Talentos – Cristiane Cruz


Olá, pessoal. Hoje estou empolgado pra mostrar coisa boa. Depois de uma semana #tensa resolvi gastar alguns minutos trazendo inspiração à vocês. Gosta de design? Gosta de game? Então esse post vai te interessar. E dessa vez quem não passou despercebido às minhas andaças foi a designer e ilustradora Cristiane Cruz. Conheça mais sobre ela.

O processo criativo de cada um muda de acordo com vários fatores, o meu em especial precisa de referências. Gosto de descobrir e analisar projetos de outros profissionais. Tenho uma minicoleção de portfólios que costumo visitar de tempo em tempo para manter a mente sempre ativa, e essa lista não para de crescer. Foi então que descobri Cristiane Cruz.

É engraçado como você entra e sai da faculdade sem saber das jóias preciosas quem sentam do seu lado. Você nem percebe o quão excelente o seu colega de classe pode ser, simplesmente por que você nunca perguntou. Então para corrigir aos poucos esse erro estou trazendo a Cris pra vocês.

Cristiane M. F. Cruz Solteira, 23 anos, escorpiana, natural do rio de janeiro. Ilustradora e webdesigner freelancer, apaixonada por produção gráfica e tipografia.

Essa é uma pequena descrição feita por ela mesma no seu portfólio mas eu com certeza incluiria várias linhas para enumerar suas habilidades. Além de designer e  ilustradora. Suas principais habilidades são concept art, ilustração comercial, game design, criação de ícones. Também manda com perfeição no layout para games, em especial para MMORPG. Entre outras. Além de ter vencido um concurso para escolher a logo de uma escola de samba carioca.

O principal projeto que está trabalhando atualmente é o remake de todo layout e redesign dos ícones do game Star Wars: The Old Republic e ilustrações para uma linha de perfumes baseados em cartas de tarot.

Agora menos papo e mais ação. Tome ae alguns trabalhos da cris.

Hope - Good vs Evil  Ilustração abordando o tema Bem vs Mal. photoshop+opencanvas.
Hope - Good vs Evil
Hey God !  Ilustração para pôster em evento, ilustrando o baterista da banda The Gazette.
Hey God !
Trash Man - Gazette Vocal Illustration  Ilustração do vocalista do gazette baseada no clip da banda.
Trash Man
Skecthes  P&B sketches de foto referência
Skecthes P&B
Tributo a hideto Matsumoto - arena37º  Ilustrações vetoriais produzidas para a revista arena 37 degree para aniversáriod e morte do guitarrista hideto Matsumoto, publicadas na edição de maio de 2009.
Tributo a hideto Matsumoto - arena37º

Segue o portfólio da Cristiane Cruz:
http://www.kawek.com.br/cristie

Twitter: @cristie_c

Este portfólio está hospedado no Kawek. Você já conhece o Kawek?

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PERSONALIZAÇÃO NA TERRA E NO AR

Como aconteceu com os carros, que ganharam acessórios modernos em um movimento chamado tuning, os aviões também estão sendo incrementados. Tarso Marques, piloto da Stock Car, já está acelerando nesse segmento. Ele, que comanda a Tarso Marques Concept, empresa que personaliza motocicletas, acaba de desenvolver um projeto para o dono de uma empresa farmacêutica. Marques customizou duas motos Harley Davidson e um avião Bombardier Learjet XR 40 avaliado em US$ 9 milhões. Os veículos foram pintados com faixas vermelhas e o interior da aeronave recebeu couro, madeira, luminárias e detalhes cromados.

Informações pelo telefone (41) 3229-1717.

Extraído da IstoÉ Dinheiro: Carlos Sambrana

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/573/artigo102821-1.htm

Website da TM Design: http://www.tmconcept.com.br/

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Identidade Visual da Azul: Resultado dos 7 erros

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras vem para mexer no setor de aviação civil e esquentar a briga entre as poucas operadoras existentes no Brasil. A princípio, isso é uma notícia boa, quando lembramos o estágio em que se encontra a qualidade dos serviços de transporte aéreo nacional. A empresa promete elevar o nível do atendimento, oferecendo vôos sem escalas pra muitas cidades não atendidas, colocando TV em todos os assentos e até quem sabe oferecendo algo melhor do que amendoim, pra quem paga R$ 300  por uma passagem. O nome Azul é simpático, simples, foi escolhido por votação popular e abre um leque muito amplo de possibilidades de exploração visual do conceito, tal qual foi feito pela operadora de celular Orange, na Inglaterra.

Depois de conhecer o nome, fiquei esperançoso de que a Azul fizesse algo melhor do que a concorrência tem feito, em termos de expressão visual de marca. Quando vi o resultado, fiquei da mesma cor da empresa: azul. Depois amarelo. Depois vermelho. Nunca uma identidade visual provocou tantas sensações coloridas em mim. Azul de passividade. Amarelo de enjôo. Vermelho de vergonha. Como uma empresa que se propõe ser moderna, honrar nosso país e aumentar o nível da aviação faz ISSO?

A seguir, coloco as 7 razões que justificam minha reação. Elas se baseiam no texto que está no site da companhia, na seção Imagem Corporativa (sic).

Erro nº 1: “A criação é de Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul.”

Começamos muito bem, com um diretor de marketing assumindo a tarefa de fazer um sistema de identidade visual (SIV). Na verdade não apenas diretor de marketing, mas um diretor-de-marketing-de-arte-arquiteto-faz-tudo. Não estou querendo dizer que somente designers podem fazer esse tipo de tarefa. Se um pipoqueiro, um cuspidor de fogo, um jornalista, um médico quiser fazer esse sistema, ele pode fazê-lo. Qualquer um pode, desde que tenha as “competências” para isso. E, amigos, as competências para construir um SIV não são poucas. Construir e eleger elementos de marca que sejam memoráveis e atraentes, tenham significado, sejam transferíveis e adaptáveis, possam ser protegidos legalmente, tenham resistência à aplicação em diferentes pontos de contato e impacto, atendam exigências ergonômicas etc., não é nada fácil. É um quebra-cabeças difícil. E não é daqueles para crianças de 3 anos. É para gente grande, com maturidade suficiente para combinar as peças nos lugares certos, sem afetar as que já estão posicionadas. 

Um diretor de marketing é uma peça essencial no processo, assim como a alta cúpula de empresa, visto que eles conhecem muito bem a natureza do negócio, sua posição atual, seu direcionamento, valores e crenças, enfim, aquilo que compõe a sua essência. Mas seu papel termina aí. Começar a projetar SIVs exige mais do que boa vontade e conhecimento administrativo, exige habilidades projetuais, que incluem a manipulação e gestão de recursos visuais, algo que não está ao alcance de quem não foi preparado pra isso. O diretor de marketing da companhia aérea Azul, que também já foi diretor de arte, deveria ser o primeiro a delegar essa tarefa para equipes de especialistas no assunto. O que acharia um diretor de marketing ao ver um designer tentando fazer estratégias de marketing, sem ter competência para isso?

Erro nº 2: “Este mapa “pixelizado” é a peça central da imagem corporativa.”

