Experimentação no Design

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Estava eu ajudando a montar um palco para a apresentação das crianças do colégio onde minha namorada trabalha. Crianças de no máximo 5 anos iam subir no palco e mostrar aos pais como conseguem, todas juntas, fazzer a mesma coisa.

Na hora isso me veio como um pano que limpa a lente do óculos. Como eu não vi isso antes? Desde pequenos somos moldados a seguir um padrão. E agora o que o design tem haver com isso? Ora, uma coisa que eu já tinha escutado, é como as instituições não deixam seus aluno “pirar”. Por mais que alguns não concordem, todo material produzido já é formatado para o mercado.

Nas instituições pagas o projeto sempre é voltado para o mercado e nas federais, voltadas para atender (teoricamente) a sociedade em retribuição do aprendizado oferecido.

Tendo como comparação as maiores e melhores instituições do mundo, os projetos lá apresentados (em pelo menos uma parte do curso) fogem de qualquer paradigma. Vejam, não estou dizendo que deveríamos deixar livre a criação para sempre, mas que ela devia ser promovida uma vez que no decorrer da carreira do designer ele vai encontrar milhares de barreiras.

Digo isso, analisando muito projeto “novo” também.

A experimentação é um processo de qualquer ser vivo em desenvolvimento. É natural. Muita coisa, aqui no Brasil em relação a profissão de designer, tem que ser administrada mas a criatividade (nata de quem nasce por essas bandas) deve ser “focada a ser solta”.

Uma coisa que sempre complica essa história é o dinheiro. Se não for rentável até um período de tempo, pode esquecer. Verdade, mas eu acho que o valor de idéias podem ser mais rentáveis. Ou não.

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8 comentários

  • É, experimentação pode ser legal também. Mas têm que ter cuidado para não fazer algo completamente inviável. Arte não é design! Mas sem dúvida, inovar é preciso, quebrar padrões também! Pelo menos quebrar ALGUNS padrões. Belo artigo! Abraços
  • Excelente observação, Ed. Na verdade, o que você disse tem respaldo no sistema de "faça para vender" que o mercado capitalista e a filosofia da busca desenfreada pelo sucesso. É óbvio que todos temos que pagar contas, honrar compromissos e fazer coisas - quando contratadas - com o mínimo de funcionalidade e a objetividade desejadas pelo cliente. Seria muito interessante dar essas "asas" para que os estudantes possam realmente voar e sentirem-se livres para a criação plena e totalmente destituída de preceitos, preconceitos e "lugares comuns". Pois como o Ed mesmo disse, estes profissionais, durante o RESTO DA VIDA, já enfrentarão sanções suficientes. Ah! Sabia que alguns dos produtos mais rentáveis do mundo, como Coca-Cola, Post It e diversos outros surgiram de experimentações - cujos resultados esperados não eram os que foram obtidos e que hoje são sucesso de mercado? Vamos pensar.... e ousar mais.
  • a uns artigos atrás foi colocado a disposição de quem quisesse o TCC de um designer sobre propósitos do design. Achei muito interessante e acabei lendo o trabalho todo. a conclusão que tirei é a q eu suspeitava mesmo, de que infelizmente o designer tem seu trabalho sempre moldado pelo mercado, pelo o que ele quer e precisa e nunca pelas pessoas, que é ou deveria ser o objetivo principal do design. Esquecemos das pessoas e acabamos projetando para o mercado, muitas vezes só tornando o visual de algum produto mais bonito para simplesmente incentivar as pessoas a trocarem os seus produtos por outros "da moda", até q outro designer tenha q fazer outro mais bonito ainda e incentivar de novo a troca do produto, num ciclo sem fim... Acho q a criatividade acaba caindo nesse problema, pq se para o mercado o produto não é rentável ele não serve. Mas acho q o design deveria servir primeiro as pessoas, deixando que a criatividade de cada um seja limitada pelas necessidades da sociedade, e não pelo mercado... sei q pode ser um pouco utópico, conheço as leis do capitalismo... mas pelo menos acredito q essa seja a função do design e o objetivo da criatividade, solucionar os problemas das pessoas, não do mercado e se der das pessoas.... abs a todos
  • Cara, dá uma olhada nessa palestra do Felipe Estrela http://www.core77.com/blog/videos/philippe_starck_why_design_8293.asp Esse lance de "voltado para o mercado" muitas vezes quer dizer imediatista, e imadiatismo muitas vezes é burrice. Projetos de produto deveriam ser mais traçados como planos de negócios, ou business plans pra quem gosta da linguinha MKT, mas olha lá, isso é ter visão fechada, é estar usando um cabresto. O tcc do cuducos é bom mesmo, eu falei pra ele q a galera ia ler e ele não acreditou, xupa cuducos, hahahah Mas voltando. Nessa palestra aí o felipetas fala dessa coisa de olhar a frente e dos benefícios sociais da coisa, melhor q isso é só ele no começo falando q design é uma merda e q ele é meio de cara de trampa nisso, hahahaha.