Comunicação. São Paulo: Perspectiva. 1999
  5. Schriver, K. A. Dynamics in document design: John Wiley & Sons. 1997
  6. Siqueira, N. Laboratório da Forma. Dissertação de Mestrado não-publicada, Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UnB. Brasília, 2006.
  7. SMITH, F. Compreendendo a leitura. Porto Alegre: Artes Médicas. 2003
  8. Tiski-Franckowiak, I. Homem, Comunicação e Cor. São Paulo: Ícone. 2000
  9. Wong, W. Princípios de forma e desenho. São Paulo: Martins Fontes. 1998

Mito 3 – “a cor vermelha chama mais a atenção”

Leia a explicação completa.

Mito 4 – “o tamanho mínimo ideal de texto é corpo 10 a 12”

  1. Elements of Typographic Style. Elements of Typographic Style: Hartley & Marks Publishers. 1992
  2. Frascara, J. Optometry, legibility and readability in information design. Information Design International Conference 2003. Recife: SBDI 2003.
  3. Iida, I. Ergonomia: Projeto e Produção. 1997 (São Paulo: Edgard Blücher)
  4. Lupton, E. Thinking with type: a critical guide for designers, writers, editors, & students: New York: Princeton Architectural Press. 2004

Mito 5 – “a resolução correta para imagens de alta qualidade é no mínimo 300 dpi”

  1. Barry, A. Visual Inteligence: Perception, Image and Manipulation in Visual Communication. Albany: State University of New York. 1997
  2. Frascara, J. Optometry, legibility and readability in information design. Information Design International Conference 2003. Recife: SBDI 2003.
  3. Hoffman, D. Visual Inteligence: How We Create What We See. New York: Norton & Company. 1998
  4. Iida, I. Ergonomia: Projeto e Produção. 1997 (São Paulo: Edgard Blücher)
  5. Marin, J. e J. Shaffer. The PDF Print Production Guide. Graphic Arts Technical Foundation, Sewickley, Pennsylvania, v.257.
  6. Peduzzi, K. But Will It Print?: Prepress File Requirements Every Graphic Designer Must Know But Won’t Learn in School: BookSurge Publishing. 2006
  7. Pender, K. Digital colour in graphic design: Focal Press Boston. 1998
  8. Pipes, A. Production for Graphic Designers: Laurence King Publishing. 2005
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47 comentários

  • Cara, não gostei nem um pouco do artigo! "Dizer que pontos vermelhos chamam a atenção e transformar isso em regra, por exemplo, desconsidera um princípio geral: “TUDO DEPENDE”. Um ponto vermelho chama a atenção num fundo branco. Mas e se o fundo também for vermelho? E se o fundo for preto? E se isso for visto de noite, sob a chuva forte? Depende, tudo depende." Cara, esse seu exemplo foi horrível! Se a pessoa fala que o vermelho chama atenção, está IMPLÍCITO que depende de muitas coisas, como a cor do fundo, condições climáticas, etc...Mas NORMALMENTE, a cor vermelha chama atenção, pois conseguimos distinguir com maior facilidade! Sobre vc falando que é achismo falar que a cor azul transmite confiança! Cara, se vc seguir por essa linha de pensamento, não há verdade absoluta? Então temos que rever todos os nossos conceitos! A cor vermelha não passa fome? O que seria do McDonald's e da maioria dos restaurantes, se ao invés de vermelho, usassem a cor preta?? Acho que isso tudo que vc falou sobre ser achismo, só é achismo, se for provado por A+B que não é verdade. Enquanto não há alternativas e opções, não tem como ser chamado de achismo! Acho que o seu artigo, foi achismo! rs Desculpe pela sinceridade.
  • Vendo que nasceu outro artigo, tive que voltar pra conferir os outros comentários... Bem, eu continuo concordando com o Prof. Ricardo. E por favor, pessoas. Não é pra jogar fora tudo o que se tem de teoria pro design [semiótica, gestalt, estética, teoria das cores, ergonomia, e muito mais]. Não acredito e nem vejo o Ricardo desmoralizando o conhecimento. Eu vejo apenas alguém profundamente incomodado com a acomodação, com a facilidade com que as pessoas simplesmente se conformam com o que lhes é dito e saem repetindo a receita de bolo. Ter fundamentação teórica no momento do projeto é de vital importância, o problema é quando a criatura lê meia dúzia de textos e passa a se conformar com aquilo, e acreditar que apenas aquilo é a completa verdade. [também não tolero o morno, rsrsrs...]