Quem conhece gestão de marcas sabe muito bem que imagens não são construídas ou controladas pela empresa, de modo que ninguém pode afirmar que a imagem será isso ou aquilo. O que é passível de ser controlado é a identidade, que é um conceito de emissão. A imagem é um conceito de recepção, e como tal não pode ser controlada, mas apenas influenciada. Essa imagem é como um quebra-cabeças que será formado com muitas das peças que a identidade fornecer. Se forem escolhidas as peças certas, a imagem formada poderá ser parecida com aquela que a empresa deseja. Mas não há como prever que imagem irá surgir, pois as peças vêm de muitos lugares, não apenas da identidade.

Erro nº 3: “A logomarca escolhida homenageia nosso país.”

Os erros presentes nessa frase vão desde o uso de expressões vagas como “logomarca”, que nada dizem, a problemas sutis de significado, como achar que identidade visual é um desenho. Ao invés de construir o sistema de identidade baseando-se primeiro no DNA da marca, depois na linguagem e estilo corporativo e por fim no código visual, o processo todo girou ao redor de “logomarcas” poderosas que definiriam um dos ativos mais importantes da empresa, que é sua identidade. Esse é um erro primário, de quem desconhece o papel vital de um sistema de identidade visual na formação de brand equity.

Além de demonstrar falta de conhecimento sobre princípios de construção de identidade, essa frase esconde uma premissa questionável: que vontade louca é essa de “homenagear” nosso país, vinda de um estrangeiro? Posso encarar isso como sendo sincero? Um empresário americano pode vir aqui, montar uma companhia aérea, estimular a competição no setor, preencher uma lacuna de mercado (viagens diretas entre cidades), enfim, tudo isso pode ser ótimo e representar um avanço na infra-estrutura do país. Mas agora dizer que a empresa Azul tem intenções nobres e sinceras de homenagear o Brasil, já é demais. Como vamos acreditar que um empresário estrangeiro norte-americano veio de longe pra homenagear o país dos outros? Santa inocência hein! O objetivo dessa empresa é o lucro em primeiro lugar, e esse papo de homenagem é apenas para criar simpatia nos brasileiros, para que eles enxerguem com bons olhos tudo que a Azul Linhas Aéreas faz.

Erro nº 4: “O uso intensivo da cor, aliado a traços modernos, aponta para nossa visão deste País no futuro: moderno, vibrante, inserido num contexto global, mas sem perder sua exuberância e alegria, traços marcantes de nossa nação.

Traços modernos? Vamos acordar hein! Aí tem de tudo, menos traços modernos, tio. Essa abordagem de quadradinhos é o que eu conheço como síndrome de Coreldraw, onde tudo fica com cara de quadradinho, retângulo, bolinha e círculo. Até a palheta de cores usada nesse mapa se parece com a do Coreldraw (reparem nos azuis).

Um mapa fragmentado não é coerente com a idéia da companhia de “integrar as regiões”, ligar cidades, enfim “unir” o país. Ficou tudo com cara de compartimentos isolados que, mesmo sobrepostos, ainda passam a idéia de caixas separadas, contradizendo a essência principal da Azul, que é a ausência de barreiras, de limites. Tudo o que vejo nesse mapa são limites!!

A escolha das cores é um capítulo à parte, não menos incoerente do que os demais. Empresas low-fare se orgulham de cortar custos, oferecendo passagens mais baratas por conta da economia que fazem. Daí vem um diretor de marketing (o mesmo da falida Transbrasil) e cria um símbolo gráfico que tem todas as cores. Cadê a economia? Qualquer pobre designer sabe que cada cor adicional no processo significa mais custos. Mais uma cor? Outra passagem de máquina. Mais uma cor? Mais um vinil de recorte. Mais uma cor? Mais uma linha no bordado. Mais uma cor? Mais uma mão de tinta. Custos, custos, custos, sem falar na questão ambiental, onde mais cor pode representar mais componentes voláteis orgânicos liberados na natureza, e lá vem super aquecimento. O dono da Azul se preocupa com o aquecimento das suas aeronaves, mas não se preocupa com o aquecimento do planeta.

Erro nº 5: A logotipia emprega uma clássica família tipográfica, a Helvética. Sempre atual, ela transmite segurança, solidez e seriedade, fundamentais numa empresa aérea como a nossa, focalizada primordialmente na segurança e na qualidade operacional”.

Além de um desenho incoerente com a visão do empresário, cores escolhidas sem critério, o diretor de marketing se orgulha da “logotipia” escolhida, a saber, Helvética. Em primeiro lugar, que história é essa de logotipia? Eu já ouvi falar de logotipo, icotipo, zootipo, geotipo, fitotipo, logo (como os franceses e norte-americanos usam), mas “logotipia”?

Em segundo lugar, usar Helvética, a família tipográfica símbolo da Suíça é “homenagear o Brasil”? Ei, cadê o conhecimento histórico tipográfico? A própria palavra “helvetia” significa “Suíça” em latim, e vem me dizer agora que usaram um símbolo nacional suíço pra homenagear nosso país?

Mesmo que não tivesse relação com outro país, o tipo Helvética é um tipo que perdeu sua personalidade, por ter sido associada com praticamente tudo no período modernista, principalmente na década de 70. Sabonetes pra cachorro, águas minerais, órgãos do governo federal, hidrelétricas, caneta de R$ 1,99, enfim, muitas marcas dividiram o uso dessa família tipográfica, do mesmo jeito que fizeram com AvantGarde, Futura, Times New Roman, Arial, dentre outras.

Imagine várias emissoras de TV que, querendo parecer diferentes, utilizassem a voz do Cid Moreira na maioria dos programas. Ou se todos os locutores imitassem a voz do Silvio Santos na Record, na Globo, na Bandeirantes ou MTV. Que personalidade eu poderia atribuir a esses locutores que se preocupam em imitar os outros? Nenhuma. Pois é isso que acontece quando se usa uma família tipográfica desgastada pelo uso. A identidade perde personalidade, a voz se torna comum e, ao invés de posicionar a marca como sendo única e especial, eu digo a todo instante que ela é tão igual quanto todas as outras. Igual à Webjet, que também é companhia aérea brasileira, e que usa um tipo sem-serifa estilo Helvética. Por acaso a identidade não é aquilo que identifica você, que lhe torna diferente? Faz sentido fazer uma identidade igual à de outros?

Mas como um tipo de letra tem tanta importância assim numa identidade? A família tipográfica é parte do que se chama “sugestão periférica”, que afeta a maneira como elaboramos as mensagens que recebemos via sistema de identidade visual. A teoria que explica como associamos determinada tipografia a uma marca, idéia, pessoa ou nome é a mesma do condicionamento clássico. Segundo ela, toda vez que apresentamos um determinado estímulo (ENC) acompanhado de outro (EC), obtemos uma reação não-condicionada (RNC). Quando sempre utilizamos Helvetica, acompanhada de um estímulo positivo, nos momentos em que não tiver mais esse estímulo, a família tipográfica sozinha é capaz de despertar as reações emocionais que o estímulo original gerava. Só que quando usamos Helvetica com estímulos diferentes, esse condicionamento simplesmente some, seja por habituação (estímulos repetitivos perdem efeito com o tempo) ou por falta de isolamento da relação tipografia-reação, que reduz a reação cognitiva esperada.

