Artigo: Como seria o mundo se a sua marca deixasse de existir?

Porque algumas marcas perdem a relevância em épocas de transformação e grandes mudanças.

Algumas empresas podem acomodar suas marcas numa posição confortável de lucro ?garantido? e sofrer com o novo contexto de transformação no mundo em que vivemos. Os períodos de crise e recessão são um exemplo de acontecimentos que impactam diretamente na percepção de muitas marcas. Mas não é só isso, outros fatores podem contribuir para que uma marca perca a diferenciação e a posição de destaque na mente dos consumidores: players mais dinâmicos, tendências de mercado, globalização, sustentabilidade, mudanças no comportamento do consumidor e novas tecnologias são alguns deles.

A cana-de-açúcar e o milho, por exemplo, são, atualmente, mais relevantes na categoria de combustível ou alimento? E o pager, um aparelinho de envio e recebimento de mensagens pré-SMS muito popular no começo dos anos 90, você se lembra de alguma marca deste tipo de serviço?

Estas mudanças parecem naturais hoje em dia, mas há algumas décadas se alguém dissesse que marcas como a PanAm, Mappin ou o Banco Nacional estavam com os dias contados, a maioria das pessoas provavelmente não acreditaria. No filme ?2001. Uma Odisséia no Espaço? de 1968, Stanley Kubrick utilizou na Orion III, uma das aeronaves futuristas do longa-metragem, o logotipo da PanAm. O diretor apostou que a marca ainda existiria no século XXI.

Estas marcas já foram consideradas como grandes representantes de suas categorias, porém, hoje em dia não fazem muita falta. Os tempos mudaram, estas marcas não.

Como manter, então, a relevância de uma marca num cenário de mudanças tão contundentes e quebra de paradigmas cada vez mais frequentes? Para se ter uma idéia, em pouco menos de 10 anos já passamos por algumas turbulências econômicas, revoluções tecnológicas, discussões ambientais entre outros acontecimentos que, de alguma maneira, modificaram a maneira como vivemos. E eles tendem a se tornar cada vez mais freqüentes.

O que uma empresa precisa saber, então, é que, apesar de decisivos, os períodos de instabilidade não são eternos. Uma marca forte pode conter os diferenciais necessários para suportar os tempos de mudança e ainda criar um cenário favorável para inovacões que signifiquem a perenidade do negócio após estes momentos.

Veja o caso das sandálias Havaianas que, mesmo com a incerteza econômica, evitou a comoditização do produto e a guerra de preços com concorrentes investindo ainda mais na percepção de valor da marca. A empresa abriu recentemente uma loja-conceito em São Paulo onde estreita os laços com o mundo da moda distanciando-se dos atributos funcionais utilizados no passado e fortalecendo o relacionamento emocional com os clientes. O resultado é que, mesmo com o preço das commodities utilizadas na fabricação do produto caindo, a marca manteve seus preços sem afetar a percepção do consumidor. A marca agregou valor, afastou-se do fator produtivo e possibilitou a criação de produtos e abordagens relevantes que se adaptam aos momentos de instabilidade.

E se a sua marca deixasse de existir hoje, como reagiriam a sociedade, seus clientes e a concorrência? Eles sentiriam alguma falta? Se a resposta para esta pergunta for não, você, certamente, tem um problema. Sua marca pode ter perdido os atributos que a diferenciavam no mercado e, com isso, a relevância para os consumidores.

É o que acontece com as montadoras americanas. Você pode acreditar num mundo sem carros da Ford ou GM? Estas empresas, além dos problemas administrativos, basearam seus portfólios em marcas muito parecidas e fundamentadas na potência e desempenho. Subestimaram as mudancas que apontavam para um mundo mais sustentável na economia e meio-ambiente e perceberam tarde demais que o setor de veículos deveria se voltar a produtos mais baratos e menos poluentes. Esta nova necessidade criou um espaço em nossas mentes e pode ser preenchido por uma marca posicionada para atendê-la com mais agilidade, como, por exemplo, as que emergem da China e Índia.

