Uma análise da quantidade de faculdades de Design no Brasil

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Há algum tempo eu tenho a curiosidade de saber quantas faculdades de design existem no Brasil, quais são os tipos de curso oferecidos, em quais cidades e regiões. Lendo um post no site DesignBR (obrigado Marcia Nassrallah!), eu descobri um link (http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/funcional/busca_curso.stm) que aponta para um site do Governo Federal que tem essas informações. Eu fiz uma busca por faculdades que tivessem a palavra Design ou Desenho Industrial no nome e tirei da lista os cursos de Design de Interiores e Moda. Incluí apenas os cursos de Design Gráfico, Design de Produto, WebDesign, Design de Jogos, Design de Animação e Design de Interfaces. A listagem às vezes parece confusa, com algumas faculdades oferecendo cursos de Design e Desenho Industrial ao mesmo tempo. Eu tentei limpar a listagem final, para tornar os resultados mais confiáveis, mas os dados finais ainda não são 100% confiáveis, de modo que são apenas uma estimativa aproximada. O resultado da análise pode ser visto a seguir.

Análise

O total de cursos de Design no Brasil, segundo as estatísticas do Ministério da Educação, é de 336.

No Brasil há 100 cidades que possuem faculdades de Design, sendo que o município com a maior quantidade de cursos superiores de Design é São Paulo, com 66, seguido pelo Rio de Janeiro (19), Curitiba (18), Florianópolis (11), Salvador (9) e Belo Horizonte (9). As demais cidades, tem 8 faculdades ou menos.

Em termos de estado, São Paulo também possui a maior quantidade de faculdades que ensinam design (122 faculdades), seguido de Santa Catarina (42), Rio Grande do Sul (36), Rio de Janeiro (24), Paraná (24), Minas Gerais (16) e Pernambuco (10), para citar apenas alguns. Outros estados tem menor quantidade de instituições, como é o caso do Mato Grosso do Sul (1), Alagoas (1), Roraima (1), Sergipe (1), Rio Grande do Norte (2), Amapá (2), Paraíba (3) e Maranhão (3). Portanto nota-se que há uma grande concentração de faculdades de design no sudeste e sul do país, e poucos cursos disponíveis no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

No Brasil o Design (incluindo Design Gráfico e Produto juntos) é o curso de design mais ofertado pelas instituições, somando um total de 151 opções disponíveis. Em segundo lugar vem o Design Gráfico (110), seguido de Design de Produto (46), WebDesign (21), Animação (2), Design de Interfaces (1), Design de Jogos (1) e Gestão do Design (1). Visto que as interfaces digitais crescem a cada dia, seja por causa da Internet ou mesmo dos celulares, percebe-se que essa é uma área pouco atendida pelas faculdades de design no Brasil.

Se fizéssemos uma projeção por baixo, estimando que cada um dos 336 cursos formasse 40 designers por turma, teríamos um número de 13.440 profissionais formados por ano. Numa projeção média, se cada curso formasse 60 alunos, teríamos 20.000 novos designers. Para fins de comparação, os Estados Unidos formam 40.000 designers gráficos por ano e a China forma 1 milhão de designers (tanto gráfico quanto produto) nesse mesmo período.

Quando comparamos a quantidade de cursos superiores de design, com o de outras áreas, podemos perceber que temos mais faculdades de Design do que de Jornalismo, Arquitetura, Filosofia, Odontologia, Biologia, Relações Públicas e Fonoaudiologia. Mas ainda temos menos cursos do que Administração, Engenharia, Ciências Contábeis, Direito, Psicologia, Farmácia, Medicina, dentre outros (veja a tabela a seguir).

Curso

Quantidade

Administração (incluindo marketing)

3.424

Engenharia

2.023

Letras

1.309

Física

1.158

Ciências Contábeis

1.098

Direito

1.094

Matemática

899

Educação Física

844

Enfermagem

751

Turismo

714

Psicologia

585

Computação

567

Farmácia

523

Medicina

512

Fisioterapia

510

Design (incluindo moda e interiores)

463

Jornalismo

368

Arquitetura

220

Filosofia

208

Odontologia

204

Biologia

201

Relações Públicas

127

Fonoaudiologia

115

Isso gera algumas perguntas:

Porque áreas com menor quantidade de profissionais formados, como arquitetura, odontologia e fonoaudiologia já são regulamentadas?

