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Tendências são observadas e perseguidas com ferocidade.

Administradores, designers, modistas, artesãs, publicitários de plantão e uma gama endless de pessoas e curiosos (como uma professora farsante me chamou um dia por aí) perseguem as tendências como raiders of the lost arc treloucados.

Falarei sobre tendências. E juro que me calarei para sempre. (Claro que se houver pedidos carinhosos eu considerarei um breef return).

A tendência é o futuro, logo, se você olhar pra ela, ela já não está mais lá. Muda de lugar.

Se formos analisar mais acuradamente, veremos que o que chamamos tendências nada mais é do que um mix do que “aí já está” com “aquele desejo capturado”.

Pensar tendências é desde já construí-las segundo uma lógica, ou como diriam A&H*, segundo o pensamento administrado, calculado milimetricamente na prancheta e colocado em prática nos pixels da midia.

Certa vez ouvi dizer que há uma certa “Senhora da Moda” que, pousada sobre sua teia obscura, determina as tendências das próximas estações.

Estilistas, designer do mundo, produtores de moda, escolas que se virem para dar anima aos desejos mínimos da senhora.

Uma spider sobre sua teia e seus lacaios. Que bela imagem crua da indústria que mais cresce no mundo.

Pensar tendências é seguir o modelo imposto.

Digo mais: o que poderia ser uma “tendência” está inscrito naquilo que não se vê. Se você vê, então não é tendência. Já está aí e pronto.

Só os realmente criativos, mas digo de novo: aqueles que na real são criativos é que podem capturar o que não se vê, mas se sente e transformar isso em matéria.

Os artistas e loucos são os receptadores legítimos das “tendências” que flutuam por aí entre um anseio e um suspiro de angústia.

Na administração de empresas não poderia ser diferente. Pouco se escreve sobre as tendências e, em um trocadilho infame, isso demonstra a tendência dos administradores em controlar em lugar de se antenarem. “Dar a César o que é de César” disse um dia um grande líder revolucinário galileu: foi dado à esses administradores o que lhes era devido.

Aqueles que conseguem são consagrados como os gurus da área, mas logo percebemos que suas fontes de insights são corrompidas pelo engrossamento de suas contas bancárias e pelo laissez-faire que se aboleta neles, de maneira proporcional às dobras que seus torsos ganham geometricamente.

O paradoxo está instalado: ser administrador é, imanentemente, não ser um receptor de tendências. Muito menos um observador delas.

Logo, decidem-se pelo “que já é” e “pelo que vem sendo”, repaginando tudo como uma tendência. É só observar a onda Vintage que se abateu sobre os mais pluggeds overthere.

Tender é “caminhar para uma decisão”, logo, a ação de observar tendências está paradoxalmente equivocada e irremediavelmente morta antes de nascer.

Inch Alah.

* A&H= Adorno e Horkeimer

** Artigo públicado inicialmente no blog: Lady Tangerine. Vale a pena dar uma passadinha lá.

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