MUITO ALÉM DA LOGOMARCA… (Parte II da coluna “LOGOMARCA?”)

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Se você compartilhou da “polêmica” gerada por minha coluna anterior entitulada “Logomarca?”- que bateu recorde de comentários – falando sobre o erro desta expressão no meio dos designers, agora vem a segunda parte da inflamada discussão!

Me surpreendeu muito o número de comentários gerados a partir da minha coluna “Logomarca?”, que colocava em discussão o uso desta errônea terminologia dentro do nosso mercado.

Alguns defenderam o uso, dizendo que não há nada demais… outros, já com “gosto de sangue na boca” concordaram que o uso de tal expressão é errado e deve ser banido do meio. Enfim… isso dava papo pra mais de mês…

Nesta 2ª parte da coluna, venho atender os pedidos de algumas pessoas que leram minha coluna anterior – sobre a diferença de marca, logotipo, etc – e ainda explanar sobre outras questões teóricas que podem ajudar muito mesmo profissionais mais experientes que, às vezes por falta de embasamento teórico, não conseguem defender seu trabalho junto aos clientes e podem perder espaço para profissionais menos qualificados que possuam apenas uma “boa lábia” de argumentação para justificar suas marcas de “cliparts”.

MARCA – Empresas que desejam transmitir aos consumidores de seus produtos ou usuários de seus serviços em geral, procuram atribuir todos seus melhores quesitos a uma MARCA forte e estável, que possa transmitir, mesmo que de maneira subjetiva, tudo isso.

A marca – em um contexto geral – é a combinação de um SÍMBOLO e um LOGOTIPO. Pode acontecer destes serem utilizados separadamente e, mesmo assim, representá-la de forma satisfatória. Exemplo disso, como já informei na coluna anterior, é a marca da empresa de produtos esportivos NIKE, onde somente o símbolo “swoosh” ou o logotipo “NIKE” são utilizados em suas peças, como casacos, tênis, raquetes, etc. Ambos já representam a marca e aparecem, apenas em raríssimas ocasiões, juntos.

SÍMBOLO – Desenho de uma figura abstrata ou figurativa que faz parte da marca. No caso que estamos usando como exemplo, o da marca NIKE, o símbolo é aquela “voltinha” que aparece na maioria das laterais dos tênis da referida marca, o “swoosh”. Este é o SÍMBOLO da Nike.

O símbolo deve, de alguma forma, possuir características que permitam a quem o observa intuir sobre seu significado ou os atributos do produto ao qual este está relacionado. O símbolo da ONG “Care” por exemplo são várias mãos como se fossem sujas de tinta e impressas no papel. Isto transmite a idéia de CUIDADO , ATENÇÃO e, sua representação, parecendo serem mãos impressas na tinta, remete ainda ao trabalho paralelo com CRIANÇAS. Portanto, apenas o símbolo, neste caso, já transmite o conceito, mesmo sem se utilizar da palavra “CARE” (cuidado em inglês).

Outro exemplo de símbolo que transmite bem seu conceito é o da marca PUMA. Também do segmento esportivo, seu símbolo é a silhueta de um felino puma, em pleno salto. O que denota velocidade e agilidade, atributos que todo atleta deseja ter.

Outro símbolo muito famoso – que é basicamente uma ilustração monocromática – é o da multinacional alimentícia Nestlè. Este foi inspirado no nome do fundados da empresa, o Sr. Henri Nestlè. O símbolo é um ninho em razão do sobrenome do Sr. Henri. A palavra NEST, em inglês, significa NINHO, e daí o sobrenome Nestlè. O símbolo, que é um ninho com 2 filhotes e a mãe pássaro os alimentando remete à alimentação (claro) e ao cuidado familiar, principal linha de mercado da marca, com papinhas, suplementos alimentares, achocolatados e etc.

Como vocês podem notar, os bons profissionais têm razões e motivos para desenvolver símbolos que serão pertinentes à marca em questão. Um símbolo não deve ser apenas uma “conceitualização sem fundamento e apenas esteticamente interessante”.

LOGOTIPO – Para os que ainda têm dúvida sobre a expressão logotipo, a explanação é fácil. Logotipo é o nome de uma empresa, serviço, etc com uma tipografia específica e que diferencie a palavra do lugar comum. Tal tipografia (letras) pode ser feita com elementos ilustrativos misturados a ela, como florais e elementos gráficos. Pode ser também uma tipografia com pequenas alterações como, por exemplo, o logotipo da gigante da informática MICROSOFT.