  • Agora sim eu entendi o seu ponto. Da nossa reflexão sobre o que nos é passado, nossas criticas e a disposição de se correr atrás do melhor resultado é que nos trás a experiência e a base. Olhando por esse lado, agora entendi o que estava sendo levantado no artigo. Falha minha. Valeu então. Parabéns pelo site.
  • Achei o artigo fantástico. Realmente são tediosas essas fórmulas fantásticas de design. O designer vicia e o cliente também. E depois de um tempo, ao ver o quão infeliz foi a colocação e tentar reverter o jogo, é impossível, pois o cliente já viciou na confiança que empregou no designer. O design brasileiro anda pouco audaz. Não vemos mais campanhas geniais com aquela audácia que viamos há pouco tempo. Oquei, com o tempo passando, a audácia torna-se lugar comum. Mas o lugar comum hoje, não é a audácia, at all. Parabéns pelo ótimo e intrigante texto.
  • Olá para todos... Acompanhei atentamente todos os comentários e não pude me conter. Ricardo seu texto está sem base, sem referência e principalmente sem conceito, que é o principal erro de um profissional de criação/comunicação. Escrevo isso por eu ser um professor universitário e um profissional com mais de 10 anos trabalhando somente com design. TODO e QUALQUER projeto tem que ter conceito, independente se a cor usada é o vermelho, azul ou amarelo, esta cor escolhida deve ser justificada por quem a criou e aplicou no conceito do projeto. Um projeto com base em pesquisa de mercado não precisa ser justificado, pois suas cores, o tamanho de suas fontes e a composição são aplicadas com um motivo para isso. É por estes motivos que uma embalagem vende mais do que outra, por que tem conceito e está dirigida muito bem para o público que vai consumir determinado produto, já um projeto de design mal elaborado, com "bolinhas" vermelhas sem um porquê NÃO VENDE NADA. Resumindo... A diferença das aplicações do design está no conceito do projeto, e isso é cientificamente e mercadologicamente comprovado!
  • "Resumindo… A diferença das aplicações do design está no conceito do projeto, e isso é cientificamente e mercadologicamente comprovado!" Acho que o centro da conversa é que esse cientificamente comprovado vale até pra algumas coisas e poderia valer pra design, mas na real mesmo tá bem fora. Sejamos realistas. Rola uma miguelagem sem noção, é um tal de "essa forma resgata mimimi" e coisas do tipo pra tantar defender cientificamente um lance que muitas vezes tem uma motivação extremamente artística, só que a vida pós moderna de cadeirinha de faculdade te adestra a dar motivo pra tudo, e caso não exista, inventar um. Migué. E dos grandes. Vá ver as marcas do Wolnner poor exemplo. ou não.
  • Que bom que o artigo esquentou a discussão. É decepcionante ver a turma dos mornos, que não são nem frios nem quentes. E mais decepcionante ainda é ver pessoas que ainda usam argumentos do tipo "tenho experiência de X anos, sou professor, logo o que eu digo é verdade". E ver outros que não tem argumento nenhum, fazem ataques vazios e não contribuem pra discussão. Esses são os deus-igners irritados porque alguém mexeu no queijo deles.
  • Ricardo, teu texto começou muito bem e sobre um assunto que dá muito pano pra manga, acompanhei os comentários e concordo com alguns que falaram que apesar do tema interessante o pessimismo (talvez pitadas de raiva e decepção? :P) tomou conta e estragou um pouco tua linha de raciocínio. O famoso "cada caso é um caso" vale para qualquer tipo de projeto. Não existe UMA solução certa, existem várias. Eu acredito mais em estatísticas do que em qualquer livro teórico que tu colocar na minha frente - mas para encurtar o caminho até a parte de pesquisa/estatística do que funciona ou não, a teoria vai bem né?
  • Só uma contribuição para a discussão, galera. Não existem "provas científicas", uma vez que não se consegue provar que algo sempre se comportará da maneira prevista dada uma situação qualquer. Do ponto de vista do método científico, só existe prova matemática. Aí sim, o comportamente será sempre o previsto. Parabéns mais uma vez, Ricardo!
  • Essa conversa fiada do vermelho e amarelo do McDonald's é realmente muito famosa. Já ouvi isso em diversos lugares, dentro e fora das escolas. Imagine a cena: você ainda não almoçou e está passando em frente a algumas lanchonetes, mas ao passar pelo McDonald's ocorreu um impulso no seu subconsciente que ativou a sua fome e lhe criou o desejo de entrar no McDonald's só pelo fato de você ter captado as cores vermelho e amarelo do letreiro. Uma verdadeira piada!!!
  • Como sempre, são citados apenas exemplos que servem a conveniência de quem os evoca. Mas vá lá, tudo depende mesmo. Nisso, eu concordo plenamente. E o problema maior não é que "amarelo dá fome". Eita didática ruim hein?
