Internet Blackout Day – O ”Protect IP Act”

A internet é uma das indústrias mais robustas e enriquecedoras do mundo. Possibilita a comunicação livre e gratuita entre bilhões de pessoas e vem funcionando como a espinha dorsal de diversos protestos. Uma lei no congresso americano pode censurar a internet em favor da indústria do entretenimento,  o “PROTECT IP ACT”.

Caso essa lei seja aprovada, neste dia 24 de janeiro, uma ordem judicial será suficiente para considerar infrator qualquer responsável por um domínio, mecanismos de procura, blogs,etc que estiver utilizando, vendendo ou transmitindo conteúdo com direitos autorais de terceiros. Os responsáveis poderão ter contas bancárias bloqueadas e todos os links de parceiros e IPs bloqueados. O que, basicamente, derrubaria sites que transmitem conteúdo ilegal (ex.Pirate Bay). Os infratores poderão ter seus IPs banidos, como parte de uma ”lista negra” da web, e os responsáveis condenados em até 5 anos de prisão.

Na visão do Google, Facebook, Wikipedia, WordPress.org e de tantos outros, isso seria o fim da inovação e liberdade de expressão, comprometendo o funcionamento da internet.

Hoje, sites como Wikipedia, Tucows, Craiglist e Twitpic, WordPress.org, entre outros, estarão participando do Internet Blackout Day – um movimento de protesto promovido pela Ong ”FIGHT FOR THE FUTURE”, http://fightforthefuture.org/. O movimento vem ganhando notoriedade  e começa a surtir efeito no congresso – que já deu sinais de aliviar algumas cláusulas.

Isso não significa que está tudo bem. Na verdade não significa muita coisa, pois é com essa descomunicação que o lobby das empresas está conseguindo ludibriar o congresso americano com um projeto ‘antropofágico’. Empresas como FOX NEWS poderão se tornar vítimas do conteúdo publicado pelos próprios usuários. Imagina o Youtube! Poderia ter milhares de vídeos educativos, informativos, documentários, todos boicotados instantaneamente.

O Mozilla ficou negro nessa Quarta-Feira

 

 

O grande perigo dessa lei é a facilidade com que a “autoridade” pode ser exercida para bloquear o IP de uma empresa ou ”calar” uma comunidade virtual, por exemplo. Sabemos que um texto jurídico pode muito bem transformar azul em vermelho, dependendo da sua redação e embasamento tendencioso.

É graças a força da web que podemos resistir a esta lei com informação, coletando, lendo e entendendo como ela pode afetar a liberdade de expressão das pessoas, independente da nacionalidade.

 

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5 de novembro – Dia do Designer

É isso mesmo!

Dia 5 de novembro é o dia do Designer!!!

Está chegando e o que você está fazendo em prol do design, da regulamentação profissional?

Pois bem, estaremos fazendo uma grande mobilização nacional pró-Design com ações coordenadas por todo o território nacional.

Se você, DESIGNER, ainda não se cadastrou no NING, faça-o pois as informações serão divulgadas apenas por lá.

Vamos que vamos, pois se não fizermos algo pela nossa profissão, não serão associações do tipo ABD que o farão. E quando esta diz fazer algo, já sabemos pra onde estão tentando levar a nossa profissão.

Designers de Interiores/Ambientes

Designers de Produtos

Designers de Embalagens

Designers Gráficos

Designers de Moda

Enfim, se você é Designer, formado em alguma área do Design, junte-se a nós e vamos fortalecer nossa profissão!

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Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

Muita gente tem me questionado por e-mail e também tenho visto isto em várias comunidades e fóruns, sobre uma disciplina presente em muitas Matrizes Curriculares chamada “Atividades Complementares”.

Estas atividades são sempre bem vindas desde que tratadas da forma correta pelas IES. A função e objetivo delas visa a complementação para a plena formação do acadêmico com saberes e conhecimentos que por vezes não é aprendido dentro da sala de aulas.

Porém o que é mais comum encontrarmos são IES que fazem constar esta disciplina na Matriz Curricular do curso, porém a emprega de forma inadequada, pura enrrolação mesmo.

Quando você, futuro acadêmico, deparar-se com esta na Matriz do curso pretendido, questione a coordenação do curso sobre como é tratada esta disciplina durante o curso.

Muitas a colocam apenas para preencher a carga horária mínima necessária para ter o curso aprovado pelo MEC. Porém, o que acontece na realidade é que muitas utilizam esta carga horária para justificar o tempo que o aluno irá gastar EM CASA para fazer os trabalhos do curso. Ou seja, você estará pagando para realizar um trabalho onde em nada estará onerando a IES, pois este será realizado na tua casa, será o teu gasto energético, o teu material e os teus equipamentos.

Então, sempre que encontrar a tal “Atividades Complementares”,  questione a universidade sobre como é tratada esta questão.

Eles terão de explicar detalhadamente como será o processo desta disciplina e todo o ementário. Afinal, você é um cliente e estará pagando por um serviço. Logo, não pode comprar um produto às escuras.

Se perceber que esta carga horária tem a ver com a questão de desenvolvimento de trabalhos em sua casa (tipo tarefas) exija que isso seja descontado de sua mensalidade e que você  seja dispensado da disciplina pois pra esse tipo de trabalho, você  não é obrigado a pagar pra fazer uma coisa que sabe que terá de fazer independente da existência ou não desta na Matriz Curricular.

Para maior esclarecimento, listo abaixo algumas atividades que realmente podem ser consideradas como complementares:
projeto de pesquisa (iniciação e pesquisa)
visitas técnicas
monitorias
projetos
extensão e ensino
enfim, atividades acadêmicas que visem a FORMAÇÃO do acadêmico.

No caso dos estágios:

SE este for obrigatório, NÃO pode ser computado na carga horária desta disciplina.

SE este for opcional, aí PODE ser computado.

A parte de eventos também pode entrar no cômputo final desta carga horária (mas isso vai depender da regulamentação da universidade):
palestras
Feiras e mostras (promovidas pela IES)
Congressos
etc.

Portanto, muito cuidado na hora de escolher o teu curso para não comprar gato por lebre.