Se formos comparar as faculdades de Design com as de Fisioterapia, formamos em ambas quase a mesma quantidade de profissionais por ano (18 mil para design, 20 mil para fisioterapia, aproximadamente). Por que os fisioterapeutas conseguiram a regulamentação, mesmo brigando com a turma da medicina (e o famoso ato médico), ou competindo com milhares de “massoterapeutas” que alegam fazer tratamentos como eles? Hoje, pela Lei Federal, para virar um paciente de posição, num leito de UTI, é preciso chamar um fisioterapeuta, pois esse tipo de manobra pode trazer danos ao paciente. Se eles conseguiram se impor até mesmo em detalhes como este, porque os designers não conseguem fazer o mesmo?

Até mesmo na área da psicologia, que pode ser considerada tão subjetiva quanto o próprio design, eles conseguiram se regulamentar e definir sua área de atuação. Porque o design não consegue o mesmo?

Gostaria de ouvir os comentários de vocês, sobre esses resultados, e trocar idéias sobre a situação em que se encontra o ensino do design no Brasil. Aqueles que tiverem interesse em receber a planilha Excel com os dados, podem me solicitar por email (ralexm@gmail.com).

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22 comentários

  • Olá ricardo, só uma resalva, não vi ai citado o estado de Goías, aonde estudo design gráfico. Aqui em goiás, os designers que são formados, ainda é um numero bastante pequeno, não sei provar isso em dados, mais deduzo pelo número de faculdades existentes aqui, e muitos dos designers que são formados, vieram de outro estado para dar aula e atuar na área. as faculdades existentes em Goiás que ensinan design são: FAV - Faculdade de Artes Visuais - Hab. Design Gráfico UCG - Universidade Católica de Goias - Hab. Design de Comunicação FSG - Faculdade Senac - Superior de Tecnologia em Design Gráfico (onde estudo) Abraços Cleber Muniz
  • E citando o Marzi "E quanto ao número de faculdades: muito pessoal formado, mas boa parte sem preparo." As faculdade no Brasil realmente tem uma defazagem e é notório, mas colocar a culpa inteiramente na faculdade também é um erro, porque a faculdade é o início ou amadurecimento de idéias pra que elas sejam soluções no futuro e nesse fundamento, a faculdade incita um ensino inicial, ou seja, tem que ficar por dentro, se atualizar a cada segundo, se preparar pra cada problema que possa vir a ser sugerida uma solução. Minha faculdade não é nenhuma grande rede de ensino no Design, mas tenho bons professores que dão dicas que vão fazer diferença no futuro. Eles deixam claro que fica pra mim a escolha de pegar ou não. Eu escolhi pegar com vontade rs . Pergunta quantos decidiram fazer isso também!? ( Não estou falando nada em relação direta a mim, só o desinteresse por parte de 80% da minha turma ) ( corrigindo comentário ) "Os designers vão especificar a presença deles com uma solução ( o que é o certo ) abstrata para um problema real"
  • Sou estudante de Tecnologia em design na Universidade Estadual do Amapá voltado ao produto, embalagens e artefatos, o curso é interessante, porém ainda não é reconhecido pelo MEC!!! Espero que, a curto prazo, esse problema da UEAP seje solucionado e que a profissão do designer seja regulamentada em todo país o quanto antes!!! Espero comentários..... Vamos juntos à LUTA!!!!!!
  • olá, eu sou estudante, estou no terceiro ano do ensino médio, moro em São Paulo e prentendo fazer faculdade de designer, porém desconheço se há área de trabalha aqui no Brasil e se os estudantes desse curso estão satisfeitos em seguir essa profissão, por isso estou pedindo opniões !
  • Prezado Gabriel, Eu não falei que a regulamentação iria fazer uma reserva de mercado. Isso não aconteceria jamais, pois para regulamentar teremos que absorver profissionais de várias profissões próximas e profissionais autodidatas que trabalham até 05(cinco )anos na profissão comprovadamente.. Falei que isso iria iniciar uma organização de mercado, que só iria para frente através da nossa luta constante. Conheço o problema dos Arquitetos, pois meu irmão é um excelente por sinal! Mas a Arquitetura hoje sofre com a "desregulamentação" do mercado de trabalho e como no início do século passado vocês sofrem da desordem pública que avassala nossas cidades / país, ou seja, da falta de aplicação das leis e regulamentos decentes e justos para a nossa população. Nós