  • Conforme fui lendo o artigo, primeiramente achei que tb era alguem com achismo, que alias ..tb de uma certa forma fi muito vago ao meu ver. Existem bons emaus designers, boas e más faculdades infelismente...sobre tudo que foi dito no artigo, percebi que TUDO N PASSA DE UMA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO Percepção do Designer, é claro que devemos fazer um briefing de qualquer projeto. Alguem aki usária vermelho no vestido de sua noiva, a maioria ia falar q ela usária branco, ok..e no oriente...é costume o vermelho. Concordo que diz, em parte, sobre tomar como verdade absoluta....mais isso devemos dizer a inicandos de designer, por que quem tem o mínimo de bom senso e técnica vai fazer um estudo antes de criar algo. Cada cliente é um cliente, cada trabalho é um trabalho a ser estudado. E resumindo esse artigo acho q foi uma revolta sua com alguem ou alguma coisa, pq vc so enfatizou tanto o "depende, depende" isso acredito que mtos aqui já o fazem..pelo menos eu escutei mto disso NA MINHA FACULDADE xD Entendo a sua revolta, tem mta gente ruim por ai uahuahuahua só n era necessario um artigo desses xP É bom q tenha gente ruim, assim nos, bons designer...vamos ter = trmapo, qdo formos contratados pra resolver trabalho de "fundo de quintal".
  • o maior problema de quem se acha "designer " é não aceitar a opinião dos outros... e eu concordo com o artigo pq qdo eu estava na faculdade era em tudo isso que me faziam acreditar... e se ainda esse exemplo serve hoje, talvez seja porque isso não mudou mto... quer dizer... eu ainda convivo com todas essas "regras hoje... a 4 anos sai da facul... claro que não levo a sério nenhuma delas... e ACREDITO que o fundamento do artigo foi avrir a cabeça de designers novos e não deixar os "velhos bravinhos"! mas é por isso que a profissão não evolui mesmo.. pq ninguem aceita pinião de ninguem... e o pior de tudo.. como eu trabalho numa grafica eu nem posso dar "palpite" pra designer " pq eu nem seou designer.... PREFIRO SER O GEPETO..... PELOP MENOS MEU NARIZ NÃO É GRANDE E EMPINADO...
  • Não li todos os comentários mas concordo com quase tudo que diz, sou engenheira mecânica e no meu curso antes de afirmamos qualquer coisa temos que dizer em qual lei aquilo está sendo baseado. O mero achismo não nos dá credibilidade em minha área, só que em muitos momentos nos deparamos com designers que projetam algo que temos que construir ou desenvolver e temos que ouvir um porque é assim e pronto, sem justificativas plausíveis. Adoro a área de Engenharia de Produto mas é difícil assimilarmos um mundo de citações sem autores. Parabéns pela coragem de dizer o que pensa sem se importar com as críticas e não são poucas pelo que vi.
  • Considerar cada ser humano uma interface distinta é guardar no bolso todas as teorias e escutar mais o cliente. Ler é de fundamental importância, desde que ele não vomite nos ouvidos do cliente o que ele acabou de aprender na aula da tarde!!! Escutar é o segredo... Exelente matéria!!!
  • O excesso de 'achismos' na nossa profissão só existe quando um projeto é desprovido de base conceitual. Infelizmente isso é o que mais se percebe no nosso mercado. A grande maioria dos designers simplesmente não compreende o conceito correto que deve ser transmitido para que uma solução traga resultados. O design só funciona quando inserido dentro de um contexto maior. Por isso, o texto do Ricardo acaba tendo muita pertinência.
  • EEÊÊ RICARDO! TOCA NA FERIDA MAIS NAUM PORQUE O POVO FICA PUTO rssrsrsr.....E TOMÁ TIJOLADA TU NAO QUER NÉ?!... O DIVERTIDO AO TERMINAR DE LER TUDO ISSO FOI PERCEBER QUE AQUELES QUE FICARAM MAIS IRADOS COM O SEU ARTIGO ERAM JUSTAMENTE AQUELES QUE VOCE QUERIA ATINGIR...OS ACHISTAS ATIVISTAS! O QUE É MELHOR FAZER QUANDO VOCE TEM UM PROFESSOR BABAQUINHA QUE JUSTIFICA A UTILIZAÇÃO DE CORES EM TUDO COM CONCEITOS ESTAPAFURDIOS? E QUE ALEM DISSO NUNCA TRABALHOU NUMA AGENCIA?? ATUALMENTE FAÇO PUBLICIDADE E PROPAGANDA... PUTZ!! ."....AI QUE SAUDADES DA BELAS ARTES..AQUILO QUE ERA CURSO DE VERDADE..." ( naquela época eu nao estava contaminado por essas coisas citadas no seu artigo..) CARA VIREI TEU FÂ! PARABENS..