Criar relevância por meio de uma promessa crível é a maneira mais acertiva de se construir uma marca, depois é preciso analisar o momento e criar atributos que agreguem diferenciais à ela. A Apple, por exemplo, soube aproveitar as oportunidades e os potenciais da marca para expandir o negócio de computadores e entrar no segmento de comunicação e entretenimento. Para isso, deixou até mesmo de manter no logotipo a palavra Computers, uma associação que limitava esta nova estratégia.

Você não precisa mudar de marca, mas deve conhecer as necessidades e desejos da sociedade e rever as percepções sem importância ou até negativas que as pessoas adquiriram dela ao longo do tempo. O ex-CEO da Harley Davidson, Richard Teerlink, costuma dizer que “Em tempo de mudanças, os que aprendem herdam o mundo; os que já sabem tudo, por outro lado, estão muito bem preparados para um mundo que deixou de existir”.

Cezar Bianchi (contato@cezarbianchi.com.br) é brand designer e brand planner. É diretor de Branding da LEN Comunicação & Branding e mantém o Cezarbianchi.com.br.

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Chamada de artigos para a revista Arcos Design

A revista “Arcos Design”, que é o periódico científico do Programa de Pós-graduação em Design da Esdi, está convidando pesquisadores da área de design e áreas afins a submeter artigos para avaliação.

O dia 15 de setembro é a data limite para publicação no número 5 da revista, previsto para novembro deste ano. A recepção de artigos para os números subsequentes passará a ser feita em fluxo contínuo. “Arcos Design” teve suas três primeiras edições impressas e ressurgiu como periódico online a partir do quarto número, lançado em março
de 2009. As normas de publicação estão disponíveis no site da revista: www.esdi.uerj.br/arcos.

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Artigo: Beleza Absoluta e Beleza Relativa

Antes de entrarmos efetivamente no assunto, gostaria de dar uma pequena introdução que acredito ser de muita importância para nos ajudar a entender a relação entre estas belezas.
Trata-se do conceito de ?ato e potência?. Todas as coisas no mundo, ou seja, toda a criação existe em ato e potência em um dinamismo constante, por exemplo:
Um muro pintado de verde o é em ato, contudo esse muro tem potência em outra cor. Se você pintá-lo de branco, neste momento ele será branco em ato e terá potência de ser qualquer outra cor, menos branco. O único ser existente em ato puro é Deus, isso porque Ele não muda. Deus é o mesmo desde o princípio, isso sabemos quando nos diz: Eu sou aquele que Sou, ou seja igual sempre.
Para o homem é impossível ficar sempre igual, então já que esta passagem faz parte da nossa natureza, lutemos para sermos melhores hoje do que fomos ontem, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Mas o que tem haver tudo isso com o nosso tema? Vou explicar.

Leia o post completo de Emerson Marinho no Pulsar Design.

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A imagem do Brasil só pode ser Plural

Segundo a pesquisa “Cara Brasileira“(carabrasileira@sebrae.com.br), feita pelo Sebrae, em uma dimensão psicológica o Brasil é visto pelas características amistosa, hospitaleira, generosa, bem- humorada, otimista, alegre, espontânea, criativa e por sua abertura à inovação. Porém, no aspecto de negócios, o que é mais valorizado aqui, segundo a pesquisa, é a floresta amazônica, o pantanal mato-grossense, a cultura negra baiana, indígena e a do interior da região central, e as expressões musicais. Assim, se lá fora nosso povo é “cool“, nossa terra é quente para investimentos.

Dessa experiência que os estrangeiros tiveram do Brasil por meio do nosso território e de nossas pessoas é óbvio traduzir que muito lhes impactou a pluralidade. A imagem do Brasil é na verdade um conjunto de imagens que a princípio não se combinam, mas se completam, seja pela relação social próxima que aqui existe ou pela vastidão da nossa área, que aporta inúmeras e distintas culturas. Se a Itália tem o design, a França tem o perfume e a Suíça tem o relógio, para identificarmos o que o Brasil tem, precisamos partir dessa diversidade tanto de culturas como de recursos naturais que possuímos.