 

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Estágios

Muita gente me escreve solicitando informações sobre estágios.

Realmente ainda é complicado encontrarmos estágios nas diversas áreas de Design, especialmente em Interiores/Ambientes.

Muitas IES não levam em consideração este elemento fundamental e importantíssimo para a formação do aluno onde o mesmo vai adequando-se à realidade do mercado ao mesmo tempo em que vai cobrindo na prática, falhas deixadas pelas Matrizes Curriculares.

Fiz uma breve busca de alguns órgãos e empresas que buscam aproximar empresas e acadêmicos através de estágios. Vale a visitinha a cada um dos sites indicados.

NUBE – Núcleo Brasileiro de Estágios realiza a integração de estudantes, empresas e instituições de ensino. Nossa principal meta, é identificar, selecionar e qualificar estudantes para integrá-los aos programas de estágios oferecidos pelas empresas.

Estagiários.com – Painel de vagas e a disponibilização, online e imediata, do currículo do Aluno para busca, seleção e contração, de Estudantes de nível médio e universitário junto às Empresas e Instituições contratantes.

CIEE – O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) é uma instituição filantrópica mantida pelo empresariado nacional. O maior objetivo do CIEE, nestes 44 anos de existência é encontrar, para os estudantes de nível médio, técnico e superior uma oportunidade de estágio que os auxiliem a colocar em prática tudo o que aprenderam na teoria.

GNE – Aqui você encontrará diversas informações sobre o programa de estágio. Aproveite para conhecer o diferencial de uma empresa compacta, parceira e objetiva no que diz respeito as leis e procedimentos de estágios. Contrate estagiários! Conheça os benefícios para sua empresa, além
de contribuir com o futuro da nova geração de profissionais.

Bom, existem várias outras que operam em todo o país e aquelas mais localizadas. Nada que uma busca no Google não resolva.

Uma outra forma de encontrar estágios são os jornais, especialmente aqueles sobre concursos que sempre tem bastante vagas de estágios.

Se a sua IES não é cadastrada ou não cadastrou o seu curso, exija isso da coordenação do curso. É um direito seu e um dever dela.

Saudações!!!

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A rapa é dura…

e a vida não é mole nao….

Acabo de ter o desprazer de olhar o edital do mega concurso que está sendo promovido pelo (des)governo federal. Quem quiser mais informações é só acessar: http://jcconcursos.uol.com.br/DefaultInformacao.aspx?IdInformacao=11859&IdSecaoSite=2

Concurso??? Ótimo, ao menos não são CCs e o povo que entrar vai ter de mostrar competência e não apenas QI…

Porém, ao analisar os cargos e respectivas exigências notei muitas, mas muitas mesmo, incoerências.

Profissões nada a ver com o cargo estão lá listadas e outras TUDO a ver não…

Isso sem contar que vi 2 cargos para designers: 1 para produto e outro para a área gráfica. Estão mais que clara as atribuições e funções, porém, a seguir as habilitações: Desenho Industrial e…. arquitetura, claro…

Isso sem contar que ela aparece até mesmo no desenvolvimento de projetos do Ministério da Pesca no desenvolvimento de programas…. tadinhos do pessoal de engenharia de pesca…

Isso sem contar que ela aparece no IPHAN onde as atribuições são o desenvolvimento e acompanhamento de projeto???? Culturais… E onde ficam o pessoal de história, artes, etc etc etc

Isso sem contar no SFH onde o cargo destinado à financiamento, os requisitos são??? direito, economia, contabilidade e??? arquitetura…

Isso sem contar que a cada 3 cargos, em um aparece arquitetura… até mesmo nos ligados à????? pedagogia, educação….

Pois é, todos sabem que não tenho absolutamente nada contra os arquitetos (à excessão de alguns já conhecidos de todos) e muito menos com a arquitetura, porém não é assim que se faz respeitada uma profissão… Não é assim que se ganha o respeito de outros profissionais…

A impressão que passa é que quem fez este edital ou é arquiteto ou tem a mãe, esposa, filha, sobrinha, trisavó ou sei lá quem que é arquiteto na família e está desesperado pra “salvar a pele e garantir um futuro farrrrrto pra beldade “…

E também não é assim que o (des)governo federal vai mostrar o que diz ser e lutar: justo! (kkkkkkkkkk) desculpem…

E Cadê o Ministério Público que não faz nada????

FUI!

Gostem ou não!

 

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A União Faz a Força

É espantosa a capacidade de organização de alguns profissionais, como por exemplo os Publicitários. E muito preocupante a nossa incapacidade de organização enquanto Designers. Talvez por isso profissionais, estudantes e até empresários do setor sejam tão cri-cris com tudo e todos. Enfim, como dizia o velho ditado Chinês “A mais alta das torres começa no solo”. E como não poderia deixar de apresentar um caso, aqui vai o dos Publicitários, sim, sempre eles…

Eles querem ser um só

IV Congresso de Publicidade reúne 1.500 profissionais e prega a criação de uma indústria de comunicação unida e que quer se fortalecer

“ME SENTI EM CASA, COMO se estivesse reencontrando a minha família.” A afirmação em tom de nostalgia foi feita por Julio Ribeiro, presidente da agência Talent, ao relembrar o IV Congresso de Publicidade, que aconteceu em São Paulo entre os dias 14 e 16 de julho e reuniu mais de 1.500 pessoas. A última edição do evento aconteceu há 30 anos e deu origem ao Conselho Nacional de Auto- Regulamentação Publicitária (Conar). A atual, segundo os próprios participantes, mudará o destino da propaganda no Brasil. “Essa demonstração de união e capacidade de trabalhar em conjunto é a prova inequívoca de que o mercado mudou”, afirma Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e idealizador do encontro.

COMUNICAÇÃO EM PESO: o evento contou com mais de 1.500 participantes, entre publicitários, imprensa, prestadoras de serviço e estudantes


Mas não só de união vive o mundo publicitário. Trata-se de uma máquina que gira anualmente no Brasil cerca de R$ 57 bilhões e enfrenta gargalos regulatórios preocupantes. “Há projetos de lei que proíbem e restringem a publicidade, e é contra eles que vamos lutar”, conta Luiz Lara, presidente da Lew Lara/TBWA. Ele se refere aos mais de 300 projetos que têm como objetivo vetar a atuação da propaganda. Um deles criou polêmica recentemente, pois visa a restringir a veiculação de comerciais de cerveja no período das 21h às 6h.