  • Sou designer, atuante e preocupado com este quadro Gostaria apenas e tão somente que o proponente desta discussão, interessante por sinal, ou os comentaristas indicassem uma saída viável para tal. Talvez a regulamentação da profissão de Designer não seria a solução? Tendo uma entidade da categoria ( exemplo, A OAB dos Advogados, o CREA dos Engenheiros e Arquitetos, CRM dos Médicos, CRO Dentistas e por aí vai...) Será que tendo uma entidade SÉRIA com um CÓDIGO de ÉTICA e LEIS, REGULAMENTAÇÕES E PUNIÇÕES sobre o assunto, não estariamos evitando que profissionais que se acham "Donos da Verdade Absoluta" ficassem se ostentando sendo verdadeiros "Deusigners" como citado acima? Acredito que não se tendo um "Agente Regulador" fica fácil de todo mundo sair vomitando pseudo-verdades pelo mercado. Como profissional formado e ciente que "Ninguém é dono da verdade absoluta", torço pelos bons profissionais e gostaria muito que este quadro mudasse pois os bons profissionais pagam por estes. Obrigado pela oportunidade e parabéns pela discussão meu amigo.
  • Concordo que há mitos. Mas para haver um mito, é necessária uma razão para esses mitos, eles não acontecem "de graça". A razão pode ser de vários tipos: supérflua, com algum fundo científico, com algum fundo de história popular, etc. Não é sempre que "o professor me falou" é um mito. Aliás, acho que na minoria das vezes é um mito. Acho isso, porque geralmente vou atrás para saber mais sobre algum assunto. O que me incomoda bastante nesse artigo, Ricardo, é a falta de argumentação e base relativa aos exemplos. Quando foi falado que foi chute, não foi dito o porquê que foi chute, apenas "foi chute". Não podemos esquecer de estudos psicológicos. Creio que existe a disciplina Psicologia do Consumidor em diversos cursos por aí, como existe onde estudo. Garanto que dar uma lida num livro sobre essa disciplina já responde várias perguntas sobre mitos. Ou então pegar um livro de física ou sobre cores, que tal? Assim, vemos que o vermelho chama sim mais atenção porque os olhos possuem mais células (cones, bastonetes e outras) que reagem à longitude de onda do vermelho que qualquer outra cor. A Internet também está aí para isso, basta dar uma pesquisada mais a fundo que conseguimos algumas respostas. É isso, por enquanto. :)
  • Concordo com o Guilherme. E Ricardo, não sei onde você estudou, mas onde faço faculdade nenhum professor diz que o vermelho sempre chama mais a atenção ou que um texto 10 a 12 é o ideal para leitura. É ÓBVIO que isso depende de muitos fatores. E me desculpe, ler ou escutar sobre isso e levar ao pé da letra é o mesmo que retirar um fragmento de texto e não considerar o contexto em que ele estava inserido para se entender o todo. E outra, todo mundo já sabe que pra vc ser um bom profissional não se pode ficar no "achismo". Seu artigo teria sido útil se ao invés desse tema você escolhesse se aprofundar no por que o vermelho chama ou não atenção. Ou em que momento o corpo 10, 18, 30 é aplicado para uma melhor leitura. Ah, usando sempre um embasamento científico, claro! Caso contrário seria puro "achismo" também. abs
  • Os méritos maiores do artigo são: continuar a falar algo que faz com quem já viu, se sentir mal (mas se ainda existe gente dizendo, é porque tem gente que não sabe) e fazer gerar dúvida. Esse incentivo a uma pesquisa mais aprofundada deve acontecer sempre. Acho que o pior das faculdades é que muitas aindam seguem o padrão façam assim e pronto. Aluno ainda quer tudo de mão beijada. Muitos se esforçam , mas como alguns conseguem essa ajuda sem se empenhar, desmotiva muito.
  • Impressionante como o próprio artigo esvazia a si mesmo. Muito estardalhaço,suntentado em obviedades, nenhum fundamento e nenhuma conclusão útil. Quanto ranso falacioso para falar coisa alguma de nada.