O diretor de marketing também defende a escolha da Helvética por acreditar que ela transmite segurança, solidez e seriedade. Esse é um discurso vazio, de quem quer justificar uma escolha sem critérios. Reflete também falta de conhecimento sobre o papel da identidade visual, pois não é a tipografia que significa isso ou aquilo. É o contexto que fornece significado, de modo que mesmo a melhor identidade visual pode se tornar inútil se for mal aplicada ou se o contexto for contraditório. Esse fenômeno tem o nome de dissonância cognitiva, que ocorre quando o argumento diz uma coisa, mas as sugestões periféricas dizem coisas diferentes.

Erro nº 6: O processo de criação e aprovação levou ao redor de oito semanas para ser concluído. Foram cinco rodadas distintas na criação da imagem e sua aplicação nas aeronaves, com opiniões vindas de todos os principais executivos da empresa.

De novo, não se criam imagens, elas são resultado do sistema de identidade. Uma identidade visual do porte de uma companhia aérea, criada em 2 meses, só podia dar nisso. Dois meses é o que se gasta no mínimo para fazer o levantamento da realidade institucional e comunicacional da empresa. “Cinco rodadas distintas na criação” é um nome chique para algo que lá em Barbacena tem outro nome: projeto mal-feito, que precisa ser refeito 5 vezes. A escolha dos elementos visuais de marca é um processo, e não um resultado. Quando feito da maneira correta, o sistema de identidade visual recebe o código adequado (cores, tipografia, símbolos, nome, logotipo, grafismos etc) sem precisar ser refeito, pois cada nova etapa do processo só acontece quando a anterior foi aprovada.

Erro 7: “Mais de 80 layouts diferentes foram examinados. O processo foi facilitado por um fator: David tinha certeza absoluta do que queria. Portanto, havia sempre um parâmetro claro para julgar as diferentes opções apresentadas”.

Apresentar oitenta layouts me parece mais insegurança do que um resultado de estudo fundamentado em escolhas adequadas. ”Já que vai ser na base da tentativa e erro, vamos dar vários tiros, pois quem sabe um deles acerta o alvo?” O que você pensaria de um arquiteto, médico ou advogado que precisasse de 80 tentativas pra atingir um objetivo?

Mostrar tantas opções e ficar esperando que o presidente da empresa faça a escolha, pode ser encarado como uma atitude positiva, de quem quer ter certeza de que todas as alternativas foram esgotadas e haverá menos chance de erro. Mas, também pode ser visto como o reflexo de um processo amador, onde houve tudo menos competência, juízo e responsabilidade, para lidar com algo tão importante quanto a identidade visual.

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Tendências: muita calma nessa hora…

É bastante comum ver pessoas antenadas e correndo atrás das tendências lançadas nos maiores eventos mundiais, seja qual for o segmento: moda, decoração, novos produtos, dentre tantos outros. Enfim, sempre temos algo de novo, praticamente todos os dias.

Mas será que isso tudo tem realmente algo a ver com você usuário, seu estilo, suas necessidades, seus sonhos e expectativas?

Muitos clientes chegam até os profissionais com recortes de revistas (ou até mesmo várias delas inteiras) dizendo: é exatamente isso o que eu quero. Isso não só compromete negativamente a vida do profissional especializado como pode complicar a sua também.

Causa estranheza quando algum profissional de Design de Interiores/Ambientes, que passou por uma formação acadêmica bastante profunda e específica tanto na área técnica quanto na criativa, se submete a simplesmente “chupar” (copiar) um projeto seja lá de onde for. Isso tolhe a capacidade criativa do profissional. Ele tem habilidades e conhecimentos para muito mais que o simples copiar algo. E, com esta prática, fatalmente ele não vai conseguir responder à altura das suas expectativas pessoais.

(…)

Gostou?

Então leia o artigo completo no meu blog www.paulooliveira.wordpress.com

Este artigo foi escrito para próxima edição da Revista Mary in Foco, de Curitiba-PR.

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Resultado do 1o Concurso Talentos do Design MUELLER e FIAT

No começo de 2008, a FIAT do Brasil juntamente com a Mueller, formatou e apresentou ao mercado um novo desafio: um concurso voltado para o setor automobilístico para o ano de 2020, focado na interação entre os participantes. Este sesafio nos motivou e, em meados de fevereiro deste ano, a TipoD decidiu que participaria do 1º Concurso MUELLER – Talentos de Design 2008.
O concurso foi dividido basicamente em 04 etapas: avaliação de portfólio, seminário, briefing, desenvolvimento e apresentação. Na etapa de avaliação 31 proponentes enviaram seus portfólios e currículos para avaliação e seleção. Aqui foi realizado o primeiro filtro, verificando capacitação criativa, técnica e proximidade com o tema. Destes, apenas 13 proponentes prosseguiram. A TipoD foi a única empresa selecionada no Centro-Oeste e Sul do país, regiões em que possui unidades de P&D.
A fase de seminário ocorreu na sede da ABIPLAST em São Paulo, na semana de 19 de março. Ali todos os 13 selecionados foram bombardeados com a problemática do tema: o design do interior de um veículo para 2020, levando em conta todos os fatores sociais, tecnológicos e estilísticos do público-alvo abordado.
Participaram deste seminário a Sra. Esther Faingold (CEO da Mueller), Sr. Auresnede Stephan (Consultor do Concurso), Sr. Peter Fassbender (Diretor do Centro de Design FIAT Brasil), Sra. Márcia Auriani (Consultora), Sr. Manoel Muller (Presidente da ABeD), Sr. Paulo Rodi (Gerente do Centro Tecnológico da Mueller), Sr. Osmar do Amaral (Gerente de Engenharia da Mueller), Sr. José Vido (Gerente de Projetos Especiais da Mueller), além de técnicos e fornecedores de suprimentos e tecnologia para a FIAT e MUELLER. Nestes 2 dias, de perguntas e respostas, os selecionados delinearam seus briefings e ainda trocaram muitas experiências de mercado e percepções acerca do concurso e sua proposta, uma espécie de brainstorming de checagem. Afinal de contas somos concorrentes. Mas antes de tudo, fazemos parte de uma nata de profissionais e empresários extremamente pró-ativos e comprometidos com a qualidade final do trabalho.
Na terceira etapa, em que concorrentes deveriam checar conceitos e sanar dúvidas. A TipoD estava em fase de contra-briefing, ou seja, validando se as pesquisas realizadas e o nicho de mercado identificado eram consistentes. Era uma checagem de expectativas: um jogo de perguntas, respostas, adivinhações e análise de emoções expostas na mesa.
No dia 18 de junho estava agendada a apresentação de 40 minutos no Hangar 44, estúdio de design da MUELLER em São Paulo. O projeto foi realizado paralelamente nas duas unidades da TipoD, em Brasília e Florianópolis, onde alguns integrantes das equipes se juntaram aos oficiais apresentadores de projeto da empresa e pegaram a estrada, se deslocando novamente para São Paulo… As entrelinhas de como tudo foi planejado, desenvolvido, filtrado, construído e testado será apresentado posteriormente no BLOG corporativo da TipoD, acompanhem!

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A escolha do tipo de letra mais adequado

Escolher a face tipográfica (ou tipo de letra) é uma das tarefas mais complexas e importantes enfrentadas por um designer. Notadamente, a escolha da face tipográfica é um importante aspecto tangível não apenas em documentos mas em outros projetos de design como identidade visual, embalagens, websites, sinalização, dentre outros.

