Complexidade e Design na XIII Mostra Design do IF-SC

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A Mostra Design é um evento de caráter acadêmico-cultural organizado pelo curso de Design de Produto do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Foi concebida com o intuito de apresentar e divulgar os trabalhos desenvolvidos no curso ao longo dos semestres.

Assim, desde 2003, alunos e professores se mobilizam para realizar um evento que, além de expor projetos dos alunos, promove atividades de ação e discussão no âmbito do design. Inicialmente organizada pela coordenação do curso e pelo Centro Acadêmico, há 5 edições é gerida pelos alunos do sétimo semestre, sendo atualmente parte da estrutura do curso por meio da unidade curricular “Gestão de Projeto”.

Este semestre será realizada entre os dias 25 e 27 de Agosto de 2009 nos espaços do IF-SC, tendo como objetivo “a construção do conhecimento a partir do compartilhamento de informações”. O tema estabelecido pela Comissão Organizadora da XIII Mostra Design trata da relação das diferentes variáveis do sistema complexo de sociedade no âmbito do design.

Partiu-se da premissa de que é importante considerar que pequenas mudanças no ambiente podem funcionar como pontos de inflexão que transformam o quadro geral. Nesse contexto, buscou-se questionar sobre a relevância dos produtos que são projetados dentro de uma realidade sistêmica na qual pequenas mudanças podem contribuir para a solução ou para a criação de novos obstáculos. Cada pessoa que está envolvida na realidade de um projeto de design deve ser considerada como uma fonte de informações, pois todo sistema humano, natural ou industrial está interpenetrado. Porém a maioria das pessoas vive e trabalha dentro de uma comunidade e não entre comunidades. Esse tipo de divisão isola o conhecimento em silos e não proporciona o compartilhamento de informações para a construção de um conhecimento coletivo e sistêmico (THACKARA, 2008).

Em se tratando do conteúdo da XIII Mostra, tem-se, ainda, a delimitação de subtemas para nortear as atividades de cada dia. Dessa forma, no primeiro dia serão contempladas discussões inseridas no universo do “Não estamos sozinhos”, tratando do dinamismo das redes colaborativas, o uso de softwares livres e o impacto dos produtos no meio. O segundo dia será recheado de discussões acerca da “Ausência de limites”, trabalhando sob a perspectiva da interdisciplinaridade tão relevante no design. E, por fim, a Mostra chegará às “Alternativas Viáveis”, percebendo as formas de concretização dos ideais estabelecidos sob diferentes perspectivas.

A Mostra contará com as palestras do prof. Ari Rocha, prof. Ivo Pons e do Eduardo Gonçalves

Release sobre as mesas redondas:

“NÃO ESTAMOS SOZINHOS” (dia 25, 18:00-21:00 no Auditório do IF-SC)
As ferramentas digitais são praticamente indispensáveis na atuação do designer. O domínio tecnológico ferramental é uma demanda crescente para a inserção de novos profissionais e ascensão de jovens empresas, o que torna o aprendizado dessas ferramentas um ponto fundamental para a formação do profissional. No entanto, a política de preços praticada pelas empresas de softwares inviabilizam sua compra mesmo para fins educacionais, dificultando a capacitação e o uso por pequenas e micro-empresas em suas atividades. Um fenômeno desponta como possível solucionador pra essa situação: o movimento Software livre, porém ainda existem controvérsias sobre sua aplicabilidade profissional. Da mesma forma que não se tem um consenso sobre como a colaboração e os paradigmas do mercado podem convergir de forma produtiva.

Palavras-chave: Design, Colaboração e Software livre.

“AUSÊNCIA DE LIMITES” (dia 26, 18:00-21:00 no Auditório no IF-SC)
No anseio de explicar a realidade, o pensamento classificador trabalhou arduamente na identificação dos limites das coisas. Dessa forma, pôde-se facilmente organizar tipologicamente os elementos da realidade como: seres, artefatos, conhecimento, etc. O Design, no entanto, não consegue se situar nesse espaço objetivo e determinista, visto que sua natureza subjetiva [ora negada, ora louvada] e suas competências herdadas das praticas profissionais que deram origem à sua área de conhecimento, o insere em um sistema aberto de dependência e equilíbrio dinâmico: o design não consegue existir sem o conhecimento das outras áreas. Nesse contexto, questiona-se sobre a autonomia e o papel do designer considerando que, apesar de não ter o domínio profundo do conhecimento relativo às áreas que o cercam, precisa lidar com a pluralidade das competências de outros profissionais e saber comunicar-se com eles.

Palavras-chave: Design, Interdisciplinaridade e Área de atuação.