O Conar, vitória do setor em 1978, hoje amedronta. Atua, sobretudo, no controle ao apelo sexual e ao consumo de álcool nas peças veiculadas. “O pano de fundo do congresso foi, sem dúvida, a liberdade de expressão”, afirma Pastore. Nos três dias do encontro, 15 comissões foram formadas para fomentar a discussão de temas específicos, que variaram desde a própria censura até a criação de um fórum anual da indústria da comunicação e um código de ética comum para todas as empresas do setor. “Esse código é para impedir que a política prejudique o talento e a criatividade”, argumenta Lara. Outro ponto debatido no congresso foi a remuneração das agências. A comissão presidida por Lara foi a idealizadora da discussão, que pretende estimular a união entre agências e empresas em nome do aumento da verba publicitária. “Não adianta criar uma campanha maravilhosa e, na hora de executar, haver pouco dinheiro para fazer um bom filme. Propaganda não é commodity”, rebate Lara.

A coesão notada nos debates e na própria realização do congresso surpreendeu até mesmo os publicitários. “No começo todos fomos um pouco céticos. Mas a adesão do mercado foi extremamente positiva. Essa consciência de grupo me surpreendeu e me estimulou muito”, afirma Eduardo Fischer, presidente do grupo Totalcom. Após o encontro, a certeza que ficou é de que o próximo não demorará novamente 30 anos para ser feito. “Anualmente também não será, pois custa muito caro”, diz Pastore, que convidou o ex-secretário da ONU, Kofi Annan, para palestrar no primeiro dia do evento. A idéia é que aconteça, a partir de agora, a cada quatro ou seis anos.


ANA CLARA COSTA
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/
18/7/2008

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Mendigos Culturais II – A revanche

Faz tempo que não posto por aqui e o motivo é o de sempre: absoluta falta de tempo.

Porém ainda ontem o Ed Sturges fez um post que me atiçou bastante, bem na linha que eu gosto.

E hoje me avisaram de um post da Lígia em que alguém a estava atacando no nível pessoal, fora do contexto de seu post. Lá fui eu ler…

Grande Lígia!!!! Sempre precisa e certeira em suas colocações!!!

Me faz parar com tudo pra escrever um comentário que acabou por virar este post.

 

Concordo em plenamente tudo o que vc escreve e assino embaixo.

Realmente está de lastimar a péssima qualidade acadêmica dos dias atuais.

É impressionante como a maioria dos alunos parecem-se com um bando de criancinhas mimadas e birrentas que fazem biquinho quando o professor diz que tal dia vai ter prova. Ou então quando o professor pede um trabalho com no mínimo 6 laudas é aquele chororô imenso na sala.

Pior ainda quando vc pede para lerem determinado texto (alguns de apenas 1 págininha de nada) e frustra-se ao chegar na sala e perceber que de uma turma de 40, 1 leu meia boca…

Pelamordedeus galera, que porra de profissionais vcs pensam que serão?

Que respeito do mercado vocês esperam ter?

Como pretendem ser levados a sério até mesmo entre seus colegas de profissão?

Aí vem a elha ladainha:

“Ah professor mas eu nao tenho tempo”…

Não nego que já usei uma vez essa desculpa escabrosamente esfarrapada e levei uma resposta que me fez acordar pra vida. Na época eu trabalhava das 7 da manhã até as 7 da noite, corria pra faculdade e chegava em casa por volta das 0:00hs. E ainda tinha de estudar, cuidar da casa (morava sozinho), etc.

Minha professora me perguntou:

“Que horas você dorme?”

“Da 1 até mais ou menos 5:30 / 6:00hs.”

“Então não me diga que você não tem tempo de sobra.”

É a mais pura verdade cambada, se você quer ser ralmente alguém na vida tem de esforçar-se, tem de fazer por si mesmo pois ninguem o fará por vc.

Ninguém vai morrer por causa disso.

Eu não morri logo você também não vai.

Outra coisa é sobre conteúdos dos trabalhos entregues, quando entregues…

É um tal de copy/paste by web que pelamordedeus.

Vocês pensam que nós professores somos burros? Orelhudos como vocês?

Se vocês usam primitivamente o Google ou qualquer outro mecanismo de buscas para “clonarem” seus trabalhos, nós os usamos de forma mais precisa e facilmente detectamos copy/paste. E depois ainda temos de aturar reclamações, chororôs e levantes dentro de sala de aulas contra nós. Especialmente em IES particulares onde o maior “argumento” de vocês é:

“CALA A BOCA POIS EU QUE PAGO O TEU SALÁRIO!”

Ou

“VOCÊ TEM OBRIGAÇÃO DE ME DAR NOTA POIS EU QUE PAGO TEU SALÁRIO”.

E, por mais que usem desse “poder” junto às coordenações (traíras e covardes que não tem culhões de falar na cara e resolver suas pendengas como adulto), eu mantenho sempre o meu 0 (zero) de nota mesmo que em seus boletins as coordenações tenham lhes dado a média (pra quem não sabe, média refere-se a medíocre, mediano e jamais que alguém é apto ou bom).

Pra mim e tantos outros professores serão sempre alunos (-)medíocres. De medíocres pra ruins, péssimos, escroques. Dos que só produzirão posteriormente lixo profissional.

Ja coloquei aqui e repito:

Entregar um trabalho sobre a Acrópole (todos sabem mesmo do que se trata isso?) em apenas uma lauda não fechada com uma imagenzinha comum e já batida, é querer tirar onda na cara do professor e chama-lo de ignorante.

Mas não caro “acadêmico”…. O ignorante e acéfalo aqui é você mesmo. E de tão faz isso achando-se o último gás da coca-cola.