São muitos os fatores que influenciam essa decisão, como a adequação ao objetivo comunicacional, gênero, processo reprodutivo, condições de visualização, níveis de informação, idioma, contexto histórico, legibilidade, além do alinhamento retórico ao discurso da mensagem.

A adequação retórica, assim como os demais fatores, há muito tempo é objeto de pesquisas, identificadas sob palavras chaves como rhetorical typography, typeface persona, typeface suitability, text personas, typeface personality e assim por diante.

Para Schriver (1997), não basta fazer um documento legível. A segunda característica importante para uma boa escolha de tipo é a adequação retórica, ou seja, a relação entre a face tipográfica, o propósito do documento, seu gênero, a situação e as necessidades, desejos e objetivos da audiência. Isso é importante para que a tipografia influencie a maneira como os leitores percebem, organizam e memorizam o conteúdo dos documentos.

Muito se fala sobre a escolha apropriada da face tipográfica, levando-se em conta os diferentes fatores da comunicação, mas uma das mais difíceis decisões recai sobre o valor semântico, no que diz respeito ao significado ou personalidade da forma da letra. A dificuldade vem do fato de ser um fator subjetivo, de difícil mensuração.

Pesquisas sobre personalidade tipográfica

Já faz tempo que se estuda a personalidade das letras. Dentre os primeiros estudos estão Poffenberg e Franken (1923) que avaliaram 29 faces e Brinton (1961) que utilizou a técnica do diferencial semântico para verificar a percepção por parte de grupos de experts e amadores.

Depois deles, diversos livros e artigos sugerem que determinadas faces possuem personalidades, tons ou vozes próprias e que é tarefa do designer decidir qual delas se alinha com o objetivo retórico do discurso tipográfico. Esses estudos tentaram demonstrar que os leitores tem consciência e habilidades para fazer julgamentos acerca da adequação da face tipográfica. Dentre esses estudos, Jan Tschichold (1991) defendia que diferentes faces tipográficas tinham personalidades diferentes e que o caráter do tipo deveria combinar com o caráter do texto verbal.

Outros ainda argumentam que a linguagem visual da tipografia e outros elementos podem oferecer uma textura visual, tom e clima e que a linguagem sugere uma instância retórica: séria, conversacional, depressiva, energética, altamente técnica ou amigável.

Até mesmo a defensora da “transparência tipográfica”, Beatrice Warde, em seu livro “The Cristal Goblet”, se contradiz ao reconhecer a força retórica do tipo quando diz: “Monte uma página em Fournier em oposição a outra em Caslon e outra em Palatino e será como se você tivesse ouvido três diferentes pessoas fazendo o mesmo discurso”. Se a transparência do tipo fosse possível, essa contaminação retórica não ocorreria.

A pesquisa de Eva Brumberger

Num artigo de 17 páginas, intitulado “The Rhetoric of Typography: The Persona of Typeface and Text”, Eva Brumberger (2003b), faz uma tentativa de demonstrar que 15 diferentes faces tipográficas continham uma dimensão semântica própria, e que conhecê-las seria uma ferramenta para designers tomarem decisões sobre adequação retórica do tipo.

O método que Brumberger utilizou, tinha como objetivo investigar se os leitores associavam CONSISTENTEMENTE atributos de personalidade para faces tipográficas específicas.

Deficiências da pesquisa sobre personalidade do tipo

No entanto, ela mesma reconhece que o objetivo da pesquisa não era esgotar o assunto, mas servir de base para pesquisas futuras. E novas pesquisas vão ser realmente necessárias, pois o trabalho de Brumberger tem diversas deficiências e se baseia em premissas que já foram questionadas cientificamente.

A primeira deficiência do artigo refere-se ao argumento de que faces tipográficas tem personalidades particulares, CONSISTENTEMENTE associadas ao tipo. No entanto, Brumberger não deixa claro que essa personalidade não é consequência da face tipográfica e sim do seu uso dentro de um experimento controlado, em condições que não refletem uma situação real de uso. Ela mesma diz no seu artigo que “este estudo não visa simular uma situação típica de leitura”. Prova disso é que as amostras de faces tipográficas utilizadas nessa pesquisa mostravam o alfabeto completo (em caixa alta e baixa), com números e a frase “A quick brown fox jumped over the lazy dog”, que usa todas as letras do alfabeto. Essa situação de leitura não é comum, pois raramente todas as letras do alfabeto são encontradas juntas e dispostas na ordem alfabética. Portanto, não possui validade ecológica.

Além disso, todas as letras da amostra tinham o corpo 14 como referência. Isso também é um problema, visto que o corpo não mede a face tipográfica e sim a altura do tipo. Uma letra do tipo Script tem tamanho visual relativo bem menor do que uma letra não-serifada e isso é uma variável que pode interferir na atribuição de “personalidade”, configurando falta de validade interna na pesquisa.

Além do problema de validade interna e ecológica, a pesquisa de Brumberger tem uma deficiência conceitual: a forma das letras não encerra significado em si, como se fosse uma caixa que armazena sentimentos. O cérebro não julga o discurso tipográfico através da forma das letras e sim pelas relações no discurso, afetadas pelo gênero do objeto avaliado.

As coisas não significam

O significado não está nas palavras, nem nas faces tipográficas, ele está nas pessoas. E esse significado é construído segundo o contexto, de modo que cada situação pode modificar completamente a voz ou personalidade do signo. Não são as partes isoladas que conferem significado à forma e sim suas relações com o contexto, tanto no nível interno do objeto, quanto nos níveis fora dele, que incluem contexto cultural, fisiológico, cognitivo etc. Como disse Fernando Pessoa, “o que vemos não é o que vemos, senão o que somos”.

Por essa razão, uma mesma face tipográfica, como por exemplo a Univers (Adrian Frutiger), pode ter “personalidades” diferentes, ora numa amostra em que aparece isolada de outros elementos, ora dentro de um layout repleto de outros fatores visuais como cor, fotografias, ruídos etc. Isso demonstra que a “personalidade” não pertence à face tipográfica e sim à relação dinâmica que surge num contexto de uso real. Isso é, em outras palavras, o que os gestaltistas chamavam de “todo maior que a soma das partes”.

Julgamento inconsciente se baseia no todo

Não bastasse isso, o julgamento sobre a personalidade e adequação retórica de um tipo é feito muito antes da consciência, através da amídala cerebral. O neurocientista Joseph Ledoux demonstrou que milésimos de segundos antes de percebermos conscientemente alguma coisa, não apenas compreendemos inconscientemente o que é, mas decidimos se gostamos ou não dela. O inconsciente cognitivo apresenta à nossa consciência não apenas a identidade do que vemos, mas uma opinião ou julgamento sobre o que vemos. Essa opinião ou atribuição de uma “personalidade” tipográfica, quando vemos a forma de um determinado tipo de letra, é resultado do processo global perceptivo e não apenas da face tipográfica.

Efeito aura e a inferência sobre a personalidade

Outro fator que prova que a personalidade não é resultante apenas da forma tipográfica e sim da soma total de estímulos presentes no contexto, é o “efeito aura” (halo effect). Esse efeito foi estudado pelo psicólogo Edward Thorndike que descobriu nos humanos essa “tendência a fazer inferências sobre traços específicos, com base em uma impressão geral”. Shriver (1997) define o efeito aura como “a tendência de uma pessoa a superestimar ou subestimar a performance de uma pessoa, serviço ou produto com base em informações prévias, que tendenciam o julgamento”.