Outro exemplo claro de LOGOTIPO é o nome da marca INTEL INSIDE, onde o nome está escrito com uma disposição das duas palavras uma sobre a outra e com uma letra ligeiramente cursiva.

Quando falamos, por exemplo, “a marca da Shell”, ou “a marca da Volkswagen”, estamos na verdade nos referindo ao SÍMBOLO, destas marcas. No caso da Shell, uma concha e, no caso da Volks, as iniciais das palavras alemãs que são a marca V e W (Volks = povo / Wagen = condução – ou seja: carro popular). O V está sobre o W envoltos em um círculo, com um fundo azul. Ideal para ser aplicado nos painéis e traseiras dos automóveis.

Espero que depois de terem lido esta coluna, vocês possam compreender a importância deste conhecimento teórico para defender um trabalho junto a um cliente e ainda, diferenciar-se de profissionais despreparados e que ficam brincando de desenhar no Illustrator e no Corel como se fossem profissionais.

Em uma próxima coluna vou falar sobre mais algumas questões relacionadas à representação visual de idéias. Para quem não sabe, símbolos e idéias vem muito antes de Cristo. A humanidade já os utiliza desde os tempos das cavernas.

Um abraço a todos e aguardo os comentários!

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  • Ainda acredito que logomarca seja um pleonasmo.
    É o mesmo que dizer “pica-pau” (vamos ver se alguém entende).
    Outro excelente artigo.
    Abraços

  • DEBATE VAGO E FRACO.
    TÊM PROFISSIONAIS DE DESIGN QUE DENOMINAM LOGOMARCA E TEM ESTÚDIO, EMPREGAM FUNCIONÁRIOS, TÊM CARRO DE 60 MIL REAIS NA GARAGEM E NEM TEM FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA NA ÁREA.
    E TEM NERDES DESEMPREGADOS QUE DEFENDEM SEU “LOGOTIPO”.
    O MERCADO É COMO A VIDA: VOCÊ VALE O QUE TEM.

  • Vamos lá… respondendo ao comentário do Marcelo Furtado:

    Marcelo, entendo que o capitalismo desenfreado é responsável por sua opinião e mais, o horizonte mostrando cada vez mais figuras como o Ronaldinho (que inclusive é reitor de faculdade, você sabia?) e diversas outras personalidades bem-sucedidas que não necessitaram de estudo para chegarem onde estão é que é o responsável pela formação de opiniões como a sua. Nada contra.

    O problema é que em razão do mercado estar cada vez mais voraz, várias empresas, apenas para serviço de Auxiliar de Serviços Gerais, já estão exigindo 2º grau (ensino médio completo). Agora imagine você, para chegar a um posto mais elevado… qual diferencial se faz necessário?

    Conheço muitas pessoas que não têm a metade do estudo que eu e talvez tenham mais dinheiro. Isto não serve de parâmetro. Ou então você está se comparando com o “Zé da Banca”, que dá palestras por 3 mil reais só porquê conseguiu obter sucesso com sua banca de camelô. Creio que cada nível e cada estilo de argumentação se faz pertinente a um caso. É perda de tempo, por exemplo, ensinar Física Quântica a um jegue, concorda?

    Só alerto para uma coisa: a definição “você vale o que tem” é uma máxima um tanto radical demais. Pois nivela todos ao nível de que o carro que a pessoa possui ou a casa é que determinam seu caráter e sua postura perante o mundo.

    Enfim, discussões rasteiras para rasteiros argumentos. E se cada um vale o que tem, uma coisa é certa: carros, casas, roupas, dinheiro.. tudo isso um vendaval, uma enchente, um incêndio, podem levar… conhecimento é PESSOAL e INTRANSFERÍVEL. Pense nisso.

    Obrigado pelo comentário.

  • Parabéns a segunda parte do artigo, veio mesmo para complementar a primeira parte.

    mas não vou nem entrar na discussão com o marcelo pq não vale a pena… realmente, dizer que “o mercado é como a vida: você vale o que tem” foi péssimo… nada pessoal, mas foi realmente terrível!!!

