Entrevista exclusiva: Theo Rosendorf, da Matador

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Entrevistamos Theo Rosendorf, proprietário da Matador, uma empresa de Design com sede em Atlanta. Theo foi extremamente receptivo com nossas perguntas, e falou um pouco sobre suas origens, modo de trabalho e tipografia. Confira abaixo a íntegra da entrevista.

Rodrigo – Conte um pouco sobre você. Como você se tornou um Designer Gráfico?

Theo Rosendorf: Eu comecei no início dos anos 90, com lápis e papel, desenhando qualquer coisa. Passei muitos dias e noites na copiadora local. Tudo isso me levou a produzir designs absolutamente horríveis para pequenos negócios locais.

Eu não me tornei um Designer de verdade até que eu entendi que tipografia erao mais importante aspecto do negócio. Isso aconteceu quando eu estava fazendo tabelas financeiras para o Relatório Anual online da Coca-Cola, em 1996.

Pulando direto para o presente: Eu recentemente escrevi o livro The Typographic Desk Reference (TDR) , um dicionário de termos e formatos tipográficos. O TDR está em sua terceira edição, e esperamos começar as traduções o quanto antes. No momento, estamos em busca de um editor europeu. Quanto a minha prática em Design, atualmente eu trabalho como consultor de design para minha empresa, Matador.

Rodrigo – Eu li que você trabalha da sua própria casa, isso é verdade? Qual é sua rotina? Eu vejo que você tem clientes grandes. Você já enfrenyou alguma resistência de clientes por trabalhar de casa?

TR – Sim, eu tipicamente trabalho em casa, mas raramente enfrento resistência dos clientes por isso. Eu acho importante apontar que algumas coisas não podem ser feitas de casa. Se você precisa dirigir um time de designers de um cliente, você tem que ir até ele. Se o cliente está intimamente envolvido no processo de Design, reunir-se face-a-face talvez seja a única forma de se fazer. Quando um cliente solicita que eu vá até seu escritório, eu sempre honro o convite, mas reuniões posteriores são raras, já que meu time de designers é tipicamente composto de pessoas em várias cidades. No momento, estou trabalhando em projetos com talentos de Atlanta, Berlim e Nova York.

Meu dia normal:

11:00 – Café da manhã + notícias + email

01:00 – Trabalho

02:30 – Comer

03:00 – Trabalho

04:00 – Reunião virtual

05:00 – Trabalho

06:00 – Comer

06:30 – Reunião Virtual

07:00 – Trabalho

09:00 – Ginástica

11:00 – Comer

12:00 – Email + estratégia + trabalho administrativo

Rodrigo– Fale um pouco sobre seu processo criativo.

TR – Número 1: trabalho para manter a mim e ao cliente na mesma página, de maneira que nós todos estejamos comprometidos com o sucesso da companhia (ou produto). Eu aconcelho o cliente a evitar se tornar emocionalmente apegado a conceitos.

Todo trabalho de Design Gráfico começa e termina com conteúdo. O conteúdo e o visual tem que dar suporte um ao outro, senão você acaba com uma paródia. É incrivel quantas soluções de Design você pode ter através de cópia/edição.

Faça perguntas estúpidas. Sério. Eu tento encontrar o mais efetivo, mais equitativo ângulo para o conceito. Primeiro, eu começo olhando para o setor do cliente para ver o que não fazer. Então eu encontro aquilo que se sustenta sozinho, algo original, e exploro esse ângulo. Tudo isso requer um modo muito diferente de olhar para as coisas. Fazer perguntas estúpidas funciona bem para mim.

Tipografia. É muito simples: maus Designers não sabem como usar tipos. Meu negócio é muito focado em tipografia.

Saiba quando quebrar as regras.

Saiba quando suas ideias são ruins.

Rodrigo – Como é a vida de um Designer nos Estados Unidos? As companhias estão realmente cientes da relevância do Design?

TR – Eu presto pouca atenção ao que outros designers estão fazendo, mas acredito que atualmente está acontecendo alguma educação pública sobre o tema. Quando mais designers entram no mercado,  alguns podem reclamar de homogeinização, mas é importante notar que a qualidade do todo também acaba aumentando. Aquilo que é considerado tosco hoje foi feito profissionalmente ontem. Já não se trata de alguns designers superstars, mas um exército global de profissionais. Pessoas e empresas nos Estados Unidos estão completamente cientes da relevância do Design porque Design nos dias de hoje, é uma força para se ter ao seu lado.

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