Dos deveres…

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Vou logo avisando, este texto não é no tom de desabafo (parece), nem tão pouco pessoal (mas poderia ser) e nem sequer vem desejar pisar nos calos de ninguém (mas eu sei que pisa)

Eu converso diariamente com diversos designers e vira e mexe converso também com uns “dizairneres” que eu carinhosamente chamo de entusiastas (Um dia titio Ed explica o porque desse apelidinho carinhoso).

E se temos algo em comum é que todos reclamam da ausência de direitos que nossa atividade vive nos dias de hoje.

Ora bolas! Mas que direitos? Nem regularizados estamos como poderíamos ter direitos? A não ser que sejam os direitos Miranda*, mas como não estamos nos EUA, nem isso temos!

A regularização da nossa atividade visa realmente conseguir alguns direitos para nossa classe, mas nem tudo são rosas!

Quem já assinou um contrato na vida (ou teve que fazer um) sabe que a velha máxima do Tio Bem (tio do Peter Parker…O HOMEM-ARANHA!!!) é verdadeira; vamos a máxima:

“Com grandes poderes (ou direitos) vem grandes responsabilidades.”

E é exatamente por isso, que todo contrato que se preze, se o seu não tem é por que não é um contrato que se preze, só lamento especifica claramente em um item a parte em letras garrafais DAS RESPONSABILIDADES… (daí o título desse texto…tá vendo como tudo aqui tem um por quê?)

E a, triste, verdade é essa mesma. Todo direito vem cercado de deveres e por assim dizer, responsabilidades. Afinal é assim desde que somos crianças: “Quer comer a sobremesa? Então tem que raspar o prato!” (um caramelo para quem nunca ouviu isso a mãe ou da avó! Eu sei que ouvi…MUITO!).

E como esse texto não trata dos direitos e sim dos deveres vamos a eles? Agora vocês podem fechar o browser e ignorar o que vêm a seguir, ou tomar a decisão que eu tomei na faculdade, ler se conscientizar e ficar chato que nem eu! To avisando que é um caminho sem volta!

1) O dever de zelar pela profissão:

-Você é profissional? Ótimo! Não faz mais que a sua obrigação! A verdade é essa mesma, vendeu? Entregue no prazo e em perfeitas condições de uso. Ao fazer isso você está zelando não apenas pelo seu bom nome profissional mas também de toda uma classe de profissionais.

E não é só isso não. Cada um de nós somos fiscais da nossa atividade. Afinal uma maça podre pode arruinar um cesto inteiro em pouco tempo.

Então, profissional do design, fiscalize. Entusiastas, “dizaineres”, blogueiros, micreiros, AUTODIDATAS (eu não disse que ia pisar em calos?) NÃO SÃO DESIGNERS! Logo não deveriam exercer a mesma atividade que você… Eu, enquanto não se regulariza a atividade, faço a minha parte denunciando esses escroques sempre que os encontro vendendo “conhecimento” que não possuem…

E diga-se que as vezes denuncio até mesmo maus profissionais…mas isso também faz parte de zelar pela profissão.

2) O dever de atualizar-se:

Isso vale para qualquer atividade… OU você segue as tendências ou acaba fora do mercado. Qual vai ser?

Ou você acha que a cerejinha do sundae hoje em dia é um “super-site” em HTML e GIFS Animados? (eu vi semana passada um néscio vendendo isso como se fosse a descoberta da pólvora…).

Seu cliente quer o melhor, e merece! Então ofereça isso ou caia fora!

3) Ética não é opcional de fabrica é, sim, um DEVER:

Isso por si só já dava um novo texto, então eu faço o seguinte, vou resumir aqui nesse parágrafo e depois venho com um sermão maior sobre Ética (Deus sabe como esse país precisa disso…)

Povo, é sério, contrato não é só para impressionar o cliente não. Ë um ACORDO entre as partes, está lá? Então é para ser cumprido por AMBAS as partes. Simples assim!

Prometeu? Entrega.

Errou? Assuma o erro e concerte-o sem ônus para a outra parte.

Eu tenho uma frase que resume bem isso, quando meus clientes começam a chorar suas pitangas sobre os “profissionais” do passado com os quais se meteram eu sempre digo:

“Bom, desses eu não sei. Só dou garantias sobre o MEU trabalho.”

Muito se fala em comer o bolo, todos querem os direitos de se viver em uma legislação que acalente e proteja o profissional.

Mas quantos profissionais estão, hoje, dispostos a viver sob a batuta de um estatuto que regulamente e rege DEVERES que devem ser obedecidos com o risco de sanções para aqueles que o descumprem?

