N Design, ajuda?

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

No primeiro comentário do último texto do Paulo , veio uma indagação certeira. Os encontros nacionais de estudantes (e afins) de design geram alguma vantagem para o coletivo?

Sei que vou ser criticado por perguntar isso, mas antes de tudo quero deixar claro que acho fundamental o evento. Como já citado pelo Fernando Galdino, os contatos e as oportunidades que aparecem para quem está lá são muitas. Além de você conseguir indicações para emprego, contatos para desenvolvimento de projetos, além de tudo isso você fica junto com um monte de gente que “te entende”. Mais as festas. Reparem, tudo isso é individual.

Isso aqui também não é uma crítica aos organizadores. O molde do encontro já é padrão: palestras, mesas redondas, workshops e festas (quando digo festas, não estou dizendo que elas não são necessárias).

Minha crítica é o foco do gasto da energia. Como temos acompanhado nos textos da Ligia e de outras pessoas sobre o ensino e o mercado de trabalho do design, vemos muita confusão em diversos níveis. Um designer não tem uma profissão regulamentada e não sabe onde cursar (as grades dos cursos são diferentes nas diversas instituições). Há outros pontos, mas nesses dois, um encontro nacional de estudantes teria uma força considerável se quisesse intervir.

Principalmente quando se fala em grade curricular. Por isso questiono a importância coletiva do N Design. Existem diferenças regionais que devem ser levadas em consideração, mas isso não limita uma iniciativa de padronizar o curso.

E antes que venham dizendo que padronizar é ruim, padronizar é essencial. Todos que desejam ser profissionais deveriam ter o mesmo tipo de ensino. A diferenciação seria depois, com a vontade de cada um em obter mais conhecimento e de COMO ele usaria esse conhecimento (além daquilo que muitos chamam de dom natural). Tudo isso JUNTO seriam os requisitos de um bom profissional.

Isso de como usar o que é aprendido, entra em outro tema: ética. E de novo isso seria muito bom de ser visto e debatido num N Design de forma abrangente. É no começo que deveria ser formada a postura de atuação de cada um.p>

É uma pena perder a oportunidade. Sei que várias mesas redondas são feitas exatamente com esses temas, mas quantas pessoas participam? Elas são influentes o suficiente para gerar alguma mudança?