O efeito aura é um jeito de a mente criar e manter um quadro coerente e consistente para reduzir a dissonância cognitiva. Além disso, tem a função heurística, ou seja, “é uma regra prática que as pessoas usam para fazer suposições sobre coisas que são difíceis de acessar diretamente”. Conforme Rosenzweig, “não é tanto o resultado de uma distorção consciente quanto a tendência humana natural para traçar juízos sobre coisas abstratas e ambíguas com base em outras que são mais evidentes e aparentemente objetivas”.

Uma das consequências práticas do efeito aura acontece quando alguém olha um layout e é questionado sobre a “personalidade” da face tipográfica e o cérebro usa a impressão global do contexto para inferir essas características. Desse modo, dizer que o tipo Helvetica é mais “neutro” e o tipo “Script” é mais informal não condiz com esse comportamento. Uma mesma face tipográfica colocada em diferentes contextos, é afetada por “auras” diferentes, contaminando a impressão que se tem do tipo de letra.

Conclusão

Logo, atribuir significados permanentes ou uma personalidade a faces tipográficas específicas desconsidera a forma relativa como o processo perceptivo opera. Por isso, futuras pesquisas sobre adequação retórica deveriam avaliar a percepção tipográfica em contextos diferentes para estimar a forma como outros fatores visuais interferem na atribuição de significados.

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Tschichold, J. Graphic arts and book design. In: R. Bringhurst (Ed.).The form of the book: Essays on the morality of good design. Point Roberts, WA: Hartley and Marks, 1991. Tschichold, J., p.8-11

Walker, P., S. Smith, et al. Predicting the appropriateness of a typeface on the basis of its multi-modal features. Information Design Journal, v.3, p.29-42. 1986.

Waller, R. The Typographic Contribution to Language. Unpublished PhD Dissertation, Department of Typography and Graphic Communication, University of Reading. 1987.

Warde, B. The Crystal Goblet: Sixteen Essays on Typography: World Pub. Co. 1956

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Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

Muita gente tem me questionado por e-mail e também tenho visto isto em várias comunidades e fóruns, sobre uma disciplina presente em muitas Matrizes Curriculares chamada “Atividades Complementares”.

Estas atividades são sempre bem vindas desde que tratadas da forma correta pelas IES. A função e objetivo delas visa a complementação para a plena formação do acadêmico com saberes e conhecimentos que por vezes não é aprendido dentro da sala de aulas.

Porém o que é mais comum encontrarmos são IES que fazem constar esta disciplina na Matriz Curricular do curso, porém a emprega de forma inadequada, pura enrrolação mesmo.

Quando você, futuro acadêmico, deparar-se com esta na Matriz do curso pretendido, questione a coordenação do curso sobre como é tratada esta disciplina durante o curso.

Muitas a colocam apenas para preencher a carga horária mínima necessária para ter o curso aprovado pelo MEC. Porém, o que acontece na realidade é que muitas utilizam esta carga horária para justificar o tempo que o aluno irá gastar EM CASA para fazer os trabalhos do curso. Ou seja, você estará pagando para realizar um trabalho onde em nada estará onerando a IES, pois este será realizado na tua casa, será o teu gasto energético, o teu material e os teus equipamentos.

Então, sempre que encontrar a tal “Atividades Complementares”,  questione a universidade sobre como é tratada esta questão.

Eles terão de explicar detalhadamente como será o processo desta disciplina e todo o ementário. Afinal, você é um cliente e estará pagando por um serviço. Logo, não pode comprar um produto às escuras.

Se perceber que esta carga horária tem a ver com a questão de desenvolvimento de trabalhos em sua casa (tipo tarefas) exija que isso seja descontado de sua mensalidade e que você  seja dispensado da disciplina pois pra esse tipo de trabalho, você  não é obrigado a pagar pra fazer uma coisa que sabe que terá de fazer independente da existência ou não desta na Matriz Curricular.

Para maior esclarecimento, listo abaixo algumas atividades que realmente podem ser consideradas como complementares:
projeto de pesquisa (iniciação e pesquisa)
visitas técnicas
monitorias
projetos
extensão e ensino
enfim, atividades acadêmicas que visem a FORMAÇÃO do acadêmico.

No caso dos estágios:

SE este for obrigatório, NÃO pode ser computado na carga horária desta disciplina.

SE este for opcional, aí PODE ser computado.

A parte de eventos também pode entrar no cômputo final desta carga horária (mas isso vai depender da regulamentação da universidade):
palestras
Feiras e mostras (promovidas pela IES)
Congressos
etc.

Portanto, muito cuidado na hora de escolher o teu curso para não comprar gato por lebre.

 

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Identidades criativas

É muito comum as pessoas (inclusive designers) confundirem identidade corporativa com identidade visual, aquela parte do design que trata de elaborar marcas gráficas para as empresas.

Mas essa confusão toda não faz sentido, veja só porquê. O que é a identidade de uma pessoa? São aquelas características que só ela tem, as qualidades e os defeitos, as manias e idiossincrasias. Com uma empresa é a mesma coisa: a identidade corporativa é o conjunto de atributos que a tornam única, especial; é o seu DNA, que muda pouco ou nada ao longo do tempo. Como as marcas mudam e nem sempre são concebidas de maneira adequada, já dá para ver que identidade corporativa não pode ser sinônimo de design gráfico. Além disso, as características mais importantes são conceituais, não físicas.

Isso não quer dizer que o design não seja importante. Ele é, e muito! É o design o responsável por traduzir os atributos que definem a identidade da empresa em projetos bi ou tridimensionais. O design é que possui as ferramentas necessárias para garantir que a marca não possua elementos que contradigam esses atributos.

Minha consultoria, além da aplicação de um método que auxilia na definição da identidade corporativa, inclui também módulos específicos que buscam alinhar o que a empresa é, na sua essência (identidade), com as suas manifestações físicas (os produtos, embalagens, impressos, webdesign, ambientes, apresentações, comunicações, nomes, relações com os clientes, gestão de pessoas e identidade visual). E vejam só, tem um módulo especialmente concebido para orientar o alinhamento da marca gráfica da empresa à sua identidade corporativa.

Primeiro, é realizada uma análise detalhada da marca atual que considera as formas, as cores e a tipografia para verificar se ela traduz corretamente os atributos essenciais. A semiótica, a Gestalt e outras teorias ajudam a embasar as considerações e recomendações para a busca da melhor solução, se for o caso. Isso vale para a marca e todos os projetos gráficos que serão usados pela empresa. Para entender melhor, vamos a um exemplo: se a empresa é predominantemente racional, tecnológica, formal e clássica, deve-se preferir cores frias a quentes, formas exatas e simétricas a orgânicas, fontes tipográficas sem serifas a fontes manuscritas. Nada que possa amedontrar um designer experiente.

Mas o que a criatividade do título tem a ver com tudo isso? É que, não raro, ouço comentários reclamando que as recomendações “engessam” e “podam” a criatividade, tiram a flexibilidade do designer e impedem a obtenção de soluções originais, tendendo a fazer as peças caírem na “mesmisse”.