As vezes eu penso que é por isso que tem tanto designer contra a regulamentação…a anarquia é mais segura.

*Para os que desconhecem a legislação americana, e nem tenham assistido a um episódio de Lay & Order nos últimos 18 anos (por onde vocês andaram caramba???) eu explico:

Miranda Rights é um direito garantido ao réu/suspeito de uma ação criminal que no momento de sua prisão deve ser avisado pelo responsável pela efetuação da mesma o direito que assiste a esse réu/suspeito de permanecer calado e de que tudo que ele possa por ventura dizer, poderá e será usado contra ele no tribunal. Ele também tem direito a um advogado para assistir a sua defesa e caso não tenha meios de prove-lo o ESTADO providenciará um advogado para ele.

Viu? NEM ISSO TEMOS!

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11 comentários

  • Grande Ed!!!! Sempre bombástico e preciso rsrsrrs Agora, alguns comentários do tio chato[2] rsrsrsrrssr "Mas quantos profissionais estão, hoje, dispostos a viver sob a batuta de um estatuto que regulamente e rege DEVERES que devem ser obedecidos com o risco de sanções para aqueles que o descumprem? As vezes eu penso que é por isso que tem tanto designer contra a regulamentação…a anarquia é mais segura." Cara, dizer o que depois disso percebendo que esta é a realidade triste em que estamos inseridos? Isso sem contar os gregados "dezáiners" que são os que mais dão problemas no tocante a desrespeito ao cliente, falta total de ética, enfim... Mas realmente, contratos precisos e corretos, ética e alguns outros elementos são para poucos. Talvez daí a falta de organização e união dos profissionais seja pró regulamentação ou para qualquer outra finalidade pró-design, infelizmente... ANARQUIA JÁ! Lamentável.
  • Felizmente ou infelizmente, tanto faz, estamos numa época de transformações (ouçam um "óh!" ao fundo). A amadorização de serviços antes considerados exclusivamente profissionais é um caminho que estamos todos seguindo... o q abre também o caminho inverso de forma mais aberta---por isso é q tantos adoram a anarquia e liberalismo informacional da net, mesmo sem entendê-la. Todo modo, isso aqui é Brasil. Hoje discute-se a regulamentação de concursos públicos (mesmo sendo também a era do "fim dos empregos"), e do uso de blogs, e sites afins em campanhas políticas (mesmo sendo também a era do "fim dos políticos"---ops, tô sonhando aqui). Aqui o q faz as coisas serem reconhecidas é regulamentação. Se as pessoas não ligam para classes profissionais, se não fazem contrato, se deixam de recolher impostos, isso tudo não é problema somente delas, em última instância é um problema de todos. Anarquia, segundo Kropotkin e Proudhon, pressupõe cooperação. Como pode-se cooperar com gente que prefere viver completamente à margem das leis e do mercado? Pirataria, alguém? Juntem-se a eles... heheh
  • Bom primeira mente concordo com tudo q o Ed.. e todos falaram ai Mas vejo um outro problema o qual que agora nossa geração esta começando a perceber isso oq eh um bom começo... eu estava cv com Eduardo Braga (presidente da ADG Brasil).. bom não me lembro ao certo quantos membros eles tem cadastrados... mas sei q não chega nem a 3000.. ou algo próximo a isto... o numero não vem muito ao caso... o problema eh todos que cv sobre o assunto.. de se aliar a iniciativas como estas me fazem a mesma pergunta: Oq eu ganho com isto???... com pode ser q em um primeiro momento não se ganhe nada não mas sempre tem q ter alguém para puxa o bonde... ta certo vc todo Designer eh individualista se estão bem para quer ajudar o outro para quer uma associação se já sou foda sozinho???.. esta visão conturbada das coisas faz com q a profissão no país não evolua, não mereça atenção e é por isto q não eh valorizada.. fazendo com q qualquer “mané” invada nosso mercado... Enquanto um kerer fazer a caveira do outro... não iremos entrar em um consenso... e sempre uma maioria vai impedir que os que uma minoria que pensa num bem comum fazer oq eh correto... É por este e outros motivos que o Design Brasileiro não tem uma identidade nem uma representatividade dentro e fora do país.