Designers procuramos a nossa regulamentação pelo mesmo motivo de vocês, a ação predatória da desregulamentação do mercado de trabalho, mas como não somos regulamentados, estamos em situação bem pior a de vocês, pois corremos o risco de ter simplesmente a nossa profissão impedida de existir em nosso país! Isso a qualquer hora e momento ,por um congressista mal informado ou as expensas de lobistas que jamais permitiriam a nossa regulamentação ou existência. Vocês arquitetos são um dos profissionais que "roubam" de nós nosso mercado de trabalho em áreas legítimas da nossa profissão e o pior, levam vantagem por serem reconhecidos oficialmente. Ex.: Concursos públicos, concorrências , aplicações de legislações e etc. Onde o que está se pedindo é um Designer e a vaga ou a oportunidade que está sendo oferecida é encaminhada para vocês e nós não podemos concorrer por lei. Acha justo??? Com a regulamentação, essas sobreposições de áreas de trabalho irão acabar , da mesma forma que vocês em 1930 se separaram da engenharia civil e dos mestres de obras permissionários que faziam e ainda fazem o trabalhos dos engenheiros e arquitetos hoje, mas nas áreas da cidade onde a ordem urbana não chega ou onde a Prefeitura não quer ver! Infelizmente Gabriel, o nosso pais é corporativista, as nossas leis de trabalho são arcaicas e demagógicas, não expressando a realidade do mercado de hoje. Temos que infelizmente seguir essas leis ou tentar pelo menos adequá-las para uma profissão que não se encaixa em nenhuma delas, o Design. O problema em nosso país é que as leis são feitas não para solucionar problemas e sim para criar obstáculos para a população e causar a maior desorganização possivel pela falta de suas aplicações corretas ou por essas serem aplicadas de forma errada ou de forma atender grupos dominantes. Nossas leis são oriundas de Portugal e do Direito Greco / Romano, só daí se pode ver a encrenca que nos causam!!! Abraços para todos! Foster.
  • sou estudante de arquitetura, mas por curiosidade e interesse pessoal acompanho há alguns anos a discussão sobre regulamentação profissional de áreas como o design. Tenho uma opinião sobre o assunto, mas creio que ela não será útil aqui: gostaria simplesmente de colocar uma questão no debate que me parece ainda não foi levantada. Tenho a impressão que a discussão sobre regulamentação é confusa, pois as pessoas tendem a associar regulamentação com reserva de mercado. Embora esta associação faça parte da história das profissões no capitalismo, ela não é necessariamente verdadeira: idealmente, regulamentar uma profissão significa atentar para aspectos de sua prática que pouco tem a ver com os interesses do corpo profissional, mas com o interesse público. Neste sentido, é natural que haja ao mesmo tempo conselhos profissionais e sindicatos para uma mesma profissão - um trata da fiscalização, o outro trata dos interesses de classe. Sabemos, porém, que na prática a teoria é outra... De qualquer forma, não havendo espaço para uma reflexão mais aprofundada, termino com um lembrete: a arquitetura (assim como a engenharia) é regulamentada no Brasil desde 1930. Os CREAs são instituições septuagenárias. No entanto, não é isto que impede o fato de que mais de 90% da produção civil no brasil seja autoconstruída (e isto não se limita à autoconstrução habitacional!)
  • Grande Prof. Martins! Eu falei isso acima baseado em informações que consegui na Europa, de colegas americanos que trabalharam comigo e do ex- secretário do ICOGRADA em reunião em São Paulo. Vamos lá! Para não nos atolar! Nos EUA, que é um país Federativo, temos hoje a AIGA - American Institute of Graphic Design e o IDSA - Industrial Design Society of America, cada um cuidando do Design Gráfico e do Design Industrial. www.aiga.org e www.idsa.org Essas Associaçãoes são consideradas hoje o exemplo do topo da lista de niveis de organizações de Associações divulgado pelo ICOGRADA. Se vocês visitarem o site da AIGA, vocês poderão ver como ela atua no cenário Americano, informando, promovendo, divulgando e validando / estruturando a profissão no país e em cada estado. Com mais de 22.000 associados em todo o país, ela tem a força de especificar como será a profissão no país, pois ela tem cursos superiores para Professores de Design e indica aonde uma pessoa pode fazer um bom curso de Design no seu estado ou nos melhores