  • Bom, como diz o próprio autor onde os designers trabalham no achismo esse artigo é baseado em achismo, visto que ninguém conhece todos os processos de criação em diversos lugares. Já passei por diversas agências e estudios de criação no Brasil, e em cada uma delas existe uma metodologia de criação, Agora será que todas elas trabalham no achismo? Seria achismo por exemplo usar um "careca" qualquer no comercial de Bombril e não o Carlinhos Moreno? Deve ser puro achismo sim, graças a esse achismo a saida de Carlinhos moreno dos comerciais de Bombril despencou as vendas Assolam passou na frente. Seria achismo fazer um anúncio em comercial de com cores, suor na cerveja? Afinal poderíamos usar só a cor azul já que azul é uma cor fria certa? Cerveja gelada X cor fria tudo combina certo??? Errado. Seilá viu talvez achismo seja você usar todos os florais/flourishes disponíveis em vetor e distribuir no meio da comunicação de qualquer cliente. Seja capa de cd/dvd sertanejo, site institucional, folhetos, banners e tudo mais, isso é um achismo. O Conceito correto está na capacidade do profissional em transformar o irreal/intangível em algo tangível e que traga resultados para a empresa. Mais uma discussão que não vai levar em nada, mas não consegui me conter em comentar os achismos do autor. abs
  • Oi Guilherme, Obrigado pelo comentário, é bom saber que meu artigo incomoda designers e levanta a poeira. Sinto lhe dizer, mas nem todo mundo entende o papel da relatividade nas decisões de design. Se você entende, parabéns, fico feliz em saber que você já sabia do que o artigo menciona. Infelizmente sua situação não é regra geral. O simples fato de você ter gasto uns minutos lendo o artigo, já indica que você não faz parte do grupo de pessoas que não gosta de ler e que adora receitinhas de bolo prontas. Com respeito ao exemplo da cor vermelha, e que serve para qualquer outra cor, não está implícito para todos que isso depende de outros fatores, embora esteja implícito pra você. Outros só se lembram desses aspectos quando algo dá errado (e outros quando terminam de ler o artigo). Quanto ao vermelho "normalmente" chamar a atenção, seria bom indicar o que é "normal" neste caso, pois o que é normal pra um pode não ser normal pra outros. Considerar que o "azul transmite confiança" seja uma verdade absoluta, é mesmo uma verdade? Em primeiro lugar, de que azul estamos falando? Qual das milhares de tonalidades de azul indica confiança? Azul marinho? Azul turquesa? Azul ciano? Azul cobalto? Azul real? Ou todos os azuis tem o mesmo efeito psicológico? Azul acompanhado de amarelo tem o mesmo efeito psicológico do azul acompanhado de amarelo, verde, cinza, roxo e preto? Será que é a cor que passa confiança? Ou é o uso adequado de todas as cores, tipografia e imagens, a escolha apropriada das palavras, a coerência visual, a unidade e padronização sistemática das mensagens emitidas ao longo do tempo e espaço? Vermelho também não passa fome, nem o amarelo (isso é lenda urbana). Não é a cor que gera significado é o contexto, aquilo que acompanha o signo e permite extrair sentido dele. Se a maioria dos restaurantes usasse preto, como o fazem muitos restaurantes chiques no Japão, França e Oriente Médio, por exemplo, as pessoas continuariam comendo, pois não é a cor sozinha que faz você entrar ou não num lugar. Quanto a provar que muitas falácias ditas na faculdade são achismo, isso já está sendo feito, e é o que motivou a escrita desse artigo. Se você tiver interesse em acessar esses artigos, entre em contato, terei prazer em dividi-los contigo. Um abraço, Ricardo.
  • Oi Rapha, Eu fiz a graduação e faço meu mestrado na Universidade Federal do Paraná. Abençoados sejam você e outros designers que estudam numa faculdade onde não se ensinam mitos do design (que estão mais para tabus). Não é óbvio que texto 10 ou 12 não seja ideal para leitura. Isso está escrito em muitos livros, é ensinado em várias faculdades (menos na que você estuda :) e é repetido por muitos designers que não sabem por onde começar na hora de escolher uma face tipográfica ou o seu tamanho adequado. Isso foi confirmado em pesquisa realizada com designers estudantes e já formados. Eu achei ótimo sua frase "levar ao pé da letra é o mesmo que retirar um fragmento de texto e não considerar o contexto em que ele estava inserido para se entender o todo". Muita gente não acordou pra isso. Repetindo sua frase, com outras palavras, "dizer que vermelho chama atenção é o mesmo que retirar uma amostra de cor e não considerar o contexto em que a cor estava inserida para se entender o todo". Isso não é novidade para quem já estudou Gestalt, como você, mas infelizmente pra muitos Gestalt é apenas um nome esquisito para uma teoria mais esquisita ainda. Quem me dera haver mais designers como você. Nem "todo mundo" sabe que pra ser profissional, devemos sair do achismo. Não dá pra generalizar, pois nem todo mundo pensa igual. Quanto a aprofundar na explicação desses temas especulativos, concordo contigo, e pretendo falar disso nos artigos que se seguem. Um dos artigos já foi escrito, que trata da escolha dos tipos de letra (veja post de 1 de agosto de 2008). Obrigado por ler os artigos e comentá-los, é muito bom estar acompanhado de designers que não aceitam tudo passivamente. Um abraço, Ricardo.