  • Um velho professor da faculdade dizia que era impossível ‘doutrinar’ ou controlar a língua portuguesa. Ela, a exemplo de outros idiomas, é viva. Mutável.
    Um dos exemplos mais recentes é a palavra ‘ficar’, que antes significava estar, permanecer, e agora significa namorar sem compromisso, beijar. Acho que as próximas edições dos dicionários já trarão este significado para ‘ficar’.

    Da mesma forma, brigar contra o termo ‘logomarca’ não me parece uma luta possível de ser ganha. A palavra já está no dicionário, na internet… Logomarca vem de Logotype Marketing, um neologismo criado por publicitários nos EUA e que já tomou conta da nossa área.

    Tentar barrar o termo, impedindo que ele cresça, seria como tentar barrar um Tsunami.
    Eu não uso o termo mas não condeno quem use. Se o cliente quiser uma ‘logomarca’, eu vou lá, crio um logotipo e deixo que ele use o termo que quiser.

  • é… um termo criado por publicitários da mesma maneira que a sociedade de consumo, q queira ou ñ esta debilitando o design na sua concepção mais pura: “projetar para as pessoas, responsabilidade com a sociedade”, mas em função dessa sociedade de consumo e de troca, projetamos não para a sociedade, mas para o incentivo de troca, numa constante, infinitamente… contemplando sempre o mercado, nunca as pessoas.

    queria saber até quando, para maquiar uma realidade e sempre vender mais, os publicitários vão interferir na área do design.

    fica a minha pergunta.

    abs a todos

  • Acho que correr atrás do texto mais comentado é igual a brincar de quem mija mais longe.

    Se a maior parte das pessoas não tem ensino superior (nem mesmo o mais comprado e banalizado), são quem financia a TV e tudo mais q emburre a todo mundo, prefiro ignorar.

    Triste ver um espaço como este sendo mal utilizado.

  • Respondendo ao comentário do Rodrigo Pedron.

    Rodrigo, quanto a sua afirmação sobre o texto mais comentado, não entendi bem. Você está insinuando que eu coloco minhas colunas aqui apenas para que receba + comentários?

    Outra questão: a “má utilização” do espaço se refere ao tema ou aos comentários?

    Sobre a questão da TV, sim… concordo plenamente, apesar da internet, youtube, celulares, video-games e outros meios estarem minando um pouco a força da tv, esta ainda define a maioria da linha de pensamento das pessoas.

    Acho que o site está para somar e SIM, fomentar discussões pertinentes ao design, à sociedade, à mídia e tudo mais que existe interligado ao mercado, por que não?

  • Antônio, vou tão na contramão de seu pensamento que esse espaço para comentários talvez seja insuficiente. Mas é que seu texto é tão incisivo que me sinto na obrigação de fazer uma réplica.

    [i]Logos[/i], então, como já foi dito, quer dizer “palavra, conhecimento, razão”, em grego.

    Símbolo tem tantas explicações que fica difícil até não entrar em outras discussões. Mas o Houaiss, na rubrica da semiologia, define assim: “signo que apresenta relação arbitrária, baseada apenas em convenção, com o objeto ou a idéia que representa”

    A palavra [i]marca[/i], no sentido como é empregado por designers e publicitários, remete a um significado mais abstrato. Não se trata de marca enquanto forma, como um desenho, ou como algum símbolo que represente uma empresa. A marca de uma empresa é intangível. Uma série de elementos, cognições, símbolos e experiências fazem uma marca. A contrução da marca de uma empresa não se conclui quando seu logotipo está pronto. A marca vai muito além. Veja você, Antônio, o que é o Top de Marcas. Esta premiação verifica a marca mais lembrada – e não seu logo – em cada categoria.Percebe que estamos falando de coisas completamente diferentes? Marca e logotipo.

    Mas se procurarmos no dicionário, veremos que marca tem uma infinidade de outros significados, inclusive aquele que você deu.Marca é, sim, também, a combinação de um símbolo com seu logotipo.
    O símbolo da Nike não é só “aquela voltinha”, o tal de swoosh.Mas “aquela voltinha” e o nome Nike.

    Estou obviamente me apegando a teorias Peirceanas sobre símbolos.

    Seguindo este raciocínio, a palavra-marca não me parece tão errada assim. Nem neologismo, nem pleonasmo, nem redudância. A palavra-marca é sinônimo da palavra-símbolo e da palavra símbolo.