“ALTERNATIVAS VIÁVEIS” (dia 27, 18:00-21:00 no Auditório no IF-SC)
Mesmo limitado a um escopo profissional, o designer possui uma imensa área de atuação: suas possibilidade não se limitam a um setor produtivo ou tipo de produto, visto que toda atividade humana está relacionada a um produto ou serviço. O problema, então, não é a falta de opções, mas o excesso delas, sem contar que, as condições político-econômicas e as relações dinâmicas atuais fomentam o espírito empreendedor nos jovens designers e apontam para a necessidade de constantes atualizações. Frente a essa miríade de novas possibilidades oportunizadas, também, pela adaptação do mercado a novos modelos econômicos e modalidades de trabalho, o ser “designer” perde sentido uma vez que o contexto não mais demanda por “funcionários”, mas sim, cada vez mais, por solucionadores de problemas.

Palavras-chave: Mercado de trabalho, Empreendedorismo e Design

Outras informações sobre o evento e a programação detalhada pode ser conferida em: www.mostradesign-ifsc.com.br

Mauro Alex é professor orgulhoso.

Lançamento do documentário sobre o N Floripa 2007

Hoje, 19:30 será lançado no Auditório do CCE-UFSC [Florianópolis] o documentário “Um Balaio de Encontros” – filme sobre o 17º Encontro Nacional de Estudantes de Design.
Há alguns meses lançamos a campanha de coleta de material para a realização do documentário de registro do N Floripa. Muitos encontristas mandaram depoimentos, fotos e vídeos que ajudaram  a Boana Estúdio a registrar uma edição do mais importante evento de design do Brasil.

Continue lendo “Lançamento do documentário sobre o N Floripa 2007”

Agite depois de usar! Documentário Registro do 17º N Design – Floripa 2007

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A CoNDe Floripa 2007 e a Boana Estúdio estão reunindo as memórias do NDesign 2007 em um DVD de registro. E, para que nenhum momento do evento seja esquecido, precisamos do seu depoimento e memórias.

Resgate aquela pasta de fotos do seu Back-up, vasculhe os seus CDs, encontre aquela fita empoeirada, separe as músicas mais cantadas, as imagens mais marcantes e deixe tudo bem bonito para que possamos juntos reconstruir esse encontro.

Você também pode gravar um depoimento nos contando como foi o seu N17, o que mais marcou, o que você fez, o que mais gostou…

Envie-nos seu material cadastrando-se aqui e faça parte dessa história.

Mas corra, porque o cadastro será feito apenas até o dia 04 de abril.
E, enquanto você pensa o que vai enviar, aproveite pra conferir os bastidores das gravações em nosso flickr: http://www.flickr.com/photos/boanaestudio/

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Essa é a chamada para o envio de vídeos, fotos e memórias do 17º Encontro Nacional de Estudantes de Design que aconteceu em Florianópolis em 2007. A Boana Estúdio e a CONDe 2007 se juntaram para concretizar o registro da 17ª edição do N Design.

Como o mote desse evento foi a participação e a intervenção no evento pelo participante, não poderia ser diferente com o registro. Eles abriram uma campanha de coleta de material em qualquer formato ou qualidade para que entre no documentário.

E se você não pode ir ou não tem o que mandar, grave um depoimento em webcam e envie. Conte como foi a  experiência, o que marcou, o que o evento significou pra você, essas histórias darão ao registro a possibilidade de  abarcar diversas perspectivas. Além disso, as pessoas que enviarem material e este for selecionado pra uso receberá uma cópia do DVD [que não será comercializado]. Interessou? Acesse www.boanaestudio.com.br

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12ª Mostra Design IF-SC

 

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Acontece nos dias 18, 19 e 20 de março, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), antigo CEFET/SC, a 12ª Mostra de design IF-SC.

Nesta edição o evento traz o tema “O Papel do Consumidor na Produção de Design” a ser trabalhado em palestras, mesa-redonda e oficinas.

O evento, que tem como principal objetivo promover a discussão sobre a relação entre designer e consumidor e como ambos se influenciam, contará ainda com a exposição de trabalhos dos acadêmicos do curso de Design de Produto do IF-SC e outras atividades.”

A Mostra Design é um evento semestral realizado pelos estudantes de Design de Produto do curso do IF-SC. Nesse evento são apresentados os projetos e idéias de um curso que é vanguarda no modelo pedagógico e que nos tem dados muitas contribuições acadêmicas [vide a quantidade e qualidade de publicações no 8º P&D Design]. 

Possui semelhança com diversos outros eventos de design [no sentido estrutural], mas acredito que seu principal diferencial esteja na regularidade do evento [uma exposição semestral], no relacionamento professores -estudantes e no envolvimento estudantil nas atividades: mesmo a mostra acontecendo, agora, como parte de uma Unidade currícular do ultimo módulo do curso, os estudantes já nem lembram disso, o que os motiva está muito acima dessa frivolidade, eles são apaixonados pelo curso e pelas idéias que querem compartilhar, discutir… se me permitem, mostrar.

Pra esse semestre a promessa é dar uma ênfase na qualidade dos projetos apresentados para que se tenha uma interface maior com o empresariado, assim, não esperem nada menos que o excelente do curso sendo exposto. Além disso, procura-se discutir aspectos relacionados à participação fundamental do consumidor no desenvolvimento de projetos e a partir dessa idéia, provoca-se: Projetar pra que? Pra quem? e Por que? Mais do que mostrar, eles querem falar, e principalmente ouvir.