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.
Distribua

11 comentários

  • Bom Ed concordo sua abordagem, Pois estes eventos estão muito vulgarizados, talvez justamente por sua popularização onde vão muitos encontristas estão dispostos apenas a farras, festas, gente diferente, deixando de lado o lado serio e o mais importante e o intuito do evento. Uma outra critica e na verdade, muito seria é com a incansável discussão da cone com a “porcaria” do estatuto sempre são discussão e guerras de egos q não vão ajudar em nada no nosso problema... potencializando assim a perda de credibilidade dos eventos, Uma colocação muito sensata do Miguel que foi colocada neste R de Vila Velha foi q como estes eventos estão cada vez mais populares as cordes, condes e afins estão deixando muito de lado o que eh mais relevante no evento e se preocupando em como alojar, entreter, organizar estas pessoas.
  • Oi, Ed! Estou muito feliz porque vou participar do NDesign este ano com uma palestra sobre identidade corporativa (mas vou puxar um pouco para identidade profissional também). Penso que no design acontece como em todas as outras profissões: a grande massa é medíocre (atenção: medíocre não é ofensa, só quer dizer "na média"). Os que se sobressaem são aqueles que se interessam em se aprofundar mais nos temas, em aprender mais, em fazer mais diferença, inclusive em eventos como o NDesign. Sempre haverá uma maioria que só vai atrás da festas (o que não é ruim) e uns poucos que vão discutir os benefícios para o coletivo. E assim caminha a humanidade...
  • Concordo plenamente,quando você fala que a grande massa é mediocre, a grande massa não tem vontade de se aprofundar , aprender mais e tentar melhorar como profissional. Ainda tenho muito que aprender, mas me dedico no meu aperfeiçoamento. Vou para esses eventos com o intuito de discutir temas que me fazem melhorar como profissional!!
  • Oi, Eduardo! É, não acho ruim não, pois se festas são excelentes oportunidades de ampliar a rede de contatos. Às vezes, o pessoal fica tão preocupado em debater questões mais sérias que acaba se esquecendo das pessoas, que são o foco de toda a discussão. Em festas dá para saber bastante sobre quem a pessoa é, o que ela pensa e como se comporta. O ideal seria equilibrar debates e festas. Acho que tem espaço para todo mundo...
  • Apenas complementando o comentário final da Lígia Fascioni (cada vez mais contemplado com teus comentários, viu? :b), as festas são importantíssimas também para a integração, o que é praticamente imprescindível para um bom relacionamento numa discussão. Nós não precisamos tornar o ambiente acadêmico mais corporativista, institucional. Acho o máximo quando tô numa reunião do CoNE e reconheço a pessoa que tá falando da noite anterior, na fila do bar. O ideal é que esses muitos que vão pras festas tenham verdadeiro conhecimento sobre as discussões, participem, e sintam-se realmente representados pelos poucos que estão lá, na reunião. E isso depende em muito da capacidade destes últimos. Não sei se seria interessante que uma reunião do CoNE ou até mesmo um SePA Design (quem não sabe o que é, visite o site do N) tivesse a presença de todos os 4mil participantes... Provavelmente explodiria a situação.
  • Olha, vou ser bem sincero aqui... Pensa vc que viajou 1679654 horas e chega no N conhece um monte de gente igual a você e todo mundo em uma faixa etária parecida... vc só pensa em festa... nao adianta... no N q eu fui (em floripa) certamente festei mais do que estudei... rs e nem por isso eu não fiz muitos contatos... Só que assim eu acho que o número de festas (todos os dias) foi exagerado... Talvez as festas poderiam ser feitas intercalando os eventos principais do N... Assim no dia que fosse ter a discussão importantíssima sobre o assunto x, nao tivesse festa na noite anterior... assim todo mundo iria bem mais disposto... ( e não pescando q nem 90% da galera q tava nas palestras rs) Porque com certeza se tiver festa o pessoal vai ir... e vai pensando assim "ah no otro dia eu do um jeito e acordo pra tal coisa" mas nao acorda neh euheuhe Enfim, fica a idéia.. Abraços
  • Mas Guilherme, imagina decidir quais eventos são os mais importantes para 4000 pessoas? Só iria haver festa no último dia, e olhe lá, pois muitos iriam acordar cedo pra ir pro aeroporto/rodoviária. Eu estou louco pra participar de uma oficina em Manaus sobre tipografia, música e projeto. Provavelmente será pela manhã. Então, não irei à festa da noite anterior, ou irei pra voltar cedo. A escolha cabe a mim, no caso. O mesmo ocorre com reuniões do CoNE, por exemplo. Seu horário é à noite, depois de todas as outras atividades. Se não houvessem festas, muitas pessoas iriam sair pra conhecer a cidade-sede, e talvez nem esperassem o CoNE pra isso. Já que existem festas dentro do programa do N, eles esperam esta começar...: Assim que o CoNE terminar. Isso cria até um encorajamento pra participação da reunião. É, realmente, uma questão de escolha. Existem festas todos os dias para que os participantes possam "escolher" deixar uma delas pra lá em nome duma atividade no dia seguinte, e mesmo assim, ainda ter outros 4 dias pra brincar.