A Havaianas, que por meio de uma mudança de abordagem da marca fez de seu chinelo de borracha um artigo de moda internacional e se tornou um dos casos mais comentados no mundo, é uma das marcas que mais representam o Brasil no exterior. Atualmente, a linguagem gráfica brasileira utilizada na publicidade internacional expressa a diversidade com cores, símbolos, estampas e texturas que constroem uma identidade nossa (na imagem nos outdoors “grafitados” em prédios de Nova York, por exemplo). A Havaianas só conseguiu construir a sua própria imagem no exterior quando valorizou o que representava para o Brasil. Precisou saber quem era para então construir sua imagem para o mundo.

O design de produto nacional também é reconhecido internacionalmente. Os Irmãos Campana, Humberto e Fernando, têm obras espalhadas em museus do mundo inteiro. Um de seus projetos, nomeado “Vitória Régia”, expressa a brasilidade por meio de móveis no formato da planta típica da região amazônica e em diversas cores. Segundo o Sebrae, a variedade de cores é um dos aspectos que mais remetem ao Brasil do ponto de vista do estrangeiro.

Leia o artigo completo de Valpírio Monteiro – Sócio e diretor operacional do GAD?Branding&Design

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Artigo: Branding. Construindo uma marca de valor

O caminho que vamos traçando na nossa vida mostra quem somos, há neste sentido uma construção que pode ser boa ou não, ora na nossa vida profissional acontece o mesmo.
Se pensamos em Ayrton Senna, vem a nossa mente algumas coisas como por exemplo desempenho, vitória, garra. Isso tudo foi conquistado dia a dia, e estes conceitos acabam passando para tudo o que gira em torno dele, como o instituto que leva o seu nome e os produtos da sua marca

Leia o artigo completo de Emerson Marinho Nóbrega na Pulsar Design

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Tempos de crise? Hora de investir na marca

Um estudo feito pela BrandAnalytics e pelo jornal Valor Econômico mostra que as ações de empresas com nomes reconhecidos pelos consumidores podem ser uma opção defensiva na crise atual.

Grandes marcas brasileiras passaram pela crise que começou nos EUA de maneira pouco traumática, sem ganhos, mas também sem perdas, enquanto o Ibovespa caiu 7%.

Segundo o jornal, este resultado se assemelha à pesquisa internacional realizada pela Milward Brown, que mostra as marcas americanas com melhores atributos econômico-financeiros e do consumidor (como lealdade e confiabilidade, por exemplo) tendo um desempenho superior ao índice das 500 maiores empresas do mercado (Standard&Poor?s 500).

Isto não é nenhuma novidade. Em janeiro de 1998 um comparativo entre a Coca-Cola e a GM demonstrava que a montadora americana possuía um valor de ativos estimado em US$ 229 bilhões, enquanto a multinacional de refrigerantes contabilizava US$ 17 bilhões. Com base nestes números, muitos investidores escolheram a General Motors. Porém, nesta mesma data, a marca Coca-Cola era maior que o dobro do valor da GM inteira.

Analisando os dados acima podemos notar a importância de se criar uma marca forte na cabeça dos consumidores, pois é lá que se forma a imagem da empresa. Esta confiança acontece quando marcas constroem atributos relevantes ao mercado e a sociedade que garantem uma boa percepção e a continuidade dos negócios. Tudo isso, consequentemente, contribui para o equilíbrio no valor de suas ações.

Em épocas de crise, como agora, a marca se torna um porto seguro, minimizando os riscos de compra dos consumidores e investimento dos acionistas.

A gestão com foco na marca busca justamente a construção de atributos que resultem em lucratividade de longo prazo para a empresa. Estes atributos devem ser altamente reconhecíveis e relevantes aos stakeholders da empresa, além de coerentes com o posicionamento de marca, que deve ser claro e distintivo.

Portanto, os gestores devem acreditar na importância de uma marca forte (hoje em dia, o valor da marca já faz parte dos balanços anuais de algumas empresas), sobretudo para a continuidade e sobrevivência do empreendimento, mesmo que, a curto prazo, os resultados sejam subjetivos e difíceis de serem medidos.

Tendência para 2009: marcas de otimismo

Crise, recessão, conflitos e desemprego. Atualmente vivemos numa época cercada de incertezas e desconfianças, enquanto todas as previsões para 2009 mostram um cenário de turbulência. As pessoas realmente estão temerosas, mas é em momentos de crise que nascem as oportunidades.