O projeto está sendo desenvolvido dentro dos processos do PMBook com o auxilio de outros frameworks, métodos e ferramentas: Scrum, DotProject, etc. 

18 a 20 de Março – quarta, quinta e sexta. Mais informações sobre como participar: http://www.mostradesign-ifsc.com.br/12/

 

Mauro Alex Rego é o professor/colega mais orgulhoso jamais visto.

Galeria virtual de Design Brasileiro

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Na palestra do Rafael Cardoso [Denis] durante o 8ºP&D Design ele comentou sobre o esforço dele em coletar material na Biblioteca Nacional do Rio. Ele gastou alguns meses caçando marcas e rótulos do século passado pra poder compor a pesquisa dele. Bom, uma dupla de estudantes-pesquisadores paulistas e uma pós-graduada resolveram dar uma ajuda pra quem tem a mesma inquietação do Rafael: disponibilizaram  meses de pesquisa de material de design brasileiro em uma conta no Flickr.

Elas e ele reuniram mais de 800 referências visuais de produtos, rótulos, cartazes e etc, e deixaram lá pra ser consultados e baixados. Mas como nem tudo são flores, eles não receberam muita verba pelo trabalho feito, e o Flickr cobra uma taxa para poder disponibilizar mais de 200 fotos [tiveram de abrir uma conta pro] assim, eles estão aceitando colaborações [de R$ 1,00 a R$ 5,00] para continuar postando o material. 

Quem quiser enviar material, os créditos serão devidamente atribuídos.

Curioso [a]? Clique aqui e acesse.

Dúvidas, sugestões, contato e, principalmente, interessado [a] em colaborar? envie um e-mail para histdgbrasileiro@gmail.com

por Mauro Alex Rego, Designer Gráfico que adora cheiro de revista velha.

Vai seguir vida academica ou trabalhar na área?

Após entregar o TCC, essa foi a primeira pergunta que me fizeram. O curioso não é a dicotomia entre a academia e a atuação como designer, mas o fato de parecer que “seguir vida academica” não seja trabalhar na área, ou mesmo trabalhar: quem aqui nunca leu algo como “este evento destina-se a estudantes, professores e profissionais”. Claro que isso se trata de uma mera convenção idiomática, mas é notável a distância que existe entre os mundos “academico” e de “mercado”.

No ultimo P&D entrevistei dois profissionais que transitam entrem os mundos e pode-se notar que o afastamento dá-se por diversos aspectos, como tempo e rentabilidade. Ok, óbvio. Na acadêmia o processo é menos dinâmico a exigência é mais teórica e não se ganha muito (em tese]. No mercado, não importa muito quem foi o autor base, tem que se fazer aquilo rápido e a gosto do tal cliente. 

Essa dicotomia se acentua com os tais “profissionais fracassados”. Aqueles que sempre quiseram trabalhar com “tal coisa” mas que no fim das contas, passaram no concurso, ou como não acharam nada melhor, viraram professor. Um ato de irresponsabilidade. Quase um crime, eu diria. Mesmo sendo muito bons em determinado oficio,isso não implica em um bom professor, pois o melhor escritor pode não ser o melhor professor de portugues. 

Claro, temos bons mestres profissionais, desses que tem escritório e conseguem estreitar um pouco mais as relações entre os universos. Porém, por vezes, ele deixará de ser um dos dois em detrimento do oficio que mais lhe agrada, ou mais lhe paga. A exemplo, tive um professor que desaparecia em época de eleição, seja inicio, meio ou fim de semestre.

Mais um fato que detona essa guerra é que não existe no Brasil um curso de LICENCIATURA em Design. Ou seja, todo professor de Design precisa cursar uma pós-graduação que tenha disciplinas em dar aulas no Ensino Superior. Isso explica por que alguns dos grandes nomes do Design brasileiro (e mundial] nunca poderão dar aulas, pelo simples fato de não saberem nem o que é pedagogia: possuem muito conteúdo e nenhuma didática.

Quem mais sofre com essa situação são os alunos de escola particular. Após o curso ser reconhecido pelo MEC, os empresários tratam de demitir todos os doutores, mestres e afins para contratar graduados que aceitam receber pouco pra dar aulas. Compromisso pedagógico custa muito, e custo é o que eles querem cortar.

Sempre existem as tais exceções: graduados que dão aula melhor que doutores, profissionais que conseguem aplicar pesquisa cinetífica em seus escritórios, doutores que pesquisam novas soluções de mercado. E isso não é raro. A exemplo o Ari Rocha que sempre defende a pesquisa alinhada com a realidade, com soluções tangíveis e aplicáveis, não essas imediatistas e reprodutivistas, mas aquelas que costumamos chamar de INOVAÇÃO.