  • Oi, Ricardo! O grande mérito do seu artigo foi contestar as "verdades absolutas". Mas penso que as verdades relativas deveriam ser respeitadas sim, principalmente porque nem todas são achismos. A maioria tem fundamento se consideradas as condições de contorno. O perigo é a pessoa achar que as regras são uma bobagem, que tudo depende e então partir para o achismo em estado puro. O equilíbro é bem delicado, pois quem usa regras, geralmente tem um pouco mais de estudo e interesse, então tende a usar o bom senso. As pessoas que eu conheci que faziam as maiores barbaridades, achavam todas as regras uma balela (não conheciam nenhuma), e já que nada vale, então, tudo vale. Mas duvidar é sempre saudável...
  • HAhahahah. Os dois primeiros comentários só servem pra provar que existe a Mítica do Design. Parabéns Ricardo, dou total apoio pra rever estes conceitos e muitos outros. Quem sabe um pouco sobre a implantação do ensino formal de design no Brasil sabe da importância disso, e pra galera q chega jogando pedras é melhor dar uma pesquisada antes pra não passar vergonha. ;)
  • Ricardo, na faculdade onde estudo infelizmente ainda existem muitos erros, alguns grotescos, nem queira saber! E la também existem muitos mitos, diria até alguns dogmas pra falar a verdade. E putz cara, é isso ai! Fico feliz que você vai dividir sua experiência e conhecimento conosco e se aprofundar mais em teorias sobre a cor por exemplo. As vezes penso que o que falta aqui são pessoas com este tipo de atitude, que não tem medo de ir a fundo em um determinado tema sem receio de críticas. Gostaria muito que alguém postasse algo sobre usabilidade, teoria das cores, ergonomia etc. Mas que não ficasse apenas no superficial do assunto, fosse mais a fundo! Por isso gostei da sua iniciativa! Já considere que haverá ao menos uma pessoa esperando para ler seu artigo! ;) abs
  • Cara eu adoraria ler seus outros artigos. Concordo em algumas que vc disse no artigo, mas acho que, em outras, vc foi um pouco radical. Sobre o exemplo que dei da cor vermelha nos restaurantes, sei que a cor em si não desperta fome, mas acredito que a tendência das pessoas é ser atraída para restaurantes que têm essa cor em sua marca, grafismo, etc... Abraços
  • Ricardo, parabéns pela coragem de ter escrito um artigo polêmico. Coragem porque você se expõe ao levantar dúvidas sobre questões que são quase "dogmas" no meio do design. E polêmico por que você, ao escrver o artigo já sabia que receberia críticas. Concordo com tua postura questionadora e atitude de "levantar a poeira" na mente dos profissionais de criação, mas generalizar tanto acaba não sendo produtivo. Um livro não te diz a verdade absoluta, pois esta não existe, mas pode te trazer conhecimentos baseados em experiências científicas com maior ou menor grau de elaboração, como no caso da impressão e interpretação das cores na psicologia humana ou da percepção das formas levando em consideração fundamentos da composição (escala, simetria etc). Qualquer bom profissional deve ter base sólida de conhecimentos na sua área e o designer, quando questionado pelo seu cliente "por que você não experimenta colocar a letra azul em vez de vermelha?" deve saber justificar sua criação...
  • Na minha opinião acho que o problema não é do que o artigo trata em si, mas me desculpe a sinceridade da situação, acho que ele só foi "mal redigido", pois o autor tem razão, mas faltou trabalhar melhor as palavras e talvez até citar algum pensador que tenha idéia igual ou diferente. Pois exatamente acontece isso de virar um "achismo", mas creio que ao apresentar o ponto vermelho na folha branca, deve-se apresentar o mesmo ponto em amarelo na folha preta, ou preto na folha branca e assim por diante. É esse método de experimentação que deu vazão aos "antigos" escreverem suas teorias, que tanto amamos e por vezes tratamos por leis, grid! type! leitura! beleza! qualidade! Lembre-se que De Stijl nasceu exatamente desta contestação. Lembre-se também que David Carson contestou mas foi muito pouco contestado! A não ser contestamentos em cima de críticas parsas (pelo que eu pude acompanhar), mas design tá aí para isso, para gerar discussão! Aconselho ver o documentário "A folha que sobrou do caderno", que vai de encontro a isso. Wollner já dizia: "a arquitetura no Brasil não evolui", porque não há discussão sobre ela. Tacapes machados e lápis na mão pessoal!