Se analisarmos as eleições americanas e a incontestável vitória de Barack Obama, fica evidente a demanda dos eleitores por uma transformação na atitude dos seus governantes. Esperança e mudança foram as bases utilizadas na candidatura de Obama para construir um país diferente. Funcionou. A necessidade era clara e a situação/oportunidade pedia um herói no corpo de um candidato. Obama conseguiu, em escala global.

Barack Obama, com sua marca pessoal, conseguiu o que muitas corporações tentam durante décadas, conquistar defensores e seguidores de sua marca utilizando uma maneira simples, direta e muito bem alinhada às expectativas dos norte-americanos.

Enquanto seus concorrentes buscavam frases aspiracionais ou patrióticas como slogan, Obama, com seu ?Change?, criou um posicionamento. Quantas marcas você conhece que conseguiram algo assim com apenas uma palavra?

Depois disso, vemos que a busca pelo lado bom das coisas vem aumentando. Grandes marcas como Pepsi, Starbucks e Coca-Cola estão seguindo esta tendência.

Generation optimistic

Primeiro foi a Pepsi, pegando carona na eleição. A empresa detectou que 95% dos americanos nascidos entre 1980 e 1990 possuem uma visão ?particularmente esperançosa? sobre o futuro.

Numa campanha que está sendo chamada de ?Generation Optimistic?, a empresa lançou seu novo logotipo citando palavras e frases utilizadas por Obama, como ?hope?, e ?yes, you can?. Além desta evidente apropriação, o novo símbolo substitui as letras ?o? das palavras, exatamente como o logotipo de Obama, durante a campanha presidencial.

Foi criado, ainda, um site onde personalidades convocam os cidadãos a enviar um vídeo com sugestões para o novo presidente. ?Refresh America? é uma corrente de ideias de melhores práticas e atitudes para mudar os EUA.

I?m in

Seguindo esta linha colaborativa, a Starbucks foi além. O envolvimento deixa de ser virtual e promove o voluntariado onde, efetivamente, é preciso colocar a mão na massa. A campanha pretende que as pessoas doem um pouco do seu tempo, cerca de uma hora por dia durante uma semana, com atividades para deficientes ou pessoas carentes. O filme da campanha mostra um trecho do discurso de Barack Obama onde ele convoca os americanos para uma nova era de responsabilidades.

Open happiness

Na Coca-Cola, a nova campanha apresenta o slogan ?Open happiness? buscando resgatar a alegria em meio aos tempos de crise. Ela dá continuidade à visão otimista da empresa iniciada com a campanha ?O lado Coca-Cola da vida? e ganha mais força agora, com o filme de lançamento, que mostra uma onda de felicidade tomando conta de uma cidade, e depois do mundo, a partir de uma garrafa de Coca-Cola.

No Brasil esta tendência ainda não se manifestou de forma clara e impactante. Há apenas casos isolados, como o do grupo UltraFarma, que decidiu manter os preços dos medicamentos comprados no mês de janeiro em suas lojas até o fim do ano, numa clara demonstração de confiança nos tempos de crise. Mesmo sendo uma decisão otimista, ela é baseada em preço, o que pode não ser bom para a marca a longo prazo.

Otimismo em tempos de crise vende, mas ele deve ser verdadeiro, começar dentro da empresa, incorporado como cultura e, só então, ser comunicado com coerência e simplicidade, somando-se aos atributos da marca.

Criar um slogan ou bordão apenas pode não ser suficiente para uma marca que possui uma imagem sem profundidade. Somente desta forma, a mudança será percebida como relevante pelos consumidores e adequada às necessidades de uma sociedade à procura de tempos melhores.

Sobre o autor:
Cezar Bianchi (contato@cezarbianchi.com.br) é brand designer e brand planner. É diretor de Branding da LEN Comunicação & Branding e mantém o Cezarbianchi.com.br.