 

Mauro Alex é formado em Desenho Industrial pela UFBA e não tem talento pra fazer escolhas.

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Não precisa ser muito observador pra notar que o Movimento estudantil de Design não oferece qualquer risco ao “Status Quo”. Qualquer membro de Centro Acadêmico que lê esse artigo sabe que, exceto por notáveis, o ME de Design ainda engatinha em suas relações com o “mundo externo”. Então não cabe aqui chutar cachorro morto, afinal, o assunto está banalizado e essa conversa se encerrá com alguma frase de consentimento e impotência: “é verdade, mas fazer o que? Sempre foi assim”.

Me formei, isso é um fato consumado pelo diploma que eu guardo na minha pasta de documentos.  Logo não deveria me envolver mais com assuntos estudantis, como N’s e CoNE. Sempre preguei que os formados saíssem do circuito estudantil pois aquele espaço não é deles, essa foi [e ainda é] minha bandeira, pois por mais óbvio que pareça, o Movimento Estudantil e suas realizações [vide N’s e etc] são voltadas para os estudantes, e os profissionais que busquem seus espaços. No entanto, me sinto no direito de, agora, sendo externo à categoria, poder fazer leituras do meu tempo naquele espaço. Como a lista do CoNE não se constitui mais um lugar para minhas opiniões, me valho da comunicação do mundo externo para conversar a respeito.

O debate sobre os motivos, desígnios, forma e missão do Conselho Nacional dos Estudantes de Design e do N Design é objeto das discussões desde antes da minha entrada no ME, em 2003. Mesmo entre reformas de estatuto e Ns e Rs, essa reflexão contínua como tópico. Mas é como se corresse em círculos, além de não se avançar o debate, no sentido de tangibilizar soluções, ainda se questiona superficialmente a conjuntura, em suma, não lêem o estatuto e não agem pra concretizar o que se questiona.

Claro! Devido à própria rotatividade dos estudantes e da falta de memória do Conselho, têm-se a retomada constante das velhas discussões. Eu ainda acrescento a imaturidade e as causas apresentadas em  A Folha que Sobrou do Caderno. Antes de atirarem pedras a respeito da “imaturidade”, eu pergunto: que outra palavra eu posso usar visto que a campanha de comunicação do maior evento da nossa categoria dá-se com o concurso do nome de um mascote?

Não se trata de discurso de candidato derrotado em eleições, mas de uma reflexão franca sobre os rumos de uma atividade de congregação de estudantes que foi parcialmente decidida pelos embalos das festas: Uma noite sou surpreendido por um grupo de estudantes de uma faculdade do Sul que pergunta que se eu levasse o N, eu proibiria as festas, visto que eu não ia para as daquele encontro. Realmente essa minha ausência nas baladas foi um peso e tanto no processo de decisão para a sede do próximo encontro.

Volta e meia encontro estudantes em congressos científicos que nunca foram a Encontros de Estudantes – “só tem putaria”- afirmam eles, e que por mais que eu insistisse sobre a pluralidade do evento, do “cada um é que faz seu Encontro”, era inútil argumentar contra as dezenas de colegas de classe que só falavam da colônia de férias mais divertida que já tinham ido. Culpados? Se existe algum crime, com certeza a culpa é tão bem distribuída que virou “situação” e não choca mais, ou não faz sentido algum lutar contra ela.

Maturidade não é a abolição das festas. Mas fazer esse evento parecer MENOS com uma sala da aula descrita pelo Ivens Fontoura, onde 35 dos 40 alunos estão lá pra baixarem o custo da educação de 5 que vão fazer algo de relevante pela sociedade. Já sabemos o nome do mascote, mas e o REUNI alguém já sabe o que é? E o caso da UNIRITTER? Ocupação de reitoria? Faculdades virando empresas de capital aberto? A eliminação da meia entrada? A regulamentação profissional? O fechamento do mestrado do SENAC -SP?

Berequetê.

 

Mauro Alex é recém-formado em Desenho Industrial pela UFBA, membro do coletivo Boana Estúdio.

“Adeus livros, olá aprendizado open source”

Calma, calma! Antes que pensem que eu estou aderindo à guerra dos “mendigos culturais”, estou aqui apenas para fazer uma coisa que não é muito do meu feitio: tentar apaziguar. Vou falar um pouco sobre o Connexions.

Em 99 Richard Baraniuk mais uns amigos resolveram criar um sistema que possibilitasse a troca de conhecimento livremente. Não é a troca pela troca, mas construir uma rede confiável em que poderia-se aprender e ensinar; e onde qualquer um pudesse fazê-lo. Falando isso hoje, parece algo meio óbvio, atrasado, afinal, vivemos imersos nos sistemas Wikis da vida e toda essa coisa de Web2.0, mas estamos falando de um projeto de 1999! (nessa época eu ainda usava o mIRC!)

O maior mérito desse projeto é a organização da proposta em forma de cursos, ele tem uma ferrmenta em que você pode construir as “aulas” e disponibiliza-las, além de um profile pessoal onde os usuários podem ver mais produções suas.

