ABD – Já deu o que tinha que dar. Basta!

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Recebi isso por e-mail através de um colega de profissão. Posto meus comentários depois do texto…

“Qual o futuro da Reserva Técnica?

Caros Colegas,

Realizamos no dia 07 de Maio, em parceria com a Revista Kaza, um Encontro com Empresários em São Paulo com o tema “O Futuro da Reserva Técnica”. Estiveram presentes como debatedores, o Dr. Igor Nascimento de Souza advogado tributarista, com larga experiência nas causas junto ao Ministério da Fazenda e Receita Federal, os empresários João Saccaro, diretor da Saccaro e Eduardo Machado, diretor da Artefacto, além de Renata Amaral, diretora da ABD e do Dr. Rodrigo Eterovic, advogado da ABD. Podemos resumir da seguinte maneira as conclusões que o debate nos proporcionou:

a) O mercado do design de interiores está, cada vez mais, impactado pela especificação. Muitas vezes, os negócios gerados através dos designers de interiores podem responder por até 80% das vendas em muitos fornecedores. Na média, segundo estudos feitos pela ABD, essa participação atinge a 40%, mesmo considerando lojas de materiais de construção, por exemplo.

b) Essa realidade de mercado está diretamente associada ao avanço na prática do comissionamento das empresas para os designers de interiores. Inicialmente restrita a um grupo especifico de fornecedores, em geral lojas de decoração mais sofisticadas, a reserva técnica está hoje disseminada em diversos segmentos. Grandes organizações do varejo praticam a RT. O mesmo acontece em indústrias.

c) É preciso estar atento aos desdobramentos da crescente pressão dos órgãos públicos (Ministério da Fazenda e Receita Federal) para a formalização de diversos segmentos da economia, entre eles, a área de prestadores de serviços. O pagamento da RT deve estar orientado para essa nova realidade.

d) Entende-se que a prática da RT seja legítima, porém existe de fato a necessidade de promover no segmento a adoção de certos procedimentos para que o pagamento da RT possa ser melhor estruturado nas empresas e também nos escritórios. Vejam quais são esses procedimentos:

– a empresa que concede a RT deve exigir a filiação do profissional à ABD como condição para comissionar. Isso é uma forma de proteger a empresa e o profissional no comissionamento. A ABD pode agir aplicando o código de ética, orientando seus associados (empresas mou profissionais) quando verifica uma conduta inadequada. Mas se o profissional (ou a empresa) não é associado ABD, a entidade nada pode fazer. Por isso, não basta exigir o CREA. A filiação à ABD é importante.

– o profissional para ter direito à RT deve, efetivamente, especificar o produto ou serviço para seu Cliente, materializando esse ato através do encaminhamento antecipado de uma solicitação de orçamento, com a identificação do Cliente, por e-mail ou por telefone. Outra possibilidade é o profissional visitar o fornecedor acompanhado ou não do Cliente. Em qualquer situação, deve haver a identificação do Cliente.

– a empresa que comissiona define as condições (percentual, forma e prazo de pagamento) e se compromete a cumpri-las.

– a empresa se compromete a não oferecer como desconto a RT quando o Cliente declara que não tem Arquiteto ou Designer de Interiores envolvido na operação.

– a ABD orienta os associados a serem transparentes com seus Clientes comunicando que existe uma prática no mercado – a RT – e que essa condição não afeta o preço final do produto (para isso, a empresa que pratica a RT deve se comprometer com a não alteração de preço quando existe um profissional ou concedendo descontos quando não existe).

– a ABD recomenda aos seus associados profissionais que façam da RT uma forma adicional de captação de recursos. Quando a RT representa mais do que 20% do faturamento de um escritório de Arquitetura ou Design de Interiores o negócio corre risco. Portanto, cabe à ABD fazer alertas aos associados, ajudando esses colegas a compreenderem o risco de depender de fontes de renda que não sejam fruto da remuneração pelo projeto ou administração de obra.

– a ABD continuará a promover seminários e palestras (a pauta do CONAD 2008 está toda estruturada na Organização e Operação dos Escritórios) preparando seus associados para negociar melhor seus honorários, estabelecer novas formas de remuneração e adotar sistemas modernos de gestão do negócio. Só em 2007, foram realizados 100 eventos em todo o Brasil com a presença de 12.000 profissionais.

– a ABD está preocupada com o desdobramento que a RT pode ter com a crescente pressão dos órgãos públicos que exigem a formalização da operação. Nesse sentido, está orientando seus associados na melhor alternativa para constituição de pessoa jurídica.