  • Como vemos, ninguém é contra as festas. Todos concordam que os encontros podem trazer algo de bom, MAS ainda continuo dizendo que é muita energia gasta em coisas que não são do interesse da maioria. Minha crítica foi desde sempre sobre esse foco. A maioria deveria debater sobre assuntos como ética e regulamentação (100% do pessoal deveria falar sobre isso, sendo contra ou a favor). Mesmo se não houvesse um debate, uma palestra informativa deveris ser feita para um melhor interação do pessoal que foi no encontro, com o assunto (que foi discutido por "representantes").
  • Olha, temos um tópico importante aqui. Vamos ao que interessa, o N Design e os Designers e Estudantes. Vejo que o NDesign, já em sua 18o edição trás muitos benefícios para todos os envolvidos com a atividade do design. òbvio que em alguns momentos os organizadores do evento perdem espetaculares oportunidades a favor do coletivo: regulamentação ou regulação da profissão. Cito os dois erros irreparáveis: N99 e N2006. Posso apenas comentar sobre o N99 pois fiz parte da CONDE. Naquele momento, estavamos passando por difíceis momentos organizar o N99, e haviam grandes incertezas quando ao número de participantes, esperávamos uns 1.000 participantes no máximo. E em Brasília, na esplanada, 1.000 pessoas fazendo piquete não significam absolutamente nada, como sabiamos de antemão, optamos pelo tema que norteou o N: Reconhecer pelo Reconhecimento. Nosso N99 teve consistência no conteúdo: palestras, mesas redondas, atividades de rua, repentina e tudo mais. Fizemos barulho, chagamos até a fechar a esplanada dos ministériospara fazer uma corrida de rolimâ, tudo voltado para mostrar ao cidadão de Brasília que havia Design na cidade e no pais. Agora quanto ao N2006, perdemos a segunda oportunidade, não posso responder pelo projeto dos outros, mas vejo que desde o início do planejamento (haviam recursos financeiros abundantes desde o início) a CONDE2006 sabia que havia um ótimo NDesign, e não focou no tema do reconhecimento, vejo que perderam uma ótima oportunidade, enfim, não sei se justifica, mas explica. Sò posso dizer que o NDesign é ótimo, tem lugar para todas as tribos do design, é um evento integrador de ótima qualidade quando bem planejado. Só desejo aos meus colegas de Manaus um ótimo evento, e que utilizem esta grande oportunidade da região para vantagem do coletivo e do indivíduo. Up the Designers! ;)
  • Bom, nao acho ruim em nenhum evento nesta linha. Os pontos falhos já foram expostos acima porém vale ressaltar alguns: - Egos hiperinflamados, geralmente por parte da equipe coordenadora que é sempre a rainha do evento, dos chefes de DAs que acham que mandam no mundo todo, e algumas estrelinhas isoladas. No entanto, esta atitude umbiguista só vem a ajudar a enterrar de vez qulquer ação coletiva. Mas não importa, o que vale é o glitter no meu visual. O resto, é resto. - Acho palestras muito interessantes, mas, assim como as mesas redondas, são improdutivas e (não vamos ser hipócritas ok?) sempre existe aquele patrulhamento em cima das questões anotadas no papelzinho ou na fila de questões do microfone.. porém creio que os workshps são muito mais produtivos e válidos, especialmete em eventos desse tipo, voltados para os acadêmicos. - Sobre a MATRIZ CURRICULAR PADRÃO que tanto vem gerando guerras (sim guerras mesmo!), creio que aí sim está o maior equívoco de todos que participam dessas discussões e postam-se contrários a isso. Ser formos olhar as profissões regulamentadas, TODAS tem suas Matrizes Curriculares Padrão. As diferenças estão nas disciplinas optativas. É aí que entra (ou não) o regionalismo, o foco e alvo de mercado da IES e por aí vai. Não tinha escrito nada até agora sobre esse assunto pois sempre que lia algo ficava atônito e embasbacado por causa dos absurdos que lia... vou ver se consigo até a semana que vem escrever um artigo sobre isso. Já postei em outro tópico que em outubro vai acontecer o P&D 2008, em Sampa. Este evento, por ser sobre pesquisas, creio ser o melhor local para convidarmos nossos digníssimos parlamentares (especialmente aqueles que acham que design é artesanato) para interira-se mais sobre o assunto e a importância do design para a sociedade, industria e comércio. Isso sem contar naqueles ligados à Educação. Ah, e assim como brigamos tanto por causa da logomarca/logotipo, vai aqui um puxão de orelhas: Grade Curricular - Errado Matriz Curricular - Correto Matéria - errado Disciplina - correto Saudações iluminadas!!!