“Create, Rip, Mix e Burn”. Essas são as etapas de formatação da produção intelectual livre. Na palestra apresentada no TED, Baraniuk explica cada um dos pontos mostrando as vantagens e por que fazê-lo, e ele pontua ainda, os problemas de orfdem mercadológica desse processo… não, você não ficará milionário fazendo isso. Mas a contribuição para as suas pesquisas terão um valor inestimável

E os tais mendigos? Bem, eles devem ler livros, ouvir músicas, ver webcasts, enfim, mídias para acesso à informação nós temos de sobra. As fontes são questionáveis? São. Mas também questiono grande parte dos títulos de uma certa Editora de livros de Design que só serve pra publicar livros “caça-niquel” pra dar visibilidade aos seus “autores-donos”. O real problema da educação não são como as respostas são obtidas, mas a qualidade das perguntas feitas.

“O estudante , assim como qualquer outro ator da socieadade, é um ser preguiçoso” (Ivo Pons em A Folha que Sobrou do Caderno).

Documentário “A Folha que Sobrou do Caderno”

Procurava uma forma de falar do documentário que a Boana Estúdio – formada por mim, Alexander (UFPR), a Erica Andrade (a mesma que criou o Megafônicas) e o Gabriel Costa Rodrigues – fez em Maio desse ano e eu e o Alex apresentamos durante o N Design Manaus. É impossível falar de um trabalho seu sem se posicionar (aliás, é impossível falar de qualquer coisa sem se posicionar). Então, ontem, olhando o blog Design de Fundão (designdefundao.blogspot.com) dos estudantes do Rio, me deparei com esse post sobre o documentário. Sim, ele fala bem do filme, mas ele permite que eu abra uma discussão sobre o filme aqui no Design.com.br com um comentários de um espectador.

Consequências de um Encontro

por Sarah Huber

Manaus, primeira semana de julho de 2008. Era o encontro nacional dos estudantes de design. Programação repleta das mais variadas e interessantíssimas palestras e oficinas, durante uma semana, de manhã até a noite. Pessoas de todos os lugares desse país, muitas cores, tipos e sotaques diferentes. Como em todos os encontros, não faltou festa, bagunça e diversão. Mas não foi isso o que marcou o evento.

Em um dia da semana, depois da palestra da noite, dois alunos (Mauro Alex e Alexander Czajkowsky) exibiram um documentário que eles próprios fizeram. Eu estava já muito cansada, mal podia esperar pela hora em que ia deitar e dormir até o dia seguinte. Mas resolvi ficar e assistir um pouco, nem que fossem cinco minutos daquele vídeo. Um documentário sobre educação. Sobre a educação nas escolas de design. Sobre a nossa educação.

Meus primeiros cinco minutos se multiplicaram em tantos que me deixaram atenta ao vídeo do início ao fim. Aquele documentário era a materialização de idéias e revoltas que eu tinha desde que entrei na faculdade. Só que para mim elas não saíram do campo das idéias. Os rapazes as transformaram em algo real, multiplicável, distribuível. Eles encontraram uma (excelente) maneira de dizer a quem quisesse ouvir o que eles pensam sobre o método de ensino do qual nós todos somos aprendizes.

Parafraseando Rubem Alves, Alexander e Mauro são ostras infelizes fazendo suas pérolas (Sei que já utilizei este exemplo em outras situações, mas é um bom exemplo, então por que não utilizar novamente?). E eles de certa maneira colocaram um grãozinho de areia dentro da minha concha, deixaram em mim alguma coisa que fica me incomodando. E dessa vez eu pretendo também fazer alguma coisa!

Quarenta minutos de imagens e depoimentos sobre nossos professores, nossos métodos, nossas universidades fizeram com que eu me sentisse completamente inútil. Estou estudando para quê? Arranjar um empreguinho qualquer numa empresa que assine minha carteira e garanta minha aposentadoria, e só? Fiquei revoltada. Vivemos reclamando dos nossos professores, coordenadores, da péssima estrutura que temos na UFRJ, e tal, mas dá pra contar nos dedos de uma só mão aqueles que fazem alguma coisa pra mudar isso. E sabe, tenho orgulho das Marinas e Alinas que correm atrás das coisas, fazem avaliações e tentam de alguma maneira organizar os alunos e assim tentar encaminhar nosso curso para aquilo que achamos que ele deve ser.

E foi aí que percebi que meu tempo na universidade está acabando, estou em vias de me formar e… não quero me formar! Pelo menos não agora. Ainda há muito o que aprender e modificar aqui!!! Quero sair do fundão podendo me chamar de “Sarah Huber, designer”. Ainda não me considero uma, mas sei que posso sê-la. Mas para isso é preciso fazer as coisas, e não apenas receber o pouco que me é oferecido aqui. E espero que depois de assistirem ao documentário, muitos sintam o mesmo que eu senti, e procurem também fazer alguma coisa!