É realmente muito comum que o conceito de criatividade seja relacionado com o de liberdade. A criatividade é uma ferramenta, e, como tal, deve se prestar ao atendimento de objetivos. Criatividade sem limites é arte. Arte é a expressão particular do artista, no mais das vezes, sem nenhum compromisso com resultados mercadológicos ou variações de percepção que a obra possa provocar. Design corporativo não é arte, mas uma forma de traduzir a identidade da empresa da melhor maneira possível a fim de atingir os objetivos da comunicação.

Percebam que as recomendações propostas para a identidade visual são apenas orientativas, não definem como o designer deve fazer o seu trabalho. Tenho certeza de que um bom criativo considerará essas limitações meros detalhes, já que ele precisa conviver com muitas outras de bem mais complexa solução. Mesmo assim, observe-se que a as diretivas são para que esses elementos sejam apenas evitados – se houver uma justificativa conceitual realmente muito bem fundamentada, é claro que serão usados. Se a justificativa não se sustentar, prevalecem as recomendações.

Se o criativo em questão só consegue achar soluções que tenham formas orgânicas para a empresa do exemplo, ele deve estar bloqueado mesmo, mas não é por causa das recomendações. Elaborar um projeto gráfico sem nenhuma limitação, significa projetar sem conceito nenhum. Repito, isso não é design.

Por último, vale lembrar que em praticamente toda a bibliografia relacionada à criatividade, os exemplos de exercícios criativos são sempre concebidos para a solução de um determinado problema com condições de contorno e requisitos a serem atendidos (que nada mais são do que limitações e restrições de projeto). Isso acontece porque, na vida real, sempre há requisitos a serem cumpridos e limitações a serem contornadas.

As restrições, são, assim, um combustível para a criatividade. Não há exercício de criatividade sem nenhum tipo de restrição, pelo menos aqueles com alguma aplicação prática. Mais restrições requerem mais criatividade, não menos. Assim, ao contrário de engessar a criatividade da equipe, essas recomendações desafiam a busca de soluções realmente originais, fundamentadas e inventivas. Tenho visto resultados incríveis em algumas empresas.

Pouca coisa consegue tolher a criatividade de alguém realmente talentoso — gente criativa e flexível usa as recomendações como ferramentas, não como viseiras tapa-olho.

Pois é, é que ferramentas só são úteis para quem sabe usá-las…

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br

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O que é proporção divina?

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Esse rapaz aí em cima é o matemático Luca Pacioli que inventou a contabilidade moderna. Em 1509 ele e seu miguxo Leonardo (aquele da cidade de Vinci) publicaram o livro “Divina Proportione” (sim, isso é latim) – uma pesquisa sobre proporções divinas na natureza.

02
Foi baseado em estudos mais antigos de Fibonacci. Pacioli descobriu que as coisas na natureza evoluem exponencialmente. Descobriu que a natureza é baseada nos números 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34…

Quando cada um destes números é somado com o número anterior, cria o próximo (1+1=2, 1+2=3, 3+2=5, etc). A imagem acima é baseada na proporção perfeita.

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Então aquele rapaz, o Leonardo (Leo, pros amigos) e outros começaram a utilizar essa fórmula da “proporção divina da natureza” como base nas suas composições.

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Assim que ele começou…

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…não tinha mais como parar ele.

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Então começaram a descobrir a proporção divina em todos os lugares…

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..desde a proporção do rosto humano…

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à proporção de insetos.

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Descobriram que a arquitetura clássica foi baseada nela

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E que mais tarde inspirou gerações futuras, desde os construtores da catedral Notre Dame…

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…á Corbusier…

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…cartões de crédito…

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…o iPod…

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…o iMac…

15
…embalagens de produtos da Apple.

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A verdade está lá fora…

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Uma questão de princípios

Em se tratando de livros, sou mais que volúvel, sou libertina. Passo de um volume para outro sem remorsos, com paixão e entrega. Leio vários ao mesmo tempo, risco, anoto, releio. A volúpia da palavra impressa me consome.

Esse papo todo é só para apresentar meu mais novo amor: é o “Principios universales de diseño”, de William Lidwell, Kritina Holden e Jill Butler. William é chefe de desenvolvimento de um instituto de ciências aplicadas; Kritina é engenheira da área espacial; e Jim tem um estúdio de design. Uma turma que não é fraca.

Eles se juntaram para escrever a obra porque se deram conta de que, no início do século passado, os designers eram profissionais ecléticos, donos de uma vasta cultura e versados em arte, ciência e religião. Com essa erudição toda eles tinham mais elementos para entender a natureza dos problemas. Os designers de hoje estão ficando cada vez mais especializados e muitos acabaram por atrofiar sua faceta multidisciplinar, tão necessária ao exercício da profissão.

Os autores reconhecem que há coisas demais para estudar; além do mais, nesse universo de novos conhecimentos, há que se selecionar o que ler. É tudo muito complicado e o tempo é curto. Generosamente, o grupo teve o trabalho de selecionar princípios de todas as áreas que poderiam ser úteis a um designer.

Só para dar um exemplo, o primeiro princípio é o da Regra de Pareto (também conhecida como 80/20), criada pelo economista italiano Vilfredo Pareto, que observou que 20% da população possuía 80% da riqueza. Estudiosos aplicaram a mesma proporção em outras áreas e descobriram que 80% do trânsito de uma cidade passa por 20 % das ruas; que 80% dos lucros de uma empresa provêm de 20% de seus clientes, entre outros exemplos. Depois de uma longa excursão na engenharia, onde a regra primou pela ubiqüidade em sistemas de controle de qualidade, ei-la aqui, aplicada ao design. Assim, os autores afirmam que 80% do uso de um produto vêm de 20% de suas características. Pode-se dizer que no design de um site, 20% das funções mais utilizadas devem estar visíveis e acessíveis no primeiro nível do menu. As demais devem ficar em segundo plano para aumentar a usabilidade. Legal, né?

Outro exemplo: a Lei de Hick, da psicologia experimental, diz que o tempo que se leva para tomar uma decisão é diretamente proporcional ao número de alternativas. Se preciso apertar um determinado botão numa emergência, vou demorar mais quanto mais botões houver para serem apertados. A lei é mais aplicável a tarefas mais simples e que requerem rapidez na tomada de decisões. Certamente muito útil em projetos de interface e em design de equipamentos.

Quer mais? Ainda tem a Navalha de Ockham, que diz que, ante a possibilidade de escolher entre desenhos equivalentes do ponto de vista funcional, convém optar pelo mais simples. A regra, aplicada em várias áreas do conhecimento, é atribuída a um frei franciscano e também filósofo chamado Guillermo de Ockham, que viveu no século XIV. Ele corrobora a máxima de Aristóteles que diz que a natureza sempre escolhe o caminho mais curto. O peso desnecessário, seja físico, visual ou cognitivo, aumenta a possibilidade de comportamentos inesperados e erros.

Gostei mesmo foi do efeito von Restorff, que leva esse nome em homenagem a uma cientista alemã que passou anos estudando este fenômeno, segundo o qual recordamos com mais facilidades coisas claramente diferentes do que coisas parecidas. Assim, para destacar palavras num texto, convém usar o negrito com comedimento, senão se perde o efeito diferencial e tudo fica muito parecido.