  • Timão e Mico,acredito q vcs tenham razão, mas paremos para analizar: A ADG e a ADP tem um cadastro dificil d ser preenchido e autorizado, dependendo d q tipo d designer vc é. Não há nenhuma Associação mais generalizada para um profissão que é generalizada. Tudo bem, é um caminho, depois surgiriam as Federações ou o q seja... mas por hora, eu não sou designer gráfico, portanto, estou fora da ADG, e na ADP não consigo me cadastrar nem a pau, com aquele site cheio d problemas. Aliás, vou dar uma olhada mais uma vez nele...
  • BR rsrsrsrrs isso que está acontecendo contigo me lembra uma outra associação... A ABD. Certa vez me disseram que não me responderiam pois nao me devem satisfação pelo simples fato de eu nao ser associado. Continuei questionando e, ao mesmo tempo, tentando fazer meu cadastro. Depois de mais de 20 tentativas (sem mensagem de erro) onde aparecia "cadastro efetuado com sucesso" estou até hoje esperando o tal boleto bancário e a lista de complementos que devo enviar. Na verdade todos sabemos que eles nao me querem lá dentro pois, uma vez lá, SERÃO OBRIGADOS A ME RESPONDER EM TODOS OS QUESTIONAMENTOS. Aí ficam de brincadeirinhas de criança dizendo que "não, nao recebemos proposta alguma de adesão com o seu nome..." rsrsrsrsrsrsr Dá pra levar a sério? Não mesmo.
  • Lembro q vc escreveu bastante sobre sua (des)ventura, Paulo... Mas eu tenho tentado há bastante tempo tb...desde 2005, se me lembro bem, no mínimo. Enfim, já faz um tempinho que o Sr.Ernesto Harsi está à frente das coisas na ADP e vejo q algumas coisas estão mudando para melhor. Quem sabe, um dia, eu consiga me associar... heheh Eu sou brasileiro, vcs sabem...
  • Pessoal, Meio atrasado leio esse texto sobre DEVERES, tenho que informá-los que os DEVERES nós já os temos aos potes, com regulamentação ou não. Atualmente vigora no país o Direito do Consumidor que incide sobre qualquer profissional regulamentado ou não. Aqui no Rio de Janeiro, já soube de pelo menos 02(dois) escritórios de Design que estão sofrendo processo do cliente por NÃO terem cumprido o prometido ao cliente. Fora profissionais autônomos.....sim, você responde sim pelo seu trabalho e pode ser processado a qualquer hora pelo seu cliente se o seu projeto não satisfizer o que foi contratado e o cliente não tiver o retorno pretendido com você. Ficou de cabelos em pé???!!! Eu já disse aqui que o DESIGN deixou de ser aquele romantismo de que eu me garanto e etc. Isso não é falado nas escolas de Design, mas você é responsável perante a lei seja estagiário ou profissional, todos respondem nesse caso. Outro parte é o respeito profissional aos seus colegas e com a profissão. A ADG e a ADP, cada uma tem seu código de ética que deve ser respeitado e promovido por seus associados, o não cumprimento desse código pode acarretar até o desligamento do profissional dessas Associações e claro o distintivo de um mau caráter. Nos EUA e na Europa, o profissional pode ser PROIBIDO de exercer a profissão, além de incorrer em processo pelos orgãos governamentais, pois o DESIGN é caso de Governo e totalmente amparado por seus governantes ,pois é uma atividade profissional ESTRATÉGICA. Aqui, eu mesmo já sofri com o desrespeito profissional, vindo de um DEZAINER realmente competente, mas infelizmente sem nenhuma ética naquele momento comigo. Nós Designers achamos erradamente que se não somos regulamentados estamos sem o olho da lei sobre nós, isso é um lêdo engano. Como os Arquitetos, Engenheiros e etc. temos as leis vigentes no país que incidem SIM sobre nosso trabalho, estamos cheios de DEVERES e sem nenhum DIREITO. Acho que somos burros ou masoquistas, pois levamos no lombo e ainda nos achamos os tais! A Regulamentação oficial (Accreditation) da profissão de Designer e do DESIGN já está tardia e esse é um dos motivos URGENTES para que nós possamos atender os nossos DEVERES, como todos os outros profissionais liberais, mas com os DIREITOS que hoje nos são negados por sermos considerados profissionais de quinta categoria! Temos hoje a esperança de que esse projeto orquestrado pelas Associações possa se tornar essa tão atrasada Regulamentação e com ela venha para nós os nossos DIREITOS que não temos e nos são flagrantemente surrupiados pelas profissões limíotrofes em inúmeros casos. Será que dá para deixar de sermos burros e masoquistas e começarmos a usar a nossa tão propalada inteligência???!!! "Como você Designer pode se apresentar ao seu cliente como um profissional competente, se você não tem a competência de sequer organizar, respeitar e promover a si próprio e a sua profissão???" Pensem e trabalhem nisso!!! Foster.