  • Realmente, se existe um cara que não precisa estudar é o designer. Ele já vem alfabetizado no nascimento devido a uma anomalia genética rara. Mas durante o período de 1o e 2o grau tudo se torna lento e moroso, afinal a educação ocidental pune e poda todos os potenciais que ele tem, sim aquela gravação feita em firmware do seu DNA! Mas o melhor ocorre ao passar no vestibular de design, ele percebe em algumas semanas que não precisa mais estudar ou ler um livro sequer, afinal ele já absorveu todo o conhecimento do instituto, uma verdadeira Ameba ambulante. Agora falando em clímax, eles começam na graduação; naquele momento ele recebe a coroação de deuszigner, ganha seu lugar no Olimpo! E percebe finalmente que é um semi-deus. Do mestrado para frente, essa espécie normalmente é categorizada como uma anomalia celestial, alguns são tão magnânimos que absorvem a própria luz, como um Buraco Negro, e assim dobram espaço e tempo, uma verdadeira Singularidade, o Evento do Horizonte físico. "É coisa linda de Deus", parafraseando meu colega Ricardo Piologo!
  • Ricardo muito bom o post parabéns, foi tão bom que fez a poeira levantar nos comentários como você mesmo disse. Bom minha opinião é a seguinte, realmente as faculdades tendem a seguir uma regra geral de ensino referente a design, agora o aluno tem que ter o discernimento de que nem tudo que reluz é ouro, muita coisa é "enchimento de linguiça", e isso não acontece só nos cursos de design, em outros cursos isso também faz parte. Mas a questão que algumas regras também ajudam o designer, afinal é bom ter uma base a qual se firmar, para que a nossa criatividade não estrapole a linha entre o diferente e o ridículo. E sobre seu exemplo de restaurantes, que no Japão se usa preto em vez de amarelo e vermelho, ok, pode ser, mas aí ja entra a questão de cultura, ou os designers se esqueceram desse detalhe? Essas cores podem funcionar no outro lado do mundo, mas e em questão de Brasil? Você usaria um banner preto na faxada do seu restaurante caso você tivesse Ricardo? Dúvido muito, mas essa é minha opinião, volto a lembrar que seu post foi muito bom, parabéns!
  • Opa, a coisa tá ficando boa, não esperava essa repercussão! rsrs Valeu Rodrigo, num post futuro vou falar do preto no restaurante e porque vermelho e amarelo não resolvem o problema desses estabelecimentos (e só ajudam o McDonald´s a ficar entranhado no nosso subconsciente) =) Quanto à Comic Sans, Brnlng, é muita polêmica pra um post só! rsrs Forte abraço! Ricardo
  • Não vou nem comentar o caso da Comic Sans...hehehe... Mais uma vez aplaudo. Assim vou virar fã! Vê se escreve algo de que eu discorde, pra eu cair do sonho, né! Eu venho de uma universidade onde o curso de design é bem recente, e ainda está estruturando as bases. Quase não havia professores concursados quando entrei. Professor designer, então... uns dois ou três, no já enxuto corpo docente. Pra terem uma noção, a disciplina teoria e prática da cor foi espremida de cinco para dois meses, já que o professor inicialmente designado [sem trocadalhos...] resolveu ir embora da cidade e demoraram a encontrar alguém que o substituísse. Isso tudo só pra mostrar que cursar uma faculdade não significa realmente uma formação completa. Eu mesma cheguei a desistir de me formar por achar que não merecia o título de Bacharel em Design com Habilitação em Projeto do Produto, já que nas quatro disciplinas de Projeto de Produto eu passei "raspando". O que achei válido no artigo do Ricardo foi justamente essa sacudida. Não é que seja inverdade que o vermelho abra o apetite. É que não se pode pegar esses, digamos, clichês, e transformá-los na nossa base criativa! Meu irmão é médico, e aprendi com ele que a gente deve questionar sempre, nem que seja pra concluir que a questão estava certa. Na medicina, bem como em outras ciências similares, não há espaço pra achismos. Por que no design não há limites pro achismo? Aplaudo, e de pé. [quase escrevi outro artigo, hihi... foi mal...]
  • Desculpa se estou sendo ignorante mas... sinceramente, se eu devo ter base cientifica e segundo a matéria tudo que se lê questionável, tudo o que o professor da faculadade diz pode ser achismo, e eu não sou Deus para inventar uma resposta então.... eu devo me basear em que?? Buda? A matéria trás uma boa reflexão mas acho que o pessimismo tomou conta do texto e ficou meio "o jeito é desistir". Foi deixado parecer que o design é tão incerto que não há fundamento real...