    Saio, então, em defesa da logomarca! Antes que me critiquem, sou designer de direito e me considero designer de fato. Gosto de sublinhar essa questão pois conheço toneladas de designers formados que não valem nada. Que fazem muito menos design do que aqueles repugnantes “micreiros”. Uma coisa é ter o direito de se dizer profissional, outra, é ser profissional de fato. Mas isso é vinho de outra pipa.

    Voltando,logomarca está corretíssimo. Defendo largamente o seu uso. Logotipo, a palavra-tipo, é a palavra tipograficamente representada. Logograma, sua representação figurativa. Logomarca, símbolo e marca são a mesma coisa. Assim A logo, no feminino, é redução de logomarca e O logo, no masculino, de logotipo.

    Essa é a minha leitura. É evidente, Antônio, que eu não sou idiota e sei que em roda de designer: não se deve falar bem do Hans Donner; nunca se deve falar mal do Mac; nunca diga que o Corel é melhor do que o Illustrator; e jamais deve-se dizer logomarca. Mas isso é puro preconceito teórico. Converso com meus clientes e encho a boca pra falar logomarca. Principalmente quando tem algum designer por perto.

    É evidente, Antônio, que quando uso a palavra tenho plena consciência do campo em que estou entrando. Mas, repito, não vejo qualquer problema em seu uso. E veja que nem entrei no mérito da questão discutível (no mínimo) se podemos chamar de erro aquilo que todo mundo fala.

    Escrevi esse “comentário” na busca de deixar registrada a minha visão sobre essa questão. Mas não acho que o espaço seja o melhor para tanto conteúdo. Em breve, quero fazer um texto e postá-lo aqui: http://designuel.blogspot.com/

    Gostaria de saber, futuramente, das possibilidades de se postar neste blog que é ótimo.

    E parabéns pelo artigo. A discussão é pertinente

  • Sou leiga na área de design, mas como professora de português não pude deixar de me interessar por esta discussão e expor minha opinião sobre o assunto. Uma das primeiras lições que aprendi na faculdade é que não existem erros de português e sim diferenças/alternativas de uso em relação à regra proposta pela gramática normativa – que imaginamos ser uma regra única mas não é, uma vez que existem muitas diferenças entre os dicionários e as gramáticas, que variam de acordo com as “opiniões” do autor (bem, não entremos neste mérito!).

    O que a gramática tradicional chama de erro geralmente é um fenômeno com explicação científica demonstrável – alguém comentou acima por exemplo que “logomarca” vem do termo publicitário “logotype marketing”; considerando esta afirmação como verdadeira, devemos nos perguntar como ou por qual motivo o termo passou a ser empregado na área de design, encontrando assim uma explicação.

    Se muitas pessoas, inclusive ditas cultas ou “designers profissionais”, estão utilizando um termo que foge à regra prescrita, é porque uma nova regra pode estar sobrepondo-se à antiga – pois a língua é um fenômeno social e portanto mutável! Muito do que é visto hoje como “certo” já foi “erro” no passado. Assim, o que é “erro” pode vir a ser aceito como “certo” no futuro da língua.

    Não acredito que um designer possa ser chamado de “despreparado” somente por utilizar um termo que não é bem aceito por pessoas que conhecem etimologia ou não aceitam a utilização de um termo vindo de outra área (publicitária no caso). Existem muitos profissionais enganadores em qualquer área, mas não me parece que a confusão entre os usos de logomarca/logotipo prejudique a qualidade do trabalho de um profissional do design.

    Achei muito bom um trecho do comentário de Morandini que diz: “se o cliente quiser uma ‘logomarca’, eu vou lá, crio um logotipo e deixo que ele use o termo que quiser”. Penso que estamos sempre aprendendo novas formas de dizer, para que possamos participar com êxito de diversas interações verbais, desde as familiares até as profissionais. Tal aprendizado deve considerar como as pessoas se comunicam dentro de cada grupo social. Na conversação, o ouvinte tem sempre uma expectativa em relação à linguagem que o falante irá utilizar. Pode-se dizer que em muitos casos o “errado” venha da quebra de expectativa do ouvinte (ou do leitor) com o uso inadequado de um vocábulo.