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A real identidade do design – por Felippe Santos

Hoje, tudo está relacionado ao design. Desde o ?design inovador da sua nova panela?, até o ?hair designer? da Camila Pitanga. Ou seja, dá quase vergonha de falar que você é um designer. O estudo do design, que a meu ver é focado totalmente no projeto como um método, uma disciplina,é algo de suma importância no sentido de encontrar soluções e resolver problemas, não profissão de cabeleireiro. E não adianta falar que está procurando uma solução para los cabelos.

Enquanto muitas pessoas que praticam o design, lutam pela profissionalização da área, outras tantas acabam por depreciar o real sentido desse exercício. Podemos levantar algumas questões a respeito do design e do designer.

Se o design é um método, uma prática, é possível afirmar que o homem que habitava a Terra na Idade da Pedra, já era um designer? Por que ele encontrou soluções para manter-se vivo, transformou uma matéria prima (a rocha), num objeto com forma e função (o machado). Ele deixou registros nas paredes, suas idéias e memórias. Mas será que apenas encontrar soluções é o que faz de um ser humano, um designer?

Ao mesmo tempo, há muitas pessoas que estudam design e rumam para atuar em outras áreas. Desde fotógrafos, cineastas, animadores de arte..; quer dizer, eles tem a formação específica e estão graduados, mas não exercem a profissão. Será que não?

O olhar de um fotógrafo e de um fotógráfo-designer é com certeza diferenciado. A fotografia e o design são campos bem separados, porém se encontram casualmente sempre que possível.

A grande questão, acredito ser, até onde a academia é importante e até onde o intuito, ou o consciente/inconsciente criativo se mostra à frente. Um vive sem o outro? Qual dos dois é mais necessário?

Difícil responder, principalmente por que até o design é relativo. Embora muitos designers tenham desenvolvido uma identidade própria, ela surgiu de onde? Do inconsciente ou do estudo? O designer também é um questionador, um apresentador ou um ser criativo que faz de seu ofício, uma ferramenta para a profissão dos outros. Certo, é que o design está aí, sendo praticado nos mais diversos lugares, com os mais diferentes intuitos, mas com um objetivo final: a solução.

Felippe Magyar dos Santos

27/10/2008

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IHC'08 – VIII Simp

21 a 24 de outubro – Porto Alegre – RS
O IHC 2008 está dividido em duas etapas:

* o primeiro dia do evento (dia 21 de outubro) está destinado aos tutoriais e workshops, os quais têm taxas individuais. O participante escolhe se quer ou não participar destas atividades, e cada uma delas tem sua taxa específica.
* os demais dias (22, 23 a 24 de outubro) estão destinados a conferência, com apresentação dos artigos técnicos, palestrantes internacionais, painéis e demonstrações. A taxa básica de inscrição inclui a participação nestes 3 dias (22 a 24 de outubro), bem como inclui o material do evento, coffee breaks e coquetel.

Cabe ressaltar que estas taxas não incluem alimentação, hotel, acomodações, nem a participação no jantar do evento.
O jantar do evento será realizado na quinta-feira, dia 23 de outubro, em restaurante tradicionalista, com show típico e pista de dança. O valor do jantar, com bebida incluída, será R$50,00 por pessoa.

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Evolu

Marcelo Tomaz

Marca inglesa de artigos esportivos, recentemente comprada pela alemã Adidas, a Reebok figura entre as grandes do setor há muito tempo. Com um posicionamento truncado, ela nunca chegou a brigar de igual para igual com a líder do segmento, a americana Nike, e boa parte disso deve-se a sua postura, nunca muito clara, dificultando a compreensão dos seus consumidores a respeito dos objetivos da empresa. Sua marca é o reflexo da confusão conceitual que é a empresa em si. Ora utiliza um posicionamento nacionalista, unindo a bandeira da Grã-Bretanha à sua marca, ora, ao entrar no Brasil, deixa de lado a bandeira bretã e agrega a nossa verde-amarela (sim, a Reebok, durante alguns anos, usou a bandeira brasileira agregada à sua marca). Enfim, a Reebok é daquelas empresas que parecem que andam sempre sem rumo. Suas campanhas publicitárias nunca causam grandes impactos, não criam tendências e raras vezes vão além da foto do produto e a assinatura com a marca enorme (marca grande, raciocínio pequeno.) Olhem a evolução da marca mundial e percebam o que digo, erros desde a evolução tipográfica até o uso do símbolo, que, convenhamos, é uma mistura das japonesas Asics e Mizuno. A busca pela valorização do símbolo deve ter levado a essa decisão de eliminar as vogais de seu nome, o que futuramente vai gerar a eliminação das consoantes, restando, assim, somente seu símbolo, caminho seguido pela Nike e Adidas, com maestria. O problema é que o símbolo da Reebok, que foi claramente ?sampleado? (sampleado = chupadinha leve em tupi-guarani, rerere?brincadeirinha) da Mizuno, não cola, não é forte e nem simpático, por isso digo que uma marca forte surge da assimilação rápida de uma idéia clara. O que não é o caso da Reebok.