Ou então naqueles seminários (excelentes por sinal pois deveriam promover debates sérios) nos quais vocês mal conseguem defender seus pontos de vista… começam a gaguejar, suar, olhos arregalados implorando ao professor ou alguém que os tire dessa sinuca de bico. Ficam num vai e vem de contextos desconexos, totalmente perdidinhos…

Mas não, a idéia foi tua, então seja capaz de arcar com as consequências e defende-la ou ainda, assuma publicamente que você errou.

Já que gostam tanto do Pequeno Príncipe (que dandyyyy), parafrasenado-o:

“Você é eternamente (e único) responsável pelas suas próprias cagadas”.

E, como lêem tanto a Bíblia (ahahahha duvido pelos mesmos motivos que a Lígia citou no texto dela):

“Não se esqueçam de carregar presa à cintura a pazinha pra, depois de cagar, enterrar o monte.”

Uma outra coisa que me ocorreu lendo tanto o post da Lígia quanto, especialmente, o comentário da Thalya no mesmo post.

Se você não tem condições de fazer uma coisa, não se meta a besta de querer fazer.

Se quer ir pra outra cidade estudar e não vem de uma família abastada, pense que você terá de trabalhar também.

Já comece então a trabalhar o seu senso moral e ético desde este momento: com a sua família.

Estude, trabalhe, invista em tua formação, livros, cursos extras e não como a maioria: baladas, cerva, festanças, babaquices, etc etc etc.

A Thalya até que começou bem o comentário (excluindo-se as agressões pessoais – desnecessárias a quem tem bons argumentos – que desmerecem todo o restante), porém errou feio nisso aqui:

“vários de seus queridos alunos não moram com seus pais, se você fizer uma pesquisa e levantar esses dados, aposto que morderia sua língua, muitas vezes não falta apenas um livro na casa de aluguel, mas moveis, eletrodomésticos, comida, e não seria culpa dos pais por esses alunos não estarem lendo, lógico que o aluno interessado vai ir até a biblioteca procurar um livro pra analisar a sua estrutura, por isso digo cuidado com o que você fala.”

Como se pode perceber ela mesma se contradiz anulando assim qualquer tentativa de auto-flagelação quando tenta se fazer de vítima.

Nessas horas me vem à cabeça as tais politicagens inclusivas de nosso (infelizmente) DESgoverno.

O que me leva novamente ao fato: se você não tem condições de arcar, não se meta.

Se você não tem interesse o suficiente, deixe a vaga pra quem tem.

Se você pensa que vai levar na flauta assim como fez no ginasial onde era proibida a reprovação, vaza carinha, pula fora que teu lugar não é numa universidade.

Se você quer ir pra faculdade pra ficar de trololó com os colegas atrapalhando o professor que está lá tentanto dar aula e os poucos colegas de classe realmente interessados, cai fora malaco!

Você não presta pra um curso superior.

É disso que a Lígia falou e que eu coloco de forma bem clara aqui neste post.

Não se façam de coitadinhos pois nenhum de vocês é.

Não se façam de incompreendidos, pois nenhum de vocês é.

E não me venham com papinho de generalizações.

Se te doeu, se mexeu contigo é porque a carapuça de uma forma ou de outra te serviu como uma luva, então reveja TEUS conceitos e não tente jogar pedra no telhado dos outros, pois aqui quem tem teto de vidro não sou eu, não é a Lígia e nem a maioria dos professores e sim, VOCÊ, pseudo-acadêmico de araque.

Ou melhor, seguindo a moda, acadêmico de botequim.

 

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Dos deveres…

Vou logo avisando, este texto não é no tom de desabafo (parece), nem tão pouco pessoal (mas poderia ser) e nem sequer vem desejar pisar nos calos de ninguém (mas eu sei que pisa)

Eu converso diariamente com diversos designers e vira e mexe converso também com uns “dizairneres” que eu carinhosamente chamo de entusiastas (Um dia titio Ed explica o porque desse apelidinho carinhoso).

E se temos algo em comum é que todos reclamam da ausência de direitos que nossa atividade vive nos dias de hoje.

Ora bolas! Mas que direitos? Nem regularizados estamos como poderíamos ter direitos? A não ser que sejam os direitos Miranda*, mas como não estamos nos EUA, nem isso temos!

A regularização da nossa atividade visa realmente conseguir alguns direitos para nossa classe, mas nem tudo são rosas!

Quem já assinou um contrato na vida (ou teve que fazer um) sabe que a velha máxima do Tio Bem (tio do Peter Parker…O HOMEM-ARANHA!!!) é verdadeira; vamos a máxima:

“Com grandes poderes (ou direitos) vem grandes responsabilidades.”

E é exatamente por isso, que todo contrato que se preze, se o seu não tem é por que não é um contrato que se preze, só lamento especifica claramente em um item a parte em letras garrafais DAS RESPONSABILIDADES… (daí o título desse texto…tá vendo como tudo aqui tem um por quê?)

E a, triste, verdade é essa mesma. Todo direito vem cercado de deveres e por assim dizer, responsabilidades. Afinal é assim desde que somos crianças: “Quer comer a sobremesa? Então tem que raspar o prato!” (um caramelo para quem nunca ouviu isso a mãe ou da avó! Eu sei que ouvi…MUITO!).

E como esse texto não trata dos direitos e sim dos deveres vamos a eles? Agora vocês podem fechar o browser e ignorar o que vêm a seguir, ou tomar a decisão que eu tomei na faculdade, ler se conscientizar e ficar chato que nem eu! To avisando que é um caminho sem volta!

1) O dever de zelar pela profissão:

-Você é profissional? Ótimo! Não faz mais que a sua obrigação! A verdade é essa mesma, vendeu? Entregue no prazo e em perfeitas condições de uso. Ao fazer isso você está zelando não apenas pelo seu bom nome profissional mas também de toda uma classe de profissionais.

E não é só isso não. Cada um de nós somos fiscais da nossa atividade. Afinal uma maça podre pode arruinar um cesto inteiro em pouco tempo.