Importante: Associe-se à ABD e fortaleça uma instituição cuja finalidade é promover ações que possam contribuir para a adoção das melhores práticas no exercício profissional e na estruturação do mercado.

Profissional e Empresário: se você ainda não é um associado ABD acesse http://www.abd.org.br e venha participar desse movimento.

Abraços,

Roberto Negrete – Presidente da ABD”

É impressionante o descaramento e cara de pau da ABD mesmo através de informativos oficiais da associação.

Os destaques em negrito apontam para dois pontos

Primeiro: a formação de cartel é evidente o que caracteriza CRIME segundo o Código Civil Brasileiro. Seria muito mais ético e mereceria aplausos e reconhecimento de todos se a ABD lutasse por coisas do tipo independete se o profissional é ou não associado à ela. No entanto, a panelinha fervilha e eles pensam que estão acima das Leis e que só quem fica lá babando ovo merece ser tratado como profissional e respeitado como tal. No entanto cale-se e não opine pois nós ditamos as regras pois somos ditadorezinhos.

Segundo: a tentativa de colocar-se, mesmo após colocar uma falácia criminosa como a acima descrita, como entidade séria e que realmente luta seriamente pela categoria profissional. Lutar por “melhores práticas no exercício profissional e na estruturação do mercado.” nem de longe tem a ver com este tipo de açao. Muito pelo contrário, isso só reafirma a formação de CARTEL, de panelinhas umbiguistas e o uso de uma políticagem excludente típica de partidecos políticos: se você não está conosco é inimigo e como tal deve ser tratado.

O mal da ABD, o seu câncer, é exatamente esta política onde postam-se como deuses detentores de todos os saberes e direitos e que estão acima da LEI onde ignoram os apelos de seriedade e ética de quem não faz parte da mesma por causa disso.

Já cansei de enviar e-mails solicitando esclarecimentos sobre estas ações embusteiras e nunca obtive resposta alguma sobre nada. Preferem continuar em seu joguinho de faz de conta de que tudo está bem, de que tudo o que fazem é correto e o melhor para o mercado e para os profissionais.

Se fosse realmente assim, eles teriam levado à sério a reunião com o grupo de Designers que está realizando o projeto de Regulamentação do Design no Brasil e não teriam colocado-se como arrogantes imbecís do tipo “não precisamos disso pois já temos o nosso próprio projeto” como se Interiores não fizesse parte do Design. E pior, o projeto que a ABD diz ter não vai mudar absolutamente nada e tampouco faz distinção entre decorador, designer de interiores ou arquiteto de interiores até mesmo porque eles mesmos desconhecem as diferenças básicas entre elas.

Realmente chega! Já ultrapassaram todos os limites do bom senso, da falta de ética e do descaramento.

É um lixo e merece ser tratado como tal daqui pra frente.

Até então eu estava mantendo um certo tom amigável na ilusória tentativa de que alguém de lá pudesse esclarecer alguns pontos duvidosos sobre a atuação dessa associaçãozinha mequetrefe e embusteira. Porém como preferem ignorar a mim e a tantos outros Designers indignados com tudo isso, agora será no pontapé na bunda.

BASTA DE GENTE MENTIROSA E MELINDROSA QUE NAO TEM CORAGEM DE ENCARAR AS SUAS PROPRIAS MENTIRAS!

Se você é Designer mesmo (formado em alguma área do Design) e está associado à este antro, caia fora em nome do bom nome do Design Brasileiro. O post abaixo (do presidente da Kartell) tem muito a ver com isso tudo. Deixe aquele antro pros “dezáiners” e vamos juntos construir um futuro realmente sério para o Design Brasileiro.