Clap, clap, clap?
A nova tipografia é muito bem construída e ousada, alçando a marca do século passado direto para o século seguinte.A concisão do nome e o simples fato de eliminar as vogais não prejudicam a compreensão da mensagem e ainda desafiam o raciocínio dos menos atentos. E ao que parece, a Olympikus também deve ter gostado, vide o lançamento da linha OLK ( hummm?). Composta apenas por dois elementos, a marca atual ficou leve e ágil. Contrariando as atuais perspectivas de evolução, eu apostaria no RBK e mandaria o símbolo para o reino dos céus.

Bleargh…

A falta de originalidade do símbolo. O uso de bandeiras, ou outros símbolos que identifiquem grupos específicos, gera uma segmentação desnecessária nesse caso. Ainda bem que abandonaram a tipografia antiga, era de doer.

Bla-marcelotomaz nasceu em 2005, como um blog de opinião, criado para falar facilmente sobre temas nem sempre tão fáceis, como branding, design, propaganda, marcas e afins. Quem quiser saber mais sobre o assunto, basta acessar bla-marcelotomaz.com.br

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Revista Continuum Ita

A edição de maio da revista Continuum Itaú Cultural é dedicada ao design. Sob o título O desenho das idéias, a publicação pretende discutir questões importantes para a área, como funcionalidade, estética e democratização. Entre as matérias disponíveis estão a resenha Oito ‘clássicos’ do design brasileiro, da jornalista e historiadora do design Ethel Leon, e Una cosa mentale, entrevista com Rafael Cardoso, na qual o historiador e crítico fala sobre a desmaterialização do design.

A versão impressa da revista é distribuída gratuitamente na sede do Itaú Cultural e a edição online pode ser lida no site do Instituto: www.itaucultural.org.br.

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Abaixo a ditadura na decora

Arquitetos e designers de interiores dizem não ao modismo e valorizam referências pessoais dos moradores para obter uma casa com personalidade

Sabe aquelas decorações feitas tal e qual as dos apartamentos-modelo de prédios em construção, que, de tão semelhantes, parecem produzidas em série? Importantes profissionais do segmento torcem o nariz para elas, algumas das quais vira-e-mexe são vistas em veículos de comunicação especializados no assunto. Um exemplo: sofá branco, parede fendi, espelho na sala de jantar para ampliar o espaço… E só. Para eles, essa certa estandardização dos projetos acaba deixando de lado a história de vida dos moradores, algo que hoje retomou força para fugir do lugar-comum. ?O que se vê, quase sempre, é muito impessoal?, diz o arquiteto Arthur Casas, para quem o resultado, na maioria das vezes, remete à atmosfera de um showroom.

Leia a matéria completa por Roberto Abolafio Jr. no Casa& do Estado de SP.

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Artigo: C.H.A

Todos nós temos características que nos diferem uns dos outros, somos o resultado de influências recebidas ao longo de nossa existência. Somos seres capazes de criar, produzir e assimilar idéias. Temos qualidades, natas e adquiridas, que nos dão o poder de sobressairmos aquém daqueles que não as desenvolveram.