do país reconhecidos por ela! O IDSA, com mais de 3300 associados não está no nivel da AIGA, mas está procurando se estruturar para atingir esse nivel em todo território americano. Se surgisse o acordo das Américas, possivelmente teriamos que nos afiliar a essas Associações se não tivessemos nos regulamentados antes. Isso ainda é um ainda remota possibilidade, mas ela existe! Daí mais uma necessidade de regulamentação nossa! Na Europa, a Informação vem de documentos que consegui em Londres e através de divulgação em congresso do ICOGRADA em São Paulo. Na Inglaterra, o Design Council, organização oficial inglêsa criada e subsidiada pela própria Rainha do país, promove a profissão em todo commonwelth como estratégica e coordena todas as associações inglesas atuais. Design é item de exportação! Na área do Euro, em alguns países como a Belgica, o governo ( Rei ) apoia a associação local e obriga a todas empresas estabelecidas em seu território a utilizar em seus novos projetos a mão de obra do Designer, pagando 50% do custo de cada profissional em todo o projeto. (Subsídio) Além das Associações regionais a área do Euro tem o BEDA - The Bureau of European Design Associations, hoje instalada em Bruxelas! www.beda.org/ Esse escritório (Repare que não é Associação), tem a função de promover e criar uma intercomunicação entre os inúmeras Associações da área do Euro e promover o desenvolvimento da profissão em toda essa área. Orgão oficial da Comunidade Européia. A SDA- Suiss Design Association em Zurique, é ligada diretamente ao conselho suisso e promove em todos os cantões a profissão do Design. www.swiss-design-association.ch Um detalhe: Para exercer a profissão de Design na Suissa, só pode fazê-lo um estrangeiro, se cursar umas das escolas do país, ser de um convênio reconhecido pelo conselho da suissa e do cantão. Sem isso jamais! Só com permissão especial e com um profissional local acompanhando! Infelizmente nenhuma escola Brasileira é considerada com nivel para fazer esse convênio até hoje! Em todos esse locais, o Designer é considerado um profissional de alto nivel e altamente apoiado por seus governos e associações, altamente subsidiados, considerados estratégicos e com seus trabalhos voltados principalmente para atuar em outros paises do Euro e principalmente para fora da área do Euro (Exportação) No Canadá, a profissão é regulamentada oficialmente no país. Não sei se o enclave Francês também obedece a isso. O Prof. Albert Ng, conseguiu fazer essa proeza a pedido, não dos Designers, mas das empresas que utilizavam a mão de obra desses. Motivo? Não queriam mais correr riscos com micreiros e ou pessoas com afinidade de desenhos.(curiosos) Só queriam profissionais formados ,treinados e indicados pelas Associações locais. Quem falou isso para mim? O próprio Sir Albert! Hoje um Designer condecorado como cavalheiro pela Rainha da Inglaterra por ter conseguido isso e pelo Governador do Distrito de Toronto. Ele é o atual presidente do ICOGRADA , se não me engano. Diante desse rápido panorama, vemos porquê nós Designers Brasileiros,somos como um cachorro sem dono do mercado no país e correndo sério risco de ver a nossa profissão desaparecer por vários interesses locais. Com nossas associações raquiticas e administradas por quem não tem que fazê-lo, lutamos hoje para que uma mente aberta da nossa classe política, nos ajude a regulamentar oficialmente nossa profissão conforme nós profissionais formados precisamos, para apenas tentar sobreviver de Design no Brasil e enfrentar toda essa estrutura apresentada acima, nos paises que enviam seus profissionais para cá ou usam um simples modem para levar nossas raras oportunidades para lá! Sem xenofobismos ,por favor! Temos o mesmo direito de trabalhar lá como eles aqui e não podemos! Só raras oportunidades que surgiram esporádicamente. Respondido Prof. Ricardo? Viu o tamanho da encrenca? A regulamentação oficial só irá iniciar o processo de botar ordem na casa e procurar nos devolver ,com nosso trabalho, o nosso próprio mercado brasileiro. Abraços Foster.
  • "Sim, as Associações e a profissão são subsidiadas na Europa, e nos EUA o mercado é controlado pelas Associações." Foster, você pode dizer o nome dessas associações que controlam o mercado de design na Europa e nos EUA? Você está se referindo também a design gráfico?