Então, profissional do design, fiscalize. Entusiastas, “dizaineres”, blogueiros, micreiros, AUTODIDATAS (eu não disse que ia pisar em calos?) NÃO SÃO DESIGNERS! Logo não deveriam exercer a mesma atividade que você… Eu, enquanto não se regulariza a atividade, faço a minha parte denunciando esses escroques sempre que os encontro vendendo “conhecimento” que não possuem…

E diga-se que as vezes denuncio até mesmo maus profissionais…mas isso também faz parte de zelar pela profissão.

2) O dever de atualizar-se:

Isso vale para qualquer atividade… OU você segue as tendências ou acaba fora do mercado. Qual vai ser?

Ou você acha que a cerejinha do sundae hoje em dia é um “super-site” em HTML e GIFS Animados? (eu vi semana passada um néscio vendendo isso como se fosse a descoberta da pólvora…).

Seu cliente quer o melhor, e merece! Então ofereça isso ou caia fora!

3) Ética não é opcional de fabrica é, sim, um DEVER:

Isso por si só já dava um novo texto, então eu faço o seguinte, vou resumir aqui nesse parágrafo e depois venho com um sermão maior sobre Ética (Deus sabe como esse país precisa disso…)

Povo, é sério, contrato não é só para impressionar o cliente não. Ë um ACORDO entre as partes, está lá? Então é para ser cumprido por AMBAS as partes. Simples assim!

Prometeu? Entrega.

Errou? Assuma o erro e concerte-o sem ônus para a outra parte.

Eu tenho uma frase que resume bem isso, quando meus clientes começam a chorar suas pitangas sobre os “profissionais” do passado com os quais se meteram eu sempre digo:

“Bom, desses eu não sei. Só dou garantias sobre o MEU trabalho.”

Muito se fala em comer o bolo, todos querem os direitos de se viver em uma legislação que acalente e proteja o profissional.

Mas quantos profissionais estão, hoje, dispostos a viver sob a batuta de um estatuto que regulamente e rege DEVERES que devem ser obedecidos com o risco de sanções para aqueles que o descumprem?

As vezes eu penso que é por isso que tem tanto designer contra a regulamentação…a anarquia é mais segura.

*Para os que desconhecem a legislação americana, e nem tenham assistido a um episódio de Lay & Order nos últimos 18 anos (por onde vocês andaram caramba???) eu explico:

Miranda Rights é um direito garantido ao réu/suspeito de uma ação criminal que no momento de sua prisão deve ser avisado pelo responsável pela efetuação da mesma o direito que assiste a esse réu/suspeito de permanecer calado e de que tudo que ele possa por ventura dizer, poderá e será usado contra ele no tribunal. Ele também tem direito a um advogado para assistir a sua defesa e caso não tenha meios de prove-lo o ESTADO providenciará um advogado para ele.

Viu? NEM ISSO TEMOS!

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Notícias recentes sobre a Regulamentação do Design.

Associações se uniram e fizeram uma proposta de projeto de regulamentação da nossa profissão de Design.(accreditation)

Esse texto foi entregue pelo Prof. Freddy Van Camp para um assessor do Deputado Federal Jorge Bittar do PT/ RJ.

O Fred acredita que iremos sensibilizar esse político para que possa encaminhar e acompanhar no Congresso Nacional essa nossa proposta e, se Deus quiser, ver a nossa profissão finalmente regulamentada. Pela nova proposta, nós Designers iremos mesmo nos filiar ao sistema CREA / CONFEA, principalmente por causa da recente derrota fragorosa dos Arquitetos em fazer seu próprio conselho.

A situação da nossa profissão se encontra hoje insustentável, sendo que se não houver uma regulamentação rápida, estamos correndo risco da simples extinção da profissão por interesses de vários lobbies e pelo mercado,que está se tornando refratário as nossas áreas de atuação como nivel superior.

No site eu disse que o mercado hoje nos encara como custo e não como uma solução ou estratégia. Hoje pelo mercado, nós não deveríamos existir. Isso está se tornando a regra e não mais a exceção.

Peço a vocês que façam um comunicado reportando essas últimas informações, pois o momento histórico é único, onde as várias Associações se uniram em volta deste texto gerado por elas.

Vamos torcer!

Texto de Rogério Foster Vidal. Designer.

Para comentar, veja aqui.

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ABD – Já deu o que tinha que dar. Basta!

Recebi isso por e-mail através de um colega de profissão. Posto meus comentários depois do texto…

“Qual o futuro da Reserva Técnica?

Caros Colegas,

Realizamos no dia 07 de Maio, em parceria com a Revista Kaza, um Encontro com Empresários em São Paulo com o tema “O Futuro da Reserva Técnica”. Estiveram presentes como debatedores, o Dr. Igor Nascimento de Souza advogado tributarista, com larga experiência nas causas junto ao Ministério da Fazenda e Receita Federal, os empresários João Saccaro, diretor da Saccaro e Eduardo Machado, diretor da Artefacto, além de Renata Amaral, diretora da ABD e do Dr. Rodrigo Eterovic, advogado da ABD. Podemos resumir da seguinte maneira as conclusões que o debate nos proporcionou:

a) O mercado do design de interiores está, cada vez mais, impactado pela especificação. Muitas vezes, os negócios gerados através dos designers de interiores podem responder por até 80% das vendas em muitos fornecedores. Na média, segundo estudos feitos pela ABD, essa participação atinge a 40%, mesmo considerando lojas de materiais de construção, por exemplo.

b) Essa realidade de mercado está diretamente associada ao avanço na prática do comissionamento das empresas para os designers de interiores. Inicialmente restrita a um grupo especifico de fornecedores, em geral lojas de decoração mais sofisticadas, a reserva técnica está hoje disseminada em diversos segmentos. Grandes organizações do varejo praticam a RT. O mesmo acontece em indústrias.

c) É preciso estar atento aos desdobramentos da crescente pressão dos órgãos públicos (Ministério da Fazenda e Receita Federal) para a formalização de diversos segmentos da economia, entre eles, a área de prestadores de serviços. O pagamento da RT deve estar orientado para essa nova realidade.

d) Entende-se que a prática da RT seja legítima, porém existe de fato a necessidade de promover no segmento a adoção de certos procedimentos para que o pagamento da RT possa ser melhor estruturado nas empresas e também nos escritórios. Vejam quais são esses procedimentos:

– a empresa que concede a RT deve exigir a filiação do profissional à ABD como condição para comissionar. Isso é uma forma de proteger a empresa e o profissional no comissionamento. A ABD pode agir aplicando o código de ética, orientando seus associados (empresas mou profissionais) quando verifica uma conduta inadequada. Mas se o profissional (ou a empresa) não é associado ABD, a entidade nada pode fazer. Por isso, não basta exigir o CREA. A filiação à ABD é importante.