Existem três qualidades que o designer precisa desenvolver:
O Conhecimento, a Habilidade e a Atitute – CHA

Conhecimento: Vem de conhecer, saber, aprimorar, tornar claro aquilo que ainda não se conhece, ou que deseja conhecer mais afundo. O conhecimento é a base de tudo .O conhecimento é adquirido de várias formas, nas ruas, nas faculdades, na internet, nos livros, com a vida e etc . O problema é: quem deseja adquirir o conhecimento? Hoje vivemos em uma sociedade capitalista aonde tudo precisa ser prático. Mas o que será da prática sem o conhecimento?

Habilidade: Praticar o que conhece, saber fazer. Todo conhecimento que temos é aperfeiçoado com a Habilidade.

Imagine: para que foi feita uma flecha? É óbvio que é para acertar o alvo, mais se esta flecha não for usada para acertar o alvo, a existência dela é Vã.

Assim também é o conhecimento, ser não for usado através da habilidade, ele é em vão. A habilidade na vida do designer é essencial, pois ela gera uma disciplina no profissional, de organização para executar aquilo que está proposto. É a consciência em saber utilizar o conceito aliado com as ferramentas.

Atitude: Querer fazer, arriscar, se comprometer. É certo que o conhecimento e a habilidade são fatores muito importantes, mas e a atitude?

Conheço muitas pessoas, que tem muito conhecimento, são habilidosas, mais não tem atitude. As oportunidades vêm e elas perdem a chance de fazer o que precisa ser feito. Temos que tomar atitudes muitas vezes radicais para que possamos chegar ao topo da montanha.

Certa vez um empresário aqui de Goiânia, dono de uma rede de revistaria, recebeu um certo telefonema de uma pessoa, a qual o seu carro tinha acabado a gasolina no meu do caminho, dizendo:

Ai é do posto de gasolina? E ele disse: não, é da revistaria, mais quantos litros de gasolina o senhor precisa? Mais aí é posto ou revistaria? Perguntou.

E o empresário respondeu: é uma revistaria, mais vou entregar a gasolina aonde você está, quantos litros você precisa? Meio desconfiado ele respondeu? 6 litros.

Resultado:
O dono da revistaria chamou o motoboy, e entregou a gasolina para aquele homem, e ele ficou super feliz, e virou o cliente nº1 daquele empresário. Tudo por causa de uma ATITUDE.

Estas três qualidades agregadas, Conhecimento, habilidade e atitude com certeza te farão um profissional bem sucedido!!!

Cleber Muniz, desenvolve projetos de design junto ao SESC-GO
prcolheita@hotmail.com

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Artigo: Constru


Marcelo Tomaz

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Por que criar algo 100% novo quando posso partir de uma base já estruturada e comprovadamente eficaz, para obter resultados mais rápidos? Seguir caminhos já trilhados por outros não é crime, e em muitos casos é um sinal claro de inteligência, desde que seja seguido com bom senso e muito cuidado. ?Criar? significa oferecer uma visão diferente, particular e invariavelmente nova sobre alguma coisa. Se o ponto de partida foi uma referência visual já existente, provavelmente o resultado final será influenciado ou até mesmo direcionado pelo seu ponto de partida.

Caso a opção seja por algo completamente novo, ou até mesmo experimental, o resultado será menos familiar, o que abre a possibilidade de gerar, a princípio, desconforto, medo, insegurança ou mesmo repulsa momentânea pela falta de familiaridade com os novos elementos e princípios criativos. Este é o risco que se corre pela ?ousadia da criação?: tentar algo novo, sem a garantia do certo ou errado e o apoio de quem fez antes para balizar nosso caminho. No dia-a-dia, as duas fórmulas são válidas, uma mais linear, outra com altos e baixos, uma mais segura, outra mais arriscada, uma mais coletiva, outra mais individual. Basta escolher a melhor para cada ocasião e seguir em frente ?em busca do resultado positivo, pois o grupo está unido em busca dos três pontos? rerere?

Quanto ao tão almejado reconhecimento autoral, seja ele de uma marca ou de uma tendência, só será ?todo seu? caso opte pela partida do ponto zero, aquele de quem faz o bolo e não aquele de quem vem somente no final colocar a cereja e, muitas vezes, o dedo. Bleargh?

Separei alguns exemplos de criações e criaturas para vocês observarem o grau de similaridade entre elas e tirarem suas próprias conclusões.