  • Prof. Ricardo e todo Pessoal que fez comentário. O problema de número de Faculdades, Universidades e Cursos, ditos de Design, criados em nosso país é de que não há professores gabaritados suficientes para eles. Só agora é que os profissionais e professores estão fazendo Mestrado e Doutorado em Design e em matérias afins. Antes só no exterior que um profissional conseguia fazer essas graduações e sempre em áreas específicas por causa da forma que os cursos são estruturados lá. Vejamos, depois do curso de Medicina, Odontologia , Física e outros que envolvam materiais e oficinas especificas, o curso de Design é o mais caro por aluno no mundo. Vou explicar: Em 1997, quando eu tive essa informação, a profissão de Design tinha 66 (sessenta e seis) áreas profissionais detectadas pelas Associações Internacionais e por conseguinte, 45 (quarenta e cinco) cadeiras de nivel superior a serem escolhidas e ministradas pelos cursos superiores. Atenção! Esses números, desde do século passado, vem crescendo vertiginosamente por causa da Tecnologia e do avanço cultural da humanidade no mundo todo! No nosso Brasil, por nossa profissão não ser regulamentada, vários cursos "ditos" de design vem surgindo com o apoio do MEC. ou não. Os cursos tradicionais (Design Gráfico & Industrial) se basearam no curriculo da ESDI - Escola Superior de Desenho Industrial, primeiro curso de design superior que surgiu abaixo do Rio Grande! Esse rio Grande não é do Norte e nem do Sul é o da Divisa do México com os EUA! Esse curso conta com vários laboratórios especializados e com uma biblioteca, talvez única nas américas, de respeito, só sobre Design. Mas porque o curso de design foi e será sempre o mais caro? Um curso decente de Design deve ter Professores gabaritados em pelo menos uma boa parte do número de cadeiras supracitados, não deve ser um curso específico de web, interiores, gráfico e etc. Esse profissional deve ter a multilinguagem para se chamar Designer e por isso tem que obter o máximo de cabedal em várias áreas profissionais possiveis. Ou seja, especialização é errado e isso está provado no exterior, onde anos atrás os cursos eram assim e estão voltando atrás! O mercado internacional exige isso!!! O Nosso também! Sei que teremos pessoas me criticando pelo que afirmei acima, mas a multidisciplinariedade desse profissional deve ser preservada e insuflada, pois um Designer formado em uma área específica, corre o risco de ficar ultrapassado pelas exigências do mercado de trabalho nacional e internacional e pela tecnologia.rápidamente! Mas então? O profissional de design tem que ser um sabe tudo??? Sim e não! Ele deve conhecer a maior parte de áreas profissionais possiveis e conforme for avançando profissionalmente ele vai se "especializando" no que puder e gosto durante o seu exercício profissional. E os cursos específicos devem desaparecer? Não! Eles vão se tornar apenas cursos de complementação profissional ao Designer formado em Design Gráfico e Industrial, o curso básico e imprescindível para todos os que queiram ser bons profissionais. Eles não formarão Designers só especialistas em tal e tal área. O Designer é como médico, tem que estudar, estudar, estudar sempre! E como Médicos temos que ganhar muito bem, pois sem essa remuneração a tecnologia o ceifará do mercado. Imagine o custo disso por profissional? Quanto as Associações, enquanto elas forem constituidas de profissionais abnegados que querem que nossa profissão progrida e seja reconhecida oficialmente (Accreditation), elas serão sempre nanicas. Quanto as Associações Associação de Design no exterior, não é administrada por Designers e sim por administradores contratados, não são sustentadas apenas pelos profissionais filiados e sim por doações , por empresas que utiliza esses profissionais e pelo governo do país!. Sim, as Associações e a profissão é suibsidiada na Europa e nos EUA o mertcado é controlado pelas Associações. Elas é que dizem quem vai trabalhar em quê e aonde! Se não for Associado não pode trabalhar! Mesmo que seja um gênio!!! Nenhuma empresa pode contratar um profissional de outra profissão ou especialista nisso ou naquilo no lugar de um Designer. Veja as nossa multinacionais automotivas onde no organograma existe o cargo de design! O Atual governo do país não quer reconhecer nenhuma profissão como de nivel superior, com exceção das profissões que o profissional "correm risco de vida ". Peão de boiadeiro foi uma que foi regulamentada! Quanto a Arquitetura, que foi citada acima, ela foi regulamentada por imposição e luta de vários Engenheiros Arquitetos em uma época histórica que isso era insuflado pelo governo federal, hoje o governo, o executivo brecou a saída dos Arquitetos do sistema CREA CONFEA. Foi um sinal de alarme para nós. Como se vê, Senhores, os cursos ,regulamentação e mercado são uma empreitada só e que urge vencermos para que consigamos competir com vantagens com os nossos colegas estrangeiros aqui e no exterior. Sem isso , a profissão vai desaparecer por ganância de donos de cursos e de profissionais de outras profissões que não querem que existamos no Brasil. As Associações Internacionais exigem nosso Accreditation de forma correta, para que possamos ser reconhecidos como profissionais de qualidade. A profissão de Designer tem que ser regulamentada por imposição das leis Brasileiras de Trabalho também. Sem isso somos nada em nosso pais! Abraços para todos! Foster.
  • E citando o Marzi "E quanto ao número de faculdades: muito pessoal formado, mas boa parte sem preparo." As faculdade no Brasil realmente tem uma defasagem e é notório, mas colocar a culpa inteiramente na faculdade também é um erro, porque a faculdade é o início ou amadurecimento de idéias pra que elas sejam soluções no futuro e nesse fundamento, a faculdade incita um ensino inicial, ou seja, tem que ficar por dentro, se atualizar a cada segundo, se preparar pra cada problema que possa vir a ser sugerida uma solução. Minha faculdade não é nenhuma grande rede de ensino no Design, mas tenho bons professores que dão dicas que vão fazer diferença no futuro. Eles deixam claro que fica pra mim a escolha de pegar ou não. Eu escolhi pegar com vontade rs . Pergunta quantos decidiram fazer isso também!? ( Não estou falando nada em relação direta a mim, só o desinteresse por parte de 80% da minha turma ) ( corrigindo comentário ) "Os designers vão especificar a presença deles com uma solução ( o que é o certo ) abstrata para um problema real"
  • Acho que a não regulamentação se deve a subjetividade que a profissão deixa impor antes da solução. O mercado no Brasil ainda está apredendo a entender o design para depois dar o valor. No caso dos fisioterapeutas, ele não usam do abstrato pra demonstrar uma idéia, eles usam do dano concreto para a presença deles. Os designer vão especificar a presença deles com uma solução ( o que é o certo ) abstrata para um problema real, para que aí seja executada uma solução real. O problema é que o mercado está cheio de "soluções" abstratas que vão continuar ( se deus quiser ) abstratas, onde o "cara" olha pra um "saite" e diz " é, irmão, aquele cara que tá fazendo faculdade tá cobrando caro, deixa que eu faço pela metade do preço. É difícil demonstrar o real valor de uma solução quando as pessoas nem sabem de onde ela vem e como ela realmente vai fazer diferença. Quando os que sabem da verdade, tem seus produtos e problemas consolidados para solução e sucesso, passar o número daqueles que trazer a "solussão", as pessoas vão finalmente entender a falta que um designer fara no trabalho deles.
  • Acho que a resposta é o atraso econômico e mental do povo brasileiro junto ao empresário. Até hoje vale tanto para o político quanto para o novo microempresário a regra do "sobrinho-do-meu-cunhado-que-sabe-mexer-no-corel" resolve tudo. Ninguém de outras áreas vê a importância do design por ser conservador e achar que essa é só mais uma epata da construção da empresa que é fácil de economizar. Só comprar uma faixa amarela e colocar na rua com umas letras vermelhas (ação ilegal, diga-se de passagem) e chamar um micreiro pra "desenhar" um cartas bem legal na frente da loja. Pronto está ai a realidade de mais de 80% das empresas brasileiras.