 


 

Design: ( ) Gráfico ( ) Produto ( ) Social.

O chamado “neologismo” é a criação e adequação de palavras na língua. Um dos pais da semiótica, Pierce, disse que para novas idéias são necessários novos termos, pois, procura-se evitar que antigos significados impregnem as novas idéias. Trabalhar com palavras e conceitos é sempre um desafio, às vezes faltam palavras na nossa língua para certos conceitos, por isso que somos “Designers”.

Quando as palavras são amplas demais (ou os conceitos estreitos demais) procura-se delimitar seu significado através de adjetivos que venham classificar de que exemplo da tipologia daquele conceito estamos falando, e assim temos o Design Gráfico, de Produto, Interiores, Social, etc, etc, ….


Além da definição do que é Design, esse é outro agravante dentro dos círculos de discussão de Design:

E o Design Social? A priori ele se enquadra como o Design que visa contemplar produtos que promovam a diminuição das desigualdades sociais: cadeiras de rodas, produtos de baixo custo, produtos de suporte para atividades de sub emprego (displays para vendedores de cartões telefônicos)… ele se confunde com o desenho universal – proposta que procura criar produtos que atendam a qualquer tipo de pessoa, não sendo discriminada como um “produto para” – e com um “design filantrópico” ou o “dízimo do design” (idéia do pioneiro do pensamento do design sustentável, Victor Papanek).


Os equívocos acontecem no não entender o que significa “Design” (ou atribuir uma definição simplista) sendo necessário buscar esses “tags” (rótulos, etiquetas) como uma espécie de muleta para o conceito. É destituí-lo do seu caráter político, torná-lo uma atividade “pura”. É principalmente esquecer que todo símbolo carece de um contexto e de um interpretante, logo, a fim de não me ater ao significado do Design, coloco-o aqui no mesmo patamar das outras profissões e atividades: atender em suas atribuíções às demandas da sociedade.


A nova linha de teóricos no design, que vieram com a preocupação ambiental dos movimentos do início da década de 60, entendem que “responsabilidade ambiental” não pode ser dissociada da “sócio-econômica”, formando o tripé que rege a Sustentabilidade. Outro mais novos ainda entendem que esse “novo” design na verdade é o verdadeiro conceito do Design, sendo a sua não-aplicação sim, um caminho alternativo.
Esse texto se propõe a ser um ponto provocativo para o ínicio de uma reflexão sobre o uso da palavra “social” como conotador de uma alternativa da atividade de design, uma espécie de “opositor ao Design Capitalista”. Para uma mudança factível do paradigma da práxis e do pensar do Design  na contemporaneidade é importante que se passe a assumir características políticas nas suas atribuíções, afinal, desde William Morris que se entende o Design (puro) como atividade de transformação social.

Ojú Onà – Revista da Pré-CoNDe Salvador

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Lançada no último dia 20. A revista digital OjúOnà é o carro chefe da divulgação da campanha de candidatura do N Design Salvador 2009. Ela se propõe a levantar o debate sobre a nossa educação para um viés de responsabilidade sócio-ambiental, entendido como carente dentro do currículo, sala de aula e estágio. Educação para Sustentabilidade, Sustentabilidade para Educação é mote central, o tema do N 2009 Salvador.

A Revista é um espaço que precisa ser preenchido, alimentado e renovado, e seria incoerente falar de pluralidade (tão inerente ao nosso estado) e limitar o conteúdo da revista somente a nós, por isso, a Ojú Onà é um convite aberto para que, desde já, você construa conosco o conteúdo do N Design Salvador 2009. Ela não tem sentido sem a sua participação, por isso envie seu artigo, sua proposta de atividade, seu trabalho de conclusão, tudo que dialogue com o nosso objetivo de criação de um modelo pautado pela classe estudantil. Que educação você quer?

Vai lá no nosso site, baixe nosso projeto e comecemos o debate!

Estudar na Europa? Aprecie com moderação.

Estudar na Europa parece ser o sonho de muitos estudantes brasileiros que vislumbram ter algum dia um ensino de qualidade, ao que parece, nossa educação está aquém da qualidade dos europeus em muitos aspectos. Essa legitimação dá-se por diversas razões: desde a clichê, mas sempre atual, colonização, até a um comparativo entre currículos baseada em pontos específicos (“esse curso aborda mais o que eu quero”). O que eu pretendo aqui é abrir a discussão referente a essa busca desmedida pelo estrangeiro, que ao meu ver, está numa situação pior que a nossa no que diz respeito à valorização da Universidade. Em 2006 e 2007 tive a oportunidade de experimentar 4 Universidades de Design: UFBA (minha faculdade de origem), UFPR (através do Programa ANDIFES de Mobilidade Acadêmica), Politécnico di Milano – Itália e Köln International School of Design | KISD – Alemanha. Nesses espaços eu experimentei 4 propostas pedagógicas diferentes e 4 quatro realidades distintas. 

A Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia é a unidade sede do Curso de Design do Objeto (antigo Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual) e do Curso Superior de Decoração (futuro Design de Interiores), ela sobrevive à duras penas à política neo-liberal de depredação do ensino público com R$ 4000,00 trimestrais. Temos aulas em prédios provisórios há uma década, com pouca infra-estrutura de suporte pedagógico (2 projetores pra 4 cursos de graduação) e uma decadente estrutura física (tetos que caem e goteiras). Nosso corpo docente é constituído basicamente por profissionais de áreas congêneres, pois na nossa escola, temos ainda os cursos de Artes Visuais Bacharelado e Licenciatura, com os quais dividimos os Departamentos de Expressão Tridimensional e Pintura e o de História da Arte e Desenho. Mesmo com todo esse quadro, fomos elogiados por nossa produção na última avaliação do MEC, pelo Prof. Ari Rocha. Aqui não temos pesquisa em Design, mas como dito por uma professora de Saint Ettienne – França, nosso corpo discente é o patrimônio mais valioso da Universidade Federal da Bahia. Movimentação vista também na Universidade Federal do Paraná, onde estudantes avaliam professores e organizam desde 91 eventos de mobilização nacional. Meus oito meses em Curitiba mostraram como seria a UFBA com um corpo docente especializado e com incentivo a pesquisa. 

E chego na maior escola de Design do mundo, o Politécnico di Milano, com quase 8000 estudantes de design (dado que ouvi pelos corredores) que apresenta uma infra estrutura de invejar: Studio de Clay pra modelagem de automóveis, scanners 3D, Laboratórios de prototipagem e um corpo docente vinculado a um imenso departamento de pesquisa chamado INDACO. À primeira vista, um sonho. Mas ao entrar na sala de aula da graduação (lauréa), me deparo com um sistema pedagógico que contradiz fundamentos de uma Universidade, como estudos em disciplinas humanas (sociologia, filosofia, etc) e a construção do conhecimento ainda na graduação, e nem se ouve falar em extensão. Temos um curso de graduação em 3 anos, que não tem muito valor, você é um Designer Gráfico “inferior” (como ter um antigo curso técnico) e dai sim, uma especialização em 2 anos, onde você pode se tornar então um profissional de fato.

O tratado de Bologna foi acordo de padronização pedagógica estabelecido na Magna Charta Universitatum de Bologna em 1998. Ele procura criar, entre outras coisas, um sistema que viabilize o livre passe de estudantes e professores pela Europa, (Bologna é um dos “pais” do Uni-Nova, programa para as universidades federais criado pelo meu Reitor Neomar, o Magnífico, em sua escalada rumo ao ministério, mas isso deixo pra outro artigo), uma proposta até interessante, mas que faz o ensino pagar um preço alto. Bologna é o resultado de um processo de depreciação do ensino superior, onde temos um estudo cadenciado, com 120 estudantes na sala de aula (onde você é menos que um número), disciplinas especializadas que oferecem conteúdos ferramentais, que não propiciam discussões de sociedade ou construção de conhecimento na graduação. Uma fábrica de “profissionais”.

Na Alemanha tive contato com um sistema próprio. A Escola Internacional de Design de Colônia foi fundada por um dos pioneiro do design pós-moderno alemão Dr. Michael Erlhoff para ser uma “escola de fazer pensar” (palavras ditas por ele em uma conversa informal no café administrado por estudantes da escola). 15 estudantes na sala de aula, 5 anos de graduação, dois TCCs (pré-Diploma e Diploma), disciplina chamada Workgroup, onde você trabalha em um posto na faculdade, seja na administração, no café, no jornal da escola, etc. Em contato com o professor Jenz Großhans (diretor da escola quando eu estudei lá), ele me falou de como será difícil manter o método KISD com o tratado de Bologna, pois os critérios pra fazer parte impedem grande parte do projeto pedagógico experimental da escola.

Acho que nosso sistema educacional está longe de ser o ideal: nossa escola pública está caindo e as particulares estão se transformando em cursinhos (e particulamente questiono o compromisso social dos empresários da educação). Mas ao meu ver a Europa, em muitos casos, oferece uma educação de graduação seletiva, quase um curso profissionalizante, com grandes inovações tecnológicas em infra-estrutura, mas um sistema “linha-de-montagem” de profissionais. No Brasil, ainda dá tempo de lutarmos por uma educação pública de qualidade.

Nota de repúdio aos “regulamentistas”

A muito acompanho discussões diversas a respeito da regulamentação em Encontros, Orkut e Blogs. A busca pelo reconhecimento profissional, pelo respeito à atividade acaba indo, por vezes, além do bom senso e do respeito ao próximo, eu diria até, um desrespeito histórico, pautado sobre uma postura “afirmativista desmedida” e um coorporativismo sem nenhuma base coorporativista de fato. Eu pretendo nesse artigo, também, questionar os rumos desse blog, que no início se mostrou uma grande ferramenta de difusão de conhecimento e informação, e chegou a quase a propor um concurso de beleza pra ter mais acessos.