– o profissional para ter direito à RT deve, efetivamente, especificar o produto ou serviço para seu Cliente, materializando esse ato através do encaminhamento antecipado de uma solicitação de orçamento, com a identificação do Cliente, por e-mail ou por telefone. Outra possibilidade é o profissional visitar o fornecedor acompanhado ou não do Cliente. Em qualquer situação, deve haver a identificação do Cliente.

– a empresa que comissiona define as condições (percentual, forma e prazo de pagamento) e se compromete a cumpri-las.

– a empresa se compromete a não oferecer como desconto a RT quando o Cliente declara que não tem Arquiteto ou Designer de Interiores envolvido na operação.

– a ABD orienta os associados a serem transparentes com seus Clientes comunicando que existe uma prática no mercado – a RT – e que essa condição não afeta o preço final do produto (para isso, a empresa que pratica a RT deve se comprometer com a não alteração de preço quando existe um profissional ou concedendo descontos quando não existe).

– a ABD recomenda aos seus associados profissionais que façam da RT uma forma adicional de captação de recursos. Quando a RT representa mais do que 20% do faturamento de um escritório de Arquitetura ou Design de Interiores o negócio corre risco. Portanto, cabe à ABD fazer alertas aos associados, ajudando esses colegas a compreenderem o risco de depender de fontes de renda que não sejam fruto da remuneração pelo projeto ou administração de obra.

– a ABD continuará a promover seminários e palestras (a pauta do CONAD 2008 está toda estruturada na Organização e Operação dos Escritórios) preparando seus associados para negociar melhor seus honorários, estabelecer novas formas de remuneração e adotar sistemas modernos de gestão do negócio. Só em 2007, foram realizados 100 eventos em todo o Brasil com a presença de 12.000 profissionais.

– a ABD está preocupada com o desdobramento que a RT pode ter com a crescente pressão dos órgãos públicos que exigem a formalização da operação. Nesse sentido, está orientando seus associados na melhor alternativa para constituição de pessoa jurídica.

Importante: Associe-se à ABD e fortaleça uma instituição cuja finalidade é promover ações que possam contribuir para a adoção das melhores práticas no exercício profissional e na estruturação do mercado.

Profissional e Empresário: se você ainda não é um associado ABD acesse http://www.abd.org.br e venha participar desse movimento.

Abraços,

Roberto Negrete – Presidente da ABD”

É impressionante o descaramento e cara de pau da ABD mesmo através de informativos oficiais da associação.

Os destaques em negrito apontam para dois pontos

Primeiro: a formação de cartel é evidente o que caracteriza CRIME segundo o Código Civil Brasileiro. Seria muito mais ético e mereceria aplausos e reconhecimento de todos se a ABD lutasse por coisas do tipo independete se o profissional é ou não associado à ela. No entanto, a panelinha fervilha e eles pensam que estão acima das Leis e que só quem fica lá babando ovo merece ser tratado como profissional e respeitado como tal. No entanto cale-se e não opine pois nós ditamos as regras pois somos ditadorezinhos.

Segundo: a tentativa de colocar-se, mesmo após colocar uma falácia criminosa como a acima descrita, como entidade séria e que realmente luta seriamente pela categoria profissional. Lutar por “melhores práticas no exercício profissional e na estruturação do mercado.” nem de longe tem a ver com este tipo de açao. Muito pelo contrário, isso só reafirma a formação de CARTEL, de panelinhas umbiguistas e o uso de uma políticagem excludente típica de partidecos políticos: se você não está conosco é inimigo e como tal deve ser tratado.

O mal da ABD, o seu câncer, é exatamente esta política onde postam-se como deuses detentores de todos os saberes e direitos e que estão acima da LEI onde ignoram os apelos de seriedade e ética de quem não faz parte da mesma por causa disso.

Já cansei de enviar e-mails solicitando esclarecimentos sobre estas ações embusteiras e nunca obtive resposta alguma sobre nada. Preferem continuar em seu joguinho de faz de conta de que tudo está bem, de que tudo o que fazem é correto e o melhor para o mercado e para os profissionais.

Se fosse realmente assim, eles teriam levado à sério a reunião com o grupo de Designers que está realizando o projeto de Regulamentação do Design no Brasil e não teriam colocado-se como arrogantes imbecís do tipo “não precisamos disso pois já temos o nosso próprio projeto” como se Interiores não fizesse parte do Design. E pior, o projeto que a ABD diz ter não vai mudar absolutamente nada e tampouco faz distinção entre decorador, designer de interiores ou arquiteto de interiores até mesmo porque eles mesmos desconhecem as diferenças básicas entre elas.

Realmente chega! Já ultrapassaram todos os limites do bom senso, da falta de ética e do descaramento.

É um lixo e merece ser tratado como tal daqui pra frente.

Até então eu estava mantendo um certo tom amigável na ilusória tentativa de que alguém de lá pudesse esclarecer alguns pontos duvidosos sobre a atuação dessa associaçãozinha mequetrefe e embusteira. Porém como preferem ignorar a mim e a tantos outros Designers indignados com tudo isso, agora será no pontapé na bunda.

BASTA DE GENTE MENTIROSA E MELINDROSA QUE NAO TEM CORAGEM DE ENCARAR AS SUAS PROPRIAS MENTIRAS!

Se você é Designer mesmo (formado em alguma área do Design) e está associado à este antro, caia fora em nome do bom nome do Design Brasileiro. O post abaixo (do presidente da Kartell) tem muito a ver com isso tudo. Deixe aquele antro pros “dezáiners” e vamos juntos construir um futuro realmente sério para o Design Brasileiro.