    Assim, um designer profissional que se preocupa em diferenciar os termos “logomarca” e “logotipo” tem a expectativa de ouvir os termos devidamente diferenciados; já um cliente que ouviu muitas vezes os dois termos sendo usados praticamente como sinônimos não.

    O certo será então saber adequar-se a situação de comunicação. Um designer informado sobre a existência da polêmica entre os dois termos saberá perceber que não há motivos para “corrigir” um cliente que deseja utilizar “logomarca”, mas sim usará a mesma forma para que a comunicação se dê da melhor maneira possível.

    Concluo dizendo que as idéias que acabei de apresentar são um conjunto do que penso, do que estudei na faculdade e do que li de Marcos Bagno (livro: Preconceito Linguístico) e Dino Preti (coordenador do Projeto Norma Urbana Culta – NURC-SP) – dois autores que recomendo a quem se interessa por estudos de língua.

    Espero que ninguém saia por aí utilizando nomenclaturas de suas áreas de forma inadequada, mas que também reflitam sobre a questão do preconceito lingüístico perguntando-se primeiramente o que é um erro de Língua Portuguesa.

    LOGOMARCA SEGUNDO HOUAISS (na minha opinião o mais completo dicionário da Língua Portuguesa, portanto o melhor!):
    substantivo feminino
    Rubrica: publicidade.
    1. conjunto formado pela representação gráfica do nome de determinada marca, em letras de traçado específico, fixo e característico (logotipo) e seu símbolo visual (figurativo ou emblemático)
    Obs.: cf. logotipo
    2. Derivação: por extensão de sentido.
    representação visual de qualquer marca

    (tirem suas próprias conclusões!)

    Quero, ainda que discordando um pouco deste artigo, deixar os meus parabéns pelo blog; muitas dicas estão sendo úteis para mim neste momento em que pretendi dedicar-me à construção de um site sobre redação tendo poucos conhecimentos sobre design (e mesmo sobre programação! Hehehe!)

    Abraços!

  • Oi!

    Queria dizer que aqui na minha Universidade na Alemanha tambem tivemos uma discussão parecida. Se deveriamos usar a palavra “logotype” ou a em alemao “Erscheinungsbild”.
    Venceu a em alemao, pois o professor preferiu.. (Durante um dia).
    Mas no final das contas, eu continuo chamando de logotype e em portugues de logotipo.
    Eu pessoalmente nao chamaria de logomarca, mas nao corrigiria ninguem que preferisse falar assim, desde que eu tivesse a certeza de que estamos falando sobre a mesma coisa!

    Sobre o comentario do Marcelo Furtado… Deve ser triste uma vida assim, de mercado. Quando nao se tem nada, nao se é nada.
    Wooww, foi realmente pessimo.

    Abracos a todos. =)

  • Antonio concordo quando você fala da importância do embasamento teórico. Principalmente quando nos deparamos com clientes extremamente exigentes que questiona cada pingo que colocamos nos “is”. Quanto ao uso dos termos acho que não deveríamos ser tão exigentes, sei que alguns autores já aboliram a expressão logomarca, mas acho que é mais uma questão pessoal. Isso me lembra BRAHMA ou ANTARCTICA? COCA-COLA ou PEPSI? COREL ou ILLUSTRATOR? PC ou MAC?..tudo é uma questão de preferência, de cultura. Abraços.

  • Antonio,

    Parabéns pelos esclarecimentos, participei de congressos com o tema design onde o uso dos termos logotipo ou logomarca foram motivo de horas de discussões com nomes importantes do meio. Como exemplo experimente falar a Alexandre Wollner o termo logomarca, ele fica incomodado, poderia até arriscar que ele fica irritado mesmo, e eu concordo com ele e com as explicações do artigo aqui apresentado. Fico muito feliz pelos caminhos que esta profissão está trilhando e por podermos compartilhar as diferenças e carências do design. Mais uma vez PARABÉNS!!!!

  • A vc, Antonio e todos que contribuem para o sucesso e a funcionalidade deste espaço, meus PARABÉNS!
    Sou micro-empresário da área de alimentos (distribuidor), e estou cursando Comunicação Institucional na Universidade Bandeirante de São Paulo. Estava procurando alguma matéria para embasar o plano de comunicação que estamos desenvolvendo para uma ONG, em nosso grupo, o qual valerá como trabalho de conclusão de curso, o famoso TCC.
    A discussão acima, bem como as réplicas e comentários, já serviram, ao menos, de ilumniador e norteador para nossa defesa. Precisamos, justamente, propor a mudança do logotipo que, em nossa visão, está em desacordo com a imagem pretendida e a realidade da Associação.