E cá estamos, um domínio forte, um grupo de participantes respeitável formado por profissionais e estudantes com o único interesse de difundir informações e proporcionar um espaço democrático pra discussões e construção de conhecimento, com abordagens parciais sobre alguns dos principais pontos de pauta das discussões do mundo do design: novas técnicas, marcas, concursos, profissionais e, claro, regulamentação. Posicionamentos prós e contras acontecem em qualquer tipo de debate, mas nesse caso em específico, observo uma anomalia no que diz respeito aos que discutem: eles pertencem ao mesmo grupo. Ambos os lados são designers que discordam sobre pontos, propósitos, razões e necessidade referentes à lei que delimita e concede responsabilidade à designers no exercer de sua profissão. A lei em questão, pra quem não leu o projeto, trata somente dos designers gráficos. 

A auteridade presente no discurso dos pró-regulamentação refere-se somente àqueles e àquelas oriundos das academias. Portadores de diploma são os mais capacitados no exercer da atividade, pois tiveram aulas de semiótica, tipografia e teoria da percepção visual. O mais engraçado é que os cursos de design possuem pouco ou quase nada de fundamentação comum, ou seja, cada curso forma um tipo de profissional, que talvez a única coisa comum seja o nome (inclusive foi tema de uma coluna interessantíssima da Ligia Fascioni sobre os currículos das escolas de design). E nesse processo de legitimação da academia enquanto detentora do conhecimento nega-se a história, visto que nosso curso no espaço Brasil não tem nem um século e seus pioneiros ainda estão vivos (como disse sabiamente um deles durante uma mesa redonda no Arlequinal, que por acaso, é arquiteto), suas bases teóricas e práticas foram e são construídas por pessoas vinda de outras áreas do conhecimento ou mesmo pessoas que, são por si só, pessoas detentoras de capacidades além do estudo e do método científico.

 E os regulamentistas, como eu apelido os defensores irresponsáveis da regulamentação (visto que nem todos os pró-regulamentação são regulamentistas) se valem de escárnio e do “direito de expressão” para ofender aqueles que não fazem parte de sua “nobre” casta. A parte mais divertida do discurso deles é a que fala sobre o perigo oferecido por um produto de design gráfico mal feito como sinalizações que levam à morte, vídeos que causam convulsões e impressos que matam por câncer – a imaginação necessária para muitos episódios do Happy Tree Friends – e na faculdade malmente temos uma disciplina chamada ética. Parece ser hipocrisia usar de ironia (mesma arma dos regulamentistas) para falar deles, mas é fundamental para mostrar como esse tipo de narrativa tira o autor de uma posição respeitável enquanto exprime sua opinião. 

Quando soube sobre a regulamentação, durante o 15º N Design em São Luís, vislumbrei um espaço que permitiria a discussão das diferenças sociais, da luta de classes e da reforma social, ledo engano, me deparei com um discurso elitista, separatista e sem nenhuma consideração por uma melhoria social, em resumo, quero minha fatia do bolo do mercado, garantida por lei, e quero poder cobrar o “preço merecido” sem me preocupar com profissionais que, mesmo sem o conhecimento academico, possam fazer um produto melhor que o meu e cobrar mais barato. Como uma classe quer garantir direitos trabalhistas se não consegue nem ao menos se organizar e constituir uma assembléia, tendo de se valer de encontros estudantis pra poder expor e debater?? E pra isso se valem de espaços como este pra levantar sua bandeira da forma mais perniciosa possível. Um amigo um dia me disse que, eu pra defender o que acredito, deprecio ao extremo o “outro lado”, ao invés de enaltecer meus pontos de qualidade. Após ler o artigo sobre o “Micreiro do Automoblismo” entendi o que ele queria de fato dizer. Depreciação da imagem de um profissional, que mesmo sendo “viajandão” como definido por alguém, não está fazendo nada diferente do que todos na nossa sociedade capitalista: sobrevivendo. Resumindo esse parágrafo: É mais fácil mostrar o quanto micreiros são ruins do que mostrar o quanto profissionais formados são bons, já que esses formados não possuem nada de bom, de fato.

 Espero sinceramente que esse blog mude sua política de atuação, sei que se trata de uma ferramenta livre de exposição de idéias e toda essa história de liberdade de expressão, mas passem a filtrar o que é publicado, passem a ter critérios m seus textos, esse cuidado no escrever mostra o nível de responsabilidade (é um dos pontos da regulamentação que o formado tem vantagem em relação ao micreiro, certo?).  Espero também, não ser surpreendido com idéias “Big Brodescas”de aumento de acessos, como concurso da Designer mais gostosa, ou coisas do gênero, tenhamos o mínimo de decência e respeito com o leitor de qualidade, que francamente, o do outro tipo nunca contribuiu muita coisa, exceto em dar ibope pro Faustão e o manter no ar. 

Cordialmente. 

Mauro Alex Rego