Paulo Oliveira

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putz…

” Talvez no futuro possamos contar com designers brasileiros em nossa equipe, mas admito que só conheço o trabalho dos irmãos Campana.”

Acredite se quiser, mas a frase acima é do presidente da Kartell e foi colocada drante a sua passagem por São Paulo em maio….

Quem quiser confrir a veracidade da mesma é só comprar a revista Casa Claudia deste mês (Junho/2008) na página 28.

É impressionante como as coisas parecem não funcionar aqui no Brasil ou às vezes só servem para manter sempre os mesmos bãmbãmbãns no top ou como se fossem os únicos existentes.

Não tiro o mérito do trabalho dos irmãos Campana, nem de longe, porém parece que são só os dois que fazem Design no Brasil atualmente, que não existe mais ninguém… Às vezes vemos um ou outro raro nome despontando e até ganhando prêmios internacionais mas que rapidamente caem no esquecimento…

Onde está o trabalho e as ações prometidas por entidades que prometeram rios e mundos em sua fundação? De divulgação do trabalho brasileiro para o mercado internacional?

É… realmente urge a necessidade da Regulamentação e formalização de um Conselho Federal de Design. construído e mantido APENAS POR DESIGNERS, caso contrário, continuaremos patinando e escorregando sempre para trás…

Pense nisso.

REGULAMENTAÇÃO DO DESIGN JÁ!!!!

Você está fazendo a sua parte?

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Caiu a Ministra, como fica o Design?

Marina derrotada pelo PAC

A queda da ministra do Meio Ambiente gera protestos lá fora, mas aqui os empresários estão bastante animados com o sucessor, Carlos Minc

O DEFENDER SEM RESERVAS E SEM LImites a Amazônia, a ex-seringueira Marina Silva se distanciou de tal forma dos projetos do governo que, isolada, foi obrigada a pedir demissão. Sua saída do Ministério do Meio Ambiente carrega uma perda imensurável para a defesa ambiental na opinião de analistas internacionais. Mas, aqui, no Brasil real, empresários e pesquisadores não escondem a felicidade. Nem o presidente Lula lamentou o desfalque na equipe. “Se ela chegou à conclusão de que tem um ciclo que quer mudar, não sou eu que vou impedir”, disse o presidente. É claro que há um grande respeito pela biografia da senadora, que sofre com a contaminação de mercúrio pelas águas poluídas que bebeu na infância, passada “entre os povos da floresta”. A gestora Marina, contudo, deixou a desejar. Ela se afastou dos técnicos mais flexíveis e abriu um espaço para as organizações não-governamentais jamais visto no Ministério. Durante todo o primeiro mandato de Lula, fez o presidente refém de suas vontades, embaraçando processos importantes de infra-estrutura, como as licenças ambientais do rio Madeira. “A demora (das licenças ambientais) não era porque se queria emperrar as obras, mas porque queremos eficiência”, explicou a ex-ministra dias após a demissão. “Não dá para falar em desenvolvimento sem preservação dos ativos ambientais.”


Foto: SEVERINO SILVA/AG. O DIA
“Vamos aumentar o rigor e diminuir a burocracia “
CARLOS MINC, SUCESSOR DE MARINA

O excesso de preocupação, que para muitos analistas é má gestão, resultou em grandes prejuízos para o setor produtivo. Ao cumprir a ferro e fogo o Código Florestal Brasileiro, de 1965, Marina jogou os produtores na ilegalidade. No Tocantins, por exemplo, onde o governo federal financiou pelo Pro- Várzea a irrigação por inundação de 170 mil hectares para a plantação de soja, milho, arroz e melancia, o Meio Ambiente decretou a região Área de Proteção Permanente (APP). O mesmo artigo das APPs torna ilegais produções nas encostas e topos de morros e compromete 25% do café de Minas Gerais, 100% da maçã de Santa Catarina, as uvas da Serra Gaúcha, a fruticultura da Bacia do São Francisco e a pecuária no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. “Ela sempre se recusou a rever o Código Florestal, porque considera a legislação mais avançada do mundo”, reclama o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Assuero Doca Veronez Diante desse cenário, o principal desafio do sucessor de Marina, o ambientalista Carlos Minc, será reabrir o diálogo com o setor produtivo. Exguerrilheiro, Minc se encantou pelo Partido Verde alemão durante o exílio. De volta o Brasil, fundou o PV por aqui. Mas, em 1990, se elegeu deputado estadual pelo PT, do Rio de Janeiro. Atualmente no partido de Lula, Minc ocupava a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio, onde ganhou a atenção do presidente por ser um ambientalista histórico, mas não ortodoxo, com traquejo político suficiente para transitar entre os ecoxiistas e fazer valer o plano de desenvolvimento do governo. Enquanto Marina se indispunha com a ministra Dilma Rousseff, Minc conseguiu destravar obras do PAC, ao reduzir a burocracia no processo ambiental. Um pedido de outorga pelo direito de uso da água, por exemplo, que levava três anos, caiu para três meses. De perfil afável e conciliador, Minc difundiu no Estado a idéia de que sua “filosofia é destravar o desenvolvimento”. Hesitou ao ser convidado pelo presidente Lula. Não sabe bem como sua experiência regional – os críticos o chamam de ambientalista de Ipanema – será aplicada na questão nacional. O que mais se espera de Minc, no entanto, não é uma política ambiental frouxa, mas possível. Para isso, ele tem todo o apoio da ministra Dilma Rousseff.

ADRIANA NICACIO

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/

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P&D2008 – Requerimento

Vendo tudo o que vem rolando, tanto sobre a Regulamentação quanto sobre a padronização da Matriz Curricular de Design, e os constantes desencontros (mesmo dentro de encontros), comecei a levantar uma lebre que julgo ser o ponto X para estes dois casos: o P&D que será realizado em outubro, em São Paulo.