Paulo Oliveira

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11 comentários

  • Realmente, eu não procuro focar a domesticação (jurídica) de uma profissão que me encanta profundamente, mas sei que é hora de traçar um ideal de comportamento livre, honesto e verdadeiramente ético. Ainda existem pessoas que tem o idela jurídico de no mínimo 20 anos atrás, achando que o mundo está na sua primeira revolução indústrial, totalitária para ser realmente franco. Este texto só confirma que, a hora é agora, e depende unicamente de nós. (O que eu acredito ser a melhor parte). Parabéns pelo texto!!!
  • que dificildade... "Por isso, não basta exigir o CREA. A filiação à ABD é importante." Ou seja, além de depender de uma jurisprudência (não-regulamentada em parte alguma) ainda haveria uma pseudo-regulamentação obrigando a uma sindicalização federal? Os propósitos realmente soam nobres, mas, logicamente, é uma piada mesmo.
  • Bruno, você errou só no seguinte: "uma sindicalização federal" a ABD nunca foinem nunca será a entidade oficial reconhecida pelo governo federal como representante oficial dos designers de interiores. SE isso vier a acontecer, pode ter certeza de que o cartel rolou solto e descarado, muita grana nos bastidores e por aí vai... Porém sempre será inconstitucional pois é visível o descaramento, má intenção, falta de ética e imoral. Isso sem contar que eles insistem em não separar o joio do trigo mantendo todos os associados no mesmo nível, com ma excessão: arquitetos são arquitetos e podem tudo já os outros...
  • "...nunca será a entidade oficial reconhecida pelo governo federal como representante oficial dos designers de interiores." Então, se nem como sindicato serve (mto menos como Central Única---contra a qual a adesão obrigatória deveria ser inconstitucional, sem sindicais regionais), como espera "regular" o mercado?
  • Olá Br é exatamente por isso que nós de Interiores/ambientes precisamos nos unir com o pessoal do Desin. Refiro-me àquele grupo que está trabalhando em prol de um PL de regulamentação do Design em geral e que a ABD fez pouco caso. Porém, é claro que agora a nossa situação não ficou muito boa junto a este grupo pois ficamos tidos como "arrogantes" graças à pataquada promovida pela ABD. No entanto, este mesmo grupo foi alertado várias vezes (por mim e por vários outros Designers) sobre o erro que estariam cometendo convocando a ABD para representar os Designers de Interiores. Muito material e indícios foram apresentados a eles mostrando que a ABD não prestava, mas eles preferiram deixar-se seduzir pela lábia mafiosa daquele grupello e deu no que deu. Não os culpo pela ingenuidade pois muitos foram e ainda são enganados por aquela máfia. No entanto, gostaria de aproveitar a oportunidade e convidar os Designers participantes deste grupo que está elaborando o PL para que venham participar destas discussões e ver o lado real da coisa para que possamos, juntos, lutar pela nossa regulamentação, incluindo Interiores/ambientes nisso. Quanto a sindicalismos, odeio esse termo e essa linha de pensamento. A palavra não me soa bem e me lembra coisa ruim. Na verdade o que temos de fazer por hora é ressuscitar a idéia de formação de núcleos estaduais de Design, elborado por Designers e que trabalhe para os Designers e pró Design. Sem ingerências, sem submissão a outras áreas e ponto final. É bem aquela coisa: Quer associar-se? Diplomas que comprovem a sua formação serão fundamentais. Caso não os apresenta, byebye. E com isso começar, através destes núcleos, a atuar no mercado, industria, etc mostrando o que é Design e o que não é Design, qual o valor que ele tem...
  • segundo meu advogado: "bem, depois tem quanto ao item de que ninguém é obrigado a fazer algo se não em virtude de lei... e a associação a sindicato de classe não é obrigatória...." Portanto, todo e qualquer movimento da ABD que venha a obrigar a associação (ou até mesmo forçar através de embustes como este das RTs e vários outros que já vimos) é criminosa. É ilegal até mesmo porque usa e concede indevidamente o termo Design de Interiores para quem não o é de formação.
  • Br nao sei ao certo se estao trabalhando ligados a algum parlamentar... na verdade foi um grupo que surgiu na surdina e mantem-se na surdina exatamente para proteger os trabalhos. Sei que, salvo engano, o Van Camp e o Ernesto estão juntos neste grupo, mas em que pé realmente está nao posso dizer. Porém, vale aqui ressaltar mais uma vez que nós, profissionais de Design de Interiores não temos absolutamente nada a ver com os mandos e desmandos da ABD e portanto nao devemos ser punidos sendo deixados de lado por este grupo que, não se manifesta.... Por vezes dá até impressão que ate esse grupo composto por profissionais renomados tenha sido minado de alguma forma pois os caras simplesmente desapareceram
  • Realmente Paulo, é imensamente frustrante ler um texto desses, principalmente eu que estou no inicio do curso e da profissão, num primeiro momento chega a ser desmotivante, mas seguindo minha paixão pela área, valeu muuuuiiito a pena colocar a cara pra bater e seguir em frente com esses ideiais. "Tamo na luta" amigo... Tomei a liberdade de postar seu texto no meu blog td bem? Gde abraço Fernanda