  • Eu penso o seguinte. Vamos supor que a nossa profisão seja regulamentada. Existem inúmeros cursos de design gráfico e webdesing pelo Brasil. E graças a internet, aprender html, css, photoshop, corel e etc, é algo bem fácil, nada que 1 hora livre por dia e um pouco de esforço e dedicação, não faça vc aprender usar bem o programa. Resumindo, a quantidade de 'sobrinhos' pra fazer site, fazer cartazes e etc, é muito grande. Como o governo fará para controlar isso com a regulamentação? E que nem software pago que é crackeado: so se descobre quem usa quando um concorrente denuncia. Ou seja, regulamentar do ponto de vista de que só 'graduados' possam exercer a profissão, meio impossível dar um jeito nos 'sobrinhos'. Claro que a regulmentarização traz beneficios trabalhistas e etc, o que a torna algo muito esperado por nós designers, porém também traz, além de benefíios, responsabilidades. E como será feito algo para punir aqueles que não fizeram um bom trabalho? Sinceramente acho algo muito difícil de ser feito, não impossível mas bem difícil. O que eu acho que falta é a concientização da população sobre o nosso trabalho, deixar algo bem definido, para que não sejamos 'os carinhas que ficam mechendo no photoshop' e também conscientização dos estudantes e alguns profissionais sobre ética e deveres. Enquanto não houver isso, penso que demorará muito para sermos regulamentados. E quanto ao número de faculdades: muito pessoal formado, mas boa parte sem preparo.
  • Sim, Ândlei, as associações tem parte na culpa, as instituições de ensino tem parte na culpa, o governo tem parte na culpa, o MEC tem parte na culpa, o sistema capitalista tem parte na culpa, o sistema político tem parte na culpa, os designers tem parte na culpa, os pais dos estudantes tem parte na culpa, os professores de português tem parte na culpa, enfim, tem muitos fatores que geram esse tipo de efeito.
  • Professor Ricardo, Fui dar uma pesquisada no portal do MEC sobre os cursos daqui da Bahia. Encontrei uma grande incongruência com relação a uma pesquisa que fiz no final do ano passado aqui. Parece-me que muitos cursos estão cadastrados no MEC e não estão funcionando e outros que funcionam aqui não estão relacionados lá. Isso me leva a uma discussão que tive com amigos há poucos dias sobre uma forma de controlar a qualidade destes cursos. Qualquer faculdade, me parece, monta um projeto de curso de design e sai implementando. Tem cada coisa "bizarra": http://www.sartrecoc.com.br/faculdadesartrecoc/inst_design.asp A nossa associação de profissionais de design aqui na Bahia não funciona e, eu penso, que cobrar mínimos requisitos de qualidade das faculdades seria uma tarefa destas associações, já que também não temos a tão esperada regulamentação. Ainda tem a graduação tecnológica que explodiu por aqui, quase não sobram cursos com 4 anos de currículo. Tá parecendo que os cursos de softwares evoluíram para graduações tecnológicas e estão dando canudo para nossos "amigos micreiros". Aí a gente pode perceber qual o problema de nossa profissão: a educação! Como podemos cobrar um posicionamento adequado do designer em frente ao empresário cobrando valores justos e gerando projetos de qualidade se os próprios cursos estão aí cada vez mais baratinhos e acessíveis sem um controle mais rigoroso quanto à qualidade? Não dá, mesmo! Será que podemos puxar a orelha também das associações? Ou elas estão isentas de culpa?
  • Cursos que nasceram pós-64... profissionais apolitizados sem representatividade em sindicatos e afins. Nada muito diferente do corpo estudantil, enfim. Não estou sendo determinista, é apenas um diagnóstico superficial. O Clodovis Boff tem uma explicação muito boa em seu livro: "Como trabalhar com o Povo" em que ele explica a classe média. Pra mim, a justificativa está ali. Abraços.
  • Oi Cleber, As faculdades de Goiás estão incluídas na estatística. Eu só não citei especificamente, pois eu comentei por cima só sobre os estados com mais faculdades e os que tem menos. Não citei formalmente os que ficam no meio-termo (que não tem nem muitos nem poucos cursos), e Goiás está nesse grupo. Entre lá no site do MEC e você pode consultar as faculdades de Goiás que tem o curso de Design. Cordialmente, Ricardo
  • Acho que a resposta é o atraso econômico e mental do povo brasileiro junto ao empresário. Até hoje vale tanto para o político quanto para o novo microempresário a regra do "sobrinho-do-meu-cunhado-que-sabe-mexer-no-corel" resolve tudo. Ninguém de outras áreas vê a importância do design por ser conservador e achar que essa é só mais uma epata da construção da empresa que é fácil de economizar. Só comprar uma faixa amarela e colocar na rua com umas letras vermelhas (ação ilegal, diga-se de passagem) e chamar um micreiro pra "desenhar" um cartas bem legal na frente da loja. Pronto está ai a realidade de 90% da empresas brasileiras.