Segue a minha idéia:

Considerando:

– A seriedade e reconhecimento que o P&D conseguiu alcançar;
– A linha de trabalhos desenvolvidos e apresentados neste evento – pesquisa;
– O alcance acadêmico (todos os níveis) deste evento;
– a força das marcas P&D e SENAC (promotora do P&D2008);
– que o assunto sobre a regulamentação do Design no Brasil é motivo de pesquisas e debates sérios;
– que o assunto sobre a padronização das Matrizes Curriculares dos cursos de Design no Brasil vem gerando também vários debates e pesquisas;
– que, tanto a sociedade quanto o mercado e nossos parlamentares desconhecem a realidade do que vem a ser o Design;
– que o Caderno P&D é uma fonte de pesquisa e informação para os acadêmicos e demais profissionais de Design,

Requeremos:
1 – Que neste evento, já a partir desta edição, seja aberto espaço para este tipo de debates;
2 – Que este espaço seja na forma de mesa redonda e workshop por promoverem a melhor interação entre instrutor/alunos;
3 – Que não sejam priorizadas as Associações existentes mas sim, que sejam convidados profissionais engajados tanto na Regulamentação quanto da Educação;
4 – Que sejam convidados parlamentares para assistirem a estas partes como forma de sensibilizar os mesmos sobre estes e outros temas pertinentes ao Design;
5 – Que sejam convidados empresários de grandes e pequenas empresas para participar destas partes como forma de sensibilizar os mesmos sobre a importância do Design para suas empresas;
6 – Que seja convidada a mídia para cobertura do evento como um todo;
7 – Que se façam constar do Caderno P&D um relatório das ações realizadas e os resultados obtidos durante os trabalhos.

Sem mais,

Designers abaixo assinados.

Penso até em usar aquele site de petições online para fazer esta e enviar à coordenação do P&D.
O que vocês acham?

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N Design, ajuda?

No primeiro comentário do último texto do Paulo , veio uma indagação certeira. Os encontros nacionais de estudantes (e afins) de design geram alguma vantagem para o coletivo?

Sei que vou ser criticado por perguntar isso, mas antes de tudo quero deixar claro que acho fundamental o evento. Como já citado pelo Fernando Galdino, os contatos e as oportunidades que aparecem para quem está lá são muitas. Além de você conseguir indicações para emprego, contatos para desenvolvimento de projetos, além de tudo isso você fica junto com um monte de gente que “te entende”. Mais as festas. Reparem, tudo isso é individual.

Isso aqui também não é uma crítica aos organizadores. O molde do encontro já é padrão: palestras, mesas redondas, workshops e festas (quando digo festas, não estou dizendo que elas não são necessárias).

Minha crítica é o foco do gasto da energia. Como temos acompanhado nos textos da Ligia e de outras pessoas sobre o ensino e o mercado de trabalho do design, vemos muita confusão em diversos níveis. Um designer não tem uma profissão regulamentada e não sabe onde cursar (as grades dos cursos são diferentes nas diversas instituições). Há outros pontos, mas nesses dois, um encontro nacional de estudantes teria uma força considerável se quisesse intervir.

Principalmente quando se fala em grade curricular. Por isso questiono a importância coletiva do N Design. Existem diferenças regionais que devem ser levadas em consideração, mas isso não limita uma iniciativa de padronizar o curso.

E antes que venham dizendo que padronizar é ruim, padronizar é essencial. Todos que desejam ser profissionais deveriam ter o mesmo tipo de ensino. A diferenciação seria depois, com a vontade de cada um em obter mais conhecimento e de COMO ele usaria esse conhecimento (além daquilo que muitos chamam de dom natural). Tudo isso JUNTO seriam os requisitos de um bom profissional.

Isso de como usar o que é aprendido, entra em outro tema: ética. E de novo isso seria muito bom de ser visto e debatido num N Design de forma abrangente. É no começo que deveria ser formada a postura de atuação de cada um.p>

É uma pena perder a oportunidade. Sei que várias mesas redondas são feitas exatamente com esses temas, mas quantas pessoas participam? Elas são influentes o suficiente para gerar alguma mudança?

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Enquanto isso na Câmara….. lá em Brasilândia….

Parlamentares lançam frente em defesa do artesão

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Artesão Brasileiro será lançada amanhã, às 9 horas, durante evento que terá a participação de 300 artesãos representando todas as regiões do País. A frente foi criada para atuar em favor da aprovação do Projeto de Lei 3926/04, que regulamenta a profissão do artesão e cria o Estatuto do Artesão.

O projeto foi apresentado pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que também é coordenador da frente parlamentar. Valverde afirma que a aprovação do estatuto é indispensável para o fortalecimento do setor, que conta com 8,5 milhões de profissionais em todo o País. Ele lembra que a comercialização de artesanato é responsável por cerca de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), movimentando anualmente R$ 28 bilhões.

O ato de lançamento da frente será realizado às 9 horas, no restaurante do 10º andar do anexo 4 da Câmara. Na ocasião, também haverá eleição de subcoordenadores da frente e a entrega aos parlamentares de um documento com o histórico da atuação dos artesãos em favor de políticas públicas para o setor. Haverá, ainda, exposição de peças artesanais no local.
E também:
Audiência discute regulamentação das atividades de artesão

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza nesta tarde audiência pública para discutir o Projeto de Lei 3926/04, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que cria o Estatuto do Artesão. O debate foi proposto pela deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA).

A proposta regulamenta a profissão de artesão e autoriza o Poder Executivo a criar o Conselho Nacional do Artesanato e o Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato. O projeto também autoriza o Executivo a instituir e a desenvolver o Programa Nacional de Fomento às Atividades Artesanais.

Foram convidados para o debate:
– a coordenadora do Programa de Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Maria Dorotéa de Aguiar Barros Nadeo;
– o assessor especial do Ministério do Trabalho Marcos Ribeiro de Ribeiro;
– o diretor-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto;
– a coordenadora do Movimento Nacional dos Artesãos, Isabel Gonçalves Bezerra;
– a diretora do Departamento de Estruturação, Articulação e Ornamento Turístico do Ministério do Turismo, Tânia Maria Brizolla;
– a representante do Programa de Microcrédito do Ministério do Trabalho Ione Carvalho.

A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 12.

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia

E nós Designers, a chupar os dedos.

Não posso deixar de lembar que a relatora que vetou o PL de regulamentação do Design confundiu alhos com bugalhos ao afirmar em seu texto que artesanato é o mesmo que design…

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