Ao todo, são 100 regras que respondem a cinco perguntas básicas:

1. Como influir na percepção do design?

2. Como instruir usando o design?

3. Como realçar a utilidade de um design?

4. Como incrementar a atratividade de um design?

5. Como melhorar o modo de fazer design?

A regra 80/20 faz parte do grupo que responde às perguntas 3 e 5. E todas são muito interessantes. Há regras sobre escolha de cores; proporções figura-fundo; hierarquia, organização, interferências, alinhamentos, adequação, legibilidade, pregnância, consistência, fragmentação, erros, arquétipos, dissonância cognitiva, enquadramento, modelo mental, autossimilitude, redundância, série de Fibonacci, proporção áurea, efeito da expectativa, fator de segurança, escala, distribuição normal e muito mais.

Para cada princípio há referências às principais publicações nas áreas que lhe deram origem. No mínimo, vale como cultura geral.

Bom, depois disso tudo, acho que não corro mais o risco de ser acusada de fútil e de ser atraída só por um corpinho bonito: nem precisava, mas a encadernação é em capa dura e a diagramação é belíssima! Ah, como o amor é lindo….

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br

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Design mutante

Antes de mais nada, eis me aqui de volta.

Peço desculpas a todos pelo sumiço apesar do mesmo ser justificável, talvez em um post separado deste eu o justifique melhor. Talvez…

O título acima logo se explicará. Antes preciso fazer algumas considerações do por que deste título:

Quem conhece este que vos escreve sabe que de nerd nada tenho, fujo da figura clássica do nerd, aquele rapaz franzino, de óculos, tímido e muito quieto que ama gibis, computador e matemática. Bem tirando gibis e computador o resto nada tem a ver comigo…

Neste post vou falar de Super-heróis! Sim, vamos falar do Batman, do Super Man, do Homem de Ferro, Hulk e tantos outros.

Por que? Ora, por dois motivos:

Eu quero! (simples, não?) e está na moda (motivo maior ainda).

Hollywood tem sido invadida pelos BLOCKBUSTERS de Super-Herois, produções milionárias que levam pro telão os nossos ídolos de infância. Eu acho ótimo! Sou fã incondicional de cada película mostrada até o presente momento.

Mas tudo tem os dois lados da moeda, vejo muito gente reclamando que seus heróis foram modificados para o cinema, já ouvi coisas como:

“-O Batman não usa armadura”

“-O Homem-Aranha não produz a própria teia.”

“-A origem do Hulk não é aquela!”

E a coisa vai se embora, alias basta se ter uma adaptação pro cienema que os fãs logo quicam e se tremem de medo, muitos enfatizam “Ai! Vão destruir minha infância”.

Mas a verdade é que essas “alterações” muitas vezes são mais que necessárias para adequar o “produto”a nova mídia que ele se destina, como? Tio Ed explica!

No caso dos super-heróis a grita é geral, mas é com eles que podemos ver mais claramente o motivo das mudanças. Originalmente criados e desenvolvidos para os quadrinhos eles seguem a mítica e o estilo narrativo do autor e dos desenhistas. Mas isso tem pouco peso no real motivo.

O motivo real é o publico alvo ao qual a mídia se destina, no caso dos gibis é uma mídia restrita se comparada com a do cinema onde o objetivo é de gerar milhares de espectadores e o custo da produção consideravelmente maior que o de um gibi mensal.

O publico que freqüenta o cinema também difere o dos quadrinhos, então é normal que certas adaptações no personagem se façam necessárias para tornar o mesmo mais crível ao publico do cinema, outras mudanças se dão para poupar tempo de película, ora para que mostrar Peter Parker (o homem-aranha, para quem não sabe) desenvolvendo os lança-teias que ele usa nos gibis se pode dizer que a picada da aranha deu a ele a habilidade de tecer teias? Isso poupa pelo menos 10 minutos de tempo de filme que sabe Deus lá quantos milhares de dólares custariam e não seriam tão empolgantes quanto a cena dele no refeitório do colégio foi (lembram?).

Tá certo que essas modificações não são feitas tão somente por um designer, isso é um projeto inter-disciplinar. Tem uma gama enorme de profissionais envolvida. Mas é algo que certamente podemos aplicar no nosso dia a dia.

Perdermos a idéia de Design imutável é uma ótima concepção, nos torna flexíveis e mais aptos a quebrar paradigmas…e não é para quebrar paradigmas que estamos por aqui?

Um grande abraço a todos!

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Desenvolvendo o bom design

Bom design significa design de qualidade, que comunica, agrega valor ao produto e cumpre com primazia o seu papel. Porém, para se chegar a um resultado de alto nível, é necessário muito mais que o domínio técnico das ferramentas, recursos e linguagens. Enquanto o designer não se conscientizar disso, corre o risco de ficar à deriva num mar de tendências, recursos clichês e falta de profundidade.

Referências

O designer, além de dominar todo o processo inerente ao meio para o qual está criando, deve possuir diversas referências culturais, estéticas e artísticas.

Vejamos os exemplos dos grandes escritores. Além de serem dotados de grande talento, são verdadeiros “ratos de biblioteca”, lendo tudo o que lhes é oferecido compulsivamente, de clássicos da literatura às bulas de medicamentos.

Com isso, dominam cada vez mais a linguagem, aprimoram as possibilidades de expresssão e, finalmente, se carregam de referências literárias e textuais. As referências serão condensadas, “mixadas” pelo cérebro e oferecerão, ao escritor, possibilidades expandidas de expressão.Na verdade, só fala e escreve bem quem lê muito, só se fica atualizado acompanhando as notícias, so se é um bom músico dormindo e acordando com música, todos os dias. Em todos os meios citados, a “tara” ou “objeto de desejo” é a produção daquilo ao que cada um se propõe, de forma natural e não forçada.

Quais são as referências para o designer?

O design possui características interessantes, que tornam essa profissão tão fascinante e complicada, ao mesmo tempo, dando margem a diversos embates filosóficos-existenciais-profissionais, como em quase nenhuma outra ocupação conhecida.

Design não é arte, porém, com frequência, esbarra em conceitos e soluções advindas da produção artística. Assim, referências artísticas são uma constante no trabalho do designer, que deve se alimentar de exposições de pinturas-gravuras-xilogravuras-esculturas; enfim, de todo tipo de arte. Há, ainda, a possibilidade de mergulhar em livros e observar o quão magistral a expressão humana pode ser e a maneira como isso pode ser abordado em uma publicação.

O aprimoramento e o bom design saem de uma bagagem cultural ampla, completa. Não há outro meio. A vivência da profissão, a seriedade aplicada ao fazer técnico, o perfeccionismo, o prazer de se fazer o que gosta mesmo em cenários complicados e muito rotineiros de extrema pressão, de dead-lines criminosos. Tudo isso faz parte do grande e complexo todo da profissão.

Não há dependência direta da mídia para a qual se cria no sentido das boas referências, pois, como se sabe, design é, dentro de sua magistral amplitude, uma coisa só. É claro que nossos olhos são imediatamente atraídos para o lado cujo qual nos interessamos. O designer que faz web (também conhecido como webdesigner) fatalmente irá observar mais atentamente os trabalhos feitos para essa mídia, acompanhando os prêmios e os desdobramentos do mercado. Da mesma forma, que faz design off-line estará sempre de olho em material impresso, assim sucessivamente.