    Deixo aqui meu MUITO OBRIGADO e desejo a todos: Sucesso e Bons Trabalhos!
    Abraços!
    Artur

  • Olá, acho importante que o prifissional da área do design, saiba as diferenças entre LOGOMARCA/LOGOTIPO. Eu por exemplo usava a palavra logomarca, até que um dia fui “bronqueado” por um chefe. Ele me explicou o quanto é importante para um profissional ter embasamento teórico e usar os termos técnicos corretamente. Sei que isso não basta para se definir um profissional. Mas, proponho esta questão: Você precisa de um médico pois está com uma leve coriza. Chegando ao hospital, você é recepcionado por dois profissionais. O profissional A, diz a seguinte frase: Receitarei um remédio para a sua coriza. E o profissional B diz: receitarei um remédio pra sua “catarreira”. Qual profissional você escolheria? É claro que o médico A, que usou devidamente os termos técnicos corretos, vai ter mais credibilidade.
    Eu não acho que o uso do termo logomarca seja errado, mas é um termo que eu não uso mais no meu dia a dia. Acho que os profissionais que querem ser mais respeitados e valorizados, têm que se lapidar, não só nas técnicas e no resultado final de sua criação, mas também em sua aparência, vocabulário, teoria, etc. Todos nós sabemos que não basta um empresa ter bons produtos, se não sabe mostrá-los aos consumidores. Não basta produzir rápido e em grande escala se não tem uma imagem de respeito na mídia. Assim é com o profissional de design, ou de qualquer outra área. Não basta ter um bom portifólio.
    essa é a minha opinião…

  • Concordo sobre a organicidade da língua e sobre o profissional ser flexível no entendimento com o leigo. Isso não significa que a terminologia profissional deva estar à mercê dos neologistas de plantão, da influência do amador ou pela inscrição do verbete em dicionários, especialmente quando os termos corretos existem e são adequados. Particularmente acho ‘logomarca’ estranho, especialmente a justificativa de indicar uma marca que contém símbolo gráfico isolado, como se a forma gráfica da tipografia não exercesse função de comunicação imagética… A Fedex é “logomarca” ou logotipo? O Carrefour é “logomarca” ou logotipo? E a Coca? Enfim, não sei se fui claro, mas afinal a discussão é antiga e viciante… rs Abraços

  • Não vou discutir o uso da palavra, vou me ater a discutir um exemplo. Tem um conhecido meu que por usar o Photoshop, tem a mania um tanto quanto chata de dizer que é designer, mesmo me conhecendo a fundo e sabendo que ele não entende muita coisa ( pra não dizer nada ). Certo dia, ele fez algo que ele deu o nome de logotipo e nisso, eu brinquei e coloquei “logomarca” pro uso ruim dele, a nomeclatura viria a caber. Ele achou que eu estava corrigindo ele rsrsrs Simplesmente me respondeu com um conceito de uma forma arrogante em como se usa esse tipo de nomeclatura. O trabalho que ele fez não tinha nada de correto segundo as leis de aplicação de uma identidade como degradê, trezentos milhões de elementos de apoio além do básico “socabrush” de sempre. Analisando aquela atitude, eu peguei exatamente o primeiro post e mandei pra ele. Não adianta discutir com pessoas que vendem uma identidade pra uma peça de teatro por 2.500 e não sabem o que é um manual de aplicação. Elas entendem como isso ou o cliente entende. No final, podemos apenas explicar a diferença e se ele desejar continuar usando a informação correta ou não, é da vontade dela, assim como é de vontade de várias pessoas do mercado escolher um trabalho ruim pra uso pra empresa. O importante é sempre você manter uma qualidade excelente e vender a sua idéia pelo seu valor.

  • Gostei muito das informacoes.Voce poderia trazer algumas informacoes relacionadas alem do produto,empresa, politica ,seitas e religioes, entidades filantropicas,politica etc., por detras de logomarcas, sabemos que nos ultimos tempos tem surgido uma onda de propagandas em volta disto.Abracao.

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