  • Oi Gabriel, Sim, você chegou ao ponto que eu queria: uma "certa tristeza", chegar-se à conclusão de que existe uma lacuna entre o que temos hoje e o que poderia ser o ideal. Sem perceber essa lacuna, fica difícil se motivar e fazer alguma coisa. Diante do desafio, alguns desistem. Outros vêem nisso uma oportunidade para crescimento, para inovação, renovação do design (ou da maneira como ele é feito hoje). No modelo mais comum de design adotado hoje, um designer gráfico recebe um briefing transformado em contra-briefing, realiza levantamento de dados, filtra essas informações, realiza geração de alternativas, filtra essas alternativas de solução, desenvolve uma proposta, apresenta, revisa, corrige, apresenta de novo se for preciso e depois finaliza e encaminha para produção. Nessa sequência, ele age como um intérprete da vontade de quem o contrata (um cliente ou um chefe por exemplo). Só que esse modelo tá cheio de falhas, sendo a principal delas o que chamamos de "design de gabinete", ou seja, designers que fazem tudo dentro de seus cubículos, se baseando nas receitas que aprenderam com seus professores, ou fazendo exercícios de adivinhação sobre as expectativas da audiência, ou dando justificativas furadas para as soluções que propuseram. Isso tudo gera espaço para especulação, pois depois que saem das faculdades, muitos designers nunca mais estudam, passam o dia todo repetindo um processo que não é questionado e quando chegam em casa, tudo o que querem é um banho e ver TV. E muitos dos ensinamentos que foram aprendidos não são questionados, pois, sim, isso dá trabalho. Quantos, como você, leram esse artigo? Quantos escreveram um comentário, contribuindo pra discussão? Poucos, bem poucos. Escrever dá trabalho. Pensar também dá. Sair de casa pra ver como funciona a comunicação no mundo real, dá trabalho. Ficar lendo sobre discussões ligadas ao design, toma tempo, dá trabalho. Tomar alguma atitude, pesquisar a fundo os conceitos do design dá trabalho. Fazer pesquisa com público-alvo sobre as reações que nossa comunicação gera dá trabalho. Começar um movimento para parar de aceitar tudo passivamente dá trabalho. Mas quem sabe com uns cutucões e um pouco de sorte, alguém se mexe e muda alguma coisa. Como no kaizen, não precisamos fazer mudanças gigantescas para ter resultados. Pequenos passos podem trazer grandes resultados, se pensarmos em grupo ou a longo prazo. Mas o primeiro passo tem que ser dado, e esse artigo é um deles. Quanto a deixar parecer que o design é tão incerto, que não há fundamento real, isso só não acontece porque o design é baseado em outras disciplinas, como comunicação, semiótica, ergonomia, antropologia, sociologia, pesquisa, metodologia científica, ciência da informação, enfim, matérias que contribuem para que o design tenha um mínimo de estabilidade e não seja completamente "incerto". Obrigado por contribuir para a discussão, seu comentário foi muito valioso. Ricardo
  • A idéia foi ótima, mas como foi tratada de forma péssima Então pra que estudar né, pra que ler livros? Vamos achar que tudo depende... Verdades absolutas não existem, CONCORDO, mas elas são a base!!! Se não, pra que estudar cores, tipografia, gestault, pra que fazer testes com usuários, pra que se preocupar com usabilidade, acessibilidade, trabalhar com espaçamentos, alinhamentos. Regras feitas não funcionam! Mas, se precisa de todo essas "regras", conhecimento e muito mais para construir um bom site por exemplo. Agora chamar tudo isso de mito? um pouco radical em Ricardo. O exemplo da cor vermelha em restaurantes não é questão de "mito" e sim de cultura. A nossa cultura nos impede de entrar num restaurante preto dentre os vermelhos. Por fim acho q você foi infeliz nesse post, mas isso também não é uma verdade absoluta, olha só o tanto de comentários. [ ]'s
  • Realmente, essa questão q o Gabriel apontou, eu queria ter colocado algo parecido... Mas ficou mto bem escrito essa dúvida, como ele fez. E como foi mencionado pelo Prof.Ricardo: Método Científico! essa é a resposta principal p essas dúvidas. É o q está por trás do método da IDEO, p exemplo, mesmo q eles n usem o nome. E o q está por trás do texto! Acredito eu. "Chegar à simplicidade é decepcionantemente complexo, porque é um processo de pensamento." ~John Maeda