As boas referências estéticas e culturais são comuns para todos os desdobramentos da profissão, não acredito haver uma diferença clara e pronunciada. Creio que todo designer deveria ser um amante das artes visuais, um atento observador anônimo do mundo e de suas vertentes, observando todos os aspectos visuais em tudo o que o cerca: carros, ônibus, apartamentos, roupas, cartazes, fachadas, arquitetura, tv, internet… Um grande catalisador de tendências, idéias e conceitos.

Conclusão

O design de qualidade não está ligado diretamente à idéia de bons recursos tecnológicos. Apesar dos grandes talentos nacionais, existem diversos aspectos de diversas áreas que ainda não chegaram numa qualidade compatível com o design feito nos países de primeiro mundo. Se a questão fosse somente o equipamento, já estaria resolvida há tempos. Temos as mesmas máquinas, os mesmos softwares, acesso a boa informação técnica e bons livros (mesmo que importados); porém, muito de nossa produção está ainda engatinhando, o que mostra que a questão é totalmente cultural. Para se fazer o bom design, é necessário ter uma boa cultura.

Portanto, o mundo a sua volta é a sua principal fonte de inspiração e matéria-prima. Não deixe de apreciar, obviamente, todas as formas de arte, além das visuais. Ouça uma música que lhe toque, ligue sua parabólica e prepare-se para absorver toda e qualquer referência e pode acreditar: na hora em que for necessário, seu cérebro saberá justamente onde buscar a informação e solução para determinada peça e você, só depois de algum tempo, vai entender o processo louco e fascinante da criação e seu referencial estético.

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Blogs e Afins

A blogosfera esta aí e é para nos ajudar. Eu tenho o meu blog. A Ligia, o Paulo, o Canha, o Secco e mais alguém (mas agora eu não lembro – não é sacanagem, não lembro mesmo). No meu caso, eu uso o Google Reader, adiciono os links que eu mais acesso e pronto. Se tem algo novo, aparece lá pra mim sem que eu tenha que ir atrás. Até aí, nada novo.

O que vou listar aqui são as minhas sugestões de blogs e afins. Minhas fontes. Não vou falar dos parceiros, só de blogs/sites que não estão aqui.

Descobri que existem alguns blogs/sites principais. Algo sai lá primeiro e no máximo em dois dias, vários outros blogs estão com o mesmo post. Nada demais (eu sempre “colho” o que eu acho legal e coloco no meu blog).

O Blog de móveis e o Digital Drops seguem esse padrão. Você acaba encontrando a mesma coisa em outros lugares, mas para quem é preguiçoso, os caras já traduziram pra você.

Brainstorm 9, leitura tradicional. Assim como o DESIGN INFORMA de

O Cool Hunting é um desses exemplos de “primeiro aqui”. Material de primeira.

O Yanko Design (mais sobre produto) é outro absurdo. Você perde horas vendo todos os posts. E garanto que você vai querer ver todos os posts.

O In Habitat é mais para uma consulta sustentável, mas não menos interessante. O Moco Loco, eu acho que a maioria deve conhecer, por isso, deve ser mensurado.

O Design Shrine é interessante, porque além de mostrar o produto novo, coloca logo em seguida todos os outros similares (e com preço).

O Tech Digest é bom, mas segue mais o lado tecnológico da coisa. Assim como o Geek (também, com um nome desses). Mas este último é nacional.

O Watchismo é só sobre relógios, mas vale a conferida. Assim com o Engaged Móbile é só sobre celular. O Motorblog nem precisa dizer sobre o que fala.

O Update or Die do

O Born Rich, como o nome já diz, é um blog que mostra sonhos de consumo, muito caros.

O Design boom é mais social, digamos assim. Espaço de exposições a concursos.

O Photoshop Disasters mostra o descaso de “profissionais” em seus trabalhos gráficos.

Caligraffiti eu vejo sempre. Nacional. O Designers justiceiros (“Só o Design expulsa os micreiros das pessoas!“) é muito bom.

Temos ainda o TheDieline.com: The Leading Package Design Blog de

O Dezeen, assim como outros, tem muito sobre arquitetura e design. Mas é muito bom.

No! Spec tenta difundir o ideal do valor do investimento em design, para os clientes.

Design Flakes é nacional e vale muito a conferida.

O Deviantart já é básico, mas outras fontes de inspiração são: Pristina, Ffffound, Nacho Yague, Skine Art, Gabriel Machado , Nice fucking graphics, Pink Tentacle, Pixel Girl Presents e o Traços e troços do Rivaldo Barbosa.

O Danosse é da parte do humor, mas merece menção por esse post. Assim como o Te dou um Dado. Não podemos esquecer o Visionando (Né Secco?). Sugiro ainda o Blog do Bourdoukan (sobre a Palestina) e o Fazendo Média.

Voltando ao assunto design, temos o Blog do Brinquedo e o The Hypebr. Ambos nacionais. O primeiro não precisa de explicação e o segundo é fashion.

http://favoritos.wordpress.com/ de Luiza Voll: “Quem ama internet sempre tem aquela lista de sites do coração. Seja pelo design, pela utilidade ou pela navegação, eles são os endereços que fazem a vida virtual valer a pena. Esse blog é uma ode a esses sites. Aqui você vai encontrar todos os links que merecem estar nos seus favoritos.”

e o http://icanhascheezburger.com/ … divertidíssimo para quem gosta de animais.

E para quem está atrás de emprego (em Curitiba e Região), temos o Blog do Andre Rossi, atualizado diariamente.

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Um pouco de história da Iluminação

Tem material novo na coletânea da arquivos do Laboratório de Iluminação – http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/

Trata-se do texto “Luminotecnia teatral en la primera mitad del siglo XIX: de la herencia barroca a la introducción del gas” de Juan P. Arregui, originalmente publicado no no. 3 da revista STICHOMYTHIA em 2005.

O autor traça uma análise histórica da iluminação cênica no ocidente, que vai do barroco até a tecnologia de iluminação á gás.
O texto pode ser lido ou baixado em extensão “PDF” no link:
http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/C%eanica/Hist%f3ria/Luminotecnia%20teatral%20en%20la%20primera%20mitad%20del%20siglo%20XIX.pdf
Dica enviada pelo LD Valmir Perez

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Novidade – Litrosferas


A companhia MPK desenvolveu um novo material luminoso capaz de gerar luz constante por 12 anos sem abastecimento de energia elétrica. Baseado na chamada litroenergia, o novo material é composto de micropartículas luminosas chamadas litrosferas, atóxicas e baratas, chegando a substituir uma lâmpada incandescente de 20 watts, conforme pode ser lido no site Treehugger.

Criada com base em tecnologia betavoltaica, que utiliza como fonte de energia um gás radiativo, as litroesferas são manufaturadas de modo a produzir uma leve emissão de elétrons incapazes de penetrar o vidro ou a parede de polímero em que forem colocados, explicou o site Gizmodo.

A luz emanada pode ser projetada para brilhar em qualquer cor, além de poder ser moldada ou acrescentada à tinta. Para iluminar um pedaço de plástico de 21 por 27 centímetros, o material empregado custaria apenas US$ 0,35. A companhia prevê que o invento será utilizado primeiro em equipamentos de segurança.

Mais detalhes podem ser obtidas em tinyurl.com/28m98s.
fonte: http://blogdaabil.blogspot.com

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