Clap, clap, clap?

Mizuno ? Empresa japonesa de artigos esportivos, reconhecida mundialmente, sua marca é referência em performance e qualidade, especialmente no segmento de tênis de corrida.

Carrefour ? Rede francesa de hipermercados espalhada pelas maiores cidades do país, tem como diferencial seu ?compromisso público? de vender por menos.

Administration for Children and Families ? Agência federal norte-americana para assistência a famílias. Não tem nenhuma penetração no Brasil, mas, graças à internet, a gente acaba conhecendo, não é verdade?

Bleargh…

Tenny Wee ? O grau de semelhança com a Mizuno, tanto na marca quanto no segmento de atuação, é de chorar?ou rir, sei lá.

Gimenes ? Houve uma ?pequena? preocupação com a similaridade da marca, tanto que inverteram a aplicação das cores. Pouco para uma empresa do mesmo ramo de atuação do Carrefour, tsk, tsk, tsk?

Faculdade São Luis ? Aqui não houve nenhuma alteração de marca em relação à original, simplesmente mudaram o nome e a cor, já que o segmento é outro. Ufa, pelo menos mudaram o nome, já pensaram numa faculdade chamada Administration for Children and Families, em Jaboticabal, no interior de São Paulo? Bom, do jeito que a coisa anda, eu não duvido.

Para quem quer saber mais:
www.mizuno.com x www.tennywee.com.br
www.carrefour.com.br x www.gimenes.com.br
www.acf.hhs.gov x www.saoluis.br

Bla-marcelotomaz nasceu em 2005, como um blog de opinião, criado para falar facilmente sobre temas nem sempre tão fáceis, como branding, design, propaganda, marcas e afins. Quem quiser saber mais sobre o assunto, basta acessar bla-marcelotomaz.com.br

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M

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“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”.
Entre, leia, dê sua opinião e vote no cartaz para a próxima análise. Você também vai encontrar músicas de Chico Buarque,
um conto para Tarsila do Amaral, Haicais e outras tantas artes.

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Artigo: Voc

Antes de começar ler este artigo, quero te levar a pensar nestas seguintes questões:

Você acredita em seu profissionalismo? Você acredita no produto que você gera através do design? Bom, é relevante pensarmos nisso como profissionais. Muitos de nós (designers) temos a tendência de muitas vezes não acreditar em nós e em nosso produto.

Resultado: se um designer não acredita em si e nem naquilo que ele produz, quem mais acreditará?

Tenho um irmão (gêmeo) que nesta semana ele me falou algo que me fez pensar nesta questão:
O Valor que tenho como profissional.

Ele tem um grupo de Rap (MDP), e o seu grupo foi chamado para tocar na cidade de Florianópolis, daí o cara que o chamou Ligou pra ele e disse: cara quanto vocês cobram pra vir tocar aqui? Meu irmão disse: a cara, só a passagem e um lugar pra durmir ?tabão?.

No outro dia ele pensou consigo:
?Se o cara me ligou é porque ele gosta do meu som (produto), então eu deveria ter dito pra ele, que pra levar o meu som, o meu preço e este, e mais hotel e passagem.” Pense comigo, se o cara gosta do som deles, e que modéstia parte é bom mesmo, o ele ia fazer de tudo para tê-los em sua cidade. Por quê? Por que ele estaria demonstrando que acredita em seu som.

Daí o cara vai lá, faz a faculdade, paga um monte curso caro, vai a workshops, pesquisa na internet, compra livros, estuda a programação visual, e o cliente (matuto) chega ao designer e pergunta: quanto fica pra fazer uma logomarca (um erro, uma redundância)? E o designer (que não acredita no seu design) diz? A me dá só um ?café? (aqui em Goiás, um café custa R$ 50,00) que tabão!

Isso para mim é comportamento de um pseudodesigner, o famoso micreiro. Exite as vezes, de nossa parte, uma certa prostituição, em relação aquilo que somos e aquilo que fazemos. Se você faz design, acredite nele, estude-o, valorize-se. Você acredita no seu Design?

Cleber Muniz é designer júnior, desenvolve projetos gráficos para o SESC-GO desde 2006

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